Senhores, sou do tempo em que a Sessão da Tarde tinha alguma dignidade. Sou do tempo de "Deu a louca nos monstros"... Cresci saudável. O mundo precisa rever essa matinê clássica!
Baseado no livro "A Serpente e o Arco-Íris", do canadense Wade Davis, que passou três anos no Haiti pesquisando o fenômeno dos mortos-vivos, o filme faz uma abordagem quase documental sobre o assunto, fugindo dos tradicionais zumbis acéfalos e famintos, estabelecidos por George A. Romero. Não há vírus aqui, e sim um pó vodu, responsável pelo efeito levanta-defunto. Hoje, a ciência - embora não de forma unânime - atribui esse efeito a tetrodotoxina, encontrada em um dos ingredientes da estranha receita, que age no sistema nervoso da vítima provocando paralisia, imobilidade e perda de consciência. Por isso a ilusão da morte aparente. Depois que o efeito da tetrodotoxina passa, os supostos mortos-vivos são retirados do cemitério por um feiticeiro mal intencionado que se aproveita da situação para escravizá-los. O filme poderia ter investido mais na linguagem documental, pondo à tela um material ainda mais cru. No entanto, Mr. Craven não resistiu ao tema e acabou exagerando nos minutos finais. É isso que acontece quando você enche demais um balão: ele estoura!
O que torna "Presos no Gelo" um filme diferente, apesar de sinopse decalcada (grupo de jovens perseguido por psicopata)? Sua nacionalidade? Não. A resposta provavelmente não está em "o quê", mas em "como". O diretor Roar Uthaug estripa - a picaretadas - a velha fórmula para contar de um jeito diferente a mesma história (grupo de jovens perseguido por psicopata). Sua câmera parece viva! Ela respira junto com os personagens, encarando-os/intimidando-os a uma distância sempre curta, com se procurasse o melhor jeito de revelar seus medos. O efeito disso? Caímos todos na mesma fenda no gelo, quebramos todos a mesma perna, temos às nossas costas o mesmo psicopata antissocial... Ficamos congelados, surpresos ainda com o vigor renovado de um mesmo susto (grupo de jovens perseguido por psicopata). Roar Uthaug deixa pegadas profundas, e algumas manchas de sangue, na neve, torneando um filme bem maior que os seus 90 minutos.
Não passa de "Um Tira da Pesada" vencido. Tudo que acontece no filme (o parceiro morto, a dupla de policiais incompatível, as piadas...) é uma reprise dos filmes de ação/policial dos anos 80, só que sem o exagero - e o charme - daquelas produções. Parece que o longa e Eddie não têm as mesmas coordenadas de tempo e espaço.
O humor desse filme pode ser medido pela insistência em piadas escatológicas (hábito comum a esse tipo de produção desde que a sátira se transformou em uma enorme privada): Ele fede! Se tiver paciência, vale pela sacanagem a Jonnhy Depp. Mas o melhor jeito de encará-lo e dando descarga.
Esse aqui tem vaga cativa na primeira fila do cinema de horror, não só pela retomada de temas clássicos, mas, também, pela paródia inteligente ao gênero, já gasto àquela altura. Causou uma verdadeira mania entre os brasileiros, principalmente no mercado de vídeo. Esse "espanto" não foi à toa, o filme trazia algumas inovações, como os efeitos especiais de Richard Edlund, sobre um roteiro muito bem arranjado, provando que filmes de terror não precisam ter apenas vísceras e sangue. Seu cérebro está na condução de uma trama bem simples: meu vizinho é um vampiro! Tom Holland transforma esse pequeno material - usando, talvez, o sangue vampiro para isso - num exemplo de sucesso, misturando e reciclando referências. O personagem de Roddy McDowell, Peter Vincent, é uma homenagem a dois grandes ícones do cinema de terror: Peter Cushing e Vincent Price. Se me permitem a bisbilhotice, tem até algumas curiosidades sexuais, como a relação entre o vampiro Jerry Dandrige (Chris Sarandon) e seu fiel escudeiro (Jonathan Stark). Será que o vampirão encontrou outros prazeres enquanto aguardava a volta de sua amada? Fofocas a parte, é um daqueles filmes que valem a pena ser revistos - tanto que foi refilmado em 2011.
Remakes: de onde vêm, de que se alimentam, como se reproduzem... A população de refilmagens tem aumentado bastante nas ruas de Hollywood. É sempre um bom tempo para prestar homenagens... Esse aqui consegue alguma distinção quando tenta atualizar o ícone oitentista "A Hora do Espanto". Craig Gillespie, o diretor, soube absorver bem os quase trinta anos que separam os filmes, baixando programas mais afeitos a nova vizinhança. Elementos da atual cultura digital. Os personagens ganharam até alguma profundidade (nada que dê para se afogar, claro), como o mocinho matador de vampiros, agora um nerd banido para a terra dos descolados. O humor continua, menos afiado que antes, mas ainda capaz de morder alguns pescoços - principalmente nas cenas que envolvem o novo Peter Vincent (nesta versão um astro junkie decadente). Nem o canastrão Colin Farrell estragou a volta do vampirão Jerry Dandridge, trocando a sensualidade de Chris Sarandon por algo mais suado e heterossexual, embora continue gostando de maçãs. Agora ele age sozinho. Deletaram o suspeito ajudante do primeiro filme, talvez para evitar qualquer insuanação gay. A trilha empolga, mas não tem o apelo de "como to me", marca da versão de 1985. O grande feito desse novo "A Hora do Espanto", realmente, foi ter dado alguma personalidade a uma história sem muita elasticidade, evitando a acefalia que cerca boa parte desse tipo de produção. Foi bom ver novamente um vampiro clássico em cena, que não brilha à luz do sol nem tem pudores juvenis.
