É sempre uma experiência maravilhosa conferir uma nova sequência de minha franquia favorita na tela grande (só não vi o primeiro e o terceiro no cinema). Tantas críticas negativas e eu não entendo o porquê... Todos os elementos que fazem de Pânico um marco na cultura pop e no subgênero slasher estão presentes também aqui: os personagens imorríveis, as perseguições desenfreadas, o teor autorreferencial, as tripas e o sangue jorrando a cada facada, algum humor e a revelação final com motivações malucas. Se teve algo que me incomodou um pouco foram as habilidades de teletransporte do Ghostface, de fazerem inveja ao Jason no final da década de 80... Por outro lado, os exageros e a suspensão de descrença por parte de nós, os fãs, são a essência da série de filmes há três décadas. Kevin Williamson foi perspicaz em manter o suspense com as atualizações...
O lance da IA/deepfake foi bem maneiro e me deixou apreensivo até o fim. Tava torcendo pra que não trouxessem o Stu de volta à vida nessa altura dos acontecimentos e os assassinos não foram previsíveis. Pelo menos aquela Karen psicótica obcecada pela Sidney escritora foi inesperada.
Foi bom tê-la de volta! E já que as tentativas de boicote não deram certo, vão continuar forçando que este sétimo capítulo é ruim, quando ele é apenas inferior aos últimos. Pânico 3 segue sendo o mais fraco dentre todos.
Relações tóxicas e com os tóxicos. Só desespero e miséria. Interessante e corajoso por parte da atriz protagonista expor suas experiências diante das câmeras. Buddy Duress (que interpretou Mike) morreu por abuso de drogas em 2023.
Melhor filme sobre ocultismo desde o já clássico Hereditário.
E também um dos mais cativantes de terrror no geral, graças às várias perspectivas que convergem em um desfecho satisfatório, sangrento e até um pouco cômico. Narrativas com idas e vindas ao redor dum mesmo ponto sempre me pegam! A direção é seguríssima e o roteiro soube trabalhar o mistério dos desaparecimentos sem afobação. Assustador na medida e destaque para a Amy Madigan...
Imagina enaltecer torturador e apoiar golpista? Imagina não reconhecer a ditadura como um dos períodos mais obscuros e terríveis de nossa História? Imagina não enxergar o óbvio? . Imagina não se apaixonar pela família Paiva e pela incrível reconstituição de época do longa? Imagina não ser impactado pela atuação estupenda da protagonista? Imagina não se emocionar com a participação da Fernandona ainda que sem falas?
. Imagina se dizer patriota e não vibrar com o reconhecimento de algo tão nosso mundo afora? Imagina não torcer pela indicação de Fê Torres ao Oscar e não desejar que ela vingue a mãe? Imagina não considerar Ainda Estou Aqui um dos melhores filmes nacionais já feitos?
Tô eu aqui favoritando mais um filme da franquia. Eu sou muito panicat!!!!1 Nesta sequência, Mindy se tornou a minha personagem favorita. Queria muito ser amigo dela e concordo com tudo o que ela disse...
Sexta-Feira 13: Parte 2 é o melhor e também não precisa de cena pós-créditos em tudo quanto é filme, hahaha. Hilário pra quem ficou até o final.
As mortes estão bem sanguinolentas e as perseguições, insanas. Achei que a meta funciona melhor no roteiro do longa lançado em 2022 mas, em compensação, o(s) assassino(s) é/são mais imprevisível(is) neste sexto filme. Muito bom saber que a Sidney estava em segurança com a família e ter Kirby de volta com um visual diferente (me remeteu à noiva de Chucky?!). Sei lá, coisa de quem é fã de Pânico desde os anos 90, não quer perder nenhuma referência e fica achando que tudo é algum tipo de homenagem... E é lógico que o Jason atacando Manhattan jamais seria esquecido (não fizeram mais do que a obrigação ao mostrarem cenas desse 'crássico' passando na TV). No mais, grato pelos sustos, momentos divertidos, ritmo frenético, personagens carismáticos e facadas não tão letais pra que os mesmos retornem na já confirmada parte 7.
