Uma obra interessante que busca transmitir um apelo ao equilíbrio com uma autocrítica razoável, ao mesmo tempo que tenta vender um ideal. A mensagem é válida, pois, por mais que nossa prepotência humana faça questão de negar, somos seres falhos incapazes de enxergar o mundo fora de nossa limitada perspectiva, passíveis de incontáveis erros e incoerências mesmo quando pensamos ser plenamente "livres". Em geral, o filme é bem feito e as belíssimas paisagens do noroeste americano se encarregam de justificar a busca por reconexão com a natureza que motivou o protagonista. A jornada da família rumo à civilização é divertidinha de acompanhar, apesar de algumas cenas soarem forçadas e algumas críticas serem bem simplórias.
Season finale autêntica e extremamente fiel ao espírito da série. Nada de clichês onde todos magicamente se dão bem, nem grandes acontecimentos reveladores, apenas o encerramento de um ciclo e o início de outro da mesma forma caótica de sempre. <br/>A temporada em si manteve o mesmo nível das anteriores. Notei que deram mais espaço para Reese, humanizando o personagem até onde sua sociopatia permite. A relação de Hal com Reese e Dewey também foi aprofundada. Já no núcleo de Francis não tivemos nenhuma mudança significativa e a relação dele com a família continuou meio apagada. Depois da saída do rancho o núcleo dele nunca mais foi o mesmo e o personagem estagnou.<br/>Tive a percepção de que a Lois deu uma regredida nesta temporada final.<br/>
Não faz sentido ela endossar tão facilmente a ideia de Hal de roubar o dinheiro de Malcolm e ainda gastar tudo em uma casa de bonecas aleatória. Essa atitude não condiz com a personalidade da personagem, pois mesmo sendo descontrolada e durona ainda sim ela era uma pessoa justa e com princípios. Além dos outros episódios onde ela deliberadamente sabota Dewey no concerto de música e depois no trabalho de ciências.
<br/>Fiquei refletindo e cheguei a conclusão de que pelo menos o Jamie vai ter a chance de quebrar o ciclo e se tornar uma pessoa melhor, pois vai crescer tendo como exemplo o Dewey, que é mil vezes mais civilizado que os outros. <br/><br/>Enfim, a qualidade dos episódios continua boa, engraçados e criativos. <br/><br/>Vou sentir saudades...
Aqui todo o romantismo novaiorquino, exaltado pelo ufanismo do diretor, se contrasta como pano de fundo de uma história sobre personagens mesquinhos e autocentrados, presos a uma vida de superficialidade, egoísmo e mediocridade. Ironicamente, a personagem menos imatura emocionalmente é a adolescente de 17 anos.
Achei bem sem graça toda aquela trama sobre o Hal preso e também bem sem sentido a motivação que levou Reese a se alistar no exército. Enfiaram uma namorada irrelevante que não teve nem 10 minutos de tela como estopim para uma decepção profunda, sendo que esse tipo de atitude não condiz com a personalidade de Reese que fora construída ao longo da série, pois ele sempre foi uma pessoa indiferente e despreocupada. Se pelo menos a série tivesse construído melhor a relação dele com a namorada em outros episódios, como fizeram com aquela outra que era bem burrinha, talvez não ficasse tão incoerente. A impressão que fica é que os roteiristas estavam sem criatividade.
Como já disseram aqui, também não aguento mais a mãe da Lois. Exageraram demais na perversidade dela, de modo que as cenas se tornam mais irritantes e desconfortáveis do que cômicas. Já o personagem Malcolm continua regredindo. Fiquei com muita raiva dele no episódio sobre o teste de QI do Dewey. Engraçado que Dewey, além de ter a mesma genialidade cognitiva, demonstra ter mais inteligência emocional do que Malcolm.
Em geral, essa temporada possui episódios muito bons e engraçados. Gostei muito do episódio em que a família descobre que a vizinhança inteira os odeia e sempre organiza um festival quando eles saem de férias. A forma como Lois e Hal lidam com isso é bem interessante. Um dos melhores episódios.
Essa temporada recuperou o fôlego depois de uma terceira temporada bem fraquinha. Acredito que boa parte da melhora se deve ao fato da saga de Francis no Alaska ter terminado. As subtramas na fazenda são bem melhores e os personagens como o novo chefe alemão e sua esposa são bem mais engraçados. Aliás, como já disseram aqui, Francis realmente foi o personagem que mais amadureceu ao longo das temporadas. Já o restante da família, salvo Dewey, não tiveram grandes mudanças, principalmente Malcolm que, em minha visão, só regrediu ao longo do tempo. Inclusive, não entendo porque os roteiristas insistiam em adicionar pares românticos para Malcolm somente para eliminá-las de forma banal logo em seguida, enquanto que a personagem Cynthia, que já era regular nas temporadas anteriores e cuja relação com Malcolm já havia sido construída, fora praticamente relegada à figuração. Pode ser um clichê, mas seria bem interessante ver um romance adolescente entre os dois se desenvolver (pelo menos é melhor do que essas namoradas irrelevantes). Dewey também foi um personagem que evoluiu muito e a construção de sua personalidade está sendo bem divertida de acompanhar. Por enquanto ele é o filho menos problemático da família; na verdade, em vários episódios ele demonstrou possuir um senso de empatia maior do que seus irmãos, sinalizando um caráter mais sólido, embora seja manipulador em muitos momentos.
