É uma série com bom valor de produção, principalmente na recriação de época e na escala do evento que tá retratando. Mas acho bastante irregular, tanto na parte científica quanto na dramática. Na científica, apesar de ser bem explicada, é deveras expositiva hora ou outra, com diálogos que as vezes soam muito professorais e pouco naturais. Já na parte dramática, há núcleos e personagens que funcionam bem, outros beiram o insuportável. Ainda assim, boa série, que fisga e consegue deixar interessado mesmo pra quem conhecia a história.
É uma temporada muito ruim, de fato. O roteiro é extremamente incongruente e cheio de furos, sem contar a falta de planejamento, que resulta em 7 episódios repetitivos que pouca coisa acontece, e o último totalmente corrido resolvendo coisas extremamente importantes da forma mais simples possível. O excesso de personagens resulta em vários sendo sendo esquecidos ou mal aproveitados, com arcos sendo mal resolvidos, ou apressados, ou só ignorados. As atuações em sua maioria são fraquíssimas, muito pouca gente se salva ali. E visualmente é pobríssima, a estética da série, que já foi referência, agora só parece plástica e artificial.
Mas deixando tudo isso de lado, Stranger Things meio que virou o MCU das séries de TV. Então mais do que entregar um produto de qualidade, ela está mais preocupada em gerar esse hype e esses momentos isolados que funcionam para os fãs mais engajados. Confesso que eu nunca fui um apreciador da série, gostava até a terceira temporada, mas desde a passada perdeu muito a graça para mim. Mas pra quem tem um carinho mais profundo por aqueles personagens, acho que o final conseguiu entregar, pelo menos a nível emocional, algo satisfatório e até tematicamente condizente com a proposta original da série, já que sempre foi um coming of age onde o fantástico era apenas o pivô para o amadurecimento dos personagens. E acho que toda a sequência final do último episódio conseguiu refletir bem isso. Pena que o resto da temporada tenha sido o pior do que Stranger Things tinha a oferecer.
Obra-prima. Desde o começo já estabelece as regras do novo mundo, e se interessa mais no desenvolvimento da protagonista naquela nova realidade do que ficar se apoiando em mistériozinhos pra manter o espectador engajado. É um sci-fi que confia na capacidade interpretativa de quem assiste e que consegue, a cada episódio, expandir sua premissa e se aprofundar na psique de sua protagonista e de outros personagens. A atuação da Rhea Seehorn é espetacular em como consegue ser insuportável com a sua amargura na fachada, mas carrega uma dor e solidão profunda por trás. Além disso, é tecnicamente e visualmente impecável, como já é padrão do Vince Gilligan, com uma fotografia e uso de cores que servem a um propósito narrativo e que são bonitos sem serem exibicionistas. E é incrível como consegue discutir relações políticas, luto, arte, IA, e pra mim, o principal tema que é individualismo x coletivismo, sem ser dicotômico ou discursivo. Todos esses temas são intrinsicamente ligados ao desenvolvimento e as relações dos personagens. E muita gente reclama do ritmo (que eu particularmente discordo), mas esquecem das outras obras do autor, cuja veracidade das decisões dos personagens e o impacto emocional derivado delas vinham justamente desse desenvolvimento gradual que elas possuíam. E Pluribus não está sendo diferente, visto o impacto emocional dos acontecimentos no final da temporada. Enfim, aquele tipo de série que gera discussões de horas e que coloca o Vince Gilligan como o maior showrunner da história, já que ninguém acertou tanto quanto ele.
Continua no mesmo nível da primeira, na minha opinião. Não é nada que mude o mundo, mas é uma comédia romântica bem feitinha que é fácil de se assistir.
Gosto que a série consegue manter o mistério constante durante toda a obra, revelando aspectos e desenvolvendo o protagonista e sempre nos fazendo duvidar do envolvimento dele no crime. Fui surpreendido com a revelação no fim, imaginava que deixariam em aberto, o que seria mais previsível, mas seria mais condizente com a temática da obra no geral. Tirando umas subtramas ali desnecessárias que atrasam o andamento da série, acho boa como um todo, mesmo que não seja tão inovadora dentro do gênero.
Boa série de investigação, mas muito superestimada. Acho que faz um bom trabalho com o mistério, principalmente envolvendo o passado dos personagens, e te deixa instigado e surpreso com algumas reviravoltas que tem pro final da série. Mas em questão de narrativa, é muito mais do mesmo, não tenta nada de novo dentro do gênero. As atuações são boas, principalmente do Mark Ruffalo, que pra mim se destaca em relação aos outros. É aquele tipo de série que te prende enquanto assiste, é um thriller eficiente, mas que depois que acaba não deixa quase nenhum impacto.
Continuo gostando do estilo como um todo da série, e as atuações continuam boa como padrão, tirando a do vilão do Adrien Brody que é de uma canastrice sem fim. Mas sei lá, é bizarro como só tem 6 episódios e mesmo assim parece enrolada. Toda a trama da guerra com os italianos é de uma repetição sem fim, e a única trama interessante, que é o jogo político com o estado e os comunistas é muito pouco da temporada. Os plot twists são legais, realmente interessantes e surpreendentes, mas no geral, achei arrastada. E sendo sincero, perdi esperança de gostar mais. Acho que a série só não faz meu tipo mesmo.
