Um dos primeiros filmes do estilo brasileiro "faroeste feijoada", que fez muito sucesso nas décadas de 60/70 quando ainda existiam as salas de cinemas de bairro. Em termos de atuação e edição, não deixa nada a desejar aos filmes nacionais atuais, sendo até mais bem produzido que os filmes de hoje, levando-se em consideração os recursos técnicos da época. Um filme gostoso de se ver, recomendo muitíssimo.
A dura e cruel realidade das crianças no norte/nordeste brasileiro.
Antes de mais nada, quero só dizer uma coisa: o filme é de 2006, e em 2006 não lembro de ter ouvido falar dele. Uma triste realidade também, já que os bons (bons mesmo) filmes nacionais não caem na graça do povão, que, infelizmente, anda cada dia mais alienado e ‘americanizado’. Acham a cópia Se Eu Fosse Você um ótimo filme e desprezam filmes como O Cheiro do Ralo e Anjos do Sol.
Dito isto, vamos à minha impressão sobre esta obra. “PORRA!!! PUTA QUE PARIU!” Isso mesmo, é a minha impressão. O filme é bom demais, mas muito bom mesmo. Vai muito além da concepção padrão (atual) do cinema nacional. Vai além e bate de frente com velhos tabus, vai de frente à mentira padronizada da sociedade brasileira que diz ‘achar a pedofilia um crime’, quando na verdade todo velho babão quer comer uma menininha. E digo menininha mesmo, menor que 18 anos.
O filme nos conta a trajetória de Maria (Fernanda Carvalho), uma menina de família pobre do sertão, que é vendida pelo pai a um homem que agencia essas garotas para leilões em casas de fazenda.
É interessante notar o descaso de todos os adultos no filme: o pai que vende sem pena, o agenciador que compra e leva, a leiloeira que trata como mercadoria, o comprador que só enxerga um bem de consumo, o dono do puteiro que só vê como gado pronto pro abate e, por fim, os clientes do puteiro que querem apenas comer uma menininha.
Mas não ache isso uma hipérbole da realidade, porque, sinceramente, ainda acho que o assunto foi ligeiramente maquiado. É a pura verdade do que acontece nos interiores do Brasil, crianças e adolescentes sendo explorados como escravos sexuais, na cara-de-pau mesmo, servindo como animais para abate e obtenção de lucros. Acontece, todo mundo sabe, bem debaixo do nariz das autoridades, e é isto, explicitamente, que este filme trata.
Um dos melhores e mais engraçados filmes nacionais que já assisti esse ano.
Este é mais um filme nacional que passou despercebido, infelizmente. Lançado em 2007, eu nem tive conhecimento sobre o mesmo, e fico puto com isso, já que sou fã dos filmes nacionais.
Tá, mas vamos lá… O filme é muito legal. Conta a história de Raimundo Nonato (João Miguel), um nordestino desses bem desgraçados, fudido na vida e que veio para a capitá (São Paulo) tentar a sorte. E olhe que sorte ele teve.
Logo de início, ele consegue um lugar para dormir, um serviço e ainda uma forma de aprender uma profissão, qual? Cozinheiro. Na verdade, se tivesse a formação oficial, seria um chefe, mas… Foi cair em tentação com uma garota de programa (Fabiula Nascimento) e terminou sendo preso. Mas não ache que ele parou por aí não… Continuou cozinhando cada vez melhor, só que desta vez na prisão.
E ai o filme se destaca, durante todo o tempo as cenas se alternam ao contar a história de Nonato aprendendo a cozinhar e a história atual dele como cozinheiro de líder (Babu Santana) de gangue na cadeia. E é daí que vem o nome do filme, Estômago, pois o seu personagem consegue cativar todos os outros pelo estômago.
Conquistou a puta fazendo as melhores coxinhas que ela já comeu, arrumou um emprego decente quando o dono de um grande restaurante provou sua carne de panela (que ele tinha feito para o próprio almoço) e se tornou, no final, o chefe da cadeia ao derrubar, um-a-um seus oponentes, subindo na hierarquia, a cada prato novo que apresentava.
Nesse ínterim, pequenas piadas internas e críticas sociais estão misturadas, como a facilidade e regalias que os presos com poder tem dentro do sistema prisional brasileiro, a exploração de mão-de-obra nordestina com plena descriminação, e etc… É muito interessante e divertido ver esse filme.
Que filminho bosta viu! Sério mesmo. O cinema nacional lutando para fazer seus nomes, fugir das garras da Globo, fazer filmes originais, e vem esses Cassetas e fazem uma merda desta. Que pena que usaram o Marcelo Adnet nessa porcaria, tenho certeza que ele terá um ótimo futuro no cinema de comédia nacional. Mas isso? Isso é uma porcaria! Salvo raríssimas cenas que me fizeram rir, a grande maioria do filme é todo de piadas pseudo-inteligentes, bem no estilo "Casseta & Planeta", mas que de inteligente mesmo, só uma ou duas, o resto, foi resto mesmo. No meio do filme eu já estava torcendo para acabar logo e eu ir embora. Acredita nisso?
Recomendo muitíssimo que assistam ao drama desta família mexicana que sai de férias junta, mas mais parece que estão todos separados, até que se descobre que o pai está gravemente doente e só tem 3 meses de vida.
É fascinante ver o modo como os personagens, integrantes da família, vão mudando sua forma de interagir uns com os outros no decorrer do filme.
Os dramas paralelos ao drama principal, do pai, dão um toque todo espetacular para quando, no fim, todos os problemas se convergem num mesmo lugar.
O modo como esses pequenos problemas são tratados é simples e prática. Em alguns casos é engraçado, como o fato do filho mais novo ser meio afeminado, e em outros casos é bem tenso, como o conflito da filha mais velha se descobrir lésbica depois de estar casada.
Como toda família moderna, a falta de diálogo impera, e a cada revelação, pois mais boba que seja, a surpresa pega a todos desprevenido.
