Filminho bobo e muito divertido. Rimos do início ao fim (doidos para o Howard meter um socão no talarico cara de pau).
O filme conta com diversas situações inusitadas e engraçadas em toda a jornada de um pai relapso em busca da sensação do momento, Turboman.
Não é um filme que envelheceu mal e não é pedante passando sua "mensagem natalina". Definitivamente, ele merecia uma classificação bem melhor do que muita bomba elogiada aqui.
Sinceramente, eu e meu filho estávamos muito investidos na história, a princípio. O casal resolvendo viajar em um cruzeiro, deixando de comemorar o natal — e tendo que lidar com a vizinhança entrometida e desagradável os hostilizando por isso — foi uma ideia divertida, interessante e inovadora.
Porém, nossa diversão acabou quando o casal abdica de seus planos por causa da filha. Que merda de mensagem foi essa que tentaram passar!?
As pessoas foram horríveis com eles. Os ofenderam, os chamaram de egoístas por não quererem decorar a própria casa e irem curtir uma viagem. Fizeram um motim para eles colocarem um maldito boneco de neve!
É óbvio que a ideia do humor está nos exageros. Entretanto, levando em consideração tudo que eles passaram, o casal ceder e os vizinhos se tornarem "heróis" foi algo bem patético e despropositado. Não existe redenção para aquele povo.
Nora ainda diz que a filha JAMAIS deve saber da ideia "estúpida e egoísta" do pai! Até um segundo antes ela estava cogitando sequer voltar àquela vizinhança, de tão revoltada que estava. Agora a ideia é estúpida?
Qual o crime em um casal (que não deve ter um momento à sós há 23 anos) resolver cuidar de si mesmo e se divertir, sem se preocupar com filhos e, principalmente, sem ter que agradar gente que não é nada deles?
O filme ainda conta com uma ou outra ideia jogada que não acrescenta em nada na trama —
como a briga pelo presunto (que nem foi comido ou lembrado na ceia) e o bandido (que está lá para nada).
Gostei de outros trabalhos em que o Chris Columbus se envolveu, mas esse não deu. Terminamos odiando o natal e chateadíssimos pelo Luther ainda ter saído como vilão.
Filminho bacana, curto e eletrizante. A direção é excelente, assim como a ambientação — fiquei apaixonada pelo restaurante. É um thriller de qualidade. Recomendo.
Eu tinha o DVD dele quando mais nova e já não o achava grande coisa. Já o enxergava como um plágio descarado e sem graça de Madagascar + Procurando Nemo.
Como adulta, digo que ele merece o esquecimento que recebeu. Não é criativo, divertido ou memorável. Os personagens também não são carismáticos. As melhores coisas são a adição do Coldplay e do Lifehouse ❤️ na OST ("Good Enough" é incrível!). A trama é bem rasa e óbvia. Pode agradar os mais novos, mas não creio vai agradar quem os acompanhar. E não vale a pena a reassistida anos mais tarde.
- Tanto Madagascar quanto Selvagem começam no Central Park Zoo (ou similar) e têm o arco de “animais domesticados do zoológico acabam na África selvagem e precisam se adaptar”. - O protagonista é um leão que é a atração principal do zoológico. - Animais de espécies diferentes que se apaixonam (girafa e hipopótamo - Madagascar vs. girafa e esquilo - Selvagem). - Leão-pai que sai em busca do filho perdido (Procurando Nemo). - Há mistura de espécies, piadas rápidas e personalidade exagerada, muito parecida com o tom de Madagascar (exceto, que a maioria das piadas não funciona). - Animais do zoo buscam algum animal que saiba como se virar em NY e sair da cidade (pinguins vs. pombos). - Tem um trecho musical que pode remeter ao "Eu Me Remexo Muito".
Aproveitei que está disponível no Prime Video e acabei (re)assistindo — sem saber que já havia visto antes, há 10 anos. Revendo, minha nova avaliação acabou sendo mais baixa que a anterior.
A premissa é muito interessante, o trio principal é ótimo, a trilha sonora é incrível e o longa é divertido. Entretanto, desacostumei com o ritmo um tanto apressado de algumas obras dos anos 2000. A história avança, muita coisa acontece, mas nada é minimamente aprofundado.
Exemplo: a separação dos pais e o fato de ela virar repórter (ou tudo relacionado ao seu trabalho) é muito abrupto. Tipo, Bridget se tornou uma repórter popular por causa de uma entrevista cujo desenrolar sequer acompanhamos. E virou "chacota nacional", mas nunca presenciamos o reconhecimento das pessoas sobre essa situação — ninguém além do Mark Darcy. Como as coisas ocorrem de forma um tanto aleatória, não consegui me envolver muito com a trama.
Ainda assim, é um filme divertido e bem a cara do início do século.
Depois de "A Bruxa", não houve mais nenhum trabalho do Eggers que eu tenha gostado. Talvez seja um sinal para não dar mais chance as suas obras. Porém, foram tantas críticas tão positivas que praticamente me senti na obrigação de ver "Nosferatu".
