Fui ver esse filme sem muito alarde, fui mais pelo fato de gostar muito de filmes em computação gráfica, mas saí do cinema achando ele legal.
Não é uma grande produção de animação, nem tem uma boa história, mas me divertiu e acho que esse é realmente sua intenção, divertir. Principalmente as crianças.
A história faz uma parodia com a história do superman, da sua fuga de seu planeta em destruição e a sua chegada na Terra. Mas vai só até aí. Depois foca na vida do vilão que veio junto com o “superman”, o Megamente.
O filme tem passagens muito engraçadas e belas sacadas, da pra rir bastante. Uma coisa que gostei muito foi o “desmemorizador”, uma das armas do sofisticadas do Megamente, que nada mais é que um porrete que ele dá na cabeça dos outros, tirando assim a sua memória! Hilário!
Estava aguardando ansioso para ver este filme. Queria ter lido o livro antes de assistir, mas nada me impede de fazê-lo depois, aliás é o que vou fazer.
O filme conta a história da Criação do site de relacionamentos FaceBook.com, que no início chamava-se TheFaceBook.com, e conseqüentemente a história dos seus criadores, retratando fielmente (pelomenos eu acho) os fatos mais importantes.
O engraçado é que eu fui pra sessão achando que não ia dar muita gente na sala, alegando que seria um filme que só interessaria aos nerds, fãs de grandes desenvolvedores como Bill Gates (Micro$oft), Steve Jobs (Apple) ou Larry Page e Sergey Brin (Google). Mas qual não foi a minha surpresa ao ver a sala encher de, além de nerds, patricinhas e playboyzinhos! Verdade! Só confirmando o que eu já achava: que o público do FaceBook é bem mais seleto que o bom e velho Orkut.
Sim, muita gente foi conhecer como surgiu o site que eles passam horas navegando por dia. Confesso que assim que cheguei em casa, acessei o FaceBook e o vi com outros olhos. E apesar de o filme realmente massacrar o Mark Zuckerberg (criador do FaceBook) e mostrar um Shawn Fanning (criador do extinto Napster) extremamente mal-caráter (aliás escolheram outro mal-carater para interpreta-lo e caiu como uma luva: Justin Timberlake), trará bons frutos (acessos) à rede social. Quem for ver o filme e não tinha conta no FaceBook, com certeza vai se cadastrar assim que chegar em casa ou a uma lanhouse…
O filme é muito bom, recomendo que assistam sim, e que leiam o livro também, para saber dos detalhes não contados. Recomendo também que assistam a Piratas do Vale do Silício, que conta a história da criação da Micro$oft e da Apple.
Mais um filme do Leonardo DiCaprio que eu gostei. Estou gostando cada vez mais das atuações dele.
E não é só isso, o filme é dirigido por Martin Scorsese, podem acreditar.
Conta uma fantástica viagem dentro da loucura de um dos pacientes de uma instituição psiquiatrica situada numa ilha.
A trama é muito bem feita, pois no começo nós realmente acreditamos que o personagem de DiCaprio é um delegado tentando resolver um caso, mas ao passar de tempo, começamos a perceber certas coisas até que finalmente descobrimos que era tudo um delírio.
Muito bom mesmo. Da atuação à fotografia. Da trilha ao elenco. Muito bem produzido, me deixou satisfeito.
Eu estava ansioso para assistir a esse filme até hoje.
Mas confesso que me decepcionei viu. Sério, esse é um daqueles filmes que agente espera muito mais e sai bem fraquinho.
Pra começar, só foi chegando perto do final do filme que consegui me acostumar com a cronologia da história, já que a todo momento troca-se de anos. Ora se está em 1980, ora se volta para 1972… E troca tanto que as vezes eu achava que a cena de 1980 estava se passando em 72 e vice-versa. Um mangue total.
A segunda coisa que me decepcionou foi que o filme não aborda bem a tal História do Comando Vermelho, é mais a história de Willian, um dos fundadores, o que me fez ficar puto, pois não conta como foi criado exatamente, nem os propósitos, nem os detalhes… É tudo muito superficial.
O filme enquanto Filme, já melhora um pouco. A fotografia me agradou bastante e atuação dos atores ficou legal. Ninguém diz que o Daniel Oliveira de 400 Contra 1 é aquele Cazuza do filme de 2004. A trilha sonora também achei muito legal. Só não gostei é que os personagens usam umas gírias muito atuais, em contraste com o que se usava na década de 70/80.
Por fim, mesmo não tendo gostado muito, recomendo, por ser um filme nacional e por ter poucos momentos de glória.
Eu queria muito ver esse filme. Daí começaram a falar mau dele e fui adiando. Ontem a noite finalmente o assisti, e digo uma coisa: quem falou mal falou merda. O filme é muito bom!
Trata da busca do equilíbrio da personagem de Julia Roberts, onde ela tenta entrar em sintonia com sua vida pessoal, amorosa e espiritual. Para isso ela termina um casamento, entra em outro relacionamento, termina, passa meses na Itália, meses na Índia e une tudo que aprendeu nesses lugares em Bali, com a ajuda do seu Guru Kitut.
O que mais gosto do filme é são essas viagens sozinhas que ela faz tentando se encontrar. É maravilhoso ver como ela chega num local desconhecido, absorve a cultura e costumes do lugar, e faz vários amigos que ficam para sempre. Adoro essa perspectiva. Foi assim em sua passagem pela Itália, Índia e Bali.
O modo como as coisas vão acontecendo no decorrer do filme também é muito bom, os pontos de vistas destas cidades por onde ela passa. Um destaque para a fotografia da Itália, que ficou muito linda, mesmo nos momentos em que se mosta a área não turística, digamos. Muito bom.
Outra passagem que gosto, também na Itália, é quando cada pessoa na mesa define uma cidade famosa com uma palavra e depois se definem com uma palavra.
O único pecado do filme foi não ter colocado um ator brasileiro para fazer o papel de Felipe (que é um brasileiro no filme). Putz, fizeram uma péssima escolha ao colocar o espanhol Javier Bardem no papel. Os momento em que ele tem de falar portugûes foram horriveis. Dava até ginge de ouvir sua pronúncia.
Bem, salvo essa falha, o filme é recomendadíssimo! Corram para assistir.
O filme é baseado numa HQ da DC Comics, também intitulada RED, e pelo que entendi, o filme é só uma sombra bem desfocada do que conta a história da HQ.
Mas ainda assim gostei muito do filme, que conta a história de velhos agentes da CIA, KGB e alguma outra agência de investigação, que já estão aposentados, em suas novas vidas (chatas) até que de repente começam a ser caçados para serem eliminados um-a-um. Quem os caça é a própria CIA, o que nos traz um pequeno clichê. Mas é de clichês que é feito o filme, e apesar de todos eles, o filme saiu muito bom. É claro na minha humilde opinião. Porque o Omelete ( ) detonou o filme na crítica, basicamente por não ter seguido a história horiginal da HQ.
