A pureza da Selma. O amor incondicional do Jeff. A amizade fraternal da Kathy. A crueldade de todos ao redor. A cortina inesperada que se fecha no final.
Nunca senti tão bem a ferida incurável que a injustiça pode provocar. Que dor.
Nunca na minha vida assisti algo hypado que não tenha me decepcionado devido às expectativas.
FMBH não só atendeu, como superou de longe elas.
Não existe aresta mal aparada, furo, problema de ritmo ou personagem flat. Pelo contrário, cada char tem suas inúmeras camadas que ajudam nos desdobramentos do enredo, as pontas soltas e foreshadowing todos se conectam e o ritmo... cara, os episódios parecem durar 5min.
Ao lado de HxH, é uma obra que sabe trabalhar seus secundários sem jogar todas as soluções nos colos dos protagonistas. Ao lado de Steven Universe, esbanja carisma e bom gosto no trabalho das personalidades. Mas, sozinho, FMBH nos entrega uma história que não decepciona em narrativa, desenvolvimento, ação, estética e finale.
Mais uma obra criada por uma mulher que me impressiona nesse ano (Frieren foi a primeira). Hiromu Arakawa, entenda, tu és genial.
Oh, meus caros, como estávamos precisando de um terror desse calibre.
Narrativa com conceito, exposição e ritmo muito bem balanceados. Atuações no ponto (Nicolas e Maika, cês foram geniais), trilha mega imersiva, estética nostálgica (senti mesmo a tão falada pegada de Seven) e o enredo que, putz, é surpreendente.
O primeiro filme de terror de 2024 que valeu o hype.
Foi uma escolha inteligente de narrar as coisas como elas foram, sem o autor (e alvo da situação) querer performar um papel total de vítima para conseguir a amabilidade do público.
Aqui temos dois personagens igualmente complexos e com seus demônios, embora os da Martha sejam muito mais difíceis de encarar ou exorcizar.
A conversa com os pais, curta embora profunda, foi o único momento da série em que me coração se desfez um pouco do peso cinzento da trama. A atuação do trio foi muito comovente.
No más, foi uma série daquelas que é difícil de se recuperar do golpe.
Admiro Richard tanto pela bravura de contar sua história quanto pela sua entrega na atuação, assim como Jessica Gunning, que conseguiu traduzir monstruosidade e fragilidade com maestria.
Outro caso de drop de terror desse ano em que uma performance de atuação foi a bengala do filme.
Alisha fez um excelente trabalho, mesmo tão jovem. O controle facial e corporal foram o espírito do papel, tornando ainda mais envolvente e impactante o desempenho do personagem na tela.
No geral, foi um filme divertido. Posso dizer que me empolgou mais que Late Night with the Devil e bem mais que Imaculada.
Efeitos práticos, carpete empoeirado, fumaça de cigarro em ambiente fechado e sonoplastia nostálgica.
LNWD fez um excelente papel de caracterização, o que ajudou e muito na imersão no enredo e na atmosfera. Foi uma agradável surpresa, que me fez sentir entretido ao longo de toda 1h30min.
Só não me ganhou completamente pois algumas atuações foram fracas e, se comparado aos clássicos e grandes títulos do gênero que temos até aqui, o plot foi simples e carente de camadas. Foi fácil ligar os pontos
O que fazer quando um filme causa um impacto irreparável em algum lugar imperceptível?
Aftersun é a personificação da saudade. Aquela nostalgia gostosa de sentir, mas que logo te envolve com o amargor do reconhecimento que estes dias não voltam mais.
Doeu assistir. Doeu entender. Está doendo processar.
Parabéns Charlotte, Corio e Mescal por essa experiência.
Para todas as pessoas profundamente empáticas que assistiram a série, parabéns, enfim chegamos até aqui.
Na falta de uma palavra melhor, foi árduo muitas vezes assistir Seinfeld. Encarar defeitos como mesquinhez, indiferença, inescrupulosidade, inveja, egoísmo e tantos outros através da lente do entretenimento foi muito incômodo, e está aí a genialidade dessa série.