Foi uma experiência penosa do início ao fim. A trama se inicia com o longa pulando de cena em cena, algo que me incomodou muito. As trocas soaram muito aleatórias e abruptas. O desenrolar é extremamente lento. Foram incontáveis os meus bocejos e a vontade de dormir. Mesmo acelerando — faltando 30 minutos para acabar —, parecia que não ia acabar nunca. Foi entediante, cansativo e meio canastrão. Não senti tensão em nenhuma cena, muito menos durante os tremeliques da Lily-Rose Depp. Também não consegui tirar proveito de nada, nem mesmo das atuações ou do figurino ou da ambientação... nada.
Para mim, foi um desperdício de vida. Quem gosta muito de filmes de vampiro talvez curta... ou não, sei lá.
P.S.: Agora que vi que o Conde é feito pelo Bill Skarsgård. O cara está irreconhecível (parabéns ao pessoal da maquiagem).
Não sou do tipo que vai na onda dos críticos. Afinal, vários deles afirmaram que "X" era incrível — e outros adjetivos do gênero — mesmo sendo um filme apenas ok, bem divertido, mas nada original. Também não sou uma grande entusiasta da A24, já que ela entrega muito mais filme bunda do que obras realmente boas, como "A Bruxa" e "Aftersun".
Dito isso, achei Pearl menos interessante e menos entretenimento do que o primeiro da trilogia. Mia Goth carrega o filme nas costas com uma atuação impecável. Ela claramente é boa demais para um filme tão meia-bomba.
A direção, a fotografia, os diálogos — todo o aspecto técnico do longa é primoroso, o que é inegável. Porém, por mais que esses elementos e a atuação da Mia tenham me prendido na trama, o geral foi meio sem sal.
Compreendi o desespero, a angústia e a tristeza em torno da história da Pearl. Também achei interessante estar em sua mente perturbada. Mas, sei lá, senti que faltou algo. Foi meio o que senti com "Midsommar".
É um filme que todos podem facilmente viver tranquilos sem nunca terem visto. Não estariam perdendo muito.
Nunca consegui terminar de assistir. Parecia uma ideia engraçadinha, com uns gostosinhos (de corpo, pelo menos) rebolando sem camisa, mas foi um puta constrangimento. Quando o Matthew McConaughey começou aquela putaria no palco — agarra bunda, agarra saco —, eu cai fora. Eu pensei que ele não pudesse ser mais constrangedor do que em "O Lobo de Wall Street", mas eu estava dolorosamente errada. Cada cena dele aqui é pior do que a outra. Gzus... Deve ser divertido para as coroas safadas.
Esta franquia podia se chamar "Demônio Comendo Cu de Curioso". Todo mundo sempre se fode porque um idiota resolve mexer no que não deve — algo claramente diabólico — e acaba morrendo e/ou matando todo mundo no processo.
Diante do primeiro remake e dos diversos comentários positivos na época do lançamento, acabei criando uma certa expectativa, que não foi atingida. Não é ruim, longe disso. Entretanto, os personagens são muito mais vazios, assim como a própria trama, que serve mais como um slasher puro e simples. Os personagens que não fazem parte do núcleo familiar poderiam ser excluídos do filme sem qualquer prejuízo para a história. Todos eles estão lá apenas para morrer, e suas mortes nem são boas. Ou elas são muito rápidas ou são off-screen.
O ponto positivo é o fato de não se prolongar, com a possessão acontecendo em aproximadamente 20 minutos de filme. Outro ponto é que o filme não é muito longo. Alguns dos efeitos de CGI ficaram bobos, especialmente nas cenas em que o sangue escorre do rosto dos personagens, mas, no geral, são satisfatórios. Há boas referências, mantendo alguns dos aspectos que se tornaram tão populares na franquia. Além disso, há uma cena que faz referência ao filme "O Iluminado", que ficou decente.
Como slasher, é um bom filme. Peca no quesito roteiro, sendo pouco aprofundado e extremamente raso, mas acerta na sanguinolência (em abundância) e nas boas cenas angustiantes — destaco aqui a cena com o ralador 😖.
Esqueceram de Mim 2 conseguiu atingir um feito (geralmente) muito difícil: o de ser uma continuação "mais e maior" e, ainda assim, ser melhor do que o primeiro. E está confirmado: Esqueceram de Mim foi a maior inspiração para o James Wan criar Jogos Mortais.
A fórmula é exatamente a mesma, apenas com um acréscimo na quantidade de armadilhas (o tal do "mais") e trazendo agora Nova York como o novo palco para as peripécias de Kevin (o tal do "maior"). Mesmo com suas 2 horas de duração, o longa não cansa em nenhum momento. E as cenas repetidas são ainda melhores do que no filme anterior. Destaque total para a cena envolvendo o áudio de um filme antigo na TV. É praticamente igual, mas conseguiu me fazer rir de um jeito que não havia conseguido no primeiro filme.
