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A parte que os pais do menino morrem é meio chocante para um filme infantil, e ela não é elaborada. De resto, ótima aventura. O criador de Ratatouille deve ter se inspirado nesse filme. No mais, a Vó do Luke foi pensando em tirar férias na praia e acabou se metendo numa enrascada e virando uma espécie de fantoche do neto contra as bruxas. kkkk
Pra mim, O Grinch fala menos sobre odiar o Natal e mais sobre abandono. Ele não ataca a festa por maldade, mas porque o Natal encena tudo o que faltou: vínculo, acolhimento, pertencimento. Quando ele destrói os símbolos e mesmo assim nada se quebra, vem o choque — o problema não era o Natal, era a ferida. A mudança não soa moral, soa integração. O espelho levantado após "roubar o Natal" e o espírito da data permanecer é mt forte.
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Reassisti ao filme agora, mais de 15 anos depois da época do colégio, e a percepção mudou total. O Raoul é o cara certinho, mas falta o "molho" que o Fantasma tem. A real é que a Christine não ama o cara; ela projeta nele um estilhaço do pai e não consegue desapegar por medo do abandono. É aquela coisa: quem é traumatizado sempre quer salvar alguém.
No telhado, a energia de corno do Fantasma é nítida, mas a Christine foi prudente em escolher o Raoul e deixar o doido pra trás. No fim, ele só liberta os dois porque ela finalmente viu quem ele era de verdade. Foi essa humanização que permitiu que ele fosse viver a vida dele, mas sempre acompanhando a amada de longe. Ele a deixou livre.
Ah amei muito as músicas. As que eu já conhecia e minhas novas favoritas. A principal é Point of No Return agora.