Em geral, há muitos episódios criativos e engraçados, como o episódio Academic Octathalon e Baby parte 1 e 2.
Nota-se que a partir dessa temporada o protagonismo de Malcolm passou a ser substituído pela dinâmica familiar disfuncional, dando mais destaque aos outros membros da família e construindo melhor suas personalidades. Particularmente, gostava mais da forma antiga. Além disso, sinto que a personalidade de Malcolm construída na primeira temporada está se desfazendo aos poucos na medida que seu protagonismo é ostracizado. Na primeira temporada, Malcolm era, apesar de tudo, muito diferente de sua família, não somente em inteligência, mas também em caráter. Muitas vezes Malcolm escolhia agir como sua família, sendo impulsivo e rude com os outros, mas logo se arrependia e buscava agir corretamente. Contudo, ao longo dos episódios, Malcolm sutilmente vai se tornando cada vez mais parecido com Reese, agindo da mesma forma sádica e irracional que o mesmo (como no episódio do cachorro de Dewey). Eu gostava mais da personalidade antiga de Malcolm e acho que era mais condizente com sua condição de gênio prodígio vivendo em uma família caótica.
Como um blockbuster qualquer cujo único objetivo é lucrar alguns milhões entretendo o público com uma história irrelevante e simplória, a obra cumpre com a sua missão. No entanto, é apenas isso. O filme não se destaca em nada e aposta nas mesmas fórmulas manjadas de filmes apocalípticos, servindo somente como um passatempo passageiro para quem está sem muitas opções. As cenas envolvendo o gato da protagonista incomodam pela inverossimilhança e apelação, despertando somente o mais puro sentimento de vergonha alheia.
Acredito que Linklater perdeu um pouco a mão aqui. Assistindo a trilogia de forma contínua, dá para perceber nitidamente que esse filme destoou muito da essência das obras anteriores. Entendo o objetivo central do filme, demonstrando através do drama conjugal, como aquele relacionamento que vimos se desenvolver de uma forma um tanto quanto lúdica, agora sucumbe às animosidades geradas pela convivência como qualquer outro relacionamento. No entanto, a execução da trama ficou bem aquém do que fora entregue anteriormente, principalmente os diálogos. Enquanto que nos dois anteriores bastava apenas boas sequências de diálogos condizentes com a evolução dos personagens, neste aqui somos bombardeados por diálogos com referências sexuais a cada segundo e cenas desnecessariamente apelativas que não condizem com as reflexões propostas, soando apenas como uma tentativa desesperada de se encaixar nos padrões do público da época. A cena dos gregos na mesa é imensamente pretensiosa, mas acredito que seja fruto de sua época.
O filme só melhora mais para o final, quando passa a focar na relação dos dois e em suas desavenças e ressentimentos. A dinâmica da briga é muito realista e admito que me identifiquei com algumas reações impulsivas de Céline, embora as murmurações dela tenham me irritado profundamente (ela foi a pessoa que mais regrediu ao longo dos anos, virou uma narcisista extremamente insuportável).
Enquanto que no primeiro somos apresentados ao casal no auge de sua juventude, com direito a todos os típicos anseios melodramáticos e reflexões existenciais pueris dessa fase tão enfadonha e, ao mesmo tempo, cativante, aqui vemos dois adultos já calejados pelas frustrações da vida, despidos daquela ingenuidade de outrora. Particularmente, acho que esse é o melhor da trilogia. Bem interessante ver ambos mais maduros, céticos, marcados por escolhas ruins e outras nem tanto, resultando em diálogos mais intimistas, revelando aos poucos toda a bagagem emocional que ambos ainda guardam daquele encontro. Bem legal.
Se existisse WhatsApp nos anos 90, esse filme não existiria kkk
Bem interessante. Um filme simples, com uma história um tanto quanto singela, consistindo quase que unicamente de diálogos entre dois personagens que ilustram perfeitamente a ingenuidade da juventude. Me identifiquei muito com a história do casal protagonista, pois também conheci meu marido de uma forma bem fora do comum e desde o início nossa relação foi movida por uma conexão muito forte e uma identificação quase que instantânea.
Gostei muito de quando ambos fingem que estão bem com o fato de que precisarão se despedir e possivelmente nunca mais se verem, em uma tentativa de esconder a paixão que desenvolveram um pelo outro para não parecem "emocionados" demais. No entanto, quando finalmente chega o momento da despedida, em meio ao destino irremediável, ambos abrem mão dos joguinhos psicológicos e decidem revelar seus verdadeiros sentimentos e anseio pelo reencontro. A forma como eles enrolam a partida, na tentativa de aproveitar cada segundo daquele encontro, é bem realista e me lembrou muito de quando conheci meu marido.
Chatinho e totalmente esquecível. Trata-se de um típico filme de sessão da tarde, com direito a todos os clichês possíveis do gênero; no entanto, por incrível que pareça, esse é o menor dos seus problemas. Que historinha mais infundada e superficial, hein? Personagens insossos, sem personalidade, por vezes soando como um compilado mal feito de vários arquétipos clássicos de filmes desse estilo.
O romance beira o ridículo e é difícil de acreditar que um pai seria tão inconsequente assim ao ponto de concordar em dividir a casa com uma desconhecida claramente transtornada só porque ela é "engraçadinha".
Embora seja esta a proposta da obra, foi uma luta aguentar os dramas existenciais de uma marmanjona infantilizada sem um pingo de responsabilidade afetiva. Particularmente, achei até meio cômico como o filme realmente espera que você leve a sério as murmurações da protagonista.
