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A trama se desenrola entre os diferentes mundos de dois homens idênticos fisicamente.
O empresário milionário Paulo Della Santa é um homem atormentado com a família e os negócios em crise. A esposa, Laura, luta para manter o casamento, apesar da torcida contra de Marília e Pedro Ernesto, filhos de Paulo.
O negociante Denizard de Mattos, dono de um ferro-velho, é uma figura simples, do povo. Viúvo, pai da adolescente Zezinha, ele mantém um caso amoroso com a esfuziante Índia do Brasil, sua secretária.
Paulo vive sem saber que tem um sósia, Denizard de Mattos, e, por acaso, ambos se encontram no banheiro de um posto de gasolina, momentos antes de o lugar explodir e incendiar-se. Resgatado no lugar de Paulo e confundido com ele, Denizard acaba por tomar o lugar do empresário e, mesmo depois que seu segredo é descoberto, a farsa é mantida por interesse dos adversários que desejavam tomar o poder de seu sósia. Entretanto, aproveitando-se da troca de identidade, Paulo decide lutar para retornar e retomar seu lugar de direito.
Paulo, desaparecido, é dado como morto, e Denizard, com amnésia, ocupa o seu lugar ante a família e os negócios, sem que ninguém desconfie de sua verdadeira identidade. De um lado está a família de Denizard, preocupada com o seu sumiço; do outro, está a família de Paulo, tentando reintegrar um homem sem memória ao convívio de todos.
Mas a troca de identidade dos sósias não é segredo para a hippie Glorinha da Abolição, uma jovem à procura do pai e de suas origens, e que já foi apaixonada por Paulo Della Santa.
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O final foi muito mal feito e estragou um pouco a novela. Mas eu pretendo assistir de novo daqui uns anos.
Achei o roteiro bem ruinzinho, porém tem bons personagens, boas atuações e uma das melhores trilhas sonoras internacional, de todas as novelas.
Boa novela, boa trama, bom elenco, boa abertura com o som do grupo Ira Flores em Você. Dirigido pelo saudoso Marcos Paulo em parceria com Ricardo Waddington.
Essa novela foi um sucesso, especialmente, por suas trilhas sonoras. Tanto a nacional como a internacional são ótimas e conteve vários sucessos. Quem não se lembra do Hit romantico Retratos em Canções, cantada por Sandra de Sá que era dos personagens de Marcos Frota e Cláudia Abreu.
Só faltaram aqui incluir na lista do elenco os nomes de Flávio Galvão e Elaine Cristina, que eram casados na época.
Uma das melhores, senão a melhor trilha sonora de música "brega" gringa, para novela do famigerado canal antieticamente megademagógico, mais enganador do Brasil! De uma forma ou de outra, sound track fundamental de certa estadia aqui nesta Terra! Existia determinada magia ao "ensaiar" para os possíveis acasalamentos do futuro, a partir daquela perspectiva, dançando coladinho e quase parando, à maneira das músicas lentas da década de oitenta: "The Miracle of Love"; "Don't Dream It's over"; "Coming Around Again"; "I'll be over You" com algumas meninas da escola nas festinhas escolares relativas, que aceitavam a parceria. Aquele pré-nerd de 11 anos de idade da 5ª série foi muito satisfeito naquele contexto. Uma das senhas da, particularmente necessária, máquina do tempo existencial canalizada. Até "Don't get Me wrong", que o escritor Neil Gaiman usaria em Sandman, também entrou no pacote auditivo; e a proposta ideológica de "You are the Voice" seria compreendida só duas décadas depois com a cover das duas damas da banda Heart. Já a novela em si... é uma outra história. 29 anos mais tarde é demais pra desempoeirar pormenores ermos; e uma novela, saturada tipicamente de banalidades, se situa num campo bem distante de um filme de verdade; no entanto, a "Glorinha da Abolição" exercia certa atração adiantando o cronodínamo da puberdade...
Gostaria de rever, para relembrar.