Comentário fast-food: Fica difícil conter um arrepio quando todos eles se reunem, perfilados e prontos para o combate... Saí do cinema dando socos e pontapés no ar.
Não sou eu quem vai atrapalhar a festinha dos super-herois... O primeiro blockbuster do ano (esqueçam o fracassado John Carter) a encher a tela e as salas, segue intocável, aproximando público e crítica em torno de si. O projeto não era fácil: reunir alguns dos maiores herois da Marvel para uma confraternização chamada "Os Vingadores". Nos HQs, esse grupo sempre disputou espaço com outros contingentes uniformizados, como X-Men, Quarteto Fantástico e cia. Nunca foram absolutos. Mas aqui, os notáveis receberam tratamento de primeira, assumindo a ponta no grande GP da Marvel. Declaradamente divertido, o filme acerta em suas escolhas, desde a manutenção dos preceitos básicos dos quadrinhos até a atenção dedicada a cada vingador. Todos têm grandes momentos, ajudados pelas vibrantes cenas de ação. O filme conseguiu até dar um aspecto mais cool ao conservador Capitão América, ousando quando manteve seu uniforme tradicional (ninguém leva a sério um homem vestido de bandeira). Claro que os picos ficam por conta do Hulk e Homem de Ferro (um Downey Jr. ainda impagável, dentro e - principalmente - fora da sua armadura). O roteiro reúne e desenvolve deixas dos filmes solos anteriores, montando um álbum com o melhor de seus personagens. Uma verdadeira graphic novel, na velocidade que o cinema exige. Com tantos pesos pesados fica difícil encontrar um vilão a altura. E coube ao afetado Loki esta ingrata missão. Foi uma luta injusta! Pelo menos, sobrou mais tempo para curtir as verdadeiras estrelas do filme. Fica difícil conter um arrepio quando todos eles se reunem, perfilados e prontos para o combate. Para quem tinha dúvidas: sim, há vida para os super herois após os quadrinhos. Uma vida até mais confortável e digna, em alguns casos.Talvez o cinema, hoje, seja o único mercado disponível para esse tipo de diversão. Um mercado bastante lucrativo, diga-se.
Sei que virou clichê falar mal de remakes... Aqui não é diferente. Voltamos ao eterno dilema shakesperiano das releituras: ser ou não ser... Dessa vez, tudo que temos é uma curiosidade mórbida. Esta versão bem que tenta pegar carona no sucesso de 1986, mas é chutada logo no primeiro quilômetro. Filme pequeno, sem nenhuma ambição ou vigor técnico. Tire-se o título famoso e o que sobra é uma cópia borrada, onde apenas a imagem do assassino consegue alguma dignidade - embora o John Ryder de Hutger Hauer ainda pareça insuperável, no seu desesperado velado e cinismo absolutamente assustador. Continuamos sem muitas informações a seu respeito. A mocinha não convence. Muito bonita, mas completamente deslocada, principalmente quando tenta parecer párea para seu algoz... O mesmo se aplica a toda extensão do longa. Evento desnecessário. Se este filme acenar para você, ignore completamente e siga sua viagem sem essa má companhia. A mensagem ainda é a mesma: nunca dê caronas a estranhos... ou a filmes suspeitos.
Mais popular que o primeiro, tornou lendário pelo menos um dos contos, "A Jangada" (passei algum tempo para entrar em um lago novamente), marcando uma geração de cinéfilos, notívagos e gente estranha. Um filme classe B, com todo mérito. Mas se você não viu a "Creepshow 2" numa daquelas sessões noturnas, ainda moleque, entre os anos 80 e 90, não vai saber do que estou falando.
Mais um filme que, embalado pela onda dos "filmes origem" ("Hannibal - A origem do mal" [2007], "Atividade Paranormal 3" [2011], "A Coisa" [2011]...) tenta explicar os fenômenos ocorridos em "O Exorcista". Na verdade não passa de um trote, uma brincadeira de mau gosto, ou um exorcismo mal feito... Não se engane pelo título pretensioso, trata-se de um filho bastardo que tenta - a todo custo - morder os calcanhares de seu genitor clássico, mas se engasga com a própria língua e não há água benta que resolva. Tudo aqui já foi visto e revisto, exorcizado e inxorcizado... "O Exorcista - O início" é só mais um cavalinho, junto com as outras sequências, em torno do carrossel operado pelo filme original. Enquanto este mantém-se firme no seu posto de obra-prima, os outros rodam e rodam sem sair do lugar.