Destaque especial para o motorista do taxi no final, quando o pai retorna ao hotel. É nada menos que o ator que interpretava o Sr. Barriga, no seriado Chaves!!! êeee saudade!
O filme é ótimo! Ele nos conta como os pedófilos fazem para chegar em crianças através da internet, seduzi-las e persuadi-las a fazerem sexo, enganando-as como se a amassem e depois somem.
Mostra também como nos EUA a repressão a este crime é forte e como a sociedade se mobiliza para ajudar a criança que está sendo molestada, ao contrário do Brasil, onde ninguém se importa com o que acontece com o vizinho, mesmo quando a atrocidade está sendo praticada debaixo de seu nariz.
É muito instrutivo acompanhar a saga dessa família que, ao descobrir que sua filha de 14 anos foi molestada por um homem de 45, passa a travar duas lutas: uma é a luta de caçar e colocar o cara na cadeia, e a segunda é de convencer a filha de que ele é um estuprador, já que a garota passa muito defendendo-o e achando que ele realmente a amava. Ela só passa a encarar como estupro o que sofreu, quando o detetive do FBI lhe mostra fotos de outras garotas, até menores que ela, que o mesmo cara já tinha “violado”, e com isso ela se sente traída por ele e enganada.
Mas até chegar a este ponto, o filme navega, muito bem, nos pequenos dramas surgidos do estupro. Como ela lida com os amigos, a escola, com os pais. Como o pai se sente impotente e fracassado por não ter conseguido proteger a filha, a força da mãe, que passa a ser o pilar de apoio de ambos, e assim vai.
Um dos melhores filmes que já assisti este ano (2011). Recomendo muitíssimo que assistam ao drama desta família mexicana que sai de férias junta mas mais parece que estão todos separados, até que se descobre que o pai está gravemente doente e só tem 3 meses de vida. É fascinante ver o modo como os personagens, integrantes da família, vão mudando sua forma de interagir uns com os outros no decorrer do filme. Os dramas paralelos ao drama principal do pai, dão um toque todo espetacular para quando, no fim, todos os problemas se confluírem num mesmo lugar. Muito massa!
Neste novo capítulo da série, Jacóbson sai correndo pela mata de Pituaçu revoltado, debaixo do temporal que assola Salvador, logo após receber o convite de casamento de Nêga com Edú.
Enquanto isso, do outro lado da Paralela, Edú se despede de Nêga e sai para comemorar sua despedida de solteiro com seus irmãos no Lagoa Mar.
Durante o casamento, Jacóbson faz mais uma de suas ceninhas de corno inconformado e, ao descobrir que Nêga ainda não virou uma Piriguete, enlouquece de vez.
Revoltado, e com medo da fama de pica das galáxias de Edú, Jacóbson tenta convencer Nêga a não casar e não sair em lua-de-mel, porque ele teme que ela vá parar no HGE com um rasgo anal que terminaria remendando o seu lindo e virgem ânus com a sua perseguida. Mas a preocupação é em vão.
O casal sai para a lua-de-mel numa pequena cabana à beira do mar, sujo pelo óleo dos navios da Petrobras, em Madre de Deus. Lá, nervosa e pensando no que lhe esperava, Nêga pede um tempo a Edú e, como toda baiana safada que está prestes a cair na madeira, se penteia e se enche de alfazema, enquando Edú vai tomar um banho de mar, para colocar a ferramenta de molho na água salgada e encrua-la ainda mais.
Finalmente Nêga chama Edú para o ato, e o bixo pega de 37 maneiras diferentes! Ao terminarem a safadeza, pouco resta do barraco, e os dois dormem exáustos.
No dia seguinte, Edú mostra as marcas das pancadas em Nêga, que não liga muito. Edú explica que foi ela quem pediu, no meio da orgia, que lhe batesse e lhe chamasse de vadia, coisa que ele fez com muito carinho.
Com essa ironia, Nêga se revolta e ameaça apelar para a lei Maria da Penha, mas Edú a desencoraja argumentando que Madre de Deus é "terra de ninguém" e não ia dar em nada.
Passam-se os dias de lua-de-mel e Nêga se descobre grávida. Edú, preocupado, começa a pensar em Jacóbson, mas parece ser impossível, já que é fato que o lobinho é gala-rala.
Voltam, então, correndo para Pernambués para iniciar o tratamento, já que um filho gerado por tamanho instrumento não podia dar coisa que preste.
Nêga recusou o Citotec e disse que teria o filho de qualquer forma. Começou a escolher os nomes, se fosse um menino, chamaria de Edú Jacóbson Jr. Se fosse uma menina chamaria de Aryvoleide.
Mas a gravidêz se complica cada vez mais e começa a destruir o corpo de Nêga, a única saída seria alimentá-la com algo que os vampiros gostam: sangue! Foi quando trouxeram um prato de sarapatel, e Nêga comeu desesperadamente e disse "tô xêa". Todos comemoraram.
Passaram-se os dias, e Nêga só se alimentando de sarapatel, até que o grande dia chegou. O bebê iria nascer hoje! Nem amanhã, nem depois, hoje!
Começaram os procedimentos, Jacóbson estava protegendo a casa, já que o povo de Pernambués não aceitava que Nêga fosse mãe tão cedo e estavam tentando invadir a casa para linchá-la.
Ao primeiro corte do bisturi, uma das irmãs de Edú enlouquece ao ver o sangue de Nêga, o que nos faz pensar como seria a vida do casal toda vez que ela etivesse menstruada... Mas isso não vem ao caso. A criança nasce, grande, enorme, um metro e meio! Garota. Era Aryvoleide. Já saiu da barriga dançando "pisca, pisca", o hit do verão baiano. Todos se assustam ao ver que Nêga já não respira.
Mas Edú tinha um trunfo na manga, guardara um pouco do seu esperma, extraído de sua pica das galáxias e, num golpe certeiro enfiou em Nêga e largou dentro.