Na primeira metade o filme parece querer justificar a desconfiança de Marni quanto ao verdadeiro caráter de Joana, pois as ações da antagonista corroboram com a visão de que sua mudança, na verdade, é apenas fingimento. Se Joana estava realmente arrependida de seu passado, por que iria colocar aquela música do Queen? E por que daria de presente para Marni um colar com um apelido pejorativo? Quando Marni revela a verdade sobre o passado de Joana, o filme dá a entender que a protagonista foi injusta e se deixou levar unicamente pelo passado de Joana. No entanto, as atitudes iniciais de Joana contradizem esse ponto e justificam as ações da protagonista. Por este motivo, a redenção da personagem não convence e o final soa apressado, com todos os problemas se resolvendo de uma forma extremamente artificial e sem sentido. Particularmente, acho interessante a mensagem sobre superar o passado e dar uma segunda chance para as pessoas, mas não desta forma como foi apresentada. Marni só errou em ter feito a revelação em plena festa de casamento, pois assim ela expôs o próprio irmão dela ao ridículo - o mais adequado seria mostrar a fita no sigilo ao irmão ou à família. Aliás, acho bem difícil de acreditar que o irmão dela não sabia das humilhações e zombarias que aconteciam sendo que ele estudava na mesma escola. No mínimo ele já teria visto alguém sendo maldoso ou falando algo sobre ela, nem que seja de relance.
Superficial ao extremo. Só mais um filme cujo objetivo principal é romantizar o fracasso entregando uma estética "cool" para agradar aborrecentes sem personalidade própria. Remova a estética e sobrará apenas um emaranhado de histórias pueris, personagens sem profundidade alguma e reflexões enfadonhas.
Achei Celeste bem narcisista. Parece que as mudanças na vida de Jesse só a incomodaram porque ela estava sendo obrigada a sair da sua zona de conforto, pois era mais conveniente continuar se fingindo de cega e usufruir dos benefícios de ter sempre uma pessoa dependente emocional disponível para entretê-la, do que ser racional e refletir sobre os motivos do divórcio. Além disso, era mais confortável que Jesse permanecesse estagnado e inferiorizado, pois assim ele continuaria dependente e ela não precisaria mudar.
Enfim, é um drama bem humorado, embora as piadas não tenham funcionado muito comigo.
Marcus é, sem dúvida, muito gracioso e autêntico. A forma leve como ele lida com seus problemas, nada convencionais para uma criança, demonstra uma maturidade emocional superior a dos adultos em sua volta.
O drama familiar de Marcus é complexo e tinha potencial para render boas reflexões, mas entendo que o objetivo do filme era entregar uma comédia leve, sem pretensão de aprofundar o tema além do necessário. Em geral, o filme é muito confortável. As interações são fofas e a construção da relação dos dois é agradável de assistir.
Entretanto, achei meio destoante a introdução da personagem de Rachel Weisz. Ela aparece do nada, quase no final do filme e, por esse motivo, a construção do relacionamento dela com o protagonista é raso e não cativa; pelo contrário, sua presença soa como um "tapa buraco". Seria melhor se tivessem aprofundado a relação de Will com aquela amiga da mãe do Marcus.
Enfim, é um filme clichê, mas que cativa por sua simplicidade e pela ótima atuação de Nicholas Hoult. Típico filme comfy para assistir em um dia chuvoso de férias.
Que sujeita narcisista e inconsequente. No fim, tudo o que o Ike escreveu sobre ela era verdade. Embora o casal protagonista tenha uma química inquestionável, achei bem difícil torcer por eles. Além disso, senti que a transição de inimizade para flerte foi bem corrida, tanto que tiveram que eliminar o noivo iludido às pressas, gerando a cena do ensaio de casamento que beira o ridículo.
Enfim, o filme faz questão de seguir as fórmulas mais clichês de comédias românticas e consegue cumprir com seu objetivo de entreter. Apesar de tudo, é um bom passatempo.
Nossa, perdi as contas de quantas vezes eu assisti a esse filme na infância.
Eu gostava muito das músicas, principalmente a da Veruca. Lembrei da existência desse filme há algumas semanas e decidi assistir novamente para relembrar o passado. Me surpreendi positivamente, pois pensei que teria envelhecido mal, mas pelo contrário, os efeitos continuam muito bons e a história é ainda muito cativante. Assistindo agora com mais maturidade, percebi detalhes que antes passavam batido. Achei interessante a trama paralela sobre o passado de Willy Wonka, pois combinou com sua personalidade excêntrica e antissocial.
A mensagem final focando na união familiar é muito bacana e saudável.