- Eu viajando pra Pelotas para assistir ao filme já que na minha cidade não tinha cinema; - Meses depois abriu uma sala aqui devido ao fenômeno sem precedentes que foi o lançamento de Titanic e eu fui ver mais 3x (poucos anos depois esse local virou uma igreja evangélica e se mantém assim até hoje); - Eu reservando a fita na locadora com semanas de antecedência pra poder assistir novamente. A demanda para locação era absurda! - Ganhei o VHS duplo no finalzinho do ano de presente da minha mãe e tenho até hoje, em bom estado de conservação; - Desde então não via graça em qualquer outro filme por meses, mais de ano... Nenhum tinha o impacto de Titanic! Felizmente 1999 foi um ano de grandes obras-primas e, aos poucos, as coisas foram normalizando e os outros longas voltaram a me cativar; - A estreia no Telecine e, tempos depois, na Globo. Final do ano 2000 e Titanic sendo exibido em duas partes... Era a leucemia da Camila em Laços de Família e, na sequência, o drama do transatlântico que bate no iceberg. Lágrimas garantidas noite adentro; - As incontáveis reprises da obra nos Telecines da vida ao longo dos anos. Se eu estivesse de bobeira, parava pra ver a Rose pular de volta do bote salva-vidas pro navio; - Não tive a opção de vê-lo em 3D em 2012, mas pude ter esta experiência agora (14/02/23). O 3D ficou muito bom, mas o público já foi bem melhor: muita tela de celular acesa e pessoas tirando fotos das cenas mais clássicas do clássico dos clássicos. O adolescente de 1998 foi ficando rabugento com o passar das décadas, rs. Mas foi incrível mesmo assim! E que no próximo relançamento eu consiga ver legendado (mas nada contra quem curte dublagem, Ok?!)
James Cameron, DiCaprio e Winslet... Obrigado por tudo, reis do mundo! ❤
Nem ruim, nem bom. Mas parece um especial de Halloween de série da MTV estilo Pânico. Nunca será um lixo completo como a sequência dirigida pelo Rob Zombie em 2009, mas não deixa de ser frustrante depois do ótimo longa de 2018 e do nem tão bom mas aceitável Kills. Será que o David Gordon Green dirigiu todas as cenas ou quem sabe ele foi extremamente afetado pela pandemia?! Achei o Karatê Kid versão slasher pouco convincente, descaracterizando o mito de Michael Myers (não que ele já não tenha sido deturpado de várias formas possíveis ao longo de todas estas décadas com suas muitas linhas temporais). O destaque positivo vai para as mortes violentas e o embate final entre os personagens.
Gostei de ver Myers moído ao invés de decapitado. E espero que não venham com gracinha e inventem outra continuação daqui mais algum tempo. Ah, morre diabo!
As referências ao original também renderam momentos bacanas.
O Enigma de Outro Mundo passando na TV antes da tragédia no prólogo, a sósia da Wanessa Camargo pregada com a faca e aquela última cena, com os cômodos da casa sendo mostrados sem a respiração ofegante, indicando que dessa vez o bicho-papão já era.
Jeffrey Dahmer com suas 15 sentenças de prisão perpétua desperdiçadas, já que foi morto na cadeia, e estes dois assassinos desgraçados soltos vivendo suas vidas normalmente. Uma prisão perpétua pra cada um já tava de muito bom tamanho, mas aqui é um paiseco de quinta onde o crime compensa. Não tem como não se revoltar com essa docussérie (produzida com excelência, triste e esclarecedora), aplaudir a força da Glória Perez e se emocionar. É o retrato da crueldade humana e da impunidade.
Crueldade dos dois psicopatas, da imprensa explorando o suposto romance à exaustão, do povo agarrando os globais no velório da Dani, da (in)justiça brasileira. Uma mãe incapaz de viver o luto de sua filha em paz porque um infeliz ameaça violar o túmulo e roubar o cadáver. O GdP recebendo dezenas de cartas na prisão e sendo pedido em casamento por um bando de gente sem noção. Pessoas que o defendem hoje em dia. A maldade em todos os níveis possíveis.
Sinceramente, espero que eles paguem ainda nessa vida por todo o mal que causaram. Aliás, muito me admira que diante de um caso tão conhecido como esse, alguém não tenha feito justiça com as próprias mãos...
Dois homens competindo pra ver qual o mais altruísta diante da iminente destruição do planeta: um que entra em crise e acha que não merece lugar na astronave e o outro que abre mão da noiva e mexe os pauzinhos pra que o novo amado dela seja selecionado para viver. Um menino é resgatado do telhado de uma casa sem maiores explicações. O magnata cadeirante que financiou o projeto é deixado de fora e ainda levanta de sua cadeira de rodas antes da nave zarpar. No fim, os abençoados vão morar em um planeta que se assemelha a um desenho animado (!!!)
Divertido e, desde já, o sci-fi dos anos 50 mais esquisito que eu já vi. E nem precisou de monstros interplanetários pra isso...
