Em resumo: *ótimo trabalho da atriz que interpreta Anora. Mas não acho sua atuação melhor ou que tenha um destaque como Callas de Angelina Jolie. Tendo o peso de que interpretar uma personagem num filme biográfico exige mais do ator. **é um filme sem qualquer coerência narrativa. Inicia contando uma coisa que se perde em meio ao barulho, caos e repetição do mesmo argumento ao longo de mais de uma hora de filme. *** a história do filme só começa depois
de quase 1 hora de cenas de sexo e uso de drogas como forma do diretor reforçar a superficialidade e diferenças entre Anora e o núcleo do jovem russo com quem ela inicia um envolvimento sexual..
**** Nada justifica o hype desse longa.
"Anora" está no mesmo patamar de Emília Perez: muito barulho por nada. O longa é lamentavelmente um grande desperdício de tempo. Nada no filme justiça o hype. A única coisa positiva desse caos narrativo que vemos em tela é a atuação da atriz Mikey Madison. Ela consegue demonstrar com muito talento o vazio, desespero e, em grande medida, a carência afetiva que ela busca esconder em sua performance sexual trabalhando como acompanhante e dançarina numa boate em Nova York.
As cenas que exigiram da atriz um pouco mais de emoção foram sustentadas com qualidade e técnica. Mas a trama em si não nos ajuda a ter qualquer empatia com Anora, seu desespero diante da frustração do desejo não realizado nos parece distante. A narrativa em nenhum momento nos aproxima da personagem . Não sabemos nada sobre ela ou suas motivações. As migalhas oferecidas não nos dizem nada além do que a própria personagem oferece aos seus clientes. Mas essa ausência de emoção não é culpa da atriz.
No geral, é um roteiro raso. A primeira hora do filme é um processo maçante e repetitivo
de cenas de sexo, uso de drogas e festas. Um ciclo repetitivo que não nos comunica nada
. O filme poderia ter contado uma história interessante sobre Anora, mas a cena final nos deixa sem saber o que exatamente o diretor conseguiu demonstrar.
É um filme barulhento, caótico, entediante, repetitivo, muito confuso e sem qualquer coerência narrativa. O filme não cativa. Não surpreende. Terminei com a sensação de que poderia ter uma hora a menos e ainda assim não causaria impacto algum.
Nota: 5/10 (apenas pela atuação da Madison) - e aqui já adianto que a Callas da Angelina Jolie se destacou mais mesmo sofrendo a mesma limitação narrativa desse longa. Se for indicada ao Oscar, ok. Mas se não for indicada não terá qualquer problema. Houve atuações melhores e que merecem indicação.
O mesmo cara que produziu o excelente "O sexto sentido" , outras obras maravilhosas como "A vila", "sinais" também é capaz de escrever e dirigir aberrações como esse péssimo "Armadilha".
O filme tinha uma ótima premissa, a gente fica na expectativa para ver como o serial killer vai conseguir sair dessa "armadilha", aí toda a boa construção inicial se perde numa solução preguiçosa, muito mal feita e com um dos finais mais cretinos que já vi no cinema - no mesmo nível dos lixos A Substância e Emília Pérez em termos de qualidade duvidosa, roteiro preguiçoso e atuações medíocres. Nem o rostinho bonito e talento do Josh Hartnett conseguiu dar um alívio a este filme.
Horrível num nível inimaginável. Eu fico me questionando como alguém conseguiu aprovar esse roteiro e, depois do filme finalizado, dar o ok e entender que o público merecia perder seu tempo assistindo isso. Nota: dó.
Do mesmo nível da Substância: um dos piores filmes do ano. Não vale seu tempo.
A expressão que melhor define o filme é "muito barulho por nada". Fora as atuações de Zoe Saldanha e da atriz que faz a Emília Pérez (Karla Sofía) nada nesse longa justifica os elogios que foram feitos como se fosse uma inovação audiovisual. Não é!
O primeiro ato do filme é excelente. Depois a história se perde numa trama sem sentido. A história se torna arrastada, vazia, com coreografias e músicas que não dizem exatamente qual a relação com a trama. O filme volta a ficar interessante
coreografando sobre as mesas enquanto Emília Pérez discursa
é um primor. Aí se perde novamente e só tem um bom momento no ato final.
Enfim, há mais coisas negativas do que positivas no longa. A narrativa não me convenceu porque foi contada sem qualquer coerência. A personagem de Selena Gomez, Jéssica, é caricata e sua atuação está muito exagerada. Zoe fez um trabalho significativo mostrando outras facetas ao cantar e dançar, mas seu personagem não foi bem construído. A cereja do bolo, o grande trunfo do filme, é a atuação espetacular da atriz Karla Sofía. Ela merece muito ser indicada por sua atuação.
É um filme com alguns números músicais ok, nada surpreendente, e duas atuações brilhantes. Para quem não curte musicais, evite-o. Aos que curtem musicais como eu, o filme foi decepcionante. Nota: 7 pelo conjunto.
Faltou ousadia, criatividade e coerência narrativa para o longa dizer mais. Não me convenceu. Terminei Emília Pérez sem entender exatamente o que causou esse burburinho em torno do filme.
Todos os elogios a Fernanda Torres não conseguem traduzir a força e impacto da sua atuação magistral e arrebatadora. Eu saí do cinema aos prantos. Chorei diante do desespero,espera e aflição de Eunice. É a melhor atuação de sua carreira e não indicá-la ao Oscar será um grave erro.
Fernanda entregou uma atuação precisa, genuina, numa personagem de uma dor contida que revela toda sua força e profundidade nas sutilezas. É através do olhar de Eunice que percebemos cada detalhe desse filme que considero o 2⁰ melhor trabalho da carreira de W. Salles ("Central do Brasil" é o melhor filme do diretor). Aliás, o olhar aqui é fundamental para mergulhar nessas sutilezas na trama.
"Ainda estou aqui" é, sem qualquer dúvida, o melhor filme brasileiro dos últimos 10 anos. Conseguiu traduzir todo o horror da ditadura civil militar brasileira em seu momento mais trágico. E aqui deixo todo o meu reconhecimento ao primor e sensibilidade dessa direção e atuações impecáveis.
É um filme com diversas camadas. O telespectador mergulha no cotidiano da Família do ex deputado Rubens Paiva como testemunhas oculares daquilo que conhecemos pelos relatos de memória das vítimas da violência militar. Uma ditadura desumana, cruel, cujo impacto na vida de Eunice abala todos nós que conhecemos bem essa história. Eu me vi em Eunice em diversos momentos. A sua aflição de mãe e esposa me pareceu muito próxima.É como se falasse dos acontecimentos recentes do Brasil, mas usando 1971 como metáfora.
O filme não é perfeito, pois possui um recorte redundante na cena final.
A cena de Eunice revendo as memórias da família diz muito. Mas compreendo o apelo da cena. E é impactante como o olhar da Fernanda Montenegro foi arrebatador e traduziu num único gesto todo drama de Eunice
A aceleração na narrativa depois das cenas na prisão me pareceu inoportuna pois cada cena do longa diz muito e apressar a narrativa quebrou a carga dramática da cena anterior.
Mas é um filme extremamente necessário neste momento que o Brasil encara as manchas de seu passado outra vez.
Como anistiar aqueles que torturaram, mataram e negaram o direito ao luto a tantas famílias? Como defender anistia aos que tentaram reproduzir o golpe de 1964 em novembro de 2022 e janeiro de 2023?
E temos a melhor animação do ano, a segunda melhor sequência da Pixar. Divertida Mente 2 conseguiu superar a primeira versão, apresentou as novas emoções que acompanham a chegada da personagem na fase mais complexa de sua vida: a puberdade.
Mesmo não tendo uma renovação do arco do primeiro filme, a animação introduziu conceitos que não foram explicados na versão de 2015. É uma narrativa mais divertida, mais intensa e didática (mas sem cair na infantilização) sobre a complexidade de nossas emoções. É sobre compreendermos quem somos ou reconhecermos nosso lugar no mundo. A questão central, talvez, seja como Riley lida com isso, juntamente com as outras emoções.
Numa das cenas mais importantes é mostrado como é ter uma crise de ansiedade de um jeito tão real que é impossível não se emocionar assistindo. Quem tem ou já teve uma crise de ansiedade vai entender o que quero dizer.
