Finalmente vi essa obra do Bergman e achei uma coisa linda, fora que tem muitos momentos que é até engraçado e acalentador. Gosto da maneira como ele mostra uma pessoa que para os dias atuais pode ser um médium, e também gosto da relação entre a morte de forma ritualística e poética que para mim é um reflexo do que a doença pode chegar a fazer. Filme lindo.
Na primeira vez que assisti eu lembro não ter gostado muito da narrativa, mas então tive a curiosidade de ver novamente devido a um corte de um frame da Esti olhando a Ronit enquanto fuma um cigarro e naquele momento eu tive o interesse em rever. Realmente esse tema me pegou muito por ter algo religioso envolta de boa parte da trama. O fato do irmão não poder tocar ou abraçar a própria irmã porque isso é a algo que culturalmente não fazem, todo aquele sentimento reprimido de angústia e dor, de escolhas que foram feitas e culpas "não ditas" por conta da religião. Não posso me adiantar porque senão seria muito spoiller, mas essas características me pegaram muito, principalmente aquele longo final...
Absorver esse filme é ter cuidado com os detalhes. Estudar ele foi bem bom haha.
Passei alguns dias pensando sobre uma análise para esse filme mas eu simplesmente só acho sublime e com uma devida construção rica em detalhes de um povo com uma essência surpreendente. Todo simbolismo que o Ryan Cooler quiser trazer em seus filmes serão bem captados. Um verdadeiro gênio. Espero muito continuar sempre acompanhando o trabalho dele porque sei que pode surgir coisas incríveis que nem os próprios estadunidenses brancos não conseguem mais.
Gosto como a Petra e a Jordana conseguem fazer e montar uma obra tão rica em detalhes como foi esse documentário. De um ponto de vista esperto de como a direita brasileira trabalha e de como tudo fez sentido quando vemos eles agirem com tanta espertez para sim manipular toda uma classe e transformar ela no que é hoje... A cada rua que ando na minha cidade (Petrolina) há uma igreja evangélica. Em contexto de apanhado histórico me entendi fiel a esse povo das estatísticas que perdeu um parente no período da pandemia porque o pastor da sua igreja (evangélica) disse que era só uma gripezinha, que não há tanto apavoro assim porque Deus ia cuidar de tudo.
Entre idas e vindas dessa jornada o maior protagonista disso tudo é o nosso Silas Malafaia, não é atoa que ele dono e proprietário de várias igrejas e emissoras de televisão. E o que me fez refletir sobre o fim do documentário é: Aonde vamos chegar com tanto preconceito vindo dessas pessoas e do que teremos que suportar.
Espero que em algum momento a Petra faça um documentário tão bom quanto, falando um pouco sobre o nosso maioral "Agronegócio" e que tenha uma visibilidade gigantesca pro tanto de lixo que vem dali.
De início me veio aquele pensamento controverso de que Celine Song por ser uma mulher asiática teria aquele ponto de vista parecido com as premissas que ocorrem nos contextos audiovisuais sobre romance, onde a premissa se passa com uma mulher pobre e que tem que ser salva por um homem rico que ela ama e se apaixona, mas ela ama de verdade o pobretão que não tem muito a oferecer e etc e tal... Mas devo confessar que adoro o jeito como a Celine leva um bom diálogo a ser um ponto de vista válido, ao invés de invalidar tudo... Me demorei a conectar o sentimento romântico no filme, tudo parecia muito admirável e apenas encantador. Mas a chave de tudo foi realmente o Chris Evans, pra mim aqui ele foi a essência do filme. Por um momento até pensei que se o filme girasse apenas em torno dele, seria bem mais interessante. Achei que o Pedro Pascal fez uma boa ponta nesse filme, claro que com o carisma dele de milhões. Já a Dakota eu demorei a me conectar mais com a personagem dela. Preciso assistir uma outra vez para entender melhor o que achei sobre ela.
A cena da Lucy com o John dançando no casamento de um casal desconhecido, sim, foi uma bela cena que me cativou e me deixou com um sentimento muito apaixonante do filme. Me proporcionou dançar com a minha esposa no momento que aconteceu.