Roteiro super afiado, inteligente, dinâmico, com performances extremamente memoráveis (a sagacidade facial de Elaine, a comédia corporal do Kramer, a potência expressiva do George). Um quarteto absurdo com uma química singular, muito bem aprofundado a ponto de gerar incontáveis tramas igualmente absurdas.
Registro minha admiração especial pela incrível e talentosa Julia Louis-Dreyfus, pelo inesquecível Michael Richards, que me arrancou longas e vergonhosas risadas (daquelas que te jogam no chão), pelo Jerome Seinfeld por conceber essa relíquia, pelo Jason Alexander por dar luz ao personagem que mais odiei na ficção e, por fim, pelo Phil Morris que deu vida ao advogado excentricamente hilário Jackie Chiles
Abordagem criativa sobre o tema possessão, com raízes bem profundas no folclore argentino. Efeitos práticos incríveis, cenas gores super bem construídas, tensão no talo.
O que faltou para mim aqui foi orçamento.
O filme perde força na atuação bem sofrida de 60% do cast (destaque para a performance dos personagens Pedro, Sabrina, Ruiz e esposa), que impacta fortemente na imersão, sobretudo na ponte para o ato final.
Mas no geral gostei muito da produção. O trabalho de fotografia tá super legal, com belíssimos takes da campanha argentina. Excelente entretenimento e grata surpresa para o gênero esse ano.
Ainda não assisti, a série é a próxima na minha lista, mas passo aqui apenas para comentar: nunca vi uma obra ter comentários tão polarizados quanto esta. Após ler um comentário cheio de elogios, leio outro detonando.
Ao menos uma coisa é certa: Mike acertou em cheio no fator engajamento.
Levei um tempo para assistir a série (graças a vontade de não querer que acabasse e o peso quase sufocante das camadas do enredo).
Levei um tempo para digerir a season finale, seus desdobramentos e cada golpe que levei.
Levei um tempo para parar e vir aqui avaliar.
Fui levado pela história, pelo amor aos personagens, pela frustração, pela raiva, pelo desapontamento.
Me levei até o fundo do poço, assistindo a série em paralelo a um dos momentos mais sensíveis e caóticos da minha vida.
Levemente enebriado fui levado pela emoção, me desmoronando no episódio final ao passo que sentia cada trama, cuidadosamente costurada ao longo dessas cinco temporadas, fazer sentido naquela sequência de fechamento.
Após quase dois meses depois de finalizar SFU, tempo que passei remendando o meu psicológico, sento aqui e novamente me sinto levado pela euforia, mas desta vez não mais pesado pelos conflitos internos, mas leve.
E é levado por essa leveza que falo que Six Feet Under é, e sempre será, a série mais inteligentemente sensível já criada.
E, sem dúvidas, a minha série favorita.
"You hang onto your pain like it means something, like it’s worth something. Well let me tell ya, it’s not worth shit. Let it go. Infinite possibilities and all he can do is whine.”
Vou marcar todo o comentário como spoiler pois acho que de ponto em ponto posso deixar escapar algo (e odeio estragar a experiência fílmica das pessoas):
O filme não conseguiu captar minha atenção em nenhum dos três blocos. No primeiro, é difícil de tu abraçares a proposta de um ET com telecinesia ficar desfilando a passos lentos enquanto caça a humana (lentidão que possibilitou três mortes improváveis onde ela saiu vitoriosa).
No segundo, a caçada continuou tão improvável quanto no início, com a adição dos humanos "possuídos" onde acabou não implicando em nenhuma diferença para a periculosidade.
A transição e a entrada do último (e mais explicativo) bloco foi até interessante, já que em termos de atuação o filme ficou bem alimentado com a performance da Kaitlyn - que me agradou bastante -, mas o desfecho tirou o brilho que custosamente conseguira com um final de cenas desnecessariamente longas, plot twist previsível e conclusão sem punch.
Se as pessoas esperavam uma colher de chá por parte dos alienígenas vendo a jornada de aceitação da Brynn, é esperar demais haha A garota assassinou três da espécie deles e o flashback só comprovou que, mesmo sem a intenção e se tornando algo que martirizou a garota ao longo de toda a vida, ela matou também alguém da própria.
O final, com a região sendo colonizada, foi, de todas as possibilidades, a mais "coerente" para mim (coloco entre aspas pois coerência é uma palavra meio descabida quando tratamos de plot com ETs haha).
