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Data de lançamento
19 Ago. 2014Duração
Após a morte de John Hartigan (Bruce Willis), Nancy Callahan (Jessica Alba) só pensa em vingança. Ela passa suas noites dançando no mesmo bar, mas agora na companhia de uma garrafa de bebida, enquanto toma coragem para enfrentar o poderoso Senador Roark (Powers Boothe). Ao mesmo tempo, Dwight (Josh Brolin) tenta ajudar a enigmática Ava (Eva Green) apenas para se ver traído mais uma vez por esta dama fatal. Praticamente destruído, ele buscará a ajuda de Gail (Rosario Dawson) e sua turma para enfrentar a amada, enquanto que Nancy contará com o apoio do gigante Marv (Mickey Rourke).
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Bem bom e bem diferente, curti ainda mais que o primeiro
Não dá pra comparar com o primeiro,mas não é tão ruim como falam.
SIN-plesmente decepcionante
A primeira vez que assisti Sin City, fiquei extasiado. Foi um dos filmes mais divertidos que já vi. A estética é impecável, as histórias são simples, porém divertidas, e todo aquele universo dá uma enorme curiosidade para conhecer melhor.
Isso tudo me fez ficar super empolgado para o lançamento de Sin City - A Dama Fatal, em 2014. É uma pena que uma espera de anos tenha resultado em uma decepção retumbante.
Na época, eu não consegui entender o motivo, porém hoje, 11 anos depois, consegui compreender o que se passou.
Sin City de 2005 conta com três grandes histórias de três ótimos protagonistas. As histórias são super simples, mas simplicidade não é sinônimo de falta de qualidade. Todas as histórias tinham protagonistas de fácil identificação e com um arco e desenvolvimento bem definido, e todas com clímax satisfatórios que davam propósito a história contada.
Além disso, cada história conseguia ao mesmo tempo expandir o universo e mostrar detalhes daquela sociedade, como a corrupção da polícia, a forma como os Roark tinham poder sobre aquele lugar e a Cidade Velha, dominada pelas garotas de programas mais badass que podem existir.
Já Sin City 2, conta com 4 histórias, e todas elas são mais fracas que as 3 anteriores. Três das quatro histórias são prequels de arcos contados no filme anterior, ou seja, se passam antes, o que faz com que você perca a sensação de perigo, pois sabe que os personagens irão sobreviver.
A primeira história, protagonizada por Marv, é bem curtinha, mas é uma forma de desfrutarmos do ótimo personagem que não tem muita participação nesse filme. Então nem é uma história muito grandiosa pra se considerar.
A segunda história, é original do filme, e é protagonizada por Johnny, interpretado por Joseph Gordon-levitt. O arco desse personagem começa com uma grande abertura. O personagem não é um fortão musculoso, mas parece um cara muito inteligente, do tipo que está sempre 2 passos a frente dos inimigos.
Poréééém, conforme a história vai passando, isso vai se perdendo, e você vê que o personagem e a história não tem muito propósito, culminando num final fraquíssimo e anticlimático.
Nada do universo foi expandido. Nenhuma novidade nem nada.
Nota 4.0
A terceira história é protagonizada por Dwight, e é o arco que dá nome ao filme "A Dama fatal", e é sem dúvidas o melhor do filme (não que signifique muita coisa).
Dwight, agora interpretado por Josh Brolin, é sem dúvidas o protagonista mais interessante do filme, mas esse arco não é lá muito grandioso, e também não acrescenta nada nesse universo.
A Dama Fatal interpretada por Eva Green é uma das coisas mais brilhantes do filme. Rouba a cena em todo momento que aparece. Porém, é uma personagem que vilaniza por seu poder manipulativo, não representando um desafio para um protagonista focado totalmente na força bruta. Seu capanga que aparenta ser um grande oponente pra rivalizar com Dwight, no decorrer do arco perde força, se tornando um mero capacho.
Seria um ótimo arco pro filme, se os outros arcos também fossem bons.
Nota 7.0
Por fim, temos o quarto arco, protagonizado por Nancy, que é uma conclusão da história dela e Hartigan do primeiro filme.