Sim, o filme brinca com alguns conceitos da psicologia como "negação" ou "fluxo de consciência" entre outros, mas não é um tratado sobre a psiquê humana. As situações complexas e patológicas são exemplificadas de modo a serem compreendidas tanto pelas crianças (o público alvo da animação) quanto por adultos que se quer leram qualquer teoria freudiana. Entendendo isso talvez se consiga ter o deleite de assistir a mais uma genial animação da Pixar/Disney.
Divertida mente 2 correspondeu minhas expectativas. E super indico para quem quer dar algumas boas risadas ou ver uma produção extremamente bem feita.
A trilha sonora continua maravilhosa, mas o roteiro se perdeu completamente. Uma pena, pois a série tem ótimas atuações, um elenco singular, e tinha tudo para entregar uma versão melhorada do livro Senhor das Moscas. Essa segunda temporada ficou confusa, em vários momentos apelou para o clichê do romance, algumas piadas desnecessárias. O penúltimo e o último episódio foram muito bons e salvaram uma temporada mediana e arrastada. Espero que a terceira temporada retome a narrativa da primeira temporada e apresente alguns desfechos para acontecimentos que ficaram sem respostas.
a morte de Natalie não fez o menor sentido. Misty precisa ganhar mais protagonismo, mas para quê aquele romance e aquele tom meio pastelão? Shauna teve um declínio nessa segunda temporada. Um romance nada a ver, depois um assassinato digno de filme B. O que aconteceu com o bebê? Foi o treinador que colocou fogo na cabana, ok, mas a conversa dele com Misty foi apenas para encher linguiça. Não acrescentou nada a trama. A morte da Jackie foi outra coisa sem sentido e muito aleatória. Assim como a morte do Javi. Enfim, vários furos no roteiro que precisam ser corrigidos.
Quando li o livro "Senhor das Moscas", escrito por William Golding ( e publicado em 1954), algumas questões me fizeram imaginar como estariam aquelas crianças depois de tudo que viveram naquela ilha.
Ainda que o filme "O Senhor das Moscas" de 1963 seja a adaptação mais fiel ao livro de William Golding (exceto detalhes que só constam nos 12 capítulos da obra), essa série Yellowjackets é uma versão maravilhosa. Responde quase todas as questões em aberto.
Atualizou a obra publicada (obviamente, os temas políticos discutidos no livro eram próprios desse contexto e não teriam razão de ser numa adaptação do nosso tempo), e trouxe uma versão moderna, brilhante, com atuações marcantes e roteiro magistral. Substituir garotos por garotas foi a cereja do bolo. 8/10.
Um filme lindo, sensível e profundamente triste. Retrata a homofobia vivida por dois pré adolescentes que estão descobrindo o quanto a sociedade é cruel com aqueles que não se encaixam numa certa norma de gênero ou padrão sexual.
É difícil não chorar porque a angústia, o silêncio e a culpa do personagem é real, palpável, e a gente se sente meio cúmplice desses sentimentos.
Com certeza, um dos filmes mais bonitos e também mais tristes que vi. Recomendo fortemente assistir com a alma sensível e o coração aberto. Terminei o filme em lágrimas e com meu coração em pedaços.
Maravilhoso para quem, assim como eu, tem um carinho pelos anos 80's. Michael Jackson era um talento inigualável tanto como letrista quanto como dançarino. Era um artista completo. Assistindo o documentário me questionei sobre a escolha de alguns nomes que participam da gravação da canção. Nada contra a Cyndi Lauper, mas sempre achei a voz dela muito anasalada e na gravação dá para entender porquê não curto seu trabalho como artista ainda que entenda sua importância para música pop desse contexto. Fiquei imaginando se tivessem convidado Madonna. Imagina que fantástico termos Madonna e Michael Jackson dividindo o mesmo espaço numa música? Mas é isso, é um documentário intereressante porque apresenta algumas entrevistas com artistas que participaram e também mostra os bastidores e toda tensão que envolveu a gravação histórica dessa canção que marcou uma geração e a história da música pop.
Apesar de alguns problemas no roteiro a série é cativante. Atuação excelente de Andrew Scott, fotografia louvável e com uma versão mais próxima do maravilhoso texto de Patricia Highsmith. Vale muito a pena.
Os temas explorados na série são extremamente relevantes. Mas fora os episódios 4 e 6 que são os melhores e mais bem construídos, a série é uma colcha de retalhos, com problemas sérios de roteiro e um desfecho sem o menor sentido. Nada excepcional. Não me cativou.
Recentemente revi o espetacular "Anatomia de uma queda" (meu favorito ao Oscar), filme francês dirigido por Justine Triet, e que concorre ao Oscar nas categorias principais: direção, melhor filme, roteiro, montagem e atuação. O filme trata de um tema crucial: a representação da mulher.Não se trata de um drama policial ou filme de tribunal como tantos outros. As camadas apresentadas por Justine nos dão a perspectiva da humanização dos personagens. É um filme cheio de reviravoltas. Anatomia de uma queda é um filme que possui muitas camadas,
a cena que Sandra diz ao marido que ele não é vítima da sociedade, é
um dos discursos mais densos já apresentados no cinema.
A própria Justine Triet mencionou: "passei muito tempo pensando sobre o que realmente significa ser mulher – ter autoridade como mulher – e como somos tratadas como monstros por nos comportarmos de certas maneiras pelas quais os homens geralmente são perdoados."
Para abordar o modo como a sociedade normaliza esteriótipos de gênero, Justine usa o julgamento da personagem vivida por Sandra Hüller acusada de ter assassinado seu marido. Por um pouco mais de duas horas somos confrontados sobre o que sabemos sobre a verdade, e sobre os discursos que trazem a cena do crime duas representações da realidade: a de Samuel, o marido de Sandra visto como vítima de uma mulher fria, cruel, egoísta, e da própria Sandra, acusada da morte de seu marido.
de Sandra no início do filme: a questão não é se ela é culpada ou inocente. O tribunal não se preocupa com a verdade, preocupa-se com a história. E a história que o promotor conta é sobre a sexualidade e a inteligência de Sandra. O procurador alimenta-se de um estereótipo clássico de gênero. Ele apresenta Sandra como uma mulher bissexual, conivente, que castrou o marido e depois o empurrou para a morte.Sandra pode não ser a mãe ou esposa perfeita, mas ela é humana e não se desculpa por quem ela é.
A personagem de Sandra é atacada por ser uma mulher inteligente, forte, ambiciosa. Numa sociedade moralista que julga a forma como as mulheres escolhem conduzir as suas vidas é um filme que vale muito a pena. Nota: 9.8.
Assisti recentemente o assombroso "Zona de Interesse" (2023, filme alemão, direção de Jonathan Glazer). Ainda estou digerindo as imagens e a narrativa. Esqueçam qualquer semelhança com outros filmes que envolvem o tema do Holocausto, do nazismo. A abordagem de Glazer é estranhamente sutil. Tateamos os silêncios, o banal, o lúdico, o interdito, os objetos para capturar os corpos, as palavras, os cheiros.
A forma como o horror do holocausto é apresentado sob a perspectiva dos algozes é brutal. O choque não se dá pela espetacularização do horror. Aliás, não vemos os judeus em tela. E essa escolha se deve a mestria com que o diretor conduziu essa narrativa. É um filme frio. Seco. Coeso do início ao fim.A banalidade do mal, o conceito de Hannah Arendt, talvez, seja melhor traduzido nessa obra. São pessoas comuns, vivendo suas vidas com a naturalidade mórbida de quem tem em seu quintal Auschwitz, um dos campos de extermínio nazista. A parte da história do comandante de Auschwitz, Rudolf Höss, e da sua esposa Hedwig, vivendo em uma linda casa de dois andares, com direito a lindos jardins em um quintal com piscina, ao lado do maior campo de extermínio do regime nazista é forte. Algumas cenas e diálogos nos embrulham o estômago.