Filme bonito de tudo. Jude Hill, um prodígio e tanto. Os coadjuvantes abrilhantaram ainda mais a obra e a fotografia é esplêndida. Está tudo lá! O público ávido pelo inovador e revolucionário torceu o nariz, mas ser Oscar bait não é demérito desde que funcione. E, comigo, reminiscências e a perspectiva infantil diante de um determinado evento geralmente funcionam. Algumas poucas sequências soam artificiais sim, mas nada que desqualifique a película.
Até Facada 6, 7 e 8 devem ser melhores do que O Babadook. Ôh filminho irritante, pretensioso e superestimado...
Pânico (5) é sensacional. O mestre Wes deve estar sorridente e orgulhoso, onde quer que ele esteja! Meu ranking era 1>4>2>3 e, por ora, este reboot fica ali juntinho do quarto filme da franquia. Ainda não consigo escolher entre os dois e sou grato por ter visto ambos na tela grande. Pânico vive e vida longa ao slasher!
Bastante inferior ao de 2018, mas se destaca no quesito matança e faz jus ao 'Kills' do título. Myers nunca havia se mostrado tão brutal e é isso que faz o longa funcionar. Mas parece que estavam tão determinados em criar algo violento que acabaram passando do ponto.
Aquela do fugitivo do sanatório pulando para a morte e ficando desmembrado com o impacto é um exemplo disso. Aliás, todo o surto coletivo no hospital e as novas cenas envolvendo a noite do Halloween de 78 soam artificiais e desconexos. Por mais que seja uma nova linha temporal... E por mais que tenha sido surpreendente e satisfatório o retorno do icônico Dr. Loomis à franquia, sendo que o ator faleceu há décadas.
JLC aparece pouco, mas é sempre um prazer vê-la na pele de Laurie Strode. E sempre será divertido sacar as referências, bem como rever personagens do original aqui bem mais velhos. Se possível, convém relevar o ritmo irregular por ser o filme do meio na trilogia moderna e sanguinolenta do outrora assassino de babás. Que venha o Ends e que não decepcione!
Lembrei da minha própria infância assistindo a essa obra, quando eu fingia que era deficiente ao entrar em lojas e outros locais públicos apenas para chocar a sociedade e constranger minha mãe ~ histórias que ela conta sobre o Diego criança... E olha que, aos 5 ou 6 anos de idade, eu nem sabia o significado das palavras 'libertação', 'burguesia', 'hipocrisia' e, muito menos, tinha noção do que seria expor o meu 'idiota interior'.
Uma vibe Saneamento Básico, O Filme? Temos. Metalinguagem sobre metalinguagem? Temos. Plot twist, mudança de perspectiva e câmera tremida que não é gratuita e nem irritante? Temos. Homenagem à arte de se produzir filmes com muita criatividade e sérias restrições orçamentárias? Temos. Personagens carismáticos, referências e alguma escatologia? Temos. Desfecho que deixa o espectador com um sorriso de satisfação? Temos. Uma obra que, se ainda não é tão cultuada, um dia será? Temos. Remake de estadunidense invejoso? Teremos...
'O sangue de Jesus tem poder, tem poder, tem poder O sangue de Jesus tem poder, faz o inferno estremecer Faz o satanás correr e o milagre acontecer...' ♫
Passei boa parte do filme pensando na raiva e no desgosto de quem pagou pra ver no cinema achando que seria bom, hahaha.
Segue a linha nostálgica oitentista de Stranger Things e It, destacando-se por abrir mão do sobrenatural e do fantástico com uma trama bem próxima da realidade. Os garotos são carismáticos e os diálogos, no geral, autênticos quanto à chegada da adolescência e das férias, num misto de expectativa, euforia e tédio. É um bom passatempo, do tipo que se assiste sem maiores pretensões e cuja execução eleva-se bastante em seu (implacável) ato final, ainda que pequenos furos no roteiro saltem aos olhos.
