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Filmes anteriores de 007: Bond salva o mundo.
Sem tempo para morrer: Bond salva o seu próprio mundo.
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Bons filmes!
Equipe Filmow
Não é de se estranhar que "A Serviço Secreto de Sua Majestade" seja celebrado mais de 50 anos após sua estreia nos cinemas, uma vez que o Bond trágico e sentimental de Daniel Craig só existe em razão do arco narrativo vivenciado pelo Bond de George Lazenby.
Conferido hoje, o filme exibe pontos muito fortes. Todas as cenas de espionagem são conduzidas com muita inteligência, sem que o roteiro apele para falas expositivas (aqui se aplica com precisão a regra "mostre, não fale"). Além disso, as cenas de ação passadas nos Alpes são impressionantes até hoje, realizadas em uma época que não havia CGI para polir ou reduzir o risco na execução.
A grande problemática é a fidelidade excessiva ao livro, mais especificamente na visão misógina de Ian Fleming em colocar um harém de mulheres à disposição de Bond. O filme parece se esquecer que o mote da narrativa é justamente que 007 se encanta por Tracy (Diana Rigg, maravilhosa) a ponto de preferir pedir resignação do seu ofício como agente do MI6.
Outro problema resta evidenciado no protagonista, George Lazenby até se esforça mas não é carismático como Sean Connery ou brutal como Daniel Craig. Oferece uma performance competente, mas nada além disso.
Isso não se reduz o impacto final de "A Serviço Secreto de Sua Majestade", que abraçando a tragédia com muita elegância e emoção pavimentou o caminho que daria tão certo posteriormente com o Bond de Daniel Craig