Pouco tempo depois, aos poucos, a pele de Nêga foi mudando de cor, seu corpo foi se desenhando, as roupas foram encolhendo até virarem um shortinho curto com os bolsos internos à mostra e um top-tomara-que-caia extremamente pequeno.
Todos suspiraram. A nova Nêga parecia ter nascido alí ao seus olhos.
O resto nós vamos conhecer quando lançarem "Alvoarada - Parte 2"...
Marcos (Santoro) vive há algum tempo na Itália. Bem sucedido, não tem pretensão nenhuma de voltar ao Brasil, mas é obrigado a isso quando seu pai morre. Aqui, com o pai, vivia o irmão Tiago (Cauã Reymond), um beberrão e viciado em jogatina. É com esse retorno que as emoções afloram nos personagens, principalmente em Marcos, que é uma pessoa extremamente fechada que não consegue demonstrar os seus sentimentos.
A mudança na vida dos dois irmãos acontece quando descobrem que tem uma irmã com problemas mentais, Manuela (Débora), fruto de um caso do pai, e que era mantida numa casa de repouso por sua condição mental. Marcos então decide trazê-la para o convívio no lar, e o filme vai desenrolando.
Bom, por que então daria um bom filme, se a premissa é até interessante? Pelo simples fato de muitas coisas terem ficado soltas e sem conclusão. Muita coisa mesmo. O personagem de Santoro, por exemplo, teve algum conflito com pai no passado, pois sequer o chamava de “pai”, mas o filme não nos conta esta história. O mesmo acontece com os outros personagens. Há um momento no filme que Manuela mostra-se inteligente o suficiente para aprender a jogar cartas e Tiago (Cauã) brinca que ela é burra para isso, numa clara deixa para ele explora-la no cassino e ganhar dinheiro às custas dela, o que é bem o caráter do personagem, mas essa ideia é abandonada.
Essas pequenas historias que deixam de ser contadas podem ser vistas durante todo o filme. Mas a maior decepção é que o pai (Paulo José) grava um vídeo numa câmera digital antes de sua morte, essa câmara só é encontrada no final do filme, e, qual não foi a surpresa, não havia mensagem alguma! Ele somente cantava uma velha cantiga Italiana de ninar. Com certeza a música significava algo para os dois irmãos, mas o filme também não se preocupou em explicar isso ao expectador. Lamentável.
Sobre as atuações, Santoro e Débora dão um show de expressão e como lidar e demonstrar as emoções, já Cauã não se destaca em nada, e parece que está, na verdade, em mais um episódio de Malhação. Paulo José faz uma participação rápida e sem muita expressão.
Trilha e fotografia não chamam tanta atenção, já que o peso das emoções carregam bem o filme e desviam qualquer atenção deles…
Eu, ainda assim, gostei da carga emocional do filme, gostei muito, e por isso ainda recomendo que assistam. Por esse motivo e porque devemos dar o devido valor ao cinema nacional. Coisa que não tem sido bem valorizado. Ontem na sessão só haviam 7 (sete) pessoas na sala, lamentável!
O filme que está proibido no Rio de Janeiro pelo teor de violência.
É verdade. A estréia nacional deste filme foi adiada porque a Justiça do Rio proibiu a exibição do filme por lá, alegando exploração de menor (cenas do filme), baseados no Estatuto da Criança e do Adolescente. E convenhamos, é verdade.
O filme conta a história macabra da volta a ativa de um ex-ator pornô sérvio. O melhor de todos, diga-se de passagem, o cara é uma lenda do pornô sérvio.
O problema é que esse retorno é numa produção macabra de sadismo e violência regadas a sexo e pedofilia. Ele, sem saber aceita o trabalho e começa a atuar, mas ao descobrir a pedofilia, tenta sair do esquema, mas é preso, drogado e obrigado a continuar o filme, que culmina em cenas extremamentes chocantes de sexo “em família”, ele violando o filho de 10 anos (sem saber, por conta das drogas) e o irmão estuprando a esposa dele. As cenas são realmente brutais, por isso a intervenção da justiça do Rio, que pode até se espalhar para o resto do país.
Ao descobrir o que estava fazendo, o personagem promove um massacre com a equipe de filmagem, também extremamente brutal, ficando vivos somente ele, a esposa e o filho.
O filme é completamente sombrio e doentio, mas consegue também ser interessante ao mostrar o desejo e o prazer do produtor (no filme) que representa os desejos mais podres da humanidade, e nisso o filme trabalha até bem.
Recheado de cenas de sexo explícito, é bem forte para muito gente adulta, então, obviamente, nem pensar em ser exibidos para menores. Se for assistir, assista por conta e risco.
Estou, realmente, começando a pensar em deixar de assistir aos filmes da Globo Filmes. É sério gente, a Globo consegue estragar qualquer boa história enchendo seus filmes de atores globais e dando aquela cara de novela ou de mini-série. Horrível.
Foi isso que aconteceu com Assalto ao Banco Central, que conta a história (romanceada e somente baseada) no famoso assalto ao Banco Central do Ceará. Disse alí nos parênteses que é “romanceado e baseado”, porque pelo que entendi, o filme só se baseou mesmo no tema do assalto, todo o resto foi inventado, já que não lembro de ter lido que a quadrilha foi presa, como mostra o filme.
Pois bem, ter colocado Lima Duarte, ícone global, junto com outros noveleiros como Giulia Gam, Antonio Abujamra (o eterno Ravengar), Tonico Pereira, dentre outros, isso ferrou mais da metade do filme. Agente não quer mais ver aquelas mesmas carinhas da novela das oito, isso agente já vê todos os dias. Não entendem isso?
O filme também decepcionou pelo desenrolar da trama, coisa que eu achava que seria bem mais trabalhada e detalhada, o que não aconteceu, o filme passa por cima da história de um jeito que nem da destaque ao engenho dos ladrões. Aliás, o fato de terem mudado a história, mostrando a quadrilha sendo presa, mais parece uma forma de mascarar que até hoje a Polícia Federal não sabe do paradeiros dos ladrões… Que seja.
Eu recomendo que assistam, mas sem muitas expectativas, ok?