A 4ª temp de The Boys já tinha sido bem abaixo da anteriores, e essa nova de Gen V conseguiu estragar tudo de vez. Em questão de produção continua eficiente, a as atuações continuam competentes no geral. Mas tudo que envolve roteiro é tenebroso, uma coleção de decisões ruins e desenvolvimentos mal feitos que chegam a impressionar. Só se salvam alguns momentos de humor aqui e ali e só, de resto, péssimo.
Pra mim, o anime brilha mais nos episódios mais isolados, onde o Satoshi Kon tem mais liberdade para explorar os temas de morte, ansiedade, opressão, escapismo, e diversas outras coisas comuns a sociedade japonesa, se forma bem onírica e abstrata. É onde ele consegue melhor representar essas fugas mentais como forma de evitar as dores da realidade. Mas acho que se perde um pouco quando tenta conciliar isso no final da série. Apesar de gostar muito da primeira metade, onde o mistério apresentado é bem instigante, acho toda a resolução pro fim bem insatisfatória, ainda que eu goste do final, que passa uma ideia de ciclicidade que conversa bem com os temas. No geral, ainda que não ache o melhor trabalho do diretor, é uma ótima obra, e onde ele pode explorar de forma criativa diversas ideias recorrentes do seu catálogo.
É uma série sem grandes pretensões, mas o que ela faz, ela entrega muito bem, principalmente no retrato da época e o sentimento geral da sociedade americana daquela época. Além disso, gosto de como cada episódio tem sua trama própria, mas os eventos tem continuidade, e a gente sente os personagens evoluindo e crescendo conforme os episódios avançam. É um clássico muito merecido, e uma pena ter sido finalizada da forma que foi.
Aquele tipo de temporada que não tem nenhum episódio ruim, todos são excelentes e brincam não só com algum aspecto da indústria, como é o objetivo da série, mas também com a forma do fazer cinematográfico, como no episódio do plano sequência ou do filme noir. Sempre trás algo novo e te deixa curioso pra saber o que vão fazer em temporadas futuras. Além disso, é uma série genuinamente engraçada, que não precisa se render a momentos dramáticos pra funcionar. Isso em parte do texto, que é espetacular, como também dos atores, que são fenomenais, tantos do elenco recorrente, quanto das participações especiais, que são absurdas. O episódio do Globo de Ouro me deixou abismado com algumas das pessoas que aparecem ali. Enfim, primeira temporada magistral, mereceu todos os Emmys que ganhou, e que eu me lembre, a melhor estreia de série acho que desde Succession.
O único ponto negativo para mim é que é curto, algumas passagens de alguns filmes são meio corridas e breves. De resto, é um deleite para quem é fã do diretor como eu. Incrível percorrer essa jornada pela filmografia do diretor e ver como cinema é a vida dele, e como ele se entrega de alma pros filmes. E é surpreendente ver o lado "sombrio" e como isso reflete nos filmes e nos personagens. E vendo a vida dele, faz você repensar toda a sua obra. No fim, acho que finalmente entendi o Bong Jon Ho, quando ao vencer o Oscar, disse que a frase que mais o marcou foi uma do Scorsese que dizia: "Quanto mais pessoal, mais criativo". Faz todo sentido agora.
Não revoluciona em nada, mas faz bem tanto a parte do romance e da comédia, além de que faz um desenvolvimento até que interessante de alguns personagens que poderiam ficar presos em um simples estereótipo. Não vai mudar sua vida, mas é boa de se assistir.
Boa temporada no geral, apesar de ser a que menos gostei de toda a série. Consegue cativar por conta dos personagens serem muito bons, mas acho que o texto funciona muito melhor quando foca no humor do que no drama. Além disso, está preso numas dinâmicas que já está começando a cansar. Sinto que a série está chegando nos seus finalmentes, não acho que tem como enrolar muito mais além disso, e espero que se encerre na próxima.
Começa muito bem, o primeiro episódio do casamento é um dos melhores da série até agora. Mas a partir do segundo, que só se salva por conta do plot twist, sinto que a série perde a força consideravelmente. Entre nessa trama com os russos que é uma enrolação sem fim, ficam ruminando em cima do roubo do trem por quatro episódios de forma incessante, o que me deixou com a sensação de que nada andava. Sorte que o final salva um pouco, mas no geral achei a temporada mais fraca até agora, mesmo que os aspectos técnicos e atuações se mantenham boas no geral.
