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Esta é uma adaptação do clássico conto de Robinson Crusoé, um marinheiro britânico, único sobrevivente de um naufrágio, que é levado pelas águas até uma remota ilha deserta. Enfrentando os desafios da natureza e vivendo em extrema solidão, Crusoé se vê forçado a lutar contra as armadilhas da própria mente, a fim de manter-se longe da loucura. Mas a grande ironia chega por meio de um nativo que Crusoé salva de uma tribo de canibais, o qual batiza de Sexta-feira. A necessidade urgente de companhia fará Crusoé confrontar seus princípios racistas, nascendo daí um laço tão grande de amizade como ele nunca havia conhecido. E é essa amizade peculiar que lhe dará forças para sobreviver a todas as adversidades e encontrar seu caminho de volta a civilização.
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Filmaço! Belíssima história.
Nunca li o livro mas quando era criança gostava muito da animaçao, pelo que vim assistir o filme, bastante mediano, uma obra dos anos 90 que nao ficou na história, porém consegue ser melhor que muito filme lixo que se faz hoje em dia.
Gostei do filme, não faz jus ao livro! Vale a pena assistir mas sem muita expectativa.
A grande força da história original é mostrar um homem europeu trazendo ordem e civilização a um ambiente selvagem. O filme se acovarda ao transformar Sexta-Feira em um 'igual' desde o início, perdendo o ponto central de Defoe.
Crusoé é um homem de ação, um construtor. Ele representa o espírito ocidental de dominar a natureza. O filme captura isso, mesmo que de forma superficial
A relação mestre-servo do livro é historicamente precisa para a mentalidade da época. O filme erra ao aplicar uma sensibilidade moderna do século XX a uma história do século XVIII
O livro é sobre solidão e fé. O filme é sobre como conseguir uma namorada mesmo estando preso numa ilha. Um documento de sua era: celebra a iniciativa individual, a racionalidade econômica e a certeza moral e religiosa do império nascente. É uma apologia do homem que domestica a natureza e "civiliza" o outro em nome de Deus e do progresso.
O filme é um produto de uma era pós-colonial. Ele desmantela a certeza espiritual do original, substituindo a fé na Providência pela busca de redenção pessoal, o coloniazar pela amizade multicultural, e o pragmatismo econômico pela motivação romântica. Ao fazê-lo, torna-se uma obra inegavelmente mais acessível e eticamente confortável para o espectador contemporâneo, mas sacrifica, em contrapartida, a complexidade filosófica e a importância histórica que tornam o romance de Defoe um pilar da literatura ocidental
Sobre construir, lutar, sobreviver e proteger. A simplicidade dele é sua força
A primeira metade, focada na solidão e na sobrevivência, é significativamente melhor do que a segunda, que se perde em uma trama de ação convencional
Uma traição ao espírito de Defoe. Transformaram um profundo conto sobre isolamento, fé e a luta do homem contra a natureza e si em uma aventura romântica insossa, com um protagonista que parece mais preocupado com o cabelo do que com a sobrevivência.
Bom filme de drama/aventura, achei bacana, vale muito a pena ver