Gostei da premissa de início, mas devo confessar que o roteiro foi bem minusioso nas palavras e nos critérios para trazer uma tensão maior pra narrativa. Geralmente quando assisto filmes que são mais silenciosos a tendência é a direção sempre mostrar ao público o que ele quer fazer e eu senti um forte sentimento de que o Davi Pretto queria isso, mas devo confessar também que tudo ficou um mistério sem muitas aberturas pra uma conclusão.
Entendi que a Amanda se tornara algo que o pai dela foi e consequentemente dava a sua vila, mas não entendi se ela se tornou algo apenas gore ou vampiresca em si. Uma presa me faria entender mais a narrativa com um aspecto sim mais violento que foi o que ele quis mostrar no final.
No geral achei um ótimo filme com um tom de suspense bem levinho.
Nossa, eu assisti esse filme com uma força tremenda porque eu achava que realmente algo surpreendente ia acontecer, mas só o fato de terem retratado a história em si já era o "surpreendente". Nada contra o trabalho do Hayness mas você juntar Natalie Portman e Julianne Moore e entregar esse filme mediano é realmente decepcionante. Ou talvez eu tenha esperado demais...
Fiquei devastada com a profundidade desse filme, o cotidiano nos trás referências o tempo todo de que podemos ser tristes e felizes em seguida, só depende de nós e do ponto de vista que isso o carrega durante a jornada. Ting Ting pra mim foi a personagem que mais cuidou mesmo um pouco distante de todo mundo e que no fim pôde ser cuidada, claro que nunca é do jeito que queremos, mas internamente isso será, pelo menos para mim.
Eu não sabia que os asiáticos também tinham esse sentimento interno de sonhar com alguém tão importante que já morreu como uma despedida, as vezes em seguida quando acontece, as vezes com algumas semanas depois. Aquela cena me marcou muito, me fez chorar litros pela pobre da ting ting
Como cada núcleo de personagens fosse tratado com muito cuidado e com muita poética. Uma bela obra de arte do Edward Yang, espero poder ver outras obras e ter se não o mesmo sentimento, que então seja algo puro como esse foi pra mim.
Que filme alegre e divertido, me surpreendi com a narrativa e com os desfechos, muito bem feito e bem construído. E que roteiro gostoso, altas tirações excelentes. Amo um comédia adolescente de bom gosto.
Uma obra realmente preciosa. Adoro assistir filmes sem pretensões nenhuma, minha companheira só me indicou e disse para vermos juntas e foi como um sopro no coração. Tudo dessa animação me cativou, desde os seus traços sutis, as suas paletas de cores que trouxeram tanta paz no desenrolar da história. Um jornalista que fica fascinado com a história de um homem que tentou tantas vezes subir no monte everest e que finalmente consegue o que tanto almeja. Vi muita essência nessa filme, percebi desde o começo que o Habu levava isso muito a sério, como se sua própria vida dependesse disso e dito e feito. Ninguém que consegue escalar se contentaria em não explorar a natureza da sua melhor maneira. Me emocionei muito com o desempenho do Fukamachi e pensei a todo momento que mesmo o Habu seguindo seu caminho sozinho ou não, ele nunca deixaria um companheiro para trás. Esse foi um exemplo vivo de esperança e determinação consigo mesmo. Me cativou a milhões.
Muita nudez, muito tesão e outros reprimidos também. Mas senti uma certa enrolação em algumas cenas, porém a estética é sublime. Mulheres cheias de tesão para reencarnar uma desconhecida que mora na montanha. Me pareceu mais um filme de bruxas do que de vampiras. Porém o final foi chique e poético. Pra quem gosta do gênero como eu e estava a procura de filmes sáficos com temática de vampiros e terror, me surpreendi bastante com essa proposta.
Reservei o meu natal para prestar total atenção em ANORA e não me surpreendi tanto com o desenvolvimento da sua trajetória.
Vemos Any nos primeiros minutos do filme já deixa bem claro a profissão da mesma e ainda no primeiro ato me deu um desespero em entender que encaixe era esse que ela teve com o Vânia só por eles falarem russo, pelo qual não mostrou afeto nenhum por ela, apenas breves curiosidades.