Digo que me enganou, porque no trailer eu achava que a história era outra, e fui assistir curioso. Mas ao ver o filme mesmo, tive a decepção de estar assistindo um filminho de adolescente. Mais parecia uma versão para o cinema da novela Malhação.
Pois bem, conta a história de Priscila, uma adolescente que queria deixar de ser a última virgem da escola. Aproveitando uma viagem da mãe, ela “desenrola” um romance e uma chance de perder a virgindade. E o filme todo se desenvolve em torno deste objetivo, até que no final ela termina com o único cara que ela passou o filme todo se esquivando… Clichê?
O bom foi ver a atuação das belíssimas Olivia Torres e da Juliana Paiva, de resto, nada de bom que atraia no filme.
Se você é um adolescente com a cara cheia de espinha e com os hormônios à flor da pele, então esse filme é pra você, corre lá e assiste!
Sempre ouvia falar deste filme, e tinha preguiça de procurar para assistir. Até que resolvi tirar um dia para fazê-lo. E não é que o bicho é bom mesmo? Conta a história de Dorian, um jovem que faz um pacto (provelmente com o demônio) para ser eternamente jovem e bonito. O problema é que tudo que ele faz, sua velhice e as besteiras são refletidas numa pintura sua, que vai se deformando com o tempo, tornando-se o grande segredo de Dorian.
Só essa premissa já é um ótimo motivo para você assistir ao filme, mas calma, tem mais. Tem o elenco, com uma atuação impecável. Colin Firth tem um papel extraordinário na trama, e o interpreta com uma desenvoltura ímpar.
A iluminação do filme da o tom da época e a sobriedade ao tema. A trilha então, nos momentos certos sabe fazer a sua entrada.
Comentário rápido e atrasado. Mas só pra dizer que não comentei o filme. Sabem como e né, esse segundo filme não foi tão bom e engraçado como o primeiro. Tirando algumas piadas que deram certo, o filme não é tão engraçadinho assim. Muitas piadas funcionaram bem melhor na edição do trailer do que no filme em sim.
Aliás, isso tem acontecido muito ultimamente. Muitas edições de trailers saem muuuuito melhor que a montagem do próprio filme, o que me conota um ar de “propaganda enganosa”, sabe…
Mas a única coisa boa desse kung Fu Panda 2 é mesmo a qualidade da Computação Gráfica, sim, cada vez melhor e mais perfeita. Para amantes do CG como eu, deu pra salvar um pouco o filme. Mas ainda assim só recomendo pra crianças e fãs de CG mesmo.
Sim, é verdade. Eu curti esse blockbuster sim, mas não sendo muito fã de filmes assim, pra massas. E mesmo não tendo curtido tanto os dois últimos filmes da série.
Como os outros, a história desse Transformers também é meio vazia, meio “meeira”, ou seja, não tem muito conteúdo…
Aliás, o filme deveria se chamar na verdade “Transformers 3 - Extermínio” porque, cá entre nós, o que tem de humano morrendo no filme, não tá no gibi! Teoricamente, não é mostrada quase nenhuma morte, mas é impossível não acreditar em fatalidade, por exemplo, na hora da perseguição nas vias da cidade, onde os Decepticons vão, literalmente, destruindo tudo pelo caminho, jogando carros e pessoas a distâncias absurdas… Na boa, morreu todo mundo alí!
Isso é, também, uma anomalia no roteiro do filme porque, primeiro, logo no início, Maxmus faz um discurso dizendo que estavam na Terra para proteger os humanos e impedir mortes, daí mostra eles trabalhando para o governo americano no Oriente Médio, fazendo o quê? Matando.
Segundo, o Sentinel diz que quer escravizar a raça humana para que estes sejam a mão de obra na reconstrução do seu mundo, no entando o Sentinel começa a dizimar a população! Assim não iria sobrar ninguém para ser escravo, vai entender… Além desses, há outros furos no roteiro, mas tudo bem, tudo passa…
Passa mesmo, porque a minha avaliação positiva do filme veio mesmo da qualidade dos efeitos, do realismo dos robôs, dos movimentos rápidos e perfeitos, a da qualidade da ação da batalhas, enfim, superaram todos os níveis e bateram todos os recordes de qualidade.
Realmente fiquei surpreso e acho que você, leitor, também ficará. O filme mesmo só vale a pena para ver as batalhas, os robôs e, pasmem, a trilha sonora, que da, muitas vezes, um toque especial nos momentos cruciais do filme.
Portanto não recomendo a você que procura uma boa história ou boa atuação. Recomendo a você que vai curtir o realismo de cenas fisicamente impossíveis. Quanto a isso, Transformers 3 da de 10x0 em qualquer um de seus precursores.
O Invisível
3.5 594O filme é muito legal.
Pena que Annie morre no final, era para ela ficar com o Nick
Homens sem Paz
3.6 2Um dos primeiros filmes do estilo brasileiro "faroeste feijoada", que fez muito sucesso nas décadas de 60/70 quando ainda existiam as salas de cinemas de bairro.
Em termos de atuação e edição, não deixa nada a desejar aos filmes nacionais atuais, sendo até mais bem produzido que os filmes de hoje, levando-se em consideração os recursos técnicos da época.
Um filme gostoso de se ver, recomendo muitíssimo.
Deixa Ela Entrar
4.0 1,6KFilmaço maravilhoso! Que teor, que sensibilidade! Recomendo muitíssimo!
Anjos do Sol
4.0 421A dura e cruel realidade das crianças no norte/nordeste brasileiro.
Antes de mais nada, quero só dizer uma coisa: o filme é de 2006, e em 2006 não lembro de ter ouvido falar dele. Uma triste realidade também, já que os bons (bons mesmo) filmes nacionais não caem na graça do povão, que, infelizmente, anda cada dia mais alienado e ‘americanizado’. Acham a cópia Se Eu Fosse Você um ótimo filme e desprezam filmes como O Cheiro do Ralo e Anjos do Sol.
