Sou apaixonada por filmes sobre casamentos, e achei que O Drama seria o melhor do ano. Mas eu estava enganada! Embora os dois falem sobre crises no relacionamento, relembrar O Drama à luz de O Convite faz com que o filme de Kristoffer Borgli se torne extremamente raso — no sentido de ter pouco aprofundamento nas personagens e nos conflitos, deixando margem até demais para interpretarmos o filme do jeito que bem entendermos —, ao passo que a dramédia romântica de Olivia Wilde nos deixa com a sensação de que há muitas coisas para se entender e destrinchar com certa precisão do começo ao fim. A trilha sonora é interessantíssima, as atuações são ótimas, os conflitos, os diálogos e todos os pormenores daquelas relações ao longo do filme são intrigantes e interessantes. A questão das relações em grupo também é trazida de uma maneira que deixa claro que essa não é a solução de todos os problemas, e sim que é necessário ter um relacionamento muito bem resolvido para abrir espaço para novas pessoas. Amei ver problemas retratados também em relacionamentos saudáveis, porque mesmo o casal que parece ser perfeito tem suas desavenças — a diferença é que sabem lidar com elas —, e principalmente o final, que mesmo sendo tecnicamente similar ao de O Drama, traz um tom muito mais esperanço, então terminei o filme com uma sensação boa no peito. Ah, e aquele apartamento é maravilhoso. E amei o fato de cada personagem ter seus interesses, tipo decoração e música, e seus ressentimentos que vêm desde antes; traz muita profundidade para a história. Enfim, achei maravilhoso!
Uma delícia de filme!!! Já nasceu clássico de sessão da tarde (no melhor sentido do mundo). Aconchegante, divertido e emocionante, era tudo o que eu poderia esperar da adaptação do livro e muito mais ❤️
Nenhum filme para mim é mais importante do que La La Land, e revê-lo no cinema depois de quase dez anos foi uma experiência diferente do que eu esperava. Achei que eu fosse chorar ou qualquer coisa do tipo, mas, na verdade, não. Eu só vivi a experiência do começo ao fim com um sorriso no rosto e um aperto no coração, porque é um filme de sentimentos mistos. Reparei em detalhes que nunca tinha percebido, aproveitei cada frame naquela tela gigante, cada detalhe de como eu sabia que o filme tinha sido feito, cada som naquele volume fenomenal da sala de cinema. Acho que entendi melhor a história do que eu entendia antes e me lembrei de por que eu amo tanto tudo isso, tudo o que La La Land representa e apresenta: a história de amor de Mia e Sebastian um pelo outro, por Los Angeles, pela atuação e pelo jazz, pela arte de contar histórias, pela realização dos sonhos e o que deixamos para trás na hora de realizá-los.
E é triste relembrar que o Seb's nunca daria certo se eles estivessem juntos, mas que para o Seb's dar certo ele tinha que deixar a Mia para trás. Que o problema superficialmente podia ser um, mas sempre acabaria batendo na mesma tecla. Que nada é justo, mas que as coisas podem ser boas de diferentes formas.
Dá vontade de comer vidro, sim, mas não é algo que me mata tanto quanto matou na primeira vez em que vi, talvez pelo momento da vida em que estou agora. Porque parece que, depois de tanto tempo, eu finalmente consegui assimilar bem essa história, e só consigo sentir gratidão por ela existir e ter me acolhido tão bem.
Há muitas coisas para serem discutidas a respeito do filme, como o desejo (a vontade) de ser amado, a ilusão de que algo que não pode se comprar com dinheiro poderia ser comprado com um desejo (o pedido que ele faz), o impacto de achar que está desejando algo para si mesmo quando na verdade está controlando o arbítrio de outra pessoa, o abuso (consciente por parte do Bear ou não) decorrente desses acontecimentos e tudo o mais.
Achei muito interessante os detalhes deixados no filme, principalmente a conversa da Nikki com o Bear sobre gostar de alguém antes do desejo; a questão de a Nikki querer ser escritora e como essa ideia impacta na narrativa; a relação dele com a Sarah; o desejo feito pelo Ian; e o último desejo feito pela Nikki.
Primeiro, a conversa da Nikki com o Bear pode deixar aberta várias interpretações. Enquanto eu achei que ela estava deixando claro que a Sarah gostava dele, meu noivo achou que ela podia estar dando a entender que ela gostava dele mas talvez nunca fosse deixar claro, porque ela diz algo como "se eu estiver a fim de alguém, não vou deixar tão na cara assim". E isso faz sentido com a personalidade dela, até porque ela passou dois anos ficando com o Ian em segredo, tecnicamente sem sentimentos, e nem isso eles deixaram escapar.
Sobre a Nikki querer ser escritora, duas partes são interessantes. A primeira é quando ela está falando com o Bear sobre querer sentir amor (e ela não diz se é um amor romântico ou não, porque ela estava se referindo a não amar o trabalho). Então, ele conclui que "é um romance", mas ela diz que "é uma história de amor", e ela pergunta: "e tem diferença?". A Nikki não responde. Mas (!!!) é uma convenção (EUA/Brasil etc.) que romances têm final feliz, enquanto histórias de amor não necessariamente seguem esse rumo no quesito romântico, casal junto por enquanto ou para sempre e tudo o mais. O que é muito engraçado, porque ele enxerga o que eles têm (depois do pedido, pelo menos a princípio) como um romance; ele quer acreditar que sim. Mas é uma história de amor (e terror).
O segundo ponto é quando ela conta o livro que está escrevendo, como se fosse a vida dela atualmente versão João e Maria. Quando ela está contando, a Nikki ainda é a enfeitiçada, mas dá para ver que quem escreve a história é a Nikki verdadeira, a que está presa dentro dela, o que nos faz pensar: o que colocamos na arte é o que, no nosso interior, tratamos como a verdade? Gosto muito, muito mesmo disso! Porque a Nikki enfeitiçada jamais daria a entender que vê o Bear como um irmãozinho que está estuprando ela todas as noites, mas é basicamente isso o que está acontecendo para a Nikki de verdade, lá no fundo, a que não consegue mais se deixar sair por conta do desejo do Bear.
A relação do Bear com a Sarah é interessante porque é aquela velha história de Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade: Sarah que amava Bear que amava Nikki e assim por diante. E é muito interessante todos os momentos que a Sarah se mostra para o Bear da maneira que ele queria que a Nikki se mostrasse (ela presta atenção no que ele diz, mostra solidariedade quando a gata morre, compartilha coisas pessoais com ele, descansa a cabeça no ombro dele, o chama para conversar e abrir a carta da Luther, se declara para ele), mas ele só passa a dar valor a essas coisas quando sofre a desilusão amorosa por conta da Nikki, quando a Nikki já não está agindo de um jeito que beira o que ele considera aceitável o bastante para ficar com ela, só que essa hora é tarde demais. E aí eu me pergunto: por que as pessoas precisam necessariamente sofrer pelo que querem antes de enxergarem o que poderia ter sido melhor para elas? Não seria mais fácil se ele tivesse aberto o coração (no sentido de abrir passagem para a Sarah entrar) e tentado pelo menos conhecer ela melhor? Porque tipo, ele queria se sentir amado, mas só valia se fosse pela Nikki? Parece que não, porque quando ele estava com a Sarah, parecia que algo podia surgir ali... mas de novo: isso só depois que ele se desiludiu. Enfim, muitos pensamentos! Obviamente, não dá para escolher por quem a gente se apaixona, mas talvez fosse possível ele abrir a possibilidade de isso acontecer, porque me aprece que o problema era que ele estava emocionalmente indisponível por conta de uma pessoa que não necessariamente estava disposta a se abrir emocionalmente para ele também.
Achei o desejo feito pelo Ian super necessário no filme, porque, primeiro, totalmente realista! E segundo, evidencia como o Bear foi otário, já que ele podia ter pedido literalmente qualquer coisa. E mesmo quando se pode pedir literalmente qualquer coisa, quando o céu é o limite, o Ian escolheu dinheiro (achando que não funcionaria, mas funcionou), e o Bear escolheu algo que tecnicamente o dinheiro não pode comprar (nem o desejo dele). Enfim. Teve uma pessoa no fórum que falou que a mãe escolheu ficar linda e ficou. O problema dos desejos só parece aparecer de verdade quando tem uma segunda pessoa envolvida, porque aí você está desejando algo que vai mexer com essa pessoa, o que é simplesmente terrível. Moral da história: não tente controlar o desejo dos outros.
E o desejo final dela eu achei simplesmente genial. Porque tudo faz sentido! Mas assim, se ele não tivesse se matado antes de ela desejar que ele a amasse mais do que tudo no mundo, as coisas teriam ficado bizarras. Um teria ficado preso ao outro por uma ilusão para sempre, os interiores deles querendo se matar. E aí essa ilusão é tão forte que, como meu noivo falou (e agora, pensando melhor, faz muito sentido), é como se fosse uma nova versão de Romeu e Julieta, mas aí quando ela está para se matar, sai dessa ilusão, volta à consciência e sofre por tudo o que aconteceu. E agora, a única pessoa que não teve escolha de nada no filme inteiro é a única que vai ter que lidar com as consequências, porque todos os seus amigos estão mortos.
