Últimas opiniões enviadas
Um filme rico, que sai do clichê hollywoodiano de cinebiografia com superação, trilha tocante e linearidade.
Kristen nos introduz na cabeça de uma pessoa traumatizada, onde passado e presente se misturam numa cacofonia controlada de imagens e close-ups. A estrutura de capítulos tenta botar alguma ordem narrativa do que é que forma aquela mulher, como se a estrutura de um livro fosse sendo formada ao longo do filme, simulando o processo criativo autobiográfico.
O filme é extremamente sexual, sem sexualizar, trazendo sensações de sufocamento e desconforto. O papel da atriz principal é atuado com muita maestria.
A estética de filmar em 16mm traz esse viés de memórias espalhadas em diferentes tempos, é ousada, bonita e funciona.
O filme se propõe como uma subvenção dos grandiosos filmes de roubo, como um retrato de uma masculinidade falida e deprimente. Apersar a ideia ousada, a execução é meio fraca.
Apesar de entender o propósito de estender penosamente cenas patéticas de um homem patético, o intuito do humor se esvai e fica mais o tédio. Nem pena dá pra sentir do protagonista.
O ponto alto do filme com certeza é o design de produção e a ambientação dos anos 70, seus conflitos e contradições.