Não dá pra dizer que é uma temporada em si, é claramente uma continuação da segunda, só pegaram e dividiram em dois, o que deixa a estrutura um pouco confusa. Não foge muito do repeteco de jogos das anteriores, mas acho que a direção brilha justamente nessas horas, consegue criar tensão e suspense muito bem. O elenco continua muito bem, e as mortes são bem impactantes. E tirando o núcleo do barco, que pra mim é o mais sem propósito e função na narrativa, gosto de como as coisas se encerram como um todo. O arco do protagonista fecha muito bem, com a esperança no futuro melhor impactando o líder dos jogos, ainda que o sistema como um todo não tenha sido impactado, visto que continua funcionando no mundo inteiro. Acho que tudo conversa bem com os temas abordados desde a primeira temporada. No geral uma série bem consistente do início ao fim.
No geral é uma boa temporada. Continua com aquele estilo que as vezes é exagerado, mas é o que dá identidade à série, e acho que o fato de estar mais familiarizado com os personagens e com a dinâmica entre eles acaba tornando a experiência mais fluída e envolvente. O desenvolvimento dos personagens continuam bons como um todo, principalmente o da Polly e do Arthur, mas o do Thomas me decepcionou um pouco, acho que essa impessoalidade dele acaba afetando um pouco a evolução do personagem. Mas gosto como no final isso é subvertido, me deixou instigado pro ver como vão continuar. Gostei levemente mais do que a primeira, principalmente por essa conexão que vamos criando com os personagens, mas ainda está faltando aquele momento realmente impactante, que me faça ficar fisgado completamente.
Achei legal essa primeira temporada. É curta, o que é bom já que não dá espaço pra barriga, a trama tá sempre avançando. Os personagens são interessantes, gosto do arquétipo que cada um ocupa dentro da história, e as atuações são boas também como um todo.
A trama é relativamente simples até, o que chama atenção mais mesmo é o estilo da série, que apesar de esteticamente bonita e marcante, as vezes acaba ficando meio repetitiva essa pose toda que ela tem.
No geral é boa, mas ainda não me fisgou completamente, falta algo pra eu me apegar de fato, me deu a sensação de ser mais introdutória apesar de ter um arco completo. To curioso pra continuar e ver pra onde vai.
Gostei dessa segunda temporada de Ruptura. Confesso que achei que deu uma arrastada ali pro meio da temporada, mas volta a engrenar no episódio do flashback da mulher do Mark, e o final entrega um resultado muito gratificante.
Gosto muito de como desenvolve os personagens, tanto os internos quanto os externos, e o conflito de ambos com a existência um do outro. É uma série que aborda diversos temas, mas gosto muito de como explora a ideia de que somos moldados pelo nosso meio.
E acho muito poderoso o desfecho do Mark S., ele escolher ficar com a Helly ao invés da esposa faz todo sentido, já que aquela é a vida dele. Um final incrível, mais impactante até que o dá anterior.
Tem muita coisa que precisa ser resolvida ainda, mas dá pra sentir que os criadores sabem pra onde estão indo. Tu vê que eles vão resolvendo algumas coisas e abrindo outras, passa a sensação de planejamento real. Ainda não acho a série essa obra-prima toda que tentam vender, mas continuo gostando muito e com certeza está entre as melhores séries em andamento hoje em dia.
Me surpreendeu logo no primeiro episódio, não só pela revelação em si, que é chocante, mas mais por deixar claro que a série não vai tratar sobre o caso em si, e sim sobre os impactos psicológicos daquele acontecimento nas pessoas envolvidas. As atuações são muito boas, principalmente a do menino, é bizarro pensar que é mesmo o primeiro trabalho dele. Sobre o plano sequencia, não vejo tanta função pra narrativa, mas é muito bem feita de qualquer forma. E gosto particularmente de como o roteiro se adapta ao formato, e de como vai revelando informações de forma natural, sem ser expositiva demais. É uma discussão complexa, e acho bom que a série não tem esconder que tem uma visão bem clara do lado que está querendo defender. Boa série, e apesar de os níveis dos episódios irem caindo, ainda assim funciona bem no geral.
Claramente uma temporada de transição, achei os primeiros episódios bem enrolados, mas a partir da metade melhora no ritmo. No geral desenvolve bem os personagens, mas faltou momentos impactantes que nem tinha na primeira.
Em vez de comentar sobre a temporada como um todo, prefiro comentar sobre cada episódio isoladamente. Mas devo dizer que gostei bastante dessa temporada, me deu o sentimento de estar vendo o clássico Black Mirror que eu não sentia pelo menos desde a quarta temporada. Não tem um episódio ruim, até os episódios que não gostei tanto trouxeram algo que me instigaram, seja na história ou nos temas tratados.
01 - Common People - 5/5
Parece que vai virar tradição pro Charlie Brooker criticar a Netflix, o streaming que produz sua série, no primeiro episódio das temporadas de Black Mirror. Gosto muito da critica que faz a essa superexploração que os serviços de assinatura estão aplicando, misturando com uma sátira ao sistema de saúde americano, ao mesmo tempo que faz um comentário sobre a venda do próprio corpo para doentes na internet. E faz tudo isso numa história de romance muito cativante, com ótimas atuações, e que é pesada sem nunca deixar de ser tocante.