No más, o que mais valeu para mim foi a atuação da atriz principal, que carregou o filme com dinamismo e boas expressões faciais, e os belos efeitos práticos e visuais.
Triângulo do Medo
3.5 1,3KDa minha maratona de terror dos anos 2000, esse foi o que mais me envolveu e impressionou com o final.
Melissa George excelente!
A Hora do Mal
3.7 1,0K Assista AgoraEu tô em completo choque.
E pra um grande fã do cinema de horror, isso é um baita elogio.
Acompanhante Perfeita
3.4 563 Assista AgoraUma estrela para a Sophie e outra para o Lukas.
Filme preguiçoso e previsível. Nunca torci tanto por robô na minha vida.
Dançando no Escuro
4.4 2,3K Assista AgoraA pureza da Selma. O amor incondicional do Jeff. A amizade fraternal da Kathy. A crueldade de todos ao redor. A cortina inesperada que se fecha no final.
Nunca senti tão bem a ferida incurável que a injustiça pode provocar. Que dor.
Fullmetal Alchemist: Brotherhood
4.7 403Nunca na minha vida assisti algo hypado que não tenha me decepcionado devido às expectativas.
FMBH não só atendeu, como superou de longe elas.
Não existe aresta mal aparada, furo, problema de ritmo ou personagem flat. Pelo contrário, cada char tem suas inúmeras camadas que ajudam nos desdobramentos do enredo, as pontas soltas e foreshadowing todos se conectam e o ritmo... cara, os episódios parecem durar 5min.
Ao lado de HxH, é uma obra que sabe trabalhar seus secundários sem jogar todas as soluções nos colos dos protagonistas. Ao lado de Steven Universe, esbanja carisma e bom gosto no trabalho das personalidades. Mas, sozinho, FMBH nos entrega uma história que não decepciona em narrativa, desenvolvimento, ação, estética e finale.
Mais uma obra criada por uma mulher que me impressiona nesse ano (Frieren foi a primeira). Hiromu Arakawa, entenda, tu és genial.
A Substância
3.9 1,9K Assista AgoraO body horror tá vivíssimo.
Assim como a Demi Moore, que volta espetacular em uma performance que poucas atrizes conseguiriam entregar.
Que baita filme. Que baita crítica.
Armadilha
2.7 869 Assista AgoraÉ um daqueles filmes em que tu desejas o teu tempo de vida de volta.
Lowlifes
3.1 71Atuações e sotaques no nível de te deixar com vergonha alheia e com vontade de apertar o fast foward.
Uma esmolinha de estrela pela ambientação e pelo gore.
Longlegs: Vínculo Mortal
3.2 935 Assista AgoraOh, meus caros, como estávamos precisando de um terror desse calibre.
Narrativa com conceito, exposição e ritmo muito bem balanceados. Atuações no ponto (Nicolas e Maika, cês foram geniais), trilha mega imersiva, estética nostálgica (senti mesmo a tão falada pegada de Seven) e o enredo que, putz, é surpreendente.
O primeiro filme de terror de 2024 que valeu o hype.
Natureza Violenta
2.5 198 Assista AgoraBoa construção de atmosfera, algumas mortes criativas, inspiração em slashers bem usada (como Pânico na Floresta) e bela fotografia.
O resto, bem, caiu na fraqueza da falta de inovação.
Todos Nós Desconhecidos
3.8 253 Assista AgoraNunca vi o tema sexualidade ser tratado com tanta sensibilidade e bom gosto fílmico.
Belíssimo e tristíssimo longa.
Infestação
2.7 134 Assista AgoraA esmola de avaliação vai pelas cenas tensas e por algumas entregas de atuação.
No más, desenvolvimento de personagem e iluminação passaram longe desse filme.
Mesa Maldita
3.6 163 Assista AgoraUm dos filmes mais angustiantes que já assisti na vida.
Atuações impecáveis.
Bebê Rena
4.0 633 Assista AgoraFoi uma escolha inteligente de narrar as coisas como elas foram, sem o autor (e alvo da situação) querer performar um papel total de vítima para conseguir a amabilidade do público.