A marca "O Exorcista" pesa muito sobre o terceiro capítulo da série - mais ligado ao filme original e dirigido pelo próprio autor da série, William Peter Blatty. O filme apresenta um material mais modesto, que troca o exibicionismo brutal do primeiro "O Exorcista" por um certo suspense, ao estilo thriller, adicionando à lista uma tesoura gigante e um psicopata canastrão. O elenco maduro, capitaneado pelo veterano George C. Scott, garante a integridade sem brilho do longa... É isso, não tem jeito, qualquer filme sobre possessão demoníaco pós-O Exorcista está fadado a cair no vácuo do clássico de 1973. E se traz ainda a marca da besta, a exigência é bem maior. "O Exorcista III" não é um capítulo ruim, só não sustenta impunemente sua linhagem famosa.
Fui pego de surpresa por esta continuação, não esperava a sequência de um remake - principalmente de um tão pouco aplaudido. Claro, uma arrecadação de quase US$ 500 milhões não pode ser ignorada (bilheteria do filme anterior, de 2010), ou deixada em paz. Filmes assim sempre atraem curiosos... "Fúria de Titãs 2" começa bem, sem grandes discursos ou pretensões. A trama é uma colagem, bem vagabunda, de recortes mitológicos e afins... O filme sabe que não pode ficar parado, fazendo pose de inteligente, e parte logo para a ação como um bom blockbuster, recorrendo as criaturas do underground grego para exibir seus novos efeitos e 3D - bem melhores que no primeiro filme. A produção conseguiu manter o elenco principal, salvando alguma dramaticidade com os veteranos Liam Neeson e Ralph Fiennes. Sam Worthington bem que tenta, mas seu Perseu ainda hesita entre o herói semideus e o pescador chorão. No entanto, depois de algum tempo, o filme vai perdendo o fôlego, uma barriguinha aparece aqui, uma celulite ali... Toda aquela coisa de deuses em conflito, batalhas épicas, vai ficando menos interessante a cada sequência... E o longa termina meio arrastado. A "Fúria" do título era na verdade uma "raivinha", uma intriga de deuses entediados. Precisei de mais pipoca e refrigerante para sair satisfeito do cinema.
Quem disse que foi o americano Neil Armstrong o primeiro a pisar na lua, em 1969? Protesto! Antes dele, e de toda essa baboseira de corrida espacial, o cinema já tinha desbravado as terras lunares, capitaneado por seu maior idealizador, Georges Méliès - esse, sim, o primeiro homem a estar na lua... e o primeiro também a transformar o cinema em arte. Levou muita gente consigo, todos aqueles que viam incrédulos sua imaginação viva. Fica melhor, aqui, aquela famosa frase: "Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade".
Redundante. O filme vai descaradamente no vácuo do sucesso "Atividade Paranormal", tentando ser mais dinâmico e violento. Suas pretensões, porém, não são suficientes para dar alguma dignidade à produção. O subtítulo implícito "cópia cara-de-pau" é, sem dúvida, seu maior atrativo. Não é uma novidade. A produtora responsável pela cópia... ops, longa, The Asylum, é especializada em fazer rip-offs (filmes de caráter duvidoso que se aproveitam de sucessos do cinema). Eles já lançaram pérolas como "Transmorphers" e "Snakes on a Train". Mas nada me pareceu tão absurdo quanto a sinopse acima, até parece que tratam de outro filme. Sem falar em "sacudir a roseira". Isso, sim, é assustador!
Carpenter presta uma homenagem ao "O Monstro do Ártico", de 1951, e cria uma das obras de ficção/horror, com jeitão de filme B, mais influentes dos anos 80. Para atualizar o material, trocou a aventura do original pela claustrofobia gelada do isolamento, instituindo a paranóia como conduta geral. A sequência em que Kurt Russell (na medida para o personagem) testa o sangue dos colegas é um bom exemplo disso. A fórmula exige, no entanto, osso quebrado, pele rasgada, corpos carbonizados e aliens disformes para pintar, com muito sangue, quadros brutalmente belos, quase surreais. O diretor, juntamente com David Cronenberg, deu maioridade ao tema invasão de corpos, numa implosão de efeitos. Enquanto Spielberg encantava o publico com seu alienígena bonzinho, Carpenter desfilava seu gore, sujando todo mundo de cinema.