Dito isto, vamos à minha impressão sobre esta obra. “PORRA!!! PUTA QUE PARIU!” Isso mesmo, é a minha impressão. O filme é bom demais, mas muito bom mesmo. Vai muito além da concepção padrão (atual) do cinema nacional. Vai além e bate de frente com velhos tabus, vai de frente à mentira padronizada da sociedade brasileira que diz ‘achar a pedofilia um crime’, quando na verdade todo velho babão quer comer uma menininha. E digo menininha mesmo, menor que 18 anos.
O filme nos conta a trajetória de Maria (Fernanda Carvalho), uma menina de família pobre do sertão, que é vendida pelo pai a um homem que agencia essas garotas para leilões em casas de fazenda.
É interessante notar o descaso de todos os adultos no filme: o pai que vende sem pena, o agenciador que compra e leva, a leiloeira que trata como mercadoria, o comprador que só enxerga um bem de consumo, o dono do puteiro que só vê como gado pronto pro abate e, por fim, os clientes do puteiro que querem apenas comer uma menininha.
Mas não ache isso uma hipérbole da realidade, porque, sinceramente, ainda acho que o assunto foi ligeiramente maquiado. É a pura verdade do que acontece nos interiores do Brasil, crianças e adolescentes sendo explorados como escravos sexuais, na cara-de-pau mesmo, servindo como animais para abate e obtenção de lucros. Acontece, todo mundo sabe, bem debaixo do nariz das autoridades, e é isto, explicitamente, que este filme trata.
Estômago
4.2 1,7K Assista AgoraUm dos melhores e mais engraçados filmes nacionais que já assisti esse ano.
Este é mais um filme nacional que passou despercebido, infelizmente. Lançado em 2007, eu nem tive conhecimento sobre o mesmo, e fico puto com isso, já que sou fã dos filmes nacionais.
Tá, mas vamos lá… O filme é muito legal. Conta a história de Raimundo Nonato (João Miguel), um nordestino desses bem desgraçados, fudido na vida e que veio para a capitá (São Paulo) tentar a sorte. E olhe que sorte ele teve.
Logo de início, ele consegue um lugar para dormir, um serviço e ainda uma forma de aprender uma profissão, qual? Cozinheiro. Na verdade, se tivesse a formação oficial, seria um chefe, mas… Foi cair em tentação com uma garota de programa (Fabiula Nascimento) e terminou sendo preso. Mas não ache que ele parou por aí não… Continuou cozinhando cada vez melhor, só que desta vez na prisão.
E ai o filme se destaca, durante todo o tempo as cenas se alternam ao contar a história de Nonato aprendendo a cozinhar e a história atual dele como cozinheiro de líder (Babu Santana) de gangue na cadeia. E é daí que vem o nome do filme, Estômago, pois o seu personagem consegue cativar todos os outros pelo estômago.
Conquistou a puta fazendo as melhores coxinhas que ela já comeu, arrumou um emprego decente quando o dono de um grande restaurante provou sua carne de panela (que ele tinha feito para o próprio almoço) e se tornou, no final, o chefe da cadeia ao derrubar, um-a-um seus oponentes, subindo na hierarquia, a cada prato novo que apresentava.
Nesse ínterim, pequenas piadas internas e críticas sociais estão misturadas, como a facilidade e regalias que os presos com poder tem dentro do sistema prisional brasileiro, a exploração de mão-de-obra nordestina com plena descriminação, e etc… É muito interessante e divertido ver esse filme.
Ronal, O Bárbaro
3.2 90Muuuito legal! Adorei.
Um filme simples, mas muito engraçado.
Homens e Deuses
3.8 125Muito, muito tenso. E intenso.
Vencedor do Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes e escolhido da França para disputar um lugar no Oscar de melhor filme estrangeiro em 2011.
"Uma igreja que tem no mapa-mundi pregado na parede o seu post-it perpétuo."
Os Três Mosqueteiros
3.1 1,5K Assista AgoraEngraçadinho, mas fraco.
Efeitos especiais mais parecem "defeitos especiais".
Bem besta mesmo.
O Homem que Mudou o Jogo
3.7 942 Assista AgoraMuito bom. Aliás, bom demais!
Olhos Azuis
3.7 141 Assista AgoraMuito bom!
As Aventuras de Agamenon - O Repórter
1.2 1,0KQue filminho bosta viu! Sério mesmo. O cinema nacional lutando para fazer seus nomes, fugir das garras da Globo, fazer filmes originais, e vem esses Cassetas e fazem uma merda desta.
Que pena que usaram o Marcelo Adnet nessa porcaria, tenho certeza que ele terá um ótimo futuro no cinema de comédia nacional. Mas isso? Isso é uma porcaria!
Salvo raríssimas cenas que me fizeram rir, a grande maioria do filme é todo de piadas pseudo-inteligentes, bem no estilo "Casseta & Planeta", mas que de inteligente mesmo, só uma ou duas, o resto, foi resto mesmo.
No meio do filme eu já estava torcendo para acabar logo e eu ir embora. Acredita nisso?
Ho Voglia di Te
3.7 12Filmezinho bem fraco viu... deu até agonia de assistir... Um péssimo exemplo de cinema italiano.
Tudo Pode Acontecer
3.2 23Recomendo muitíssimo que assistam ao drama desta família mexicana que sai de férias junta, mas mais parece que estão todos separados, até que se descobre que o pai está gravemente doente e só tem 3 meses de vida.
É fascinante ver o modo como os personagens, integrantes da família, vão mudando sua forma de interagir uns com os outros no decorrer do filme.
Os dramas paralelos ao drama principal, do pai, dão um toque todo espetacular para quando, no fim, todos os problemas se convergem num mesmo lugar.
O modo como esses pequenos problemas são tratados é simples e prática. Em alguns casos é engraçado, como o fato do filho mais novo ser meio afeminado, e em outros casos é bem tenso, como o conflito da filha mais velha se descobrir lésbica depois de estar casada.
