Apesar das boas lutas, é um filme bem mal acabado. Parece que a protagonista tinha uma cartela de motivações e escolheu todas, mas já tinha desenvolvido bem a primeira no prólogo. A função do John Wick na trama é solta, sem propósito. Convenhamos que no universo de John Wick, não é difícil arrumar propósitos. Foi bom ter uns 10 min inéditos de John Wick, mas faltou um esforço mínimo no roteiro. O pior de tudo foi toda a tensão criada com os líderes dos grupos de extermínio, que culminou numa cena patética ao telefone. Salva-se o esforço da Ana de Armas nas cenas de luta e o lança-chamas com carga infinita.
Uma joia rara. Estética barata, mas pulsante e criativa. Começa como filme de terror de acampamento, subtipo sobrenatural, desenvolve a trama policial, regada a cenários urbanos bregas e a cenas de crimes ritualísticos, e entra no terror, com a clássica busca na biblioteca por profecias antigas; daí entram as tribos originárias, o vilão caricato, a princesa guerreira. Tudo isso, regado a nus frontais e kung-fu. É muito difícil reunir tantos elementos e obter um bom resultado. Destaco o efeito arco-íris nos tiros e a iluminação colorida, que, de tão artificial, gera o efeito sobrenatural desejado.
Filme energico, pulsante, com um protagonista complexo e cativante. A cada turno, parece que o pesadelo se repete, mas sempre com novidades, seja pelo estado de espírito do protagonista ou pela personalidade única de cada parceiro. É um filme cru e real, mas que a todo momento traz alivios, alguns tragicomicos, outros com música. É um dos grandes filmes do Scorcese e um dos melhores trabalhos de atuação do Cage.
A segunda parte perde força, depois da primeira magistral. No entanto, o desfecho vale a sessão. Incrível o uso de flashbacks, as locações e o roteiro, baseado na obra homônima.
Um filme que traz sensação de pertencimento ao lugar (mesmo em mim sendo natalense), a imersão provocada pelos nossos costumes, pelo sotaque e pelas histórias inacabadas de tantos personagens interessantes. As histórias são emolduradas pelos toques de humor, pelo realismo fantástico, pelos símbolos que alinham toda a trama (tubarão, sangue, cinema, carnaval). É um filme que traduz de forma primorosa o que governos autocráticos provocam: o esquecimento, o apagamento de histórias.
Uma bela satira dos tempos atuais nos EUA. A figura humanizada que o personagem de Dicaprio representa quebra a expectativa de que o herói vai salvar a filha. Nas 3 horas de duração, eu esperei, já condicionado aos clichês, que ele produziria uma bomba como MacGyver, que acertaria tiros de longa distância ou até mesmo seria o salvador de forma atrapalhada. Que bom que essas expectativas não foram atendidas. Algumas cenas são antológicas, como a da senha esquecida e a da perseguição na estrada. Sean Penn se destaca como um personagem grotesco, caricato e imprevisível.
Me trouxe a nostalgia do Super Cine do sábado a noite. Para causar este efeito, entendo que a qualidade tem que ser muito alta já que os filmes que outrora assisti pela Globo foram superestimados nas minhas lembranças.
Gostei de tudo neste filme: O tom teatral e juvenil, que para brasileiros pode ser adjetivado como sessão da tarde; a estética da nave e do mundo em tons mais sóbrios, contrastando com alguns personagens caricatos; as atuações; os creepers (o Boon Joon-Ho sabe como incluir monstros em filmes) e o roteiro como mais importante. O roteiro define personagens icônicos, alguns deles remetendo a figuras conhecidas do campo da realidade, e com um tom jocoso, debiloide e ridículo, como devem ser tratados os autocratas. Acredito que algumas críticas ao filme tenham vindo da régua estabelecida por Parasita. É natural, mas é uma pena que muitas pessoas possam ter se consumido dessa expectativa. Um destaque especial para a atriz Naomi Ackie, que atuou com maestria ao lado de outros atores já consagrados.