Como não li a revista, me enquadro no grupo de pessoas que não estavam esperando para ver a cópia da HQ na telona, o que justifica eu não ter ligado muito para isso.
O filme é legal sim, é divertido, é bom pra ver com amigos, por causa das mentirinhas que tem e por isso recomendo muito.
A cena que mais gostei é que aparece no trailer também, do Bruce Willis saindo de pé no carro que está rodando na pista e atirando no inimigo, muito legal essa cena mesmo.
Outro destaque vai para Mary-Louise Parker, que além de fazer uma boa atuação, está linda com a pouca maquilagem, realçando sua beleza natural!
Bom, eu sou meio suspeito de falar de Harry Potter, já que sou fã da série de filmes (não os livros), assisti todos.
Este é, de longe, o mais detalhado de todos os filmes. Por estar dividido em duas partes, o diretor pode trabalhar mais os detalhes, e foi exatamente isso que ele fez, contou os detalhes sem muita correria.
Como todos os outros da série, a fotografia é um detalhe à parte. Lindas locação e posições de câmera muito bem escolhidas.
O interessante deste filme é ver os atores realmente adultos, chega a ser engraçado na hora que o professor de Harry diz que ele ainda é menor de idade.
Muuuito massa rever este filme. Digo rever, porque esse (e outros dos Trapalhões) foram figurinha carimbada na Sessão da Tarde, da Globo, por muito tempo. Vi e revi muitas vezes, mas agora depois de assistir ao clássico O Mágico de Oz, lembrei desta versão nacional e resolvi matar a saudade.
Assistindo hoje, com outra visão mais crítica, pude perceber o quanto eram bons os filmes dos Trapalhões na época. 26 anos depois de lançado o filme, o tema abordado pelos Trapalhões continua bem atual. A seca e a miséria no Nordeste. O voto de cabresto (no filme troca-se votos por água), o coronelismo. Enfim, o filme está na medida para ser assistido hoje.
Sobre o filme, tem algumas passagens épicas (kkk) como a referência ao filme 2001 - Uma Odisséia no Espaço (Os Trapalhões imitam a famosa cena dos primatas batendo o osso) e inclusive com a trilha sonora igual na hora; e também da ótima cena de luta entre Didi e Dedé, bem caricata e circense.
Um caso curioso é que nesse filme a Xuxa não faz par romântico com Didi, como sempre, mas desta vez o felizardo é Dedé, que por sinal também assina a direção do filme junto com Victor Lustosa, interessante não?
Adorei poder ver o filme, mesmo depois de tanto tempo. Fiquei fascinado com os detalhes e com a qualidade do filme para sua época. Apesar de ter sido todo filmado indoor, os cenários são muito bem produzidos e os atores com suas atuações dão um show à parte. Fiquei fascinado também com os efeitos da época.
Por ser um clássico, o filme é um formador de clichês, ou seja, não tenho do que reclamar quanto a isso. Muito bom filme, recomendadíssimo!
Para quem é fã de stop motion, e curtiu vários filmes do Tim Burton com esta técnica, também vai gostar muito do que Adam Elliot conseguiu fazer com esta produção.
Muito bem feito, carregado em tons de cinza e cores mórbidas e opacas, com pouquíssimas cores vivas, consegue passar exatamente o que sente uma pessoa solitária. Aquela angústia é sentida logo de cara, quando vemos o foco do filme.
O filme nos traz a história de Mary, uma menininha australiana, e Max, uma homem americano de meia-idade. Ambos solitários, deprimidos e com seus proprios problemas sociais. Começam a se corresponder por carta, e passam a ser amigos, mas nunca se encontraram. O final chega até a ser triste, mas muito bom.
Nos passa uma intensidade muito grande mostrando a solidão dos dois. Os medos, os desejos, tudo no filme é bem carregado de sentimento e as vezes até um pouco pesado.
Aceitem minha dica, assistam e tirem suas conclusões. ;)
Uma verdadeira poesia filmada. Sim, porque não é um filme para assistirmos e falarmos “que filme massa!”, não, é um filme para se assistir e se raciocinar. Para se admirar. Para se saborear.
Passa-se numa Brasília mórbiba. Quadrada, oblícua, parada, abandonada e seca. Principalmente seca.
A Fotografia, apesar dos cenários sujos abandonados, achei maravilhosa! Cenas abertas, com temperatura de fria de cor, tons suaves, contrastes fortes. Admirem.
Os diálogos por sí só não dizem nada, nem teem relação uns com os outros. É um grande quebra-cabeça, uma poesia visual. Nós é que juntamos os pedaços e nossas mentes e cada um faz a sua leitura do filme.
90% das cenas são filmadas com a câmera fixa num tripé, raras são as vezes em que a câmera passeia pelo cenário ou segue os personagens, o que da a grande sensação de vazio. É como se estivessemos vendo tudo de uma janela. Fantástico!
Assistam, mais de uma vez, se possível, e recomendem. Paulo José está simplesmente fantástico em seu personagem.
Pois é, esse filme é bem interessante. Esse gostei bastante. Trata de um futuro hipotético onde não existem mais as filas de espera por orgãos para transplante, porque a ciência conseguiu desenvolver orgãos artificiais. O que se tornou, como tudo na humanidade, uma grande indústria e uma ótima forma de se explorar e ganhar dinheiro.
Como tudo que compramos e não pagamos corremos o risco de perder, ou seja, ter o bem retomado pelo banco ou financeira, o mesmo acontece aqui com os orgãos artificiais. Comprou, e não pagou ou atrasou as parcelas, tem que devolver. E é aí que entram Os Coletores, homens que caçam os endividados e, como num “boa noite cinderella”, apagam as pessoas, os abrem onde estiverem, e tomam o produto de volta.
A grande sacada do filme é que um dos Coletores passar a ser, contra sua vontade, um feliz dono de orgão artificial. E com isso paeea a ver as coisas por outro ângulo, até que… Também fica em dívida e passa a ser um dos cassados. É nessa fase que entra a personagem de Alice Braga, um mulher cujo corpo é praticamente artificial. Olhos, ouvidos, pulmões, joelhos, boca, sistema reprodutor… Tudo artificial.
quando ela pega um fone de ouvido, pluga em seu ouvido, regula o volume atraz da orelha, e da para o ex-coletor ouvir…
Meus Deus, imaginem só a cena!
Bom, a crítica à sociedade capitalista e ao desrespeito ao próximo é ótima, atuação de Alice e de Jude Law estão ótimas. Não posso esquecer de Forest Whitaker também.
Sabe os filmes de mortos vivos que estamos acostumados a assistir? Pois é, este é bem mais um deles, porém, com um porém.
O filme tem todo aquele cliché básico, sabe? Zumbi que come gente, gente que vira zumbi ao ser mordido, só da pra matar um zumbi estourando seus miolos, os caras sempre acertam na cabeça do zumbi no primeiro tiro… Bla bla bla. Pois é, tudo que agente já viu.
