Rosa Moline está cansada da vida monótona que leva. Rosa não ama seu marido, Louis, e sim Neil Latimer, um empresário de Chicago, pois não suporta as limitações da sua condição sócio-econômica.
Atuação magistral de Bette Davis, a mulher sabe fazer as pessoas pegar ódio dela. Ela começa com uma pessoa com mania de grandeza, que acha maior e melhor que tudo e todos.
E acaba sozinha, tentando sair da cidade que sempre odiou, mas no fim, ela morre onde ela sempre disse que odiava, e que parecia um cemitério (ironicamente)
Eu queria ter visto mais tempo de tela da empregada Jenny. Interpretada por Dona Drake, assim como Bette Davis, tem um olhar único, óbvio que cada uma a sua maneira e cada uma com sua beleza diferenciada. Aliás, ambas estão perfeitas.
Único destaque desse filme é a atuação de Bette Davis mesmo. Joseph Cotten simplesmente regular, um personagem "manso" para não falar outra coisa. O homem era um completo omisso. O amante dela um zé ninguém, sem carisma, e o velho Moose foi o mais próximo que chegou de ter algum destaque na trama.
Trata-se de instigante filme noir estadunidense de 1949, do gênero drama criminal, dirigido por King Vidor, e estrelado por Bette Davis e Joseph Cotten.
O filme marca a última aparição de Davis como atriz contratada da Warner Bros, após dezoito anos no estúdio. Durante várias vezes, ela tentou deixar o elenco do filme (o que só fez com que os custos de produção aumentassem), mas a Warner se recusou a liberá-la de seu contrato de trabalho. Ela mais tarde se lembrou da produção como "um filme terrível", que continha "a cena de morte mais longa já vista na tela".
Considerado um dos piores filmes da carreira de Bette Davis? Discordo completamente, pois na minha opinião, continua excelente nos quesitos concepção e realização. Um clássico do cinema noir que vale a pena ser apreciado.
Tem que garimpar o link na internet, pois é difícil encontrar on-line para assistir. Já saiu do catálogo do MUBI no Prime Vídeo, infelizmente...
Bette Davis ficou marcada pelas mulheres más que viveu no cinema e das que eu já vi ela interpretar com certeza essa é uma das piores. Bette nos hipnotiza com a sua soberba interpretação dominando cada momento em que ela aparece. Somando a isso temos um filme que traz um bom roteiro, um competente trabalho de direção de King Vidor e uma trilha sonora marcante que concorreu ao Oscar.
Drama romântico criminal de suspense noir em preto e branco da Warner Bros. indicado ao Oscar de melhor trilha sonora. O roteiro escrito por Lenore Coffee (1896-1984) foi baseado no único romance homônimo de Stuart Engstrand (1904-1955), que provocou seu suicídio por afogamento. Apesar de sua má reputação, o filme teve um desempenho razoavelmente bom nas bilheterias.
Bette Davis (1908-1989) achou que Joseph Cotten (1905-1994) estava totalmente errado para o papel de marido, dizendo: "Ele é adorável. Por que diabos ela o deixaria?" Bette Davis implorou ao estúdio que usasse Virginia Mayo, dizendo: "Ela é boa nesse tipo de papel". Último filme de Mary Servoss (1881-1968). A estréia de Frances Charles, que foi casada com Victor Mature.
O filme começa após os créditos iniciais com este título de advertência: "Esta é a história do mal. O mal é obstinado - é arrogante. Para o bem de nossas almas, é salutar para nós vê-lo em toda a sua nudez feia de vez em quando. Assim podemos saber como aqueles que se entregam a ela acabam como o escorpião, em um frenesi louco, picando-se até a morte eterna".
Não tenho dúvidas de que este é um tour de force tanto para Davis quanto para King Vidor (1894-1982) mas, na minha opinião, sua intensidade é avassaladora demais e coloca todo o resto em segundo plano. É subversivo de uma forma que poucos filmes em uma Hollywood complacente pós-Segunda Guerra Mundial ousariam ser. Um dos papéis mais nojentos (no bom sentido, claro!) da sempre ótima sra. Davis, provando aqui, mais uma vez, como ela era praticamente uma das únicas a fazer personagens deste tipo.
Um dos papéis mais detestáveis de Bette , que começa sendo apenas uma mulher interesseira (a cena dela com o casaco da outra mulher é quase Nélson Rodrigues!) e termina como uma autêntica psicopata. Cotten aparece de forma discreta como o marido traído e no geral o filme é um competente Melodrama Noir.