Foi uma temporada muito divertida. Acertaram muito em espelhar os conflitos do Demolidor com o Rei do Crime, e assim dando mais tempo ao Vincent D'Onofrio. Enquanto tinhamos um Demolidor com seu velho conflito de sempre, o Rei do Crime se envolveu no jogo político, treinou um púpilo, buscou retomar sua credibilidade no crime organizado e ainda tinha que reconquistar a esposa. Pra mim funcionou bem as histórias de 3 episódios. As quebras na história principal se aproximaram de uma história em quadrinhos. A única coisa ruim foi a quase ausência de cenas de luta. As cenas com o Muse se aproximaram do velho Demolidor, mas faltou aquela cena de luta num local fechado, camera nervosa, um plano sequência. O novo estilo com muitos cortes e camera lenta deixaram a desejar.
Todos os episódios são muito bons, gerando muitas reflexões. As narrativas não são mais surpreendentes, mas os roteiros contam ótimas histórias sci-fi. Temos uma boa diversidade de sub-gêneros e pontos de contato com tecnologias atuais. USS Callister me transportou para os melhores episódios de Star Trek.
Um belo filme para o que o brasileiro entenda o Brasil. A tragicomédia é tão bem executada, seja pela direção ou pelas atuações, todas na medida certa. José Wilker e Betty Faria encarnam personagens icônicos. Agora já envelhecido, o filme além de ser uma comédia peculiar, foi ganhando um tom surrealista ao estilo Fellini. Um surrealismo destacado nos cenários, que aqui é o próprio Brasil, o mais profundo, esquecido e castigado.
Incrível como esse filme não foi feito em 2025. Antecipa tantas consequências do capitalismo, focando nas transformações que definem o ser humano nesse sistema. É o horror cotidiano do mundo do trabalho, a indecente proximidade do capitalismo e do racismo. A fera alegórica vai saindo do casulo a medida que a exaustão dos personagens dá lugar a um mundo mais cinza, cheio de desconfiança, insegurança e infelicidade.
O filme consegue fazer qualquer pessoa desabar frente a realidade miserável da vida pós guerra. Constroi um mundo sombrio com elementos técnicos que só puxam com toda a força o espectador para aquele cenário melancolico, tal qual a curiosidade despertada pelo vale da estranheza. Ainda que a obra seja muito pesada, o sentimento ao final é de que o amor pode florescer nas piores condições.
Só assistivel. Mais um requentado da indústria. É tipo o relançamento do chocolate surpresa, mas com receita alterada pra pior. O valor artístico se salva nas atuações, até porque o plot do filme é praticamente um: Como seria o Paul Mescal de Russe Crowe em Gladiador? Ou como seria Denzel Washington de Joaquim Phoenix em Gladiador? Apesar de ser ruim, consegue ser um bom entretenimento. E tenho que concordar que o tubarão na arena foi uma ideia genial.
A classificação como terror não tem nexo. Não faz parte de nenhum subgênero do terror. Pode chatear alguns. Como estão indicando outros filmes sobre maternidade, eu lembrei do primeiro filme dirigido pela minha diretora preferida: Not wanted da Ida Lupino. Em português acho que o nome é: Mãe solteira.
Excelente proposta e execução. A Amy Adams está incrível. O filme é uma comédia mas que discute temas muito sérios, muitos deles já compreendidos por muitas mulheres, mas infelizmente por poucos homens. Creio que compreendi um pouco mais o fardo que as mulheres carregam e toda opressão de ter que externar o contrário. Afinal, elas são como deusas, geram a vida, é uma dádiva. Ao mesmo tempo, é difícil pra caramba, ainda mais com parceiro ausente e na zona de conforto, sem rede de apoio e sem grana pra babá.
Mais um trabalho experimental do Soderbergh com resultado satisfatório. A perspectiva da entidade, os lapsos temporais e a própria natureza da entidade são bem trabalhadas.
Tem uma excelente estética e outros elementos técnicos que dão profundidade a obra. A composição dos personagens também é bem desenvolvida. O que não fica bom são os clichês de filme policial, o personagem do Jude Law, ainda que com grande atuação, é o típico policial solitário, arrogante e que quer quer resolver as coisas sozinho. Inclusive, incrível como a atuação do Jude Law se sobressai desse personagem tão caricato. O roteiro tem alguns furos: A familia do protagonista é citada e depois esquecida. Outra coisa que é esquecida é o colete à prova de balas. Em alguns momentos, temos o colete em cena, em outro momento oportuno, não mais.
