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É comum o queer ser solitário. Aqui não é tão diferente, mas é incrível ver a jornada de uma figura que se liberta dos vícios e condicionamentos passados (que não ganham espaço na tela, ainda bem) junto a um companheiro. Ele almejava busca por conexão com o outro (chama de "telepatia"), mas se esbarrou com algo muito mais precioso: a conexão consigo, alguma transcendência possível para sua própria existência de dependências. É comum desejarmos "finais felizes acompanhados" para pessoas queer no cinema, talvez por precisarmos dessas representações. E isso é valioso, mas que erro haver imposição de narrativas. Na contramão disso, o símbolo Ouroboros ressalta pelo menos duas coisas: a importância da continuidade e o retorno para si mesmo. Lee e Allerton não ficam juntos, mas compartilharam de uma jornada significativa. Allerton, mais jovem, não se entregou tanto. Lee precisou matá-lo de alguma maneira, como foi sugerido em seu próprio sonho.
É o terror da vida atual, quando o medo está diretamente associado à imagem. Juro que dava para sentir o mal-estar geral na sessão e as risadas de nervosismo. O filme cutuca essas feridas abertas, do incômodo com o envelhecimento, da negação da morte, das (bi)polaridades, das dismorfias de imagem e da demanda pela intervenção química no corpo. Muito tenso e envolvente
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Olá Yuri, tudo bem? Te convido pro LEGIONÁRIOS, um grupo de filmes e séries onde você pode opinar, trocar experiências, participar de jogos, receber indicações e muito+!
A participação é 100% aberta a qualquer pessoa que tiver vontade, bastando respeitar os colegas e o ambiente seguro de ofensas que buscamos proporcionar.
Entre pelo link a seguir e se apresente! Diga que veio por convite do Gabriel Dario no Filmow :D (ah, e se o convite aparecer como revogado, me avise).
E apois kk
Nordestistos com orgulho hehe. E eu amo Recife hehe, cidade foda
Massa cara, valeu demais!!
Eu meio q entendo pouco de inglês e faço questão de não aprender kk, aí prefiro o que é em português msm.
Mas eu sou da capitá rapaz, matutão é só forma de dizer kk. Sou de Natal
Surreal! Adoro a habilidade de Marcelo Gomes em transformar seus interesses objetivos em um vídeo poético e experimental, desdobrando imagens surpreendentes em uma narração curiosa. O autor de "Viajo porque preciso..." ousa compartilhar sua falta de experiência com sonhos aqui. O resultado é um filme onírico, que acaba tão rápido e deixa o desejo de quero mais, exatamente como um sonho. Marcelo se junta ao grande Sidarta na articulação entre ciência e saber popular, se abrindo à transcendência e ao autoconhecimento próprios da experiência com esse tema. É uma viagem de aprendizados e inspiração. E a cereja do bolo é Marcelo perceber que sonha sim, como quando faz ficção. Afinal, as imagens cinematográficas também são imagens do inconsciente.