02 - Bête Noire - 4/5
Acho toda a construção do episódio muito bem conduzida, de como vai construindo essa paranoia da protagonista também em nós espectadores, e acho o conceito do twist do final muito divertido, utilizando todo esse momento de multiverso que estamos passando na cultura pop, pra fazer um comentário sobre a mesquinhez humana e como não há poder no universo que cure nossos traumas e doenças mentais. Só achei o final um pouco tosco, não acho que condiz com a temática desenvolvida.
03 - Hotel Reverie - 3/5
Acho que a temática de consciência das IAs já está um pouco batida, não só na série como em toda a cultura. Para ser feita, a história precisa ser MUITO boa pra compensar. O que não achei o caso aqui. É mais longo que o necessário, gosto até da premissa, conversa bem com as discussões e uso de IA no cinema que gerou a greve dos últimos anos, mas todo o desenvolvimento da história e de como o tema é tratado é muito mais do mesmo. Ainda assim não é ruim, só não é nada de mais.
04 - Plaything - 4/5
É uma fusão do vídeo do canal Alt Shift X sobre o jogo Cookie Clicker com o Projeto de Instrumentalização Humana do anime Evangelion. E a forma como o Charlie Brooker mistura essas duas paradas completamente diferentes nessa história é muito legal. O tema em si é meio batido já na série, mas a forma como despertou essas duas referencias na minha mente me divertiu muito. E o final é muito satisfatório também.
05 - Eulogy - 3/5
Gosto das discussões tratadas aqui nesse episódio, sobre o uso da tecnologia para tratar traumas passados, memórias e etc. Nesse sentido sendo um dos mais otimistas dessa temporada. A atuação do Paul Giamatti é absurda, a melhor da temporada de longe. Mas a narrativa achei meio arrastada hora ou outra, e a história é levemente previsível em seus twists. Ainda assim gosto de como as coisas se resolvem no final. Não é ruim, mas não foi um dos que mais me engajou.
06 - USS Callister: Into Infinity - 3/5
Gosto muito do episódio anterior, mas esse aqui não conseguiu manter o mesmo nível. Não é tão instigante tematicamente como o anterior, e no geral é um leve repeteco, mesmo que crie uma história instigante e que desenvolva bem os personagens. Mas tem uns erros no roteiro que chega a ser tosco, como mostrar o dono da empresa jogando o jogo no passado sendo que 5 minutos atrás ele tinha falado que nunca tinha jogado, ou então os personagens fazendo uma ligação telefônica no final sendo que eles não estão mais conectados na internet. Enfim, episódio legal até, pelo menos tem a Cristin Milioti.
Pra mim, essa temporada mantém o nível que a série vem entregando desde a quinta. Tem alguns episódios que não funcionam tão bem, mas no geral, continua sendo muito engraçada. E o final eu achei simplesmente magistral. Além de ser um grande meta comentário sobre os finais de séries, consegue prestar uma homenagem a história da série, trazendo participações e relembrando momentos, ao mesmo que tempo faz uma declaração sobre a série e seus personagens, que são falhos, moralmente questionáveis, mas é justamente isso que os torna tão humanos e fáceis de se relacionar.
Comecei a ver Seinfeld em 2017 e só terminei agora, em 2025 - oito anos depois, quase o mesmo tempo que a série durou originalmente. E hoje entendo porque consideram ela o exemplo definitivo do que o uma sitcom deveria ser. Captura como ninguém a essência do cotidiano e transforma isso em roteiros extremamente engraçados e perspicazes. São personagens e momentos que ficam com você porque sempre acabam refletindo coisas da sua própria vida.
Apesar de seguir uma estrutura parecida com a da primeira, subverteu alguns pontos pra tornar a experiência instigante. O criador é muito bom no suspense e em criar tensão, seja nos jogos ou nas votações. O final eu achei a pior parte, tanto pelo último episódio que é uma ação muito mal dirigida, quando pela incompletude da temporada, que só esquece de algumas tramas. Os personagens continuam sendo um misto de bons e outro insuportáveis, mas no geral o elenco manda muito bem. Eu lembro que gostei da primeira, mas não me pegou de cara, fui gostando mais com o tempo. Por isso, fiquei surpreso de ter ficado tão investido nessa como eu fiquei, e estou genuinamente curioso pra saber como vai ser o desfecho da série.
Emergência Radioativa
3.9 187 Assista AgoraÉ uma série com bom valor de produção, principalmente na recriação de época e na escala do evento que tá retratando. Mas acho bastante irregular, tanto na parte científica quanto na dramática. Na científica, apesar de ser bem explicada, é deveras expositiva hora ou outra, com diálogos que as vezes soam muito professorais e pouco naturais. Já na parte dramática, há núcleos e personagens que funcionam bem, outros beiram o insuportável. Ainda assim, boa série, que fisga e consegue deixar interessado mesmo pra quem conhecia a história.
Stranger Things (5ª Temporada)
3.5 511 Assista AgoraÉ uma temporada muito ruim, de fato. O roteiro é extremamente incongruente e cheio de furos, sem contar a falta de planejamento, que resulta em 7 episódios repetitivos que pouca coisa acontece, e o último totalmente corrido resolvendo coisas extremamente importantes da forma mais simples possível. O excesso de personagens resulta em vários sendo sendo esquecidos ou mal aproveitados, com arcos sendo mal resolvidos, ou apressados, ou só ignorados. As atuações em sua maioria são fraquíssimas, muito pouca gente se salva ali. E visualmente é pobríssima, a estética da série, que já foi referência, agora só parece plástica e artificial.