Fora dessa banalidade do cotidiano familiar, dos dramas familiares, escutamos os gritos de agonia, tiros e se observa uma densa fumaça negra subindo no ar (a segunda imagem que anexei tem um contexto sensível). Destaque para trilha sonora. Ela nos conduz, desde o primeiro frame, ao horror que segue a narrativa. O filme
inicia numa tela preta, como se o espectador estivesse saindo de um buraco, ouve-se vozes ao longe, gritos e então o barulho de pássaros e a luz forte, colorida, onde uma família rir e conversa tranquilamente num jardim. É uma obra de arte para quem gosta de cinema pela técnica, posição de camera, coloração, luzes, timing do elenco. Os elementos não verbais são os protagonistas. O filme traduz o horror sem apelar aos excessos visuais. A última cena com todos os objetos (sapatos, roupas, próteses) revela o contraste emocional com a apatia do cotidiano banal daquela família
[alerta com spoiler de cena] O melhor filme do ano referencia e celebra o feminino. Não um feminino caricato, fútil, burlesco e patético que é como a sociedade, a partir do olhar masculino, traduz o ser mulher. O filme da Barbie usou um acontecimento catártico, de introspecção e crise de identidade e existencial para questionar: quem somos? o que desejamos? o que faz sermos quem somos? e se não tivermos respostas pra essas dúvidas? Ainda vale a pena a caminhar mesmo não sabendo pra que lugares iremos?
As mulheres no filme da Barbie são múltiplas, complexas, como todas somos na realidade em nossa fragilidade humana. Mas o filme vai além. Usa o deboche e a fina ironia pra mostrar que somos fortes. Que todas as mulheres possuem uma força interior que nos faz levantar depois da queda, nos reerguermos das cinzas, pois toda mulher ainda que mãe, filha, avó, tem um pouco de heroína.
O filme toca em todas as nossas feridas e escancara nossas fragilidades e pecados. Sim, as mulheres são violentadas todos os dias. As mulheres são desumanizadas todos os dias. Sofremos assédio nas ruas, no trabalho, temos nossas ideias roubadas ou menosprezadas. Temos que lutar todos os dias para sermos reconhecidas por nossos atributos intelectuais mais do que a nossa aparência física.
Sim, por vezes é cansativo ser mulher. É dolorido ser mulher. Mas é igualmente mágico saber que somos mulheres.
Eu me emocionei tanto na cena que a Barbie fecha os olhos, entende o que significa ser mulher e abraça sua humanidade com suas qualidades e imperfeições. Saí do cinema arrepiada. É um filme realmente escrito para as mulheres.
Foi como um abraço coletivo. Foi como ouvir ao pé do ouvido: você não está sozinha. Estamos todas aqui. Porque também compartilhamos da dor e delícia de sermos quem somos.
Sim, mulheres, não o sexo frágil. Somos muito fortes.
É o melhor filme do ano, por isso, minha nota é 9.8. Valeu cada minuto. Valeu por cada risada e cada lágrima, e mais ainda: Valeu por tocar lá no fundo reafirmando o quão incrível é viver a experiência de ser mulher.
Todas as meninas das próximas gerações terão esse filme como referência. é a carta de amor mais linda já escrita sobre o que é ser mulher.
Trilha sonora, roteiro, direção, atuações, tudo no filme está em completa harmonia.
Primeiro de tudo, minha nota para um dos melhores filmes do ano, e um dos filmes mais inteligentes do ano: 9,8.
Tudo em Barbie está em harmonia: roteiro, cenário, atuações, diálogos. Saí do cinema com a alma lavada por aquilo que foi entregue pela Greta. O filme da Barbie é um gostosa sátira. É muito criativa, com humor inteligente, cheia de metalinguagem, referências ao cinema clássico, profundas discussões sobre os papéis de gênero. E sim, é um filme feminista do início ao seu maravilhoso final. E não poderia ser diferente já que a boneca Barbie surgiu no contexto da década de 1960 com toda aquelas pautas feministas da 2ª onda sendo reinvindicadas.
O filme mergulha não apenas no processo da representação da boneca Barbie na sociedade, no mundo real, fora da "Barbieland", mas sobre o papel das mulheres hoje, e a influência da boneca na nossa sociedade. A diretora brinca com todas os discursos em torno da Barbie, tanto em defesa quanto de críticas aos esteriótipos que a boneca é acusada de perpetuar em nossa sociedade, e também sobre como o capitalismo se apossou dessas pautas do movimento feminista.
O filme tem uma ironia ácida, mas ao mesmo tempo nos provoca profundas reflexões sobre o que é ser mulher na sociedade, como seria uma sociedade onde as mulheres pudessem assumir papéis de destaque como acontece na sociedade patriarcal.
É um filme que diverte, com um roteiro inventivo e inteligente, e que é fundamental para se pensar que papéis homens e mulheres devem ocupar na sociedade atual, o que é ser homem ou mulher.
O filme inteiro é um deleite visual, com relevância social e de humor inteligente.
Quem disse que esse era o melhor filme do Nolan não viu nenhum filme do diretor. Isso é muito claro para mim. Não entra nem no top 3. Sai do cinema decepcionada. Não é um filme totalmente ruim. Minha nota é 7. É um filme com um roteiro ruim. E nem venham aqui tentar me convencer que eu não entendi. Eu fui atraída pelo apelo do diretor ser quem ele é, pela história, afinal, sou historiadora e tudo que envolve a II GM tem minha atenção, mas o que vi no cinema não está à altura do Nolan, e se quer pode ser considerado sua obra prima. Não é um total fiasco, mas não é um filme que eu indicaria para quem não curte drama, filmes com um ritmo mais lento.
A sensação que tive foi de 3 horas de filme que poderia muito bem ter sido cortado para 1 hora e 30 minutos. Muita encheção de linguiça.
O primeiro ato inteiro é desnecessário. A vida do Oppenheimer antes dele se envolver no projeto Trinity não é tão interessante assim. A partir do 2º ato houve mais enrolação sobre uma pseudo imersão do personagem no comunismo, mas que não é desenvolvida, como falei: apenas para encher linguiça. Roteiro muito preguiçoso.
O teste da bomba nuclear é impactante sim, quem viu a cena no cinema ficou realmente tocado, mas a cena é curta. O filme se resumo a muito diálogo desnecessário. O que salva no filme: atuações tanto do Cillian quanto da atriz que faz sua esposa (Emily Blunt).
Enfim, para quem curte filmes com uma narrativa mais lenta, com muitos diálogos que não chegam a lugar algum, mais com qualidades técnicas, pode ir ao cinema sem medo (mas coloquem a conta de vocês em risco).
Minha nota é 7. E passarei a ser mais criteriosa quanto aos projetos que Nolan endossar no futuro.
Terminei esse primeiro episódio e, assim, opinião honesta: a série é muito fraca. Fora nudez, sexo, não tem um roteiro que prenda. Pra fazer uma comparação é estilo a série da Globo, " Verdades Secretas 2", mas com o foco numa jovem que é considerada a nova musa Pop.
A moça que faz a Joselyn é muito bonita, mas muito fraca como atriz. A grata surpresa da série é a atriz transexual que faz uma jornalista famosa, Talia o nome dela.
The Weeknd está péssimo com esse look meio cafetão (ele é o dono da boate que os famosos frequentam), a atuação dele como garanhão não convence e as cenas de sexo foram lamentáveis.
O filme é uma piada de mau gosto. Roteiro com a profundidade de um pires. Piadas que parece que sairam de uma sketch de Zorra Total. Fico me questionando como a Disney topou arcar com esse delírio do Taika Waititi. E eu achava que nada pior que "Thor: Ragnarok" poderia ser feito. Este filme prova que a máxima de Tiririca não é verdadeira: dá pra piorar bastante.
Só agora posso comentar o filme (sem dar spoiler para não estragar a experiência de quem verá no cinema). De cara já quero deixar minha primeira impressão (sem spoiler). Nota: 8.5 - bem melhor que Miranha!
Quem falou que o filme tem um roteiro ruim MENTIU. Quem falou que o filme era ruim MENTIU. É um filme excelente, com um roteiro fechado, conseguiu conectar várias facetas dessa nova fase da Marvel já introduzida a partir das séries/animações.
Dito isso, mesmo quem não viu WandaVision, What If ?, Loki ou Miranha (2021) consegue entender perfeitamente o filme. Até quem nunca leu uma HQ da Marvel consegue entender o filme. Esse mérito é do roteiro e da direção muito competente do Sam Raimi.
Os personagens tem motivações muito claras, tudo no "Multiverso" conseguiu dialogar com o que já sabíamos de narrativas anteriores. Mas este não é o "Mais do mesmo". A fórmula Marvel não se aplica a este filme.