O segundo ato então me surpreendeu mais, um caos totalmente generalizado de uma cena bem construída em interrupções e falatorias desesperadas. Mas devo confessar que o terceiro ato foi o que mais me deixou pra baixo e sem conexão alguma com a Anora. A gente acha por um momento que ela vai sair por cima, mas na verdade como na realidade o lado mais pobre sempre acaba perdendo. Mas me pergunto a todo o momento o que ela esperava de uma situação pelo qual não houve conexão nenhuma.
O filme entrega a mim um ponto de vista muito chato de uma narrativa pelo qual você acaba de conhecer uma pessoa e em uma noite de bebedeiras decide casar com um cara sendo que ele nem faz ela sentir prazer "sexual" no caso. Vemos ela a todo momento não tendo nada e achando que "tem tudo". Já dai dava para perceber que não ia pra frente.
Me senti o filme todo como um gozo interrompido igual os que aquele Vânia proporcionava a ela em todas aquelas cenas de sexo. Acho até que é por isso que o filme estava na corrida dos festivais e para o Oscar, os homens de Hollywood adoram mostrar mulheres com os peitos de fora o tempo todo.
A única parte do filme devo confessar além da atuação da Mikey Madison foi o fato do Igor vê-la o tempo todo, isso sim me cativou ao ponto de ver o filme até o final. E que final mais meeehh...
Adoro histórias onde você coloca muita expectativa nos protagonistas e consequentemente eles te surpreendem muito mais. Devo confessar que adorei muito a estreia da Zoe como diretora, vejo um trabalho muito formidável em atuações bem feitas, momentos muito sutis que contribuiram muito pra trama e um desenvolvimento maravilhoso. Pensei várias vezes que elas iriam cair por terra, mas aquele final foi tudo de mais lindo que já vi recentemente.
Claro que as referencias dela são bem obvias, principalmente a outros diretores negros. Entretanto o seu trabalho não decepcionou, pelo menos na minha opinião. Espero que possamos ver ela dominar mais ainda o seu lado Diretora e com certeza mergulhar fundo no gênero de terror, pois valeu a pena cada segundo desse filme.
OBS: Trilha sonora impecável, nada me tira da cabeça as trilhas que ela colocou, genial!
Re-assistido depois de muito tempo e um período de estudo nesse processo percebo o quanto que essa adaptação é pobre em várias camadas. Mas depois que descobri que a própria autora que fez o roteiro, ai pra mim fez todo sentido. Tom Cruise soube muito bem ter a essencia do Lestat, o que devo dizer que o Brad Pitt nesse só saiu como um rosto bonito que simplesmente não faz nada. Nem a melancolia que ele quis retratar saiu tão bem assim como eu esperava, pareceu que ele tava sentindo dor o tempo todo. Fora que retratar 2 homens vampiros que tem uma filha e não mostrar nenhum beijo é a coisa mais miserável que tem. Kirsten Dustin e o Tom Cruise foram geniais pra essa obra, o restante poderia nem ter existido.
Eu não pude imaginar que meus dois personagens favoritos tanto no cinema como na fotografia iriam poder estar/gravar/documentar algo tão incrível sobre a vida de um fotografo. Que mágico poder ver essa obra de arte que o Wim Wenders tenta com tanto amor e carinho representar, e a potência que as fotos do Sebastião são colocadas tão perfeitamente que isso sim é um recorte da história, da arte e da vida.
Que lindo poder ver isso, queria poder prestigiar em uma tela maior e em um som adequado, mas mesmo na telinha da minha TV eu pude sentir o que o Wenders quis nos mostrar.
Amo como o romance é criado entre as duas, de uma conexão tão simples e bonita. Toda a construção da obra é muito bonita e bem contada, e o final é o tipo de final entre aberto que eu gosto. Entre filmes com temática LGBTIQA+ o que mais me chama atenção é como seus diretores finalizam as coisas, e nesse eu gostei em idealizar que elas irão sim continuar juntas.
Achei que ia gostar mais da narrativa... No começo achei um pouco dificil de acompanhar a conexão das duas, mas no decorrer do filme ele me mostra mais da intimidade das duas. Do meio pro final achei que ia ter um desenrolar mais potente, mas ficou um mesmo do mesmo. Entendo que cada diretor faz o que quiser com seu filme e sua obra, mas o vazio (negativo) que senti no fim, não me deixou tão conectada com a obra em si. É um lindo filme visual, mas o roteiro me faltou mais complexidade.