Para mim, algumas coisas foram extremamente previsíveis, principalmente em relação à Sarah, como o fato de que no jogo com certeza estaria escrito "beije a pessoa à sua esquerda" no bloco do Bear e o fato de ela ter entrado na Luther. Apesar de ser normal ter clichês, ainda mais quando temos um terror com pitadas de comédia e romance, me pegou um pouco desprevenida eu saber exatamente o que aconteceria pelo fato de que todo o restante do filme me pegou de surpresa. Quando há antas quebras de expectativa, é até estranho ter algo tão normal dentro da narrativa, e isso quebrou um pouco para mim, tipo, "é óbvio que aconteceria dessa forma". Ainda assim, foram poucas cenas e, em geral, o filme me surpreendeu bastante.
Acho que ainda tem muita coisa para destrinchar e sobre o que pensar, porque as personagens foram muito bem construídas, em camadas, como seres humanos, principalmente o Bear e a Nikki.
Por isso, não conseguimos saber de fato o que estava se passando na cabeça deles ou prever o que aconteceria se algo tivesse sido diferente (se o Bear tivesse falado o que sentia, se ele tivesse escolhido a honestidade em vez de forçar algo que talvez não fosse para ser, pelo menos não daquela forma). Mas não é isso o que ele escolhe, afinal, ele já é uma pessoa com problemas (vemos isso pelos remédios dele) e solitária, e pode muito bem ter confundido uma simples gentileza com uma paixão. E a Nikki, bom, talvez ela tenha alimentado muito as expectativas do Bear (já que ela sabia que ele gostava dela e podia ter cortado o mal pela raiz antes), mas talvez ela estivesse um pouquinho disposta a sair com ele caso ele tivesse sido honesto (na minha opinião, ela teria falado a real para ela, até mesmo por conta da cena de João e Maria, mas vai saber?!). O fato é que nunca saberemos, e isso é muito interessante porque nos permite ter diversas interpretações a respeito do filme.
Enfim, acho que vale a pena ver de cabeça aberta, ainda mais para pensar a respeito dos temas propostos! Direção excelente, jogadas de câmera muito interessantes, fotografia ótima, música sensacional... E tudo isso com o orçamento de um pão com ovo e um pingado (considerando a indústria cinematográfica) e um diretor e elenco que tem da minha idade para baixo. Que loucura. Sensacional!
Ah, e um último detalhe: eu simplesmente AMEI o fato de o título ser um efeito prático. (E quanto mais eu penso em Obsession, mais eu gosto de tudo o que foi feito no filme.)
Me lembrou Medianeras (2011), É assim que você a perde, do Junot Díaz, e Decisão de Partir (2022) (para este último, a primeira história, especificamente). Não fazia ideia de sobre o que se tratava Chungking Express (título que faz muito sentido por conta do caos apertado visual que é Hong Kong) e me surpreendi de diferentes formas. A fotografia é incrível, o cenário, os enquadramentos, a montagem. Fiquei encantada! Algumas coisas são muito engraçadas e outras nos fazem refletir. Particularmente adorei o fim da segunda história (é exatamente o tipo de final de que eu gosto), então terminei o filme com um sorrisinho no rosto e a sensação de que eu tinha encontrado mais uma obra sobre a qual não fazia ideia do que pensar, mas que tinha me tocado bastante. Valeu muito a pena! Espero revisitar mais algumas vezes no futuro.
Usei o feriado para maratona com a minha mãe, como sempre fazemos, e passamos muita raiva, mas também nos divertimos. Na tentativa de fazer as coisas darem certo e de agradar todo mundo, parece que a Kitty só comete os erros mais esdrúxulos, decepciona quem ela ama e também só olha para o próprio umbigo, mas isso é tudo culpa de um roteiro raso que não aprofunda nem a personagem dela e nem a dos outros. Parece até Emily em Paris versão Para todos os garotos que já amei (detalhe: não vi Emily em Paris, então estou só supondo pela repercussão negativa da coisa). Amo a Jenny Han, mas o roteiro é muito fraco. A Lara Jean apareceu e a gente nem ficou sabendo o motivo dos questionamentos dela em relação ao Peter, sabe? E do nada a Kitty estava melhor no coreano. Esse é o problema de ter praticamente um episódio para cobrir cada mês do semestre (tudo bem que a mesma coisa acontece em TATBILB, que nada acontece por 2 meses e aí tudo rola em 2 dias, mas de todas as coisas essa sempre foi a que mais me incomodou). Enfim, eu sei que não daria também para ficar cortando e mostrando vários dias, mas... podia ser melhor. Ter problemas diferentes. Parece que todo semestre a Kitty e o Q brigam porque ela é linguaruda. Ele ainda não aprendeu, não??? Esse é o MAIOR defeito dela, além de ficar se metendo na vida dos outros. Enfim, como fã número 1 daquela desgraçada da Jenny Han que desistiu de escrever livros e agora vive do audiovisual, obviamente verei a próxima temporada, e espero muito que se passe pelo menos um pouco em Portland. E como digo desde a primeira temporada: se ela não ficar com o Minho, se ele não for o endgame dela, eu finjo que essa série nunca aconteceu.
Amo filme sobre relacionamentos, amo filmes sobre as partes complicadas, amo filmes com finais abertos. Sempre soube que esse filme seria para mim. Minhas expectativas para ver The Drama estavam muito altas, mas, ao mesmo tempo, estava com medo, porque ele estava sendo recomendado em listas com vários filmes que, por algum motivo, eu odeio. Ainda assim, fui com sede ao pote e recebi algo diferente do que eu esperava, mas tão interessante quanto. Vi muita gente reclamando que as coisas acontecem muito mais pelo ponto de vista do Charlie do que da Emma e que isso era algo ruim, mas eu não acho; acho que é só uma perspectiva, um modo de ver as coisas, um jeito de contar a história. Ao mesmo tempo, costumamos ver muito as personagens de longe. O momento em que elas são mais vulneráveis e verdadeiras, mostrando quem realmente são, são naquela mesa, na hora em que a Emma conta a pior coisa que já fez e a câmera fica na cara dela e na daquela filha da puta da amiga deles. E o resto são muitas coisas que se mostram por atitudes, mas não são explicadas (e eu acho isso lindo!). É muito legal ver uma história tão maluca e tão verdadeira com personagens que parecem tão humanos, e por isso têm qualidades e defeitos e, acima de tudo, segredos. Porque, no fim, nunca conhecemos quem eles realmente são. Nunca sabemos toda a verdade, porque tudo o que vemos do passado é o que eles contam. Entramos nas paranoias deles, mas tudo o que nos mostram é o reflexo da ansiedade e um pouco dos pensamentos e desejos. Mas isso também não é tudo. Vi também muita gente falando sobre a questão racial do filme, que a escolha foi ruim, que a Emma não tinha profundidade, mas eu discordo totalmente, porque não vemos muitas garotas negras nessa posição, mas também vemos que o acolhimento é algo que muda tudo na hora de ela pensar em fazer algo.
Por fim, mas não menos importante, achei muito interessante o fato de que, anos antes, a Emma planejou fazer algo e não fez, e foi massacrada por isso. Querer chamar a polícia por algo que ela pensou tanto tempo antes é a coisa mais absurda do mundo. Se todo mundo fosse vulnerável a ponto de contar as coisas que já pensku ou planejou e não fez, todo mundo seria preso. Não sobra um vivo! O Charlie, em contrapartida, contou uma história sobre fazer cyberbullying e não deu nada. A garota lá quase matou uma criança e não deu nada. A ex do outro não foi condenada por ter chutado um cachorro latindo. Todos fizeram coisas, mas só ela foi condenada, porque o que ela pensou teoricamente foi pior, mas ela nunca chegou a fazer, então qual é o limite? E digo mais: o Charlie não só tinha feito algo ruim antes como dobrou a aposta e traiu ela antes do casamento. Emma planejou algo ruim aos 15 anos, ele fez algo ruim por impulso já adulto. O que é pior, sinceramente? Porque uma dessas coisas não aconteceu. Pelo menos ele só beijou aquela vagabunda da Misha, que ainda falou que foi assédio sendo que ela levantou a saia e virou a bunda pra ele. Sendo que >ela< tinha históricode traição. Ela nem se arrependia da pior coisa que já tinha feito, mas condenou alguém que só pensou em fazer algo e não fez. Pita que pariu, eu odeio ela! Ao mesmo tempo, também achei... não sei, talvez interessante o discurso do Charlie no casamento, poraue ele estava sendo totalmente sem filtro em relação a tudo, e ali vemos todos os pensamentos dele jogados no ventilador. Ele paga pelas consequências disso. Por um momento, ele perde a garota, mas ele, na falta dela, faz o que ela faria para se colocar para cima e tentar outra vez. E ela está disposta a tentar outra vez também. A gente só fica sem saber se isso de fato vai dar certo, porque talveznão dê. Quantas vezes nós conseguimos recomeçar?