Um remake disfarçado de prequel, a começar pelo título, "The Thing", o mesmo do filme de Carpenter - aqui batizado de "O enigma de outro mundo". Esse título, traduzido literalmente no Brasil para "A Coisa", ainda traz esta complicação: pode ser associado com outra " A Coisa", de 1985 (aquele filme sobre um danone assassino...). Isso mostra que, mesmo quando acertam, nossos tradutores continuam errando. Essa é a terceira vez que contam essa história, "O enigma..." já era um remake de outro longa, "O Monstro do Ártico, de 1951. Depois de dois filmes, tidos por muitos como clássicos, fica difícil tentar uma refilmagem direta sem ficar à sombra das obras anteriores. Então, por que não contar o que aconteceu antes, uma espécie de prelúdio? Uau! Na verdade, os filmes acontecem quase simultaneamente (o barato mesmo é ver os dois em sequência). O novo "A Coisa, do estreante Matthijs van Heijningen Jr., acrescenta pouco material ao seu predecessor, caindo na ironia quando tenta imitar, como seu alienígena, o DNA do clássico de Carpenter. Suas respostas são óbvias, escondidas atrás das deixas de "O enigma...". O diretor parece mais preocupado em mostrar seu monstrinho contorcionista que em estabeler um suspense digno do tema e do cenário inóspito. É interessante ver, também, que, embora separados por 30 anos, incluindo uma revolução digital, os efeitos artesanais aplicados ao filme de 1982 superam o amontoado de CGI deste último. Mas o filme não é qualquer "Coisa", tem lá seu mérito. O problema é que assumiu uma responsabilidade maior que sua capacidade.
Sete motivos para ver "A invenção de Hugo Cabret": 1. É um filme de Martin Scorsese. 2. É um filme de Martin Scorsese que não trata de assuntos exclusivamente adultos, como máfia e afins. Mais que isso: seu Hugo não exige classificação etária. 3. Não tem gênero também. Passeia pela ficção científica, aventura, comédia, drama e até documentário sem tropeçar nas referências. 4. Tecnicamente impecável, pode até lhe roubar uma lágrima com sua romântica Paris dos anos 30. Esse apuro visual não fica só na capa. O filme emociona sem apelar para clichês, vide a relação pura entre Hugo e Isabelle, sua amiga. 5. O melhor filme 3D já feito, desde a retomada da tecnologia por "Avatar". Foi rodado integralmente com câmeras 3D, fugindo das frustantes conversões para o formato. 6. É uma declaração de amor ao cinema e um agradecimento particular a um dos maiores gênios da sétima arte, George Méliès, encantando o público - apesar das licenças poéticas - com passagens originais de obras como "Viagem à Lua" e "A Chegada do Trem na Estação" (dos Irmãos Lumière). 7. Já falei que é um filme de Martin Scorsese?
Meu Deus, ele é um rato, não uma criança (nervoso)! UM RATO, pequeno e branco! Um camundongo, um mouse (falta de ar)... UM RAAAAAATO ! Será que ninguém percebe isso no filme? (Início de enfarto...)
Fazendo coro à maioria das opiniões aqui, o grande atrativo do filme é mesmo Wagner Moura - provando mais uma vez que é um dos melhores atores de sua geração. Fora isso, tem a curiosidade, e o prazer, de ver foras-da-lei, autoridades, subcelebridades e Amaury Júnior sendo sacaneados pelo Marcelo.
Raimi pecou feio no terceiro capítulo da saga aracnídea. Sua direção desleixada não respeitou a biografia do heroi, cometendo algumas gafes e infringindo, pelo menos, 3 regras básicas das adaptações de HQs para o cinema. 1. Não bulinarás, de maneira leviana, na origem do heroi: Pergunto, por que o Homem-Areia, um vilão de segunda, é responsável pela morte do Tio Ben? Ficou forçado, como se colocassem um maiô infantil numa senhora de 100 quilos. Raimi cagou em temas sagrados para o héroi e seus fãs. 2. Um vilão é bom, dois é muito e três é demais: Raimi parece não ter aprendido com o vergonhoso "Batman & Robin", de 1997, e aciona três vilões para seu filme, não dando a devida atenção a nenhum deles. Tudo bem se ficasse só entre o Homem-Areia e o péssimo Harry Osborn/Duende-Verde de James Franco. Mas acontece que o terceiro vilão e ninguém menos que Venon - o grande arquirrival do cabeça-de-teia - que aparece, mal aproveitado, no final do filme guinchando como uma gralha histérica e despeitada. Raimi queimou sua melhor peça... 3. Cuidado com influências e referências: Nos quadrinhos, o simbionte alienígena tornava o Homem-Aranha/Peter Parker sombrio e violento. Mas no filme temos um moleque de mechinha que faz número de dança, numa cena que ficaria melhor em "O Máskara". Se a intenção era fazer uma homenagem aos antigos musicais, usasse outro heroi... Que tal o Hulk? Sem falar na piada sobre o "Homem-Aranha Emo". Isso, sim foi grave! O jeito agora é esperar pelo "Homem-Aranha Begins"...
Deu a Louca nos Monstros
3.5 246 Assista AgoraSenhores, sou do tempo em que a Sessão da Tarde tinha alguma dignidade. Sou do tempo de "Deu a louca nos monstros"... Cresci saudável. O mundo precisa rever essa matinê clássica!
