Últimas opiniões enviadas
É quase impossível, mas esse filme fez parecer que o Michael Jackson é meio desinteressante e limitado. A intenção era construir magia, mas toda a condução é superficial, chapada e repetitiva. As cenas finais te prendem na cadeira do cinema apenas esperando os minutos passarem, porque novidade não virá. Muito limitado quanto à criatividade de direção: todas as performances ao vivo seguem um mesmo roteiro. Se fosse para assistir ao Michael se apresentando apenas, seria melhor assistir apenas ao Michael se apresentando.
Esse crime me tocou muito profundamente na época, pelo fato de eu ter 11 anos de idade e pensar que, talvez, pudesse ser eu numa situação similar. A Eloá e a Nayara eram meninas como eu. Lembro de acompanhar com uma angústia tremenda, como se aquela resolução de alguma forma salvasse todas nós.
Me chocou ver, agora adulta, o quanto o Lindemberg foi romantizado. A sociedade e a imprensa acreditavam que de fato se tratava de um crime de amor, como se fosse um desvio, um pisão na bola. Realmente, muito se sabia do criminoso — sua personalidade, seus antecedentes, suas emoções —, enquanto as verdadeiras vítimas eram tidas apenas como um detalhe no meio de todo o espetáculo. Infelizmente houve esse desfecho pavoroso, mas ao menos novas diretrizes foram elaboradas para a cobertura de casos assim, tanto da mídia, quanto da polícia.
Penso que documentários true crime têm essa função: não assistimos por sadismo, mas para analisar a sociedade e as posturas da época, a fim de questionar a maneira como seguimos tratando casos parecidos atualmente. Dezessete anos se passaram; o crime já parece distante e são perceptíveis mudanças culturais na sociedade quanto a relacionamentos, crimes "passionais" e feminicídio, mas, infelizmente, sabemos que ainda existirão muitas Eloás mundo afora.
Últimos recados
O novo app do Filmow é oficial!
Olá, cinéfilo!
Depois de 2 meses em beta, o novo app do Filmow agora é oficial e 100% funcional.
Baixe aqui:
Android: https://filmow.s.gy/vIEnVo
iPhone: https://filmow.s.gy/esyxMU
Queremos ouvir você: gostou? O que falta? Como melhoramos?
Chama no WhatsApp +55 11 97103-8686 ou avalia direto na loja.
Bons filmes!
Equipe Filmow
Desgraça de filme ruim.
Antes dele só havia assistido ao de 1978 e ao de 2018, na época do lançamento. Peguei para rever essa trilogia e inclusive elogiei o seu antecessor, pois não lembrava que era tão dinâmico e tenso. Animada com o final eletrizante, imaginava que Halloween Kills seria capaz de corresponder às expectativas, mas me decepcionei.
A premissa da população unida para combater um assassino cruel foi empolgante. Dessa vez, o terror não seria apenas temido, mas enfrentado. No entanto, com o acúmulo de (muitas e muitas) mortes, a tensão é substituída pela previsibilidade. Absolutamente ninguém escapa, e não há nada eletrizante ou chocante nisso. Michael pula de vítima a vítima, utilizando métodos cada vez mais sangrentos e explícitos. E só.
A caça dos moradores de Haddonfield se dispersa, ao confundirem o algoz com outro fugitivo. Aqui o filme tenta fazer uma crítica à cultura dos justiceiros sociais, mas nessa altura do filme o timing já não favorecia essa pausa para reflexão.
E daí ocorrem mais mortes...
Quando finalmente é encurralado e conseguimos ver, de forma clara, ele sendo baleado, espancado e esfaqueado... a reviravolta padrão entra em curso novamente e, mais uma vez, a agora entidade Michael Myers ressurge das cinzas e amplia o seu catálogo.
Cansativo. Um dos maiores diferenciais desse serial killer é a sua discrição e quase invisibilidade, mas aqui ele aparece tanto e de forma tão ativa que o mistério é jogado fora. No fim, a sensação é de "dane-se essa m3rd4".