Jimmy sempre me pareceu alguém inseguro, que, inconscientemente, não se via como alguém competente o suficiente para conquistar o que queria; e, por isso, usava os golpes como uma forma de obter aquilo que desejava de forma fácil e rápida, sem ter que batalhar, porque, internamente, ele tinha a certeza de que não possuía a capacidade de seu irmão prodígio e a única "qualidade" que o tornava superior ao irmão era sua lábia e seu modo realista de ver o mundo. Chuck, por muitas vezes, foi injusto com o seu irmão, mas, depois de tudo, vemos que ele tinha razão. Interessante a redenção que o personagem teve, porque, de certa maneira, ele não tinha mais nada a perder. Veja bem, ele simplesmente vivia uma vida apática como Gene, além, é claro, da preocupação eminente por ser um criminoso procurado. É uma vida de merda, se você para pra pensar. Quando ele é capturado e julgado, consegue se livrar de uma fatídica pena perpétua para míseros sete anos de detenção; tudo isto usando, obviamente, a sua lábia e suas exímias táticas de persuasão. Porém, de que adiantaria a sua liberdade se a vida dele estava condenada a ser a mesma mentira de sempre? Não poderia mais advogar, seria considerado um vigarista pelo país inteiro e não teria nem, ao menos, o apreço de Kim. Pelo menos, ao assumir tudo, ele pode finalmente retirar sua máscara e aguentar as consequências de seus atos de forma límpida e digna; coisa que seu irmão teria orgulho. Apesar de tudo, achei um final condizente e justo, pois o protagonista merecia pagar por tudo o que fez, sim. Assim como a Kim, que alguns estavam tratando-a como injustiçada etc., mas eu acho justo ela ser condenada à essa vida; afinal, ela arquitetou todo o plano de difamação contra o Howard que culminou em sua trágica morte. Também, é claro, foi cúmplice da maioria dos golpes de Jimmy. Ou seja, ela teve um desfecho justo perante suas atitudes. Não achei que a temporada foi esse primor todo, mas está longe de ser mediana. Alguns flashbacks foram bem desnecessários e soavam apenas como meros fan service, porém os de Walter e Chuck neste último episódio tiveram o seu valor. Já os flashbacks anteriores, como o de Jesse papeando com a Kim, foram puro fan service meia boca. Enfim, apesar de tudo, a série encerrou de maneira sóbria e deixou mais acertos do que erros; afinal, nem a própria obra original conseguiu se manter longe das oscilações. Claro, avaliando o conjunto da obra, com certeza a série entregou um dos melhores e mais bem elaborados roteiros da atualidade. É inquestionável que Vince criou um dos maiores e, senão, o maior e mais rico universo da ficção. O legado que a série deixa é incontestável e mostra a competência de seus criadores.
Caramba, como diabos um zelador pode ter livre acesso as chaves de todos os apartamentos e nenhum morador achar isso, no mínimo, desagradável. Será que na Espanha isso é comum? kkkk Enfim, é pedir para dar merda.
Achei estranho que a polícia não suspeitou suficientemente do protagonista além de algumas perguntinhas informais, mas obviamente o objetivo do filme não era este, então de boas. Fiquei com pena da senhorinha dos cachorros. O cara é aquela típica pessoa sanguessuga que só se sente bem quando todo mundo está péssimo, o famoso "empata-foda", só que numa versão mais hardcore.
Não é um documentário de todo ruim, mas tem seus exageros. Não vejo em Elize essa vítima toda que alguns viram, chorar as pitangas depois de fazer merda não comprova nada. Não vi em momento algum argumentos concretos que provassem a conduta abusiva do marido, a tal toxicidade da relação que a defesa e a ré tanto relatam. Claro, é possível, já que ele era detentor de todo o aparato financeiro e ela, uma ex-prostituta. É clássica relação de poder, propícia à submissão e abuso, porém especulações e achismos não provam nada, e tampouco o testemunho de uma ré que literalmente picou uma pessoa inteira, vale. E mesmo se houvessem provas, não é motivo e não desqualifica a dissimulação de ter esquartejado o corpo do próprio marido e depois ter fingido preocupação para a família.
A questão é que nunca saberemos a verdadeira história, nem as condições particulares que esse casal vivia, nem mesmo podemos saber o ponto de vista da vítima...Então, seja qual for a desculpa, Elize é uma assassina inescrupulosa e tudo indica que fez isso motivada pela ganância e medo de perder a "loteria" que havia ganho.
Coitado do Howard, não merecia terminar assim. Um cara gente boa demais, que literalmente nunca fez nada de errado. Ironicamente foi um dos poucos que apoiou a carreira de advogado do Jimmy, além de muitas vezes ter sido uma espécie de intermediário entre os boicotes e birrinhas do Chuck contra o irmão. Jimmy nunca foi flor que se cheire, mas a Kim....Decepção total, extremamente dissimulada e determinada a destruir a própria carreira por pura imaturidade.
A cena final do ep 7 é brutal. Talvez uma das mortes mais injustas do universo BB inteiro.
Capitão Fantástico
4.4 2,7K Assista AgoraUma obra interessante que busca transmitir um apelo ao equilíbrio com uma autocrítica razoável, ao mesmo tempo que tenta vender um ideal.
A mensagem é válida, pois, por mais que nossa prepotência humana faça questão de negar, somos seres falhos incapazes de enxergar o mundo fora de nossa limitada perspectiva, passíveis de incontáveis erros e incoerências mesmo quando pensamos ser plenamente "livres".
Em geral, o filme é bem feito e as belíssimas paisagens do noroeste americano se encarregam de justificar a busca por reconexão com a natureza que motivou o protagonista. A jornada da família rumo à civilização é divertidinha de acompanhar, apesar de algumas cenas soarem forçadas e algumas críticas serem bem simplórias.
