Dirigido por
Data de lançamento
11 Set. 1974Duração
Várias situações independentes se sucedem, num filme episódico, sempre ligadas por um dos personagens. Mais uma parceria de Luis Buñuel com o roteirista Jean-Claude Carrière. Trama surreal e livre, uma sátira onírica e nonsense, na qual o diretor apela para a total inversão de valores no ataque à religião, à pátria e à família. O humor é erótico e violento.
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Um filme que explica perfeitamente que as construções são todas sociais, temporais e históricas. Nada é por acaso, as elites consolidam e normalizam suas construções para conseguir equilibrar o status quo. Luis Buñuel é gênio demais!
O Fantasma da Liberdade é um ataque direto e irônico às convenções que organizam a vida social. A normalidade é performática. A burguesia não domina só materialmente, mas também produz e encena o que é viver bem. Aqui, a normalidade é absurda, surreal, escancarando as contradições da "moral e bons costumes" que são tratados socialmente como naturais. Os mesmos que gritam por "liberdade de expressão" são aqueles que celebram as próprias correntes.
Divertidíssimo
Uma sátira surrealista sobre os costumes e tabus sociais.
Totalmente aleatório, inventivo, autoral. Cinema descompromissado com o naturalismo e realismo e totalmente onírico, cinema como arte que deve ser: dissimulando a realidade.
Viva Luis Buñel e a diversão nos filmes! O fantasma da liberdade é tudo de bom! 🤍🖤
- me lembra bastante monty phyton, várias esquetes humorísticas juntas, aqui o roteiro consegue conectar muito bem uma com a outra
- esse humor mais refinado me pegou demais, hipnotizante de assistir
- tem quadros geniais, como o da menina desaparecida, o do comissário ou as pessoas no que devia ser a mesa de jantar