A Maldição dos Mortos-Vivos
3.2 147Baseado no livro "A Serpente e o Arco-Íris", do canadense Wade Davis, que passou três anos no Haiti pesquisando o fenômeno dos mortos-vivos, o filme faz uma abordagem quase documental sobre o assunto, fugindo dos tradicionais zumbis acéfalos e famintos, estabelecidos por George A. Romero. Não há vírus aqui, e sim um pó vodu, responsável pelo efeito levanta-defunto. Hoje, a ciência - embora não de forma unânime - atribui esse efeito a tetrodotoxina, encontrada em um dos ingredientes da estranha receita, que age no sistema nervoso da vítima provocando paralisia, imobilidade e perda de consciência. Por isso a ilusão da morte aparente. Depois que o efeito da tetrodotoxina passa, os supostos mortos-vivos são retirados do cemitério por um feiticeiro mal intencionado que se aproveita da situação para escravizá-los. O filme poderia ter investido mais na linguagem documental, pondo à tela um material ainda mais cru. No entanto, Mr. Craven não resistiu ao tema e acabou exagerando nos minutos finais. É isso que acontece quando você enche demais um balão: ele estoura!
A Coisa
2.9 390 Assista AgoraPor isso que eu nunca gostei de danone...
Presos no Gelo
3.1 312 Assista AgoraO que torna "Presos no Gelo" um filme diferente, apesar de sinopse decalcada (grupo de jovens perseguido por psicopata)? Sua nacionalidade? Não. A resposta provavelmente não está em "o quê", mas em "como". O diretor Roar Uthaug estripa - a picaretadas - a velha fórmula para contar de um jeito diferente a mesma história (grupo de jovens perseguido por psicopata). Sua câmera parece viva! Ela respira junto com os personagens, encarando-os/intimidando-os a uma distância sempre curta, com se procurasse o melhor jeito de revelar seus medos. O efeito disso? Caímos todos na mesma fenda no gelo, quebramos todos a mesma perna, temos às nossas costas o mesmo psicopata antissocial... Ficamos congelados, surpresos ainda com o vigor renovado de um mesmo susto (grupo de jovens perseguido por psicopata). Roar Uthaug deixa pegadas profundas, e algumas manchas de sangue, na neve, torneando um filme bem maior que os seus 90 minutos.
O Negociador
2.9 87 Assista AgoraNão passa de "Um Tira da Pesada" vencido. Tudo que acontece no filme (o parceiro morto, a dupla de policiais incompatível, as piadas...) é uma reprise dos filmes de ação/policial dos anos 80, só que sem o exagero - e o charme - daquelas produções. Parece que o longa e Eddie não têm as mesmas coordenadas de tempo e espaço.
A Saga Molusco: Anoitecer
1.1 873O humor desse filme pode ser medido pela insistência em piadas escatológicas (hábito comum a esse tipo de produção desde que a sátira se transformou em uma enorme privada): Ele fede! Se tiver paciência, vale pela sacanagem a Jonnhy Depp. Mas o melhor jeito de encará-lo e dando descarga.
A Hora do Espanto
3.6 618 Assista AgoraEsse aqui tem vaga cativa na primeira fila do cinema de horror, não só pela retomada de temas clássicos, mas, também, pela paródia inteligente ao gênero, já gasto àquela altura. Causou uma verdadeira mania entre os brasileiros, principalmente no mercado de vídeo. Esse "espanto" não foi à toa, o filme trazia algumas inovações, como os efeitos especiais de Richard Edlund, sobre um roteiro muito bem arranjado, provando que filmes de terror não precisam ter apenas vísceras e sangue. Seu cérebro está na condução de uma trama bem simples: meu vizinho é um vampiro! Tom Holland transforma esse pequeno material - usando, talvez, o sangue vampiro para isso - num exemplo de sucesso, misturando e reciclando referências. O personagem de Roddy McDowell, Peter Vincent, é uma homenagem a dois grandes ícones do cinema de terror: Peter Cushing e Vincent Price. Se me permitem a bisbilhotice, tem até algumas curiosidades sexuais, como a relação entre o vampiro Jerry Dandrige (Chris Sarandon) e seu fiel escudeiro (Jonathan Stark). Será que o vampirão encontrou outros prazeres enquanto aguardava a volta de sua amada? Fofocas a parte, é um daqueles filmes que valem a pena ser revistos - tanto que foi refilmado em 2011.
A Hora do Espanto
3.0 1,3K Assista AgoraRemakes: de onde vêm, de que se alimentam, como se reproduzem...
A população de refilmagens tem aumentado bastante nas ruas de Hollywood. É sempre um bom tempo para prestar homenagens... Esse aqui consegue alguma distinção quando tenta atualizar o ícone oitentista "A Hora do Espanto". Craig Gillespie, o diretor, soube absorver bem os quase trinta anos que separam os filmes, baixando programas mais afeitos a nova vizinhança. Elementos da atual cultura digital. Os personagens ganharam até alguma profundidade (nada que dê para se afogar, claro), como o mocinho matador de vampiros, agora um nerd banido para a terra dos descolados. O humor continua, menos afiado que antes, mas ainda capaz de morder alguns pescoços - principalmente nas cenas que envolvem o novo Peter Vincent (nesta versão um astro junkie decadente). Nem o canastrão Colin Farrell estragou a volta do vampirão Jerry Dandridge, trocando a sensualidade de Chris Sarandon por algo mais suado e heterossexual, embora continue gostando de maçãs. Agora ele age sozinho. Deletaram o suspeito ajudante do primeiro filme, talvez para evitar qualquer insuanação gay. A trilha empolga, mas não tem o apelo de "como to me", marca da versão de 1985. O grande feito desse novo "A Hora do Espanto", realmente, foi ter dado alguma personalidade a uma história sem muita elasticidade, evitando a acefalia que cerca boa parte desse tipo de produção. Foi bom ver novamente um vampiro clássico em cena, que não brilha à luz do sol nem tem pudores juvenis.