Mas a diferença do filme é que os zumbis não são o ponto principal do filme. Pois é. Eles são coadjuvantes aqui. O que o filme aborda mesmo é a briga entre duas famílias que vivem num ilha. E é nesse conflito, entre os zumbis, uma filha rebelde e um bando de militar revoltado que o enredo da história se desenvolve.
O engraçado é que os caras não erram um tiro quando vão matar um zumbi, mas não acertam um, quando a briga é entre os vivos… kkk quem aguenta uma dessas?.
Por isso achei o filme mais pra comédia do que para terror ou horror. Sério, a cena final onde os dois zumbis rivais fazem um duelo de armas é hilária. Assistam, é legal de ver essa abordagem um pouco diferente sobre zumbis.
Um filme muito louco, cara, acho que este vou ter que assistir mais uma vez para poder entendê-lo por completo.
Produzido em parceria entre Brasil, China e Japão, o filme é um ótimo retrato do submundo da pirataria de produtos chineses de segunda mão no Brasil. Mostrando em detalhes a máfia, o envolvimento político, os esquemas portuários, enfim, destrincha suavemente o esquema.
Mas o filme também trata de temas dramáticos típicos dos países asiáticos, como honra, poder, respeito. E traz isso muito bem para a tela, com a realidade brasileira inserida no meio.
A fotografia do filme é fantástica, trazendo ângulos jamais vistos de São Paulo em algumas cenas, e com o tom sombrio, trouxe o clima perfeito para o filme.
A história conta justamente da “carreira” de um chefe mafioso chinês (ou japonês) no Brasil, o cara é o maioral, traz todo tipo produto pirata para o país, até que seu declínio começa, e com ele vem essas pequenas histórias de honra, respeito, etc… Conta também a história de seu pupilo, e sua vida mais abrasileirada, andando com gente do gueto, meninos de rua e resolvendo as coisas à moda brasileira.
Uma cena bem interessante foi a luta entre as gangues de contrabandistas, travada no topo de uma estrutura de viaduto inacabada. Recheada de sangue no melhor estilo Kill Bill, com fundo falso e muita cor vibrante, tornou-se uma cena icônica e caricata do filme, da qual gostei muito.
Foi um filme que estreou no Brasil em Fevereiro de 2010, mas que quase ninguém ouviu falar, e eu recomendo que corram atrás e assistam, é bom, é diferente, vale a pena.
Fazia tempo que eu não gostava de um filme. E este eu realmente não gostei.
Apesar de ter boas perticipações, como Tom Hanks, John Malkovich e Emily Blunt, o filme só valeu a pena mesmo por esta linda gata.
Conta a história de Troy (Colin Hanks), um estudante de direito que decide largar tudo para fazer o que gosta: escrever (apesar de no filme ele não escrever nada). Ele então começa a trabalhar como assistente de um mágico excêntrico interpretado por Malkovich, e se encanta pelo cara, mesmo este sendo um completo arrogante. E fica nisso. O filme não nos diz nada, não passa mensagem nenhuma (pelo menos eu não enxerguei nenhuma) e fica só nessa.
Uma ressalva, no final do filme, já nos créditos, aparece a informação de que o personagem de Malkovitch foi inspirado num mágico de verdade, que em sua época também havia enfrentado especulações sobre a veracidade de seu truque principal, como acontece com o personagem durante o filme.
Muito bem filmado, como todas as produções da HBO, o que mais gostei na produção foi a fotografia, mas o filme como um todo é bom.
Conta a história de um funcionário de uma fábrica nuclear Russa, que é contaminado num acidente. A fábrica, para não sofrer as consequencias, resolve afastar ele e jogar toda a culpa no pobre coitado. Revoltado e com mulher e filho pra criar ele rouba 100g de Plutônio enriquecido e resolve vender, para que sua família tenha como sobreviver depois de sua morte.
E é aí que o filme fica legal, pois mostra todo o drama vivido por ele ao tentar correr contra o tempo e vender o Plutônio. Nesse meio, ele conhece um outro pai, desta vez de uma família inexistente, aliás ele nem sabe se o filho que ele acha que tem com uma prostituta é mesmo dele. Juntos eles tentam repassar o Plutônio e cada um tirar a sua parte.
É agoniante ver o filme, mas uma bela visão da realidade do submundo e das fábricas Russas e daquele povo. Eu recomendo.
Fui assistir achando que só ia ver um filme nacional com temática gay, nem sequer almejei que chagasse a ser um Milk da vida… Mas tudo bem.
Mas ao começar o filme, comecei a perceber que o homosexualismo alí era algo em segundo plano, o principal assunto era perda. Por isso o nome do filme, porque a personagem de Ana Paula Arósio passa todo o tempo do filme tentando esquecer sua companheira, que a abandonou e que sequer aparece na tela. Sim, a pessoa amada fica subentendida na dor e sofrimento que a personagem da nossa “Hilda Furacão” passa na trama. Pequenas histórias giram ao redor, é verdade, como a garota abandonada pelo namorado ao se ver grávida e termina fazendo aborto, e no final volta pro cara… ou o personagem, também gay, de Murilo Rosa (que não se saiu muito bem nesse papel) que também passa por uma perda, mas no caso dele, o companheiro morre…
Mas o drama mesmo gira em torno de Júlia (Arósio), que entra numa depressão muito grande e destrutiva. O ápice do filme é quando ela manda o amigo amarra-la numa cadeira, e alí ela fica, durante o dia todo… Foi realmente intenso.
O que o filme nos mostra? Que não devemos sofrer tanto por alguém, que não devemos nos matar aos poucos por alguém que já não nos quer mais. Saí do cinema me sentindo forte, firme, alegre. Porque a depressão que eu achava que sentia as vezes, não se comparar a dor transmitida por Júlia no filme. Realmente muito forte a trama montada nesta história. E pesada.
Falando de Arósio, ela está irreconhecível. Gorda, feia, mal cuidada. Claro que isso foi para entrar na personagem, mas não quero vê-la assim tão cedo.
Esse é um ótimo filme, também da série de filmes de Alice Braga que ando assistindo.
Uma pena que nesse, em especial, onde ela contra-cena com Herrison Ford, seu papel foi realmente pequeno e rápido. Mas como sempre, impecável.
O filme nos traz uma crítica maravilhosa ao sistema de imigração americano e como eles lá tratam os imigrantes. Adoro filme assim, onde cineastas criticam ferrenhamente seu próprio país, soa como uma crítica mais honesta, sei lá.
O filme nos conta a história do agente de migração vivido por Ford, que apesar do seu trabalho de caçar e expulsar os ilegais, sente-se mal com isso e tenta, as vezes, ajudar. Paralela a história do personagem de Ford, estão várias outras historietas de imigrantes ilegais e como eles lidam com isso, fisicamente, mentalmente e espiritualmente.
É um filme muito bom para ser visto e revisto para que possamos tomar ciência do sofrimento dessa gente e da luta diária travada por eles.
