É louvável pegarem uma ideia já saturada pelos reboots de Jurassic Park e tentarem fazer algo diferente, mesmo que ainda soe familiar. A premissa é interessante, mas a execução deixa algumas coisas vagas, principalmente a viagem no tempo, que poderia ser mais explorada. Em compensação, os dinossauros estão mais predatórios e realmente perigosos, enquanto o drama familiar, apesar de fraco, acaba contribuindo para um desfecho legal. O Fim da Rua entretém e traz uma sensação de novidade dentro desse universo, mas eu esperava um pouco mais.
O grande atrativo é o design de som. O uso do silêncio e dos ruídos cria um desconforto interessante, junto com os ângulos de câmera que brincam com o que pode estar fora do quadro. Porém, depois de um tempo, falta mais história e o filme acaba se prendendo demais aos mesmos elementos. Ainda assim, o ápice final e aquela última frase em aberto me deram um certo medinho.
Dica: assista com fone, à noite e no escuro. A experiência fica bem mais imersiva.
A premissa é muito interessante, principalmente por abordar a possibilidade de vida após a morte, um tema que poderia render reflexões filosóficas bem profundas. O problema é que o filme começa prometendo isso, mas logo se perde em um desenvolvimento lento e repetitivo, tratando uma ideia tão curiosa de forma bastante rasa. O suposto grande plot twist também não surpreende, já que o filme praticamente entrega para onde está indo, embora o final seja coerente com o que foi construído e tenha me agradado. No fim, fica aquela sensação de uma ótima premissa desperdiçada, porque A Descoberta tinha potencial para ser muito mais do que acabou sendo.
Eu amo umas pérolas do cinema dos anos 2000. Filme ruim, com CGI que envelheceu como leite no sol, Sebastian Stan novinho com cara de emo e pose de vilão de Malhação. Cinema!
É interessante como o filme parte de uma situação inusitada, com um casal liberal fazendo um convite inesperado a um casal tradicional, e aos poucos transforma o humor ácido e constrangedor em algo mais dramático e reflexivo. Sustentado basicamente por diálogos, roteiro e ótimas atuações, nunca se torna enfadonho, funcionando quase como uma peça de teatro. Olivia Wilde também surpreende na direção, conduzindo bem essa transição e entregando, no fim, uma mensagem simpática sobre confrontarmos a nós mesmos e resgatarmos aquilo que ainda nos traz felicidade. No fim, O Convite é uma promessa de orgia que acaba virando uma terapia de casal.
Revisitando esse filme depois de anos, noto que a minha visão sobre ele continua a mesma. É um filme relevante, com um debate interessante sobre até onde se pode ir e o quanto se pode anular de si mesmo por uma carreira. Dessa vez, simpatizei ainda mais com a Andy e continuo achando a Miranda uma vaca. Minha memória guardava o filme como algo mais grandioso, mas, revendo agora, percebo que é apenas um bom filme que se manteve firme na memória afetiva das pessoas.
Esse filme é um caos (no bom sentido da palavra), um trash de primeira qualidade! Os exageros já são uma marca registrada de Sam Raimi, e aqui ele mistura terror com cenas tão absurdas que o filme acaba se tornando uma comédia. O ritmo é frenético, com acontecimentos insanos um atrás do outro, transformando a experiência em pura diversão. O filme não se leva tão a sério quanto o primeiro, e quem assistir em busca de diversão sairá satisfeito porque o entretenimento é garantido.
Começa de uma forma interessante e tem cenas boas até a metade, mas depois vai perdendo força. As cenas finais são tenebrosas (de ruins)... não chega perto das versões anteriores, mas ainda assim é um bom filme.
Evil Dead Burn aposta pesado no gore e nas cenas nojentas ao extremo, seguindo a linha mais cruel e séria dos novos filmes da franquia. Em alguns momentos, consegue entregar a brutalidade do remake de 2013, mas peca novamente no ato final, principalmente pelo CGI, que estraga parte da experiência. A busca constante por violência gráfica também acaba deixando a história em segundo plano, com algumas cenas parecendo existir apenas para descobrir até onde podem ir no grotesco. Ainda assim, gostei dos planos-sequências, do ótimo trabalho de som e de alguns momentos que remetem aos filmes antigos. Pode ser clichê e repetitivo, mas, para quem gosta desse tipo de carnificina, continua sendo um prato cheio.