Analisando pelo viés saudosista, Halloween é um ótimo filme que entrega tudo o que os produtores prometeram antes de seu lançamento e mais um pouco: várias referências ao clássico de 78 e, ainda que seja uma continuação direta do mesmo, os outros longas da franquia não foram totalmente ignorados, rendendo alguns easter eggs bacanas (uns bastante óbvios e outros no melhor estilo 'piscou, perdeu'). Os créditos iniciais podem ser definidos como uma agradável e arrepiante surpresa! Mas deixando a nostalgia de lado, diria que a produção foi dirigida com competência a ponto de agradar ao público em geral, com direito à violência acentuada, ritmo ágil e um plano-sequência bem executado. JLC retorna maravilhosa na pele de uma Laurie Strode tão badass quanto perturbada e o embate final com Michael Myers foi quase tão épico se comparado ao do subestimado H20 (é sempre conveniente fingir que o Ressurreição de 2002 jamais aconteceu). O roteiro apresenta pequenas falhas, porém nada que comprometa o resultado ou deixe os fãs insatisfeitos. Um verdadeiro presente para quem, assim como eu, tem o Halloween original nos favoritos e plena consciência de sua importância como a base do subgênero slasher.
Uma das coisas que sempre me chamaram a atenção em O Pássaro Sangrento, além da cabeça de coruja nos pôsteres, foi o fato dele ter vários títulos diferentes. Finalmente assisti e gostei muito, embora esperasse um pouco mais de seu ato final. Nada a reclamar sobre as mortes, que são brutais e bastante gráficas, nem do suspense bem conduzido que impera durante a hora e meia de duração deste slasher/giallo.
Uma pena que o desfecho entregue justamente o óbvio e pareça mais longo do que deveria. Se o assassino fosse o vigia que salvou Alicia (ou qualquer outro personagem secundário) teria sido um encerramento superior, mas no fim era o fugitivo do manicômio mesmo.
De qualquer forma, é um longa estiloso e aquela ambientação, aliada à metalinguagem, fazem tudo valer a pena. A ideia de um musical onde são encenados assassinatos e, posteriormente, tais crimes acontecendo de verdade é algo brilhante e original pra época.
Animação melancólica, singular, existencial, humana. E, em meio a temáticas como solidão, autoestima, egocentrismo, ainda é um filme engraçadíssimo. Gargalhei com a tal 'loja de brinquedos' e a gueixa no final, hahaha. O lance dos rostos e das vozes soa estranho (pra não dizer confuso) inicialmente, mas a sequência do café da manhã acaba por esclarecer tal escolha dos realizadores, fazendo lembrar do porquê podemos confiar em Charlie Kaufman até de olhos fechados desde Quero Ser John Malkovich.
E quando Lisa vai perdendo o encanto perante os olhos de Michael e a euforia dá lugar à covardia, é difícil não se identificar e comover. Por que somos tão volúveis e/ou acomodados?!
Stop motion em sua melhor forma, com direito a nudez e uma cena de sexo que serve de exemplo para diversas obras de carne e osso, tamanha vulnerabilidade dos personagens e autenticidade nos diálogos concebidos pelo sempre genial roteirista/diretor.
É apenas OK, mas valeu conferir. Saiu um pouco da mesmice dos filmes sobre invasão domiciliar e aquelas bonecas medonhas foram a cereja no topo do bolo da bizarrice toda. Uma reviravolta é sempre bem-vinda e, neste caso em particular, foi o que manteve meu interesse até o fim.
A surpresa com a Beth perturbada e a Vera um tanto mais sã acabou fazendo toda a diferença. Fuga da realidade é um artifício que geralmente salva qualquer roteiro.
Há agonia e violência, há clichês e jumpscares desnecessários (daqueles bem irritantes mesmo).
Pânico 7
2.7 385 Assista AgoraÉ sempre uma experiência maravilhosa conferir uma nova sequência de minha franquia favorita na tela grande (só não vi o primeiro e o terceiro no cinema). Tantas críticas negativas e eu não entendo o porquê... Todos os elementos que fazem de Pânico um marco na cultura pop e no subgênero slasher estão presentes também aqui: os personagens imorríveis, as perseguições desenfreadas, o teor autorreferencial, as tripas e o sangue jorrando a cada facada, algum humor e a revelação final com motivações malucas. Se teve algo que me incomodou um pouco foram as habilidades de teletransporte do Ghostface, de fazerem inveja ao Jason no final da década de 80... Por outro lado, os exageros e a suspensão de descrença por parte de nós, os fãs, são a essência da série de filmes há três décadas. Kevin Williamson foi perspicaz em manter o suspense com as atualizações...
O lance da IA/deepfake foi bem maneiro e me deixou apreensivo até o fim. Tava torcendo pra que não trouxessem o Stu de volta à vida nessa altura dos acontecimentos e os assassinos não foram previsíveis. Pelo menos aquela Karen psicótica obcecada pela Sidney escritora foi inesperada.