É mais dark, muito mais sombrio, tem uma pegada de terror (Raimi é mestre do gênero, não é?), há muita ação, belíssimas cenas de luta, perseguição e transições. Ponto positivo para o cenário, a fotografia, os efeitos visuais do filme são um primor. Atuação fora do comum da talentosa Elizabeth Olsen. Ela nasceu pra esse personagem. Entregou absolutamente tudo. Benedict Cumberbatch dispensa apresentações. Um ator como poucos de sua geração. Seu Dr. Estranho conseguiu nos encantar com outras facetas do grande mago.
De negativo: a conclusão. Achei muito simples e preguiçosa, mas levando em consideração o contexto do Multiverso aquele final era o possível para que se concretizasse algo que só veremos na série Agatha - lembrando que a Agatha disse pra Feiticeira Escarlate em WandaVision: "você não sabe o que libertou" e "Você vai precisar da minha ajuda". Também achei a personagem America Chavez pouco desenvolvida na trama. Não consegui me conectar.
O que esperar do filme: espetáculo, criatividade, um filme mais DC do que Marvel em sua proposta (ainda que tenha um humor, só que mais sofisticado), diversão, sustos, surpresas, emoção.
Desconsiderem todas as criticas negativas de quem queria mais do mesmo. Sai do cinema em êxtase. Valeu muito a pena!
Marvel + Oscar Isaac (de cuequinha Preta, meninas e meninos! Um escândalo de lindo!🙈🙊) + Egito + mitologia + narrativa bem construída + cenas de ação foda + um personagem complexo = Melhor série da Marvel/Disney até aqui.
Quem diz que a série é diferente da fórmula Marvel vista no cinema está correto. A série inova no modo de contar uma história de um quadrinho que não é acessível para maioria do público, e de um personagem que foi criado para ser uma versão, digamos, "justiceiro mascarado" da Marvel, mas que se tornou um personagem tão rico e complexo quanto o próprio justiceiro de Gotham (Batman).
Revendo os 2 episódios de Cavaleiro da Lua, depois de ler as 8 primeiras histórias em quadrinhos do personagem (contextualizadas nos anos 1980), ficou mais claro o cuidado dos roteiristas em dar vida ao personagem da série.
A questão das várias personalidades, o modo como cada elemento do próprio figurino do personagem reflete essa complexidade das diferentes personalidades do Cavaleiro da Lua, a ambientação em cenários mais sombrios, frios, que tem tudo a ver com essa pegada mais misteriosa mesmo da HQ.
Acho que as pessoas, o público Nerd em especial, precisam se abrir mais para elementos novos, porque é isso que a série traz: uma narrativa bem a cara da DC (ou do selo Vertigo), uma série mais adulta, com uma pegada mais investigativa e com pouco espaço para aquelas piadas que estamos acostumados em filmes da Marvel.
E isso não é ruim. O bacana, o que me pegou mesmo na série, foi essa abertura para a construção de algo novo mesmo se tratando de um selo tradicional, com uma fórmula pronta de sucesso. Entendo que DC e Marvel têm propostas distintas, mas achei muito positiva uma versão mais adulta e "sombria" num dos selos que eu, como nerd, gosto de acompanhar. Eu gosto e acompanho tanto a DC quanto a Marvel sem clubismo.
No mais, a série vale muito a pena. Eu não indicaria se não existissem tantos pontos positivos para além de um dos personagens mais incríveis do universo Marvel.
Nota: 9/10 Superou Wandavision em criatividade e brilhantismo.
Enfim, vi #thebatman e estou de alma lavada. Filmaço!
Não é superior ao Batman:cavaleiro das trevas, mas entregou o melhor Batman/Bruce Wayne e melhor Mulher Gato/Selina de todas as adaptações do homem morcego para o cinema.
Amei a versão mais sombria e o resgate da identidade investigativa do Batman. Saí do cinema com a sensação que a espera valeu a pena. Mordi minha língua ao criticar a escolha do Robert Pattinson para viver meu personagem favorito da DC. É de longe a versão mais próxima do Batman dos quadrinhos. O Batman que faz meu olho brilhar.
A trilha sonora é um deleite à parte. Something in the way é uma das músicas mais lindas do Nirvana e, dentro do contexto narrativo, com toda aquela palheta de tons mais escuros (a fotogragia do filme é outro show de acertos) trouxe o tom certo na composição deste Batman mais "gótico ", mas fechado em si e tentando se libertar de seu passado traumático.
O último ato, pra mim, foi extremamente sensível. Mostrou o Batman se reencontrando com seu propósito, conduzindo o povo de Gotham em sua reconstrução. Outro acerto é o roteiro do filme que é muito bem construído. Os três atos dialogam perfeitamente na apresentação desse Bruce Wayne que se faz vingança e sua ascensão ao justiceiro que amamos.
Óbvio que há lacunas, mas por hora não entrarei em detalhes. Depois faço uma análise completa do longa no geral. Estou muito satisfeita. Segundo melhor filme do Batman na minha opinião.
Confesso que esperava mais dessa animação quando assisti o trailer. A Pixar inovou em vários elementos gráficos, trouxe questões fundamentais sobre o conceito de família, amizade, empoderamento feminino, sobre escolhas (ansiedade e o medo de frustrar expectativas que depositam em nós), mas não me cativou. É a primeira vez que uma animação da Pixar não me emociona. E é horrível assistir um filme e sair indiferente. Nota: 3/5. A parte técnica é brilhante, mas o enredo não me envolveu. Uma pena.
Acabei de ver Matrix 4 (sem spoiler!). Sobre #thematrixresurrections : que filme necessário. É uma metalinguagem. Roteiro incrível. Nasce mais um filme cult para desespero da extrema direita que tentou retirar o sentido original do conceito "Matrix". Estou muito satisfeita.
Lana Wachowski fez desse Matrix uma carta aberta aos fascistas e outras aberrações morais que permeiam a cabeça vazia da extrema direita americana (por tabela, os seus espelhos espalhados em outras partes do Globo, como o Brasil). É uma resposta sincera aqueles que por anos desprezaram a mensagem do filme original e fizeram Matrix dizer o que em linhas gerais as irmãs Wachowski nunca concordaram.
Se alguém mencionar que o filme não correspondeu suas expectativas é porque esperavam uma outra realidade nunca defendida no Matrix original (o primeiro longa da franquia continua insuperável, já adianto). O novo filme tem filosofia (muita filosofia!), efeitos especiais e tem ótimas cenas de ação e todos aqueles elementos criativos que adoramos na franquia.
Não encontrarão no filme: culto às armas e à violência, que foi cooptado e mal interpretado pela extrema direita ao longo desses 20 anos. A violência presente no filme continua metafórica sobre questões da nossa sociedade.
O que importa é que Lana entregou um filme muito bem construído e com um tom de desprezo completo às teorias conspiratórias da extrema direita e uma paródia autoconsciente.
Adorei o filme. Quem diz que o filme é ruim, precisa rever a trilogia anterior e assistir o novo filme sem buscar eco para teses infundadas.
8.5/10.
Aviso nº 1: Por favor, não perca seu tempo me xingando. Não estou aqui para agradar ninguém. Aviso nº 2: não voltarei ao tópico para discutir minha INTERPRETAÇÃO sobre o longa. Reveja o filme e seja feliz. Há muita coisa importante apresentada no roteiro que merece uma discussão aprofundada não cabível em alguns caracteres numa redes social como esta. Respeito quem não curtiu o filme (o gosto é mesmo subjetivo), mas discordo totalmente de quem diz que o filme é ruim. Não é.
Anora
3.4 1,2K Assista AgoraEm resumo:
*ótimo trabalho da atriz que interpreta Anora. Mas não acho sua atuação melhor ou que tenha um destaque como Callas de Angelina Jolie. Tendo o peso de que interpretar uma personagem num filme biográfico exige mais do ator.
**é um filme sem qualquer coerência narrativa. Inicia contando uma coisa que se perde em meio ao barulho, caos e repetição do mesmo argumento ao longo de mais de uma hora de filme.
*** a história do filme só começa depois
de quase 1 hora de cenas de sexo e uso de drogas como forma do diretor reforçar a superficialidade e diferenças entre Anora e o núcleo do jovem russo com quem ela inicia um envolvimento sexual..