Passageiros tenta repetir uma fórmula de plot twist que já foi bastante explorada desde os anos 2000, mas falha justamente por não conseguir construir uma trama interessante até chegar à reviravolta. A história é previsível desde o início e não há tensão, drama convincente ou elementos capazes de alimentar a curiosidade. Tudo é muito morno e apático, e o que se salva é a presença de Anne Hathaway e Patrick Wilson e a curta duração. Talvez funcione melhor para quem não percebe o plot de primeira, mas, sabendo o que está por vir, a experiência perde ainda mais a graça.
Revisitando O Orfanato depois de muitos anos, percebi que ele é bem diferente da lembrança que eu tinha. Esperava um terror sobrenatural mais tradicional, mas o filme é muito mais atmosférico, construído em torno de tensão, suspense e, principalmente, de um desfecho triste e cruel. A virada transforma todo o suspense psicológico em algo mais melodramático e sensível, mas funciona justamente por transformar uma história tão trágica em algo belo e emocional. Mudou um pouco a visão que eu tinha do filme, mas continuo achando um baita filme. E ver o Seu Barriga em um papel tão diferente foi um bônus à parte.
O que parecia ser um thriller sobre reabilitação, se transforma inesperadamente em uma história sobre desejo, repressão e escolhas sufocadas. Embora, às vezes, perca um pouco o ritmo, o filme mantém uma certa tensão no ar. Com essa premissa, o diretor poderia ir muito mais a fundo mas parece que ficou com medo de explorar mais alguns aspectos... Ainda assim, vale pela ousadia.
Não é um filme perfeito, mas tem personalidade, e isso já o coloca acima da média.
Que filme doido! Ele começa com uma proposta de thriller de perseguição policial misturado com terror slasher, para depois virar algo sobre catástrofe nuclear, tudo isso com uma seita satânica no meio que não é bem explicada, mortes aleatórias de personagens irrelevantes e efeitos digitais péssimos. Tem muita coisa sem sentido, mal explicada e pouco explorada. E o engraçado é que toda essa salada mal feita não me deixou entediado. Psicho Killer: Em Busca do Assassino é aquele filme bem ruim e totalmente esquecível, mas que dá pra ver com os amigos enquanto se come uma pizza com refrigerante.
O Babadook vai muito além daquele terror básico de entidade maligna perseguindo pessoas e funciona muito bem ao misturar horror sobrenatural com um drama psicológico pesado. A relação entre mãe e filho, as atuações, principalmente da Essie Davis, e toda a construção do isolamento e da deterioração mental da Amelia me pegaram demais. Gosto também de como o Babadook é usado mais como uma presença constante do que como desculpa para jumpscares, deixando a tensão crescer de forma gradual e angustiante. E tudo fica ainda melhor pela metáfora sobre depressão, luto, culpa, solidão e os monstros internos que a gente tenta esconder. No fim, é sobre aprender a encarar aquilo que nos destrói, porque o trauma continua existindo, mas não precisa mais estar no controle.
Clichêzinho, como deveria ser. É uma comédia juvenil brasileira bem bobinha, com uma vibe de “conto de fadas gay” à la Heartstopper, tentando quebrar alguns padrões e estereótipos, mas de uma forma bem superficial. Tem algumas referências à cultura pop legais, boas atuações e momentos engraçadinhos, embora em certos momentos o filme pareça não ter tanto para contar e o Miguel Lallo fique um pouco abaixo do restante do elenco. Não foi um destaque para mim, mas é um filme leve, divertido e que merece visibilidade por trazer esse tipo de história para o cinema nacional.