A Face do Predador
1.9 41Não dá pra levar a sério... Diversão vagabunda!
Os Vingadores
4.0 6,9K Assista AgoraComentário fast-food:
Fica difícil conter um arrepio quando todos eles se reunem, perfilados e prontos para o combate... Saí do cinema dando socos e pontapés no ar.
Os Vingadores
4.0 6,9K Assista AgoraNão sou eu quem vai atrapalhar a festinha dos super-herois... O primeiro blockbuster do ano (esqueçam o fracassado John Carter) a encher a tela e as salas, segue intocável, aproximando público e crítica em torno de si. O projeto não era fácil: reunir alguns dos maiores herois da Marvel para uma confraternização chamada "Os Vingadores". Nos HQs, esse grupo sempre disputou espaço com outros contingentes uniformizados, como X-Men, Quarteto Fantástico e cia. Nunca foram absolutos. Mas aqui, os notáveis receberam tratamento de primeira, assumindo a ponta no grande GP da Marvel. Declaradamente divertido, o filme acerta em suas escolhas, desde a manutenção dos preceitos básicos dos quadrinhos até a atenção dedicada a cada vingador. Todos têm grandes momentos, ajudados pelas vibrantes cenas de ação. O filme conseguiu até dar um aspecto mais cool ao conservador Capitão América, ousando quando manteve seu uniforme tradicional (ninguém leva a sério um homem vestido de bandeira). Claro que os picos ficam por conta do Hulk e Homem de Ferro (um Downey Jr. ainda impagável, dentro e - principalmente - fora da sua armadura). O roteiro reúne e desenvolve deixas dos filmes solos anteriores, montando um álbum com o melhor de seus personagens. Uma verdadeira graphic novel, na velocidade que o cinema exige. Com tantos pesos pesados fica difícil encontrar um vilão a altura. E coube ao afetado Loki esta ingrata missão. Foi uma luta injusta! Pelo menos, sobrou mais tempo para curtir as verdadeiras estrelas do filme. Fica difícil conter um arrepio quando todos eles se reunem, perfilados e prontos para o combate. Para quem tinha dúvidas: sim, há vida para os super herois após os quadrinhos. Uma vida até mais confortável e digna, em alguns casos.Talvez o cinema, hoje, seja o único mercado disponível para esse tipo de diversão. Um mercado bastante lucrativo, diga-se.
A Morte Pede Carona
3.0 463 Assista AgoraSei que virou clichê falar mal de remakes... Aqui não é diferente. Voltamos ao eterno dilema shakesperiano das releituras: ser ou não ser... Dessa vez, tudo que temos é uma curiosidade mórbida. Esta versão bem que tenta pegar carona no sucesso de 1986, mas é chutada logo no primeiro quilômetro. Filme pequeno, sem nenhuma ambição ou vigor técnico. Tire-se o título famoso e o que sobra é uma cópia borrada, onde apenas a imagem do assassino consegue alguma dignidade - embora o John Ryder de Hutger Hauer ainda pareça insuperável, no seu desesperado velado e cinismo absolutamente assustador. Continuamos sem muitas informações a seu respeito. A mocinha não convence. Muito bonita, mas completamente deslocada, principalmente quando tenta parecer párea para seu algoz... O mesmo se aplica a toda extensão do longa. Evento desnecessário. Se este filme acenar para você, ignore completamente e siga sua viagem sem essa má companhia. A mensagem ainda é a mesma: nunca dê caronas a estranhos... ou a filmes suspeitos.
Creepshow 2: Show de Horrores
3.5 175Mais popular que o primeiro, tornou lendário pelo menos um dos contos, "A Jangada" (passei algum tempo para entrar em um lago novamente), marcando uma geração de cinéfilos, notívagos e gente estranha. Um filme classe B, com todo mérito. Mas se você não viu a "Creepshow 2" numa daquelas sessões noturnas, ainda moleque, entre os anos 80 e 90, não vai saber do que estou falando.
O Exorcista: O Início
2.6 448 Assista AgoraMais um filme que, embalado pela onda dos "filmes origem" ("Hannibal - A origem do mal" [2007], "Atividade Paranormal 3" [2011], "A Coisa" [2011]...) tenta explicar os fenômenos ocorridos em "O Exorcista". Na verdade não passa de um trote, uma brincadeira de mau gosto, ou um exorcismo mal feito... Não se engane pelo título pretensioso, trata-se de um filho bastardo que tenta - a todo custo - morder os calcanhares de seu genitor clássico, mas se engasga com a própria língua e não há água benta que resolva. Tudo aqui já foi visto e revisto, exorcizado e inxorcizado... "O Exorcista - O início" é só mais um cavalinho, junto com as outras sequências, em torno do carrossel operado pelo filme original. Enquanto este mantém-se firme no seu posto de obra-prima, os outros rodam e rodam sem sair do lugar.