Foi bom tê-la de volta! E já que as tentativas de boicote não deram certo, vão continuar forçando que este sétimo capítulo é ruim, quando ele é apenas inferior aos últimos. Pânico 3 segue sendo o mais fraco dentre todos.
Amor, Drogas e Nova York
3.3 56 Assista AgoraRelações tóxicas e com os tóxicos. Só desespero e miséria. Interessante e corajoso por parte da atriz protagonista expor suas experiências diante das câmeras. Buddy Duress (que interpretou Mike) morreu por abuso de drogas em 2023.
A Hora do Mal
3.7 1,0K Assista AgoraFilmaço, faz jus ao hype sim...
Melhor filme sobre ocultismo desde o já clássico Hereditário.
E também um dos mais cativantes de terrror no geral, graças às várias perspectivas que convergem em um desfecho satisfatório, sangrento e até um pouco cômico. Narrativas com idas e vindas ao redor dum mesmo ponto sempre me pegam! A direção é seguríssima e o roteiro soube trabalhar o mistério dos desaparecimentos sem afobação. Assustador na medida e destaque para a Amy Madigan...
Como a bruxa estranhamente carismática Gladys.
Que sensação gostosa e revigorante foi sair do cinema sendo fã do gênero!
O Tigre e o Dragão
3.6 471 Assista Agora'Pobre de quem não consegue voar!' - Gloria Perez
Ainda Estou Aqui
4.5 1,5K Assista AgoraImagina enaltecer torturador e apoiar golpista?
Imagina não reconhecer a ditadura como um dos períodos mais obscuros e terríveis de nossa História?
Imagina não enxergar o óbvio?
.
Imagina não se apaixonar pela família Paiva e pela incrível reconstituição de época do longa?
Imagina não ser impactado pela atuação estupenda da protagonista?
Imagina não se emocionar com a participação da Fernandona ainda que sem falas?
Imagina não sofrer com a morte de Pimpão?
.
Imagina se dizer patriota e não vibrar com o reconhecimento de algo tão nosso mundo afora?
Imagina não torcer pela indicação de Fê Torres ao Oscar e não desejar que ela vingue a mãe?
Imagina não considerar Ainda Estou Aqui um dos melhores filmes nacionais já feitos?
Pânico VI
3.5 853 Assista AgoraTô eu aqui favoritando mais um filme da franquia. Eu sou muito panicat!!!!1
Nesta sequência, Mindy se tornou a minha personagem favorita. Queria muito ser amigo dela e concordo com tudo o que ela disse...
Sexta-Feira 13: Parte 2 é o melhor e também não precisa de cena pós-créditos em tudo quanto é filme, hahaha. Hilário pra quem ficou até o final.
As mortes estão bem sanguinolentas e as perseguições, insanas. Achei que a meta funciona melhor no roteiro do longa lançado em 2022 mas, em compensação, o(s) assassino(s) é/são mais imprevisível(is) neste sexto filme. Muito bom saber que a Sidney estava em segurança com a família e ter Kirby de volta com um visual diferente (me remeteu à noiva de Chucky?!). Sei lá, coisa de quem é fã de Pânico desde os anos 90, não quer perder nenhuma referência e fica achando que tudo é algum tipo de homenagem... E é lógico que o Jason atacando Manhattan jamais seria esquecido (não fizeram mais do que a obrigação ao mostrarem cenas desse 'crássico' passando na TV). No mais, grato pelos sustos, momentos divertidos, ritmo frenético, personagens carismáticos e facadas não tão letais pra que os mesmos retornem na já confirmada parte 7.
Titanic
4.0 4,6K Assista AgoraBreves recordações de Titanic desde 1998:
- Eu viajando pra Pelotas para assistir ao filme já que na minha cidade não tinha cinema;
- Meses depois abriu uma sala aqui devido ao fenômeno sem precedentes que foi o lançamento de Titanic e eu fui ver mais 3x (poucos anos depois esse local virou uma igreja evangélica e se mantém assim até hoje);
- Eu reservando a fita na locadora com semanas de antecedência pra poder assistir novamente. A demanda para locação era absurda!