Enfim, filme excelente! Animada para assistir a ele mais vezes.
Vi pela primeira vez em 22/09/18 e amei. Agora, anos depois, após a leitura do livro, parece algo totalmente diferente. Não achei tão empolgante, tão uau, tão tudo o que tinha achado antes. Não acho que a trilha sonora, que na época tinha amado, combina com a vibe de Gatsby. Gosto muito de alguns acréscimos, como o fato de o Nick ter basicamente ficado lelé das ideias depois de tudo o que aconteceu, mas ainda assim é algo que dá mais carga para o personagem conhecendo como ele é no livro do que no filme. Enxergar tudo pela visão do Nick nas páginas, como ele olha para o Gatsby, o que ele pensa do Gatsby, faz toda a diferença para esse envolvimento. Parece que essa obsessão dele se mostra em algumas partes do filme, mas não no filme inteiro. Apesar disso, é muito interessante como várias partes do livro se conectam bem com as cenas do filme, ainda mais no quesito estético, como o chá na casa do Nick para o Gatsby e a Daisy. Gosto muito também da atuação do DiCaprio como Gatsby e acho muito interessante como dá pra ver os momentos em que ele deixa a máscara cair e nos mostra o Gatz. Em geral, é um filme muito bom! Acho que se juntasse o filme com a trilha sonora do musical da Broadway (que, para mim, é justamente o contrário desse filme: a música combina, mas a estética é terrível), ficaria ótimo... o que não quer dizer que se tornaria uma adaptação perfeita, é claro. A questão de O Grande Gatsby (livro) é que, por ter um subtexto extremamente marcado e, ao mesmo tempo, quase invisível, a transposição para outros tipos de mídia se torna pontualmente difícil, porque tudo teria que estar alinhado para contar duas histórias ao mesmo tempo (estética, atuação, tempo, música, ângulos, o que é dito e o que fica nas entrelinhas), e é meio difícil alinhar tudo se... bom... se tem muita gente envolvida em vez de ser só você roubando o texto da sua esposa.
Estava totalmente sem expectativas por conta do desastre que foi a 3º temporada (para mim). Eu já estava de saco cheio de ser sempre essa história de o casal se ignorar depois do casamento
(aconteceu na primeira, depois de a Daphne tecnicamente abusar do marido obrigando ele a gozar dentro, e na terceira temporada, com aquela palhaçada de o pau mole do Colin ficar bravo porque a Penelope era a Whistledown. Na segunda foi um haters to lovers, então eles se ignoravam antes, mas conta como ignorar. E, além disso, teve aquela palhaçada de o Anthony pedir a Edwina em casamento. Beleza que sempre tem uma palhaçada, a dessa vez foi o Benedict falar para a Sophie ser amante dele, mas pedir a irmã em casamento e falar o nome da Kate na hora de casar é sacanagem).
Por isso, apesar de eu estar de saco cheio de recontos da Cinderela, esta temporada foi uma grata surpresa! As coisas demoraram para acontecer, mas foi uma delícia acompanhar o desenvolvimento tanto dos protagonistas quanto dos secundários. Mesmo que o foco não tenha sido quase total no Benedict e na Sophie, eu gostei bastante de ver outras coisas acontecendo: romances paralelos, desenvolvimento de personagens que alguma hora serão os protagonistas e tudo o mais.
E puta merda, não esperava que o John fosse morrer agora, achei que fosse só na próxima temporada. Fiquei simplesmente chocada e chorei bastante por causa da Francesca. Também fiquei triste que a Violet não ficou com o Lord Anderson, mas tudo bem, ela não estava pronta. E a amizade da rainha e da Lady Danbury é TUDO pra mim!!! Espero que a Lady Danbury volte nas próximas temporadas, talvez um pouco mais do que as aparições do Anthony e da Kate, que praticamente foram para o ralo. Ah, adorei acompanhar o desenvolvimento da Posy! (Queria que ela continuasse aparecendo.) Ainda bem que a Rosamund e a mãe dela se ferraram. Odeio elas.
Enfim, fiquei muito contente mesmo com a 4ª temporada e espero ver mais desse casal nas próximas. Eee animadíssima para a 5ª!!! Vem muito aí.
Duvidei de todo mundo que falou que se matou de chorar nesse filme, e, mais uma vez, eu estava errada. Aquela cena final teve tanta carga que me dilacerou.
Agnes e Will lidando com a morte do filho, entendendo a dor um do outro através da peça; entendendo que a dor é compartilhada mesmo no silêncio, com as mãos de todos estendidas por causa da morte do Hamlet, porque todos já perderam alguém, porque o luto está sempre aqui, pairando sobre a cabeça de todos nós.
De certa forma, me lembrou muito Sonhos de Trem. Horrivelmente sensacional.
Adoro histórias de mistério, mas como não leio nem vejo muitas, meu cérebro é meio lelé para conectar pontos. Por isso (mas não apenas por isso), fui surpreendida por todas as reviravoltas de All Her Fault. Os primeiros episódios me prenderam e, depois do terceiro, fiquei louca para saber o que mais aconteceria. Os últimos explodiram minha cabeça, mas achei que muitos pontos da resolução foram idiotas.
Poe exemplo, obviamente só mataram a menina que era a mãe verdadeira porque não saberiam k que fazer com ela se ficasse viva. O cara viciado em apostas morreu apenas porque sim, o primeiro a morrer, sempre um negro kk. E ficou meio óbvio que o maluco do marido da protagonista ia morrer por causa da soja. Além disso, acho que em muitos mistérios que eu consumi e considerei ĺtimos os autores não tiveram medo de deixar implícito desde o começo o que estava acontecendo, mas aqui nós só ficamos sabendo do acidente nos últimos episódios, poeque a construção da história fez com que, se tivéssemos conhecimento a respeito disso antes, os plot twists não ficassem tão marcantes.
Mesmo assim, achei a história bem boa para quem quer ver algo rápido e que prende. Não muito diferente, nada genial, mas definitivamente algo que eu diria que vale a pena assistir uma vez.
O defeito desse anime é chegar ao fim e não ter fim!!!! Meu Deus, que ódio, não acredito que vou ser obrigada a ler o mangá... que também não tem fim!!!!!
Odeio plot de gravidez acidental quando o casal claramente não se ama. Fico muito triste pela Hashi e pela Nana. Foda-se que a Hashi quer ter o bebê, eu não quero que ela tenha!!! E a Nana dodói querendo sustentar a criança e roubar a Hashi pra si, puta que pariu.
Tirando isso, gostei muuuuito da história e principalmente da construção das personagens. Elas são todas malucas e riquíssimas, e é muito legal como podemos ver a interpretação de cada um a respeito dos fatos, porque dá para ver que a maioria interpretação tudo errado a respeito dos outros, só o Shin e o Yazu que são mais pé no chão (Nobu é um banana, que se foda também). Amo que todos são complexos e nenhum é preto no branco. Amo e odeio vários na mesma medida, e esse é um feito impressionante, ainda mais em tão pouco tempo, considerando a quantidade de personagens. Bom... me apaixonei legal por esse anime e não vejo a hora de ler tudo, mesmo sabendo que virou um Hunter x Hunter da vida, só que extremamente pior (pelo menos o autor de HxH tá tentando, mesmo com dor nas costas. O que rolou com essa mangaká??? Terei que investigar). Ah, e um comentário final: que músicas FODA!!!! Blast >>> Trapnest.
Pra mim, o problema desse filme é querer fazer o protagonista ser o diferentão que tem um coração grande e espírito livre e só quer viver sua vidinha de ser o melhor em tudo, se dedicando pouco tempo a muitas coisas, inclusive amores. Só que aí a gente escolhe uns secundários meio merda, uma ou outra mulher pra compor o elenco e servir como interesse amoroso e ponto de virada de algum homem claramente mais importante na narrativa que ela... e tá feito o filme. Achei pobre nesse sentido, um filme que se tivesse sido feito nos anos 2000 faria mais sentido do que agora (no quesito roteiro). No mais, me entreteve bastante e entendo por que ganhei destaque em aspectos técnicos, só fiquei meio chocada por ter conseguido realmente chegar a melhor filme no Oscar. Campanha faz toda a diferença, né... bizarro.