É um arco extremamente introspectivo, e isso o torna meio incongruente com a temática do filme. 90% dele é a personagem depressiva por conta da morte de seu amado que aconteceu 4 anos antes, até que ela decide se vingar, e a vingança acontece de maneira bem fácil. Creio que se tivesse tido mais tempo de tela, e mais coisas para contar, poderia ter sido uma ótima história, mas assim como o arco do Johnny, essa aqui ficou anticlimática, e também não expandiu o universo.
Nota 4.0
No fim, Sin City A Dama Fatal é um filme divertido de assistir despretensiosamente se você gosta do primeiro, mas se você levar muito a sério, poderá se decepcionar.
A estética continua bonita, sendo capaz de criar frames belos que parecem uma pintura. A mistura do preto e branco com algumas cores para ressaltar sentimentos ou violência é incrível.
Dou um grande destaque pro personagem Marv, que mesmo sem grandes arcos nesse filme, consegue ser um grande coadjuvante no arco dos outros personagens, conseguindo roubar o filme pra si em alguns momentos.
Parando pra pensar, o filme tem ótimos momentos, porém no geral é decepcionante.
Talvez o maior problema desse filme, seja o peso de fazer algo tão memorável quanto o primeiro filme.
Nota geral: 5.0
A história é boa, tem bons personagens mas achei os efeitos mais simplórios.
O universo sombrio, insano e violento dos quadrinhos de Frank Miller retornou às telonas 9 anos depois, para um segundo filme na mesma tradição do primeiro.
O enredo deste Sin City não é propriamente uma sequência, mas sim uma nova história em três segmentos que se inserem entre os do primeiro filme. A maior parte da trama dá uma continuação direta ao segmento sobre Nancy Callahan e John Hartigan, que é completamente novo, pois não existe nas histórias em quadrinhos. O segmento que dá nome ao filme se passa antes do confronto entre Dwight e Jackie Boy, enquanto o terceiro segmento apresenta um personagem jogador de pôquer ausente do primeiro filme.
Tecnicamente, Sin City: A Dama Fatal mantém estritamente a mesma estética extremamente fiel às histórias em quadrinhos de Frank Miller. Porém, ganha em termos de efeitos especiais por ser desta vez filmado diretamente em 3D, ainda em tela verde. Isto traz uma nova dimensão à história graças a uma renderização que acentua os pretos e dá um belo efeito de profundidade às imagens.
Para quem não conhece o mundo de Sin City, o filme é em um preto e branco bastante detalhado em que em alguns momentos aparecem alguns toques de cor, muitas vezes para cenas sangrentas ou destacando algumas mulheres bonitas. Os dois diretores também misturam um pouco de animação como se as páginas da história em quadrinhos ganhassem vida de repente. A maior influência são os antigos romances noir dos anos 50, com uma atmosfera um tanto lenta, típica do gênero.
Apesar da passagem de nove anos, a maioria dos atores do primeiro filme repetem aqui seus papéis: Mickey Rourke ainda é tão massivo quanto Marv, Jessica Alba desenvolve seu papel de stripper tão sexy como sempre, mas com uma dimensão mais dramática que na verdade pode ser sua melhor atuação. Bruce Willis também está de volta para algumas aparições, Rosario Dawson ainda é a líder das prostitutas e até Jaime King faz uma aparição simples como as gêmeas Goldie e Wendy.
Sin City 2 também dá as boas-vindas a novos rostos, em primeiro lugar Eva Green mais femme fatale do que nunca no personagem. Josh Brolin substitui Clive Owen no papel de Dwight sem que isso seja ruim, já que o personagem deveria ter uma cara diferente nesta prequela. Isso é mais embaraçoso para o personagem Manute que, após a morte do falecido Michael Clarke Duncan, agora é interpretado por um muito menos impressionante Dennis Haysbert. Outra mudança Jamie Chung substitui Devon Aoki no papel da implacável Miho e Joseph Gordon Levitt se junta ao elenco como o herói de seu próprio segmento.
Em útlima análise, Robert Rodriguez e Frank Miller adaptam de forma satisfatória em muitos aspectos a história em quadrinhos deste último com um estilo inimitável. Sombrio, violento, erótico e engraçado, o coquetel continua igualmente equilibrado nesta segunda obra. Não há razão para perder este novo filme se vocês são fãs da primeira obra. Devido à sua construção deliberadamente desarticulada, Sin City 2 também pode ser visto sem ter visto 1. Portanto, não hesite.