O Exorcista III
2.6 203 Assista AgoraA marca "O Exorcista" pesa muito sobre o terceiro capítulo da série - mais ligado ao filme original e dirigido pelo próprio autor da série, William Peter Blatty. O filme apresenta um material mais modesto, que troca o exibicionismo brutal do primeiro "O Exorcista" por um certo suspense, ao estilo thriller, adicionando à lista uma tesoura gigante e um psicopata canastrão. O elenco maduro, capitaneado pelo veterano George C. Scott, garante a integridade sem brilho do longa... É isso, não tem jeito, qualquer filme sobre possessão demoníaco pós-O Exorcista está fadado a cair no vácuo do clássico de 1973. E se traz ainda a marca da besta, a exigência é bem maior. "O Exorcista III" não é um capítulo ruim, só não sustenta impunemente sua linhagem famosa.
Fúria de Titãs 2
3.0 1,7K Assista AgoraFui pego de surpresa por esta continuação, não esperava a sequência de um remake - principalmente de um tão pouco aplaudido. Claro, uma arrecadação de quase US$ 500 milhões não pode ser ignorada (bilheteria do filme anterior, de 2010), ou deixada em paz. Filmes assim sempre atraem curiosos... "Fúria de Titãs 2" começa bem, sem grandes discursos ou pretensões. A trama é uma colagem, bem vagabunda, de recortes mitológicos e afins... O filme sabe que não pode ficar parado, fazendo pose de inteligente, e parte logo para a ação como um bom blockbuster, recorrendo as criaturas do underground grego para exibir seus novos efeitos e 3D - bem melhores que no primeiro filme. A produção conseguiu manter o elenco principal, salvando alguma dramaticidade com os veteranos Liam Neeson e Ralph Fiennes. Sam Worthington bem que tenta, mas seu Perseu ainda hesita entre o herói semideus e o pescador chorão. No entanto, depois de algum tempo, o filme vai perdendo o fôlego, uma barriguinha aparece aqui, uma celulite ali... Toda aquela coisa de deuses em conflito, batalhas épicas, vai ficando menos interessante a cada sequência... E o longa termina meio arrastado. A "Fúria" do título era na verdade uma "raivinha", uma intriga de deuses entediados. Precisei de mais pipoca e refrigerante para sair satisfeito do cinema.
Viagem à Lua
4.4 875 Assista AgoraQuem disse que foi o americano Neil Armstrong o primeiro a pisar na lua, em 1969? Protesto! Antes dele, e de toda essa baboseira de corrida espacial, o cinema já tinha desbravado as terras lunares, capitaneado por seu maior idealizador, Georges Méliès - esse, sim, o primeiro homem a estar na lua... e o primeiro também a transformar o cinema em arte. Levou muita gente consigo, todos aqueles que viam incrédulos sua imaginação viva. Fica melhor, aqui, aquela famosa frase: "Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade".
Entidade Paranormal
2.7 167Redundante. O filme vai descaradamente no vácuo do sucesso "Atividade Paranormal", tentando ser mais dinâmico e violento. Suas pretensões, porém, não são suficientes para dar alguma dignidade à produção. O subtítulo implícito "cópia cara-de-pau" é, sem dúvida, seu maior atrativo. Não é uma novidade. A produtora responsável pela cópia... ops, longa, The Asylum, é especializada em fazer rip-offs (filmes de caráter duvidoso que se aproveitam de sucessos do cinema). Eles já lançaram pérolas como "Transmorphers" e "Snakes on a Train". Mas nada me pareceu tão absurdo quanto a sinopse acima, até parece que tratam de outro filme. Sem falar em "sacudir a roseira". Isso, sim, é assustador!
O Enigma de Outro Mundo
4.0 1,0K Assista AgoraCarpenter presta uma homenagem ao "O Monstro do Ártico", de 1951, e cria uma das obras de ficção/horror, com jeitão de filme B, mais influentes dos anos 80. Para atualizar o material, trocou a aventura do original pela claustrofobia gelada do isolamento, instituindo a paranóia como conduta geral. A sequência em que Kurt Russell (na medida para o personagem) testa o sangue dos colegas é um bom exemplo disso. A fórmula exige, no entanto, osso quebrado, pele rasgada, corpos carbonizados e aliens disformes para pintar, com muito sangue, quadros brutalmente belos, quase surreais. O diretor, juntamente com David Cronenberg, deu maioridade ao tema invasão de corpos, numa implosão de efeitos. Enquanto Spielberg encantava o publico com seu alienígena bonzinho, Carpenter desfilava seu gore, sujando todo mundo de cinema.