Mais uma vez a família do Kevin me deu ódio. Caramba, o Kevin é um santo! O menino não faz absolutamente nada, só revida quando mexem com ele, e mesmo assim ele tem que pedir desculpas, é taxado de peste e sempre se sente mal pelas coisas que faz. Ele é doce, gentil, inteligente e um mentiroso de primeira (o que é inegável). Mas isso é um bônus muito necessário. Imagina se ele fosse um garoto inocente e frágil na selva que é Nova York? Ou mesmo sozinho em casa, lidando com dois bandidos. Quanto as armadilhas clássicas... Eu fiquei chocada! Se as datas coincidissem, esse filme poderia perfeitamente ser a origem do Jigsaw. Era uma armadilha mais letal do que a outra. Nunca mais aqueles malucos passam na mesma calçada que ele. O menino é muito bom.
Filme muito divertido que vem envelhecendo muito bem (tirando a parte das Torres Gêmeas, o que é bem triste). Além de ótimas cenas de comédia, tem uma linda mensagem que casa bem com o espirito natalino.
Mesma vibe de John Wick — só que ruim. Não tem um bom roteiro, nem boas atuações, nem nada que bons filmes de ação têm.
Os diálogos são terríveis. Todos são extremamente genéricos, expositivos, bregas e tentativas frustradas de frases de efeito (e comecei a me corroer toda vez que falavam alguma asneira sobre a maldita "colmeia").
As cenas de ação (que são o ponto chave ou, pelo menos, deveriam ser), são igualmente deploráveis. Não são as piores que já vi, mas também não são interessantes ou divertidas. A única exceção é a última cena de luta, no finalzinho do filme, que dá origem ao incrível diálogo citado no início da minha resenha.
A trama... é tão estúpida. Dá desgosto lembrar. Começa com uma velha burra que é roubada (e quem duvida da eficácia desse golpe não deve conhecer o famoso e esdrúxulo golpe do "Bilhete Premiado") e vira uma joça envolvendo crime de campanha (e a presidenta inocenta foi foda demais. Tão ingênua e honesta... que piada).
É um filme sem muito rumo, com excesso de personagens inúteis, como a dupla do FBI que só existe para preencher cota. Ou alguém realmente achou que os imbecis iriam parar o protagonista? Óbvio que não. Tirem tudo envolvendo o FBI e teremos menos tempo de longa e nenhuma mudança na narrativa.
Comparar esse filme com qualquer clássico brucutu é uma blasfêmia.
Reavaliando após finalmente assistir a O Rei da Comédia.
Tecnicamente falando, é uma obra excelente. A direção e as atuações são impecáveis. É repleto de momentos marcantes, aflitivos, desconfortáveis e, às vezes, divertidos (não esqueço a cena do anão). Porém, entretanto, todavia, Todd Phillips não apenas se "inspirou" em Taxi Driver e O Rei da Comédia. Coringa tem como base o filme inteiro do último citado, não restando muito de original. É basicamente puro plágio — até a paixonite do Arthur lembra a Rita, paixonite do Pupkim. Diante disso, voltei atrás com minha avaliação nota 5.
Isoladamente, ele é ótimo. Infelizmente o diretor resolveu destruir seu próprio trabalho com a continuação, mas ele funciona perfeitamente sozinho. Serve como uma ótima história de origem de vilão, e foi o único acerto da DC em meio a diversos fracassos retumbantes. Mas, como disse, fracassa completamente em ser original, sendo uma cópia "cuspida e escarrada" de dois clássicos do Scorsese.
Dito isso, o Coringa do Cavaleiro das Trevas permanece com o título de "Melhor Coringa" pelo 16º ano consecutivo.
Tomei vergonha na cara e finalmente assisti a "O Rei da Comédia". Quando disseram que "Coringa" bebeu da fonte desse filme e de "Taxi Driver", não estavam de brincadeira. A maior parte da trama do filme de Todd Phillips está aqui. Claro que há suas particularidades, mas acho que não teria avaliado "Coringa" tão bem se tivesse visto a obra de Scorsese antes.
Voltando ao que importa, é um filme com um humor feito para nos deixar desconfortável. As cenas de devaneios de Rupert são lindamente feitas, envelhecendo como vinho. As atuações são excelentes, mas é impossível não destacar o trabalho do De Niro. Há crítica tanto à loucura que vem de brinde com a fama quanto ao setor do entretenimento. O final me pegou de surpresa por duas vezes:
1º - Achei que o show do Pumpkin seria tão desconfortável quanto o do Arthur Fleck, mas algumas piadas foram engraçadinhas; 2º - Ele conseguiu tudo que almejava, a popularidade e os holofotes. No fim, o crime compensa.
Esperei algo no tipo "Depois de Horas", mas encontrei algo completamente diferente e inusitado. Recomendo mesmo para quem tem problemas com filmes mais velhos.