Achei uma adaptação tão pobrinha... O filme só se sustenta pelo Bill Skarsgård, porque até o ritmo dele é afetado pela direção. Achei de uma forma penosa, terem feito uma realidade atual tão sem graça. Outro personagem importante na obra foi o celular.
Uma obra prima. Posso chamar esse filme assim. A direção do Diego Del Rio é tão certeira e interessante que nos deixa a par de uma situação que nunca iríamos se quer nos colocar no lugar. Vi algumas pessoas comentando que acharam esse filme parecido com "Som do Silêncio" mas aqui eu acredito que ele consegue ser mais acertivo do que esse que comparam.
Não só trás um ponto de vista rico em momentos de aflição mas também como é a realidade de uma pessoa dita como "normal" para deixar de ser normal. A cena de diálogo entre ela e seu amigo no meio da rua me fez refletir o quanto a atuação é importante, porque mesmo sem dizer nada em palavras, os gestos demonstram exatamente a aflição que vemos e sentimos da Miriam.
Poderia passar horas falando sobre como esse filme me tocou e me marcou, mas prefiro revê-lo algumas outras vezes para então supera-lo. (Ou quem sabe eu nunca o supere)
O Sétimo Selo
4.4 1,0K Assista AgoraFinalmente vi essa obra do Bergman e achei uma coisa linda, fora que tem muitos momentos que é até engraçado e acalentador. Gosto da maneira como ele mostra uma pessoa que para os dias atuais pode ser um médium, e também gosto da relação entre a morte de forma ritualística e poética que para mim é um reflexo do que a doença pode chegar a fazer. Filme lindo.
Anaconda
2.5 241Aquele típico filme pra se divertir onde tem algumas reviravoltas bem engraçadas que você se pega rindo
Desobediência
3.7 728 Assista AgoraNa primeira vez que assisti eu lembro não ter gostado muito da narrativa, mas então tive a curiosidade de ver novamente devido a um corte de um frame da Esti olhando a Ronit enquanto fuma um cigarro e naquele momento eu tive o interesse em rever. Realmente esse tema me pegou muito por ter algo religioso envolta de boa parte da trama. O fato do irmão não poder tocar ou abraçar a própria irmã porque isso é a algo que culturalmente não fazem, todo aquele sentimento reprimido de angústia e dor, de escolhas que foram feitas e culpas "não ditas" por conta da religião. Não posso me adiantar porque senão seria muito spoiller, mas essas características me pegaram muito, principalmente aquele longo final...
Absorver esse filme é ter cuidado com os detalhes. Estudar ele foi bem bom haha.
Pecadores
4.0 1,2K Assista AgoraPassei alguns dias pensando sobre uma análise para esse filme mas eu simplesmente só acho sublime e com uma devida construção rica em detalhes de um povo com uma essência surpreendente. Todo simbolismo que o Ryan Cooler quiser trazer em seus filmes serão bem captados. Um verdadeiro gênio. Espero muito continuar sempre acompanhando o trabalho dele porque sei que pode surgir coisas incríveis que nem os próprios estadunidenses brancos não conseguem mais.
Até então filme do ano pros EUA.
Apocalipse nos Trópicos
3.8 188Gosto como a Petra e a Jordana conseguem fazer e montar uma obra tão rica em detalhes como foi esse documentário. De um ponto de vista esperto de como a direita brasileira trabalha e de como tudo fez sentido quando vemos eles agirem com tanta espertez para sim manipular toda uma classe e transformar ela no que é hoje... A cada rua que ando na minha cidade (Petrolina) há uma igreja evangélica. Em contexto de apanhado histórico me entendi fiel a esse povo das estatísticas que perdeu um parente no período da pandemia porque o pastor da sua igreja (evangélica) disse que era só uma gripezinha, que não há tanto apavoro assim porque Deus ia cuidar de tudo.
Entre idas e vindas dessa jornada o maior protagonista disso tudo é o nosso Silas Malafaia, não é atoa que ele dono e proprietário de várias igrejas e emissoras de televisão. E o que me fez refletir sobre o fim do documentário é: Aonde vamos chegar com tanto preconceito vindo dessas pessoas e do que teremos que suportar.