- Ganhei o VHS duplo no finalzinho do ano de presente da minha mãe e tenho até hoje, em bom estado de conservação;
- Desde então não via graça em qualquer outro filme por meses, mais de ano... Nenhum tinha o impacto de Titanic! Felizmente 1999 foi um ano de grandes obras-primas e, aos poucos, as coisas foram normalizando e os outros longas voltaram a me cativar;
- A estreia no Telecine e, tempos depois, na Globo. Final do ano 2000 e Titanic sendo exibido em duas partes... Era a leucemia da Camila em Laços de Família e, na sequência, o drama do transatlântico que bate no iceberg. Lágrimas garantidas noite adentro;
- As incontáveis reprises da obra nos Telecines da vida ao longo dos anos. Se eu estivesse de bobeira, parava pra ver a Rose pular de volta do bote salva-vidas pro navio;
- Não tive a opção de vê-lo em 3D em 2012, mas pude ter esta experiência agora (14/02/23). O 3D ficou muito bom, mas o público já foi bem melhor: muita tela de celular acesa e pessoas tirando fotos das cenas mais clássicas do clássico dos clássicos. O adolescente de 1998 foi ficando rabugento com o passar das décadas, rs. Mas foi incrível mesmo assim! E que no próximo relançamento eu consiga ver legendado (mas nada contra quem curte dublagem, Ok?!)
James Cameron, DiCaprio e Winslet... Obrigado por tudo, reis do mundo! ❤
Halloween Ends
2.4 563 Assista AgoraNem ruim, nem bom. Mas parece um especial de Halloween de série da MTV estilo Pânico. Nunca será um lixo completo como a sequência dirigida pelo Rob Zombie em 2009, mas não deixa de ser frustrante depois do ótimo longa de 2018 e do nem tão bom mas aceitável Kills. Será que o David Gordon Green dirigiu todas as cenas ou quem sabe ele foi extremamente afetado pela pandemia?! Achei o Karatê Kid versão slasher pouco convincente, descaracterizando o mito de Michael Myers (não que ele já não tenha sido deturpado de várias formas possíveis ao longo de todas estas décadas com suas muitas linhas temporais). O destaque positivo vai para as mortes violentas e o embate final entre os personagens.
Gostei de ver Myers moído ao invés de decapitado. E espero que não venham com gracinha e inventem outra continuação daqui mais algum tempo. Ah, morre diabo!
As referências ao original também renderam momentos bacanas.
O Enigma de Outro Mundo passando na TV antes da tragédia no prólogo, a sósia da Wanessa Camargo pregada com a faca e aquela última cena, com os cômodos da casa sendo mostrados sem a respiração ofegante, indicando que dessa vez o bicho-papão já era.
Pelo menos é o que a gente espera.
Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez
4.4 419Jeffrey Dahmer com suas 15 sentenças de prisão perpétua desperdiçadas, já que foi morto na cadeia, e estes dois assassinos desgraçados soltos vivendo suas vidas normalmente. Uma prisão perpétua pra cada um já tava de muito bom tamanho, mas aqui é um paiseco de quinta onde o crime compensa. Não tem como não se revoltar com essa docussérie (produzida com excelência, triste e esclarecedora), aplaudir a força da Glória Perez e se emocionar. É o retrato da crueldade humana e da impunidade.
Crueldade dos dois psicopatas, da imprensa explorando o suposto romance à exaustão, do povo agarrando os globais no velório da Dani, da (in)justiça brasileira. Uma mãe incapaz de viver o luto de sua filha em paz porque um infeliz ameaça violar o túmulo e roubar o cadáver. O GdP recebendo dezenas de cartas na prisão e sendo pedido em casamento por um bando de gente sem noção. Pessoas que o defendem hoje em dia. A maldade em todos os níveis possíveis.
Sinceramente, espero que eles paguem ainda nessa vida por todo o mal que causaram. Aliás, muito me admira que diante de um caso tão conhecido como esse, alguém não tenha feito justiça com as próprias mãos...
O Fim do Mundo
3.3 21Muito que bem!
Dois homens competindo pra ver qual o mais altruísta diante da iminente destruição do planeta: um que entra em crise e acha que não merece lugar na astronave e o outro que abre mão da noiva e mexe os pauzinhos pra que o novo amado dela seja selecionado para viver. Um menino é resgatado do telhado de uma casa sem maiores explicações. O magnata cadeirante que financiou o projeto é deixado de fora e ainda levanta de sua cadeira de rodas antes da nave zarpar. No fim, os abençoados vão morar em um planeta que se assemelha a um desenho animado (!!!)
Divertido e, desde já, o sci-fi dos anos 50 mais esquisito que eu já vi. E nem precisou de monstros interplanetários pra isso...
Belfast
3.5 305 Assista Agora'O Menino que Roubava Omo's'
Filme bonito de tudo. Jude Hill, um prodígio e tanto. Os coadjuvantes abrilhantaram ainda mais a obra e a fotografia é esplêndida. Está tudo lá! O público ávido pelo inovador e revolucionário torceu o nariz, mas ser Oscar bait não é demérito desde que funcione. E, comigo, reminiscências e a perspectiva infantil diante de um determinado evento geralmente funcionam. Algumas poucas sequências soam artificiais sim, mas nada que desqualifique a película.