Ótimo filme de ação, com uma trama instigante e cenas de ação inventivas e divertidas de assistir. O uso do slow motion muito bem utilizado deixou as cenas de violência muito bonitas (ironicamente), contrastando com o restante do filme que consiste em uma cidade cinzenta e suja e personagens desprovidos de beleza. Entretenimento puro e simples. Uma pena o fracasso injustíssimo na bilheteria.
Este é um clássico entre as comédias românticas, sendo várias vezes citado ou referenciado em filmes e séries. Particularmente, foi legal. Não soou maçante e tem diálogos bem marcantes. Achei o Harry um perfeito babaca no início, mas terminei indo com a cara dele. Porém, acho um erro absurdo se envolver com alguém que você viu estar declarando amor a outra enquanto devora a cara dessa pessoa e que, horas depois, está dando em cima de você. Demonstra uma falta de caráter e de respeito com as duas sem tamanho. De resto, não ri nem me emocionei, mas gostei do geral, principalmente por ser bem mais pé no chão do que as comédias românticas costumam ser.
P.S.: As duas cenas no restaurante com a Sally fazendo um escândalo são pura e dolorosa vergonha alheia. P.S. 2: Diante de tudo que foi dito... eu ainda discordo sobre o tema "amizade entre homem e mulher" e não confio em homem que diz que ela é impossível.
Este é um daqueles casos de filme que termina abruptamente deixando muitos questionamentos – algo bem típico do cinema europeu.
Apesar de sua extensa duração, é um filme de ritmo lento, mas não maçante. A dúvida sobre inocência ou culpa alavanca o interesse e nos instiga a acompanhar os eventos. Diante do que foi mostrado, cabe ao público criar um veredito ou aceitar a incerteza da conclusão. No meu caso,
jamais acreditei na inocência da protagonista. As provas são apenas recortes de um todo, porém, os recortes foram pouco favoráveis para ela. Por mais que Samuel tivesse motivações para cometer suicídio, o fato dele discutir um dia antes sobre precisar de mais tempo (ou só o fato de fazer tantos planos) praticamente descarta essa premeditação.
O comportamento do garoto, para mim, foi o principal elemento para essa ideia. Daniel poderia ter a melhor memória do mundo, mas não se recordaria com tantos detalhes das falas de seu pai. Ele não tinha certeza e estava desesperado por um direcionamento, mas, magicamente, lembrou dessa conversa extremamente reveladora. E por que ele teria medo do retorno da própria mãe?
A diretora nos mantém em constante dúvida, principalmente nos momentos mais cruciais, e isso é um ponto muito positivo. A acusação levanta diversos pontos lógicos e ilógicos (também lembrei logo do Stephen King no momento do livro), a defesa e a ré trazem alguns pontos interessantes e outros nem tanto, e é muito mais fácil esconder uma mentira no meio de várias verdades ou meias verdades. Portanto, quem curte uma trama que não nos dá respostas de mão beijada vai gostar.
P.S.: Não sabia a origem da frase dita pela Sandra no carro, e conhecê-la trouxe outro nível de informação para a história. P.S. II:
É incrível como um filme cheio de cenas de ação consegue ser tão entediante.
Aos 29 minutos, soltei a mão dessa história ao vislumbrar o rumo horrendo que ela iria tomar. Eu tinha boas expectativas, fui com boa vontade conferir, mas, a cada minuto, a cada nova explosão, o tempo parecia desacelerar, me prendendo eternamente nesse filme. Foi doloroso. Nada funciona, nada se encaixa, nada faz sentido. Nem uma IA criaria um roteiro tão genérico e, ao mesmo tempo, tão bagunçado, estúpido e ilógico. David Leitch – especialista em cenas de ação – está muito pouco inspirado no filme que ele mesmo vendeu como uma "homenagem aos dublês". O diretor trás boas cenas, mas elas não acrescentam na narrativa ou têm sentido lógico, como a cena da tela dividida, que serve para nada e tem um diálogo sacal e igualmente inútil. Blunt, Gosling e Taylor-Johnson são ótimos atores desperdiçados e com um roteiro que não os favorece. O humor... Como eu sinto falta de rir de alguma comédia hollywoodiana. Mas a comédia no ocidente morreu e não foi esse filme que a ressuscitou. E o romance é a coisa mais insossa e jogada possível. Sinceramente, quem achou que seria engraçado uma diretora (em seu primeiro trabalho) desperdiçar o orçamento caríssimo de um filme refazendo um take só para punir o ex? Quanto profissionalismo e bom senso! "Ah, mas tem que desligar o cérebro." Eu teria que arrancá-lo para tentar tirar algum proveito, e não estou disposta a isso. Minha estrela solitária vai para o making-off mostrando o trabalho dos dublês, a música sobre eles não concorrerem ao Oscar (a única coisa que me arrancou uma risadinha) e o "Against All Odds" (porque Phil Collins é muito foda, mesmo em um filme tão ruim).
