Acabei de rever, sei lá, pela décima vez. Um dos melhores filmes de toda a história. Vanessa Redgrave delirando de desejo, repetindo o nome de Grandier repetidamente como se estivesse amando ele. Depois, no final, beijando o fêmur carbonizado de sua grande paixão. Lindo! São cenas que o cinema não tem mais coragem de fazer.
O cineasta chileno Pablo Larrain termina sua trilogia de divas solitárias com uma cinebiografia de Maria Callas que é, na verdade, um bagunça. Parece que são vários filmes em um só e nenhum deles se encontram. Existe um filme para o cineasta, um filme diferente para o roteiro e um filme completamente diferente para Angelina Jolie que interpreta a grande soprano do século XX. A La Callas de Jolie é um retrato opaco e superficial de uma heroína trágica e imersa na sua própria solidão e loucura no fim de sua vida. O comprometimento de Jolie em imitar Maria do início ao fim deixa tudo muito repetitivo e cansativo, sem contar que Jolie não some nunca. É uma performance no máximo correta e que não corre risco nenhum. Os coadjuvantes são ótimos porque nos convencem a todo momento de que estamos diante de uma figura viva e emocionante ou de uma interpretação complexa, mas na verdade estamos diante de uma estátua de pedra. Se a interpretação de Jolie fosse uma composição musical, ela seria uma ária de uma nota só. Maria parece uma grande peça publicitária de alguma marca de perfume famoso que tem Jolie como garota propaganda. Dior, the new fragrance, by Angelina Jolie.
Alessandra Negrini dançando freneticamente. Ao fundo, toca um pop sintetizado dos anos 80. Luzes coloridas, outra luz piscando tão rápido que parece deformar seu rosto. Ciaroscuro. Uma câmera rodando e circulando seu rosto deformado pela música, pela luz, pela escuridão, pela dor. Movimentos rápidos, repetitivos, agressivos. Parecem agredir algo invisível. Parecem cortar algo no ar. Um frenesi. Raiva, abandono, solidão. A música? Maníac, de Michael Sembello, clássico eternizado no filme Flashdance. A letra fala de uma mulher que, sozinha em uma noite de sábado, submerge numa jornada de auto descoberta. Uma mulher que dança sobre todos os limites, sob o risco de cair numa zona perigosa, um lugar misterioso que poucos viram. A mulher luta e dança. Ela é uma maníaca. Uma das melhores cenas do cinema nacional.
O diretor e roteirista Martin McDonagh se inspirou no absurdismo para realizar esse conto sobre amizade, perda e a incomunicabilidade humana. É possível identificar no filme várias características desse movimento filosófico que influenciou nomes como Albert Camus e Samuel Beckett. Destaco: a repetição de palavras, o diálogo que deixa de ser o motor da narrativa e faz os personagens andarem em círculos, a falta de sentido na vida diante dos horrores da guerra, a incapacidade de se comunicar verdadeiramente com outro ser humano, o tédio da vida, o tempo isolado e etc.
Nessa vila no litoral da Irlanda que assiste calmamente o desenrolar da Guerra Civil Irlandesa, esse dois amigos se confrontam o dilema eterno da humanidade: a brevidade da vida, a aproximação da morte e a falta de esperança na existência. Afinal, o que fazer com a vida nas suas mãos quando a morte se aproxima no horizonte?
Muita influência de Bergman! Lindo, triste, poético!
God is Shy
4.3 1 Assista AgoraAcho que foi uma das coisas mais lindas que já vi
Os Caracóis
4.0 20 Assista AgoraÉ maravilhoso para assistir chapado
2001: Uma Odisseia no Espaço
4.2 2,4K Assista AgoraMeu filme favorito. Revi pela centésima vez esse fim de semana e continua monumental, irrepetível.
Os Demônios
3.9 172Acabei de rever, sei lá, pela décima vez. Um dos melhores filmes de toda a história.
Vanessa Redgrave delirando de desejo, repetindo o nome de Grandier repetidamente como se estivesse amando ele. Depois, no final, beijando o fêmur carbonizado de sua grande paixão. Lindo! São cenas que o cinema não tem mais coragem de fazer.
The Quinta's Ghost
3.5 2Lindo. Lindo. Lindo.
Maria Callas
3.1 129 Assista AgoraO cineasta chileno Pablo Larrain termina sua trilogia de divas solitárias com uma cinebiografia de Maria Callas que é, na verdade, um bagunça. Parece que são vários filmes em um só e nenhum deles se encontram. Existe um filme para o cineasta, um filme diferente para o roteiro e um filme completamente diferente para Angelina Jolie que interpreta a grande soprano do século XX.
