que filme bem feito, juro! a fotografia, o jogo de câmeras, os diálogos e toda a beleza impressionam, mesmo 6 décadas mais tarde. poucos filmes possuem tamanha qualidade.
vou psicanalisar por aqui porque, embora alguns não percebam, é um filme com profundidade. a personagem da Lee é bem complexa, logo no início já apresenta comportamentos autolesivos devido aos sentimentos provocados pela figura paterna. o pai é um bêbado que agredia a mãe e desaparecia, embora fosse um pai afetuoso, não se fazia presente enquanto função. um prato cheio para uma personagem com daddy issues, já que o dr. grey enquanto figura paterna é muito presente, observador, corrige seus erros, se preocupa, a proibe e instrui ela do que acha ser melhor. além disso, a castiga com palmadas. palmadas essas que embora sobrassem para a mãe, talvez faltassem pra ela enquanto filha. (é uma análise de personagens, não sobre o que é certo ou errado moralmente). e na vida ou a gente repete um padrão inicial de amor, ou o conserta (ou os dois)
assisti com meu amigo João que no fim do filme disse o seguinte: os dois precisam estar sempre juntos, e em público. o filme fica lindo quando a gente entende assim.
Não é, de maneira alguma, um filme pretensioso. Me lembrou filmes de aventura dos anos 2000, com perseguição e aquela tensão nostálgica. Talvez nem todo filme precise ser um grande filme, as vezes só um filminho de sessão da tarde já nos faz bem.
Sou facilmente atraída por filmes que retratam a solidão de maneira tão intimista, sem apressar os acontecimentos. Não sei se fui longe demais, mas me lembrou Encontros e Desencontros tanto pela personagem estar num país de língua desconhecida, quanto pela desconexão dela com o esposo. Enfim, a história não é a mesma. Aqui temos um suspense que instiga pela bilateralidade, no qual os olhares partem de ambos os lados, sem saber de onde começa. E a obsessão está no meio do caminho, entre a loucura e a lucidez. Amei
o filme mostra o típico homem frustrado e rejeitado pelo desamor de uma mulher que, ainda assim, tenta a qualquer custo, ter ela pra si. é repulsivo, abusivo, objetificante e bastante representativo pra muitos dos homens que amam odiar mulheres. dito isso, excelente filme! premissa simples e funcional! a atriz é um show de horrores.
A obsessão do Charlie pela revelação da Emma surge porque ela rompe quem ele imaginou que ela fosse: uma garota frágil, solitária e indefesa. Quando a imagina com um fuzil na mão, ela se torna um monstro, alguém que poderia devorá-lo. Armas tem uma relação direta com o falo (pênis, no literal - que simboliza poder e domínio). Saber que ela já cogitou utilizar uma pra um massacre faz com que ele se sinta inferior, como homem - vide cena dele brochando no sexo. No entanto, a obsessão dele com essa história, e a revista de mulheres com armas que o faz imaginar Emma nua com uma na mão, mostra que as coisas são mais complexas: Além do ego ter sido minimizado, inicia-se o desejo pela nova imagem de Emma - cruel e dominadora (algo que paira somente em sua fantasia, visto que a versão dela pra nós é completamente humana e compreensível). Emma, na verdade, passa por situações traumáticas, de violência e solidão na infância e adolescência, o que a leva pra esse caminho possível na cultura estadunidense (onde armas e massacres são habituais), mas ela faz desse limão uma boa limonada a partir do momento que passa a pertencer a um grupo que a acolhe, e se torna uma ativista anti-armas. Isto é, a obsessão de Charlie não passa de uma fantasia criada sobre algo que não aconteceu, e assistir essa desconexão da sua reação com o que Emma revela, nos deixa abismados (e comicamente atraídos!)
O filme não é pretencioso, não busca ser um grande sci-fi que desafie nossa inteligência, está mais próximo dos icônicos filmes dos anos 80: E.T e Gremlins, do que de um Interestellar, ou Arrival. A trama do doutor semi astronauta é só um caminho para chegar ao que tem de mais sublime no filme: a interação entre duas espécies diferentes, mas que ao mesmo tempo são muito parecidas, tanto no humor, quanto no afeto. É um filme que as bochechas dóem de sorrir feliz.