Um bom exercício de mistério que vai tomando rumos sinuosos, pelo menos até o início do último terço do filme. No final, fica excessivamente palatável, chegando a um ponto de didatismo constrangedor, quando um dos personagens explica uma teoria sobre os 4 cavaleiros do apocalipse. Não é legal quando o filme tenta se explicar desse jeito. Ainda assim, é um filme muito interessante, pela história, pelo desenvolvimento sagaz em poucos cenários e pelo uso de alguns recursos narrativos, como a TV sendo a única ponte para o mundo externo.
É uma versão teen de Alien, que foi bem mais aventura do que terror. O resultado final é positivo, pois a narrativa se aproxima mais de jogos de terror do que de dramas adolescentes. Ao mesmo tempo que cativa um público mais jovem e garante bilheteria, também consegue entregar um entretenimento de respeito. É melhor relevar algumas saídas fáceis do roteiro durante a perseguição.
Um filme que com certeza sobreviverá ao tempo e se tornará um grande clássico do cinema, com profundidade no roteiro e na direção. Junto com as incríveis atuações, são construídas várias camadas de interpretação.
Um terror sobrenatural que cria um clima excelente com a ambientação dos anos 90, com o temporal e com a dinâmica das cenas pelos corredores do casarão. A trama vai se concentrando aos poucos na Ana e rende ótimos momentos de drama psicológico e físico, dominados pela melhor atriz da nossa geração.
Assisti em 2012 e dei nota 3. Assisti em 2024 e dei nota máxima. Acho que não tinha maturidade o suficiente para captar a beleza, sagacidade e sofistificação dessa obra atemporal do nosso cinema.
Bailarina
3.4 295 Assista AgoraApesar das boas lutas, é um filme bem mal acabado. Parece que a protagonista tinha uma cartela de motivações e escolheu todas, mas já tinha desenvolvido bem a primeira no prólogo. A função do John Wick na trama é solta, sem propósito. Convenhamos que no universo de John Wick, não é difícil arrumar propósitos. Foi bom ter uns 10 min inéditos de John Wick, mas faltou um esforço mínimo no roteiro. O pior de tudo foi toda a tensão criada com os líderes dos grupos de extermínio, que culminou numa cena patética ao telefone. Salva-se o esforço da Ana de Armas nas cenas de luta e o lança-chamas com carga infinita.
A Virgem Sagrada x Uma Noite Alucinante
3.3 8Uma joia rara. Estética barata, mas pulsante e criativa. Começa como filme de terror de acampamento, subtipo sobrenatural, desenvolve a trama policial, regada a cenários urbanos bregas e a cenas de crimes ritualísticos, e entra no terror, com a clássica busca na biblioteca por profecias antigas; daí entram as tribos originárias, o vilão caricato, a princesa guerreira. Tudo isso, regado a nus frontais e kung-fu. É muito difícil reunir tantos elementos e obter um bom resultado. Destaco o efeito arco-íris nos tiros e a iluminação colorida, que, de tão artificial, gera o efeito sobrenatural desejado.
Vivendo no Limite
3.4 174 Assista AgoraFilme energico, pulsante, com um protagonista complexo e cativante. A cada turno, parece que o pesadelo se repete, mas sempre com novidades, seja pelo estado de espírito do protagonista ou pela personalidade única de cada parceiro. É um filme cru e real, mas que a todo momento traz alivios, alguns tragicomicos, outros com música. É um dos grandes filmes do Scorcese e um dos melhores trabalhos de atuação do Cage.
O Manuscrito de Saragoça
3.7 11A segunda parte perde força, depois da primeira magistral. No entanto, o desfecho vale a sessão. Incrível o uso de flashbacks, as locações e o roteiro, baseado na obra homônima.
O Agente Secreto
3.9 1,0K Assista AgoraUm filme que traz sensação de pertencimento ao lugar (mesmo em mim sendo natalense), a imersão provocada pelos nossos costumes, pelo sotaque e pelas histórias inacabadas de tantos personagens interessantes. As histórias são emolduradas pelos toques de humor, pelo realismo fantástico, pelos símbolos que alinham toda a trama (tubarão, sangue, cinema, carnaval). É um filme que traduz de forma primorosa o que governos autocráticos provocam: o esquecimento, o apagamento de histórias.