Mas deixando tudo isso de lado, Stranger Things meio que virou o MCU das séries de TV. Então mais do que entregar um produto de qualidade, ela está mais preocupada em gerar esse hype e esses momentos isolados que funcionam para os fãs mais engajados. Confesso que eu nunca fui um apreciador da série, gostava até a terceira temporada, mas desde a passada perdeu muito a graça para mim. Mas pra quem tem um carinho mais profundo por aqueles personagens, acho que o final conseguiu entregar, pelo menos a nível emocional, algo satisfatório e até tematicamente condizente com a proposta original da série, já que sempre foi um coming of age onde o fantástico era apenas o pivô para o amadurecimento dos personagens. E acho que toda a sequência final do último episódio conseguiu refletir bem isso. Pena que o resto da temporada tenha sido o pior do que Stranger Things tinha a oferecer.
Pluribus (1ª Temporada)
4.0 335 Assista AgoraObra-prima. Desde o começo já estabelece as regras do novo mundo, e se interessa mais no desenvolvimento da protagonista naquela nova realidade do que ficar se apoiando em mistériozinhos pra manter o espectador engajado. É um sci-fi que confia na capacidade interpretativa de quem assiste e que consegue, a cada episódio, expandir sua premissa e se aprofundar na psique de sua protagonista e de outros personagens. A atuação da Rhea Seehorn é espetacular em como consegue ser insuportável com a sua amargura na fachada, mas carrega uma dor e solidão profunda por trás. Além disso, é tecnicamente e visualmente impecável, como já é padrão do Vince Gilligan, com uma fotografia e uso de cores que servem a um propósito narrativo e que são bonitos sem serem exibicionistas. E é incrível como consegue discutir relações políticas, luto, arte, IA, e pra mim, o principal tema que é individualismo x coletivismo, sem ser dicotômico ou discursivo. Todos esses temas são intrinsicamente ligados ao desenvolvimento e as relações dos personagens. E muita gente reclama do ritmo (que eu particularmente discordo), mas esquecem das outras obras do autor, cuja veracidade das decisões dos personagens e o impacto emocional derivado delas vinham justamente desse desenvolvimento gradual que elas possuíam. E Pluribus não está sendo diferente, visto o impacto emocional dos acontecimentos no final da temporada. Enfim, aquele tipo de série que gera discussões de horas e que coloca o Vince Gilligan como o maior showrunner da história, já que ninguém acertou tanto quanto ele.
Ninguém Quer (2ª Temporada)
3.3 51Continua no mesmo nível da primeira, na minha opinião. Não é nada que mude o mundo, mas é uma comédia romântica bem feitinha que é fácil de se assistir.
Acima de Qualquer Suspeita (1ª Temporada)
3.8 154 Assista AgoraGosto que a série consegue manter o mistério constante durante toda a obra, revelando aspectos e desenvolvendo o protagonista e sempre nos fazendo duvidar do envolvimento dele no crime. Fui surpreendido com a revelação no fim, imaginava que deixariam em aberto, o que seria mais previsível, mas seria mais condizente com a temática da obra no geral. Tirando umas subtramas ali desnecessárias que atrasam o andamento da série, acho boa como um todo, mesmo que não seja tão inovadora dentro do gênero.
Task: Unidade Especial (1ª Temporada)
4.0 76 Assista AgoraBoa série de investigação, mas muito superestimada. Acho que faz um bom trabalho com o mistério, principalmente envolvendo o passado dos personagens, e te deixa instigado e surpreso com algumas reviravoltas que tem pro final da série. Mas em questão de narrativa, é muito mais do mesmo, não tenta nada de novo dentro do gênero. As atuações são boas, principalmente do Mark Ruffalo, que pra mim se destaca em relação aos outros. É aquele tipo de série que te prende enquanto assiste, é um thriller eficiente, mas que depois que acaba não deixa quase nenhum impacto.
Peaky Blinders: Sangue, Apostas e Navalhas (4ª Temporada)
4.4 266 Assista AgoraContinuo gostando do estilo como um todo da série, e as atuações continuam boa como padrão, tirando a do vilão do Adrien Brody que é de uma canastrice sem fim. Mas sei lá, é bizarro como só tem 6 episódios e mesmo assim parece enrolada. Toda a trama da guerra com os italianos é de uma repetição sem fim, e a única trama interessante, que é o jogo político com o estado e os comunistas é muito pouco da temporada. Os plot twists são legais, realmente interessantes e surpreendentes, mas no geral, achei arrastada. E sendo sincero, perdi esperança de gostar mais. Acho que a série só não faz meu tipo mesmo.