Atuação magistral de Bette Davis, a mulher sabe fazer as pessoas pegar ódio dela. Ela começa com uma pessoa com mania de grandeza, que acha maior e melhor que tudo e todos.
E acaba sozinha, tentando sair da cidade que sempre odiou, mas no fim, ela morre onde ela sempre disse que odiava, e que parecia um cemitério (ironicamente)
Eu queria ter visto mais tempo de tela da empregada Jenny. Interpretada por Dona Drake, assim como Bette Davis, tem um olhar único, óbvio que cada uma a sua maneira e cada uma com sua beleza diferenciada. Aliás, ambas estão perfeitas.
Único destaque desse filme é a atuação de Bette Davis mesmo. Joseph Cotten simplesmente regular, um personagem "manso" para não falar outra coisa. O homem era um completo omisso. O amante dela um zé ninguém, sem carisma, e o velho Moose foi o mais próximo que chegou de ter algum destaque na trama.
Assistido em 10/03/2025
Esse título nacional é uma tremenda aberração...
Trata-se de instigante filme noir estadunidense de 1949, do gênero drama criminal, dirigido por King Vidor, e estrelado por Bette Davis e Joseph Cotten.
O filme marca a última aparição de Davis como atriz contratada da Warner Bros, após dezoito anos no estúdio. Durante várias vezes, ela tentou deixar o elenco do filme (o que só fez com que os custos de produção aumentassem), mas a Warner se recusou a liberá-la de seu contrato de trabalho. Ela mais tarde se lembrou da produção como "um filme terrível", que continha "a cena de morte mais longa já vista na tela".
Considerado um dos piores filmes da carreira de Bette Davis? Discordo completamente, pois na minha opinião, continua excelente nos quesitos concepção e realização. Um clássico do cinema noir que vale a pena ser apreciado.
Tem que garimpar o link na internet, pois é difícil encontrar on-line para assistir. Já saiu do catálogo do MUBI no Prime Vídeo, infelizmente...
Bette Davis ficou marcada pelas mulheres más que viveu no cinema e das que eu já vi ela interpretar com certeza essa é uma das piores. Bette nos hipnotiza com a sua soberba interpretação dominando cada momento em que ela aparece. Somando a isso temos um filme que traz um bom roteiro, um competente trabalho de direção de King Vidor e uma trilha sonora marcante que concorreu ao Oscar.
Drama romântico criminal de suspense noir em preto e branco da Warner Bros. indicado ao Oscar de melhor trilha sonora. O roteiro escrito por Lenore Coffee (1896-1984) foi baseado no único romance homônimo de Stuart Engstrand (1904-1955), que provocou seu suicídio por afogamento. Apesar de sua má reputação, o filme teve um desempenho razoavelmente bom nas bilheterias.
Bette Davis (1908-1989) achou que Joseph Cotten (1905-1994) estava totalmente errado para o papel de marido, dizendo: "Ele é adorável. Por que diabos ela o deixaria?" Bette Davis implorou ao estúdio que usasse Virginia Mayo, dizendo: "Ela é boa nesse tipo de papel". Último filme de Mary Servoss (1881-1968). A estréia de Frances Charles, que foi casada com Victor Mature.
O filme começa após os créditos iniciais com este título de advertência: "Esta é a história do mal. O mal é obstinado - é arrogante. Para o bem de nossas almas, é salutar para nós vê-lo em toda a sua nudez feia de vez em quando. Assim podemos saber como aqueles que se entregam a ela acabam como o escorpião, em um frenesi louco, picando-se até a morte eterna".
Não tenho dúvidas de que este é um tour de force tanto para Davis quanto para King Vidor (1894-1982) mas, na minha opinião, sua intensidade é avassaladora demais e coloca todo o resto em segundo plano. É subversivo de uma forma que poucos filmes em uma Hollywood complacente pós-Segunda Guerra Mundial ousariam ser. Um dos papéis mais nojentos (no bom sentido, claro!) da sempre ótima sra. Davis, provando aqui, mais uma vez, como ela era praticamente uma das únicas a fazer personagens deste tipo.
Um dos papéis mais detestáveis de Bette , que começa sendo apenas uma mulher interesseira (a cena dela com o casaco da outra mulher é quase Nélson Rodrigues!) e termina como uma autêntica psicopata. Cotten aparece de forma discreta como o marido traído e no geral o filme é um competente Melodrama Noir.