Eu tenho um problema seríssimo com o Yorgos Lanthimos e fico com ódio de a Emma estar fazendo tudo dele há anos, porque ela é uma das minhas favoritas (e por que raios parece que o Jesse Plemons está em todo lugar??? Cacete). Ainda não gostei de nada desse diretor e acho que talvez precise rever uns filmes para ter uma opinião um pouco mais embasada, mas, no caso de Bugonia, acho que a proposta da história em si era um problema. Afinal, só tínhamos duas alternativas:
E acho que nenhuma das duas, depois de toda a construção do filme, me deixaria satisfeita. No fim, ele optou pela que me deixou mais surpresa, mas fez isso do jeito que eu achei mais podre... A partir daqui, não tenho nem o que falar. Simplesmente odiei. Quem sabe o próximo filme dele não funciona pra mim... (eu duvido.)
Terror não faz lá meu estilo, mas achei esse aqui mais para um suspense pesado, então foi de boa (a média de terror que eu costumo esperar é nível Hereditário, porque foi uma das poucas coisas do gênero que eu vi, então... bom, sei que meu nível é desequilibrado). Como já vi há alguns meses, não me lembro mais de tanta coisa, mas fiquei bem presa pelo mistério. Foi super interessante acompanhar essa história e me deu medo em alguns momentos, ainda mais a atuação da Gladys, puta que pariu. No mais, acho que o final podia ter sido um pouquinho melhor, mas deu para o gasto. Valeu a pena ver uma vez.
Filme maluco! Assisti sem pretensão nenhuma e me vi envolvida do começo ao fim. Divertido demais no que se propõe. Quando você não sabe de nada, fica ainda melhor.
Primeiro que ela nem era feia. Fui assistir ao filme sem saber direito do que se tratava, e, a partir do momento em que entendi que era uma outra adaptação de Cinderela (uns 2 minutos depois), ficou fácil saber onde a história acabaria. Mas a graça dos recontos é você ver uma interpretação da história, trazendo às vezes novos pontos de vista. O que temos aqui é uma ótima direção, filmagem, fotografia, atuações, cabelo e maquiagem, mas a narrativa não traz nada de tão inovador. O body horror e o gore são os maiores diferenciais, mas também não achei nada exagerado (embora lembre um pouco A Substância em certos aspectos). Enfim, não sei bem o que concluir a respeito do filme. Achei bom, mas nada que tenha me feito pensar que é um filme genial. Vou ficar de olho na diretora para próximas obras, acho que tem muito potencial.
A atuação do Timothée me surpreendendo cada vez mais. Chega a ser absurdo! Dito isso, o filme não me pegou muito. Não foi uma questão de não entender, mas de não sentir (e também não entender, porque como você vai ser tão relapso com algo que é seu sonho, pelo qual você faria de e fez de tudo, a ponto de deixar escapar pelas suas mãos por puro orgulho??? Mas talvez seja minha ansiedade falando). Apesar dos pesares, gosto muito de filmes que vão ficando cada vez mais malucos, e meu único incômodo aqui foi algumas linhas de narrativa terem ficado jogadas, não servindo para absolutamente nada em momento algum, tornando-se descartáveis após o fim do filme. Não achei brilhante como muitas pessoas, mas não é porque as personagens são detestáveis que ele é um filme ruim. Talvez eu achasse um pouco melhor também se ele e F1 tivessem balanceado: enquanto Marty Supreme não faz questão de que personagem nenhuma agrade ninguém, F1 se esforçar ao máximo para que a gente goste do protagonista mesmo com os defeitos dele, e, para mim, os dois deram errado de maneiras completamente diferentes nesse sentido. Mas quem sou eu, apenas uma pobre cidadã...
Amo os visuais de Avatar, e ver em 3D na cadeira D-BOX foi uma experiência diferente (que não se compraria a ver em IMAX, imagino, mas foi o que deu). Meu problema com o filme é que ele tenta ter história demais quando poderia ser apenas vibes (e ficaria muito melhor). Acho muito interessante todo o debate trazido em relação à colonização, mas acho que está ficando cada vez pior, cada vez mais raso, cada vez com os humanos no centro de tudo mesmo no mundo de Pandora, até na religião deles (o que não é de se surpreender, mas me recuso a dizer em voz alta o motivo). Enfim, daqui pra frente é só pra trás, mas continuarei assistindo apenas por gostar muito das vibes de voo e água.
Começou como uma história cozy sobre um lenhador que encontrou propósito na vida através do amor, e aí quando eu vi tinha um rosto no meio das minhas lágrimas.
Sofri junto com o protagonista esperando a esposa e a filha dele voltarem e entendendo que elas nunca voltariam.
Não é o tipo de filme que vai agradar todo mundo, mas é extremamente sensível e vale muito a pena assistir. Calmo, tranquilo e profundo. Uma vida inteira passando na frente dos nossos olhos em pouco mais de 1h30. Triste, triste, triste! E, ao mesmo tempo, lindo. Agridoce. Não era o filme que eu queria, mas era o que eu estava precisando ver e nem mesmo sabia.
Ok, minha nota pra essa temporada foi dada menos de 10 dias depois da estreia dela, lá em 2016, e por isso decidi manter — porque na época realmente foi um cinco estrelas favoritado e eu genuinamente entendo o porquê. Só que rever essa temporada dez anos depois, ainda mais logo após o fim da última, me deixou com sentimentos conflitantes. Eu adorei? Super!
Os primeiros episódios são sensacionais, com o sumiço do Will e a morte da Barb. Rever a evolução do Steve também foi muito bacana, e eu não me lembrava de que no fim da temporada a Nancy ainda ficava com ele, mesmo já estando na cara que ela gostava do Jonathan.
Ao contrário do que muitos dizem, eu discordo que Stranger Things deveria ter ficado só na primeira temporada, porque, apesar de ela ser a mais coerente em termos de narrativa, estabelecendo coisas que, nas próximas, nem sempre são levadas a ferro e fogo — já que muitos buracos começam a ser abertos com a expansão da história —, acredito que o que ficou no imaginário popular como Stranger Things se consolidou nas temporadas seguintes (mas isso não apaga o fato de que, na minha opinião, estragaram muitas coisas do meio para o fim). Bom, de qualquer forma, para mim essa primeira temporada é um ótimo começo. Passados quase dez anos desde que a vi pela primeira vez, não me lembrava de muitos acontecimentos, e foi muuuito legal relembrar as vibes de terror que foram sumindo com o passar do tempo. Hoje em dia, daria 4,5 estrelas — afinal, os primeiros episódios são icônicos!, e embora os últimos sejam muito bons, principalmente o último, acho que algumas coisas ficaram meio jogadas mesmo aqui, e não de um jeito meio propositalmente aberto e que serve à história, e sim de um jeito "sei lá por que isso acontece, não vamos expandir porque não quero ter que justificar qualquer coisa" —, mas continua favoritada.
Tenho muitas questões com esse filme, porque me entreteve bastante por quase três horas, o que é uma grande coisa por si só, e as cenas do sensei foram simplesmente sensacionais. Achei a maioria dos personagens tanto odiáveis quanto... bom... não tão odiáveis assim, o que é legal, e não tenho qualquer tipo de reclamação a fazer em relação a atuações, trilha sonora, fotografia etc. etc. Realmente gostei de tudo! Mas aí tem a história.
Tive um grande problema com essa narrativa, porque parece que, diante de tudo o que está acontecendo, nada faz muito sentido. Sabemos que tem grupos revolucionários, militares, uma filha perdida e um grupo supremacista, mas e daí? Aborda tantos temas interessantes e não sai da superfície. Parece que esse filme teria tanto impacto quanto se não falasse sobre nada disso. É um acúmulo de assuntos que poderiam render comentários muito perspicazes, mas que não tecem qualquer tipo de crítica. E não que toda arte precise, de fato, pontuar algo sobre alguma coisa, mas é estranho eu ter saído desse filme sem conseguir formar um pensamento a respeito do que talvez pudessem estar querendo dizer, porque, afinal, parece que não querem dizer nada.
Enfim, o que eu senti foi que esse filme nadou, nadou e nadou para morrer na praia. Um potencial desperdiçado. Absolutamente incongruente em relação à proposta apresentada. Mas não dá pra dizer que não é divertido. Só queria que tivesse algo a mais.
Diferente da parte 1, que eu já vi diversas vezes e até agora não encontrei um nada que me incomoda, tenho certas críticas à parte 2, sim, principalmente no que diz respeito ao plot da Nessa e toda a cena da Bruxa Má do Leste. Acho que as mudanças feitas não foram bem encaixadas, nem a história, nem a letra da música, nem a ordem das falas. Dito isso, o Boq versão Homem de Lata ficou ótimo! Também não sou fã da Michelle Yeoh cantando e acho que as novas partes que ela canta em Thank Goodness ficaram fracas, e também faltou uma parte do diálogo dessa cena falando sobre o que tinha acontecido (de maneira distorcida) para a Glinda se tornar A Boa, o que foi meio triste. Por fim, achei as músicas novas ok, e a da Elphaba foi melhor, na minha opinião, mas foram meio tanto faz no quesito narrativo... Pelo menos nessa primeira olhada.