Espero que em algum momento a Petra faça um documentário tão bom quanto, falando um pouco sobre o nosso maioral "Agronegócio" e que tenha uma visibilidade gigantesca pro tanto de lixo que vem dali.
Amores Materialistas
3.1 388 Assista AgoraDe início me veio aquele pensamento controverso de que Celine Song por ser uma mulher asiática teria aquele ponto de vista parecido com as premissas que ocorrem nos contextos audiovisuais sobre romance, onde a premissa se passa com uma mulher pobre e que tem que ser salva por um homem rico que ela ama e se apaixona, mas ela ama de verdade o pobretão que não tem muito a oferecer e etc e tal... Mas devo confessar que adoro o jeito como a Celine leva um bom diálogo a ser um ponto de vista válido, ao invés de invalidar tudo...
Me demorei a conectar o sentimento romântico no filme, tudo parecia muito admirável e apenas encantador. Mas a chave de tudo foi realmente o Chris Evans, pra mim aqui ele foi a essência do filme. Por um momento até pensei que se o filme girasse apenas em torno dele, seria bem mais interessante.
Achei que o Pedro Pascal fez uma boa ponta nesse filme, claro que com o carisma dele de milhões. Já a Dakota eu demorei a me conectar mais com a personagem dela. Preciso assistir uma outra vez para entender melhor o que achei sobre ela.
A cena da Lucy com o John dançando no casamento de um casal desconhecido, sim, foi uma bela cena que me cativou e me deixou com um sentimento muito apaixonante do filme. Me proporcionou dançar com a minha esposa no momento que aconteceu.
No mais, um belo filme da Celine Song!
A cena final dos créditos também muito bonita com uma excelente referência a um dos meus filmes preferidos que é Yi Yi <3
Continente
2.6 18Gostei da premissa de início, mas devo confessar que o roteiro foi bem minusioso nas palavras e nos critérios para trazer uma tensão maior pra narrativa. Geralmente quando assisto filmes que são mais silenciosos a tendência é a direção sempre mostrar ao público o que ele quer fazer e eu senti um forte sentimento de que o Davi Pretto queria isso, mas devo confessar também que tudo ficou um mistério sem muitas aberturas pra uma conclusão.
Entendi que a Amanda se tornara algo que o pai dela foi e consequentemente dava a sua vila, mas não entendi se ela se tornou algo apenas gore ou vampiresca em si. Uma presa me faria entender mais a narrativa com um aspecto sim mais violento que foi o que ele quis mostrar no final.
No geral achei um ótimo filme com um tom de suspense bem levinho.
Invocação do Mal 4: O Último Ritual
3.0 466Só por essa capa já da vontade de assistir mil vezes
Segredos de um Escândalo
3.4 396 Assista AgoraNossa, eu assisti esse filme com uma força tremenda porque eu achava que realmente algo surpreendente ia acontecer, mas só o fato de terem retratado a história em si já era o "surpreendente". Nada contra o trabalho do Hayness mas você juntar Natalie Portman e Julianne Moore e entregar esse filme mediano é realmente decepcionante. Ou talvez eu tenha esperado demais...
As Coisas Simples da Vida
4.2 128Fiquei devastada com a profundidade desse filme, o cotidiano nos trás referências o tempo todo de que podemos ser tristes e felizes em seguida, só depende de nós e do ponto de vista que isso o carrega durante a jornada. Ting Ting pra mim foi a personagem que mais cuidou mesmo um pouco distante de todo mundo e que no fim pôde ser cuidada, claro que nunca é do jeito que queremos, mas internamente isso será, pelo menos para mim.
Eu não sabia que os asiáticos também tinham esse sentimento interno de sonhar com alguém tão importante que já morreu como uma despedida, as vezes em seguida quando acontece, as vezes com algumas semanas depois. Aquela cena me marcou muito, me fez chorar litros pela pobre da ting ting
Como cada núcleo de personagens fosse tratado com muito cuidado e com muita poética. Uma bela obra de arte do Edward Yang, espero poder ver outras obras e ter se não o mesmo sentimento, que então seja algo puro como esse foi pra mim.
