Um dramalhão com reviravoltas rocambolescas que não fica devendo nada às novelas mexicanas. Vale pela descontrução da figura do pai/macho provedor e protetor, e pela crítica ao esgotamento feminino gerado pela maternidade e pelas relações pautadas pelo patriarcado.
No penultimo episódio desta última temporada, há uma cena em que o personagem prof. Clarke faz uma referência a O Senhor dos Anéis, pronunciando a palavra "melon", que significa "amigo" em éfico. E ele diz isso justamente na cena me que ele consegue abrir o portão de uma instalação militar dentro da qual há uma passagem para o Mundo Invertido, permitindo que o Will, Mike, Lucas, Justin, Eleven, Max e amigos possam colocar em ação seu plano para destruir Vecna e salvar o mundo.
Muito tem sido dito sobre o fato de que referências que aparecem na série não serem aleatórias. Admitindo que isso seja verdade e partindo desse pressuposto, vamos considerar aqui uma analogia entre a série e a saga criada por Tolkien para tentar especular sobre o que acontecerá no último episódio.
Sabemos que, em O Senhor dos Anéis, "melon" é a senha que abre o portal de entrada para as Minas de Moria. um mundo subterrâneo criado pela raça dos anões. Uma vez lá dentro, a Sociedade do Anel (Frodo, Sam, Gandalf, Argorn, Legolas, Gimli, Boromir, Merry e Pippin) descobrem que todos os anões sucumbiram no confronto com forças das trevas (orcs, goblins, trolls e o temível Balrog). Ao final, a Sociedade do Anel tembém precisa enfrentar esses mesmos inimigos, e, estando em menor número, acabam fugindo. Até que, na Ponte de Khazad-dûm, o mago Gandalf se vê frente à frente com o Balrog e, para salvar seus amigos, destrói a ponte, caindo junto com o demônio nas profundezas.
Ora, nesta última temporada Justin descobre que o Mundo Invertido é, na verdade, uma ponte, localizada dentro de um buraco-de-minhoca (wormhole), servindo com uma ponte entre o mundo humano e um outro mundo, apelidado por eles de "Deserto", onde Vecna se refugiou após os acontecimentos da 4ª Temporada. Inclusive, o penúltimo episódio desta última temporada se chama justamente "The Bridge/A Ponte".
Ora, se essa interface entre ST e LOTR for mais do que apenas um citação incidental de uma palavra em élfico, talvez então podemos especular que, no episódio final, para destruir "A Ponte" e salvar a humanidade (e por consequência seus amigos), alguém tenha que se sacrificar. Mas quem? Seria Will, o "feiticeiro", como uma analogia ao mago Gandalf? Ou seria Eleven? Considerabdo que ela também tem poderes, a analogia com Gandalf não seria absurda. E, tal como acontece com Gandalf na obra de Tolkien, o personagem que se sacrificará ira retornar depois, renascido, renovado e purificado?
Uma temporada quase perfeita, na qual todos os episódios seguem a linha mestra da série, que é abordar o modo como as tecnologias evidenciam e potencializam o pior dos seres humanos. Digo isso porque, em algumas temporadas anteriores, há episódios muito ruins, justamente por terem fugido desta temática, como Mazey Day (S05E04) e Demon 79 (S06E05). E outros que, apesar de seguirem a temática, tem um desenvolvimento que deixa a desejar, como Crocodile (S04E03) e Hated in the Nation (S03E06).
Abaixo, a minha classificação dos episódios de acordo com minha preferência. 1. Common People (9,5/10) 2. Eulogy (9/10) 3. Plaything (8/10) 4. USS Callister (7,5/10) 5. Bête Noire (7/10) 6. Hotel Reverie (6,5/10)
Temos aqui um lixo audiovisual que tenta reeditar a história com base em deturpações e revisionismo barato. Tudo para tentar justificar os crimes contra a democracia arquitetatdos pelas elites econômicas (indistriais, latifundiários) ao longo da história brasileira, especialmente a Ditadura Militar,e assim criar uma produto que fomente narrativas conspiracionistas da extrema-direita. O pior é ver gente que favorita filmes como "Ainda Estou Aqui" e "Laranha Mecânica", ou séries como “Os inimigos da razão”, baseado em Rcihard Dawkins, dando 5 estrelas para esse entulho.
Ao meu ver, uma das qualidades da série é não recorrer, para provar suas teses, ao artifício maniqueísta de criar protagonistas e antagonistas com os quais o público se identificaria ou antipatizaria com facilidade, Com isso, me refiro principalmente à personagem Mia Warren, interpretada por Kerry Washington. Ela não é uma personagem da qual o espectador irá facilmente se identificar.
Mia é uma mulher difícil, temperamental, que não esbanja carisma nem simpatia, que frequentemente está com - como diria a minha mãe - uma cara de "cu", de quem "comeu e não gostou", de "poucos amigos". Mas isso, entretanto, não impede que nos solidarizemos com ela, que defendamos seus pontos de vista e suas atitudes e até mesmo que "passemos pano" para ela em outros momentos.
Não há mocinhos e vilões aqui e, mesmo em se tratando da personagem Elena Richardson, interpretada por Reese Witherspoon, não é difícil ter alguma empatia por ela, mesmo apesar de reprovarmos muitas de suas atitudes. Isso porque os arcos de ambas as personagens são bastante complexos e bem construídos, fazendo que o espectador entenda a trajetória de cada uma, suas escolhas, seus erros, seus acertos, seus medos, suas lutas.
Seria mais fácil e mais óbvio construir uma Mia que fosse agradável, simpática, sorridente, sociável, isto é, a perfeita mocinha; e uma Elena que fosse sempre arrogante, ríspida, antipática, ou seja, a perfeita vilã. A identificação entre quem está certo e quem está certo, entre quem o público deve amar e quem deve odiar, seria imediata. Mas, felizmente, isso não acontece aqui.
O que eu achei mais interessante nessa temporada foi a mistura daquele clima de meio oeste dos filmes dos irmãos Coen, com aquele humor sútil, levemente estranho e fantástico, dos filmes do Wes Anderson. Esse toque final fica muito explícito, por exemplo, no personagem Oole Moonk, magistralmente interpretado por Sam Spruell (o menino do clássico filme de guerra soviérico Vá e Veja).
O roteiro aposta nesse humor como arma contra o machismo e o fascismo, recorrendo ao ridículo para denunciar a extrema-direita em sua violência, principalmente contra a mulher. Personagens como o xerife Roy Tillman, são a personificação dos tais "cidadãos de bem", conservadores nos costumes e liberais na economia, defensores da família tradicional (meio de perpetuação de privilégios de gênero e classe, bem como preconceitos e formas de opressão) e do armamentismo. São tipos que, no fundo, possuem uma masculinidade tão frágil, que precisam constantemente reafirma-las por meio da força. Um contraste com o personagem de David Rysdahl, cuja doçura e gentileza não faz dele menos homem que nenhum outro homem da série.
A beleza da sororidade feminina, que vai se desenvolvendo a partir da relação entre as personagens de Juno Temple, Jennifer Jason Leigh e Richa Moorjani é um dos pontos altos de toda a trama. Sem falar na relação de Dot com sua filha, feita de ternura, confiança e companheirismo, oferecendo um contraponto à relação de dominação e abuso entre Roy e seu filho Gator.
Além da soberba qualidade técnica dessa série, com um CGI deslumbrante, a maior qualidade dessa série é atualizar a concepção que temos dos dinossauros, a partir das descobertas cientificas mais recentes, como por exemplo, mostrar que muitos dinossauros tinham penas, retratar o velociraptors em seu tamanho real (muito menor do que aparecem nos filmes Jurassic Park e Jurassic Wolrd), ou derrubar o mito (também difundido por esses filmes) de que a visão dos tiranossauros era baseada em movimento.
A princípio, achei estranha a aparição, em alguns momentos, de algo que perecem ser pássaros (que só apareceriam milhões de anos depois), como, por exemplo, no episódio "Deserts", na cena em que uma manada de gigantes Dreadnoughthus chegam ao deserto para acasalar; ou no episódio "Freshwater", na cena em que a femea de Quetzalcoatus nidifica numa floresta.