**** Nada justifica o hype desse longa.
"Anora" está no mesmo patamar de Emília Perez: muito barulho por nada.
O longa é lamentavelmente um grande desperdício de tempo. Nada no filme justiça o hype. A única coisa positiva desse caos narrativo que vemos em tela é a atuação da atriz Mikey Madison. Ela consegue demonstrar com muito talento o vazio, desespero e, em grande medida, a carência afetiva que ela busca esconder em sua performance sexual trabalhando como acompanhante e dançarina numa boate em Nova York.
As cenas que exigiram da atriz um pouco mais de emoção foram sustentadas com qualidade e técnica. Mas a trama em si não nos ajuda a ter qualquer empatia com Anora, seu desespero diante da frustração do desejo não realizado nos parece distante. A narrativa em nenhum momento nos aproxima da personagem . Não sabemos nada sobre ela ou suas motivações. As migalhas oferecidas não nos dizem nada além do que a própria personagem oferece aos seus clientes. Mas essa ausência de emoção não é culpa da atriz.
No geral, é um roteiro raso. A primeira hora do filme é um processo maçante e repetitivo
de cenas de sexo, uso de drogas e festas. Um ciclo repetitivo que não nos comunica nada
É um filme barulhento, caótico, entediante, repetitivo, muito confuso e sem qualquer coerência narrativa. O filme não cativa. Não surpreende. Terminei com a sensação de que poderia ter uma hora a menos e ainda assim não causaria impacto algum.
Nota: 5/10 (apenas pela atuação da Madison) - e aqui já adianto que a Callas da Angelina Jolie se destacou mais mesmo sofrendo a mesma limitação narrativa desse longa. Se for indicada ao Oscar, ok. Mas se não for indicada não terá qualquer problema. Houve atuações melhores e que merecem indicação.
Armadilha
2.7 874 Assista AgoraO mesmo cara que produziu o excelente "O sexto sentido" , outras obras maravilhosas como "A vila", "sinais" também é capaz de escrever e dirigir aberrações como esse péssimo "Armadilha".
O filme tinha uma ótima premissa, a gente fica na expectativa para ver como o serial killer vai conseguir sair dessa "armadilha", aí toda a boa construção inicial se perde numa solução preguiçosa, muito mal feita e com um dos finais mais cretinos que já vi no cinema - no mesmo nível dos lixos A Substância e Emília Pérez em termos de qualidade duvidosa, roteiro preguiçoso e atuações medíocres. Nem o rostinho bonito e talento do Josh Hartnett conseguiu dar um alívio a este filme.
Horrível num nível inimaginável. Eu fico me questionando como alguém conseguiu aprovar esse roteiro e, depois do filme finalizado, dar o ok e entender que o público merecia perder seu tempo assistindo isso. Nota: dó.
Do mesmo nível da Substância: um dos piores filmes do ano. Não vale seu tempo.
Emilia Pérez
2.4 483 Assista AgoraA expressão que melhor define o filme é "muito barulho por nada". Fora as atuações de Zoe Saldanha e da atriz que faz a Emília Pérez (Karla Sofía) nada nesse longa justifica os elogios que foram feitos como se fosse uma inovação audiovisual. Não é!
O primeiro ato do filme é excelente. Depois a história se perde numa trama sem sentido. A história se torna arrastada, vazia, com coreografias e músicas que não dizem exatamente qual a relação com a trama. O filme volta a ficar interessante
a partir da transição da personagem homônima
Mas até a transição de Emília
O filme volta a se encontrar no quarto ato, já na Cidade do México, com alguns musicais interessantes. A cena da Zoe Saldanha
coreografando sobre as mesas enquanto Emília Pérez discursa
Enfim, há mais coisas negativas do que positivas no longa. A narrativa não me convenceu porque foi contada sem qualquer coerência. A personagem de Selena Gomez, Jéssica, é caricata e sua atuação está muito exagerada. Zoe fez um trabalho significativo mostrando outras facetas ao cantar e dançar, mas seu personagem não foi bem construído.
A cereja do bolo, o grande trunfo do filme, é a atuação espetacular da atriz Karla Sofía. Ela merece muito ser indicada por sua atuação.
É um filme com alguns números músicais ok, nada surpreendente, e duas atuações brilhantes. Para quem não curte musicais, evite-o. Aos que curtem musicais como eu, o filme foi decepcionante. Nota: 7 pelo conjunto.
Faltou ousadia, criatividade e coerência narrativa para o longa dizer mais. Não me convenceu. Terminei Emília Pérez sem entender exatamente o que causou esse burburinho em torno do filme.
Ainda Estou Aqui
4.5 1,5K Assista AgoraTodos os elogios a Fernanda Torres não conseguem traduzir a força e impacto da sua atuação magistral e arrebatadora. Eu saí do cinema aos prantos. Chorei diante do desespero,espera e aflição de Eunice. É a melhor atuação de sua carreira e não indicá-la ao Oscar será um grave erro.
Fernanda entregou uma atuação precisa, genuina, numa personagem de uma dor contida que revela toda sua força e profundidade nas sutilezas. É através do olhar de Eunice que percebemos cada detalhe desse filme que considero o 2⁰ melhor trabalho da carreira de W. Salles ("Central do Brasil" é o melhor filme do diretor). Aliás, o olhar aqui é fundamental para mergulhar nessas sutilezas na trama.
"Ainda estou aqui" é, sem qualquer dúvida, o melhor filme brasileiro dos últimos 10 anos.
Conseguiu traduzir todo o horror da ditadura civil militar brasileira em seu momento mais trágico. E aqui deixo todo o meu reconhecimento ao primor e sensibilidade dessa direção e atuações impecáveis.
É um filme com diversas camadas. O telespectador mergulha no cotidiano da Família do ex deputado Rubens Paiva como testemunhas oculares daquilo que conhecemos pelos relatos de memória das vítimas da violência militar. Uma ditadura desumana, cruel, cujo impacto na vida de Eunice abala todos nós que conhecemos bem essa história. Eu me vi em Eunice em diversos momentos. A sua aflição de mãe e esposa me pareceu muito próxima.É como se falasse dos acontecimentos recentes do Brasil, mas usando 1971 como metáfora.
O filme não é perfeito, pois possui um recorte redundante na cena final.
A cena de Eunice revendo as memórias da família diz muito. Mas compreendo o apelo da cena. E é impactante como o olhar da Fernanda Montenegro foi arrebatador e traduziu num único gesto todo drama de Eunice
A aceleração na narrativa depois das cenas na prisão me pareceu inoportuna pois cada cena do longa diz muito e apressar a narrativa quebrou a carga dramática da cena anterior.
Como anistiar aqueles que torturaram, mataram e negaram o direito ao luto a tantas famílias? Como defender anistia aos que tentaram reproduzir o golpe de 1964 em novembro de 2022 e janeiro de 2023?
Nota: 9,3
Divertida Mente 2
4.0 645 Assista AgoraE temos a melhor animação do ano, a segunda melhor sequência da Pixar. Divertida Mente 2 conseguiu superar a primeira versão, apresentou as novas emoções que acompanham a chegada da personagem na fase mais complexa de sua vida: a puberdade.
Mesmo não tendo uma renovação do arco do primeiro filme, a animação introduziu conceitos que não foram explicados na versão de 2015. É uma narrativa mais divertida, mais intensa e didática (mas sem cair na infantilização) sobre a complexidade de nossas emoções. É sobre compreendermos quem somos ou reconhecermos nosso lugar no mundo. A questão central, talvez, seja como Riley lida com isso, juntamente com as outras emoções.
Numa das cenas mais importantes é mostrado como é ter uma crise de ansiedade de um jeito tão real que é impossível não se emocionar assistindo. Quem tem ou já teve uma crise de ansiedade vai entender o que quero dizer.
Sim, o filme brinca com alguns conceitos da psicologia como "negação" ou "fluxo de consciência" entre outros, mas não é um tratado sobre a psiquê humana. As situações complexas e patológicas são exemplificadas de modo a serem compreendidas tanto pelas crianças (o público alvo da animação) quanto por adultos que se quer leram qualquer teoria freudiana. Entendendo isso talvez se consiga ter o deleite de assistir a mais uma genial animação da Pixar/Disney.
Divertida mente 2 correspondeu minhas expectativas. E super indico para quem quer dar algumas boas risadas ou ver uma produção extremamente bem feita.