Uma premissa que poderia render um ótimo suspense de isolamento e sobrevivência, mas que, nas mãos de uma direção ruim e de um roteiro ainda pior, vira um filme completamente sem sentido. Os personagens passam meses enclausurados como se estivessem em uma colônia de férias e, quando o isolamento deixa de sustentar a história, o filme simplesmente joga monstros no meio da trama sem desenvolver nada de forma convincente. Wagner Moura até foi o motivo de eu dar uma chance, mas nem ele salva esse amontoado de decisões preguiçosas e uma narrativa que parece não saber para onde ir. No fim, é exatamente o tipo de produto genérico e descartável que eu já esperava da Netflix: um filme qualquer coisa.
François Ozon e suas obras safadinhas! Aqui ele traz novamente algo provocador, misturando sexo e violência. Como de costume, apresenta personagens moralmente ambíguos, e os três personagens centrais carregam uma perversidade que, de certa forma, se mistura. É um filme propositalmente estranho e desconfortável. A obra não foi feita para você sentir empatia pelos personagens, mas sim observá-los e analisar temas como identidade, relações humanas, desejo e repressão sexual. No geral, é um filme que cabe bem naquele ditado: "remédio para doido é um doido e meio".
Nunca fui obcecado por O Diabo Veste Prada, mas sempre achei interessante como o filme se manteve relevante e abriu um debate sobre o preço que se paga para chegar onde se quer. Fui assistir à sequência mais por curiosidade e achei tudo muito diluído em uma história pouco divertida e menos criativa. Apesar das boas atuações e de uma trilha sonora gostosa, a tentativa de atualizar os temas não funciona tão bem quanto no original. Não acho que vá permanecer no imaginário das pessoas da mesma forma, embora provavelmente agrade quem já era fã.
Hamnet transforma um roteiro simples em um drama profundamente sensível graças à direção delicada de Chloé Zhao e a um elenco impecável. Jessie Buckley entrega uma atuação devastadora, enquanto Jacobi Jupe também impressiona nos momentos mais emocionantes. É um filme maduro e elegante sobre o luto, que encontra na arte uma forma de transformar a dor em algo profundamente humano.
A história transforma uma premissa simples em uma jornada física e emocional sobre amizade, resistência e sobrevivência. Mesmo com a aparente monotonia, os diálogos e a tensão constante sustentam o interesse, enquanto as atuações dão peso às relações entre os personagens. A crítica ao espetáculo da dor funciona bem, e, apesar de eu ter ressalvas com o desfecho, a reta final me envolveu e me emocionou bastante.
Taxi Driver impressiona pela cinematografia, pela trilha sonora e pela atuação gigantesca de Robert De Niro. Scorsese constrói um retrato poderoso da solidão, do isolamento e da deterioração mental através de Travis Bickle, um personagem complexo que desperta desconforto e, ao mesmo tempo, certa empatia. É um filme sobre violência, falso heroísmo e, acima de tudo, sobre como a solidão pode se transformar em algo profundamente destrutivo.
Desconhecidos é um bom thriller que ganha pontos pela narrativa não linear, tornando a experiência menos previsível. Apesar do início intrigante e das ótimas atuações de Kyle Gallner e Willa Fitzgerald, o plot twist não surpreende tanto quanto promete, e o último ato acaba escorregando em algumas cenas forçadas. Ainda assim, entrega uma boa dose de tensão, uma atmosfera envolvente e uma estética marcante, mesmo sem reinventar o gênero.
O Fim da Rua
3.1 217É louvável pegarem uma ideia já saturada pelos reboots de Jurassic Park e tentarem fazer algo diferente, mesmo que ainda soe familiar. A premissa é interessante, mas a execução deixa algumas coisas vagas, principalmente a viagem no tempo, que poderia ser mais explorada. Em compensação, os dinossauros estão mais predatórios e realmente perigosos, enquanto o drama familiar, apesar de fraco, acaba contribuindo para um desfecho legal. O Fim da Rua entretém e traz uma sensação de novidade dentro desse universo, mas eu esperava um pouco mais.
Undertone
3.0 227 Assista AgoraO grande atrativo é o design de som. O uso do silêncio e dos ruídos cria um desconforto interessante, junto com os ângulos de câmera que brincam com o que pode estar fora do quadro. Porém, depois de um tempo, falta mais história e o filme acaba se prendendo demais aos mesmos elementos. Ainda assim, o ápice final e aquela última frase em aberto me deram um certo medinho.