Pesquisando na página do documentário, descobrir que, no primeiro caso, os animais que aparecem pousando nas costas de um Dreadnoughthus, são Enantiornithes, também conhecidos como enantiornithines, que viveram na era Mesozóica; São ancestrais das aves atuais e foram extintos na fronteira entre o Cretáceo e o Paleógeno. Quase todos tinham pequenos dentes e dedos com garras em cada asa, mas fora isso pareciam muito com pássaros modernos externamente. No segundo caso, não encontrei nenhuma informação sobre o animal parecido com uma ave, de penagem negra, que está pousado em um galho e então voa quando a femea de Quetzalcoatus, após botar seus ovos, sai para se alimentar.
Fraquíssima! Roteiro escrito "nas coxas", com piadas que, em sua maioria não funcionam, diálogos mal escritos e desfechos pouco convincentes. Só o que salva é o elenco, que se esforça muito para tirar leite de pedra de um material tão pobre.
A série, em essência, tem o mesmo mote que a minha favorita, Breaking Bad, isto é, a historia de um pai ganancioso que acaba envolvendo sua família de classe media, tradicional, que se vê engendrada num esquema criminoso, em uma trama cheia de reviravoltas, na qual o pai "provedor" justifica suas ações com a desculpa de que fez tudo pelo "bem da família".
A série poderia ser melhor se não tivesse tantos furos na narrativa, resultantes de alguns saltos temporais que deixam algumas coisas mal explicadas. Por exemplo, a entrada de Marty Byrde no negócio da pousada Blue Cat, que acontece de modo brusco, deixando o espectador surpreso e confuso com o seu (não) desenvolvimento.
Tirando esse probleminha, a série tem qualidades, como o elenco super afiado, seus personagens complexos, bem construídos e com motivações convincentes.
Essa série formidável é baseada no livro livro O Conto da Aia, de Margaret Atwood, e parte de uma premissa já usada anteriormente no cinema pelo diretor Alfonso Cuarón no filme Filhos da Esperança (Children of Men, 2006): um futuro distópico no qual os problemas ambientais, como uso de agrotóxicos e poluição da água e do ar deixaram a maior parte das mulheres estéreis. Apesar de se concentrar em diferentes desdobramentos desse cenário hipotético, filme e série podem ser visto como paralelos, como parte de um mesmo universo.
Enquanto o filme de Cuarón se concentrava em retratar o mundo em guerra, com Estados-Nações se esfacelando e entrando em guerra na medida em que suas sociedades desmoronavam sob o peso de uma extinção eminente da humanidade, a série (e o livro) se volta para vida no interior de uma sociedade que, tentando preservar algo do antigo status quo, recorre à uma política de extrema-direita. Uma espécie de "fascismo neopentecostal orgânico", com uma sociedade dividida em castas rígidas, na qual o poder político e econômico é monopólio de uma elite branca, cristã, conservadora e capitalista.
Assim como o nazismo e fascismo, essa sociedade nasceu do desejo de alguns homens brancos de salvar o mundo de uma corrupção vista essencialmente como moral, por meio da introdução de valores cristãos e de adoção da Bíblia como fundamento constitucional, em especial as leis contidas no Levítico. Nela os esses homens que se consideram "cidadãos de bem" criaram um modo de garantir que seus genes sejam transmitidos, detendo o monopólio da perpetuação da raça humana. Para isso, eles precisaram transformar as mulheres que ainda permanecem férteis em propriedade privada, em mercadoria, tirando delas os poucos direitos já conquistados.
Privatizaram os úteros férteis que, de tão raros, se converteram em meios de produção, como terras e fábricas, transformando as mulheres que os possuem em Aias, que como carne de rodízio, passam pelas casas das famílias da casta dominante para servir de matrizes de procriação para os machos dominantes. São estupradas, proibidas de ler, obrigadas à total subserviência.
Em suma: é o mundo que gente como Jair Bolsonaro, Marco Feliciano, Silas Malafaia e seus simpatizantes sonham, independentemente de qualquer crise de fertilidade feminina.
"Basta uma crise política, econômica e religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados." (Simone de Beauvoir)
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Bem inferior às duas primeiras temporadas. Não tem sequer um episódio nesta 3ª temporada que chegue perto dos anteriores. Parece que os roteiristas e diretores perderam a mão e a inspiração.
Deste modo, o que chama a atenção é o modo como, na série, a tecnologia não é apresentada dentro de uma perspectiva positivista, em que quando mais avançasse o desenvolvimento tecnológico, mais também avançaria o desenvolvimento das sociedades humanas, levando assim à uma libertação do homem em relação ao trabalho, ou seja, pondo fim à exploração/opressão que é motor da luta de classes. No episódio "Be Right Back" (2º Temp., 2016), por exemplo, uma mulher, desolada com a morte do marido e incapaz de lidar com sua falta, acaba aceitando se comunicar uma simulação dele por e-mail. Depois, na medida em que ela vai fornecendo dados sobre o falecido, mais a simulação vai se tornando real, até que a conversa evolui para chat, quando o programa de simulação passa a usar efeitos audiovisuais para simular o rosto e a voz do amado. Ao final, ela acaba comprando um clone robótico abrigo com essa consciência simulada, que vai se tornando cada vez mais difícil distinguir o verdadeiro do falso. Aqui já uma dialética, mas pré-Socrática, filosoficamente basilar ao racionalismo, que é oposição entre verdade e mentira, real e irreal, concreto e imaginário, ideia e coisa. Mas há também a dialética da exploração de homem pelo outro, essencial não à humanidade, mas apenas ao capitalismo. Essa dialética se expressa na mulher que, por ser mais humana que o robô (será? afinal, se ela mesma, humana, no final quase perdeu a faculdade de distinguir tais coisas), possui mais meios materiais, isto é, capital financeiro, para adquirir um outro ser menos humano do que ela, apesar de todas as semelhanças. Essa mulher irá fazer desse ser meio/menos humano um escravo sentimental e social, totalmente obediente à ela. Até mudar de ideia sobre o que sente por ela, ou sobre o modo como ela lhe é útil, e a deixará pra sempre num sótão. Humanizar a máquina para escraviza-la? Seria isso uma válvula de escape para um intrínseco desejo de escravizar/explorar/oprimir?
Já no episódio "White Christimas" (2014), vemos uma tecnologia na qual a consciência de uma pessoa é capturada para moldar uma consciência artificial dela, que ficará "dentro" de um "egg", para ser literalmente ser submetida à escravidão e torturada por séculos em questão de segundos. Também não é uma visão idealista da tecnologia, ao modelo hegeliano, no qual a tecnologia é vista algo que resulta de um planejamento anterior, puramente racional, no qual o sumo bem aristotélico fosse o objetivo final, de modo que, tantos mais racionais se tornassem os homens (e portanto, quanto mais racionais, menos instintivos, como na perspectiva platônica), mais racional seriam os resultados de suas ações, como, por exemplo, a tecnologia. Essa irracionalidade da tecnologia, que também é um dos temas prediletos de Kubrick, está presente e explícita nos episódios "The National Anthem" (1ª Temp. 2014) e "Black Bear" (2ªTemp, 2016), onda tecnologia é usava para impingir sofrimento ao outro. É particular o uso econômico que é feito deste sofrimento pela empresa White Bear Park Justice, na qual a atração que atrai muitos visitantes são torturas psicológicas diárias realizadas por meio de encenação teatral para punir criminosos. Seria esse o resultado de privatizássemos os presídios, tendo vista que vivemos sob o capitalismo, no qual o lucro se sobrepõe frequente à ética?