Malcolm (7ª Temporada)
4.1 19 Assista AgoraSeason finale autêntica e extremamente fiel ao espírito da série. Nada de clichês onde todos magicamente se dão bem, nem grandes acontecimentos reveladores, apenas o encerramento de um ciclo e o início de outro da mesma forma caótica de sempre. <br/>A temporada em si manteve o mesmo nível das anteriores. Notei que deram mais espaço para Reese, humanizando o personagem até onde sua sociopatia permite. A relação de Hal com Reese e Dewey também foi aprofundada. Já no núcleo de Francis não tivemos nenhuma mudança significativa e a relação dele com a família continuou meio apagada. Depois da saída do rancho o núcleo dele nunca mais foi o mesmo e o personagem estagnou.<br/>Tive a percepção de que a Lois deu uma regredida nesta temporada final.<br/>
Não faz sentido ela endossar tão facilmente a ideia de Hal de roubar o dinheiro de Malcolm e ainda gastar tudo em uma casa de bonecas aleatória. Essa atitude não condiz com a personalidade da personagem, pois mesmo sendo descontrolada e durona ainda sim ela era uma pessoa justa e com princípios. Além dos outros episódios onde ela deliberadamente sabota Dewey no concerto de música e depois no trabalho de ciências.
Licorice Pizza
3.5 633Err...Não me pegou. Muito cansativo.
Manhattan
4.1 597 Assista AgoraAqui todo o romantismo novaiorquino, exaltado pelo ufanismo do diretor, se contrasta como pano de fundo de uma história sobre personagens mesquinhos e autocentrados, presos a uma vida de superficialidade, egoísmo e mediocridade. Ironicamente, a personagem menos imatura emocionalmente é a adolescente de 17 anos.
Malcolm (5ª Temporada)
4.2 10 Assista AgoraDeu uma decaída, principalmente na season finale que, em minha opinião, foi bem fraquinha se comparada às temporadas anteriores.
Achei bem sem graça toda aquela trama sobre o Hal preso e também bem sem sentido a motivação que levou Reese a se alistar no exército. Enfiaram uma namorada irrelevante que não teve nem 10 minutos de tela como estopim para uma decepção profunda, sendo que esse tipo de atitude não condiz com a personalidade de Reese que fora construída ao longo da série, pois ele sempre foi uma pessoa indiferente e despreocupada. Se pelo menos a série tivesse construído melhor a relação dele com a namorada em outros episódios, como fizeram com aquela outra que era bem burrinha, talvez não ficasse tão incoerente. A impressão que fica é que os roteiristas estavam sem criatividade.
Como já disseram aqui, também não aguento mais a mãe da Lois. Exageraram demais na perversidade dela, de modo que as cenas se tornam mais irritantes e desconfortáveis do que cômicas.
Já o personagem Malcolm continua regredindo. Fiquei com muita raiva dele no episódio sobre o teste de QI do Dewey. Engraçado que Dewey, além de ter a mesma genialidade cognitiva, demonstra ter mais inteligência emocional do que Malcolm.
Em geral, essa temporada possui episódios muito bons e engraçados. Gostei muito do episódio em que a família descobre que a vizinhança inteira os odeia e sempre organiza um festival quando eles saem de férias. A forma como Lois e Hal lidam com isso é bem interessante. Um dos melhores episódios.
Malcolm (4ª Temporada)
4.2 14 Assista AgoraEssa temporada recuperou o fôlego depois de uma terceira temporada bem fraquinha. Acredito que boa parte da melhora se deve ao fato da saga de Francis no Alaska ter terminado. As subtramas na fazenda são bem melhores e os personagens como o novo chefe alemão e sua esposa são bem mais engraçados. Aliás, como já disseram aqui, Francis realmente foi o personagem que mais amadureceu ao longo das temporadas.
Já o restante da família, salvo Dewey, não tiveram grandes mudanças, principalmente Malcolm que, em minha visão, só regrediu ao longo do tempo. Inclusive, não entendo porque os roteiristas insistiam em adicionar pares românticos para Malcolm somente para eliminá-las de forma banal logo em seguida, enquanto que a personagem Cynthia, que já era regular nas temporadas anteriores e cuja relação com Malcolm já havia sido construída, fora praticamente relegada à figuração. Pode ser um clichê, mas seria bem interessante ver um romance adolescente entre os dois se desenvolver (pelo menos é melhor do que essas namoradas irrelevantes).
Dewey também foi um personagem que evoluiu muito e a construção de sua personalidade está sendo bem divertida de acompanhar. Por enquanto ele é o filho menos problemático da família; na verdade, em vários episódios ele demonstrou possuir um senso de empatia maior do que seus irmãos, sinalizando um caráter mais sólido, embora seja manipulador em muitos momentos.
Em geral, há muitos episódios criativos e engraçados, como o episódio Academic Octathalon e Baby parte 1 e 2.
Malcolm (3ª Temporada)
4.2 10 Assista AgoraNota-se que a partir dessa temporada o protagonismo de Malcolm passou a ser substituído pela dinâmica familiar disfuncional, dando mais destaque aos outros membros da família e construindo melhor suas personalidades. Particularmente, gostava mais da forma antiga.
Além disso, sinto que a personalidade de Malcolm construída na primeira temporada está se desfazendo aos poucos na medida que seu protagonismo é ostracizado. Na primeira temporada, Malcolm era, apesar de tudo, muito diferente de sua família, não somente em inteligência, mas também em caráter. Muitas vezes Malcolm escolhia agir como sua família, sendo impulsivo e rude com os outros, mas logo se arrependia e buscava agir corretamente. Contudo, ao longo dos episódios, Malcolm sutilmente vai se tornando cada vez mais parecido com Reese, agindo da mesma forma sádica e irracional que o mesmo (como no episódio do cachorro de Dewey).