P.S.: Adoro "I Was Made For Lovin' You", mas depois da 2ª vez, eu só queria que parasse de repetir.
Foi menos pior do que eu esperava, mas, ainda assim, bem medíocre. O que realmente salva é o carisma e a química do casal principal - e amei que o Nicholas não está com cara de dor de barriga quando é emotivo, como foi no filme Vermelho... blá blá. Ambos estão muito bons em seus respectivos papeis. Para a maior boy band do mundo, essa bandinha é bem xexelenta. Quem vai se apresentar de casaco de moletom? Não tem coreografia, não tem uma música animada. As músicas não foram terríveis, mas eles nunca passaram a vibe de boy band, como Red com seu 4*Town, por exemplo. O próprio filme trata boy bands como um tipo inferior de artistas, o que é bem idiota. Achei todo o dilema do casal tolo e irrealista. Claro que a mídia e as fãs adolescentes histéricas iriam fazer um inferno, mas... pais adultos, com emprego e contas pra pagar? Eu não sou ligada em nenhum tabloide e tô pouco me fodendo pra vida de famosos, mas não sei se ia chegar a ser do jeito que foi. Além disso, quem olharia para a Anne Hathaway e a chamaria de velha e a diminuiriam? Essa mulher tá melhor do que eu com meus 28. Sendo uma leitora ávida de romances, não consigo mais me conectar com filmes de romance, já que tudo é muito instantâneo. Gosto dos detalhes, de saber como eles chegaram de um ponto a outro. Coisa que esse filme não mostra. Do nada ele brota interessado nela, do nada ela se abre sobre sua vida, do nada estão viajando juntos e estão apaixonados. Não consegui comprar. E no fim das contas é um romance mais triste do que satisfatório.
A mulher decide abrir mão do relacionamento pela filha, o que fez sentido na narrativa. Porém, a mulher, que já é tratada como uma velha decrépita solitária e infeliz, deixa as críticas lhe afetarem e a deixarem miserável como se ela estivesse cometendo um crime. Devia era botar um "She Wolf" da Shakira e esfregar o novinho na cara de todo mundo, sem medo nem vergonha de ser feliz.
Baseado no livro “Erasure” de 2001, “American Fiction” é ainda mais atual hoje do que nos anos 2000. Ele apresenta uma crítica franca e nada sutil à sociedade, especialmente à elite cultural e acadêmica, que tende a enaltecer e idolatrar uma representação estereotipada do negro. Esta representação limitada abraça apenas o negro sofredor, pobre, inculto e ligado ao crime. Qualquer desvio dessa narrativa é reconhecido como não sendo “negro o bastante".
Seria maravilhoso dizer que isso faz parte apenas da cultura americana, mas o Brasil, que adora reproduzir o que há de pior dos EUA, não está muito atrás. Aliás, a elite carioca ama lançar filmes nacionais que glorificam nossa miséria, nossas favelas, nossa criminalidade, perpetuando uma imagem distorcida do Brasil para o mundo. Essas representações não refletem verdadeiramente quem somos, mas são amplamente disseminadas, moldando percepções equivocadas sobre o país. Foi inevitável não criar esse paralelo.
O longa, que está concorrendo ao Oscar, satiriza a própria premiação enquanto expõe a hipocrisia da academia, que tende a lembrar-se de obras com protagonistas negros apenas quando estas seguem um padrão predefinido. Bastar lembrar do caso de “Moonlight”, que retrata um homem negro, gay e pobre que se envolve no crime por falta de alternativas, sendo oprimido pela polícia. Ou seja, a narrativa perfeita para ganhar como o Melhor Filme e provar que a academia não é preconceituosa.
A obra em si é perfeita quanto toca no ponto principal. É visível quem o filme está buscando criticar. É só lembrar quem costuma trata os negros como seres adestrados, taxando-os de “capitães do mato” ou desqualificando-os com frases como “você não é negro de verdade” quando se opõem as expectativas sobre como um negro deve se comportar, agir ou falar. Entretanto, a trama acaba vagando sem rumo no restante do tempo, abordando muitos temas sem se aprofundar em nenhum deles, o que é uma tendência que venho observando em muitos filmes recentes e que me incomoda. Também esperei pelo grande momento do Sterling K. Brown, que tem sido ostensivamente elogiado, mas não vi nada memorável. Nem gostei muito de seu personagem. Tenho aversão àqueles que mentem e traem, independentemente de qual seja a razão, e ele me pareceu egoísta e displicente.
“American Fiction” é uma carta aberta contra o preconceito disfarçado de representatividade que permeia a mídia, a política, o entretenimento geral e a mente de pessoas racistas que constantemente fingem se importar com a causa negra, mas não querem, de fato, ouvir qualquer discordância de um negro. Isso é exemplificado em vários momentos, como na guria do cabelo colorido reclamando na sala de aula ou no grupo de críticos que juram querer dar voz aos negros enquanto ignoram as opiniões dos únicos negros na sala. Porém, ele não é raso ao ponto de se limitar a criticar apenas os brancos, mas também os negros que compactuam e fomentam esse tipo de modelo apreciado por “Senhoritas Morello” ao redor do mundo. Apesar de não ser perfeito, abre um ótimo espaço para o debate.