Agora, toda a questão de trazer mais dos animais foi uma grata surpresa! As Long As You're Mine foi de tirar o fôlego, No Good Deed emocionou e For Good... olha, principalmente a parte logo depois em que elas dizem que se amam, a porta entre elas é fechada e elas choram... eu me acabei ali. E digo mais: o fato de a Glinda dar aquela pensada no final a respeito de limpar o nome da Elphaba, mas, em vez disso, fazer algo ainda maior, trazendo o legado da luta dela em relação aos animais? O Dr. Dillamond reaparecendo???? Aquilo foi CINEMA. Me acabei. Tipo assim, encerrou com chave de ouro. Isso sem contar aquela cena final! Ah, e também teve o fato de a Glinda ter mantido coisas que eram da Elphaba (provavelmente, né?), tipo a bota, e de ela ser a pessoa fugindo a cavalo no começo do primeiro filme. Fiquei um ano inteiro achando, junto com a minha mãe, que poderia ser o Fiyero, mas não! Era ela o tempo todo. E, nossa, Wonderful ficou SENSACIONAL. Porra, eu amo Wicked!!!!
Mesmo o filme não sendo perfeito, na minha opinião ele fez mais mudanças boas do que ruins, e todas essas coisas boas para mim fizeram valer já as cinco estrelas e o favoritado. Achei o pacing muito bom, nada arrastado, ao contrário do que muitos disseram, e para mim o filme passou voando. Deu um aperto no peito por ter terminado esse ciclo, mas sou eternamente grata por poder estar viva para viver isso ao lado da minha melhor amiga e companheira de musicais (minha mãe). Wicked foi e continua sendo muito importante nas nossas vidas, e tudo mudou por causa dessa história. Não dá pra ser mais feliz. 💚🩷
O Convite
3.9 341 Assista AgoraSou apaixonada por filmes sobre casamentos, e achei que O Drama seria o melhor do ano. Mas eu estava enganada! Embora os dois falem sobre crises no relacionamento, relembrar O Drama à luz de O Convite faz com que o filme de Kristoffer Borgli se torne extremamente raso — no sentido de ter pouco aprofundamento nas personagens e nos conflitos, deixando margem até demais para interpretarmos o filme do jeito que bem entendermos —, ao passo que a dramédia romântica de Olivia Wilde nos deixa com a sensação de que há muitas coisas para se entender e destrinchar com certa precisão do começo ao fim. A trilha sonora é interessantíssima, as atuações são ótimas, os conflitos, os diálogos e todos os pormenores daquelas relações ao longo do filme são intrigantes e interessantes. A questão das relações em grupo também é trazida de uma maneira que deixa claro que essa não é a solução de todos os problemas, e sim que é necessário ter um relacionamento muito bem resolvido para abrir espaço para novas pessoas. Amei ver problemas retratados também em relacionamentos saudáveis, porque mesmo o casal que parece ser perfeito tem suas desavenças — a diferença é que sabem lidar com elas —, e principalmente o final, que mesmo sendo tecnicamente similar ao de O Drama, traz um tom muito mais esperanço, então terminei o filme com uma sensação boa no peito. Ah, e aquele apartamento é maravilhoso. E amei o fato de cada personagem ter seus interesses, tipo decoração e música, e seus ressentimentos que vêm desde antes; traz muita profundidade para a história. Enfim, achei maravilhoso!
Quinze Dias
3.7 111 Assista AgoraUma delícia de filme!!! Já nasceu clássico de sessão da tarde (no melhor sentido do mundo). Aconchegante, divertido e emocionante, era tudo o que eu poderia esperar da adaptação do livro e muito mais ❤️
O Sexto Sentido
4.2 2,5K Assista AgoraSe você sabe que ele vê gente morta, dá pra matar o plot twist em 2 minutos de filme.
La La Land: Cantando Estações
4.1 3,6K Assista AgoraNenhum filme para mim é mais importante do que La La Land, e revê-lo no cinema depois de quase dez anos foi uma experiência diferente do que eu esperava. Achei que eu fosse chorar ou qualquer coisa do tipo, mas, na verdade, não. Eu só vivi a experiência do começo ao fim com um sorriso no rosto e um aperto no coração, porque é um filme de sentimentos mistos. Reparei em detalhes que nunca tinha percebido, aproveitei cada frame naquela tela gigante, cada detalhe de como eu sabia que o filme tinha sido feito, cada som naquele volume fenomenal da sala de cinema. Acho que entendi melhor a história do que eu entendia antes e me lembrei de por que eu amo tanto tudo isso, tudo o que La La Land representa e apresenta: a história de amor de Mia e Sebastian um pelo outro, por Los Angeles, pela atuação e pelo jazz, pela arte de contar histórias, pela realização dos sonhos e o que deixamos para trás na hora de realizá-los.
E é triste relembrar que o Seb's nunca daria certo se eles estivessem juntos, mas que para o Seb's dar certo ele tinha que deixar a Mia para trás. Que o problema superficialmente podia ser um, mas sempre acabaria batendo na mesma tecla. Que nada é justo, mas que as coisas podem ser boas de diferentes formas.
Obsessão
3.9 942 Assista AgoraMeu noivo assistiu e achou um filmão, então fez questão de me levar para ver também, e realmente ele estava certo: filmão.
Há muitas coisas para serem discutidas a respeito do filme, como o desejo (a vontade) de ser amado, a ilusão de que algo que não pode se comprar com dinheiro poderia ser comprado com um desejo (o pedido que ele faz), o impacto de achar que está desejando algo para si mesmo quando na verdade está controlando o arbítrio de outra pessoa, o abuso (consciente por parte do Bear ou não) decorrente desses acontecimentos e tudo o mais.
Achei muito interessante os detalhes deixados no filme, principalmente a conversa da Nikki com o Bear sobre gostar de alguém antes do desejo; a questão de a Nikki querer ser escritora e como essa ideia impacta na narrativa; a relação dele com a Sarah; o desejo feito pelo Ian; e o último desejo feito pela Nikki.
Primeiro, a conversa da Nikki com o Bear pode deixar aberta várias interpretações. Enquanto eu achei que ela estava deixando claro que a Sarah gostava dele, meu noivo achou que ela podia estar dando a entender que ela gostava dele mas talvez nunca fosse deixar claro, porque ela diz algo como "se eu estiver a fim de alguém, não vou deixar tão na cara assim". E isso faz sentido com a personalidade dela, até porque ela passou dois anos ficando com o Ian em segredo, tecnicamente sem sentimentos, e nem isso eles deixaram escapar.
Sobre a Nikki querer ser escritora, duas partes são interessantes. A primeira é quando ela está falando com o Bear sobre querer sentir amor (e ela não diz se é um amor romântico ou não, porque ela estava se referindo a não amar o trabalho). Então, ele conclui que "é um romance", mas ela diz que "é uma história de amor", e ela pergunta: "e tem diferença?". A Nikki não responde. Mas (!!!) é uma convenção (EUA/Brasil etc.) que romances têm final feliz, enquanto histórias de amor não necessariamente seguem esse rumo no quesito romântico, casal junto por enquanto ou para sempre e tudo o mais. O que é muito engraçado, porque ele enxerga o que eles têm (depois do pedido, pelo menos a princípio) como um romance; ele quer acreditar que sim. Mas é uma história de amor (e terror).
O segundo ponto é quando ela conta o livro que está escrevendo, como se fosse a vida dela atualmente versão João e Maria. Quando ela está contando, a Nikki ainda é a enfeitiçada, mas dá para ver que quem escreve a história é a Nikki verdadeira, a que está presa dentro dela, o que nos faz pensar: o que colocamos na arte é o que, no nosso interior, tratamos como a verdade? Gosto muito, muito mesmo disso! Porque a Nikki enfeitiçada jamais daria a entender que vê o Bear como um irmãozinho que está estuprando ela todas as noites, mas é basicamente isso o que está acontecendo para a Nikki de verdade, lá no fundo, a que não consegue mais se deixar sair por conta do desejo do Bear.
A relação do Bear com a Sarah é interessante porque é aquela velha história de Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade: Sarah que amava Bear que amava Nikki e assim por diante. E é muito interessante todos os momentos que a Sarah se mostra para o Bear da maneira que ele queria que a Nikki se mostrasse (ela presta atenção no que ele diz, mostra solidariedade quando a gata morre, compartilha coisas pessoais com ele, descansa a cabeça no ombro dele, o chama para conversar e abrir a carta da Luther, se declara para ele), mas ele só passa a dar valor a essas coisas quando sofre a desilusão amorosa por conta da Nikki, quando a Nikki já não está agindo de um jeito que beira o que ele considera aceitável o bastante para ficar com ela, só que essa hora é tarde demais. E aí eu me pergunto: por que as pessoas precisam necessariamente sofrer pelo que querem antes de enxergarem o que poderia ter sido melhor para elas? Não seria mais fácil se ele tivesse aberto o coração (no sentido de abrir passagem para a Sarah entrar) e tentado pelo menos conhecer ela melhor? Porque tipo, ele queria se sentir amado, mas só valia se fosse pela Nikki? Parece que não, porque quando ele estava com a Sarah, parecia que algo podia surgir ali... mas de novo: isso só depois que ele se desiludiu. Enfim, muitos pensamentos! Obviamente, não dá para escolher por quem a gente se apaixona, mas talvez fosse possível ele abrir a possibilidade de isso acontecer, porque me aprece que o problema era que ele estava emocionalmente indisponível por conta de uma pessoa que não necessariamente estava disposta a se abrir emocionalmente para ele também.