Aqui temos dois personagens igualmente complexos e com seus demônios, embora os da Martha sejam muito mais difíceis de encarar ou exorcizar.
A conversa com os pais, curta embora profunda, foi o único momento da série em que me coração se desfez um pouco do peso cinzento da trama. A atuação do trio foi muito comovente.
No más, foi uma série daquelas que é difícil de se recuperar do golpe.
Admiro Richard tanto pela bravura de contar sua história quanto pela sua entrega na atuação, assim como Jessica Gunning, que conseguiu traduzir monstruosidade e fragilidade com maestria.
Abigail
3.1 477Outro caso de drop de terror desse ano em que uma performance de atuação foi a bengala do filme.
Alisha fez um excelente trabalho, mesmo tão jovem. O controle facial e corporal foram o espírito do papel, tornando ainda mais envolvente e impactante o desempenho do personagem na tela.
No geral, foi um filme divertido. Posso dizer que me empolgou mais que Late Night with the Devil e bem mais que Imaculada.
Imaculada
3.0 535 Assista AgoraAchei a condução fraquíssima, pecando e muito na construção dos momentos de tensão.
Ponto positivo foi a atuação dedicada da Sydney (a sequência final foi o que justificou boa parte da nota).
Entrevista com o Demônio
3.4 770 Assista AgoraEfeitos práticos, carpete empoeirado, fumaça de cigarro em ambiente fechado e sonoplastia nostálgica.
LNWD fez um excelente papel de caracterização, o que ajudou e muito na imersão no enredo e na atmosfera. Foi uma agradável surpresa, que me fez sentir entretido ao longo de toda 1h30min.
Só não me ganhou completamente pois algumas atuações foram fracas e, se comparado aos clássicos e grandes títulos do gênero que temos até aqui, o plot foi simples e carente de camadas. Foi fácil ligar os pontos
entre a referência a Bohemian Grove, a busca pelo estrelato no "shôbiss" e o sistema de troca e sacrifício que essa ascensão exige.
Ótimo lançamento e excelente performance David Dastmalchian.
Aftersun
4.0 790O que fazer quando um filme causa um impacto irreparável em algum lugar imperceptível?
Aftersun é a personificação da saudade. Aquela nostalgia gostosa de sentir, mas que logo te envolve com o amargor do reconhecimento que estes dias não voltam mais.
Doeu assistir. Doeu entender. Está doendo processar.
Parabéns Charlotte, Corio e Mescal por essa experiência.
Experiência da qual não saio o mesmo.
Seinfeld (9ª Temporada)
4.5 136 Assista AgoraPara todas as pessoas profundamente empáticas que assistiram a série, parabéns, enfim chegamos até aqui.
Na falta de uma palavra melhor, foi árduo muitas vezes assistir Seinfeld. Encarar defeitos como mesquinhez, indiferença, inescrupulosidade, inveja, egoísmo e tantos outros através da lente do entretenimento foi muito incômodo, e está aí a genialidade dessa série.
Roteiro super afiado, inteligente, dinâmico, com performances extremamente memoráveis (a sagacidade facial de Elaine, a comédia corporal do Kramer, a potência expressiva do George). Um quarteto absurdo com uma química singular, muito bem aprofundado a ponto de gerar incontáveis tramas igualmente absurdas.
Registro minha admiração especial pela incrível e talentosa Julia Louis-Dreyfus, pelo inesquecível Michael Richards, que me arrancou longas e vergonhosas risadas (daquelas que te jogam no chão), pelo Jerome Seinfeld por conceber essa relíquia, pelo Jason Alexander por dar luz ao personagem que mais odiei na ficção e, por fim, pelo Phil Morris que deu vida ao advogado excentricamente hilário Jackie Chiles
(surtei quando vi que ele participaria da finale).
Tysm, Seinfeld, por essa jornada f*dasticamente engraçada e por esse final cheio de nostalgia, simbolismo, reflexão e genialidade.
Você merece o título de mãe das sitcons.
Coerência
4.0 1,4K Assista AgoraRevisitei em Coerência a mesma sensação nostálgica de tensão que senti em Identidade, de James Mangold.
Para mim o ponto alto está no ritmo e na construção narrativa, que garantem uma experiência super interessante.