"Por outra parte, resultam igualmente evidentes os seguintes fatos: o desenvolvimento das ciências naturais (que formam, aliás, a base de qualquer conhecimento), como de qualquer noção (que se refira ao processo produtivo) ocorre novamente sobre a base da produção capitalista que pela primeira vez lhes proporciona em grande medida — às ciências — os meios materiais de investigação, observação, experimentação. Já que as ciências são utilizadas pelo capital como meio de enriquecimento e se convertem, portanto, em meios de enriquecimento para os homens que se ocupam do desenvolvimento das ciências, os homens de ciência competem entre si no intento de encontrar uma aplicação prática da ciência. De outro lado, a invenção se converte em uma espécie de artesanato. Por isso junto com a produção capitalista se desenvolve, pela primeira vez de maneira consciente, o fator científico em certo nível, se emprega e se constitui em dimensões que não se poderiam conceber em épocas anteriores.
Somente a produção capitalista transforma o processo produtivo material em aplicação da ciência à produção — em ciência, posta em prática, mas somente submetendo o trabalho ao capital e reprimindo o próprio desenvolvimento intelectual e profissional." (MARX, Karl. Capital e Tecnologia.)
Poderia falar ainda sobre "50 Millions Merits", no qual a evolução da tecnologia não libertou o homem do trabalho e da exploração de sua força de trabalho, aqueles personagens que passam dias pedalando para produzir eletricidade, que gastarão em seus quartos minúsculos que são sua única moradia, assim como gastarão os pontos ganhados pedalando trocando-os por aplicativos, ou por ticketes para o "sucesso", que também se tornará uma outra forma de exploração. E, em nome desse sucesso, que significa um pouco menos de exploração e um pouco mais de liberdade, ele se verá disposto a trocar sua liberdade de pensar, que implica e opor à quele sistema opressor, por ser mais um "youtuber" que se vendeu ao sistema. Vemos também a denúncia da pornografia como exploração sexual de mulheres, vide inúmeros de casos ex-atrizes pornôs que relataram os abusos e violências sofridos dentro dos sets de filmagem. O caso da atriz Linda Lovelace.
Sob o capitalismo, portanto, a tecnologia não põe fim à exploração, mas acaba tornando o homem explorador de si mesmo, escravo de si mesmo, burguês e proletário de si mesmo. Mas esse ser é duplamente quando se pensa nas empresas que realmente lucram com todo este aparato tecnológico, do qual acabamos nos tornando também escravos. E será que já não estamos nós, agora, um pouco escravos da tecnologia? Em que medida essa escravidão que atualmente reconhecemos é menor que a escravidão prevista no futuro distópico apresentado no episódio? Vemos aqui, a dialética entre razão e irracionalidade, entre liberdade e servidão, entre dependência e autonomia, bem como a relação entre utilidade e benefício, bem como muitas questões éticas.
"O capital não cria a ciência e sim a explora apropriando-se dela no processo produtivo. Com isto se produz, simultaneamente, a separação entre a ciência, enquanto ciência aplicada à produção e o trabalho direto, enquanto nas fases anteriores da produção a experiência e o intercâmbio limitado de conhecimentos estavam ligados diretamente ao próprio trabalho; não se desenvolviam tais conhecimentos como força separada e independente da produção e, portanto, não haviam chegado nunca em conjunto além dos limites da tradicional coleção de receitas que existiam desde há muito tempo e que só se desenvolviam muito lenta e gradualmente (estudo empírico de cada um dos artesanatos). O braço e a mente não estavam separados.
Do mesmo modo que por máquina entendemos a “máquina do patrão” e, por sua função, a “função do patrão”, no processo produtivo (na produção), assim é também a situação da ciência que se encarna nesta máquina, nos modos de produção, nos processos químicos, etc. A ciência intervém como força externa, hostil ao trabalho, que o domina e cuja aplicação é, por uma parte, desenvolvimento científico de testemunhos, de observações, de segredos do artesanato adquiridos por vias experimentais, pela análise do processo produtivo e aplicação das ciências naturais ao processo material produtivo; e como tal, se baseia, do mesmo modo, na separação das forças espirituais do processo no que se refere aos conhecimentos, testemunhos e capacidades do operário individual e como a acumulação e o desenvolvimento das condições de produção e sua transformação em capital se baseiam na privação do operário destas condições, na separação do operário em relação às mesmas." (MARX, Karl. Capital e Tecnologia.Tradução de extrato (pp. 161-164) do original em castelhano Capital y Tecnologia – Manuscritos Ineditos (1861-1863), publicado no México pela editora Terra Nova em 1980. Responsável pela tradução: Elídio Marques.)
Esta temporada teve momentos espetaculares e marcantes, como o ataque surpresa de Daenerys aos Lannisters e Tarlys em High Garden e a luta contra o urso polar nas terras além da Muralha.
Momentos lindos como o fim de Mindinho e a vingança de Arya contra os responsáveis pelo Casamento Vermelho.
Momentos tristes, com a morte de Vyserion. E forçado, afinal, se eu fosse o Rei da Noite, teria jogado a lança no dragão que a Daenerys estava em cima. Mas... the show most go on.
E momentos imbecis e decepcionantes, com a ideia estúpida de Jon Snow de ir além da Muralha, e outros piegas, como aquele em que ele chama Daenerys de "Dani". Blerghh...
Minha avaliação da 7ª Temporada de Game of Thrones fica assim: 1. Dragonstone - ★★★★½ 2. Stormborn - ★★★★½ 3. The Queen's Justice - ★★★★★ 4. The Spoils of War - ★★★★★ 5. Eastwatch - ★★★★½ 6. Beyond the Wall - ★★★½ 7. The Dragon and the Wolf - ★★★★½ NOTA FINAL: 8,0
Fico impressionado como o roteiro de Game Of Thrones - e me refiro tanto os livros quanto a série televisiva - é coeso e bem amarrado. No primeiro episódio da 1ª Temporada, os homens da Casa Stark encontram um veado morto na estrada com um ferimento na barriga. Logo depois encontram uma Loba morta na mata próxima, em decorrencia de uma ferida causada pela galhada de um veado. Junto com ela, encontram seus filhotes, que são levados e adotados por cada um dos filhos de Ned Stark, ''Lord of the North''. A partir de uma análise das simbologias e implicações dessa cena, eu desenvolvi a minha ''Teoria dos Lobos'', que apresento a seguir.
O primogenito, Robb Stark, dá ao seu lobo o nome de ''Vento Cinzento''; O de Bran recebe o nome de ''Verão'' enquanto o Rickon, o mais novo dos filhos, dá oa seu lobo o nome de ''Cão Felpudo''. A filha mais velha, Sansa, batiza sua loba de de ''Lady''; a loba de Arya, por vez, ganha o nome de ''Niméria''. Por fim, o bastardo Jon Snow, que ficou com o último dos filhotes a ser encontrado na mata, passa a chama-lo de ''Fantasma''. Sendo o Lobo o símbolo dos Stark, esse evento pode ser tomado como metáfora ou alegoria para os eventos posteriores na série envolvendo especialmente essa família. Cabe, aqui, lembrar que o veado é o símbolo da Casa Baratheon, da qual o Rei Robert é membro.
A morte do rei Robert, por uma ferida na barriga causada por um javali durante uma caçada, guarda óbvio paralelo com a morte do veado na cena incialmente citada. A morte do veado, desencadeia a morte do lobo e a dispersão de sua prole, assim como a morte do Rei Robert Baratheon é o estopim que culminará na morte de Ned e Catelyn Stark e posteriormente na separação e desagregação dos filhos do casal, incluindo o bastardo Jon.
O primeiro dos filhotes da Loba a morrer é Lady, que pertencia á Sansa Stark. Isso pode ser tomado como metáfora do processo de negação de si e de suas origens pelo qual a personagem passará durante boa parte da série, tendo que resignar-se e apagar-se para sobreviver. É como se ela passasse por uma ''morte social''.
O segundo filhote a morrer é o do primogenito Robb. A morte de Vento Cinzento se dá praticamente ao mesmo tempo que a morte de seu mestre, durante o trágico evento que ficou conhecido como o ''Casamento Vermelho''. Cabe aqui lembrar que, durante a guerra entre os nortista liderados por Robb Stark e os sulistas liderados pelos Lannister, Robb e seu lobo eram tidos como inseparáveis, no imaginário popular, e alguns até afirmavam que Robb se transformava em lobo. Após serem mortos, Robb é decapitado e a cabeça de seu lobo é colocada no lugar da sua, por meio de uma estaca.