Achei o desejo feito pelo Ian super necessário no filme, porque, primeiro, totalmente realista! E segundo, evidencia como o Bear foi otário, já que ele podia ter pedido literalmente qualquer coisa. E mesmo quando se pode pedir literalmente qualquer coisa, quando o céu é o limite, o Ian escolheu dinheiro (achando que não funcionaria, mas funcionou), e o Bear escolheu algo que tecnicamente o dinheiro não pode comprar (nem o desejo dele). Enfim. Teve uma pessoa no fórum que falou que a mãe escolheu ficar linda e ficou. O problema dos desejos só parece aparecer de verdade quando tem uma segunda pessoa envolvida, porque aí você está desejando algo que vai mexer com essa pessoa, o que é simplesmente terrível. Moral da história: não tente controlar o desejo dos outros.
E o desejo final dela eu achei simplesmente genial. Porque tudo faz sentido! Mas assim, se ele não tivesse se matado antes de ela desejar que ele a amasse mais do que tudo no mundo, as coisas teriam ficado bizarras. Um teria ficado preso ao outro por uma ilusão para sempre, os interiores deles querendo se matar. E aí essa ilusão é tão forte que, como meu noivo falou (e agora, pensando melhor, faz muito sentido), é como se fosse uma nova versão de Romeu e Julieta, mas aí quando ela está para se matar, sai dessa ilusão, volta à consciência e sofre por tudo o que aconteceu. E agora, a única pessoa que não teve escolha de nada no filme inteiro é a única que vai ter que lidar com as consequências, porque todos os seus amigos estão mortos.
Para mim, algumas coisas foram extremamente previsíveis, principalmente em relação à Sarah, como o fato de que no jogo com certeza estaria escrito "beije a pessoa à sua esquerda" no bloco do Bear e o fato de ela ter entrado na Luther. Apesar de ser normal ter clichês, ainda mais quando temos um terror com pitadas de comédia e romance, me pegou um pouco desprevenida eu saber exatamente o que aconteceria pelo fato de que todo o restante do filme me pegou de surpresa. Quando há antas quebras de expectativa, é até estranho ter algo tão normal dentro da narrativa, e isso quebrou um pouco para mim, tipo, "é óbvio que aconteceria dessa forma". Ainda assim, foram poucas cenas e, em geral, o filme me surpreendeu bastante.
Acho que ainda tem muita coisa para destrinchar e sobre o que pensar, porque as personagens foram muito bem construídas, em camadas, como seres humanos, principalmente o Bear e a Nikki.
Por isso, não conseguimos saber de fato o que estava se passando na cabeça deles ou prever o que aconteceria se algo tivesse sido diferente (se o Bear tivesse falado o que sentia, se ele tivesse escolhido a honestidade em vez de forçar algo que talvez não fosse para ser, pelo menos não daquela forma). Mas não é isso o que ele escolhe, afinal, ele já é uma pessoa com problemas (vemos isso pelos remédios dele) e solitária, e pode muito bem ter confundido uma simples gentileza com uma paixão. E a Nikki, bom, talvez ela tenha alimentado muito as expectativas do Bear (já que ela sabia que ele gostava dela e podia ter cortado o mal pela raiz antes), mas talvez ela estivesse um pouquinho disposta a sair com ele caso ele tivesse sido honesto (na minha opinião, ela teria falado a real para ela, até mesmo por conta da cena de João e Maria, mas vai saber?!). O fato é que nunca saberemos, e isso é muito interessante porque nos permite ter diversas interpretações a respeito do filme.
Enfim, acho que vale a pena ver de cabeça aberta, ainda mais para pensar a respeito dos temas propostos! Direção excelente, jogadas de câmera muito interessantes, fotografia ótima, música sensacional... E tudo isso com o orçamento de um pão com ovo e um pingado (considerando a indústria cinematográfica) e um diretor e elenco que tem da minha idade para baixo. Que loucura. Sensacional!
Ah, e um último detalhe: eu simplesmente AMEI o fato de o título ser um efeito prático. (E quanto mais eu penso em Obsession, mais eu gosto de tudo o que foi feito no filme.)
Amores Expressos
4.2 394 Assista AgoraMe lembrou Medianeras (2011), É assim que você a perde, do Junot Díaz, e Decisão de Partir (2022) (para este último, a primeira história, especificamente). Não fazia ideia de sobre o que se tratava Chungking Express (título que faz muito sentido por conta do caos apertado visual que é Hong Kong) e me surpreendi de diferentes formas. A fotografia é incrível, o cenário, os enquadramentos, a montagem. Fiquei encantada! Algumas coisas são muito engraçadas e outras nos fazem refletir. Particularmente adorei o fim da segunda história (é exatamente o tipo de final de que eu gosto), então terminei o filme com um sorrisinho no rosto e a sensação de que eu tinha encontrado mais uma obra sobre a qual não fazia ideia do que pensar, mas que tinha me tocado bastante. Valeu muito a pena! Espero revisitar mais algumas vezes no futuro.
Com Carinho, Kitty (3ª Temporada)
3.4 17 Assista AgoraUsei o feriado para maratona com a minha mãe, como sempre fazemos, e passamos muita raiva, mas também nos divertimos. Na tentativa de fazer as coisas darem certo e de agradar todo mundo, parece que a Kitty só comete os erros mais esdrúxulos, decepciona quem ela ama e também só olha para o próprio umbigo, mas isso é tudo culpa de um roteiro raso que não aprofunda nem a personagem dela e nem a dos outros. Parece até Emily em Paris versão Para todos os garotos que já amei (detalhe: não vi Emily em Paris, então estou só supondo pela repercussão negativa da coisa). Amo a Jenny Han, mas o roteiro é muito fraco. A Lara Jean apareceu e a gente nem ficou sabendo o motivo dos questionamentos dela em relação ao Peter, sabe? E do nada a Kitty estava melhor no coreano. Esse é o problema de ter praticamente um episódio para cobrir cada mês do semestre (tudo bem que a mesma coisa acontece em TATBILB, que nada acontece por 2 meses e aí tudo rola em 2 dias, mas de todas as coisas essa sempre foi a que mais me incomodou). Enfim, eu sei que não daria também para ficar cortando e mostrando vários dias, mas... podia ser melhor. Ter problemas diferentes. Parece que todo semestre a Kitty e o Q brigam porque ela é linguaruda. Ele ainda não aprendeu, não??? Esse é o MAIOR defeito dela, além de ficar se metendo na vida dos outros. Enfim, como fã número 1 daquela desgraçada da Jenny Han que desistiu de escrever livros e agora vive do audiovisual, obviamente verei a próxima temporada, e espero muito que se passe pelo menos um pouco em Portland. E como digo desde a primeira temporada: se ela não ficar com o Minho, se ele não for o endgame dela, eu finjo que essa série nunca aconteceu.
O Drama
3.6 504 Assista AgoraAmo filme sobre relacionamentos, amo filmes sobre as partes complicadas, amo filmes com finais abertos. Sempre soube que esse filme seria para mim. Minhas expectativas para ver The Drama estavam muito altas, mas, ao mesmo tempo, estava com medo, porque ele estava sendo recomendado em listas com vários filmes que, por algum motivo, eu odeio. Ainda assim, fui com sede ao pote e recebi algo diferente do que eu esperava, mas tão interessante quanto. Vi muita gente reclamando que as coisas acontecem muito mais pelo ponto de vista do Charlie do que da Emma e que isso era algo ruim, mas eu não acho; acho que é só uma perspectiva, um modo de ver as coisas, um jeito de contar a história. Ao mesmo tempo, costumamos ver muito as personagens de longe. O momento em que elas são mais vulneráveis e verdadeiras, mostrando quem realmente são, são naquela mesa, na hora em que a Emma conta a pior coisa que já fez e a câmera fica na cara dela e na daquela filha da puta da amiga deles. E o resto são muitas coisas que se mostram por atitudes, mas não são explicadas (e eu acho isso lindo!). É muito legal ver uma história tão maluca e tão verdadeira com personagens que parecem tão humanos, e por isso têm qualidades e defeitos e, acima de tudo, segredos. Porque, no fim, nunca conhecemos quem eles realmente são. Nunca sabemos toda a verdade, porque tudo o que vemos do passado é o que eles contam. Entramos nas paranoias deles, mas tudo o que nos mostram é o reflexo da ansiedade e um pouco dos pensamentos e desejos. Mas isso também não é tudo. Vi também muita gente falando sobre a questão racial do filme, que a escolha foi ruim, que a Emma não tinha profundidade, mas eu discordo totalmente, porque não vemos muitas garotas negras nessa posição, mas também vemos que o acolhimento é algo que muda tudo na hora de ela pensar em fazer algo.