Uma Batalha Após a Outra
3.7 649 Assista AgoraUma bela satira dos tempos atuais nos EUA. A figura humanizada que o personagem de Dicaprio representa quebra a expectativa de que o herói vai salvar a filha. Nas 3 horas de duração, eu esperei, já condicionado aos clichês, que ele produziria uma bomba como MacGyver, que acertaria tiros de longa distância ou até mesmo seria o salvador de forma atrapalhada. Que bom que essas expectativas não foram atendidas. Algumas cenas são antológicas, como a da senha esquecida e a da perseguição na estrada. Sean Penn se destaca como um personagem grotesco, caricato e imprevisível.
Noite do Terror
3.5 238Um bom filme de Natal. As cenas das mortes deixam a desejar. Alguns elementos estéticos não se justificam.
Rastros de um Sequestro
3.8 597 Assista AgoraMe trouxe a nostalgia do Super Cine do sábado a noite. Para causar este efeito, entendo que a qualidade tem que ser muito alta já que os filmes que outrora assisti pela Globo foram superestimados nas minhas lembranças.
Mickey 17
3.4 525 Assista AgoraGostei de tudo neste filme: O tom teatral e juvenil, que para brasileiros pode ser adjetivado como sessão da tarde; a estética da nave e do mundo em tons mais sóbrios, contrastando com alguns personagens caricatos; as atuações; os creepers (o Boon Joon-Ho sabe como incluir monstros em filmes) e o roteiro como mais importante. O roteiro define personagens icônicos, alguns deles remetendo a figuras conhecidas do campo da realidade, e com um tom jocoso, debiloide e ridículo, como devem ser tratados os autocratas. Acredito que algumas críticas ao filme tenham vindo da régua estabelecida por Parasita. É natural, mas é uma pena que muitas pessoas possam ter se consumido dessa expectativa. Um destaque especial para a atriz Naomi Ackie, que atuou com maestria ao lado de outros atores já consagrados.
Demolidor: Renascido (1ª Temporada)
3.6 173 Assista AgoraFoi uma temporada muito divertida. Acertaram muito em espelhar os conflitos do Demolidor com o Rei do Crime, e assim dando mais tempo ao Vincent D'Onofrio. Enquanto tinhamos um Demolidor com seu velho conflito de sempre, o Rei do Crime se envolveu no jogo político, treinou um púpilo, buscou retomar sua credibilidade no crime organizado e ainda tinha que reconquistar a esposa. Pra mim funcionou bem as histórias de 3 episódios. As quebras na história principal se aproximaram de uma história em quadrinhos. A única coisa ruim foi a quase ausência de cenas de luta. As cenas com o Muse se aproximaram do velho Demolidor, mas faltou aquela cena de luta num local fechado, camera nervosa, um plano sequência. O novo estilo com muitos cortes e camera lenta deixaram a desejar.
Black Mirror (7ª Temporada)
3.8 335 Assista AgoraTodos os episódios são muito bons, gerando muitas reflexões. As narrativas não são mais surpreendentes, mas os roteiros contam ótimas histórias sci-fi. Temos uma boa diversidade de sub-gêneros e pontos de contato com tecnologias atuais. USS Callister me transportou para os melhores episódios de Star Trek.
Bye Bye Brasil
3.9 166 Assista AgoraUm belo filme para o que o brasileiro entenda o Brasil. A tragicomédia é tão bem executada, seja pela direção ou pelas atuações, todas na medida certa. José Wilker e Betty Faria encarnam personagens icônicos. Agora já envelhecido, o filme além de ser uma comédia peculiar, foi ganhando um tom surrealista ao estilo Fellini. Um surrealismo destacado nos cenários, que aqui é o próprio Brasil, o mais profundo, esquecido e castigado.
Trabalhar Cansa
3.6 224Incrível como esse filme não foi feito em 2025. Antecipa tantas consequências do capitalismo, focando nas transformações que definem o ser humano nesse sistema. É o horror cotidiano do mundo do trabalho, a indecente proximidade do capitalismo e do racismo. A fera alegórica vai saindo do casulo a medida que a exaustão dos personagens dá lugar a um mundo mais cinza, cheio de desconfiança, insegurança e infelicidade.
A Garota da Agulha
4.0 297 Assista AgoraO filme consegue fazer qualquer pessoa desabar frente a realidade miserável da vida pós guerra. Constroi um mundo sombrio com elementos técnicos que só puxam com toda a força o espectador para aquele cenário melancolico, tal qual a curiosidade despertada pelo vale da estranheza. Ainda que a obra seja muito pesada, o sentimento ao final é de que o amor pode florescer nas piores condições.