P.S.: Uma crítica sobre o tema pode ser vista, por exemplo, na comédia de 2003, “Sequestro em Malibu”. Lá, dois atores negros reclamam da falta de oportunidade para testes em papeis que não envolvessem negros analfabetos e de gangue. E isso me lembrou também de um youtuber falando que achou “curioso” um homem negro dono de uma mansão, afirmando não ser algo plausível (em um filme com gente que voa).
Seu ponto mais forte é o fato da Netflix ter dado espaço para um filme do gênero coexistir em meio às suas produções com vieses bastante óbvios. Porém, como filme, achei o roteiro um tanto bagunçado, querendo fazer muitas críticas e sendo muito raso em todas. Como comédia, peca muito. Eu esperei bastante depois de ver alguns trechos no YouTube, mas o humor é muito diluído, não sei se por ser mal escrito ou por reclamar do politicamente correto de forma muito amena. Ele trás pontos muito bons, e acho positivo criticar tanto os mimizentos quanto os tiozões que chamam tudo de mimimi. Entretanto, ele poderia pegar mais pesado, tocar mesmo na ferida e cuspir uns fatos. Mas se acovarda.
O final é meio broxante, mas gostei da evolução do protagonista. Só acho que os outros dois mereciam ter suas histórias contadas de forma mais aprofundada. Principalmente o cara que vai ser pai por acidente. Seu dilema e comportamentos ficaram muito avulsos.
No geral, vale a pena pelo fato de ser algo um tanto diferente diante de um cinema tão homogêneo quanto o de Hollywood. Mas, infelizmente, é bem esquecível.
Apesar de amar as animações da DreamWorks, só tive a curiosidade de assisti-lo agora. É uma animação muito bem feita (como sempre), com uma boa história sobre superar as expectativas e ir atrás dos sonhos. Porém, comparado a outros clássicos, como Shrek ou Megamente, ele é só okay. Tem um bom protagonista, mas o vilão é fraquíssimo (apesar de sua cena fugindo da prisão ser incrível) e os coadjuvantes não são memoráveis. Valeu assistir, mas não me marcou.
P.S.: Eu não fazia ideia da quantidade de gente foda que dubla originalmente, com exceção do Jack Black. E a versão do CeeLo Gree do Kung Fu Fighting tá bem gostosinha de ouvir.
Eu lembrava que o Dennis do filme era mais chato do que o da série animada, mas revendo hoje... Coitado do Sr. Wilson. Não é a toa que o título original é "Dennis: A Ameaça".
O filme é produzido e escrito pelo John Hughes, que também produz e roteiriza Esqueceram de Mim. Porém, enquanto no filme de 1990 conseguimos sentir simpatia por Kevin, é impossível sentir o mesmo pelo Dennis. O Dennis da animação é uma criança encrenqueira mas bem intencionada. O Dennis do filme é insuportável e faz merda por necessidade. O menino não consegue aquietar a bunda em um banco sem ter um surto. Inclusive isso é enfatizado com diversos momentos onde o guri está com a mão coçando para fazer besteira. Sua ingenuidade pode muito ser confundida com pura estupidez, mas outras vezes soa como puro sadismo. E não dá para não morrer de dó do pobre Sr. Wilson que não tem um segundo de paz. Quando criança já tinha pena do velho. Hoje, velha igual, minha simpatia é ainda maior. O personagem do Lloyd acaba sendo bem avulso na trama, porém, serve para termos o único momento de utilidade do Dennis. Dennis que é mais competente do que a polícia, aparentemente.
Mesmo sendo um clássico da Sessão da Tarde reprisado tantas vezes quanto A Lagoa Azul, nunca havia parado para assisti-lo. Resolvi ver ontem e foi uma experiência divertida. É um filme datado, bem cara de anos 90, mas com uma trama divertida que vai além das armadilhas engenhosas de uma criança contra uma dupla de criminosos.
P.S.: Coitado do Kevin. Vivia sendo ofendido e maltratado de graça. Com uma família dessa, eu também ia querer ficar sozinha.
Um Herói de Brinquedo
2.9 599 Assista AgoraFilminho bobo e muito divertido. Rimos do início ao fim (doidos para o Howard meter um socão no talarico cara de pau).
O filme conta com diversas situações inusitadas e engraçadas em toda a jornada de um pai relapso em busca da sensação do momento, Turboman.
Não é um filme que envelheceu mal e não é pedante passando sua "mensagem natalina". Definitivamente, ele merecia uma classificação bem melhor do que muita bomba elogiada aqui.