Eu gostava mais da personalidade antiga de Malcolm e acho que era mais condizente com sua condição de gênio prodígio vivendo em uma família caótica.
Um Lugar Silencioso: Dia Um
3.3 805Como um blockbuster qualquer cujo único objetivo é lucrar alguns milhões entretendo o público com uma história irrelevante e simplória, a obra cumpre com a sua missão. No entanto, é apenas isso. O filme não se destaca em nada e aposta nas mesmas fórmulas manjadas de filmes apocalípticos, servindo somente como um passatempo passageiro para quem está sem muitas opções.
As cenas envolvendo o gato da protagonista incomodam pela inverossimilhança e apelação, despertando somente o mais puro sentimento de vergonha alheia.
Antes da Meia-Noite
4.1 1,5K Assista AgoraErr, que decepção...
Acredito que Linklater perdeu um pouco a mão aqui. Assistindo a trilogia de forma contínua, dá para perceber nitidamente que esse filme destoou muito da essência das obras anteriores.
Entendo o objetivo central do filme, demonstrando através do drama conjugal, como aquele relacionamento que vimos se desenvolver de uma forma um tanto quanto lúdica, agora sucumbe às animosidades geradas pela convivência como qualquer outro relacionamento. No entanto, a execução da trama ficou bem aquém do que fora entregue anteriormente, principalmente os diálogos. Enquanto que nos dois anteriores bastava apenas boas sequências de diálogos condizentes com a evolução dos personagens, neste aqui somos bombardeados por diálogos com referências sexuais a cada segundo e cenas desnecessariamente apelativas que não condizem com as reflexões propostas, soando apenas como uma tentativa desesperada de se encaixar nos padrões do público da época. A cena dos gregos na mesa é imensamente pretensiosa, mas acredito que seja fruto de sua época.
O filme só melhora mais para o final, quando passa a focar na relação dos dois e em suas desavenças e ressentimentos. A dinâmica da briga é muito realista e admito que me identifiquei com algumas reações impulsivas de Céline, embora as murmurações dela tenham me irritado profundamente (ela foi a pessoa que mais regrediu ao longo dos anos, virou uma narcisista extremamente insuportável).
Antes do Pôr-do-Sol
4.2 1,5K Assista AgoraEnquanto que no primeiro somos apresentados ao casal no auge de sua juventude, com direito a todos os típicos anseios melodramáticos e reflexões existenciais pueris dessa fase tão enfadonha e, ao mesmo tempo, cativante, aqui vemos dois adultos já calejados pelas frustrações da vida, despidos daquela ingenuidade de outrora.
Particularmente, acho que esse é o melhor da trilogia. Bem interessante ver ambos mais maduros, céticos, marcados por escolhas ruins e outras nem tanto, resultando em diálogos mais intimistas, revelando aos poucos toda a bagagem emocional que ambos ainda guardam daquele encontro. Bem legal.
Se existisse WhatsApp nos anos 90, esse filme não existiria kkk
Antes do Amanhecer
4.3 2,0K Assista AgoraBem interessante. Um filme simples, com uma história um tanto quanto singela, consistindo quase que unicamente de diálogos entre dois personagens que ilustram perfeitamente a ingenuidade da juventude.
Me identifiquei muito com a história do casal protagonista, pois também conheci meu marido de uma forma bem fora do comum e desde o início nossa relação foi movida por uma conexão muito forte e uma identificação quase que instantânea.
Gostei muito de quando ambos fingem que estão bem com o fato de que precisarão se despedir e possivelmente nunca mais se verem, em uma tentativa de esconder a paixão que desenvolveram um pelo outro para não parecem "emocionados" demais. No entanto, quando finalmente chega o momento da despedida, em meio ao destino irremediável, ambos abrem mão dos joguinhos psicológicos e decidem revelar seus verdadeiros sentimentos e anseio pelo reencontro. A forma como eles enrolam a partida, na tentativa de aproveitar cada segundo daquele encontro, é bem realista e me lembrou muito de quando conheci meu marido.
Encalhados
3.2 363 Assista grátisChatinho e totalmente esquecível.
Trata-se de um típico filme de sessão da tarde, com direito a todos os clichês possíveis do gênero; no entanto, por incrível que pareça, esse é o menor dos seus problemas. Que historinha mais infundada e superficial, hein? Personagens insossos, sem personalidade, por vezes soando como um compilado mal feito de vários arquétipos clássicos de filmes desse estilo.
O romance beira o ridículo e é difícil de acreditar que um pai seria tão inconsequente assim ao ponto de concordar em dividir a casa com uma desconhecida claramente transtornada só porque ela é "engraçadinha".
Embora seja esta a proposta da obra, foi uma luta aguentar os dramas existenciais de uma marmanjona infantilizada sem um pingo de responsabilidade afetiva. Particularmente, achei até meio cômico como o filme realmente espera que você leve a sério as murmurações da protagonista.
Você de Novo
3.2 723 Assista AgoraA premissa do filme é a mais clichê possível e parece a versão feminina do filme "Apenas amigos" de 2005.