Gladiador II
3.3 572 Assista AgoraSó assistivel. Mais um requentado da indústria. É tipo o relançamento do chocolate surpresa, mas com receita alterada pra pior. O valor artístico se salva nas atuações, até porque o plot do filme é praticamente um: Como seria o Paul Mescal de Russe Crowe em Gladiador? Ou como seria Denzel Washington de Joaquim Phoenix em Gladiador? Apesar de ser ruim, consegue ser um bom entretenimento. E tenho que concordar que o tubarão na arena foi uma ideia genial.
Canina
3.0 174 Assista AgoraA classificação como terror não tem nexo. Não faz parte de nenhum subgênero do terror. Pode chatear alguns. Como estão indicando outros filmes sobre maternidade, eu lembrei do primeiro filme dirigido pela minha diretora preferida: Not wanted da Ida Lupino. Em português acho que o nome é: Mãe solteira.
Canina
3.0 174 Assista AgoraExcelente proposta e execução. A Amy Adams está incrível. O filme é uma comédia mas que discute temas muito sérios, muitos deles já compreendidos por muitas mulheres, mas infelizmente por poucos homens. Creio que compreendi um pouco mais o fardo que as mulheres carregam e toda opressão de ter que externar o contrário. Afinal, elas são como deusas, geram a vida, é uma dádiva. Ao mesmo tempo, é difícil pra caramba, ainda mais com parceiro ausente e na zona de conforto, sem rede de apoio e sem grana pra babá.
Presença
2.8 269 Assista AgoraMais um trabalho experimental do Soderbergh com resultado satisfatório. A perspectiva da entidade, os lapsos temporais e a própria natureza da entidade são bem trabalhadas.
A Ordem
3.4 86Tem uma excelente estética e outros elementos técnicos que dão profundidade a obra. A composição dos personagens também é bem desenvolvida. O que não fica bom são os clichês de filme policial, o personagem do Jude Law, ainda que com grande atuação, é o típico policial solitário, arrogante e que quer quer resolver as coisas sozinho. Inclusive, incrível como a atuação do Jude Law se sobressai desse personagem tão caricato. O roteiro tem alguns furos: A familia do protagonista é citada e depois esquecida. Outra coisa que é esquecida é o colete à prova de balas. Em alguns momentos, temos o colete em cena, em outro momento oportuno, não mais.
Batem à Porta
3.1 671 Assista AgoraUm bom exercício de mistério que vai tomando rumos sinuosos, pelo menos até o início do último terço do filme. No final, fica excessivamente palatável, chegando a um ponto de didatismo constrangedor, quando um dos personagens explica uma teoria sobre os 4 cavaleiros do apocalipse. Não é legal quando o filme tenta se explicar desse jeito. Ainda assim, é um filme muito interessante, pela história, pelo desenvolvimento sagaz em poucos cenários e pelo uso de alguns recursos narrativos, como a TV sendo a única ponte para o mundo externo.
Alien: Romulus
3.7 757 Assista AgoraÉ uma versão teen de Alien, que foi bem mais aventura do que terror. O resultado final é positivo, pois a narrativa se aproxima mais de jogos de terror do que de dramas adolescentes. Ao mesmo tempo que cativa um público mais jovem e garante bilheteria, também consegue entregar um entretenimento de respeito. É melhor relevar algumas saídas fáceis do roteiro durante a perseguição.
Ataque dos Cães
3.7 936Um filme que com certeza sobreviverá ao tempo e se tornará um grande clássico do cinema, com profundidade no roteiro e na direção. Junto com as incríveis atuações, são construídas várias camadas de interpretação.
Abraço de Mãe
3.0 141 Assista AgoraUm terror sobrenatural que cria um clima excelente com a ambientação dos anos 90, com o temporal e com a dinâmica das cenas pelos corredores do casarão. A trama vai se concentrando aos poucos na Ana e rende ótimos momentos de drama psicológico e físico, dominados pela melhor atriz da nossa geração.
Saneamento Básico, O Filme
3.7 833 Assista AgoraAssisti em 2012 e dei nota 3. Assisti em 2024 e dei nota máxima. Acho que não tinha maturidade o suficiente para captar a beleza, sagacidade e sofistificação dessa obra atemporal do nosso cinema.