Finalmente consegui assistir, depois de tanto esperar. Bem, o que posso dizer? Muito bom! Muuuito bom mesmo! É uma pena que 98% dos brasileiros que forem assistir só vão ver e gostar dos tiros, da violência, das perseguições... Ninguém, exceto os 2% restantes, vai perceber a quantidade de crítica social, política e humana que o filme passa. Uma amiga falou "se fosse na época da ditadura, esse filme iria ser proibido". Se fosse naquela época, ele nem sequer ia ser rodado! Técnicamente não temos inovação no jeito de filmar em relação ao primeiro, pelo contrário, o diretor até intensificou esse negócio de filmar sem suporte na câmera, o que nos deixa cheios de cenas tremidas, borradas.. e que no fundo, funciona perfeitamente para atingir o objetivo: causar aflição e agonia no espectador.Houve momento em que me senti dentro do filme. A fotografia melhorou muito, com ótimas posições de câmera, explorando mais a "beleza" da favela. A atuação também, para mim, foi impecável. Todos deram o melhor de si. Mas o ponto forte são as críticas que o filme traz. Se não perceberam, voltem, assistam de novo, apreciem a visão que dão sobre nossas cidades, a criminalidade, a politicagem, a safadeza. Tudo é explicitado e misturado à trama. Tem ainda aalfinetada da Globo (produtora do filme) que, para lembrar do que aconteceu com o seu jornalista Tim Lopes (o mártir), fez-se incluir no filme uma cena em que uma jornalista é pega na favela numa investigação e é morta queimada, exatamente como aconteceu com Tim... O filme é tenso. Muito tenso, fiquei nervoso diversas vezes, o que me fez gostar ainda mais. A unica falha no filme é que no final, os políticos corruptos e ladrões são presosmesmo, o que na realidade seria mentira. Vai ver é por isso que no início do filme é exibida uma mensagem dizendo que qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência, e que se trata de uma ficção. Bem, provavelmente essa mensagem deve ter sido exigida pelo Governo, que foi literalmente massacrado no filme todo. Querem mesmo saber? Assistam. Uma, duas, três... quatrocentas vezes. Comprem o DVD. Vale a pena prestigiar esse que é um dos melhores filmes nacionais dos últimos tempos.
Conta uma história de amor tão linda, e protagonista, a loirinha Amanda Seyfried é tão linda, que terminei achando a minha própria Julieta… hehehe
O filme con a história de Sophie (a loirinha) que em visita à Itália com seu noivo, às vesperas do seu casamento, descobre um muro onde centenas de mulheres deixam cartas todos os dias. Investigando mais a fundo, ela descobre que aquelas cartas são endereçadas a Julieta (sim, a famosa Julieta do Romeu), onde as mulheres pedem conselhos e dicas a ela. Sophie também descobre um grupo que todos os dias recolhe as cartas do muro e se dão ao trabalho de recolher cada uma delas.
Empolgada com a história, e vendo ali a oportunidade de escrever seu primeiro livro, Sophie então passa a fazer parte do grupo e a responder as cartas, até encontrar uma carta antiga, escrita a décadas, e mesmo assim decide responder.
O que ela não contava é que a pessoa da carta ainda estava viva e decidiu seguir o conselho de Sophie (se passando por Julieta) de seguir seu coração e encontrar o amor de sua vida. É quando eles se encontam e Sophie decide seguir com ela nesta empreitada. Daí pra frente não vou contar mais, recomendo a todos que assistam ao filme e confiram o lindo final que ele nos mostra. Recomendadíssimo para corações apaixonados!
Um filme bem intenso e interessante. No começo do filme, não gostei tanto, mas é porque eu estava meio perdido na história, que é contada avançando e retrocedendo no tempo, no estilo FlashBack.
O filme narra a história de dois irmãos, um fracassado e o outro descontente com a vida que leva. Para mudar de vida, eles planejam um assalto à joalheria da família, certo que os pais não descobririam e que o seguro cobriria tudo. O caso é que o assalto não dá certo, quem estava na joalheria na hora era a mãe deles, e não uma funcionária. O resultado do assalto? Nenhuma grana e a mãe baleada.
Com a morte da mãe, a família que já não era bem estruturada, decai de vez, revelando conflitos internos e expondo sentimentos. Um irmão é viciado em drogas e garotos de programa, e o outro está tendo um caso com a mulher do próprio irmão (o que se droga).
As coisas pioram ainda mais, e o pai obsecado descobre o envolvimento de um dos filhos na morte da esposa, e dá cabo com a vida dele (do filho). A história não é só isso. Não é um filme família, nem divertido, mas é um bom drama, recomendo pra quem puder assistir.
O filme é bom, mas já vou logo avisando: para os fãs e quem acompanha a série animada, o filme será uma decepção.
Logo de cara, a maior diferença é que o Aang do filme é triste, bem diferente do animado e divertido garoto de 12 anos da série animada. Muitas de suas aventuras passadas na primeira temporada animada não é mostrada no filme, mas isso já era de se esperar, afinal, seria impossível ser fiel a 20 episódios em apenas um longa-metragem. Mas ainda assim, certas passagens fizeram falta, como quando Aang visita o segundo templo do Ar e encontra lá novos moradores.
A adaptação em si para o cinema sofreu muitas mudanças em relação à história original, principalmente nas relações inter-pessoais de Aang e seus amigos de viagem Katara e Sokka. A ação também deixa muito a desejar, foi adiada praticamente para o final do filme, mas a lentidão dos movimentos me fez lembrar da decepção que tive quando assisti ao filme dos X-Men. A diferença é brutal! No filme, os movimentos parecem mais de pessoas desengonçadas do que de mestres dobradores. Os efeitos da terra, água e fogo então, nem se fala, eu esperava muito mais deles, já que muito tempo se passou desde o filme dos X-Men e a tecnologia melhorou muito, mas não, os efeitos são tão lentos que não convece que pode ferir alguém que é acertado por um golpe. O confronto final também não tem nada haver com o da série animada, Aang não vira um monstro de água para vencer o reino do fogo… tcs, tcs…
Megamente
3.8 1,8K Assista AgoraFui ver esse filme sem muito alarde, fui mais pelo fato de gostar muito de filmes em computação gráfica, mas saí do cinema achando ele legal.
Não é uma grande produção de animação, nem tem uma boa história, mas me divertiu e acho que esse é realmente sua intenção, divertir. Principalmente as crianças.
A história faz uma parodia com a história do superman, da sua fuga de seu planeta em destruição e a sua chegada na Terra. Mas vai só até aí. Depois foca na vida do vilão que veio junto com o “superman”, o Megamente.
O filme tem passagens muito engraçadas e belas sacadas, da pra rir bastante. Uma coisa que gostei muito foi o “desmemorizador”, uma das armas do sofisticadas do Megamente, que nada mais é que um porrete que ele dá na cabeça dos outros, tirando assim a sua memória! Hilário!