Na primeira metade o filme parece querer justificar a desconfiança de Marni quanto ao verdadeiro caráter de Joana, pois as ações da antagonista corroboram com a visão de que sua mudança, na verdade, é apenas fingimento. Se Joana estava realmente arrependida de seu passado, por que iria colocar aquela música do Queen? E por que daria de presente para Marni um colar com um apelido pejorativo? Quando Marni revela a verdade sobre o passado de Joana, o filme dá a entender que a protagonista foi injusta e se deixou levar unicamente pelo passado de Joana. No entanto, as atitudes iniciais de Joana contradizem esse ponto e justificam as ações da protagonista.
Por este motivo, a redenção da personagem não convence e o final soa apressado, com todos os problemas se resolvendo de uma forma extremamente artificial e sem sentido.
Particularmente, acho interessante a mensagem sobre superar o passado e dar uma segunda chance para as pessoas, mas não desta forma como foi apresentada. Marni só errou em ter feito a revelação em plena festa de casamento, pois assim ela expôs o próprio irmão dela ao ridículo - o mais adequado seria mostrar a fita no sigilo ao irmão ou à família.
Aliás, acho bem difícil de acreditar que o irmão dela não sabia das humilhações e zombarias que aconteciam sendo que ele estudava na mesma escola. No mínimo ele já teria visto alguém sendo maldoso ou falando algo sobre ela, nem que seja de relance.
Palo Alto
3.2 432Superficial ao extremo.
Só mais um filme cujo objetivo principal é romantizar o fracasso entregando uma estética "cool" para agradar aborrecentes sem personalidade própria. Remova a estética e sobrará apenas um emaranhado de histórias pueris, personagens sem profundidade alguma e reflexões enfadonhas.
Celeste e Jesse Para Sempre
3.6 481 Assista AgoraMediano.
Achei Celeste bem narcisista. Parece que as mudanças na vida de Jesse só a incomodaram porque ela estava sendo obrigada a sair da sua zona de conforto, pois era mais conveniente continuar se fingindo de cega e usufruir dos benefícios de ter sempre uma pessoa dependente emocional disponível para entretê-la, do que ser racional e refletir sobre os motivos do divórcio. Além disso, era mais confortável que Jesse permanecesse estagnado e inferiorizado, pois assim ele continuaria dependente e ela não precisaria mudar.
Enfim, é um drama bem humorado, embora as piadas não tenham funcionado muito comigo.
A Lula e a Baleia
3.7 322 Assista AgoraO tema é interessante, mas não curti.
Um Grande Garoto
3.5 375 Assista AgoraMarcus é, sem dúvida, muito gracioso e autêntico. A forma leve como ele lida com seus problemas, nada convencionais para uma criança, demonstra uma maturidade emocional superior a dos adultos em sua volta.
O drama familiar de Marcus é complexo e tinha potencial para render boas reflexões, mas entendo que o objetivo do filme era entregar uma comédia leve, sem pretensão de aprofundar o tema além do necessário.
Em geral, o filme é muito confortável. As interações são fofas e a construção da relação dos dois é agradável de assistir.
Entretanto, achei meio destoante a introdução da personagem de Rachel Weisz. Ela aparece do nada, quase no final do filme e, por esse motivo, a construção do relacionamento dela com o protagonista é raso e não cativa; pelo contrário, sua presença soa como um "tapa buraco". Seria melhor se tivessem aprofundado a relação de Will com aquela amiga da mãe do Marcus.
Enfim, é um filme clichê, mas que cativa por sua simplicidade e pela ótima atuação de Nicholas Hoult. Típico filme comfy para assistir em um dia chuvoso de férias.
Meia-Noite em Paris
4.0 3,8K Assista AgoraBem legal, assisti sem pretensão alguma e me surpreendi.
A mensagem sobre a inevitável tendência do ser humano de idealizar o passado é interessante e verdadeira.
Para entender as referências, é preciso ter prestado bastante atenção nas aulas de arte do fundamental. Brincadeiras à parte, é um bom filme.
Noiva em Fuga
3.0 373 Assista AgoraNossa, essa Maggie é uma das personagens mais intragáveis da Julia Roberts, quase superando a personagem dela em Nothing Hill.
Que sujeita narcisista e inconsequente. No fim, tudo o que o Ike escreveu sobre ela era verdade.
Embora o casal protagonista tenha uma química inquestionável, achei bem difícil torcer por eles. Além disso, senti que a transição de inimizade para flerte foi bem corrida, tanto que tiveram que eliminar o noivo iludido às pressas, gerando a cena do ensaio de casamento que beira o ridículo.
Enfim, o filme faz questão de seguir as fórmulas mais clichês de comédias românticas e consegue cumprir com seu objetivo de entreter. Apesar de tudo, é um bom passatempo.
A Fantástica Fábrica de Chocolate
3.7 2,2K Assista AgoraNossa, perdi as contas de quantas vezes eu assisti a esse filme na infância.
Eu gostava muito das músicas, principalmente a da Veruca. Lembrei da existência desse filme há algumas semanas e decidi assistir novamente para relembrar o passado. Me surpreendi positivamente, pois pensei que teria envelhecido mal, mas pelo contrário, os efeitos continuam muito bons e a história é ainda muito cativante.
Assistindo agora com mais maturidade, percebi detalhes que antes passavam batido. Achei interessante a trama paralela sobre o passado de Willy Wonka, pois combinou com sua personalidade excêntrica e antissocial.
A mensagem final focando na união familiar é muito bacana e saudável.
Better Call Saul (6ª Temporada)
4.6 432 Assista AgoraGostei do desfecho de Saul, ou melhor, Jimmy. Achei interessante o final, mesmo com alguns detalhes meio piegas (por exemplo, a cena do ônibus).