Por fim, mas não menos importante, achei muito interessante o fato de que, anos antes, a Emma planejou fazer algo e não fez, e foi massacrada por isso. Querer chamar a polícia por algo que ela pensou tanto tempo antes é a coisa mais absurda do mundo. Se todo mundo fosse vulnerável a ponto de contar as coisas que já pensku ou planejou e não fez, todo mundo seria preso. Não sobra um vivo! O Charlie, em contrapartida, contou uma história sobre fazer cyberbullying e não deu nada. A garota lá quase matou uma criança e não deu nada. A ex do outro não foi condenada por ter chutado um cachorro latindo. Todos fizeram coisas, mas só ela foi condenada, porque o que ela pensou teoricamente foi pior, mas ela nunca chegou a fazer, então qual é o limite? E digo mais: o Charlie não só tinha feito algo ruim antes como dobrou a aposta e traiu ela antes do casamento. Emma planejou algo ruim aos 15 anos, ele fez algo ruim por impulso já adulto. O que é pior, sinceramente? Porque uma dessas coisas não aconteceu. Pelo menos ele só beijou aquela vagabunda da Misha, que ainda falou que foi assédio sendo que ela levantou a saia e virou a bunda pra ele. Sendo que >ela< tinha históricode traição. Ela nem se arrependia da pior coisa que já tinha feito, mas condenou alguém que só pensou em fazer algo e não fez. Pita que pariu, eu odeio ela! Ao mesmo tempo, também achei... não sei, talvez interessante o discurso do Charlie no casamento, poraue ele estava sendo totalmente sem filtro em relação a tudo, e ali vemos todos os pensamentos dele jogados no ventilador. Ele paga pelas consequências disso. Por um momento, ele perde a garota, mas ele, na falta dela, faz o que ela faria para se colocar para cima e tentar outra vez. E ela está disposta a tentar outra vez também. A gente só fica sem saber se isso de fato vai dar certo, porque talveznão dê. Quantas vezes nós conseguimos recomeçar?
O Grande Gatsby
3.9 2,7K Assista AgoraVi pela primeira vez em 22/09/18 e amei. Agora, anos depois, após a leitura do livro, parece algo totalmente diferente. Não achei tão empolgante, tão uau, tão tudo o que tinha achado antes. Não acho que a trilha sonora, que na época tinha amado, combina com a vibe de Gatsby. Gosto muito de alguns acréscimos, como o fato de o Nick ter basicamente ficado lelé das ideias depois de tudo o que aconteceu, mas ainda assim é algo que dá mais carga para o personagem conhecendo como ele é no livro do que no filme. Enxergar tudo pela visão do Nick nas páginas, como ele olha para o Gatsby, o que ele pensa do Gatsby, faz toda a diferença para esse envolvimento. Parece que essa obsessão dele se mostra em algumas partes do filme, mas não no filme inteiro. Apesar disso, é muito interessante como várias partes do livro se conectam bem com as cenas do filme, ainda mais no quesito estético, como o chá na casa do Nick para o Gatsby e a Daisy. Gosto muito também da atuação do DiCaprio como Gatsby e acho muito interessante como dá pra ver os momentos em que ele deixa a máscara cair e nos mostra o Gatz. Em geral, é um filme muito bom! Acho que se juntasse o filme com a trilha sonora do musical da Broadway (que, para mim, é justamente o contrário desse filme: a música combina, mas a estética é terrível), ficaria ótimo... o que não quer dizer que se tornaria uma adaptação perfeita, é claro. A questão de O Grande Gatsby (livro) é que, por ter um subtexto extremamente marcado e, ao mesmo tempo, quase invisível, a transposição para outros tipos de mídia se torna pontualmente difícil, porque tudo teria que estar alinhado para contar duas histórias ao mesmo tempo (estética, atuação, tempo, música, ângulos, o que é dito e o que fica nas entrelinhas), e é meio difícil alinhar tudo se... bom... se tem muita gente envolvida em vez de ser só você roubando o texto da sua esposa.
Bridgerton (4ª Temporada)
3.9 65 Assista AgoraEstava totalmente sem expectativas por conta do desastre que foi a 3º temporada (para mim). Eu já estava de saco cheio de ser sempre essa história de o casal se ignorar depois do casamento
(aconteceu na primeira, depois de a Daphne tecnicamente abusar do marido obrigando ele a gozar dentro, e na terceira temporada, com aquela palhaçada de o pau mole do Colin ficar bravo porque a Penelope era a Whistledown. Na segunda foi um haters to lovers, então eles se ignoravam antes, mas conta como ignorar. E, além disso, teve aquela palhaçada de o Anthony pedir a Edwina em casamento. Beleza que sempre tem uma palhaçada, a dessa vez foi o Benedict falar para a Sophie ser amante dele, mas pedir a irmã em casamento e falar o nome da Kate na hora de casar é sacanagem).
E puta merda, não esperava que o John fosse morrer agora, achei que fosse só na próxima temporada. Fiquei simplesmente chocada e chorei bastante por causa da Francesca. Também fiquei triste que a Violet não ficou com o Lord Anderson, mas tudo bem, ela não estava pronta. E a amizade da rainha e da Lady Danbury é TUDO pra mim!!! Espero que a Lady Danbury volte nas próximas temporadas, talvez um pouco mais do que as aparições do Anthony e da Kate, que praticamente foram para o ralo. Ah, adorei acompanhar o desenvolvimento da Posy! (Queria que ela continuasse aparecendo.) Ainda bem que a Rosamund e a mãe dela se ferraram. Odeio elas.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.1 487 Assista AgoraDuvidei de todo mundo que falou que se matou de chorar nesse filme, e, mais uma vez, eu estava errada. Aquela cena final teve tanta carga que me dilacerou.
Agnes e Will lidando com a morte do filho, entendendo a dor um do outro através da peça; entendendo que a dor é compartilhada mesmo no silêncio, com as mãos de todos estendidas por causa da morte do Hamlet, porque todos já perderam alguém, porque o luto está sempre aqui, pairando sobre a cabeça de todos nós.
Tudo Culpa Dela
4.1 325 Assista AgoraAdoro histórias de mistério, mas como não leio nem vejo muitas, meu cérebro é meio lelé para conectar pontos. Por isso (mas não apenas por isso), fui surpreendida por todas as reviravoltas de All Her Fault. Os primeiros episódios me prenderam e, depois do terceiro, fiquei louca para saber o que mais aconteceria. Os últimos explodiram minha cabeça, mas achei que muitos pontos da resolução foram idiotas.
Poe exemplo, obviamente só mataram a menina que era a mãe verdadeira porque não saberiam k que fazer com ela se ficasse viva. O cara viciado em apostas morreu apenas porque sim, o primeiro a morrer, sempre um negro kk. E ficou meio óbvio que o maluco do marido da protagonista ia morrer por causa da soja. Além disso, acho que em muitos mistérios que eu consumi e considerei ĺtimos os autores não tiveram medo de deixar implícito desde o começo o que estava acontecendo, mas aqui nós só ficamos sabendo do acidente nos últimos episódios, poeque a construção da história fez com que, se tivéssemos conhecimento a respeito disso antes, os plot twists não ficassem tão marcantes.
Nana
4.6 127O defeito desse anime é chegar ao fim e não ter fim!!!! Meu Deus, que ódio, não acredito que vou ser obrigada a ler o mangá... que também não tem fim!!!!!
Odeio plot de gravidez acidental quando o casal claramente não se ama. Fico muito triste pela Hashi e pela Nana. Foda-se que a Hashi quer ter o bebê, eu não quero que ela tenha!!! E a Nana dodói querendo sustentar a criança e roubar a Hashi pra si, puta que pariu.
F1: O Filme
3.7 452 Assista AgoraPra mim, o problema desse filme é querer fazer o protagonista ser o diferentão que tem um coração grande e espírito livre e só quer viver sua vidinha de ser o melhor em tudo, se dedicando pouco tempo a muitas coisas, inclusive amores. Só que aí a gente escolhe uns secundários meio merda, uma ou outra mulher pra compor o elenco e servir como interesse amoroso e ponto de virada de algum homem claramente mais importante na narrativa que ela... e tá feito o filme. Achei pobre nesse sentido, um filme que se tivesse sido feito nos anos 2000 faria mais sentido do que agora (no quesito roteiro). No mais, me entreteve bastante e entendo por que ganhei destaque em aspectos técnicos, só fiquei meio chocada por ter conseguido realmente chegar a melhor filme no Oscar. Campanha faz toda a diferença, né... bizarro.