A Rede Social
3.6 3,1K Assista AgoraEstava aguardando ansioso para ver este filme. Queria ter lido o livro antes de assistir, mas nada me impede de fazê-lo depois, aliás é o que vou fazer.
O filme conta a história da Criação do site de relacionamentos FaceBook.com, que no início chamava-se TheFaceBook.com, e conseqüentemente a história dos seus criadores, retratando fielmente (pelomenos eu acho) os fatos mais importantes.
O engraçado é que eu fui pra sessão achando que não ia dar muita gente na sala, alegando que seria um filme que só interessaria aos nerds, fãs de grandes desenvolvedores como Bill Gates (Micro$oft), Steve Jobs (Apple) ou Larry Page e Sergey Brin (Google). Mas qual não foi a minha surpresa ao ver a sala encher de, além de nerds, patricinhas e playboyzinhos! Verdade! Só confirmando o que eu já achava: que o público do FaceBook é bem mais seleto que o bom e velho Orkut.
Sim, muita gente foi conhecer como surgiu o site que eles passam horas navegando por dia. Confesso que assim que cheguei em casa, acessei o FaceBook e o vi com outros olhos. E apesar de o filme realmente massacrar o Mark Zuckerberg (criador do FaceBook) e mostrar um Shawn Fanning (criador do extinto Napster) extremamente mal-caráter (aliás escolheram outro mal-carater para interpreta-lo e caiu como uma luva: Justin Timberlake), trará bons frutos (acessos) à rede social. Quem for ver o filme e não tinha conta no FaceBook, com certeza vai se cadastrar assim que chegar em casa ou a uma lanhouse…
O filme é muito bom, recomendo que assistam sim, e que leiam o livro também, para saber dos detalhes não contados. Recomendo também que assistam a Piratas do Vale do Silício, que conta a história da criação da Micro$oft e da Apple.
Ilha do Medo
4.2 4,1K Assista AgoraMais um filme do Leonardo DiCaprio que eu gostei. Estou gostando cada vez mais das atuações dele.
E não é só isso, o filme é dirigido por Martin Scorsese, podem acreditar.
Conta uma fantástica viagem dentro da loucura de um dos pacientes de uma instituição psiquiatrica situada numa ilha.
A trama é muito bem feita, pois no começo nós realmente acreditamos que o personagem de DiCaprio é um delegado tentando resolver um caso, mas ao passar de tempo, começamos a perceber certas coisas até que finalmente descobrimos que era tudo um delírio.
Muito bom mesmo. Da atuação à fotografia. Da trilha ao elenco. Muito bem produzido, me deixou satisfeito.
400 Contra 1: Uma História do Crime Organizado
2.9 315Eu estava ansioso para assistir a esse filme até hoje.
Mas confesso que me decepcionei viu. Sério, esse é um daqueles filmes que agente espera muito mais e sai bem fraquinho.
Pra começar, só foi chegando perto do final do filme que consegui me acostumar com a cronologia da história, já que a todo momento troca-se de anos. Ora se está em 1980, ora se volta para 1972… E troca tanto que as vezes eu achava que a cena de 1980 estava se passando em 72 e vice-versa. Um mangue total.
A segunda coisa que me decepcionou foi que o filme não aborda bem a tal História do Comando Vermelho, é mais a história de Willian, um dos fundadores, o que me fez ficar puto, pois não conta como foi criado exatamente, nem os propósitos, nem os detalhes… É tudo muito superficial.
O filme enquanto Filme, já melhora um pouco. A fotografia me agradou bastante e atuação dos atores ficou legal. Ninguém diz que o Daniel Oliveira de 400 Contra 1 é aquele Cazuza do filme de 2004. A trilha sonora também achei muito legal. Só não gostei é que os personagens usam umas gírias muito atuais, em contraste com o que se usava na década de 70/80.
Por fim, mesmo não tendo gostado muito, recomendo, por ser um filme nacional e por ter poucos momentos de glória.
Comer Rezar Amar
3.3 2,3K Assista AgoraEu queria muito ver esse filme. Daí começaram a falar mau dele e fui adiando. Ontem a noite finalmente o assisti, e digo uma coisa: quem falou mal falou merda. O filme é muito bom!
Trata da busca do equilíbrio da personagem de Julia Roberts, onde ela tenta entrar em sintonia com sua vida pessoal, amorosa e espiritual. Para isso ela termina um casamento, entra em outro relacionamento, termina, passa meses na Itália, meses na Índia e une tudo que aprendeu nesses lugares em Bali, com a ajuda do seu Guru Kitut.
O que mais gosto do filme é são essas viagens sozinhas que ela faz tentando se encontrar. É maravilhoso ver como ela chega num local desconhecido, absorve a cultura e costumes do lugar, e faz vários amigos que ficam para sempre. Adoro essa perspectiva. Foi assim em sua passagem pela Itália, Índia e Bali.
O modo como as coisas vão acontecendo no decorrer do filme também é muito bom, os pontos de vistas destas cidades por onde ela passa. Um destaque para a fotografia da Itália, que ficou muito linda, mesmo nos momentos em que se mosta a área não turística, digamos. Muito bom.
Outra passagem que gosto, também na Itália, é quando cada pessoa na mesa define uma cidade famosa com uma palavra e depois se definem com uma palavra.
O único pecado do filme foi não ter colocado um ator brasileiro para fazer o papel de Felipe (que é um brasileiro no filme). Putz, fizeram uma péssima escolha ao colocar o espanhol Javier Bardem no papel. Os momento em que ele tem de falar portugûes foram horriveis. Dava até ginge de ouvir sua pronúncia.
Bem, salvo essa falha, o filme é recomendadíssimo! Corram para assistir.
Red: Aposentados e Perigosos
3.5 1,2K Assista AgoraO filme é baseado numa HQ da DC Comics, também intitulada RED, e pelo que entendi, o filme é só uma sombra bem desfocada do que conta a história da HQ.
Mas ainda assim gostei muito do filme, que conta a história de velhos agentes da CIA, KGB e alguma outra agência de investigação, que já estão aposentados, em suas novas vidas (chatas) até que de repente começam a ser caçados para serem eliminados um-a-um. Quem os caça é a própria CIA, o que nos traz um pequeno clichê. Mas é de clichês que é feito o filme, e apesar de todos eles, o filme saiu muito bom. É claro na minha humilde opinião. Porque o Omelete ( ) detonou o filme na crítica, basicamente por não ter seguido a história horiginal da HQ.
Como não li a revista, me enquadro no grupo de pessoas que não estavam esperando para ver a cópia da HQ na telona, o que justifica eu não ter ligado muito para isso.
O filme é legal sim, é divertido, é bom pra ver com amigos, por causa das mentirinhas que tem e por isso recomendo muito.
A cena que mais gostei é que aparece no trailer também, do Bruce Willis saindo de pé no carro que está rodando na pista e atirando no inimigo, muito legal essa cena mesmo.