Como toda família moderna, a falta de diálogo impera, e a cada revelação, pois mais boba que seja, a surpresa pega a todos desprevenido.
Destaque especial para o motorista do taxi no final, quando o pai retorna ao hotel. É nada menos que o ator que interpretava o Sr. Barriga, no seriado Chaves!!! êeee saudade!
Muito massa!
Confiar
3.4 1,8K Assista AgoraO filme é ótimo! Ele nos conta como os pedófilos fazem para chegar em crianças através da internet, seduzi-las e persuadi-las a fazerem sexo, enganando-as como se a amassem e depois somem.
Mostra também como nos EUA a repressão a este crime é forte e como a sociedade se mobiliza para ajudar a criança que está sendo molestada, ao contrário do Brasil, onde ninguém se importa com o que acontece com o vizinho, mesmo quando a atrocidade está sendo praticada debaixo de seu nariz.
É muito instrutivo acompanhar a saga dessa família que, ao descobrir que sua filha de 14 anos foi molestada por um homem de 45, passa a travar duas lutas: uma é a luta de caçar e colocar o cara na cadeia, e a segunda é de convencer a filha de que ele é um estuprador, já que a garota passa muito defendendo-o e achando que ele realmente a amava. Ela só passa a encarar como estupro o que sofreu, quando o detetive do FBI lhe mostra fotos de outras garotas, até menores que ela, que o mesmo cara já tinha “violado”, e com isso ela se sente traída por ele e enganada.
Mas até chegar a este ponto, o filme navega, muito bem, nos pequenos dramas surgidos do estupro. Como ela lida com os amigos, a escola, com os pais. Como o pai se sente impotente e fracassado por não ter conseguido proteger a filha, a força da mãe, que passa a ser o pilar de apoio de ambos, e assim vai.
Muito bom mesmo.
Tudo Pode Acontecer
3.2 23Um dos melhores filmes que já assisti este ano (2011). Recomendo muitíssimo que assistam ao drama desta família mexicana que sai de férias junta mas mais parece que estão todos separados, até que se descobre que o pai está gravemente doente e só tem 3 meses de vida.
É fascinante ver o modo como os personagens, integrantes da família, vão mudando sua forma de interagir uns com os outros no decorrer do filme. Os dramas paralelos ao drama principal do pai, dão um toque todo espetacular para quando, no fim, todos os problemas se confluírem num mesmo lugar.
Muito massa!
A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1
2.8 2,8K Assista Agora"Alvorada - Parte 1"
Neste novo capítulo da série, Jacóbson sai correndo pela mata de Pituaçu revoltado, debaixo do temporal que assola Salvador, logo após receber o convite de casamento de Nêga com Edú.
Enquanto isso, do outro lado da Paralela, Edú se despede de Nêga e sai para comemorar sua despedida de solteiro com seus irmãos no Lagoa Mar.
Durante o casamento, Jacóbson faz mais uma de suas ceninhas de corno inconformado e, ao descobrir que Nêga ainda não virou uma Piriguete, enlouquece de vez.
Revoltado, e com medo da fama de pica das galáxias de Edú, Jacóbson tenta convencer Nêga a não casar e não sair em lua-de-mel, porque ele teme que ela vá parar no HGE com um rasgo anal que terminaria remendando o seu lindo e virgem ânus com a sua perseguida. Mas a preocupação é em vão.
O casal sai para a lua-de-mel numa pequena cabana à beira do mar, sujo pelo óleo dos navios da Petrobras, em Madre de Deus. Lá, nervosa e pensando no que lhe esperava, Nêga pede um tempo a Edú e, como toda baiana safada que está prestes a cair na madeira, se penteia e se enche de alfazema, enquando Edú vai tomar um banho de mar, para colocar a ferramenta de molho na água salgada e encrua-la ainda mais.
Finalmente Nêga chama Edú para o ato, e o bixo pega de 37 maneiras diferentes! Ao terminarem a safadeza, pouco resta do barraco, e os dois dormem exáustos.
No dia seguinte, Edú mostra as marcas das pancadas em Nêga, que não liga muito. Edú explica que foi ela quem pediu, no meio da orgia, que lhe batesse e lhe chamasse de vadia, coisa que ele fez com muito carinho.
Com essa ironia, Nêga se revolta e ameaça apelar para a lei Maria da Penha, mas Edú a desencoraja argumentando que Madre de Deus é "terra de ninguém" e não ia dar em nada.
Passam-se os dias de lua-de-mel e Nêga se descobre grávida. Edú, preocupado, começa a pensar em Jacóbson, mas parece ser impossível, já que é fato que o lobinho é gala-rala.
Voltam, então, correndo para Pernambués para iniciar o tratamento, já que um filho gerado por tamanho instrumento não podia dar coisa que preste.
Nêga recusou o Citotec e disse que teria o filho de qualquer forma. Começou a escolher os nomes, se fosse um menino, chamaria de Edú Jacóbson Jr. Se fosse uma menina chamaria de Aryvoleide.
Mas a gravidêz se complica cada vez mais e começa a destruir o corpo de Nêga, a única saída seria alimentá-la com algo que os vampiros gostam: sangue!
Foi quando trouxeram um prato de sarapatel, e Nêga comeu desesperadamente e disse "tô xêa". Todos comemoraram.
Passaram-se os dias, e Nêga só se alimentando de sarapatel, até que o grande dia chegou. O bebê iria nascer hoje! Nem amanhã, nem depois, hoje!
Começaram os procedimentos, Jacóbson estava protegendo a casa, já que o povo de Pernambués não aceitava que Nêga fosse mãe tão cedo e estavam tentando invadir a casa para linchá-la.
Ao primeiro corte do bisturi, uma das irmãs de Edú enlouquece ao ver o sangue de Nêga, o que nos faz pensar como seria a vida do casal toda vez que ela etivesse menstruada... Mas isso não vem ao caso.
A criança nasce, grande, enorme, um metro e meio! Garota. Era Aryvoleide. Já saiu da barriga dançando "pisca, pisca", o hit do verão baiano.