Dica: assista com fone, à noite e no escuro. A experiência fica bem mais imersiva.
A Descoberta
3.3 401 Assista AgoraA premissa é muito interessante, principalmente por abordar a possibilidade de vida após a morte, um tema que poderia render reflexões filosóficas bem profundas. O problema é que o filme começa prometendo isso, mas logo se perde em um desenvolvimento lento e repetitivo, tratando uma ideia tão curiosa de forma bastante rasa. O suposto grande plot twist também não surpreende, já que o filme praticamente entrega para onde está indo, embora o final seja coerente com o que foi construído e tenha me agradado. No fim, fica aquela sensação de uma ótima premissa desperdiçada, porque A Descoberta tinha potencial para ser muito mais do que acabou sendo.
O Pacto
2.7 575Eu amo umas pérolas do cinema dos anos 2000. Filme ruim, com CGI que envelheceu como leite no sol, Sebastian Stan novinho com cara de emo e pose de vilão de Malhação. Cinema!
O Convite
3.9 326 Assista AgoraÉ interessante como o filme parte de uma situação inusitada, com um casal liberal fazendo um convite inesperado a um casal tradicional, e aos poucos transforma o humor ácido e constrangedor em algo mais dramático e reflexivo. Sustentado basicamente por diálogos, roteiro e ótimas atuações, nunca se torna enfadonho, funcionando quase como uma peça de teatro. Olivia Wilde também surpreende na direção, conduzindo bem essa transição e entregando, no fim, uma mensagem simpática sobre confrontarmos a nós mesmos e resgatarmos aquilo que ainda nos traz felicidade. No fim, O Convite é uma promessa de orgia que acaba virando uma terapia de casal.
O Diabo Veste Prada
3.8 2,5K Assista AgoraRevisitando esse filme depois de anos, noto que a minha visão sobre ele continua a mesma. É um filme relevante, com um debate interessante sobre até onde se pode ir e o quanto se pode anular de si mesmo por uma carreira. Dessa vez, simpatizei ainda mais com a Andy e continuo achando a Miranda uma vaca. Minha memória guardava o filme como algo mais grandioso, mas, revendo agora, percebo que é apenas um bom filme que se manteve firme na memória afetiva das pessoas.
Isto Não É um Teste
1.9 21Uma mistura tediosa e sem carisma de The Breakfast Club com apocalipse zumbi.
Uma Noite Alucinante 2
3.8 736Esse filme é um caos (no bom sentido da palavra), um trash de primeira qualidade! Os exageros já são uma marca registrada de Sam Raimi, e aqui ele mistura terror com cenas tão absurdas que o filme acaba se tornando uma comédia. O ritmo é frenético, com acontecimentos insanos um atrás do outro, transformando a experiência em pura diversão. O filme não se leva tão a sério quanto o primeiro, e quem assistir em busca de diversão sairá satisfeito porque o entretenimento é garantido.
A Morte do Demônio: A Ascensão
3.3 891 Assista AgoraComeça de uma forma interessante e tem cenas boas até a metade, mas depois vai perdendo força. As cenas finais são tenebrosas (de ruins)... não chega perto das versões anteriores, mas ainda assim é um bom filme.
A Morte do Demônio: Em Chamas
3.2 283 Assista AgoraEvil Dead Burn aposta pesado no gore e nas cenas nojentas ao extremo, seguindo a linha mais cruel e séria dos novos filmes da franquia. Em alguns momentos, consegue entregar a brutalidade do remake de 2013, mas peca novamente no ato final, principalmente pelo CGI, que estraga parte da experiência. A busca constante por violência gráfica também acaba deixando a história em segundo plano, com algumas cenas parecendo existir apenas para descobrir até onde podem ir no grotesco. Ainda assim, gostei dos planos-sequências, do ótimo trabalho de som e de alguns momentos que remetem aos filmes antigos. Pode ser clichê e repetitivo, mas, para quem gosta desse tipo de carnificina, continua sendo um prato cheio.