Fora de Série
3.9 518 Assista AgoraQue filme alegre e divertido, me surpreendi com a narrativa e com os desfechos, muito bem feito e bem construído. E que roteiro gostoso, altas tirações excelentes. Amo um comédia adolescente de bom gosto.
Viagem ao Topo da Terra
4.0 28Uma obra realmente preciosa. Adoro assistir filmes sem pretensões nenhuma, minha companheira só me indicou e disse para vermos juntas e foi como um sopro no coração. Tudo dessa animação me cativou, desde os seus traços sutis, as suas paletas de cores que trouxeram tanta paz no desenrolar da história.
Um jornalista que fica fascinado com a história de um homem que tentou tantas vezes subir no monte everest e que finalmente consegue o que tanto almeja. Vi muita essência nessa filme, percebi desde o começo que o Habu levava isso muito a sério, como se sua própria vida dependesse disso e dito e feito. Ninguém que consegue escalar se contentaria em não explorar a natureza da sua melhor maneira.
Me emocionei muito com o desempenho do Fukamachi e pensei a todo momento que mesmo o Habu seguindo seu caminho sozinho ou não, ele nunca deixaria um companheiro para trás. Esse foi um exemplo vivo de esperança e determinação consigo mesmo. Me cativou a milhões.
The Devil’s Plaything
3.1 4Muita nudez, muito tesão e outros reprimidos também. Mas senti uma certa enrolação em algumas cenas, porém a estética é sublime. Mulheres cheias de tesão para reencarnar uma desconhecida que mora na montanha. Me pareceu mais um filme de bruxas do que de vampiras. Porém o final foi chique e poético. Pra quem gosta do gênero como eu e estava a procura de filmes sáficos com temática de vampiros e terror, me surpreendi bastante com essa proposta.
Anora
3.4 1,1K Assista AgoraReservei o meu natal para prestar total atenção em ANORA e não me surpreendi tanto com o desenvolvimento da sua trajetória.
Vemos Any nos primeiros minutos do filme já deixa bem claro a profissão da mesma e ainda no primeiro ato me deu um desespero em entender que encaixe era esse que ela teve com o Vânia só por eles falarem russo, pelo qual não mostrou afeto nenhum por ela, apenas breves curiosidades.
O segundo ato então me surpreendeu mais, um caos totalmente generalizado de uma cena bem construída em interrupções e falatorias desesperadas. Mas devo confessar que o terceiro ato foi o que mais me deixou pra baixo e sem conexão alguma com a Anora. A gente acha por um momento que ela vai sair por cima, mas na verdade como na realidade o lado mais pobre sempre acaba perdendo. Mas me pergunto a todo o momento o que ela esperava de uma situação pelo qual não houve conexão nenhuma.
O filme entrega a mim um ponto de vista muito chato de uma narrativa pelo qual você acaba de conhecer uma pessoa e em uma noite de bebedeiras decide casar com um cara sendo que ele nem faz ela sentir prazer "sexual" no caso. Vemos ela a todo momento não tendo nada e achando que "tem tudo". Já dai dava para perceber que não ia pra frente.
Me senti o filme todo como um gozo interrompido igual os que aquele Vânia proporcionava a ela em todas aquelas cenas de sexo.
Acho até que é por isso que o filme estava na corrida dos festivais e para o Oscar, os homens de Hollywood adoram mostrar mulheres com os peitos de fora o tempo todo.
A única parte do filme devo confessar além da atuação da Mikey Madison foi o fato do Igor vê-la o tempo todo, isso sim me cativou ao ponto de ver o filme até o final. E que final mais meeehh...
Pisque Duas Vezes
3.5 662 Assista AgoraAdoro histórias onde você coloca muita expectativa nos protagonistas e consequentemente eles te surpreendem muito mais. Devo confessar que adorei muito a estreia da Zoe como diretora, vejo um trabalho muito formidável em atuações bem feitas, momentos muito sutis que contribuiram muito pra trama e um desenvolvimento maravilhoso. Pensei várias vezes que elas iriam cair por terra, mas aquele final foi tudo de mais lindo que já vi recentemente.
Claro que as referencias dela são bem obvias, principalmente a outros diretores negros. Entretanto o seu trabalho não decepcionou, pelo menos na minha opinião. Espero que possamos ver ela dominar mais ainda o seu lado Diretora e com certeza mergulhar fundo no gênero de terror, pois valeu a pena cada segundo desse filme.
