Dirigido por
Duração
A história central é focada nas filhas de Lulu de Luxemburgo (Fernanda Montenegro)- Tatiana (Andréa Beltrão), Alessandra (Bete Coelho) e Ramona (Cláudia Raia)(que era Ramón até mudar de sexo e virar Ramona) - que brigam entre si pelo resort Jardim do Éden, que o pai, Fausto Cavalcante (Francisco Cuoco), deixou para trás ao dar um imenso golpe na praça e em seus dois sócios, Arthur Brandão(Raul Cortez) e Manolo Gutierrez (Tony Ramos). Com o sumiço de Fausto, toda a família que estava separada e espalhada pelo mundo (entre Roma, Los Angeles e Las Vegas) volta ao Brasil. E é aí que começa a verdadeira batalha das filhas da mãe, que estarão não só interessadas na herança deixada pelo pai, como também em descobrir o que realmente aconteceu com ele. Neste rolo todo, ainda existe um lobo em pele de cordeiro: Adriano Araújo (Thiago Lacerda), o afilhado bonitão de Fausto, que fará de tudo para botar as mãos no dinheiro do padrinho. E as sempre prestativas Milagros Quintana (Patricia Travassos) e Margot (Jaqueline Laurence) que, respectivamente, estarão sempre ao lado dos patrões Lulu e Fausto.
Já a família Brandão viverá às voltas com as mulheres, até o dia em que o filho mais velho, Leonardo (Alexandre Borges), ficará enlouquecido por uma misteriosa mulher, conhecida como Ramona, mas que se apresentará como uma transexual. O outro filho, Ricardo (Reynaldo Gianecchini), também será pego de surpresa pelo cupido, quando se apaixonar por um colega de trabalho, do sexo masculino, Dagmar Cerqueira (Cláudia Jimenez), até descobrir que o mesmo, na verdade, é uma mulher. O pai destes conquistadores, Arthur, também passará bons bocados com a sua noiva Valentine Ventura (Lavínia Vlasak), q fará de tudo para conquistar o cinqüentão boa pinta e cheio da grana. E, no meio destes homens lindos, circulará Dona Divina (Cristina Pereira), a governanta apaixonada pelos patrões que afoga sempre as suas mágoas no álcool.
Outra turma é a dos Gutierrez, de Manolo, um dos sócios do Jardim do Éden e proprietário de uma rede de bingos, que mora com a sua avó Gorgo (Cleyde Yáconis) ; Aurora (Cláudia Ohana), uma ex-stripper, analfabeta, e sua companheira; e seu filho adolescente, Diego (Mário Frias). Também convive neste ambiente o amigo de Manolo, Barnabé (Flávio Migliaccio), que mora no quintal da casa dele e tentará, a todo custo, transformar Diego num grande lutador de boxe.
Perto mora Rosalva Rocha (Regina Casé), uma nordestina de Canhotinho, pequena cidade de Pernambuco, que (depois de muitas andanças) irá se mudar para a zona norte de São Paulo, junto com o marido Edimilson Rocha (Edson Celulari) e seus quatro filhos: Joana (Priscila Fantin), Pedro (Pedro Garcia Netto), Zequinha/José (Bruno Gagliasso e a caçulinha Amada (Ana Beatriz Cisneiros). O sogro de Rosalva, Seu Dedé (Elias Gleiser), também mora com essa trupe e é grande amigo de Manolo, para desagrado da nora, que não o suporta. Com a morte de Edmilson, o seu primo Nicolau (Tuca Andrada) acabará fazendo de tudo para conquistar o coração de Rosalva, resultando em grandes confusões.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Terminei de assistir pelo GloboPlay e confesso que gostei bastante do que vi. A novela misturou diversos gêneros e deu super certo apesar da audiência ter ficado abaixo do esperado na época da exibição original (2001/2002). Sílvio de Abreu sempre gostou de sair da caixa em relação à escrita e nessa novela não foi diferente apesar da má vontade do público da época com as novidades apresentadas pela novela como o rap narrando os acontecimentos do capítulo no estilo cordel e as referências de cinema e da vida real dos atores colocadas nas falas dos personagens.A personagem da Cláudia Raia seria muito problematizada hoje em dia por causa da militância extremista do transativismo, mas na época o entendimento sobre alguns assuntos era muito diferente do que é imposto hoje em dia por alguns grupos sociais. Gostei muito do Sílvio ter brincado com a questão da sexualidade e do gênero e por ter colocado isso de maneira natural sem forçação de barra e panfletagem. O elenco de peso não deixou a peteca cair em nenhum momento apesar da reta final ter sido mediana e sem grandes novidades (acho que o Sílvio de Abreu ligou o piloto automático depois que foi boicotado pela Globo e obrigado a escolher entre encerrar a novela mais cedo ou permitir mudanças bruscas na história para atrair o grande público da época).
Terminei de acompanhar na Globo Portugal e gostei bastante! Hoje seria vítima de problematização por conta da homo/transfobia em torno da Ramona e também pelo fato da Raia interpretar o personagem, algo que para as normas de hoje seria impensável. Mas ela estava perfeita no papel, era de longe a melhor personagem da novela! Não vejo outra pessoa fazendo. As situações farsescas em torno do sexo e da sexualidade dos personagens foram muito bem boladas, deveras ousadas para a época até.
Considerando que a novela fez 22 anos, eu acho que de modo geral envelheceu bem. Tem comédia, drama, romance, suspense, sem falar do elenco estelar. De fato, não é uma novela para todos os gostos: tem muita referência de cinema e cultura, e infelizmente o grande público está cada vez mais chucro para saber apreciar esse tipo de coisa; a novela tem um estilo rasgado e anárquico que subverte o gênero telenovela, também algo que causou estranhamento e acho que causaria novamente se reprisasse na TV. Não vou dizer que é genial, mas é uma trama não convencional que diverte e entretém com graça, talento, charme, elegância e originalidade, coisas cada vez mais raras na TV brasileira. O povo sempre reclama de mesmice, mas quando tentam inovar, torcem o nariz. Vai entender!
Mesmo com a baixa audiência, o autor não se rendeu ao apelo popular e manteve a essência até o fim - ser uma novela curta até ajudou, pois não teve barrigas e enrolações. Espero que volte pelo streaming e conquiste o público que merece!
Essa novela passou que nem um relâmpago, quando do nada acabou, gostava demais dela, a abertura era um máximo.
Nem Fernanda Montenegro, a única atriz brasileira indicada ao Oscar, conseguiu fazer As Filhas da Mãe, trama de Silvio de Abreu decolar. De acordo com o autor, um dos motivos para o fracasso é que o público não "entendeu" a sua história. A novela durou apenas cinco meses e fechou 28 pontos de audiência. Para se ter uma ideia do problema, Da Cor do Pecado, apresentada em 2004, quando os índices já não eram extraodinários, terminou com 40 de média
Regina Casé
k
kk
k
kk
k
kkkk
k
kk
k
kk
k
k
k