A La Callas de Jolie é um retrato opaco e superficial de uma heroína trágica e imersa na sua própria solidão e loucura no fim de sua vida. O comprometimento de Jolie em imitar Maria do início ao fim deixa tudo muito repetitivo e cansativo, sem contar que Jolie não some nunca. É uma performance no máximo correta e que não corre risco nenhum. Os coadjuvantes são ótimos porque nos convencem a todo momento de que estamos diante de uma figura viva e emocionante ou de uma interpretação complexa, mas na verdade estamos diante de uma estátua de pedra. Se a interpretação de Jolie fosse uma composição musical, ela seria uma ária de uma nota só.
Maria parece uma grande peça publicitária de alguma marca de perfume famoso que tem Jolie como garota propaganda. Dior, the new fragrance, by Angelina Jolie.
Conclave
3.9 831 Assista AgoraO melhor filme do ano
Tiros em Columbine
4.2 352Assisti, ontem, pela primeira vez. Uma obra-prima.
Natureza Violenta
2.5 202 Assista AgoraEu sinto que é uma boa ideia que foi mal executada.
Furiosa: Uma Saga Mad Max
3.7 701 Assista AgoraNinguém mais fala de Furiosa
A Morte lhe Cai Bem
3.7 749 Assista AgoraComo pode ser a melhor comédia já feita?
Rivais
3.6 580 Assista AgoraComo pode um filme sobre tênis ser tão sexy?
Entrevista com o Demônio
3.4 777 Assista AgoraDanilo Gentili entrevista Bolsonaro
O Abismo Prateado
3.3 218 Assista AgoraAlessandra Negrini dançando freneticamente. Ao fundo, toca um pop sintetizado dos anos 80. Luzes coloridas, outra luz piscando tão rápido que parece deformar seu rosto. Ciaroscuro. Uma câmera rodando e circulando seu rosto deformado pela música, pela luz, pela escuridão, pela dor. Movimentos rápidos, repetitivos, agressivos. Parecem agredir algo invisível. Parecem cortar algo no ar. Um frenesi. Raiva, abandono, solidão.
A música? Maníac, de Michael Sembello, clássico eternizado no filme Flashdance. A letra fala de uma mulher que, sozinha em uma noite de sábado, submerge numa jornada de auto descoberta. Uma mulher que dança sobre todos os limites, sob o risco de cair numa zona perigosa, um lugar misterioso que poucos viram. A mulher luta e dança. Ela é uma maníaca.
Uma das melhores cenas do cinema nacional.
Todos Nós Desconhecidos
3.8 261 Assista AgoraParece que eu levei uma porrada na cara.
The Good Place (4ª Temporada)
4.3 339 Assista Agoradeixe ir.
O Exorcista: O Devoto
2.1 439 Assista AgoraEsse filme é um crime e David Gordon Green deveria ser preso.
Os Banshees de Inisherin
3.9 599 Assista AgoraO diretor e roteirista Martin McDonagh se inspirou no absurdismo para realizar esse conto sobre amizade, perda e a incomunicabilidade humana. É possível identificar no filme várias características desse movimento filosófico que influenciou nomes como Albert Camus e Samuel Beckett. Destaco: a repetição de palavras, o diálogo que deixa de ser o motor da narrativa e faz os personagens andarem em círculos, a falta de sentido na vida diante dos horrores da guerra, a incapacidade de se comunicar verdadeiramente com outro ser humano, o tédio da vida, o tempo isolado e etc.
Nessa vila no litoral da Irlanda que assiste calmamente o desenrolar da Guerra Civil Irlandesa, esse dois amigos se confrontam o dilema eterno da humanidade: a brevidade da vida, a aproximação da morte e a falta de esperança na existência. Afinal, o que fazer com a vida nas suas mãos quando a morte se aproxima no horizonte?
Muita influência de Bergman! Lindo, triste, poético!
Aftersun
4.0 802Eu não sei como continuar depois desse filme.
Close
4.2 665 Assista AgoraEden Dambrine merecia uma indicação ao Oscar.
Elvis
3.8 772Uma chatice de quase 3 horas.
Pearl
3.9 1,2KMia Goth já é Oscar winner aqui em casa.
Halloween Ends
2.3 564 Assista AgoraTão ruim que quando o filme acabou eu tive diarreia.
Triângulo do Medo
3.5 1,3KTerceira vez que assisto e o filme continua grande, bem feito e cheio de simbolismos