Nota: 9.8
Yellowjackets (2ª Temporada)
3.5 124A trilha sonora continua maravilhosa, mas o roteiro se perdeu completamente. Uma pena, pois a série tem ótimas atuações, um elenco singular, e tinha tudo para entregar uma versão melhorada do livro Senhor das Moscas. Essa segunda temporada ficou confusa, em vários momentos apelou para o clichê do romance, algumas piadas desnecessárias. O penúltimo e o último episódio foram muito bons e salvaram uma temporada mediana e arrastada. Espero que a terceira temporada retome a narrativa da primeira temporada e apresente alguns desfechos para acontecimentos que ficaram sem respostas.
a morte de Natalie não fez o menor sentido. Misty precisa ganhar mais protagonismo, mas para quê aquele romance e aquele tom meio pastelão? Shauna teve um declínio nessa segunda temporada. Um romance nada a ver, depois um assassinato digno de filme B. O que aconteceu com o bebê? Foi o treinador que colocou fogo na cabana, ok, mas a conversa dele com Misty foi apenas para encher linguiça. Não acrescentou nada a trama. A morte da Jackie foi outra coisa sem sentido e muito aleatória. Assim como a morte do Javi. Enfim, vários furos no roteiro que precisam ser corrigidos.
Yellowjackets (1ª Temporada)
3.8 232 Assista AgoraQuando li o livro "Senhor das Moscas", escrito por William Golding ( e publicado em 1954), algumas questões me fizeram imaginar como estariam aquelas crianças depois de tudo que viveram naquela ilha.
Ainda que o filme "O Senhor das Moscas" de 1963 seja a adaptação mais fiel ao livro de William Golding (exceto detalhes que só constam nos 12 capítulos da obra), essa série Yellowjackets é uma versão maravilhosa. Responde quase todas as questões em aberto.
Atualizou a obra publicada (obviamente, os temas políticos discutidos no livro eram próprios desse contexto e não teriam razão de ser numa adaptação do nosso tempo), e trouxe uma versão moderna, brilhante, com atuações marcantes e roteiro magistral. Substituir garotos por garotas foi a cereja do bolo. 8/10.
Close
4.2 663 Assista AgoraUm filme lindo, sensível e profundamente triste. Retrata a homofobia vivida por dois pré adolescentes que estão descobrindo o quanto a sociedade é cruel com aqueles que não se encaixam numa certa norma de gênero ou padrão sexual.
É difícil não chorar porque a angústia, o silêncio e a culpa do personagem é real, palpável, e a gente se sente meio cúmplice desses sentimentos.
Com certeza, um dos filmes mais bonitos e também mais tristes que vi. Recomendo fortemente assistir com a alma sensível e o coração aberto. Terminei o filme em lágrimas e com meu coração em pedaços.
Nota: 9,2 de 10.
A Noite que Mudou o Pop
4.2 183 Assista AgoraMaravilhoso para quem, assim como eu, tem um carinho pelos anos 80's. Michael Jackson era um talento inigualável tanto como letrista quanto como dançarino. Era um artista completo. Assistindo o documentário me questionei sobre a escolha de alguns nomes que participam da gravação da canção. Nada contra a Cyndi Lauper, mas sempre achei a voz dela muito anasalada e na gravação dá para entender porquê não curto seu trabalho como artista ainda que entenda sua importância para música pop desse contexto. Fiquei imaginando se tivessem convidado Madonna. Imagina que fantástico termos Madonna e Michael Jackson dividindo o mesmo espaço numa música? Mas é isso, é um documentário intereressante porque apresenta algumas entrevistas com artistas que participaram e também mostra os bastidores e toda tensão que envolveu a gravação histórica dessa canção que marcou uma geração e a história da música pop.
Ripley
4.1 113 Assista AgoraApesar de alguns problemas no roteiro a série é cativante. Atuação excelente de Andrew Scott, fotografia louvável e com uma versão mais próxima do maravilhoso texto de Patricia Highsmith.
Vale muito a pena.
Bebê Rena
4.0 634 Assista AgoraOs temas explorados na série são extremamente relevantes. Mas fora os episódios 4 e 6 que são os melhores e mais bem construídos, a série é uma colcha de retalhos, com problemas sérios de roteiro e um desfecho sem o menor sentido. Nada excepcional. Não me cativou.
Anatomia de uma Queda
4.0 983 Assista AgoraRecentemente revi o espetacular "Anatomia de uma queda" (meu favorito ao Oscar), filme francês dirigido por Justine Triet, e que concorre ao Oscar nas categorias principais: direção, melhor filme, roteiro, montagem e atuação. O filme trata de um tema crucial: a representação da mulher.Não se trata de um drama policial ou filme de tribunal como tantos outros. As camadas apresentadas por Justine nos dão a perspectiva da humanização dos personagens. É um filme cheio de reviravoltas. Anatomia de uma queda é um filme que possui muitas camadas,
a cena que Sandra diz ao marido que ele não é vítima da sociedade, é
A própria Justine Triet mencionou: "passei muito tempo pensando sobre o que realmente significa ser mulher – ter autoridade como mulher – e como somos tratadas como monstros por nos comportarmos de certas maneiras pelas quais os homens geralmente são perdoados."
Para abordar o modo como a sociedade normaliza esteriótipos de gênero, Justine usa o julgamento da personagem vivida por Sandra Hüller acusada de ter assassinado seu marido. Por um pouco mais de duas horas somos confrontados sobre o que sabemos sobre a verdade, e sobre os discursos que trazem a cena do crime duas representações da realidade: a de Samuel, o marido de Sandra visto como vítima de uma mulher fria, cruel, egoísta, e da própria Sandra, acusada da morte de seu marido.
Como apresentado pelo advogado
de Sandra no início do filme: a questão não é se ela é culpada ou inocente. O tribunal não se preocupa com a verdade, preocupa-se com a história. E a história que o promotor conta é sobre a sexualidade e a inteligência de Sandra.
O procurador alimenta-se de um estereótipo clássico de gênero. Ele apresenta Sandra como uma mulher bissexual, conivente, que castrou o marido e depois o empurrou para a morte.Sandra pode não ser a mãe ou esposa perfeita, mas ela é humana e não se desculpa por quem ela é.
Zona de Interesse
3.6 700 Assista AgoraAssisti recentemente o assombroso "Zona de Interesse" (2023, filme alemão, direção de Jonathan Glazer). Ainda estou digerindo as imagens e a narrativa. Esqueçam qualquer semelhança com outros filmes que envolvem o tema do Holocausto, do nazismo. A abordagem de Glazer é estranhamente sutil. Tateamos os silêncios, o banal, o lúdico, o interdito, os objetos para capturar os corpos, as palavras, os cheiros.
A forma como o horror do holocausto é apresentado sob a perspectiva dos algozes é brutal. O choque não se dá pela espetacularização do horror. Aliás, não vemos os judeus em tela. E essa escolha se deve a mestria com que o diretor conduziu essa narrativa. É um filme frio. Seco. Coeso do início ao fim.A banalidade do mal, o conceito de Hannah Arendt, talvez, seja melhor traduzido nessa obra. São pessoas comuns, vivendo suas vidas com a naturalidade mórbida de quem tem em seu quintal Auschwitz, um dos campos de extermínio nazista.
A parte da história do comandante de Auschwitz, Rudolf Höss, e da sua esposa Hedwig, vivendo em uma linda casa de dois andares, com direito a lindos jardins em um quintal com piscina, ao lado do maior campo de extermínio do regime nazista é forte. Algumas cenas e diálogos nos embrulham o estômago.
Fora dessa banalidade do cotidiano familiar, dos dramas familiares, escutamos os gritos de agonia, tiros e se observa uma densa fumaça negra subindo no ar (a segunda imagem que anexei tem um contexto sensível).
Destaque para trilha sonora. Ela nos conduz, desde o primeiro frame, ao horror que segue a narrativa. O filme
inicia numa tela preta, como se o espectador estivesse saindo de um buraco, ouve-se vozes ao longe, gritos e então o barulho de pássaros e a luz forte, colorida, onde uma família rir e conversa tranquilamente num jardim.