Entre a morte de Lady e de Vento Cinzento, se dá a fuga e desaperecimento da loba Niméria, prenunciando o futuro destino de sua dona, Arya Stark. Concomitantemente, entre o desaparecimento de Niméria e a morte de Vento Cinzento, é que ocorre a invasão de Winterfell e a consequente fuga de Bran e Rickon com seus respectivos lobos.
Durante a fuga, os irmãos serão separados e só conheceremos o destino de Rickon nos episódios finais da penúltima temporada da série. Neste ínterim, o destino do lobo Verão, de Bran, chega ao fim no momento em que ele assumirá uma nova persona e um novo papel naquele contexto, tornando-se o novo ''Corvo de 3 Olhos'', assim como a morte do ''Verão'' indica o começo do Inverno. Winter is coming.
O único lobo cuja trajetória acompanhamos durante praticamente toda a série é o Fantasma, do bastardo Jon Snow, e que, junto com a desaparecida Niméria, será um dos 2 únicos filhotes a sobreviver. Resta saber se na próxima - e última - temporada, que será lançada em 2017, a loba Niméria reaparecerá, na medida em que Arya (The girl has no name?) retorna a Winterfell e reecontra ou reassume seu nome e suas origens, e se o Jon e seu lobo chegarão vivos até o final.
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Na medida em que a série caminha para o que - por enquanto - parece ser o seu desfecho, aumenta nossa expectativa para saber a resposta à grande pergunta: "Quem terminará como senhor do Trono de Ferro?"
Mas, para responder à essa questão - ou aproximar-se ao máximo dela - é preciso tentar responder à outras duas perguntas, que, em geral, aqueles que só tiveram contato com a saga escrita por Martin por meio da TV, desconhecem. Essas perguntas são: Quem é a reencarnação do héroi Azor Ahai? Quem são as Três Cabeças do Dragão?
Às solução dessas questões, vamos também ficando mais perto, obviamente, na medida que as história é contada. De acordo com os livros, Azor Ahai teria sido um herói lendário que viveu durante o período conhecido como "A Longa Noite", há cerca de oito mil anos antes dos fatos narrados na série. Azor Ahai, dotado de sua espada flamejante (a Luminífera), foi o responsável por enfrentar e vencer os "Outros", expulsando-os para além da Grande Muralha.
As lendas envolvendo essa figura quase mítica dão conta de que ele conseguiu sua poderosa espada após atravessá-la no peito de sua amada, morta em sacrifício. As profecias surgidas desde então afirmam que Azor Ahai retornaria como que reencarnado em outra pessoa, mas essa deveria nascer sob condições muito específicas. Diz a lenda que "quando a estrela vermelha sangrar e a escuridão aproximar-se, Azor Ahai irá renascer no meio do fumo e sal e acordar os dragões feitos de pedra".
Ou seja: o novo Azor Ahai precisa ser alguém que tenha nascido (ou renascido) num dia em que houver uma estrela sangrenta e num lugar onde haja fumo/fumaça e sal. Mas, como se trata de profecia, esse elementos podem não necessariamente ser literais, mas simbólicos ou metafóricos. A estrela pode não ser exatamente uma estrela, por exemplo, assim como os dragões podem não ser exatamente dragões. Tendo isso em mente e, pelo vimos até o momento na série, dois personagens se destacam como possíveis respostas à essa questão: Daenerys Targaryen e Jon "Snow" Stark Targaryen.
Daenerys teria nascido durante uma tempestade (fumaça) em Pedra do Dragão, que é ilha, e, portanto, banhada pelo mar (sal). Quando colocada junto à pira mortuária de seu esposo Khal Drogo, ela permaneceu intacta em meio ao fogo, e os ovos petrificados que ela carregava eclodiram, saindo deles 3 dragões (os dragões de pedra). Mas é possível que os dragões representam a própria Luminífera.
Jon Snow, por sua vez, nasceu na Torre de Joy, como ficamos sabendo hoje, no último episódio da 6ª temporada da série televisa. Não é filho de Ned Stark, mas sobrinho. Sua mãe é Lyanna Stark e seu pai é Rhaegar Targaryen, que havia raptado Lyanna e aprisionado na torre, após estupra-la. Jon nasceu entre as lágrimas de sua mãe (sal), que morreu devido às complicações do parto. O próprio Rhaegar pensou, em sua juventude, ser Ahai, mas depois passou a achar que fosse seu filho Aegon. Porém, pode ser que esse filho, que é o "Príncipe Prometido", seja Jon.
Porém, Jon, ao renascer, ressuscitado pelo Deus do Fogo por intermédio de Melisandre, jazia morto em Castle Black, nu sobre uma mesa da madeira, onde havia fumaça de velas e de uma lareira, além do sal dos que pranteavam sua morte, e o gigante Wun Wun havia matado um soldado da Guarda da Noite atirando-o contra as paredes e o teto de onde Jon estava, e na roupa desse soldado havia estrelas. Além disso, Melisandre relatou ter, em suas chamas, a visão de Snow lutando contra os outros, e ele também começa a ter sonhos nos quais vê a si mesmo enfrentando os Outros com uma espada flamejante.
Por fim, cabe descobrir quem serão as Três Cabeça do Dragão que derrotarão os Outros, promovendo a vitória do calor sobre o frio, dos vivos sobre os mortos, naquilo que ficou conhecido como "as crônicas de gelo e fogo". A lenda das Três Cabeças do Dragão faz referência também à personagens lendários e que existiram muito antes dos eventos narrados.
O símbolo da Casa Targaryen é um dragão vermelho de 3 cabeças e Daenerys (que até então parecia ser a última Targaryen) possui 3 dragões. Mas lenda remete à Aegon I, o primeiro Targaryen que chegou em Westeros, tempos depois da Grande Noite e de Azor Ahai. Junto com ele, haviam suas duas esposas, que eram também suas irmãs: Rhaenys e Visenya. Cada um montava seu próprio dragão: Vhagar, Meraxes e Balerion.
Em sua passagem pela Casa dos Imortais, Daenerys ouve algo que parece ser uma profecia: “O dragão tem três cabeças”. Daí é que surgem as especulações sobre quais personagens seriam essas 3 cabeças. Além disso, somo informados, à certa altura, que um dragão (ou aquele que será a cabeça do dragão) precisa nascer entre “fogo e sangue”. O mais provável, ao meu ver, é que as três cabeças sejam Daenerys, Jon Snow e Twyn, principalmente porque ambos perderam suas mães durante seu nascimento e, portanto, se adequam à profecia.
Enfim, são apenas teorias. O jeito é esperar pra ver.
"Paty é o picles da minha salada. Paty é o açúcar do meu chá. Você é o molho do meu cachorro-quente. Paty você é a minha maionese. WHOA, WHOA, WHOA..."
Tudo Culpa Dela
4.1 306 Assista AgoraUm dramalhão com reviravoltas rocambolescas que não fica devendo nada às novelas mexicanas. Vale pela descontrução da figura do pai/macho provedor e protetor, e pela crítica ao esgotamento feminino gerado pela maternidade e pelas relações pautadas pelo patriarcado.
Stranger Things (5ª Temporada)
3.5 513 Assista AgoraNo penultimo episódio desta última temporada, há uma cena em que o personagem prof. Clarke faz uma referência a O Senhor dos Anéis, pronunciando a palavra "melon", que significa "amigo" em éfico. E ele diz isso justamente na cena me que ele consegue abrir o portão de uma instalação militar dentro da qual há uma passagem para o Mundo Invertido, permitindo que o Will, Mike, Lucas, Justin, Eleven, Max e amigos possam colocar em ação seu plano para destruir Vecna e salvar o mundo.