Outro destaque vai para Mary-Louise Parker, que além de fazer uma boa atuação, está linda com a pouca maquilagem, realçando sua beleza natural!
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1
4.2 3,1K Assista AgoraBom, eu sou meio suspeito de falar de Harry Potter, já que sou fã da série de filmes (não os livros), assisti todos.
Este é, de longe, o mais detalhado de todos os filmes. Por estar dividido em duas partes, o diretor pode trabalhar mais os detalhes, e foi exatamente isso que ele fez, contou os detalhes sem muita correria.
Como todos os outros da série, a fotografia é um detalhe à parte. Lindas locação e posições de câmera muito bem escolhidas.
O interessante deste filme é ver os atores realmente adultos, chega a ser engraçado na hora que o professor de Harry diz que ele ainda é menor de idade.
Os Trapalhões e o Mágico de Oróz
3.3 127 Assista AgoraMuuuito massa rever este filme. Digo rever, porque esse (e outros dos Trapalhões) foram figurinha carimbada na Sessão da Tarde, da Globo, por muito tempo. Vi e revi muitas vezes, mas agora depois de assistir ao clássico O Mágico de Oz, lembrei desta versão nacional e resolvi matar a saudade.
Assistindo hoje, com outra visão mais crítica, pude perceber o quanto eram bons os filmes dos Trapalhões na época. 26 anos depois de lançado o filme, o tema abordado pelos Trapalhões continua bem atual. A seca e a miséria no Nordeste. O voto de cabresto (no filme troca-se votos por água), o coronelismo. Enfim, o filme está na medida para ser assistido hoje.
Sobre o filme, tem algumas passagens épicas (kkk) como a referência ao filme 2001 - Uma Odisséia no Espaço (Os Trapalhões imitam a famosa cena dos primatas batendo o osso) e inclusive com a trilha sonora igual na hora; e também da ótima cena de luta entre Didi e Dedé, bem caricata e circense.
Um caso curioso é que nesse filme a Xuxa não faz par romântico com Didi, como sempre, mas desta vez o felizardo é Dedé, que por sinal também assina a direção do filme junto com Victor Lustosa, interessante não?
O Mágico de Oz
4.2 1,3K Assista AgoraAdorei poder ver o filme, mesmo depois de tanto tempo. Fiquei fascinado com os detalhes e com a qualidade do filme para sua época. Apesar de ter sido todo filmado indoor, os cenários são muito bem produzidos e os atores com suas atuações dão um show à parte. Fiquei fascinado também com os efeitos da época.
Por ser um clássico, o filme é um formador de clichês, ou seja, não tenho do que reclamar quanto a isso. Muito bom filme, recomendadíssimo!
Mary e Max: Uma Amizade Diferente
4.5 2,4KPara quem é fã de stop motion, e curtiu vários filmes do Tim Burton com esta técnica, também vai gostar muito do que Adam Elliot conseguiu fazer com esta produção.
Muito bem feito, carregado em tons de cinza e cores mórbidas e opacas, com pouquíssimas cores vivas, consegue passar exatamente o que sente uma pessoa solitária. Aquela angústia é sentida logo de cara, quando vemos o foco do filme.
O filme nos traz a história de Mary, uma menininha australiana, e Max, uma homem americano de meia-idade. Ambos solitários, deprimidos e com seus proprios problemas sociais. Começam a se corresponder por carta, e passam a ser amigos, mas nunca se encontraram. O final chega até a ser triste, mas muito bom.
Nos passa uma intensidade muito grande mostrando a solidão dos dois. Os medos, os desejos, tudo no filme é bem carregado de sentimento e as vezes até um pouco pesado.
Aceitem minha dica, assistam e tirem suas conclusões. ;)
Insolação
3.3 115 Assista AgoraUma verdadeira poesia filmada. Sim, porque não é um filme para assistirmos e falarmos “que filme massa!”, não, é um filme para se assistir e se raciocinar. Para se admirar. Para se saborear.
Passa-se numa Brasília mórbiba. Quadrada, oblícua, parada, abandonada e seca. Principalmente seca.
A Fotografia, apesar dos cenários sujos abandonados, achei maravilhosa! Cenas abertas, com temperatura de fria de cor, tons suaves, contrastes fortes. Admirem.
Os diálogos por sí só não dizem nada, nem teem relação uns com os outros. É um grande quebra-cabeça, uma poesia visual. Nós é que juntamos os pedaços e nossas mentes e cada um faz a sua leitura do filme.
90% das cenas são filmadas com a câmera fixa num tripé, raras são as vezes em que a câmera passeia pelo cenário ou segue os personagens, o que da a grande sensação de vazio. É como se estivessemos vendo tudo de uma janela. Fantástico!
Assistam, mais de uma vez, se possível, e recomendem. Paulo José está simplesmente fantástico em seu personagem.
Repo Men: O Resgate de Órgãos
3.4 655Pois é, esse filme é bem interessante. Esse gostei bastante. Trata de um futuro hipotético onde não existem mais as filas de espera por orgãos para transplante, porque a ciência conseguiu desenvolver orgãos artificiais. O que se tornou, como tudo na humanidade, uma grande indústria e uma ótima forma de se explorar e ganhar dinheiro.
Como tudo que compramos e não pagamos corremos o risco de perder, ou seja, ter o bem retomado pelo banco ou financeira, o mesmo acontece aqui com os orgãos artificiais. Comprou, e não pagou ou atrasou as parcelas, tem que devolver. E é aí que entram Os Coletores, homens que caçam os endividados e, como num “boa noite cinderella”, apagam as pessoas, os abrem onde estiverem, e tomam o produto de volta.
A grande sacada do filme é que um dos Coletores passar a ser, contra sua vontade, um feliz dono de orgão artificial. E com isso paeea a ver as coisas por outro ângulo, até que… Também fica em dívida e passa a ser um dos cassados. É nessa fase que entra a personagem de Alice Braga, um mulher cujo corpo é praticamente artificial. Olhos, ouvidos, pulmões, joelhos, boca, sistema reprodutor… Tudo artificial.
Cena hilária,
quando ela pega um fone de ouvido, pluga em seu ouvido, regula o volume atraz da orelha, e da para o ex-coletor ouvir…
Bom, a crítica à sociedade capitalista e ao desrespeito ao próximo é ótima, atuação de Alice e de Jude Law estão ótimas. Não posso esquecer de Forest Whitaker também.
A Ilha dos Mortos
2.2 351 Assista AgoraSabe os filmes de mortos vivos que estamos acostumados a assistir? Pois é, este é bem mais um deles, porém, com um porém.
O filme tem todo aquele cliché básico, sabe? Zumbi que come gente, gente que vira zumbi ao ser mordido, só da pra matar um zumbi estourando seus miolos, os caras sempre acertam na cabeça do zumbi no primeiro tiro… Bla bla bla. Pois é, tudo que agente já viu.
