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Comecei assistindo novelas de um tempo pra cá, depois que minha mãe assinou o Globoplay, foi uma grata surpresa, principalmente Tieta, que parece que não acontece muita coisa, mas ao contrário graças aos diálogos excelentes e o elenco pra lá de competente, consigo entender porque minha geração de agora não gosta de novelas, dessa década de 2020 em diante e tudo muito ruim e precário.
Considerando o tema, é melhor do que deveria ser – melhor atuado, melhor dirigido, melhor escrito.
Uma novela que poderia ser lançada hoje e as pessoas ainda a adorariam, se por acaso tivesse um elenco realmente bom, coisa que duvido muito. Que clássico encantador!
Destaque para Betty Faria (num papel que quase foi da lendária Sophia Loren), não sabia que a Betty foi tão linda assim, nasceu para o papel; Joana Fomm (um tanto caricata demais, mas hilária mesmo assim), Cássio Gabus Mendes, Lídia Brondi (apesar da profissão que a gente sempre imagina de ser de mulheres muito fortes e calejadas, ela consegue passar o lado inocente e puro, que realmente deve existir na vida real, afinal são seres humanos como outro qualquer, além de ser a profissão mais antiga do mundo), Yoná Magalhães, Luciana Braga, Arlete Salles, Miriam Pires, Ary Fontoura, Sebastião Vasconcelos, Bete Mendes, Rosane Gofman, Lília Cabral, Ana Lúcia Torre, Cláudio Corrêa e Castro, Elias Gleizer, Andrea Paola, Sônia Barbosa (que linda e talentosa, e eu nunca vi em outro papel)...
Tenho quase certeza que foi a última grande novela exibida inédita no Brasil, com um elenco afinado, onde até em pequenos papéis todos sincronizados e perfeitos (como por exemplo foi em Vale Tudo de 1988, Tieta de 1989 e Pai Herói de 1979).
A novela destaca a importância de abordar a história da escravidão e os horrores vivenciados durante esse período sombrio da humanidade.
Audaciosa, forte, sangrenta e estilisticamente ousada, devo insistir que essa história seja transmitida a cada geração sucessiva, que ela se torne parte integrante da nossa identidade.
Os seres humanos têm uma memória notavelmente curta, e por isso é essencial que nos lembremos constantemente dela, já que as novelas ainda são o carro chefe da Rede Globo pelo menos.
O elenco em ótima forma carrega a novela com um sentimento de verossimilhança ainda mais devastadora, mesmo nos momentos cômicos feito com maestria principalmente por Olívia Araújo (que poderia ter aparecido muito mais), Nathalia Dill (mesmo com uma personagem detestável até a medula) e Marco Ricca (o mais premiado do elenco).
Fica até difícil destacar alguém desse elenco tão bom, mas vamos lá, além dos três já citados: Andreia Horta e Bruno Ferrari são os mocinhos pra lá de carismáticos, Bruno aliás bem mal aproveitado depois dessa novela, Mateus Solano (a personificação do mal), Maitê Proença, Zezé Polessa (sempre ótima), Ricardo Pereira (no melhor papel de sua carreira até agora em 13.03.2026), Caio Blat, Rômulo Estrela, Mariana Nunes (tensa e assustada a novela inteira)...
Uma fusão de drama de época, política social, estudo de personagens, romance envolvente e terror puro e simples. Fazia tempo que não via um filme de terror tão excelente quanto esse. Jack O'Connell sempre esquecido no Oscar. Mas finalmente lembraram do Delroy Lindo.