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Harlem, Nova York, 1928. Dixie Dwyer (Richard Gere), um músico, salva a vida de Arthur "Dutch Schultz" Flegenheimer (James Remar), um gângster, quando este foi vítima de um atentado. Imediatamente Dutch coloca Dixie trabalhando para ele, que então passa a circular no Cotton Club, uma elegante casa noturna na qual artista negros se apresentam para um público formado exclusivamente por brancos. Desta maneira Dwyer conhece Vera Cicero (Diane Lane), a jovem amante de Dutch, e os dois logo se apaixonam. Entretanto, para permanecerem vivos mantêm esta relação em segredo. Paralelamente um outro caso de amor acontece no Cotton Club, quando Sandman Williams (Gregory Hines), um exímio sapateador negro que sonha em trabalhar na famosa casa noturna, se apaixona por Ula Rose Oliver (Lonete McKee), uma mestiça que se faz passar por branca e já trabalha no Cotton Club. É uma época em que os gângsters irlandeses e judeus lutam contra os italianos, sendo que diversas brigas deles foram públicas e tiveram o Cotton Club como cenário. Dixie Dwyer não suporta a situação que vive, mas a sorte lhe sorri quando o convidam para fazer um teste para o cinema. Apoiado por Owney Madden (Bob Hoskins), o dono do Cotton Club, e de seu sócio Frenchy Demange (Fred Gwynne), o músico consegue o principal papel de "Mob Boss", para desagrado de Dutch. Vera por sua vez se torna dona do Vera's Club, que lhe foi dada por Dutch e se ela tem o que sonhou em contrapartida não é livre.
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Tem tanto personagem nesse filme que eu até me perco, tem o casal com Richard Gere e Diane Lane, o Casal do dançarino negro com a mestiça, o plot dos gangsters com o James Remar e Bob Hoskins, de quebra o Nicolas Cage trabalhando pro Dutch, sem contar a participação de Lawrence Fishburne, Giancarlo Esposito, Mario Van Peebles que acredito que seja seu primeiro filme e aquela cota pra família Coppola, além do sobrinho já citado, a filha Sophia e outro sobrinho, o Marc, acredito que o Coppola quis reproduzir junto com o Puzo o sucesso de ''O Poderoso Chefão'' em mais um filme de máfia, respeito, familia e dívidas, mas como eu citei um monte de plots um atropelando o outro atrapalhou bastante, não chega a ser um filme ruim, mas é abaixo do potencial da dupla.
Um bom filme, mas que pode desapontar quem estiver procurando por um filme de máfia. Apesar de ter alguns bons momentos dos gangsters do Harlem, a maior preocupação de Copolla é retratar a música, a dança, a vida dos artistas e o preconceito racial no final dos anos 1920.
Apesar de ter um ritmo lento, o trabalho de produção é excelente, com direção de arte e figurino impecáveis; assim como a excelente fotografia de Stephen Goldblatt (Fome de Viver, Máquina Mortífera) e um elenco maravilhoso, com destaques para Richard Gere, que aprendeu a tocar trompete e piano para o papel; Diane Lane, no auge de sua beleza; Bob Hoskins mandando muito bem como um chefão da vida noturna; e o nosso querido Nicolas Cage, em um de seus primeiros trabalhos, já mostrando o grande ator que é; além de todo o talento do dançarino Gregory Hines (O Sol da Meia-Noite).
Ainda assim, com todos seus méritos, Copolla parece ter mexido tanto no roteiro que algumas coisas ficaram simplesmente sem rumo. Mesmo com todos os elementos para ser uma obra-prima, o filme passa por um processo de não saber exatamente o que quer ser, um musical, um romance, um filme de gangster. Isso se deu pelo fato do roteiro ter sido escrito originalmente por Mario Puzo (O Poderoso Chefão, Superman), e reescrito à exaustão por Copolla, que tinha plena liberdade criativa nesse projeto. ***
Inicialmente,quase tudo anima e nos engana direitinho.Ter Coppola envolvido em outra direção mafiosa não foi tão boa dessa vez.Até começa bem,mas se perde na própria história com um roteiro extremamente confuso e que faz os personagens perderem sua originalidade.
>Assistido em 09 de Agosto de 2022
Uma obra bastante ambiciosa que infelizmente fracassou na falta de foco de seu roteiro, deveras o filme não se decide se quer falar sobre o clube de jazz que dá nome ao filme, se quer contar uma história de gangster, ou se quer falar sobre os conflitos que o negro enfrentou dentro da sociedade norte americana durante muito tempo(historicamente sabemos que a sociedade norte americana era racista para um caramba), o filme tem um sério problema de não querer se aprofundar em nenhum desses três ótimos arcos, para muitos a experiência com Cotton Club poderá soar um pouco frustrante, mas ainda assim há bons momentos no filme e com certeza passa longe de ser uma obra ruim como muito críticos da época apontaram.
Uma coisa que me chamou atenção nesse filme foi a reconstrução que fizeram dos anos 20, esse filme é uma das emulações mais bonitas que já vi no cinema dessa década, a reprodução de costumes, roupas, trejeitos é tão fidedigna que o espectador até acredita que tá assistindo a um filme daquela época.
O filme tem atuações inspiradas, parece que todos os atores desse filme estavam em sintonia com a década de 20, e vamo combinar que elenco de respeito, tem Richard Gere, Bob Hopkins, Giancarlo Esposito, James Remar, Diane Lane, Laurence Fishburne, Joe Dallessandro, Mario Van Peebles, Tom Waits, e o Nicolas "Coppola".
Não é um dos melhores do Coppola, mas também não é dos piores, vale a conferida!
Tentativa do produtor Robert Evans de repetir o grande sucesso de "O Poderoso Chefão", ao reunir novamente em um mesmo roteiro Francis Ford Coppola e Mario Puzo em uma história de gângsteres. O que tinha tudo para dar certo, no entanto, não funcionou dessa vez. Se em "Godfather" Coppola teve a capacidade de filtrar os excessos de Puzo e deixar apenas o essencialmente cinematográfico, neste "Cotton Club" não há qualquer polimento no roteiro e o longa se apresenta inchado, com muitos personagens e todos desenvolvidos de forma bem superficial, uma trama confusa e uma ausência de foco ou de que direção seguir. Um uso de clichê anêmico (o plot do empregado que é contratado para cuidar da amante do criminoso e acaba se apaixonando por ela), e apenas algumas boas cenas de sapateado. No mais, uma grande encheção de linguiça.