Muito tem sido dito sobre o fato de que referências que aparecem na série não serem aleatórias. Admitindo que isso seja verdade e partindo desse pressuposto, vamos considerar aqui uma analogia entre a série e a saga criada por Tolkien para tentar especular sobre o que acontecerá no último episódio.
Sabemos que, em O Senhor dos Anéis, "melon" é a senha que abre o portal de entrada para as Minas de Moria. um mundo subterrâneo criado pela raça dos anões. Uma vez lá dentro, a Sociedade do Anel (Frodo, Sam, Gandalf, Argorn, Legolas, Gimli, Boromir, Merry e Pippin) descobrem que todos os anões sucumbiram no confronto com forças das trevas (orcs, goblins, trolls e o temível Balrog). Ao final, a Sociedade do Anel tembém precisa enfrentar esses mesmos inimigos, e, estando em menor número, acabam fugindo. Até que, na Ponte de Khazad-dûm, o mago Gandalf se vê frente à frente com o Balrog e, para salvar seus amigos, destrói a ponte, caindo junto com o demônio nas profundezas.
Ora, nesta última temporada Justin descobre que o Mundo Invertido é, na verdade, uma ponte, localizada dentro de um buraco-de-minhoca (wormhole), servindo com uma ponte entre o mundo humano e um outro mundo, apelidado por eles de "Deserto", onde Vecna se refugiou após os acontecimentos da 4ª Temporada. Inclusive, o penúltimo episódio desta última temporada se chama justamente "The Bridge/A Ponte".
Ora, se essa interface entre ST e LOTR for mais do que apenas um citação incidental de uma palavra em élfico, talvez então podemos especular que, no episódio final, para destruir "A Ponte" e salvar a humanidade (e por consequência seus amigos), alguém tenha que se sacrificar. Mas quem? Seria Will, o "feiticeiro", como uma analogia ao mago Gandalf? Ou seria Eleven? Considerabdo que ela também tem poderes, a analogia com Gandalf não seria absurda. E, tal como acontece com Gandalf na obra de Tolkien, o personagem que se sacrificará ira retornar depois, renascido, renovado e purificado?
Love, Death & Robots (Volume 1)
4.3 678 Assista AgoraMeus episódios favoritos:
1. Zima Blue
2. Good Hunting
3. When the Yogurt took over
4. Three Robots
5. Alternate Histories
Os episódios que eu menos gostei:
1. Ice Age
2. Fish Night
3. Sucker of Souls
4. Shape-Shifters
5. The Dump
Black Mirror (7ª Temporada)
3.8 333 Assista AgoraUma temporada quase perfeita, na qual todos os episódios seguem a linha mestra da série, que é abordar o modo como as tecnologias evidenciam e potencializam o pior dos seres humanos. Digo isso porque, em algumas temporadas anteriores, há episódios muito ruins, justamente por terem fugido desta temática, como Mazey Day (S05E04) e Demon 79 (S06E05). E outros que, apesar de seguirem a temática, tem um desenvolvimento que deixa a desejar, como Crocodile (S04E03) e Hated in the Nation (S03E06).
Abaixo, a minha classificação dos episódios de acordo com minha preferência.
1. Common People (9,5/10)
2. Eulogy (9/10)
3. Plaything (8/10)
4. USS Callister (7,5/10)
5. Bête Noire (7/10)
6. Hotel Reverie (6,5/10)
Brasil Paralelo
4.0 12Temos aqui um lixo audiovisual que tenta reeditar a história com base em deturpações e revisionismo barato. Tudo para tentar justificar os crimes contra a democracia arquitetatdos pelas elites econômicas (indistriais, latifundiários) ao longo da história brasileira, especialmente a Ditadura Militar,e assim criar uma produto que fomente narrativas conspiracionistas da extrema-direita. O pior é ver gente que favorita filmes como "Ainda Estou Aqui" e "Laranha Mecânica", ou séries como “Os inimigos da razão”, baseado em Rcihard Dawkins, dando 5 estrelas para esse entulho.
Pequenos Incêndios Por Toda Parte
4.3 538 Assista AgoraAo meu ver, uma das qualidades da série é não recorrer, para provar suas teses, ao artifício maniqueísta de criar protagonistas e antagonistas com os quais o público se identificaria ou antipatizaria com facilidade, Com isso, me refiro principalmente à personagem Mia Warren, interpretada por Kerry Washington. Ela não é uma personagem da qual o espectador irá facilmente se identificar.
Mia é uma mulher difícil, temperamental, que não esbanja carisma nem simpatia, que frequentemente está com - como diria a minha mãe - uma cara de "cu", de quem "comeu e não gostou", de "poucos amigos". Mas isso, entretanto, não impede que nos solidarizemos com ela, que defendamos seus pontos de vista e suas atitudes e até mesmo que "passemos pano" para ela em outros momentos.
Não há mocinhos e vilões aqui e, mesmo em se tratando da personagem Elena Richardson, interpretada por Reese Witherspoon, não é difícil ter alguma empatia por ela, mesmo apesar de reprovarmos muitas de suas atitudes. Isso porque os arcos de ambas as personagens são bastante complexos e bem construídos, fazendo que o espectador entenda a trajetória de cada uma, suas escolhas, seus erros, seus acertos, seus medos, suas lutas.
Seria mais fácil e mais óbvio construir uma Mia que fosse agradável, simpática, sorridente, sociável, isto é, a perfeita mocinha; e uma Elena que fosse sempre arrogante, ríspida, antipática, ou seja, a perfeita vilã. A identificação entre quem está certo e quem está certo, entre quem o público deve amar e quem deve odiar, seria imediata. Mas, felizmente, isso não acontece aqui.
Fargo (5ª Temporada)
4.1 68 Assista AgoraO que eu achei mais interessante nessa temporada foi a mistura daquele clima de meio oeste dos filmes dos irmãos Coen, com aquele humor sútil, levemente estranho e fantástico, dos filmes do Wes Anderson. Esse toque final fica muito explícito, por exemplo, no personagem Oole Moonk, magistralmente interpretado por Sam Spruell (o menino do clássico filme de guerra soviérico Vá e Veja).
O roteiro aposta nesse humor como arma contra o machismo e o fascismo, recorrendo ao ridículo para denunciar a extrema-direita em sua violência, principalmente contra a mulher. Personagens como o xerife Roy Tillman, são a personificação dos tais "cidadãos de bem", conservadores nos costumes e liberais na economia, defensores da família tradicional (meio de perpetuação de privilégios de gênero e classe, bem como preconceitos e formas de opressão) e do armamentismo. São tipos que, no fundo, possuem uma masculinidade tão frágil, que precisam constantemente reafirma-las por meio da força. Um contraste com o personagem de David Rysdahl, cuja doçura e gentileza não faz dele menos homem que nenhum outro homem da série.
A beleza da sororidade feminina, que vai se desenvolvendo a partir da relação entre as personagens de Juno Temple, Jennifer Jason Leigh e Richa Moorjani é um dos pontos altos de toda a trama. Sem falar na relação de Dot com sua filha, feita de ternura, confiança e companheirismo, oferecendo um contraponto à relação de dominação e abuso entre Roy e seu filho Gator.
Planeta Pré-Histórico (1ª Temporada)
4.4 12 Assista AgoraAlém da soberba qualidade técnica dessa série, com um CGI deslumbrante, a maior qualidade dessa série é atualizar a concepção que temos dos dinossauros, a partir das descobertas cientificas mais recentes, como por exemplo, mostrar que muitos dinossauros tinham penas, retratar o velociraptors em seu tamanho real (muito menor do que aparecem nos filmes Jurassic Park e Jurassic Wolrd), ou derrubar o mito (também difundido por esses filmes) de que a visão dos tiranossauros era baseada em movimento.
A princípio, achei estranha a aparição, em alguns momentos, de algo que perecem ser pássaros (que só apareceriam milhões de anos depois), como, por exemplo, no episódio "Deserts", na cena em que uma manada de gigantes Dreadnoughthus chegam ao deserto para acasalar; ou no episódio "Freshwater", na cena em que a femea de Quetzalcoatus nidifica numa floresta.