Um Natal Muito, Muito Louco
2.8 174 Assista AgoraSinceramente, eu e meu filho estávamos muito investidos na história, a princípio. O casal resolvendo viajar em um cruzeiro, deixando de comemorar o natal — e tendo que lidar com a vizinhança entrometida e desagradável os hostilizando por isso — foi uma ideia divertida, interessante e inovadora.
Porém, nossa diversão acabou quando o casal abdica de seus planos por causa da filha. Que merda de mensagem foi essa que tentaram passar!?
As pessoas foram horríveis com eles. Os ofenderam, os chamaram de egoístas por não quererem decorar a própria casa e irem curtir uma viagem. Fizeram um motim para eles colocarem um maldito boneco de neve!
É óbvio que a ideia do humor está nos exageros. Entretanto, levando em consideração tudo que eles passaram, o casal ceder e os vizinhos se tornarem "heróis" foi algo bem patético e despropositado. Não existe redenção para aquele povo.
Nora ainda diz que a filha JAMAIS deve saber da ideia "estúpida e egoísta" do pai! Até um segundo antes ela estava cogitando sequer voltar àquela vizinhança, de tão revoltada que estava. Agora a ideia é estúpida?
Qual o crime em um casal (que não deve ter um momento à sós há 23 anos) resolver cuidar de si mesmo e se divertir, sem se preocupar com filhos e, principalmente, sem ter que agradar gente que não é nada deles?
O filme ainda conta com uma ou outra ideia jogada que não acrescenta em nada na trama —
como a briga pelo presunto (que nem foi comido ou lembrado na ceia) e o bandido (que está lá para nada).
Gostei de outros trabalhos em que o Chris Columbus se envolveu, mas esse não deu. Terminamos odiando o natal e chateadíssimos pelo Luther ainda ter saído como vilão.
Drop: Ameaça Anônima
3.0 234Filminho bacana, curto e eletrizante. A direção é excelente, assim como a ambientação — fiquei apaixonada pelo restaurante.
É um thriller de qualidade. Recomendo.
Selvagem
2.8 222 Assista AgoraEu tinha o DVD dele quando mais nova e já não o achava grande coisa. Já o enxergava como um plágio descarado e sem graça de Madagascar + Procurando Nemo.
Como adulta, digo que ele merece o esquecimento que recebeu. Não é criativo, divertido ou memorável. Os personagens também não são carismáticos. As melhores coisas são a adição do Coldplay e do Lifehouse ❤️ na OST ("Good Enough" é incrível!). A trama é bem rasa e óbvia. Pode agradar os mais novos, mas não creio vai agradar quem os acompanhar. E não vale a pena a reassistida anos mais tarde.
Sem dúvidas, vale 1000x mais ver o original.
Lista com algumas das "inspirações" óbvias:
- Tanto Madagascar quanto Selvagem começam no Central Park Zoo (ou similar) e têm o arco de “animais domesticados do zoológico acabam na África selvagem e precisam se adaptar”.
- O protagonista é um leão que é a atração principal do zoológico.
- Animais de espécies diferentes que se apaixonam (girafa e hipopótamo - Madagascar vs. girafa e esquilo - Selvagem).
- Leão-pai que sai em busca do filho perdido (Procurando Nemo).
- Há mistura de espécies, piadas rápidas e personalidade exagerada, muito parecida com o tom de Madagascar (exceto, que a maioria das piadas não funciona).
- Animais do zoo buscam algum animal que saiba como se virar em NY e sair da cidade (pinguins vs. pombos).
- Tem um trecho musical que pode remeter ao "Eu Me Remexo Muito".
O Diário de Bridget Jones
3.5 880 Assista AgoraAproveitei que está disponível no Prime Video e acabei (re)assistindo — sem saber que já havia visto antes, há 10 anos. Revendo, minha nova avaliação acabou sendo mais baixa que a anterior.
A premissa é muito interessante, o trio principal é ótimo, a trilha sonora é incrível e o longa é divertido. Entretanto, desacostumei com o ritmo um tanto apressado de algumas obras dos anos 2000. A história avança, muita coisa acontece, mas nada é minimamente aprofundado.
Exemplo: a separação dos pais e o fato de ela virar repórter (ou tudo relacionado ao seu trabalho) é muito abrupto. Tipo, Bridget se tornou uma repórter popular por causa de uma entrevista cujo desenrolar sequer acompanhamos. E virou "chacota nacional", mas nunca presenciamos o reconhecimento das pessoas sobre essa situação — ninguém além do Mark Darcy.
Como as coisas ocorrem de forma um tanto aleatória, não consegui me envolver muito com a trama.
Ainda assim, é um filme divertido e bem a cara do início do século.
Nosferatu
3.6 937 Assista AgoraDepois de "A Bruxa", não houve mais nenhum trabalho do Eggers que eu tenha gostado. Talvez seja um sinal para não dar mais chance as suas obras. Porém, foram tantas críticas tão positivas que praticamente me senti na obrigação de ver "Nosferatu".
