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23 years, São Paulo (BRA)
Usuário desde Março de 2013
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O caminho do homem justo está cercado por todos os lados pela iniquidade dos egoístas e a tirania dos maus.
Bendito aquele que, em nome da caridade e boa vontade, guie os fracos através do vale das trevas, pois ele é verdadeiramente o guardião de seus irmãos e localizador de crianças perdidas.
E eu vou derrubar sobre ti com grande vingança e raiva furiosa aqueles que tentam envenenar e destruir meus irmãos.
E você saberá que meu nome é o Senhor, quando minha vingança cair em cima de você.

Últimas opiniões enviadas

  • Kevin Felix

    Existem coisas que você tem a opção de crer ou não. Por exemplo, em papai noel, sereia ou Deus, e existem coisas que você não tem a opção de crer ou não crer, isso se chama fatos. Por exemplo, o fato de a terra ser esférica, a gravidade, a relatividade ou a evolução. Ou seja, fé é algo que acreditamos sem evidências. Já a ciência é feita por teorias suportadas por evidências que levam a uma conclusão. Então eu não acredito na evolução, eu sei que ela existe!

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  • Kevin Felix

    Em um momento do filme, o Capitao Willard chega em um de seus soldados no meio de uma batalha, e pergunta: "Quem está comandando esta operação?", o soldado olha para ele e responde com outra pergunta: "Não é você?". Esta cena representa tudo o que o Coppola quis dizer neste longa: o quão desorganizada foi esta guerra, o quanto foi um suicídio o que sofreram os soldados estadunidenses, o quão perdido estavam aqueles jovens em meio à tanta loucura liderada por governantes genocidas. Só por esta cena já vale o filme, só por esta cena apocalipse Now merece ser classificado como uma das maiores belezas que o cinema já produziu.

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  • Kevin Felix

    Há um constante erro na tradução dos títulos de filmes estrangeiros para o português, muitas vezes podem soar apenas estranhos como Pierrot Le Fou (Pierrot, o louco) que no Brasil ficou com o inexplicável título, O Demônio das Onze Horas – mas muitas vezes podem prejudicar e até dar spoilers como na terrível tradução de Mulholland Drive (que é o nome da avenida onde acontece boa parte do filme) que aqui ficou com o revelador título Cidade dos Sonhos. No filme em questão No Country For Old Men “ganha” uma ininteligente e prejudicial tradução para “Onde os Fracos não tem vez” que seria muito melhor (e correto) se trocassem a palavra “fracos” por “velhos” ou se simplesmente utilizassem ao pé da letra como em Portugal, “Este país não é para velhos”.

    Desde que estrearam em 1984 com o excepcional Gosto de Sangue, os irmãos Coen tem uma regularidade impressionante com uma filmografia invejável a qualquer diretor. A dupla já fez filmes espetaculares como Fargo, O Homem Que Não Estava Lá, Bravura Indômita, O Grande Lebowski e até seus irregulares Matadores de Velhinhas e E Aí, Meu Irmão, Cadê Você? tem seus bons momentos. Em No Country For Old Men não é diferente, o filme tem uma trama eletrizante, onde os momentos de perseguição chega a ser tão tensos como os de Exterminador do Futuro 2 - e todo o enredo é tão bem desenvolvido e inteligente, sem deixar nada mastigado, trazendo assim, interpretações diferentes.

    Todo o elenco do filme é muito bom, destacando-se (claro) o Javier Bardem, que aqui faz uma atuação sensacional com o seu personagem Chigurh, que mesmo com o seu jeito sério, taciturno e tranquilo, já logo de cara nos faz entender que se trata de um sociopata, mesmo se não tivéssemos visto-o matando alguém.

    O Xerife Ed (Tommy Lee Jones) após muitos anos de profissão nunca tinha visto nada igual ao que estava acontecendo, ficando impressionado com as ações e a psicopatia de Chigurh, mas mesmo que disposto a parar o assassino, ele sempre está atrasado ante aos acontecimentos, sempre que chega já aconteceu o que tinha que acontecer. A prova do despreparo e dá relação com o passado da polícia no filme é quando o Xerife Ed e seu parceiro Wendell chegam ao local da negociação montados em seus cavalos, enquanto só vemos carros ao redor.
    Chigurh aqui é a representação da morte, por onde ele passa raramente alguém consegue escapar vivo. Apesar de Moss (Josh Brolin) tanto fugir, o destino dele era inevitável e o Xerife Ed sabia disso.

    Os Coen conseguem nos mostrar tudo de maneira espetacular, a cena em que o Chigurh entra na loja de conveniências e ameaça o vendedor é uma das melhores do filme, intercalando entre planos abertos e outros fechadíssimos, conforme a tensão aumenta. Conta também com uma ótima direção de arte, mostrando as cordas ao fundo da loja, como se o velho estivesse numa forca e uma trilha sufocante, valorizando os sons diegéticos que com todo aquele silêncio aumenta ainda mais a tensão.

    No fim o Xerife Ed Tom Bell chegou tarde demais, não conseguiu salvar o Moss e nós espectadores também não conseguimos chegar a tempo e nem ao menos vimos como tudo aconteceu e assim percebemos que depois de 122 minutos de filme o verdadeiro velho do filme éramos nós.

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