Passageiros
3.2 854 Assista AgoraPassageiros tenta repetir uma fórmula de plot twist que já foi bastante explorada desde os anos 2000, mas falha justamente por não conseguir construir uma trama interessante até chegar à reviravolta. A história é previsível desde o início e não há tensão, drama convincente ou elementos capazes de alimentar a curiosidade. Tudo é muito morno e apático, e o que se salva é a presença de Anne Hathaway e Patrick Wilson e a curta duração. Talvez funcione melhor para quem não percebe o plot de primeira, mas, sabendo o que está por vir, a experiência perde ainda mais a graça.
O Orfanato
3.7 1,3K Assista AgoraRevisitando O Orfanato depois de muitos anos, percebi que ele é bem diferente da lembrança que eu tinha. Esperava um terror sobrenatural mais tradicional, mas o filme é muito mais atmosférico, construído em torno de tensão, suspense e, principalmente, de um desfecho triste e cruel. A virada transforma todo o suspense psicológico em algo mais melodramático e sensível, mas funciona justamente por transformar uma história tão trágica em algo belo e emocional. Mudou um pouco a visão que eu tinha do filme, mas continuo achando um baita filme. E ver o Seu Barriga em um papel tão diferente foi um bônus à parte.
Cut Snake
3.4 10O que parecia ser um thriller sobre reabilitação, se transforma inesperadamente em uma história sobre desejo, repressão e escolhas sufocadas. Embora, às vezes, perca um pouco o ritmo, o filme mantém uma certa tensão no ar. Com essa premissa, o diretor poderia ir muito mais a fundo mas parece que ficou com medo de explorar mais alguns aspectos... Ainda assim, vale pela ousadia.
Não é um filme perfeito, mas tem personalidade, e isso já o coloca acima da média.
As Horas
4.2 1,4KQue filme... Que elenco... Que profundidade!
não tem muito o que falar, só sentir o tapa de luva bem dado.
Psycho Killer: Em Busca do Assassino
2.2 39 Assista AgoraQue filme doido! Ele começa com uma proposta de thriller de perseguição policial misturado com terror slasher, para depois virar algo sobre catástrofe nuclear, tudo isso com uma seita satânica no meio que não é bem explicada, mortes aleatórias de personagens irrelevantes e efeitos digitais péssimos. Tem muita coisa sem sentido, mal explicada e pouco explorada. E o engraçado é que toda essa salada mal feita não me deixou entediado. Psicho Killer: Em Busca do Assassino é aquele filme bem ruim e totalmente esquecível, mas que dá pra ver com os amigos enquanto se come uma pizza com refrigerante.
O Babadook
3.5 2,0K Assista AgoraO Babadook vai muito além daquele terror básico de entidade maligna perseguindo pessoas e funciona muito bem ao misturar horror sobrenatural com um drama psicológico pesado. A relação entre mãe e filho, as atuações, principalmente da Essie Davis, e toda a construção do isolamento e da deterioração mental da Amelia me pegaram demais. Gosto também de como o Babadook é usado mais como uma presença constante do que como desculpa para jumpscares, deixando a tensão crescer de forma gradual e angustiante. E tudo fica ainda melhor pela metáfora sobre depressão, luto, culpa, solidão e os monstros internos que a gente tenta esconder. No fim, é sobre aprender a encarar aquilo que nos destrói, porque o trauma continua existindo, mas não precisa mais estar no controle.
Quinze Dias
3.7 107 Assista AgoraClichêzinho, como deveria ser. É uma comédia juvenil brasileira bem bobinha, com uma vibe de “conto de fadas gay” à la Heartstopper, tentando quebrar alguns padrões e estereótipos, mas de uma forma bem superficial. Tem algumas referências à cultura pop legais, boas atuações e momentos engraçadinhos, embora em certos momentos o filme pareça não ter tanto para contar e o Miguel Lallo fique um pouco abaixo do restante do elenco. Não foi um destaque para mim, mas é um filme leve, divertido e que merece visibilidade por trazer esse tipo de história para o cinema nacional.