OBS: Trilha sonora impecável, nada me tira da cabeça as trilhas que ela colocou, genial!
Entrevista Com o Vampiro
4.1 2,2K Assista AgoraRe-assistido depois de muito tempo e um período de estudo nesse processo percebo o quanto que essa adaptação é pobre em várias camadas. Mas depois que descobri que a própria autora que fez o roteiro, ai pra mim fez todo sentido. Tom Cruise soube muito bem ter a essencia do Lestat, o que devo dizer que o Brad Pitt nesse só saiu como um rosto bonito que simplesmente não faz nada. Nem a melancolia que ele quis retratar saiu tão bem assim como eu esperava, pareceu que ele tava sentindo dor o tempo todo. Fora que retratar 2 homens vampiros que tem uma filha e não mostrar nenhum beijo é a coisa mais miserável que tem. Kirsten Dustin e o Tom Cruise foram geniais pra essa obra, o restante poderia nem ter existido.
O Sal da Terra
4.6 456 Assista AgoraEu não pude imaginar que meus dois personagens favoritos tanto no cinema como na fotografia iriam poder estar/gravar/documentar algo tão incrível sobre a vida de um fotografo. Que mágico poder ver essa obra de arte que o Wim Wenders tenta com tanto amor e carinho representar, e a potência que as fotos do Sebastião são colocadas tão perfeitamente que isso sim é um recorte da história, da arte e da vida.
Que lindo poder ver isso, queria poder prestigiar em uma tela maior e em um som adequado, mas mesmo na telinha da minha TV eu pude sentir o que o Wenders quis nos mostrar.
Rookie
3.6 3Amo como o romance é criado entre as duas, de uma conexão tão simples e bonita. Toda a construção da obra é muito bonita e bem contada, e o final é o tipo de final entre aberto que eu gosto. Entre filmes com temática LGBTIQA+ o que mais me chama atenção é como seus diretores finalizam as coisas, e nesse eu gostei em idealizar que elas irão sim continuar juntas.
The Summer
3.2 3Achei que ia gostar mais da narrativa... No começo achei um pouco dificil de acompanhar a conexão das duas, mas no decorrer do filme ele me mostra mais da intimidade das duas. Do meio pro final achei que ia ter um desenrolar mais potente, mas ficou um mesmo do mesmo. Entendo que cada diretor faz o que quiser com seu filme e sua obra, mas o vazio (negativo) que senti no fim, não me deixou tão conectada com a obra em si. É um lindo filme visual, mas o roteiro me faltou mais complexidade.
The Summer
3.2 3Aff como quero muito verrr
O Corvo
2.4 301Achei uma adaptação tão pobrinha... O filme só se sustenta pelo Bill Skarsgård, porque até o ritmo dele é afetado pela direção. Achei de uma forma penosa, terem feito uma realidade atual tão sem graça. Outro personagem importante na obra foi o celular.
Todo o Silêncio
3.5 11Uma obra prima. Posso chamar esse filme assim. A direção do Diego Del Rio é tão certeira e interessante que nos deixa a par de uma situação que nunca iríamos se quer nos colocar no lugar. Vi algumas pessoas comentando que acharam esse filme parecido com "Som do Silêncio" mas aqui eu acredito que ele consegue ser mais acertivo do que esse que comparam.
Não só trás um ponto de vista rico em momentos de aflição mas também como é a realidade de uma pessoa dita como "normal" para deixar de ser normal. A cena de diálogo entre ela e seu amigo no meio da rua me fez refletir o quanto a atuação é importante, porque mesmo sem dizer nada em palavras, os gestos demonstram exatamente a aflição que vemos e sentimos da Miriam.
Poderia passar horas falando sobre como esse filme me tocou e me marcou, mas prefiro revê-lo algumas outras vezes para então supera-lo. (Ou quem sabe eu nunca o supere)
Emilia Pérez
2.4 483 Assista AgoraEita como eu quero ver a Selena Gomez arrasarr
Dias Perfeitos
4.2 599 Assista AgoraMais uma obra prima do Wim Wenders onde ele sabe exatamente como a narrativa consegue ser comovente e singela.