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Data de lançamento
22 Ago. 2000Duração
Uma história romântica, passada no Rio de Janeiro da década de 1940, que narra a ascensão de uma cantora de música popular durante o período áureo do rádio. Uma época conturbada, no qual grandes acontecimentos políticos se mesclam ao glamour do mundo do rádio e de suas estrelas.
Emissora: Rede Globo • Episódios: 60 • Duração: 35 min.
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Produção:
- Para retratar os anos 1940, a equipe da minissérie contou, ao todo, com cerca de dois mil profissionais. Mesmo utilizando locações em São José do Barreiro (SP) e em Conservatória (RJ), foi criada uma cidade cenográfica no Projac, sob responsabilidade de Raul Travassos, onde ruas e favelas do Rio antigo foram reproduzidas. Lá, foram realizadas as gravações do night club Havana, da Rádio Carioca e da mansão de Armando.
- Para compor com fidelidade a época retratada, parte da equipe ficou responsável por conseguir consultores e documentos do exército, da polícia e, também, de associações de refugiados judeus. Através de entrevistas, foi colhido um importante leque de informações protocolares, sobre as fardas militares da época, procedimentos médicos utilizados e os campos de batalhas, que serviram para garantir credibilidade ao trabalho.
- Ao fim de cada capítulo, eram exibidos trechos de um cine-jornal do Departamento de Imprensa e Propaganda (Dip) do Estado Novo, do acervo da Cinemateca Brasileira, que serviam para aproximar ainda mais o público dos temas retratados. Também foi utilizado o filme, até então inédito, Rio de Janeiro, the capital of Brazil (1942), rodado em 16 mm e patrocinado pelo governo norte-americano.
- Algumas semanas antes da estréia de Aquarela do Brasil, outdoors e anúncios publicados em jornais de diversas capitais brasileiras convidaram pessoas que vivenciaram a década de 1940 a contarem suas experiências. O depoimento de algumas dessas pessoas foi utilizado como chamada para a série, como no caso de Oswaldo Hanna, que havia sido pracinha da Força Expedicionária Brasileira (Feb). Ele contou sobre a sua ida para a Europa, em 1944, em uma viagem de navio com a duração de 12 dias. Na Itália, chegou a enfrentar um frio de 26 graus abaixo de zero, passando fome e vendo muita gente morrer.
- Para melhor reconstituição da época, atores, atrizes, figurantes e equipe técnica participaram de workshops especiais. Leila Mendes e Rossana Terranova, professoras de expressão corporal, foram responsáveis pelas leituras de texto. Além disso, os participantes analisaram objetos de época e assistiram a palestras explicativas, que completaram a imersão no ambiente cultural dos anos 1940. O ator Mário Lago, autor da música Ai que saudades da Amélia, de 1942, contou um pouco da sua experiência no rádio, veículo em que exerceu as funções de jornalista, roteirista e ator.
- Mais de 200 figurantes estiveram presentes nas encenações de ataque aéreo ao acampamento militar. Além da cidade cenográfica, foram gravadas cenas no Campo dos Afonsos, no Rio, onde soldados e enfermeiras simulavam o embarque, e na área militar de Gericinó, onde se concentrou a maior parte das cenas de batalha.
Curiosidades:
- Aquarela do Brasil reuniu novamente o diretor Jayme Monjardim e o autor Lauro César Muniz, após o sucesso de Chiquinha Gonzaga, também assinada pela dupla.
- Paulo Lóis, responsável pelos figurinos, foi a fundo em sua pesquisa e acabou descobrindo uma curiosidade que duplicou seu trabalho. Os uniformes utilizados pelos soldados brasileiros, além de não se adequarem ao frio italiano, eram muito parecidos com os utilizados pelo exército inimigo, os alemães. A partir desse fato, os pracinhas passaram a vestir fardas cedidas pelos norte-americanos.
- Para viver uma judia refugiada dos campos de concentração nazistas, Daniela Escobar emagreceu cerca de dez quilos e cortou o cabelo bem curto. Ela também aprendeu noções de romeno para reproduzir melhor o sotaque. O desempenho da atriz comoveu o telespectador e rendeu elogios da crítica especializada. Aleksander Henyk Laks, na época presidente da Associação Brasileira dos Israelitas Sobreviventes da Perseguição Nazista, um judeu polonês, deu consultoria à minissérie e acompanhou a atriz em visita a uma sinagoga.
- A série foi vendida para Argentina, Canadá, Chile, Itália, Iugoslávia, Peru, Portugal, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.
Trilha sonora:
- Como canção-título da minissérie, Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, foi cantada por Roberta Lombardi. Além desta, também fizeram parte da trilha músicas como Por toda vida, de Marcus Vianna, executada pela Transfônica Orkestra, como tema de Isa; Samba rasgado, de Portello Juno e Wilson Falcão, cantada por Ney Matogrosso; e Nervos de aço, de Lupicínio Rodrigues, na voz de Paulinho da Viola.
Capitão Helio quase perde a pistola. Huahuahauhahaha. Brincadeiras a parte, a série é muito gostosa de se ver e de se aprender com a parte histórica que foi muito bem cuidada e representada. Mas todo o drama de "com que vou ficar?" associado a cara de Madalena pecadora ressentida da belíssima Mário Fernandes, acaba por cansar o telespectador, principalmente se for maratonar. Mas os outros sub enredos acabam por salvar
Tá aí um série bacana. O galã Thiago Lacerda, Edson Celulari e Maria Fernanda Cândido formavam um bom triângulo amoroso. Daniela Escobar está excelente na sua interpretação. O elenco de coadjuvante é competente e deixa seu recado. Direção competente e reconstituição de época e figurinos maravilhoso. Maravilhosa a ambientação dessa minissérie, assim como as músicas típicas da época.
Marcou.
Quando será que vão reprisá-la? Quero muito rever!