Pesquisando na página do documentário, descobrir que, no primeiro caso, os animais que aparecem pousando nas costas de um Dreadnoughthus, são Enantiornithes, também conhecidos como enantiornithines, que viveram na era Mesozóica; São ancestrais das aves atuais e foram extintos na fronteira entre o Cretáceo e o Paleógeno. Quase todos tinham pequenos dentes e dedos com garras em cada asa, mas fora isso pareciam muito com pássaros modernos externamente. No segundo caso, não encontrei nenhuma informação sobre o animal parecido com uma ave, de penagem negra, que está pousado em um galho e então voa quando a femea de Quetzalcoatus, após botar seus ovos, sai para se alimentar.
Abbott Elementary (1ª Temporada)
4.1 63Fraquíssima! Roteiro escrito "nas coxas", com piadas que, em sua maioria não funcionam, diálogos mal escritos e desfechos pouco convincentes. Só o que salva é o elenco, que se esforça muito para tirar leite de pedra de um material tão pobre.
Ozark (1ª Temporada)
4.1 409 Assista AgoraA série, em essência, tem o mesmo mote que a minha favorita, Breaking Bad, isto é, a historia de um pai ganancioso que acaba envolvendo sua família de classe media, tradicional, que se vê engendrada num esquema criminoso, em uma trama cheia de reviravoltas, na qual o pai "provedor" justifica suas ações com a desculpa de que fez tudo pelo "bem da família".
A série poderia ser melhor se não tivesse tantos furos na narrativa, resultantes de alguns saltos temporais que deixam algumas coisas mal explicadas. Por exemplo, a entrada de Marty Byrde no negócio da pousada Blue Cat, que acontece de modo brusco, deixando o espectador surpreso e confuso com o seu (não) desenvolvimento.
Tirando esse probleminha, a série tem qualidades, como o elenco super afiado, seus personagens complexos, bem construídos e com motivações convincentes.
Breaking Bad (5ª Temporada)
4.8 3,1K Assista AgoraMelhor série de todos os tempos. Sim ou com certeza?
O Conto da Aia (1ª Temporada)
4.7 1,5K Assista AgoraEssa série formidável é baseada no livro livro O Conto da Aia, de Margaret Atwood, e parte de uma premissa já usada anteriormente no cinema pelo diretor Alfonso Cuarón no filme Filhos da Esperança (Children of Men, 2006): um futuro distópico no qual os problemas ambientais, como uso de agrotóxicos e poluição da água e do ar deixaram a maior parte das mulheres estéreis. Apesar de se concentrar em diferentes desdobramentos desse cenário hipotético, filme e série podem ser visto como paralelos, como parte de um mesmo universo.
Enquanto o filme de Cuarón se concentrava em retratar o mundo em guerra, com Estados-Nações se esfacelando e entrando em guerra na medida em que suas sociedades desmoronavam sob o peso de uma extinção eminente da humanidade, a série (e o livro) se volta para vida no interior de uma sociedade que, tentando preservar algo do antigo status quo, recorre à uma política de extrema-direita. Uma espécie de "fascismo neopentecostal orgânico", com uma sociedade dividida em castas rígidas, na qual o poder político e econômico é monopólio de uma elite branca, cristã, conservadora e capitalista.
Assim como o nazismo e fascismo, essa sociedade nasceu do desejo de alguns homens brancos de salvar o mundo de uma corrupção vista essencialmente como moral, por meio da introdução de valores cristãos e de adoção da Bíblia como fundamento constitucional, em especial as leis contidas no Levítico. Nela os esses homens que se consideram "cidadãos de bem" criaram um modo de garantir que seus genes sejam transmitidos, detendo o monopólio da perpetuação da raça humana. Para isso, eles precisaram transformar as mulheres que ainda permanecem férteis em propriedade privada, em mercadoria, tirando delas os poucos direitos já conquistados.
Privatizaram os úteros férteis que, de tão raros, se converteram em meios de produção, como terras e fábricas, transformando as mulheres que os possuem em Aias, que como carne de rodízio, passam pelas casas das famílias da casta dominante para servir de matrizes de procriação para os machos dominantes. São estupradas, proibidas de ler, obrigadas à total subserviência.
Em suma: é o mundo que gente como Jair Bolsonaro, Marco Feliciano, Silas Malafaia e seus simpatizantes sonham, independentemente de qualquer crise de fertilidade feminina.
"Basta uma crise política, econômica e religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados." (Simone de Beauvoir)
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Black Mirror (3ª Temporada)
4.5 1,3K Assista AgoraBem inferior às duas primeiras temporadas. Não tem sequer um episódio nesta 3ª temporada que chegue perto dos anteriores. Parece que os roteiristas e diretores perderam a mão e a inspiração.
Black Mirror: White Christmas
4.5 458Este texto, porém, contém spoilers das temporadas 1 e 2.
Deste modo, o que chama a atenção é o modo como, na série, a tecnologia não é apresentada dentro de uma perspectiva positivista, em que quando mais avançasse o desenvolvimento tecnológico, mais também avançaria o desenvolvimento das sociedades humanas, levando assim à uma libertação do homem em relação ao trabalho, ou seja, pondo fim à exploração/opressão que é motor da luta de classes. No episódio "Be Right Back" (2º Temp., 2016), por exemplo, uma mulher, desolada com a morte do marido e incapaz de lidar com sua falta, acaba aceitando se comunicar uma simulação dele por e-mail. Depois, na medida em que ela vai fornecendo dados sobre o falecido, mais a simulação vai se tornando real, até que a conversa evolui para chat, quando o programa de simulação passa a usar efeitos audiovisuais para simular o rosto e a voz do amado. Ao final, ela acaba comprando um clone robótico abrigo com essa consciência simulada, que vai se tornando cada vez mais difícil distinguir o verdadeiro do falso. Aqui já uma dialética, mas pré-Socrática, filosoficamente basilar ao racionalismo, que é oposição entre verdade e mentira, real e irreal, concreto e imaginário, ideia e coisa. Mas há também a dialética da exploração de homem pelo outro, essencial não à humanidade, mas apenas ao capitalismo. Essa dialética se expressa na mulher que, por ser mais humana que o robô (será? afinal, se ela mesma, humana, no final quase perdeu a faculdade de distinguir tais coisas), possui mais meios materiais, isto é, capital financeiro, para adquirir um outro ser menos humano do que ela, apesar de todas as semelhanças. Essa mulher irá fazer desse ser meio/menos humano um escravo sentimental e social, totalmente obediente à ela. Até mudar de ideia sobre o que sente por ela, ou sobre o modo como ela lhe é útil, e a deixará pra sempre num sótão. Humanizar a máquina para escraviza-la? Seria isso uma válvula de escape para um intrínseco desejo de escravizar/explorar/oprimir?
Já no episódio "White Christimas" (2014), vemos uma tecnologia na qual a consciência de uma pessoa é capturada para moldar uma consciência artificial dela, que ficará "dentro" de um "egg", para ser literalmente ser submetida à escravidão e torturada por séculos em questão de segundos. Também não é uma visão idealista da tecnologia, ao modelo hegeliano, no qual a tecnologia é vista algo que resulta de um planejamento anterior, puramente racional, no qual o sumo bem aristotélico fosse o objetivo final, de modo que, tantos mais racionais se tornassem os homens (e portanto, quanto mais racionais, menos instintivos, como na perspectiva platônica), mais racional seriam os resultados de suas ações, como, por exemplo, a tecnologia. Essa irracionalidade da tecnologia, que também é um dos temas prediletos de Kubrick, está presente e explícita nos episódios "The National Anthem" (1ª Temp. 2014) e "Black Bear" (2ªTemp, 2016), onda tecnologia é usava para impingir sofrimento ao outro. É particular o uso econômico que é feito deste sofrimento pela empresa White Bear Park Justice, na qual a atração que atrai muitos visitantes são torturas psicológicas diárias realizadas por meio de encenação teatral para punir criminosos. Seria esse o resultado de privatizássemos os presídios, tendo vista que vivemos sob o capitalismo, no qual o lucro se sobrepõe frequente à ética?