Todos se assustam ao ver que Nêga já não respira.
Mas Edú tinha um trunfo na manga, guardara um pouco do seu esperma, extraído de sua pica das galáxias e, num golpe certeiro enfiou em Nêga e largou dentro.
Pouco tempo depois, aos poucos, a pele de Nêga foi mudando de cor, seu corpo foi se desenhando, as roupas foram encolhendo até virarem um shortinho curto com os bolsos internos à mostra e um top-tomara-que-caia extremamente pequeno.
Todos suspiraram. A nova Nêga parecia ter nascido alí ao seus olhos.
O resto nós vamos conhecer quando lançarem "Alvoarada - Parte 2"...
Meu País
3.0 194Um filme dramático, com Santoro e Débora Falabella, daria certo?
A resposta, amigos, é sim, daria sim. E deu. Bem… Deu em partes. Mas isso eu conto logo abaixo, vamos agora dar uma geral na história do filme.
Marcos (Santoro) vive há algum tempo na Itália. Bem sucedido, não tem pretensão nenhuma de voltar ao Brasil, mas é obrigado a isso quando seu pai morre. Aqui, com o pai, vivia o irmão Tiago (Cauã Reymond), um beberrão e viciado em jogatina. É com esse retorno que as emoções afloram nos personagens, principalmente em Marcos, que é uma pessoa extremamente fechada que não consegue demonstrar os seus sentimentos.
A mudança na vida dos dois irmãos acontece quando descobrem que tem uma irmã com problemas mentais, Manuela (Débora), fruto de um caso do pai, e que era mantida numa casa de repouso por sua condição mental. Marcos então decide trazê-la para o convívio no lar, e o filme vai desenrolando.
Bom, por que então daria um bom filme, se a premissa é até interessante? Pelo simples fato de muitas coisas terem ficado soltas e sem conclusão. Muita coisa mesmo. O personagem de Santoro, por exemplo, teve algum conflito com pai no passado, pois sequer o chamava de “pai”, mas o filme não nos conta esta história. O mesmo acontece com os outros personagens. Há um momento no filme que Manuela mostra-se inteligente o suficiente para aprender a jogar cartas e Tiago (Cauã) brinca que ela é burra para isso, numa clara deixa para ele explora-la no cassino e ganhar dinheiro às custas dela, o que é bem o caráter do personagem, mas essa ideia é abandonada.
Essas pequenas historias que deixam de ser contadas podem ser vistas durante todo o filme. Mas a maior decepção é que o pai (Paulo José) grava um vídeo numa câmera digital antes de sua morte, essa câmara só é encontrada no final do filme, e, qual não foi a surpresa, não havia mensagem alguma! Ele somente cantava uma velha cantiga Italiana de ninar. Com certeza a música significava algo para os dois irmãos, mas o filme também não se preocupou em explicar isso ao expectador. Lamentável.
Sobre as atuações, Santoro e Débora dão um show de expressão e como lidar e demonstrar as emoções, já Cauã não se destaca em nada, e parece que está, na verdade, em mais um episódio de Malhação. Paulo José faz uma participação rápida e sem muita expressão.
Trilha e fotografia não chamam tanta atenção, já que o peso das emoções carregam bem o filme e desviam qualquer atenção deles…
Eu, ainda assim, gostei da carga emocional do filme, gostei muito, e por isso ainda recomendo que assistam. Por esse motivo e porque devemos dar o devido valor ao cinema nacional. Coisa que não tem sido bem valorizado. Ontem na sessão só haviam 7 (sete) pessoas na sala, lamentável!
A Casa
2.6 490Não recomendo, realmente muito fraco.
A Serbian Film: Terror Sem Limites
2.5 2,1K Assista AgoraO filme que está proibido no Rio de Janeiro pelo teor de violência.
É verdade. A estréia nacional deste filme foi adiada porque a Justiça do Rio proibiu a exibição do filme por lá, alegando exploração de menor (cenas do filme), baseados no Estatuto da Criança e do Adolescente. E convenhamos, é verdade.
O filme conta a história macabra da volta a ativa de um ex-ator pornô sérvio. O melhor de todos, diga-se de passagem, o cara é uma lenda do pornô sérvio.
O problema é que esse retorno é numa produção macabra de sadismo e violência regadas a sexo e pedofilia. Ele, sem saber aceita o trabalho e começa a atuar, mas ao descobrir a pedofilia, tenta sair do esquema, mas é preso, drogado e obrigado a continuar o filme, que culmina em cenas extremamentes chocantes de sexo “em família”, ele violando o filho de 10 anos (sem saber, por conta das drogas) e o irmão estuprando a esposa dele. As cenas são realmente brutais, por isso a intervenção da justiça do Rio, que pode até se espalhar para o resto do país.
Ao descobrir o que estava fazendo, o personagem promove um massacre com a equipe de filmagem, também extremamente brutal, ficando vivos somente ele, a esposa e o filho.
O filme é completamente sombrio e doentio, mas consegue também ser interessante ao mostrar o desejo e o prazer do produtor (no filme) que representa os desejos mais podres da humanidade, e nisso o filme trabalha até bem.
Recheado de cenas de sexo explícito, é bem forte para muito gente adulta, então, obviamente, nem pensar em ser exibidos para menores. Se for assistir, assista por conta e risco.
Assalto ao Banco Central
3.0 1,3KEu esperava bem mais desse filme, não vou negar.
Estou, realmente, começando a pensar em deixar de assistir aos filmes da Globo Filmes. É sério gente, a Globo consegue estragar qualquer boa história enchendo seus filmes de atores globais e dando aquela cara de novela ou de mini-série. Horrível.
Foi isso que aconteceu com Assalto ao Banco Central, que conta a história (romanceada e somente baseada) no famoso assalto ao Banco Central do Ceará. Disse alí nos parênteses que é “romanceado e baseado”, porque pelo que entendi, o filme só se baseou mesmo no tema do assalto, todo o resto foi inventado, já que não lembro de ter lido que a quadrilha foi presa, como mostra o filme.