Jimmy sempre me pareceu alguém inseguro, que, inconscientemente, não se via como alguém competente o suficiente para conquistar o que queria; e, por isso, usava os golpes como uma forma de obter aquilo que desejava de forma fácil e rápida, sem ter que batalhar, porque, internamente, ele tinha a certeza de que não possuía a capacidade de seu irmão prodígio e a única "qualidade" que o tornava superior ao irmão era sua lábia e seu modo realista de ver o mundo. Chuck, por muitas vezes, foi injusto com o seu irmão, mas, depois de tudo, vemos que ele tinha razão.
Interessante a redenção que o personagem teve, porque, de certa maneira, ele não tinha mais nada a perder. Veja bem, ele simplesmente vivia uma vida apática como Gene, além, é claro, da preocupação eminente por ser um criminoso procurado. É uma vida de merda, se você para pra pensar. Quando ele é capturado e julgado, consegue se livrar de uma fatídica pena perpétua para míseros sete anos de detenção; tudo isto usando, obviamente, a sua lábia e suas exímias táticas de persuasão. Porém, de que adiantaria a sua liberdade se a vida dele estava condenada a ser a mesma mentira de sempre? Não poderia mais advogar, seria considerado um vigarista pelo país inteiro e não teria nem, ao menos, o apreço de Kim. Pelo menos, ao assumir tudo, ele pode finalmente retirar sua máscara e aguentar as consequências de seus atos de forma límpida e digna; coisa que seu irmão teria orgulho.
Apesar de tudo, achei um final condizente e justo, pois o protagonista merecia pagar por tudo o que fez, sim. Assim como a Kim, que alguns estavam tratando-a como injustiçada etc., mas eu acho justo ela ser condenada à essa vida; afinal, ela arquitetou todo o plano de difamação contra o Howard que culminou em sua trágica morte. Também, é claro, foi cúmplice da maioria dos golpes de Jimmy. Ou seja, ela teve um desfecho justo perante suas atitudes.
Não achei que a temporada foi esse primor todo, mas está longe de ser mediana. Alguns flashbacks foram bem desnecessários e soavam apenas como meros fan service, porém os de Walter e Chuck neste último episódio tiveram o seu valor. Já os flashbacks anteriores, como o de Jesse papeando com a Kim, foram puro fan service meia boca.
Enfim, apesar de tudo, a série encerrou de maneira sóbria e deixou mais acertos do que erros; afinal, nem a própria obra original conseguiu se manter longe das oscilações.
Claro, avaliando o conjunto da obra, com certeza a série entregou um dos melhores e mais bem elaborados roteiros da atualidade. É inquestionável que Vince criou um dos maiores e, senão, o maior e mais rico universo da ficção. O legado que a série deixa é incontestável e mostra a competência de seus criadores.
Vou sentir saudades...
Enquanto Você Dorme
3.6 376O filme é legalzinho, mas fiquei pensando o tempo todo:
Caramba, como diabos um zelador pode ter livre acesso as chaves de todos os apartamentos e nenhum morador achar isso, no mínimo, desagradável. Será que na Espanha isso é comum? kkkk Enfim, é pedir para dar merda.
Achei estranho que a polícia não suspeitou suficientemente do protagonista além de algumas perguntinhas informais, mas obviamente o objetivo do filme não era este, então de boas. Fiquei com pena da senhorinha dos cachorros. O cara é aquela típica pessoa sanguessuga que só se sente bem quando todo mundo está péssimo, o famoso "empata-foda", só que numa versão mais hardcore.
Elize Matsunaga: Era Uma Vez um Crime
3.4 390Não é um documentário de todo ruim, mas tem seus exageros. Não vejo em Elize essa vítima toda que alguns viram, chorar as pitangas depois de fazer merda não comprova nada. Não vi em momento algum argumentos concretos que provassem a conduta abusiva do marido, a tal toxicidade da relação que a defesa e a ré tanto relatam. Claro, é possível, já que ele era detentor de todo o aparato financeiro e ela, uma ex-prostituta. É clássica relação de poder, propícia à submissão e abuso, porém especulações e achismos não provam nada, e tampouco o testemunho de uma ré que literalmente picou uma pessoa inteira, vale. E mesmo se houvessem provas, não é motivo e não desqualifica a dissimulação de ter esquartejado o corpo do próprio marido e depois ter fingido preocupação para a família.
A questão é que nunca saberemos a verdadeira história, nem as condições particulares que esse casal vivia, nem mesmo podemos saber o ponto de vista da vítima...Então, seja qual for a desculpa, Elize é uma assassina inescrupulosa e tudo indica que fez isso motivada pela ganância e medo de perder a "loteria" que havia ganho.
Better Call Saul (6ª Temporada)
4.6 432 Assista AgoraCoitado do Howard, não merecia terminar assim. Um cara gente boa demais, que literalmente nunca fez nada de errado. Ironicamente foi um dos poucos que apoiou a carreira de advogado do Jimmy, além de muitas vezes ter sido uma espécie de intermediário entre os boicotes e birrinhas do Chuck contra o irmão. Jimmy nunca foi flor que se cheire, mas a Kim....Decepção total, extremamente dissimulada e determinada a destruir a própria carreira por pura imaturidade.
A cena final do ep 7 é brutal. Talvez uma das mortes mais injustas do universo BB inteiro.