"Por outra parte, resultam igualmente evidentes os seguintes fatos: o desenvolvimento das ciências naturais (que formam, aliás, a base de qualquer conhecimento), como de qualquer noção (que se refira ao processo produtivo) ocorre novamente sobre a base da produção capitalista que pela primeira vez lhes proporciona em grande medida — às ciências — os meios materiais de investigação, observação, experimentação. Já que as ciências são utilizadas pelo capital como meio de enriquecimento e se convertem, portanto, em meios de enriquecimento para os homens que se ocupam do desenvolvimento das ciências, os homens de ciência competem entre si no intento de encontrar uma aplicação prática da ciência. De outro lado, a invenção se converte em uma espécie de artesanato. Por isso junto com a produção capitalista se desenvolve, pela primeira vez de maneira consciente, o fator científico em certo nível, se emprega e se constitui em dimensões que não se poderiam conceber em épocas anteriores.
Somente a produção capitalista transforma o processo produtivo material em aplicação da ciência à produção — em ciência, posta em prática, mas somente submetendo o trabalho ao capital e reprimindo o próprio desenvolvimento intelectual e profissional." (MARX, Karl. Capital e Tecnologia.)
Poderia falar ainda sobre "50 Millions Merits", no qual a evolução da tecnologia não libertou o homem do trabalho e da exploração de sua força de trabalho, aqueles personagens que passam dias pedalando para produzir eletricidade, que gastarão em seus quartos minúsculos que são sua única moradia, assim como gastarão os pontos ganhados pedalando trocando-os por aplicativos, ou por ticketes para o "sucesso", que também se tornará uma outra forma de exploração. E, em nome desse sucesso, que significa um pouco menos de exploração e um pouco mais de liberdade, ele se verá disposto a trocar sua liberdade de pensar, que implica e opor à quele sistema opressor, por ser mais um "youtuber" que se vendeu ao sistema. Vemos também a denúncia da pornografia como exploração sexual de mulheres, vide inúmeros de casos ex-atrizes pornôs que relataram os abusos e violências sofridos dentro dos sets de filmagem. O caso da atriz Linda Lovelace.
Sob o capitalismo, portanto, a tecnologia não põe fim à exploração, mas acaba tornando o homem explorador de si mesmo, escravo de si mesmo, burguês e proletário de si mesmo. Mas esse ser é duplamente quando se pensa nas empresas que realmente lucram com todo este aparato tecnológico, do qual acabamos nos tornando também escravos. E será que já não estamos nós, agora, um pouco escravos da tecnologia? Em que medida essa escravidão que atualmente reconhecemos é menor que a escravidão prevista no futuro distópico apresentado no episódio? Vemos aqui, a dialética entre razão e irracionalidade, entre liberdade e servidão, entre dependência e autonomia, bem como a relação entre utilidade e benefício, bem como muitas questões éticas.
"O capital não cria a ciência e sim a explora apropriando-se dela no processo produtivo. Com isto se produz, simultaneamente, a separação entre a ciência, enquanto ciência aplicada à produção e o trabalho direto, enquanto nas fases anteriores da produção a experiência e o intercâmbio limitado de conhecimentos estavam ligados diretamente ao próprio trabalho; não se desenvolviam tais conhecimentos como força separada e independente da produção e, portanto, não haviam chegado nunca em conjunto além dos limites da tradicional coleção de receitas que existiam desde há muito tempo e que só se desenvolviam muito lenta e gradualmente (estudo empírico de cada um dos artesanatos). O braço e a mente não estavam separados.
Do mesmo modo que por máquina entendemos a “máquina do patrão” e, por sua função, a “função do patrão”, no processo produtivo (na produção), assim é também a situação da ciência que se encarna nesta máquina, nos modos de produção, nos processos químicos, etc. A ciência intervém como força externa, hostil ao trabalho, que o domina e cuja aplicação é, por uma parte, desenvolvimento científico de testemunhos, de observações, de segredos do artesanato adquiridos por vias experimentais, pela análise do processo produtivo e aplicação das ciências naturais ao processo material produtivo; e como tal, se baseia, do mesmo modo, na separação das forças espirituais do processo no que se refere aos conhecimentos, testemunhos e capacidades do operário individual e como a acumulação e o desenvolvimento das condições de produção e sua transformação em capital se baseiam na privação do operário destas condições, na separação do operário em relação às mesmas." (MARX, Karl. Capital e Tecnologia.Tradução de extrato (pp. 161-164) do original em castelhano Capital y Tecnologia – Manuscritos Ineditos (1861-1863), publicado no México pela editora Terra Nova em 1980. Responsável pela tradução: Elídio Marques.)
Game of Thrones (7ª Temporada)
4.1 1,2K Assista AgoraEsta temporada teve momentos espetaculares e marcantes, como o ataque surpresa de Daenerys aos Lannisters e Tarlys em High Garden e a luta contra o urso polar nas terras além da Muralha.
Momentos lindos como o fim de Mindinho e a vingança de Arya contra os responsáveis pelo Casamento Vermelho.
Momentos tristes, com a morte de Vyserion. E forçado, afinal, se eu fosse o Rei da Noite, teria jogado a lança no dragão que a Daenerys estava em cima. Mas... the show most go on.
E momentos imbecis e decepcionantes, com a ideia estúpida de Jon Snow de ir além da Muralha, e outros piegas, como aquele em que ele chama Daenerys de "Dani". Blerghh...
Minha avaliação da 7ª Temporada de Game of Thrones fica assim:
1. Dragonstone - ★★★★½
2. Stormborn - ★★★★½
3. The Queen's Justice - ★★★★★
4. The Spoils of War - ★★★★★
5. Eastwatch - ★★★★½
6. Beyond the Wall - ★★★½
7. The Dragon and the Wolf - ★★★★½
NOTA FINAL: 8,0
Game of Thrones (1ª Temporada)
4.6 2,3K Assista AgoraFico impressionado como o roteiro de Game Of Thrones - e me refiro tanto os livros quanto a série televisiva - é coeso e bem amarrado. No primeiro episódio da 1ª Temporada, os homens da Casa Stark encontram um veado morto na estrada com um ferimento na barriga. Logo depois encontram uma Loba morta na mata próxima, em decorrencia de uma ferida causada pela galhada de um veado. Junto com ela, encontram seus filhotes, que são levados e adotados por cada um dos filhos de Ned Stark, ''Lord of the North''. A partir de uma análise das simbologias e implicações dessa cena, eu desenvolvi a minha ''Teoria dos Lobos'', que apresento a seguir.
O primogenito, Robb Stark, dá ao seu lobo o nome de ''Vento Cinzento''; O de Bran recebe o nome de ''Verão'' enquanto o Rickon, o mais novo dos filhos, dá oa seu lobo o nome de ''Cão Felpudo''. A filha mais velha, Sansa, batiza sua loba de de ''Lady''; a loba de Arya, por vez, ganha o nome de ''Niméria''. Por fim, o bastardo Jon Snow, que ficou com o último dos filhotes a ser encontrado na mata, passa a chama-lo de ''Fantasma''.
Sendo o Lobo o símbolo dos Stark, esse evento pode ser tomado como metáfora ou alegoria para os eventos posteriores na série envolvendo especialmente essa família. Cabe, aqui, lembrar que o veado é o símbolo da Casa Baratheon, da qual o Rei Robert é membro.
A morte do rei Robert, por uma ferida na barriga causada por um javali durante uma caçada, guarda óbvio paralelo com a morte do veado na cena incialmente citada. A morte do veado, desencadeia a morte do lobo e a dispersão de sua prole, assim como a morte do Rei Robert Baratheon é o estopim que culminará na morte de Ned e Catelyn Stark e posteriormente na separação e desagregação dos filhos do casal, incluindo o bastardo Jon.