A Última Casa
2.6 383 Assista AgoraUma premissa que poderia render um ótimo suspense de isolamento e sobrevivência, mas que, nas mãos de uma direção ruim e de um roteiro ainda pior, vira um filme completamente sem sentido. Os personagens passam meses enclausurados como se estivessem em uma colônia de férias e, quando o isolamento deixa de sustentar a história, o filme simplesmente joga monstros no meio da trama sem desenvolver nada de forma convincente. Wagner Moura até foi o motivo de eu dar uma chance, mas nem ele salva esse amontoado de decisões preguiçosas e uma narrativa que parece não saber para onde ir. No fim, é exatamente o tipo de produto genérico e descartável que eu já esperava da Netflix: um filme qualquer coisa.
Letterboxd: leolealx
Os Amantes Criminais
3.6 21François Ozon e suas obras safadinhas! Aqui ele traz novamente algo provocador, misturando sexo e violência. Como de costume, apresenta personagens moralmente ambíguos, e os três personagens centrais carregam uma perversidade que, de certa forma, se mistura. É um filme propositalmente estranho e desconfortável. A obra não foi feita para você sentir empatia pelos personagens, mas sim observá-los e analisar temas como identidade, relações humanas, desejo e repressão sexual. No geral, é um filme que cabe bem naquele ditado: "remédio para doido é um doido e meio".
Letterboxd: leolealx
O Diabo Veste Prada 2
3.3 431 Assista AgoraNunca fui obcecado por O Diabo Veste Prada, mas sempre achei interessante como o filme se manteve relevante e abriu um debate sobre o preço que se paga para chegar onde se quer. Fui assistir à sequência mais por curiosidade e achei tudo muito diluído em uma história pouco divertida e menos criativa. Apesar das boas atuações e de uma trilha sonora gostosa, a tentativa de atualizar os temas não funciona tão bem quanto no original. Não acho que vá permanecer no imaginário das pessoas da mesma forma, embora provavelmente agrade quem já era fã.
Letterboxd: leolealx
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.1 486 Assista AgoraHamnet transforma um roteiro simples em um drama profundamente sensível graças à direção delicada de Chloé Zhao e a um elenco impecável. Jessie Buckley entrega uma atuação devastadora, enquanto Jacobi Jupe também impressiona nos momentos mais emocionantes. É um filme maduro e elegante sobre o luto, que encontra na arte uma forma de transformar a dor em algo profundamente humano.
A Longa Marcha: Caminhe ou Morra
3.3 376 Assista AgoraA história transforma uma premissa simples em uma jornada física e emocional sobre amizade, resistência e sobrevivência. Mesmo com a aparente monotonia, os diálogos e a tensão constante sustentam o interesse, enquanto as atuações dão peso às relações entre os personagens. A crítica ao espetáculo da dor funciona bem, e, apesar de eu ter ressalvas com o desfecho, a reta final me envolveu e me emocionou bastante.
Letterboxd: leolealx
Taxi Driver
4.2 2,6K Assista AgoraTaxi Driver impressiona pela cinematografia, pela trilha sonora e pela atuação gigantesca de Robert De Niro. Scorsese constrói um retrato poderoso da solidão, do isolamento e da deterioração mental através de Travis Bickle, um personagem complexo que desperta desconforto e, ao mesmo tempo, certa empatia. É um filme sobre violência, falso heroísmo e, acima de tudo, sobre como a solidão pode se transformar em algo profundamente destrutivo.
letterboxd: leolealx
Desconhecidos
3.5 316 Assista AgoraDesconhecidos é um bom thriller que ganha pontos pela narrativa não linear, tornando a experiência menos previsível. Apesar do início intrigante e das ótimas atuações de Kyle Gallner e Willa Fitzgerald, o plot twist não surpreende tanto quanto promete, e o último ato acaba escorregando em algumas cenas forçadas. Ainda assim, entrega uma boa dose de tensão, uma atmosfera envolvente e uma estética marcante, mesmo sem reinventar o gênero.
letterboxd: leolealx