Filme de terror dos mais amedrontadores. O lado feio, que todo mundo tenta evitar, da maternidade. Trouxe o sofrimento a flor da pele de mães de filhos com comorbidades, e a busca por algo que preencha o buraco da própria (in)existência. O filme tem metáforas do início ao fim: o buraco no teto, na filha e na mãe. A mãe que desaparece e abandona o filho com a terapeuta, e o desejo de Linda de, a todo momento, fugir. A impotência do terapeuta que só pode oferecer sua escuta frente a uma solidão devastadora (e a própria impotência de Linda em tantos sentidos). E no fim, a filha aparece mostrando que, ao mesmo tempo em que ela a mata, também é quem salva sua vida a chamando pro posto de mãe. Um filme intenso, insano. A vida não é nada simples pra quem é mãe.
Me fez chorar nos primeiros 15 minutos. O Brandan Frasier está magnífico, numa de suas atuações mais sensíveis. A premissa é muito boa, especialmente dentro de um contexto cultural tão propício, e a fotografia captura bem a atmosfera que o filme quer transmitir do Japão. No entanto, dado o primeiro caso no qual a atuação dele se faz necessária para a liberdade sexual da personagem, imaginei que o filme caminharia para um impacto social mais forte. Em vez disso, ele opta por se concentrar nos sentimentos do protagonista e das relações criadas, que de falsas não tem nada. Ainda assim, Rental Family é lindissimo e vai conquistar qualquer pessoa.
Quando Duas Mulheres Pecam
4.4 1,1K Assista Agoraque filme bem feito, juro! a fotografia, o jogo de câmeras, os diálogos e toda a beleza impressionam, mesmo 6 décadas mais tarde. poucos filmes possuem tamanha qualidade.
Passagens
3.4 98 Assista Agoraque gay suja estranhamente atraente!
o cara fez um filho na adele usando cropped, sabe?
Secretária
3.5 330vou psicanalisar por aqui porque, embora alguns não percebam, é um filme com profundidade. a personagem da Lee é bem complexa, logo no início já apresenta comportamentos autolesivos devido aos sentimentos provocados pela figura paterna. o pai é um bêbado que agredia a mãe e desaparecia, embora fosse um pai afetuoso, não se fazia presente enquanto função. um prato cheio para uma personagem com daddy issues, já que o dr. grey enquanto figura paterna é muito presente, observador, corrige seus erros, se preocupa, a proibe e instrui ela do que acha ser melhor. além disso, a castiga com palmadas. palmadas essas que embora sobrassem para a mãe, talvez faltassem pra ela enquanto filha. (é uma análise de personagens, não sobre o que é certo ou errado moralmente). e na vida ou a gente repete um padrão inicial de amor, ou o conserta (ou os dois)
Secretária
3.5 330que droga! amei o filme. o que isso diz sobre mim?
Leviticus
3.3 95assisti com meu amigo João que no fim do filme disse o seguinte: os dois precisam estar sempre juntos, e em público.
o filme fica lindo quando a gente entende assim.
Homem-Aranha: Um Novo Dia
4.0 391o filme amadurece e aprofunda nosso aranha, traz a melancolia da solidão e ainda mantém o tom cômico que existe nos outros.
Dia D
3.0 544 Assista AgoraNão é, de maneira alguma, um filme pretensioso. Me lembrou filmes de aventura dos anos 2000, com perseguição e aquela tensão nostálgica. Talvez nem todo filme precise ser um grande filme, as vezes só um filminho de sessão da tarde já nos faz bem.
O Grande Truque
4.2 2,0Ko melhor filme do nolan, sem condições.
Observador
3.3 416Sou facilmente atraída por filmes que retratam a solidão de maneira tão intimista, sem apressar os acontecimentos. Não sei se fui longe demais, mas me lembrou Encontros e Desencontros tanto pela personagem estar num país de língua desconhecida, quanto pela desconexão dela com o esposo. Enfim, a história não é a mesma. Aqui temos um suspense que instiga pela bilateralidade, no qual os olhares partem de ambos os lados, sem saber de onde começa. E a obsessão está no meio do caminho, entre a loucura e a lucidez. Amei
Hokum: O Pesadelo da Bruxa
3.0 215 Assista AgoraO clima é uma delícia! Não é uma grande novidade, mas diverte e faz muito bem o que propõe.
Obsessão
3.9 932 Assista Agorao filme mostra o típico homem frustrado e rejeitado pelo desamor de uma mulher que, ainda assim, tenta a qualquer custo, ter ela pra si. é repulsivo, abusivo, objetificante e bastante representativo pra muitos dos homens que amam odiar mulheres.
dito isso, excelente filme! premissa simples e funcional! a atriz é um show de horrores.