Fiquei surpreso ao descobrir que o diretor já esteve à frente de um dos Piratas do Caribe.
O Mal Que Nos Habita
3.5 807 Assista AgoraAbordagem criativa sobre o tema possessão, com raízes bem profundas no folclore argentino. Efeitos práticos incríveis, cenas gores super bem construídas, tensão no talo.
O que faltou para mim aqui foi orçamento.
O filme perde força na atuação bem sofrida de 60% do cast (destaque para a performance dos personagens Pedro, Sabrina, Ruiz e esposa), que impacta fortemente na imersão, sobretudo na ponte para o ato final.
Mas no geral gostei muito da produção. O trabalho de fotografia tá super legal, com belíssimos takes da campanha argentina. Excelente entretenimento e grata surpresa para o gênero esse ano.
A Queda da Casa de Usher
3.9 307 Assista AgoraAinda não assisti, a série é a próxima na minha lista, mas passo aqui apenas para comentar: nunca vi uma obra ter comentários tão polarizados quanto esta. Após ler um comentário cheio de elogios, leio outro detonando.
Ao menos uma coisa é certa: Mike acertou em cheio no fator engajamento.
A Sete Palmos (5ª Temporada)
4.8 501 Assista AgoraLevei um tempo para assistir a série (graças a vontade de não querer que acabasse e o peso quase sufocante das camadas do enredo).
Levei um tempo para digerir a season finale, seus desdobramentos e cada golpe que levei.
Levei um tempo para parar e vir aqui avaliar.
Fui levado pela história, pelo amor aos personagens, pela frustração, pela raiva, pelo desapontamento.
Me levei até o fundo do poço, assistindo a série em paralelo a um dos momentos mais sensíveis e caóticos da minha vida.
Levemente enebriado fui levado pela emoção, me desmoronando no episódio final ao passo que sentia cada trama, cuidadosamente costurada ao longo dessas cinco temporadas, fazer sentido naquela sequência de fechamento.
Após quase dois meses depois de finalizar SFU, tempo que passei remendando o meu psicológico, sento aqui e novamente me sinto levado pela euforia, mas desta vez não mais pesado pelos conflitos internos, mas leve.
E é levado por essa leveza que falo que Six Feet Under é, e sempre será, a série mais inteligentemente sensível já criada.
E, sem dúvidas, a minha série favorita.
"You hang onto your pain like it means something, like it’s worth something. Well let me tell ya, it’s not worth shit. Let it go. Infinite possibilities and all he can do is whine.”
Ninguém Vai Te Salvar
3.2 609 Assista AgoraVou marcar todo o comentário como spoiler pois acho que de ponto em ponto posso deixar escapar algo (e odeio estragar a experiência fílmica das pessoas):
O filme não conseguiu captar minha atenção em nenhum dos três blocos. No primeiro, é difícil de tu abraçares a proposta de um ET com telecinesia ficar desfilando a passos lentos enquanto caça a humana (lentidão que possibilitou três mortes improváveis onde ela saiu vitoriosa).
No segundo, a caçada continuou tão improvável quanto no início, com a adição dos humanos "possuídos" onde acabou não implicando em nenhuma diferença para a periculosidade.
A transição e a entrada do último (e mais explicativo) bloco foi até interessante, já que em termos de atuação o filme ficou bem alimentado com a performance da Kaitlyn - que me agradou bastante -, mas o desfecho tirou o brilho que custosamente conseguira com um final de cenas desnecessariamente longas, plot twist previsível e conclusão sem punch.
Se as pessoas esperavam uma colher de chá por parte dos alienígenas vendo a jornada de aceitação da Brynn, é esperar demais haha A garota assassinou três da espécie deles e o flashback só comprovou que, mesmo sem a intenção e se tornando algo que martirizou a garota ao longo de toda a vida, ela matou também alguém da própria.
O final, com a região sendo colonizada, foi, de todas as possibilidades, a mais "coerente" para mim (coloco entre aspas pois coerência é uma palavra meio descabida quando tratamos de plot com ETs haha).
No más, o que mais valeu para mim foi a atuação da atriz principal, que carregou o filme com dinamismo e boas expressões faciais, e os belos efeitos práticos e visuais.