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Data de lançamento
29 Abril 1983Duração
Manhattan, Nova York. Miriam Blaylock, é uma vampira que consegue se manter "viva" e bela através dos séculos com o sangue dos seus amantes. Em retribuição os jovens e as moças que se envolvem com ela não envelhecem, até Miriam, ter tirado bastante sangue deles. Infelizmente, seu atual parceiro, John, está tendo um envelhecimento extremamente rápido e a expectativa de vida é de apenas 24 horas. Desesperado, ele procura a ajuda da médica Sarah Roberts, que é especialista em envelhecimento prematuro. Inicialmente ela não crê na história de John, mas pede para esperá-la. Ao voltar, 2 horas depois, vê que ele envelheceu décadas naquele curto espaço de tempo. Ela pensa em tentar fazer alguma coisa, mas John, deixa o local bem irritado e frustrado, pois sabe que para ele seu tempo acabou. Sem ter a menor noção do que está acontecendo, Sarah, vai até a casa dele e acaba conhecendo Miriam. Após uma conversa e uma bebida elas acabam indo para cama e logo Sarah, descobre que sua vida tomou um rumo totalmente inesperado.
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É difícil eu não me render a um filme que começa com o Bauhaus tocando “Bela Lugosi’s Dead” em um clube gótico, enquanto Catherine Deneuve e David Bowie parecem pertencer àquele universo como se tivessem saído de um sonho new wave dos anos 80.
Me lembrou MUITO Blade Runner. Não pela história, mas por toda aquela atmosfera noir, futurista e decadente, só que aqui transportada para um universo de vampiros. Principalmente a Catherine Deneuve. O figurino dela tem um quê de anos 40/50 que me fez pensar imediatamente na Rachael. Uma Rachael que, em vez de descobrir que é uma replicante, descobre que é uma vampira.
Tony Scott tem uma implicância séria com a ideia de deixar uma cena simplesmente bonita. Não. Ele precisa colocar fumaça, sombra, luz difusa atravessando persianas e cortinas brancas que se movem lentamente, enquanto uma pessoa lindíssima está olhando para o nada. E funciona. Tudo parece elegante e melancólico demais, até quando se torna perturbador.
Adoro como esses filmes transformam o vampirismo em uma tragédia sobre a própria essência do vampiro: a imortalidade como condenação. Porque a imortalidade parece maravilhosa até você lembrar que continua vivendo enquanto todo mundo ao seu redor envelhece e morre. E Miriam está condenada justamente a isso. Ela pode preservar a própria juventude, mas aqueles que ama inevitavelmente definham diante dela. E pior: ela os condena ao mesmo destino na tentativa de não ficar sozinha.
O livro é de 1981, então essa relação com HIV/AIDS veio muito mais pelo contexto da época que o filme foi lançado. Dá pra fazer a alegoria, mas não era a ideia original da história.
Um filme hipnótico e visualmente primoroso, com ótimas atuações. Só o roteiro que não pode ser levado muito a sério!!
É um bom filme sobre os anos 80 e o choque de uma cultura ultra liberal e a epidemia do HIV. Não é sobre vampiros e sim viver/absorver os anos 70/80. Não é estaca e sim estética: medo de definhar e se findar.
Os anos 80, produziram muitos filmes que são considerados clássicos e icônicos. Mas quando vou assistir ou rever alguns, fico com a impressão que a grande parte deles envelheceram mal, e estão datados. Como é o caso desse. Porém aqui o seu clima sombrio e estiloso ainda permanecem interessantes.