Pois bem, ter colocado Lima Duarte, ícone global, junto com outros noveleiros como Giulia Gam, Antonio Abujamra (o eterno Ravengar), Tonico Pereira, dentre outros, isso ferrou mais da metade do filme. Agente não quer mais ver aquelas mesmas carinhas da novela das oito, isso agente já vê todos os dias. Não entendem isso?
O filme também decepcionou pelo desenrolar da trama, coisa que eu achava que seria bem mais trabalhada e detalhada, o que não aconteceu, o filme passa por cima da história de um jeito que nem da destaque ao engenho dos ladrões. Aliás, o fato de terem mudado a história, mostrando a quadrilha sendo presa, mais parece uma forma de mascarar que até hoje a Polícia Federal não sabe do paradeiros dos ladrões… Que seja.
Eu recomendo que assistam, mas sem muitas expectativas, ok?
Desenrola
2.9 724Um filme nacional que me enganou bastante.
Digo que me enganou, porque no trailer eu achava que a história era outra, e fui assistir curioso. Mas ao ver o filme mesmo, tive a decepção de estar assistindo um filminho de adolescente. Mais parecia uma versão para o cinema da novela Malhação.
Pois bem, conta a história de Priscila, uma adolescente que queria deixar de ser a última virgem da escola. Aproveitando uma viagem da mãe, ela “desenrola” um romance e uma chance de perder a virgindade. E o filme todo se desenvolve em torno deste objetivo, até que no final ela termina com o único cara que ela passou o filme todo se esquivando… Clichê?
O bom foi ver a atuação das belíssimas Olivia Torres e da Juliana Paiva, de resto, nada de bom que atraia no filme.
Se você é um adolescente com a cara cheia de espinha e com os hormônios à flor da pele, então esse filme é pra você, corre lá e assiste!
O Retrato de Dorian Gray
3.2 1,5K Assista AgoraSempre ouvia falar deste filme, e tinha preguiça de procurar para assistir. Até que resolvi tirar um dia para fazê-lo. E não é que o bicho é bom mesmo?
Conta a história de Dorian, um jovem que faz um pacto (provelmente com o demônio) para ser eternamente jovem e bonito. O problema é que tudo que ele faz, sua velhice e as besteiras são refletidas numa pintura sua, que vai se deformando com o tempo, tornando-se o grande segredo de Dorian.
Só essa premissa já é um ótimo motivo para você assistir ao filme, mas calma, tem mais. Tem o elenco, com uma atuação impecável. Colin Firth tem um papel extraordinário na trama, e o interpreta com uma desenvoltura ímpar.
A iluminação do filme da o tom da época e a sobriedade ao tema. A trilha então, nos momentos certos sabe fazer a sua entrada.
Recomendo muitíssimo!
Kung Fu Panda 2
3.5 839 Assista AgoraComentário rápido e atrasado. Mas só pra dizer que não comentei o filme.
Sabem como e né, esse segundo filme não foi tão bom e engraçado como o primeiro. Tirando algumas piadas que deram certo, o filme não é tão engraçadinho assim. Muitas piadas funcionaram bem melhor na edição do trailer do que no filme em sim.
Aliás, isso tem acontecido muito ultimamente. Muitas edições de trailers saem muuuuito melhor que a montagem do próprio filme, o que me conota um ar de “propaganda enganosa”, sabe…
Mas a única coisa boa desse kung Fu Panda 2 é mesmo a qualidade da Computação Gráfica, sim, cada vez melhor e mais perfeita. Para amantes do CG como eu, deu pra salvar um pouco o filme. Mas ainda assim só recomendo pra crianças e fãs de CG mesmo.
Transformers: O Lado Oculto da Lua
3.2 1,9K Assista AgoraUm dos blockbusters que eu realmente curti.
Sim, é verdade. Eu curti esse blockbuster sim, mas não sendo muito fã de filmes assim, pra massas. E mesmo não tendo curtido tanto os dois últimos filmes da série.
Como os outros, a história desse Transformers também é meio vazia, meio “meeira”, ou seja, não tem muito conteúdo…
Aliás, o filme deveria se chamar na verdade “Transformers 3 - Extermínio” porque, cá entre nós, o que tem de humano morrendo no filme, não tá no gibi! Teoricamente, não é mostrada quase nenhuma morte, mas é impossível não acreditar em fatalidade, por exemplo, na hora da perseguição nas vias da cidade, onde os Decepticons vão, literalmente, destruindo tudo pelo caminho, jogando carros e pessoas a distâncias absurdas… Na boa, morreu todo mundo alí!
Isso é, também, uma anomalia no roteiro do filme porque, primeiro, logo no início, Maxmus faz um discurso dizendo que estavam na Terra para proteger os humanos e impedir mortes, daí mostra eles trabalhando para o governo americano no Oriente Médio, fazendo o quê? Matando.
Segundo, o Sentinel diz que quer escravizar a raça humana para que estes sejam a mão de obra na reconstrução do seu mundo, no entando o Sentinel começa a dizimar a população! Assim não iria sobrar ninguém para ser escravo, vai entender… Além desses, há outros furos no roteiro, mas tudo bem, tudo passa…
Passa mesmo, porque a minha avaliação positiva do filme veio mesmo da qualidade dos efeitos, do realismo dos robôs, dos movimentos rápidos e perfeitos, a da qualidade da ação da batalhas, enfim, superaram todos os níveis e bateram todos os recordes de qualidade.
Realmente fiquei surpreso e acho que você, leitor, também ficará. O filme mesmo só vale a pena para ver as batalhas, os robôs e, pasmem, a trilha sonora, que da, muitas vezes, um toque especial nos momentos cruciais do filme.
Portanto não recomendo a você que procura uma boa história ou boa atuação. Recomendo a você que vai curtir o realismo de cenas fisicamente impossíveis. Quanto a isso, Transformers 3 da de 10x0 em qualquer um de seus precursores.