Gen V (2ª Temporada)
3.3 91 Assista AgoraA 4ª temp de The Boys já tinha sido bem abaixo da anteriores, e essa nova de Gen V conseguiu estragar tudo de vez. Em questão de produção continua eficiente, a as atuações continuam competentes no geral. Mas tudo que envolve roteiro é tenebroso, uma coleção de decisões ruins e desenvolvimentos mal feitos que chegam a impressionar. Só se salvam alguns momentos de humor aqui e ali e só, de resto, péssimo.
Paranoia Agent
4.4 56 Assista AgoraPra mim, o anime brilha mais nos episódios mais isolados, onde o Satoshi Kon tem mais liberdade para explorar os temas de morte, ansiedade, opressão, escapismo, e diversas outras coisas comuns a sociedade japonesa, se forma bem onírica e abstrata. É onde ele consegue melhor representar essas fugas mentais como forma de evitar as dores da realidade. Mas acho que se perde um pouco quando tenta conciliar isso no final da série. Apesar de gostar muito da primeira metade, onde o mistério apresentado é bem instigante, acho toda a resolução pro fim bem insatisfatória, ainda que eu goste do final, que passa uma ideia de ciclicidade que conversa bem com os temas. No geral, ainda que não ache o melhor trabalho do diretor, é uma ótima obra, e onde ele pode explorar de forma criativa diversas ideias recorrentes do seu catálogo.
Freaks and Geeks (1ª Temporada)
4.6 552É uma série sem grandes pretensões, mas o que ela faz, ela entrega muito bem, principalmente no retrato da época e o sentimento geral da sociedade americana daquela época. Além disso, gosto de como cada episódio tem sua trama própria, mas os eventos tem continuidade, e a gente sente os personagens evoluindo e crescendo conforme os episódios avançam. É um clássico muito merecido, e uma pena ter sido finalizada da forma que foi.
O Estúdio (1ª Temporada)
4.2 104 Assista AgoraAquele tipo de temporada que não tem nenhum episódio ruim, todos são excelentes e brincam não só com algum aspecto da indústria, como é o objetivo da série, mas também com a forma do fazer cinematográfico, como no episódio do plano sequência ou do filme noir. Sempre trás algo novo e te deixa curioso pra saber o que vão fazer em temporadas futuras. Além disso, é uma série genuinamente engraçada, que não precisa se render a momentos dramáticos pra funcionar. Isso em parte do texto, que é espetacular, como também dos atores, que são fenomenais, tantos do elenco recorrente, quanto das participações especiais, que são absurdas. O episódio do Globo de Ouro me deixou abismado com algumas das pessoas que aparecem ali. Enfim, primeira temporada magistral, mereceu todos os Emmys que ganhou, e que eu me lembre, a melhor estreia de série acho que desde Succession.
O Lendário Martin Scorsese
4.4 10 Assista AgoraO único ponto negativo para mim é que é curto, algumas passagens de alguns filmes são meio corridas e breves. De resto, é um deleite para quem é fã do diretor como eu. Incrível percorrer essa jornada pela filmografia do diretor e ver como cinema é a vida dele, e como ele se entrega de alma pros filmes. E é surpreendente ver o lado "sombrio" e como isso reflete nos filmes e nos personagens. E vendo a vida dele, faz você repensar toda a sua obra. No fim, acho que finalmente entendi o Bong Jon Ho, quando ao vencer o Oscar, disse que a frase que mais o marcou foi uma do Scorsese que dizia: "Quanto mais pessoal, mais criativo". Faz todo sentido agora.
Ninguém Quer (1ª Temporada)
4.0 112 Assista AgoraNão revoluciona em nada, mas faz bem tanto a parte do romance e da comédia, além de que faz um desenvolvimento até que interessante de alguns personagens que poderiam ficar presos em um simples estereótipo. Não vai mudar sua vida, mas é boa de se assistir.
O Urso (4ª Temporada)
3.9 67 Assista AgoraBoa temporada no geral, apesar de ser a que menos gostei de toda a série. Consegue cativar por conta dos personagens serem muito bons, mas acho que o texto funciona muito melhor quando foca no humor do que no drama. Além disso, está preso numas dinâmicas que já está começando a cansar. Sinto que a série está chegando nos seus finalmentes, não acho que tem como enrolar muito mais além disso, e espero que se encerre na próxima.
Peaky Blinders: Sangue, Apostas e Navalhas (3ª Temporada)
4.4 242 Assista AgoraComeça muito bem, o primeiro episódio do casamento é um dos melhores da série até agora. Mas a partir do segundo, que só se salva por conta do plot twist, sinto que a série perde a força consideravelmente. Entre nessa trama com os russos que é uma enrolação sem fim, ficam ruminando em cima do roubo do trem por quatro episódios de forma incessante, o que me deixou com a sensação de que nada andava. Sorte que o final salva um pouco, mas no geral achei a temporada mais fraca até agora, mesmo que os aspectos técnicos e atuações se mantenham boas no geral.