Mas a diferença do filme é que os zumbis não são o ponto principal do filme. Pois é. Eles são coadjuvantes aqui. O que o filme aborda mesmo é a briga entre duas famílias que vivem num ilha. E é nesse conflito, entre os zumbis, uma filha rebelde e um bando de militar revoltado que o enredo da história se desenvolve.
O engraçado é que os caras não erram um tiro quando vão matar um zumbi, mas não acertam um, quando a briga é entre os vivos… kkk quem aguenta uma dessas?.
Por isso achei o filme mais pra comédia do que para terror ou horror. Sério, a cena final onde os dois zumbis rivais fazem um duelo de armas é hilária. Assistam, é legal de ver essa abordagem um pouco diferente sobre zumbis.
Amor aos Pedaços
3.2 49Um dos filmes românticos mais lindos que já vi, principalmente quando eles fazem uma analogia sobre dizer "eu te amo" com dizer "sanduíche de queijo"
Plastic City - Cidade de Plástico
2.2 12Um filme muito louco, cara, acho que este vou ter que assistir mais uma vez para poder entendê-lo por completo.
Produzido em parceria entre Brasil, China e Japão, o filme é um ótimo retrato do submundo da pirataria de produtos chineses de segunda mão no Brasil. Mostrando em detalhes a máfia, o envolvimento político, os esquemas portuários, enfim, destrincha suavemente o esquema.
Mas o filme também trata de temas dramáticos típicos dos países asiáticos, como honra, poder, respeito. E traz isso muito bem para a tela, com a realidade brasileira inserida no meio.
A fotografia do filme é fantástica, trazendo ângulos jamais vistos de São Paulo em algumas cenas, e com o tom sombrio, trouxe o clima perfeito para o filme.
A história conta justamente da “carreira” de um chefe mafioso chinês (ou japonês) no Brasil, o cara é o maioral, traz todo tipo produto pirata para o país, até que seu declínio começa, e com ele vem essas pequenas histórias de honra, respeito, etc…
Conta também a história de seu pupilo, e sua vida mais abrasileirada, andando com gente do gueto, meninos de rua e resolvendo as coisas à moda brasileira.
Uma cena bem interessante foi a luta entre as gangues de contrabandistas, travada no topo de uma estrutura de viaduto inacabada. Recheada de sangue no melhor estilo Kill Bill, com fundo falso e muita cor vibrante, tornou-se uma cena icônica e caricata do filme, da qual gostei muito.
Foi um filme que estreou no Brasil em Fevereiro de 2010, mas que quase ninguém ouviu falar, e eu recomendo que corram atrás e assistam, é bom, é diferente, vale a pena.
A Mente que Mente
3.0 150Fazia tempo que eu não gostava de um filme. E este eu realmente não gostei.
Apesar de ter boas perticipações, como Tom Hanks, John Malkovich e Emily Blunt, o filme só valeu a pena mesmo por esta linda gata.
Conta a história de Troy (Colin Hanks), um estudante de direito que decide largar tudo para fazer o que gosta: escrever (apesar de no filme ele não escrever nada). Ele então começa a trabalhar como assistente de um mágico excêntrico interpretado por Malkovich, e se encanta pelo cara, mesmo este sendo um completo arrogante. E fica nisso. O filme não nos diz nada, não passa mensagem nenhuma (pelo menos eu não enxerguei nenhuma) e fica só nessa.
Uma ressalva, no final do filme, já nos créditos, aparece a informação de que o personagem de Malkovitch foi inspirado num mágico de verdade, que em sua época também havia enfrentado especulações sobre a veracidade de seu truque principal, como acontece com o personagem durante o filme.
Pu-239 / The Half Life of Timofey Berezin
3.7 25 Assista AgoraUm filme dramático. É isso que tenho a dizer.
Muito bem filmado, como todas as produções da HBO, o que mais gostei na produção foi a fotografia, mas o filme como um todo é bom.
Conta a história de um funcionário de uma fábrica nuclear Russa, que é contaminado num acidente. A fábrica, para não sofrer as consequencias, resolve afastar ele e jogar toda a culpa no pobre coitado. Revoltado e com mulher e filho pra criar ele rouba 100g de Plutônio enriquecido e resolve vender, para que sua família tenha como sobreviver depois de sua morte.
E é aí que o filme fica legal, pois mostra todo o drama vivido por ele ao tentar correr contra o tempo e vender o Plutônio. Nesse meio, ele conhece um outro pai, desta vez de uma família inexistente, aliás ele nem sabe se o filho que ele acha que tem com uma prostituta é mesmo dele. Juntos eles tentam repassar o Plutônio e cada um tirar a sua parte.
É agoniante ver o filme, mas uma bela visão da realidade do submundo e das fábricas Russas e daquele povo. Eu recomendo.
Como Esquecer
3.6 656 Assista AgoraFui assistir achando que só ia ver um filme nacional com temática gay, nem sequer almejei que chagasse a ser um Milk da vida… Mas tudo bem.
Mas ao começar o filme, comecei a perceber que o homosexualismo alí era algo em segundo plano, o principal assunto era perda. Por isso o nome do filme, porque a personagem de Ana Paula Arósio passa todo o tempo do filme tentando esquecer sua companheira, que a abandonou e que sequer aparece na tela. Sim, a pessoa amada fica subentendida na dor e sofrimento que a personagem da nossa “Hilda Furacão” passa na trama. Pequenas histórias giram ao redor, é verdade, como a garota abandonada pelo namorado ao se ver grávida e termina fazendo aborto, e no final volta pro cara… ou o personagem, também gay, de Murilo Rosa (que não se saiu muito bem nesse papel) que também passa por uma perda, mas no caso dele, o companheiro morre…
Mas o drama mesmo gira em torno de Júlia (Arósio), que entra numa depressão muito grande e destrutiva. O ápice do filme é quando ela manda o amigo amarra-la numa cadeira, e alí ela fica, durante o dia todo… Foi realmente intenso.
O que o filme nos mostra? Que não devemos sofrer tanto por alguém, que não devemos nos matar aos poucos por alguém que já não nos quer mais. Saí do cinema me sentindo forte, firme, alegre. Porque a depressão que eu achava que sentia as vezes, não se comparar a dor transmitida por Júlia no filme. Realmente muito forte a trama montada nesta história. E pesada.
Falando de Arósio, ela está irreconhecível. Gorda, feia, mal cuidada. Claro que isso foi para entrar na personagem, mas não quero vê-la assim tão cedo.
Território Restrito
3.2 140Esse é um ótimo filme, também da série de filmes de Alice Braga que ando assistindo.
Uma pena que nesse, em especial, onde ela contra-cena com Herrison Ford, seu papel foi realmente pequeno e rápido. Mas como sempre, impecável.
O filme nos traz uma crítica maravilhosa ao sistema de imigração americano e como eles lá tratam os imigrantes. Adoro filme assim, onde cineastas criticam ferrenhamente seu próprio país, soa como uma crítica mais honesta, sei lá.