O colorido no cinema deu um quentinho no coração!
Pânico
3.4 1,1K Assista AgoraAté Facada 6, 7 e 8 devem ser melhores do que O Babadook. Ôh filminho irritante, pretensioso e superestimado...
Pânico (5) é sensacional. O mestre Wes deve estar sorridente e orgulhoso, onde quer que ele esteja! Meu ranking era 1>4>2>3 e, por ora, este reboot fica ali juntinho do quarto filme da franquia. Ainda não consigo escolher entre os dois e sou grato por ter visto ambos na tela grande. Pânico vive e vida longa ao slasher!
Spencer
3.6 577 Assista AgoraAcho que 2022 será o ano em que vamos dizer:
'Pôxa, até a songamonga do Crepúsculo tem um Oscar e a Glenn Close não...' 😞
Halloween Kills: O Terror Continua
2.9 700 Assista AgoraBastante inferior ao de 2018, mas se destaca no quesito matança e faz jus ao 'Kills' do título. Myers nunca havia se mostrado tão brutal e é isso que faz o longa funcionar. Mas parece que estavam tão determinados em criar algo violento que acabaram passando do ponto.
Aquela do fugitivo do sanatório pulando para a morte e ficando desmembrado com o impacto é um exemplo disso. Aliás, todo o surto coletivo no hospital e as novas cenas envolvendo a noite do Halloween de 78 soam artificiais e desconexos. Por mais que seja uma nova linha temporal... E por mais que tenha sido surpreendente e satisfatório o retorno do icônico Dr. Loomis à franquia, sendo que o ator faleceu há décadas.
JLC aparece pouco, mas é sempre um prazer vê-la na pele de Laurie Strode. E sempre será divertido sacar as referências, bem como rever personagens do original aqui bem mais velhos. Se possível, convém relevar o ritmo irregular por ser o filme do meio na trilogia moderna e sanguinolenta do outrora assassino de babás. Que venha o Ends e que não decepcione!
Garotas Modernas
3.8 6E esse título bem nada a ver, hein?!
Assisti como Garotas Modernas no box Sessão Anos 80 - Vol. 11 da OP do Cinema.
Antoine e Colette
4.1 105 Assista Agora(500) Days of Colette (1962)
'Esta é uma história do rapaz que conhece a garota, mas você deve logo saber que não é uma história de amor.'
Os Idiotas
3.5 283 Assista AgoraLembrei da minha própria infância assistindo a essa obra, quando eu fingia que era deficiente ao entrar em lojas e outros locais públicos apenas para chocar a sociedade e constranger minha mãe ~ histórias que ela conta sobre o Diego criança...
E olha que, aos 5 ou 6 anos de idade, eu nem sabia o significado das palavras 'libertação', 'burguesia', 'hipocrisia' e, muito menos, tinha noção do que seria expor o meu 'idiota interior'.
Plano-Sequência dos Mortos
4.1 123Uma vibe Saneamento Básico, O Filme? Temos.
Metalinguagem sobre metalinguagem? Temos.
Plot twist, mudança de perspectiva e câmera tremida que não é gratuita e nem irritante? Temos.
Homenagem à arte de se produzir filmes com muita criatividade e sérias restrições orçamentárias? Temos.
Personagens carismáticos, referências e alguma escatologia? Temos.
Desfecho que deixa o espectador com um sorriso de satisfação? Temos.
Uma obra que, se ainda não é tão cultuada, um dia será? Temos.
Remake de estadunidense invejoso? Teremos...
A Freira
2.5 1,5K Assista Agora'O sangue de Jesus tem poder, tem poder, tem poder
O sangue de Jesus tem poder, faz o inferno estremecer
Faz o satanás correr e o milagre acontecer...' ♫
Passei boa parte do filme pensando na raiva e no desgosto de quem pagou pra ver no cinema achando que seria bom, hahaha.
Verão de 84
3.4 422 Assista AgoraSegue a linha nostálgica oitentista de Stranger Things e It, destacando-se por abrir mão do sobrenatural e do fantástico com uma trama bem próxima da realidade. Os garotos são carismáticos e os diálogos, no geral, autênticos quanto à chegada da adolescência e das férias, num misto de expectativa, euforia e tédio. É um bom passatempo, do tipo que se assiste sem maiores pretensões e cuja execução eleva-se bastante em seu (implacável) ato final, ainda que pequenos furos no roteiro saltem aos olhos.