Round 6 (3ª Temporada)
3.2 316 Assista AgoraNão dá pra dizer que é uma temporada em si, é claramente uma continuação da segunda, só pegaram e dividiram em dois, o que deixa a estrutura um pouco confusa. Não foge muito do repeteco de jogos das anteriores, mas acho que a direção brilha justamente nessas horas, consegue criar tensão e suspense muito bem. O elenco continua muito bem, e as mortes são bem impactantes. E tirando o núcleo do barco, que pra mim é o mais sem propósito e função na narrativa, gosto de como as coisas se encerram como um todo. O arco do protagonista fecha muito bem, com a esperança no futuro melhor impactando o líder dos jogos, ainda que o sistema como um todo não tenha sido impactado, visto que continua funcionando no mundo inteiro. Acho que tudo conversa bem com os temas abordados desde a primeira temporada. No geral uma série bem consistente do início ao fim.
Peaky Blinders: Sangue, Apostas e Navalhas (2ª Temporada)
4.4 271 Assista AgoraNo geral é uma boa temporada. Continua com aquele estilo que as vezes é exagerado, mas é o que dá identidade à série, e acho que o fato de estar mais familiarizado com os personagens e com a dinâmica entre eles acaba tornando a experiência mais fluída e envolvente. O desenvolvimento dos personagens continuam bons como um todo, principalmente o da Polly e do Arthur, mas o do Thomas me decepcionou um pouco, acho que essa impessoalidade dele acaba afetando um pouco a evolução do personagem. Mas gosto como no final isso é subvertido, me deixou instigado pro ver como vão continuar. Gostei levemente mais do que a primeira, principalmente por essa conexão que vamos criando com os personagens, mas ainda está faltando aquele momento realmente impactante, que me faça ficar fisgado completamente.
Peaky Blinders: Sangue, Apostas e Navalhas (1ª Temporada)
4.4 481 Assista AgoraAchei legal essa primeira temporada. É curta, o que é bom já que não dá espaço pra barriga, a trama tá sempre avançando. Os personagens são interessantes, gosto do arquétipo que cada um ocupa dentro da história, e as atuações são boas também como um todo.
A trama é relativamente simples até, o que chama atenção mais mesmo é o estilo da série, que apesar de esteticamente bonita e marcante, as vezes acaba ficando meio repetitiva essa pose toda que ela tem.
No geral é boa, mas ainda não me fisgou completamente, falta algo pra eu me apegar de fato, me deu a sensação de ser mais introdutória apesar de ter um arco completo. To curioso pra continuar e ver pra onde vai.
Ruptura (2ª Temporada)
4.1 346 Assista AgoraGostei dessa segunda temporada de Ruptura. Confesso que achei que deu uma arrastada ali pro meio da temporada, mas volta a engrenar no episódio do flashback da mulher do Mark, e o final entrega um resultado muito gratificante.
Gosto muito de como desenvolve os personagens, tanto os internos quanto os externos, e o conflito de ambos com a existência um do outro. É uma série que aborda diversos temas, mas gosto muito de como explora a ideia de que somos moldados pelo nosso meio.
E acho muito poderoso o desfecho do Mark S., ele escolher ficar com a Helly ao invés da esposa faz todo sentido, já que aquela é a vida dele. Um final incrível, mais impactante até que o dá anterior.
Tem muita coisa que precisa ser resolvida ainda, mas dá pra sentir que os criadores sabem pra onde estão indo. Tu vê que eles vão resolvendo algumas coisas e abrindo outras, passa a sensação de planejamento real. Ainda não acho a série essa obra-prima toda que tentam vender, mas continuo gostando muito e com certeza está entre as melhores séries em andamento hoje em dia.
Adolescência
4.0 611 Assista AgoraMe surpreendeu logo no primeiro episódio, não só pela revelação em si, que é chocante, mas mais por deixar claro que a série não vai tratar sobre o caso em si, e sim sobre os impactos psicológicos daquele acontecimento nas pessoas envolvidas.
As atuações são muito boas, principalmente a do menino, é bizarro pensar que é mesmo o primeiro trabalho dele. Sobre o plano sequencia, não vejo tanta função pra narrativa, mas é muito bem feita de qualquer forma. E gosto particularmente de como o roteiro se adapta ao formato, e de como vai revelando informações de forma natural, sem ser expositiva demais.
É uma discussão complexa, e acho bom que a série não tem esconder que tem uma visão bem clara do lado que está querendo defender. Boa série, e apesar de os níveis dos episódios irem caindo, ainda assim funciona bem no geral.
Invencível (2ª Temporada)
3.8 125 Assista AgoraClaramente uma temporada de transição, achei os primeiros episódios bem enrolados, mas a partir da metade melhora no ritmo. No geral desenvolve bem os personagens, mas faltou momentos impactantes que nem tinha na primeira.
Black Mirror (7ª Temporada)
3.8 333 Assista AgoraEm vez de comentar sobre a temporada como um todo, prefiro comentar sobre cada episódio isoladamente. Mas devo dizer que gostei bastante dessa temporada, me deu o sentimento de estar vendo o clássico Black Mirror que eu não sentia pelo menos desde a quarta temporada. Não tem um episódio ruim, até os episódios que não gostei tanto trouxeram algo que me instigaram, seja na história ou nos temas tratados.