É uma obra de arte para quem gosta de cinema pela técnica, posição de camera, coloração, luzes, timing do elenco. Os elementos não verbais são os protagonistas. O filme traduz o horror sem apelar aos excessos visuais. A última cena com todos os objetos (sapatos, roupas, próteses) revela o contraste emocional com a apatia do cotidiano banal daquela família
Recomendo fortemente. Nota: 8,5/10.
Barbie
3.8 1,7K Assista Agora[alerta com spoiler de cena]
O melhor filme do ano referencia e celebra o feminino. Não um feminino caricato, fútil, burlesco e patético que é como a sociedade, a partir do olhar masculino, traduz o ser mulher. O filme da Barbie usou um acontecimento catártico, de introspecção e crise de identidade e existencial para questionar: quem somos? o que desejamos? o que faz sermos quem somos? e se não tivermos respostas pra essas dúvidas? Ainda vale a pena a caminhar mesmo não sabendo pra que lugares iremos?
As mulheres no filme da Barbie são múltiplas, complexas, como todas somos na realidade em nossa fragilidade humana. Mas o filme vai além. Usa o deboche e a fina ironia pra mostrar que somos fortes. Que todas as mulheres possuem uma força interior que nos faz levantar depois da queda, nos reerguermos das cinzas, pois toda mulher ainda que mãe, filha, avó, tem um pouco de heroína.
O filme toca em todas as nossas feridas e escancara nossas fragilidades e pecados. Sim, as mulheres são violentadas todos os dias. As mulheres são desumanizadas todos os dias. Sofremos assédio nas ruas, no trabalho, temos nossas ideias roubadas ou menosprezadas. Temos que lutar todos os dias para sermos reconhecidas por nossos atributos intelectuais mais do que a nossa aparência física.
Sim, por vezes é cansativo ser mulher. É dolorido ser mulher. Mas é igualmente mágico saber que somos mulheres.
Eu me emocionei tanto na cena que a Barbie fecha os olhos, entende o que significa ser mulher e abraça sua humanidade com suas qualidades e imperfeições. Saí do cinema arrepiada. É um filme realmente escrito para as mulheres.
Foi como um abraço coletivo.
Foi como ouvir ao pé do ouvido: você não está sozinha. Estamos todas aqui. Porque também compartilhamos da dor e delícia de sermos quem somos.
Sim, mulheres, não o sexo frágil. Somos muito fortes.
É o melhor filme do ano, por isso, minha nota é 9.8. Valeu cada minuto. Valeu por cada risada e cada lágrima, e mais ainda: Valeu por tocar lá no fundo reafirmando o quão incrível é viver a experiência de ser mulher.
Todas as meninas das próximas gerações terão esse filme como referência.
é a carta de amor mais linda já escrita sobre o que é ser mulher.
Trilha sonora, roteiro, direção, atuações, tudo no filme está em completa harmonia.
NOTA: 9,8.
Barbie
3.8 1,7K Assista AgoraPrimeiro de tudo, minha nota para um dos melhores filmes do ano, e um dos filmes mais inteligentes do ano: 9,8.
Tudo em Barbie está em harmonia: roteiro, cenário, atuações, diálogos. Saí do cinema com a alma lavada por aquilo que foi entregue pela Greta. O filme da Barbie é um gostosa sátira. É muito criativa, com humor inteligente, cheia de metalinguagem, referências ao cinema clássico, profundas discussões sobre os papéis de gênero. E sim, é um filme feminista do início ao seu maravilhoso final. E não poderia ser diferente já que a boneca Barbie surgiu no contexto da década de 1960 com toda aquelas pautas feministas da 2ª onda sendo reinvindicadas.
O filme mergulha não apenas no processo da representação da boneca Barbie na sociedade, no mundo real, fora da "Barbieland", mas sobre o papel das mulheres hoje, e a influência da boneca na nossa sociedade. A diretora brinca com todas os discursos em torno da Barbie, tanto em defesa quanto de críticas aos esteriótipos que a boneca é acusada de perpetuar em nossa sociedade, e também sobre como o capitalismo se apossou dessas pautas do movimento feminista.
O filme tem uma ironia ácida, mas ao mesmo tempo nos provoca profundas reflexões sobre o que é ser mulher na sociedade, como seria uma sociedade onde as mulheres pudessem assumir papéis de destaque como acontece na sociedade patriarcal.
É um filme que diverte, com um roteiro inventivo e inteligente, e que é fundamental para se pensar que papéis homens e mulheres devem ocupar na sociedade atual, o que é ser homem ou mulher.
O filme inteiro é um deleite visual, com relevância social e de humor inteligente.
Indico demais.
Nota: 9,8.
Oppenheimer
4.0 1,2KALERTA DE SPOILER!
É o filme menos Nolan de Christopher Nolan.
Quem disse que esse era o melhor filme do Nolan não viu nenhum filme do diretor. Isso é muito claro para mim. Não entra nem no top 3. Sai do cinema decepcionada. Não é um filme totalmente ruim. Minha nota é 7. É um filme com um roteiro ruim. E nem venham aqui tentar me convencer que eu não entendi. Eu fui atraída pelo apelo do diretor ser quem ele é, pela história, afinal, sou historiadora e tudo que envolve a II GM tem minha atenção, mas o que vi no cinema não está à altura do Nolan, e se quer pode ser considerado sua obra prima. Não é um total fiasco, mas não é um filme que eu indicaria para quem não curte drama, filmes com um ritmo mais lento.
A sensação que tive foi de 3 horas de filme que poderia muito bem ter sido cortado para 1 hora e 30 minutos. Muita encheção de linguiça.
O primeiro ato inteiro é desnecessário. A vida do Oppenheimer antes dele se envolver no projeto Trinity não é tão interessante assim. A partir do 2º ato houve mais enrolação sobre uma pseudo imersão do personagem no comunismo, mas que não é desenvolvida, como falei: apenas para encher linguiça. Roteiro muito preguiçoso.
O teste da bomba nuclear é impactante sim, quem viu a cena no cinema ficou realmente tocado, mas a cena é curta. O filme se resumo a muito diálogo desnecessário. O que salva no filme: atuações tanto do Cillian quanto da atriz que faz sua esposa (Emily Blunt).
Enfim, para quem curte filmes com uma narrativa mais lenta, com muitos diálogos que não chegam a lugar algum, mais com qualidades técnicas, pode ir ao cinema sem medo (mas coloquem a conta de vocês em risco).
Minha nota é 7.
E passarei a ser mais criteriosa quanto aos projetos que Nolan endossar no futuro.
The Idol (1ª Temporada)
1.7 155 Assista AgoraTerminei esse primeiro episódio e, assim, opinião honesta: a série é muito fraca. Fora nudez, sexo, não tem um roteiro que prenda. Pra fazer uma comparação é estilo a série da Globo, " Verdades Secretas 2", mas com o foco numa jovem que é considerada a nova musa Pop.
A moça que faz a Joselyn é muito bonita, mas muito fraca como atriz. A grata surpresa da série é a atriz transexual que faz uma jornalista famosa, Talia o nome dela.
The Weeknd está péssimo com esse look meio cafetão (ele é o dono da boate que os famosos frequentam), a atuação dele como garanhão não convence e as cenas de sexo foram lamentáveis.
O filme "Infidelidade " tem uma cena muito melhor envolvendo gelo e genitais.
Se melhorar no decorrer da série, ok. Até aqui: nota -1..
Thor: Amor e Trovão
2.9 982 Assista AgoraO filme é uma piada de mau gosto.
Roteiro com a profundidade de um pires. Piadas que parece que sairam de uma sketch de Zorra Total. Fico me questionando como a Disney topou arcar com esse delírio do Taika Waititi. E eu achava que nada pior que "Thor: Ragnarok" poderia ser feito. Este filme prova que a máxima de Tiririca não é verdadeira: dá pra piorar bastante.
Doutor Estranho no Multiverso da Loucura
3.5 1,3K Assista AgoraSó agora posso comentar o filme (sem dar spoiler para não estragar a experiência de quem verá no cinema).
De cara já quero deixar minha primeira impressão (sem spoiler). Nota: 8.5 - bem melhor que Miranha!
Quem falou que o filme tem um roteiro ruim MENTIU. Quem falou que o filme era ruim MENTIU. É um filme excelente, com um roteiro fechado, conseguiu conectar várias facetas dessa nova fase da Marvel já introduzida a partir das séries/animações.