Como o serial killer carregou ambos do quarto sem ser notado por ninguém, ainda que os tenha dopado?!
Mas a combinação de suspense e aventura juvenil dá liga, demonstrando que essa fórmula dos 'walkie talkie movies' tá longe de se esgotar.
Halloween
3.4 1,1KAnalisando pelo viés saudosista, Halloween é um ótimo filme que entrega tudo o que os produtores prometeram antes de seu lançamento e mais um pouco: várias referências ao clássico de 78 e, ainda que seja uma continuação direta do mesmo, os outros longas da franquia não foram totalmente ignorados, rendendo alguns easter eggs bacanas (uns bastante óbvios e outros no melhor estilo 'piscou, perdeu'). Os créditos iniciais podem ser definidos como uma agradável e arrepiante surpresa! Mas deixando a nostalgia de lado, diria que a produção foi dirigida com competência a ponto de agradar ao público em geral, com direito à violência acentuada, ritmo ágil e um plano-sequência bem executado. JLC retorna maravilhosa na pele de uma Laurie Strode tão badass quanto perturbada e o embate final com Michael Myers foi quase tão épico se comparado ao do subestimado H20 (é sempre conveniente fingir que o Ressurreição de 2002 jamais aconteceu). O roteiro apresenta pequenas falhas, porém nada que comprometa o resultado ou deixe os fãs insatisfeitos. Um verdadeiro presente para quem, assim como eu, tem o Halloween original nos favoritos e plena consciência de sua importância como a base do subgênero slasher.
O Pássaro Sangrento
3.5 91Uma das coisas que sempre me chamaram a atenção em O Pássaro Sangrento, além da cabeça de coruja nos pôsteres, foi o fato dele ter vários títulos diferentes. Finalmente assisti e gostei muito, embora esperasse um pouco mais de seu ato final. Nada a reclamar sobre as mortes, que são brutais e bastante gráficas, nem do suspense bem conduzido que impera durante a hora e meia de duração deste slasher/giallo.
Uma pena que o desfecho entregue justamente o óbvio e pareça mais longo do que deveria. Se o assassino fosse o vigia que salvou Alicia (ou qualquer outro personagem secundário) teria sido um encerramento superior, mas no fim era o fugitivo do manicômio mesmo.
De qualquer forma, é um longa estiloso e aquela ambientação, aliada à metalinguagem, fazem tudo valer a pena. A ideia de um musical onde são encenados assassinatos e, posteriormente, tais crimes acontecendo de verdade é algo brilhante e original pra época.
Anomalisa
3.8 498 Assista AgoraAnimação melancólica, singular, existencial, humana. E, em meio a temáticas como solidão, autoestima, egocentrismo, ainda é um filme engraçadíssimo. Gargalhei com a tal 'loja de brinquedos' e a gueixa no final, hahaha. O lance dos rostos e das vozes soa estranho (pra não dizer confuso) inicialmente, mas a sequência do café da manhã acaba por esclarecer tal escolha dos realizadores, fazendo lembrar do porquê podemos confiar em Charlie Kaufman até de olhos fechados desde Quero Ser John Malkovich.
E quando Lisa vai perdendo o encanto perante os olhos de Michael e a euforia dá lugar à covardia, é difícil não se identificar e comover. Por que somos tão volúveis e/ou acomodados?!
Stop motion em sua melhor forma, com direito a nudez e uma cena de sexo que serve de exemplo para diversas obras de carne e osso, tamanha vulnerabilidade dos personagens e autenticidade nos diálogos concebidos pelo sempre genial roteirista/diretor.
A Casa do Medo: Incidente em Ghostland
3.5 783É apenas OK, mas valeu conferir. Saiu um pouco da mesmice dos filmes sobre invasão domiciliar e aquelas bonecas medonhas foram a cereja no topo do bolo da bizarrice toda. Uma reviravolta é sempre bem-vinda e, neste caso em particular, foi o que manteve meu interesse até o fim.
A surpresa com a Beth perturbada e a Vera um tanto mais sã acabou fazendo toda a diferença. Fuga da realidade é um artifício que geralmente salva qualquer roteiro.
Há agonia e violência, há clichês e jumpscares desnecessários (daqueles bem irritantes mesmo).
E tem referência/homenagem a Lovecraft!
O saldo foi positivo. Criando vergonha na cara e procurando Martyrs para assistir em breve.