A Coisa
3.2 826 Assista AgoraUm remake disfarçado de prequel, a começar pelo título, "The Thing", o mesmo do filme de Carpenter - aqui batizado de "O enigma de outro mundo". Esse título, traduzido literalmente no Brasil para "A Coisa", ainda traz esta complicação: pode ser associado com outra " A Coisa", de 1985 (aquele filme sobre um danone assassino...). Isso mostra que, mesmo quando acertam, nossos tradutores continuam errando. Essa é a terceira vez que contam essa história, "O enigma..." já era um remake de outro longa, "O Monstro do Ártico, de 1951. Depois de dois filmes, tidos por muitos como clássicos, fica difícil tentar uma refilmagem direta sem ficar à sombra das obras anteriores. Então, por que não contar o que aconteceu antes, uma espécie de prelúdio? Uau! Na verdade, os filmes acontecem quase simultaneamente (o barato mesmo é ver os dois em sequência). O novo "A Coisa, do estreante Matthijs van Heijningen Jr., acrescenta pouco material ao seu predecessor, caindo na ironia quando tenta imitar, como seu alienígena, o DNA do clássico de Carpenter. Suas respostas são óbvias, escondidas atrás das deixas de "O enigma...". O diretor parece mais preocupado em mostrar seu monstrinho contorcionista que em estabeler um suspense digno do tema e do cenário inóspito. É interessante ver, também, que, embora separados por 30 anos, incluindo uma revolução digital, os efeitos artesanais aplicados ao filme de 1982 superam o amontoado de CGI deste último. Mas o filme não é qualquer "Coisa", tem lá seu mérito. O problema é que assumiu uma responsabilidade maior que sua capacidade.
A Invenção de Hugo Cabret
4.0 3,6K Assista AgoraSete motivos para ver "A invenção de Hugo Cabret":
1. É um filme de Martin Scorsese.
2. É um filme de Martin Scorsese que não trata de assuntos exclusivamente adultos, como máfia e afins. Mais que isso: seu Hugo não exige classificação etária.
3. Não tem gênero também. Passeia pela ficção científica, aventura, comédia, drama e até documentário sem tropeçar nas referências.
4. Tecnicamente impecável, pode até lhe roubar uma lágrima com sua romântica Paris dos anos 30. Esse apuro visual não fica só na capa. O filme emociona sem apelar para clichês, vide a relação pura entre Hugo e Isabelle, sua amiga.
5. O melhor filme 3D já feito, desde a retomada da tecnologia por "Avatar". Foi rodado integralmente com câmeras 3D, fugindo das frustantes conversões para o formato.
6. É uma declaração de amor ao cinema e um agradecimento particular a um dos maiores gênios da sétima arte, George Méliès, encantando o público - apesar das licenças poéticas - com passagens originais de obras como "Viagem à Lua" e "A Chegada do Trem na Estação" (dos Irmãos Lumière).
7. Já falei que é um filme de Martin Scorsese?
O Pequeno Stuart Little
3.0 563 Assista AgoraMeu Deus, ele é um rato, não uma criança (nervoso)! UM RATO, pequeno e branco! Um camundongo, um mouse (falta de ar)... UM RAAAAAATO ! Será que ninguém percebe isso no filme? (Início de enfarto...)
VIPs
3.3 1,0KFazendo coro à maioria das opiniões aqui, o grande atrativo do filme é mesmo Wagner Moura - provando mais uma vez que é um dos melhores atores de sua geração. Fora isso, tem a curiosidade, e o prazer, de ver foras-da-lei, autoridades, subcelebridades e Amaury Júnior sendo sacaneados pelo Marcelo.
Homem-Aranha 3
3.1 1,5K Assista AgoraRaimi pecou feio no terceiro capítulo da saga aracnídea. Sua direção desleixada não respeitou a biografia do heroi, cometendo algumas gafes e infringindo, pelo menos, 3 regras básicas das adaptações de HQs para o cinema.
1. Não bulinarás, de maneira leviana, na origem do heroi: Pergunto, por que o Homem-Areia, um vilão de segunda, é responsável pela morte do Tio Ben? Ficou forçado, como se colocassem um maiô infantil numa senhora de 100 quilos. Raimi cagou em temas sagrados para o héroi e seus fãs.
2. Um vilão é bom, dois é muito e três é demais: Raimi parece não ter aprendido com o vergonhoso "Batman & Robin", de 1997, e aciona três vilões para seu filme, não dando a devida atenção a nenhum deles. Tudo bem se ficasse só entre o Homem-Areia e o péssimo Harry Osborn/Duende-Verde de James Franco. Mas acontece que o terceiro vilão e ninguém menos que Venon - o grande arquirrival do cabeça-de-teia - que aparece, mal aproveitado, no final do filme guinchando como uma gralha histérica e despeitada. Raimi queimou sua melhor peça...
3. Cuidado com influências e referências: Nos quadrinhos, o simbionte alienígena tornava o Homem-Aranha/Peter Parker sombrio e violento. Mas no filme temos um moleque de mechinha que faz número de dança, numa cena que ficaria melhor em "O Máskara". Se a intenção era fazer uma homenagem aos antigos musicais, usasse outro heroi... Que tal o Hulk? Sem falar na piada sobre o "Homem-Aranha Emo". Isso, sim foi grave!
O jeito agora é esperar pelo "Homem-Aranha Begins"...