Dito isso, mesmo quem não viu WandaVision, What If ?, Loki ou Miranha (2021) consegue entender perfeitamente o filme. Até quem nunca leu uma HQ da Marvel consegue entender o filme. Esse mérito é do roteiro e da direção muito competente do Sam Raimi.
Os personagens tem motivações muito claras, tudo no "Multiverso" conseguiu dialogar com o que já sabíamos de narrativas anteriores. Mas este não é o "Mais do mesmo". A fórmula Marvel não se aplica a este filme.
É mais dark, muito mais sombrio, tem uma pegada de terror (Raimi é mestre do gênero, não é?), há muita ação, belíssimas cenas de luta, perseguição e transições.
Ponto positivo para o cenário, a fotografia, os efeitos visuais do filme são um primor. Atuação fora do comum da talentosa Elizabeth Olsen. Ela nasceu pra esse personagem. Entregou absolutamente tudo. Benedict Cumberbatch dispensa apresentações. Um ator como poucos de sua geração. Seu Dr. Estranho conseguiu nos encantar com outras facetas do grande mago.
De negativo: a conclusão. Achei muito simples e preguiçosa, mas levando em consideração o contexto do Multiverso aquele final era o possível para que se concretizasse algo que só veremos na série Agatha - lembrando que a Agatha disse pra Feiticeira Escarlate em WandaVision: "você não sabe o que libertou" e "Você vai precisar da minha ajuda".
Também achei a personagem America Chavez pouco desenvolvida na trama. Não consegui me conectar.
O que esperar do filme: espetáculo, criatividade, um filme mais DC do que Marvel em sua proposta (ainda que tenha um humor, só que mais sofisticado), diversão, sustos, surpresas, emoção.
Desconsiderem todas as criticas negativas de quem queria mais do mesmo.
Sai do cinema em êxtase.
Valeu muito a pena!
Cavaleiro da Lua
3.5 420 Assista AgoraMarvel + Oscar Isaac (de cuequinha Preta, meninas e meninos! Um escândalo de lindo!🙈🙊) + Egito + mitologia + narrativa bem construída + cenas de ação foda + um personagem complexo = Melhor série da Marvel/Disney até aqui.
Quem diz que a série é diferente da fórmula Marvel vista no cinema está correto. A série inova no modo de contar uma história de um quadrinho que não é acessível para maioria do público, e de um personagem que foi criado para ser uma versão, digamos, "justiceiro mascarado" da Marvel, mas que se tornou um personagem tão rico e complexo quanto o próprio justiceiro de Gotham (Batman).
Revendo os 2 episódios de Cavaleiro da Lua, depois de ler as 8 primeiras histórias em quadrinhos do personagem (contextualizadas nos anos 1980), ficou mais claro o cuidado dos roteiristas em dar vida ao personagem da série.
A questão das várias personalidades, o modo como cada elemento do próprio figurino do personagem reflete essa complexidade das diferentes personalidades do Cavaleiro da Lua, a ambientação em cenários mais sombrios, frios, que tem tudo a ver com essa pegada mais misteriosa mesmo da HQ.
Acho que as pessoas, o público Nerd em especial, precisam se abrir mais para elementos novos, porque é isso que a série traz: uma narrativa bem a cara da DC (ou do selo Vertigo), uma série mais adulta, com uma pegada mais investigativa e com pouco espaço para aquelas piadas que estamos acostumados em filmes da Marvel.
E isso não é ruim. O bacana, o que me pegou mesmo na série, foi essa abertura para a construção de algo novo mesmo se tratando de um selo tradicional, com uma fórmula pronta de sucesso. Entendo que DC e Marvel têm propostas distintas, mas achei muito positiva uma versão mais adulta e "sombria" num dos selos que eu, como nerd, gosto de acompanhar. Eu gosto e acompanho tanto a DC quanto a Marvel sem clubismo.
No mais, a série vale muito a pena.
Eu não indicaria se não existissem tantos pontos positivos para além de um dos personagens mais incríveis do universo Marvel.
Nota: 9/10
Superou Wandavision em criatividade e brilhantismo.
Batman
4.0 1,9K Assista AgoraEnfim, vi #thebatman e estou de alma lavada. Filmaço!
Não é superior ao Batman:cavaleiro das trevas, mas entregou o melhor Batman/Bruce Wayne e melhor Mulher Gato/Selina de todas as adaptações do homem morcego para o cinema.
Amei a versão mais sombria e o resgate da identidade investigativa do Batman.
Saí do cinema com a sensação que a espera valeu a pena. Mordi minha língua ao criticar a escolha do Robert Pattinson para viver meu personagem favorito da DC. É de longe a versão mais próxima do Batman dos quadrinhos. O Batman que faz meu olho brilhar.
A trilha sonora é um deleite à parte. Something in the way é uma das músicas mais lindas do Nirvana e, dentro do contexto narrativo, com toda aquela palheta de tons mais escuros (a fotogragia do filme é outro show de acertos) trouxe o tom certo na composição deste Batman mais "gótico ", mas fechado em si e tentando se libertar de seu passado traumático.
O último ato, pra mim, foi extremamente sensível. Mostrou o Batman se reencontrando com seu propósito, conduzindo o povo de Gotham em sua reconstrução. Outro acerto é o roteiro do filme que é muito bem construído. Os três atos dialogam perfeitamente na apresentação desse Bruce Wayne que se faz vingança e sua ascensão ao justiceiro que amamos.
Óbvio que há lacunas, mas por hora não entrarei em detalhes. Depois faço uma análise completa do longa no geral. Estou muito satisfeita. Segundo melhor filme do Batman na minha opinião.
Nota: 9.8
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Red: Crescer é uma Fera
3.9 571 Assista AgoraConfesso que esperava mais dessa animação quando assisti o trailer. A Pixar inovou em vários elementos gráficos, trouxe questões fundamentais sobre o conceito de família, amizade, empoderamento feminino, sobre escolhas (ansiedade e o medo de frustrar expectativas que depositam em nós), mas não me cativou. É a primeira vez que uma animação da Pixar não me emociona. E é horrível assistir um filme e sair indiferente. Nota: 3/5. A parte técnica é brilhante, mas o enredo não me envolveu. Uma pena.
Matrix Resurrections
2.8 1,3K Assista AgoraAcabei de ver Matrix 4 (sem spoiler!). Sobre #thematrixresurrections : que filme necessário. É uma metalinguagem. Roteiro incrível. Nasce mais um filme cult para desespero da extrema direita que tentou retirar o sentido original do conceito "Matrix". Estou muito satisfeita.
Lana Wachowski fez desse Matrix uma carta aberta aos fascistas e outras aberrações morais que permeiam a cabeça vazia da extrema direita americana (por tabela, os seus espelhos espalhados em outras partes do Globo, como o Brasil). É uma resposta sincera aqueles que por anos desprezaram a mensagem do filme original e fizeram Matrix dizer o que em linhas gerais as irmãs Wachowski nunca concordaram.
Se alguém mencionar que o filme não correspondeu suas expectativas é porque esperavam uma outra realidade nunca defendida no Matrix original (o primeiro longa da franquia continua insuperável, já adianto). O novo filme tem filosofia (muita filosofia!), efeitos especiais e tem ótimas cenas de ação e todos aqueles elementos criativos que adoramos na franquia.
Não encontrarão no filme: culto às armas e à violência, que foi cooptado e mal interpretado pela extrema direita ao longo desses 20 anos. A violência presente no filme continua metafórica sobre questões da nossa sociedade.
Adorei o filme.
Quem diz que o filme é ruim, precisa rever a trilogia anterior e assistir o novo filme sem buscar eco para teses infundadas.
8.5/10.
Aviso nº 1: Por favor, não perca seu tempo me xingando. Não estou aqui para agradar ninguém.
Aviso nº 2: não voltarei ao tópico para discutir minha INTERPRETAÇÃO sobre o longa. Reveja o filme e seja feliz. Há muita coisa importante apresentada no roteiro que merece uma discussão aprofundada não cabível em alguns caracteres numa redes social como esta. Respeito quem não curtiu o filme (o gosto é mesmo subjetivo), mas discordo totalmente de quem diz que o filme é ruim. Não é.
Mogli: O Menino Lobo
3.8 1,0K Assista AgoraApenas reforçou minha tese: não devo perder meu tempo com versão live action de clássicos Disney, a frustração é certa.