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23 years Londrina - (BRA)
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"El cine es un arma maravillosa y peligrosa si la maneja un espíritu libre. Es el mejor instrumento para expresar el mundo de los sueños, de las emociones, del instinto. El cine parece haberse inventado para expresar la vida subconsciente... la poesía."
(Luis Buñuel, El cine, instrumento de poesía, Universidad de México, 1958)

Últimas opiniões enviadas

  • Ana Carolina Romero

    Este filme é definitivamente uma obra de arte. Ao menos eu o senti assim – em toda a sua potência, minuto após minuto. Fazia já algum tempo desde que um filme me comovia de maneira tão desestabilizadora. Sobretudo, o cenário que finda a história, comum a todos nós - uma eventualidade com a qual não seria possível de não nos identificarmos ainda que parcialmente.

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    Os minutos em que o personagem se aconchega diante do fogo, encara-o, por vezes deixa escorregar uma lágrima e noutras parece quase capaz de esboçar um sorriso, é para mim o ápice do filme. O crepitar do fogo, as chamas a simbolizarem a sugestão do finito que é intrínseco a absolutamente tudo aquilo que vivemos e até a nós mesmos, e o modo como o olhar de Elio se compromete a analisá-lo, a ponderar diante dele, enquanto provavelmente suas lembranças mais delineadas lhe abraçam o espírito... em seguida, o plano de fundo, a mãe e sua ajudante de casa no preparo da mesa de jantar – ouve-se o som dos talheres que se chocam aos pratos, vê-se o movimento das mulheres a perambular pela sala: um cenário a representar de maneira plena a ideia de que a vida, ainda que não saibamos como, ou ainda que não compreendamos o porquê, modifica-se, mas continua em todas as vezes. Por fim, quando a mãe o chama, quando seu nome é pronunciado em voz alta – pela vida, pela urgência que tem-se de seguir adiante – o personagem se vira, curva o semblante em direção à mãe, parece assentir: está, enfim, de acordo com a necessidade de continuidade da vida que o convoca.

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  • Ana Carolina Romero

    Já faz muito tempo desde que eu escrevi algum comentário sobre qualquer filme que seja aqui no filmow. E é ainda em meio a pensamentos nebulosos, nada evidentes, que eu dou início a essa redação. “Stalker”, no entanto, me despe as vergonhas, todos os possíveis constrangimentos. Ele pede para ser referenciado. Exige de mim uma tentativa de organização, uma reação que seja.

    A ideia de ver absolutamente todos os nossos desejos se tornarem concretos é bastante tentadora. Afinal, a vida se desenrola a partir desse propósito primário: o de tornar plausível a felicidade. Ainda que seja, é interessante observar o que procedeu àqueles que adentraram ao quarto. Que tipo de vida tiveram eles, após o evento? Ou melhor, haveria vida após o evento? Há vida possível na ausência do desejo? Existe perspectiva externa à ideia de que a nossa existência mesma se configura em um movimento desejante?

    Para mim, poético que se tem convicção de ser o cinema de Tarkovski, o poema final diz muito. Diz mesmo tudo, quiçá. O mais poderoso dos encantos, o fulgor de maior significado, é o desejo. É ele quem mantém ardente a flama da vida. O quarto não foi, não é e nunca será a resolução adequada àquilo que somos.

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  • Ana Carolina Romero

    Tola se resultaria minha tentativa de avaliar a excepcionalidade do desfecho... formidável! Ambas as personagens nos proporcionaram o flagrar de peculiaridades fascinantes próprias ao amor.

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    Muriel, ao tomar noção de que seu afeto era de fato por aquilo que constituía Claude como sujeito, direciona respeito completo ao que era o amado, sequer considerando, portanto, a possibilidade de transformar o aspecto de algum de seus modos - garantiu, assim, a manutenção de seu sentimento, ainda que concomitantemente de seu pesar. Claude, por sua vez, ao padecer, sem jamais cessar de procurar ao entorno por Muriel, embora de maneira inteiramente desesperançosa...

    belo, enfim! Deixou-me com as emoções à flor da pele.

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  • Thaís Caroline
    Thaís Caroline

    Meus deuses, Ana Carolina, tô com o coração destruído agora. Que sensibilidade incrível num curta (e que álbum de fotos invejável haha). Tô meio sem palavras agora...

  • Thaís Caroline
    Thaís Caroline

    Já coloquei o torrent "Marguerite" pra baixar! Voltarei em breve pra dizer o que achei! haha

    (enquanto isso, deixo aqui a indicação desse filme que acabei de ver e me deixou com um puta sorriso bobo [vou atribuir esse efeito ao clima de hoje, etc hahaha]
    https://filmow.com/um-homem-uma-mulher-t6411/)

  • Thaís Caroline
    Thaís Caroline

    Eu entrei numa imersão imensa em “please like me”, minha pulsão de morte gritou de felicidade.... hahahahhahaha
    Fora isso, ando meio parada! Você me indica algo em especial?

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