Bugonia
3.6 566 Assista AgoraEu tenho um problema seríssimo com o Yorgos Lanthimos e fico com ódio de a Emma estar fazendo tudo dele há anos, porque ela é uma das minhas favoritas (e por que raios parece que o Jesse Plemons está em todo lugar??? Cacete). Ainda não gostei de nada desse diretor e acho que talvez precise rever uns filmes para ter uma opinião um pouco mais embasada, mas, no caso de Bugonia, acho que a proposta da história em si era um problema. Afinal, só tínhamos duas alternativas:
ou ela era mesmo um alienígena ou ele era louco.
A Hora do Mal
3.7 1,1K Assista AgoraTerror não faz lá meu estilo, mas achei esse aqui mais para um suspense pesado, então foi de boa (a média de terror que eu costumo esperar é nível Hereditário, porque foi uma das poucas coisas do gênero que eu vi, então... bom, sei que meu nível é desequilibrado). Como já vi há alguns meses, não me lembro mais de tanta coisa, mas fiquei bem presa pelo mistério. Foi super interessante acompanhar essa história e me deu medo em alguns momentos, ainda mais a atuação da Gladys, puta que pariu. No mais, acho que o final podia ter sido um pouquinho melhor, mas deu para o gasto. Valeu a pena ver uma vez.
Trem-Bala
3.6 644 Assista AgoraFilme maluco! Assisti sem pretensão nenhuma e me vi envolvida do começo ao fim. Divertido demais no que se propõe. Quando você não sabe de nada, fica ainda melhor.
A Meia-Irmã Feia
3.8 466 Assista AgoraPrimeiro que ela nem era feia. Fui assistir ao filme sem saber direito do que se tratava, e, a partir do momento em que entendi que era uma outra adaptação de Cinderela (uns 2 minutos depois), ficou fácil saber onde a história acabaria. Mas a graça dos recontos é você ver uma interpretação da história, trazendo às vezes novos pontos de vista. O que temos aqui é uma ótima direção, filmagem, fotografia, atuações, cabelo e maquiagem, mas a narrativa não traz nada de tão inovador. O body horror e o gore são os maiores diferenciais, mas também não achei nada exagerado (embora lembre um pouco A Substância em certos aspectos). Enfim, não sei bem o que concluir a respeito do filme. Achei bom, mas nada que tenha me feito pensar que é um filme genial. Vou ficar de olho na diretora para próximas obras, acho que tem muito potencial.
Marty Supreme
3.6 380 Assista AgoraA atuação do Timothée me surpreendendo cada vez mais. Chega a ser absurdo! Dito isso, o filme não me pegou muito. Não foi uma questão de não entender, mas de não sentir (e também não entender, porque como você vai ser tão relapso com algo que é seu sonho, pelo qual você faria de e fez de tudo, a ponto de deixar escapar pelas suas mãos por puro orgulho??? Mas talvez seja minha ansiedade falando). Apesar dos pesares, gosto muito de filmes que vão ficando cada vez mais malucos, e meu único incômodo aqui foi algumas linhas de narrativa terem ficado jogadas, não servindo para absolutamente nada em momento algum, tornando-se descartáveis após o fim do filme. Não achei brilhante como muitas pessoas, mas não é porque as personagens são detestáveis que ele é um filme ruim. Talvez eu achasse um pouco melhor também se ele e F1 tivessem balanceado: enquanto Marty Supreme não faz questão de que personagem nenhuma agrade ninguém, F1 se esforçar ao máximo para que a gente goste do protagonista mesmo com os defeitos dele, e, para mim, os dois deram errado de maneiras completamente diferentes nesse sentido. Mas quem sou eu, apenas uma pobre cidadã...
Avatar: Fogo e Cinzas
3.5 356 Assista AgoraAmo os visuais de Avatar, e ver em 3D na cadeira D-BOX foi uma experiência diferente (que não se compraria a ver em IMAX, imagino, mas foi o que deu). Meu problema com o filme é que ele tenta ter história demais quando poderia ser apenas vibes (e ficaria muito melhor). Acho muito interessante todo o debate trazido em relação à colonização, mas acho que está ficando cada vez pior, cada vez mais raso, cada vez com os humanos no centro de tudo mesmo no mundo de Pandora, até na religião deles (o que não é de se surpreender, mas me recuso a dizer em voz alta o motivo). Enfim, daqui pra frente é só pra trás, mas continuarei assistindo apenas por gostar muito das vibes de voo e água.
Sonhos de Trem
3.7 363 Assista AgoraComeçou como uma história cozy sobre um lenhador que encontrou propósito na vida através do amor, e aí quando eu vi tinha um rosto no meio das minhas lágrimas.
Sofri junto com o protagonista esperando a esposa e a filha dele voltarem e entendendo que elas nunca voltariam.
Stranger Things (1ª Temporada)
4.5 2,7K Assista AgoraOk, minha nota pra essa temporada foi dada menos de 10 dias depois da estreia dela, lá em 2016, e por isso decidi manter — porque na época realmente foi um cinco estrelas favoritado e eu genuinamente entendo o porquê. Só que rever essa temporada dez anos depois, ainda mais logo após o fim da última, me deixou com sentimentos conflitantes. Eu adorei? Super!
Os primeiros episódios são sensacionais, com o sumiço do Will e a morte da Barb. Rever a evolução do Steve também foi muito bacana, e eu não me lembrava de que no fim da temporada a Nancy ainda ficava com ele, mesmo já estando na cara que ela gostava do Jonathan.
Uma Batalha Após a Outra
3.7 687 Assista AgoraTenho muitas questões com esse filme, porque me entreteve bastante por quase três horas, o que é uma grande coisa por si só, e as cenas do sensei foram simplesmente sensacionais. Achei a maioria dos personagens tanto odiáveis quanto... bom... não tão odiáveis assim, o que é legal, e não tenho qualquer tipo de reclamação a fazer em relação a atuações, trilha sonora, fotografia etc. etc. Realmente gostei de tudo! Mas aí tem a história.
Tive um grande problema com essa narrativa, porque parece que, diante de tudo o que está acontecendo, nada faz muito sentido. Sabemos que tem grupos revolucionários, militares, uma filha perdida e um grupo supremacista, mas e daí? Aborda tantos temas interessantes e não sai da superfície. Parece que esse filme teria tanto impacto quanto se não falasse sobre nada disso. É um acúmulo de assuntos que poderiam render comentários muito perspicazes, mas que não tecem qualquer tipo de crítica. E não que toda arte precise, de fato, pontuar algo sobre alguma coisa, mas é estranho eu ter saído desse filme sem conseguir formar um pensamento a respeito do que talvez pudessem estar querendo dizer, porque, afinal, parece que não querem dizer nada.
Wicked: Parte 2
3.4 167 Assista AgoraComo fã de Wicked há quase dez anos, posso dizer que fiquei verdadeiramente satisfeita com essa conclusão.
Diferente da parte 1, que eu já vi diversas vezes e até agora não encontrei um nada que me incomoda, tenho certas críticas à parte 2, sim, principalmente no que diz respeito ao plot da Nessa e toda a cena da Bruxa Má do Leste. Acho que as mudanças feitas não foram bem encaixadas, nem a história, nem a letra da música, nem a ordem das falas. Dito isso, o Boq versão Homem de Lata ficou ótimo! Também não sou fã da Michelle Yeoh cantando e acho que as novas partes que ela canta em Thank Goodness ficaram fracas, e também faltou uma parte do diálogo dessa cena falando sobre o que tinha acontecido (de maneira distorcida) para a Glinda se tornar A Boa, o que foi meio triste. Por fim, achei as músicas novas ok, e a da Elphaba foi melhor, na minha opinião, mas foram meio tanto faz no quesito narrativo... Pelo menos nessa primeira olhada.
Agora, toda a questão de trazer mais dos animais foi uma grata surpresa! As Long As You're Mine foi de tirar o fôlego, No Good Deed emocionou e For Good... olha, principalmente a parte logo depois em que elas dizem que se amam, a porta entre elas é fechada e elas choram... eu me acabei ali. E digo mais: o fato de a Glinda dar aquela pensada no final a respeito de limpar o nome da Elphaba, mas, em vez disso, fazer algo ainda maior, trazendo o legado da luta dela em relação aos animais? O Dr. Dillamond reaparecendo???? Aquilo foi CINEMA. Me acabei. Tipo assim, encerrou com chave de ouro. Isso sem contar aquela cena final! Ah, e também teve o fato de a Glinda ter mantido coisas que eram da Elphaba (provavelmente, né?), tipo a bota, e de ela ser a pessoa fugindo a cavalo no começo do primeiro filme. Fiquei um ano inteiro achando, junto com a minha mãe, que poderia ser o Fiyero, mas não! Era ela o tempo todo. E, nossa, Wonderful ficou SENSACIONAL. Porra, eu amo Wicked!!!!