Morra, Amor
3.1 193 Assista AgoraA irreverência da Grace assusta, corrompe, hipnotiza e seduz
O Drama
3.6 496 Assista AgoraFilme imprevisivelmente bom! e talvez caiba uma análise psicanalítica aqui,
A obsessão do Charlie pela revelação da Emma surge porque ela rompe quem ele imaginou que ela fosse: uma garota frágil, solitária e indefesa. Quando a imagina com um fuzil na mão, ela se torna um monstro, alguém que poderia devorá-lo. Armas tem uma relação direta com o falo (pênis, no literal - que simboliza poder e domínio). Saber que ela já cogitou utilizar uma pra um massacre faz com que ele se sinta inferior, como homem - vide cena dele brochando no sexo. No entanto, a obsessão dele com essa história, e a revista de mulheres com armas que o faz imaginar Emma nua com uma na mão, mostra que as coisas são mais complexas: Além do ego ter sido minimizado, inicia-se o desejo pela nova imagem de Emma - cruel e dominadora (algo que paira somente em sua fantasia, visto que a versão dela pra nós é completamente humana e compreensível). Emma, na verdade, passa por situações traumáticas, de violência e solidão na infância e adolescência, o que a leva pra esse caminho possível na cultura estadunidense (onde armas e massacres são habituais), mas ela faz desse limão uma boa limonada a partir do momento que passa a pertencer a um grupo que a acolhe, e se torna uma ativista anti-armas. Isto é, a obsessão de Charlie não passa de uma fantasia criada sobre algo que não aconteceu, e assistir essa desconexão da sua reação com o que Emma revela, nos deixa abismados (e comicamente atraídos!)
Devoradores de Estrelas
4.0 798 Assista AgoraO filme não é pretencioso, não busca ser um grande sci-fi que desafie nossa inteligência, está mais próximo dos icônicos filmes dos anos 80: E.T e Gremlins, do que de um Interestellar, ou Arrival. A trama do doutor semi astronauta é só um caminho para chegar ao que tem de mais sublime no filme: a interação entre duas espécies diferentes, mas que ao mesmo tempo são muito parecidas, tanto no humor, quanto no afeto. É um filme que as bochechas dóem de sorrir feliz.
Devoradores de Estrelas
4.0 798 Assista AgoraCity of stars, are you shining just for me?
Sinédoque, Nova York
4.0 483 Assista Agorao filme abre mil e uma abas na cabeça de quem assiste, faz a gente entender a cabeça do caden certinho
A Verdadeira Dor
3.5 237 Assista Agorafilme lindo! benji é encantador na sua autenticidade. o filme mostra o quanto é importante sermos honestos com a gente.
Reencarnação
2.4 422Ousadissimo. E que atmosfera maravilhosa!
Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
3.6 205 Assista AgoraFilme de terror dos mais amedrontadores. O lado feio, que todo mundo tenta evitar, da maternidade. Trouxe o sofrimento a flor da pele de mães de filhos com comorbidades, e a busca por algo que preencha o buraco da própria (in)existência. O filme tem metáforas do início ao fim: o buraco no teto, na filha e na mãe. A mãe que desaparece e abandona o filho com a terapeuta, e o desejo de Linda de, a todo momento, fugir. A impotência do terapeuta que só pode oferecer sua escuta frente a uma solidão devastadora (e a própria impotência de Linda em tantos sentidos). E no fim, a filha aparece mostrando que, ao mesmo tempo em que ela a mata, também é quem salva sua vida a chamando pro posto de mãe. Um filme intenso, insano. A vida não é nada simples pra quem é mãe.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.1 486 Assista Agorao filme mostra o poder incontestável da sublimação: tornar a dor numa arte de despedida.
Socorro!
3.2 426 Assista AgoraMe divertiu muito! Tem cenas boas demais
Legalmente Loira
3.1 805 Assista AgoraA Reese é sempre excelente. Tem algumas cenas vergonhosas, e várias engraçadas. Não envelheceu mal
Família de Aluguel
3.8 67 Assista AgoraMe fez chorar nos primeiros 15 minutos. O Brandan Frasier está magnífico, numa de suas atuações mais sensíveis. A premissa é muito boa, especialmente dentro de um contexto cultural tão propício, e a fotografia captura bem a atmosfera que o filme quer transmitir do Japão. No entanto, dado o primeiro caso no qual a atuação dele se faz necessária para a liberdade sexual da personagem, imaginei que o filme caminharia para um impacto social mais forte. Em vez disso, ele opta por se concentrar nos sentimentos do protagonista e das relações criadas, que de falsas não tem nada. Ainda assim, Rental Family é lindissimo e vai conquistar qualquer pessoa.
Um Pequeno Favor
3.3 735 Assista Agoraa anna kendrick que já não tem um currículo muito bom, fez a pior personagem da carreira. espero que um dia a querida se recupere