O filme nos conta a história do agente de migração vivido por Ford, que apesar do seu trabalho de caçar e expulsar os ilegais, sente-se mal com isso e tenta, as vezes, ajudar. Paralela a história do personagem de Ford, estão várias outras historietas de imigrantes ilegais e como eles lidam com isso, fisicamente, mentalmente e espiritualmente.
É um filme muito bom para ser visto e revisto para que possamos tomar ciência do sofrimento dessa gente e da luta diária travada por eles.
Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro
4.1 3,5K Assista AgoraFinalmente consegui assistir, depois de tanto esperar.
Bem, o que posso dizer? Muito bom! Muuuito bom mesmo! É uma pena que 98% dos brasileiros que forem assistir só vão ver e gostar dos tiros, da violência, das perseguições... Ninguém, exceto os 2% restantes, vai perceber a quantidade de crítica social, política e humana que o filme passa. Uma amiga falou "se fosse na época da ditadura, esse filme iria ser proibido". Se fosse naquela época, ele nem sequer ia ser rodado!
Técnicamente não temos inovação no jeito de filmar em relação ao primeiro, pelo contrário, o diretor até intensificou esse negócio de filmar sem suporte na câmera, o que nos deixa cheios de cenas tremidas, borradas.. e que no fundo, funciona perfeitamente para atingir o objetivo: causar aflição e agonia no espectador.Houve momento em que me senti dentro do filme. A fotografia melhorou muito, com ótimas posições de câmera, explorando mais a "beleza" da favela. A atuação também, para mim, foi impecável. Todos deram o melhor de si.
Mas o ponto forte são as críticas que o filme traz. Se não perceberam, voltem, assistam de novo, apreciem a visão que dão sobre nossas cidades, a criminalidade, a politicagem, a safadeza. Tudo é explicitado e misturado à trama. Tem ainda aalfinetada da Globo (produtora do filme) que, para lembrar do que aconteceu com o seu jornalista Tim Lopes (o mártir), fez-se incluir no filme uma cena em que uma jornalista é pega na favela numa investigação e é morta queimada, exatamente como aconteceu com Tim...
O filme é tenso. Muito tenso, fiquei nervoso diversas vezes, o que me fez gostar ainda mais.
A unica falha no filme é que no final, os políticos corruptos e ladrões são presosmesmo, o que na realidade seria mentira. Vai ver é por isso que no início do filme é exibida uma mensagem dizendo que qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência, e que se trata de uma ficção. Bem, provavelmente essa mensagem deve ter sido exigida pelo Governo, que foi literalmente massacrado no filme todo.
Querem mesmo saber? Assistam. Uma, duas, três... quatrocentas vezes. Comprem o DVD. Vale a pena prestigiar esse que é um dos melhores filmes nacionais dos últimos tempos.
Oliver Twist
3.7 211 Assista AgoraÉ muito bom mesmo. Faz tempo que assisti, tinha até me esquecido.
Cartas Para Julieta
3.5 2,4K Assista AgoraConta uma história de amor tão linda, e protagonista, a loirinha Amanda Seyfried é tão linda, que terminei achando a minha própria Julieta… hehehe
O filme con a história de Sophie (a loirinha) que em visita à Itália com seu noivo, às vesperas do seu casamento, descobre um muro onde centenas de mulheres deixam cartas todos os dias. Investigando mais a fundo, ela descobre que aquelas cartas são endereçadas a Julieta (sim, a famosa Julieta do Romeu), onde as mulheres pedem conselhos e dicas a ela. Sophie também descobre um grupo que todos os dias recolhe as cartas do muro e se dão ao trabalho de recolher cada uma delas.
Empolgada com a história, e vendo ali a oportunidade de escrever seu primeiro livro, Sophie então passa a fazer parte do grupo e a responder as cartas, até encontrar uma carta antiga, escrita a décadas, e mesmo assim decide responder.
O que ela não contava é que a pessoa da carta ainda estava viva e decidiu seguir o conselho de Sophie (se passando por Julieta) de seguir seu coração e encontrar o amor de sua vida. É quando eles se encontam e Sophie decide seguir com ela nesta empreitada. Daí pra frente não vou contar mais, recomendo a todos que assistam ao filme e confiram o lindo final que ele nos mostra. Recomendadíssimo para corações apaixonados!
Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto
3.7 353 Assista AgoraUm filme bem intenso e interessante. No começo do filme, não gostei tanto, mas é porque eu estava meio perdido na história, que é contada avançando e retrocedendo no tempo, no estilo FlashBack.
O filme narra a história de dois irmãos, um fracassado e o outro descontente com a vida que leva. Para mudar de vida, eles planejam um assalto à joalheria da família, certo que os pais não descobririam e que o seguro cobriria tudo. O caso é que o assalto não dá certo, quem estava na joalheria na hora era a mãe deles, e não uma funcionária. O resultado do assalto? Nenhuma grana e a mãe baleada.
Com a morte da mãe, a família que já não era bem estruturada, decai de vez, revelando conflitos internos e expondo sentimentos. Um irmão é viciado em drogas e garotos de programa, e o outro está tendo um caso com a mulher do próprio irmão (o que se droga).
As coisas pioram ainda mais, e o pai obsecado descobre o envolvimento de um dos filhos na morte da esposa, e dá cabo com a vida dele (do filho). A história não é só isso. Não é um filme família, nem divertido, mas é um bom drama, recomendo pra quem puder assistir.
O Último Mestre do Ar
2.7 2,1K Assista AgoraO filme é bom, mas já vou logo avisando: para os fãs e quem acompanha a série animada, o filme será uma decepção.
Logo de cara, a maior diferença é que o Aang do filme é triste, bem diferente do animado e divertido garoto de 12 anos da série animada. Muitas de suas aventuras passadas na primeira temporada animada não é mostrada no filme, mas isso já era de se esperar, afinal, seria impossível ser fiel a 20 episódios em apenas um longa-metragem. Mas ainda assim, certas passagens fizeram falta, como quando Aang visita o segundo templo do Ar e encontra lá novos moradores.
A adaptação em si para o cinema sofreu muitas mudanças em relação à história original, principalmente nas relações inter-pessoais de Aang e seus amigos de viagem Katara e Sokka. A ação também deixa muito a desejar, foi adiada praticamente para o final do filme, mas a lentidão dos movimentos me fez lembrar da decepção que tive quando assisti ao filme dos X-Men. A diferença é brutal! No filme, os movimentos parecem mais de pessoas desengonçadas do que de mestres dobradores. Os efeitos da terra, água e fogo então, nem se fala, eu esperava muito mais deles, já que muito tempo se passou desde o filme dos X-Men e a tecnologia melhorou muito, mas não, os efeitos são tão lentos que não convece que pode ferir alguém que é acertado por um golpe. O confronto final também não tem nada haver com o da série animada, Aang não vira um monstro de água para vencer o reino do fogo… tcs, tcs…