O primeiro dos filhotes da Loba a morrer é Lady, que pertencia á Sansa Stark. Isso pode ser tomado como metáfora do processo de negação de si e de suas origens pelo qual a personagem passará durante boa parte da série, tendo que resignar-se e apagar-se para sobreviver. É como se ela passasse por uma ''morte social''.
O segundo filhote a morrer é o do primogenito Robb. A morte de Vento Cinzento se dá praticamente ao mesmo tempo que a morte de seu mestre, durante o trágico evento que ficou conhecido como o ''Casamento Vermelho''. Cabe aqui lembrar que, durante a guerra entre os nortista liderados por Robb Stark e os sulistas liderados pelos Lannister, Robb e seu lobo eram tidos como inseparáveis, no imaginário popular, e alguns até afirmavam que Robb se transformava em lobo. Após serem mortos, Robb é decapitado e a cabeça de seu lobo é colocada no lugar da sua, por meio de uma estaca.
Entre a morte de Lady e de Vento Cinzento, se dá a fuga e desaperecimento da loba Niméria, prenunciando o futuro destino de sua dona, Arya Stark. Concomitantemente, entre o desaparecimento de Niméria e a morte de Vento Cinzento, é que ocorre a invasão de Winterfell e a consequente fuga de Bran e Rickon com seus respectivos lobos.
Durante a fuga, os irmãos serão separados e só conheceremos o destino de Rickon nos episódios finais da penúltima temporada da série. Neste ínterim, o destino do lobo Verão, de Bran, chega ao fim no momento em que ele assumirá uma nova persona e um novo papel naquele contexto, tornando-se o novo ''Corvo de 3 Olhos'', assim como a morte do ''Verão'' indica o começo do Inverno. Winter is coming.
O único lobo cuja trajetória acompanhamos durante praticamente toda a série é o Fantasma, do bastardo Jon Snow, e que, junto com a desaparecida Niméria, será um dos 2 únicos filhotes a sobreviver. Resta saber se na próxima - e última - temporada, que será lançada em 2017, a loba Niméria reaparecerá, na medida em que Arya (The girl has no name?) retorna a Winterfell e reecontra ou reassume seu nome e suas origens, e se o Jon e seu lobo chegarão vivos até o final.
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Game of Thrones (6ª Temporada)
4.6 1,6KNa medida em que a série caminha para o que - por enquanto - parece ser o seu desfecho, aumenta nossa expectativa para saber a resposta à grande pergunta: "Quem terminará como senhor do Trono de Ferro?"
Mas, para responder à essa questão - ou aproximar-se ao máximo dela - é preciso tentar responder à outras duas perguntas, que, em geral, aqueles que só tiveram contato com a saga escrita por Martin por meio da TV, desconhecem. Essas perguntas são: Quem é a reencarnação do héroi Azor Ahai? Quem são as Três Cabeças do Dragão?
Às solução dessas questões, vamos também ficando mais perto, obviamente, na medida que as história é contada. De acordo com os livros, Azor Ahai teria sido um herói lendário que viveu durante o período conhecido como "A Longa Noite", há cerca de oito mil anos antes dos fatos narrados na série. Azor Ahai, dotado de sua espada flamejante (a Luminífera), foi o responsável por enfrentar e vencer os "Outros", expulsando-os para além da Grande Muralha.
As lendas envolvendo essa figura quase mítica dão conta de que ele conseguiu sua poderosa espada após atravessá-la no peito de sua amada, morta em sacrifício. As profecias surgidas desde então afirmam que Azor Ahai retornaria como que reencarnado em outra pessoa, mas essa deveria nascer sob condições muito específicas. Diz a lenda que "quando a estrela vermelha sangrar e a escuridão aproximar-se, Azor Ahai irá renascer no meio do fumo e sal e acordar os dragões feitos de pedra".
Ou seja: o novo Azor Ahai precisa ser alguém que tenha nascido (ou renascido) num dia em que houver uma estrela sangrenta e num lugar onde haja fumo/fumaça e sal. Mas, como se trata de profecia, esse elementos podem não necessariamente ser literais, mas simbólicos ou metafóricos. A estrela pode não ser exatamente uma estrela, por exemplo, assim como os dragões podem não ser exatamente dragões. Tendo isso em mente e, pelo vimos até o momento na série, dois personagens se destacam como possíveis respostas à essa questão: Daenerys Targaryen e Jon "Snow" Stark Targaryen.
Daenerys teria nascido durante uma tempestade (fumaça) em Pedra do Dragão, que é ilha, e, portanto, banhada pelo mar (sal). Quando colocada junto à pira mortuária de seu esposo Khal Drogo, ela permaneceu intacta em meio ao fogo, e os ovos petrificados que ela carregava eclodiram, saindo deles 3 dragões (os dragões de pedra). Mas é possível que os dragões representam a própria Luminífera.
Jon Snow, por sua vez, nasceu na Torre de Joy, como ficamos sabendo hoje, no último episódio da 6ª temporada da série televisa. Não é filho de Ned Stark, mas sobrinho. Sua mãe é Lyanna Stark e seu pai é Rhaegar Targaryen, que havia raptado Lyanna e aprisionado na torre, após estupra-la. Jon nasceu entre as lágrimas de sua mãe (sal), que morreu devido às complicações do parto. O próprio Rhaegar pensou, em sua juventude, ser Ahai, mas depois passou a achar que fosse seu filho Aegon. Porém, pode ser que esse filho, que é o "Príncipe Prometido", seja Jon.
Porém, Jon, ao renascer, ressuscitado pelo Deus do Fogo por intermédio de Melisandre, jazia morto em Castle Black, nu sobre uma mesa da madeira, onde havia fumaça de velas e de uma lareira, além do sal dos que pranteavam sua morte, e o gigante Wun Wun havia matado um soldado da Guarda da Noite atirando-o contra as paredes e o teto de onde Jon estava, e na roupa desse soldado havia estrelas. Além disso, Melisandre relatou ter, em suas chamas, a visão de Snow lutando contra os outros, e ele também começa a ter sonhos nos quais vê a si mesmo enfrentando os Outros com uma espada flamejante.
Por fim, cabe descobrir quem serão as Três Cabeça do Dragão que derrotarão os Outros, promovendo a vitória do calor sobre o frio, dos vivos sobre os mortos, naquilo que ficou conhecido como "as crônicas de gelo e fogo". A lenda das Três Cabeças do Dragão faz referência também à personagens lendários e que existiram muito antes dos eventos narrados.
O símbolo da Casa Targaryen é um dragão vermelho de 3 cabeças e Daenerys (que até então parecia ser a última Targaryen) possui 3 dragões. Mas lenda remete à Aegon I, o primeiro Targaryen que chegou em Westeros, tempos depois da Grande Noite e de Azor Ahai. Junto com ele, haviam suas duas esposas, que eram também suas irmãs: Rhaenys e Visenya. Cada um montava seu próprio dragão: Vhagar, Meraxes e Balerion.
Em sua passagem pela Casa dos Imortais, Daenerys ouve algo que parece ser uma profecia: “O dragão tem três cabeças”. Daí é que surgem as especulações sobre quais personagens seriam essas 3 cabeças. Além disso, somo informados, à certa altura, que um dragão (ou aquele que será a cabeça do dragão) precisa nascer entre “fogo e sangue”. O mais provável, ao meu ver, é que as três cabeças sejam Daenerys, Jon Snow e Twyn, principalmente porque ambos perderam suas mães durante seu nascimento e, portanto, se adequam à profecia.
Enfim, são apenas teorias. O jeito é esperar pra ver.
Doug (1ª Temporada)
4.3 269 Assista Agora"Paty é o picles da minha salada.
Paty é o açúcar do meu chá.
Você é o molho do meu cachorro-quente.
Paty você é a minha maionese.
WHOA, WHOA, WHOA..."
Assistia demais esse desenho na TV CRUJ, no SBT!
The Walking Dead (6ª Temporada)
4.1 1,3K Assista AgoraMatem o padre Gabriel e o Morgan e devolvam o Tyreese e a cabritinha Tabitha, por favor.