01 - Common People - 5/5
Parece que vai virar tradição pro Charlie Brooker criticar a Netflix, o streaming que produz sua série, no primeiro episódio das temporadas de Black Mirror. Gosto muito da critica que faz a essa superexploração que os serviços de assinatura estão aplicando, misturando com uma sátira ao sistema de saúde americano, ao mesmo tempo que faz um comentário sobre a venda do próprio corpo para doentes na internet. E faz tudo isso numa história de romance muito cativante, com ótimas atuações, e que é pesada sem nunca deixar de ser tocante.
02 - Bête Noire - 4/5
Acho toda a construção do episódio muito bem conduzida, de como vai construindo essa paranoia da protagonista também em nós espectadores, e acho o conceito do twist do final muito divertido, utilizando todo esse momento de multiverso que estamos passando na cultura pop, pra fazer um comentário sobre a mesquinhez humana e como não há poder no universo que cure nossos traumas e doenças mentais. Só achei o final um pouco tosco, não acho que condiz com a temática desenvolvida.
03 - Hotel Reverie - 3/5
Acho que a temática de consciência das IAs já está um pouco batida, não só na série como em toda a cultura. Para ser feita, a história precisa ser MUITO boa pra compensar. O que não achei o caso aqui. É mais longo que o necessário, gosto até da premissa, conversa bem com as discussões e uso de IA no cinema que gerou a greve dos últimos anos, mas todo o desenvolvimento da história e de como o tema é tratado é muito mais do mesmo. Ainda assim não é ruim, só não é nada de mais.
04 - Plaything - 4/5
É uma fusão do vídeo do canal Alt Shift X sobre o jogo Cookie Clicker com o Projeto de Instrumentalização Humana do anime Evangelion. E a forma como o Charlie Brooker mistura essas duas paradas completamente diferentes nessa história é muito legal. O tema em si é meio batido já na série, mas a forma como despertou essas duas referencias na minha mente me divertiu muito. E o final é muito satisfatório também.
05 - Eulogy - 3/5
Gosto das discussões tratadas aqui nesse episódio, sobre o uso da tecnologia para tratar traumas passados, memórias e etc. Nesse sentido sendo um dos mais otimistas dessa temporada. A atuação do Paul Giamatti é absurda, a melhor da temporada de longe. Mas a narrativa achei meio arrastada hora ou outra, e a história é levemente previsível em seus twists. Ainda assim gosto de como as coisas se resolvem no final. Não é ruim, mas não foi um dos que mais me engajou.
06 - USS Callister: Into Infinity - 3/5
Gosto muito do episódio anterior, mas esse aqui não conseguiu manter o mesmo nível. Não é tão instigante tematicamente como o anterior, e no geral é um leve repeteco, mesmo que crie uma história instigante e que desenvolva bem os personagens. Mas tem uns erros no roteiro que chega a ser tosco, como mostrar o dono da empresa jogando o jogo no passado sendo que 5 minutos atrás ele tinha falado que nunca tinha jogado, ou então os personagens fazendo uma ligação telefônica no final sendo que eles não estão mais conectados na internet. Enfim, episódio legal até, pelo menos tem a Cristin Milioti.
Seinfeld (9ª Temporada)
4.5 136 Assista AgoraPra mim, essa temporada mantém o nível que a série vem entregando desde a quinta. Tem alguns episódios que não funcionam tão bem, mas no geral, continua sendo muito engraçada. E o final eu achei simplesmente magistral. Além de ser um grande meta comentário sobre os finais de séries, consegue prestar uma homenagem a história da série, trazendo participações e relembrando momentos, ao mesmo que tempo faz uma declaração sobre a série e seus personagens, que são falhos, moralmente questionáveis, mas é justamente isso que os torna tão humanos e fáceis de se relacionar.
Comecei a ver Seinfeld em 2017 e só terminei agora, em 2025 - oito anos depois, quase o mesmo tempo que a série durou originalmente. E hoje entendo porque consideram ela o exemplo definitivo do que o uma sitcom deveria ser. Captura como ninguém a essência do cotidiano e transforma isso em roteiros extremamente engraçados e perspicazes. São personagens e momentos que ficam com você porque sempre acabam refletindo coisas da sua própria vida.
Round 6 (2ª Temporada)
3.5 417 Assista AgoraApesar de seguir uma estrutura parecida com a da primeira, subverteu alguns pontos pra tornar a experiência instigante. O criador é muito bom no suspense e em criar tensão, seja nos jogos ou nas votações. O final eu achei a pior parte, tanto pelo último episódio que é uma ação muito mal dirigida, quando pela incompletude da temporada, que só esquece de algumas tramas. Os personagens continuam sendo um misto de bons e outro insuportáveis, mas no geral o elenco manda muito bem. Eu lembro que gostei da primeira, mas não me pegou de cara, fui gostando mais com o tempo. Por isso, fiquei surpreso de ter ficado tão investido nessa como eu fiquei, e estou genuinamente curioso pra saber como vai ser o desfecho da série.