Foi uma experiência penosa do início ao fim. A trama se inicia com o longa pulando de cena em cena, algo que me incomodou muito. As trocas soaram muito aleatórias e abruptas. O desenrolar é extremamente lento. Foram incontáveis os meus bocejos e a vontade de dormir. Mesmo acelerando — faltando 30 minutos para acabar —, parecia que não ia acabar nunca.
Foi entediante, cansativo e meio canastrão. Não senti tensão em nenhuma cena, muito menos durante os tremeliques da Lily-Rose Depp. Também não consegui tirar proveito de nada, nem mesmo das atuações ou do figurino ou da ambientação... nada.
Para mim, foi um desperdício de vida. Quem gosta muito de filmes de vampiro talvez curta... ou não, sei lá.
P.S.: Agora que vi que o Conde é feito pelo Bill Skarsgård. O cara está irreconhecível (parabéns ao pessoal da maquiagem).
Pearl
3.9 1,2K Assista AgoraNão sou do tipo que vai na onda dos críticos. Afinal, vários deles afirmaram que "X" era incrível — e outros adjetivos do gênero — mesmo sendo um filme apenas ok, bem divertido, mas nada original. Também não sou uma grande entusiasta da A24, já que ela entrega muito mais filme bunda do que obras realmente boas, como "A Bruxa" e "Aftersun".
Dito isso, achei Pearl menos interessante e menos entretenimento do que o primeiro da trilogia. Mia Goth carrega o filme nas costas com uma atuação impecável. Ela claramente é boa demais para um filme tão meia-bomba.
A direção, a fotografia, os diálogos — todo o aspecto técnico do longa é primoroso, o que é inegável. Porém, por mais que esses elementos e a atuação da Mia tenham me prendido na trama, o geral foi meio sem sal.
Compreendi o desespero, a angústia e a tristeza em torno da história da Pearl. Também achei interessante estar em sua mente perturbada. Mas, sei lá, senti que faltou algo. Foi meio o que senti com "Midsommar".
É um filme que todos podem facilmente viver tranquilos sem nunca terem visto. Não estariam perdendo muito.
Magic Mike
3.0 1,3K Assista AgoraNunca consegui terminar de assistir. Parecia uma ideia engraçadinha, com uns gostosinhos (de corpo, pelo menos) rebolando sem camisa, mas foi um puta constrangimento.
Quando o Matthew McConaughey começou aquela putaria no palco — agarra bunda, agarra saco —, eu cai fora. Eu pensei que ele não pudesse ser mais constrangedor do que em "O Lobo de Wall Street", mas eu estava dolorosamente errada. Cada cena dele aqui é pior do que a outra. Gzus...
Deve ser divertido para as coroas safadas.
A Morte do Demônio: A Ascensão
3.3 874 Assista AgoraEsta franquia podia se chamar "Demônio Comendo Cu de Curioso". Todo mundo sempre se fode porque um idiota resolve mexer no que não deve — algo claramente diabólico — e acaba morrendo e/ou matando todo mundo no processo.
Diante do primeiro remake e dos diversos comentários positivos na época do lançamento, acabei criando uma certa expectativa, que não foi atingida. Não é ruim, longe disso. Entretanto, os personagens são muito mais vazios, assim como a própria trama, que serve mais como um slasher puro e simples. Os personagens que não fazem parte do núcleo familiar poderiam ser excluídos do filme sem qualquer prejuízo para a história. Todos eles estão lá apenas para morrer, e suas mortes nem são boas. Ou elas são muito rápidas ou são off-screen.
O ponto positivo é o fato de não se prolongar, com a possessão acontecendo em aproximadamente 20 minutos de filme. Outro ponto é que o filme não é muito longo. Alguns dos efeitos de CGI ficaram bobos, especialmente nas cenas em que o sangue escorre do rosto dos personagens, mas, no geral, são satisfatórios. Há boas referências, mantendo alguns dos aspectos que se tornaram tão populares na franquia. Além disso, há uma cena que faz referência ao filme "O Iluminado", que ficou decente.
Como slasher, é um bom filme. Peca no quesito roteiro, sendo pouco aprofundado e extremamente raso, mas acerta na sanguinolência (em abundância) e nas boas cenas angustiantes — destaco aqui a cena com o ralador 😖.
Esqueceram de Mim 2: Perdido em Nova York
3.3 566 Assista AgoraEsqueceram de Mim 2 conseguiu atingir um feito (geralmente) muito difícil: o de ser uma continuação "mais e maior" e, ainda assim, ser melhor do que o primeiro.
E está confirmado: Esqueceram de Mim foi a maior inspiração para o James Wan criar Jogos Mortais.
A fórmula é exatamente a mesma, apenas com um acréscimo na quantidade de armadilhas (o tal do "mais") e trazendo agora Nova York como o novo palco para as peripécias de Kevin (o tal do "maior").
Mesmo com suas 2 horas de duração, o longa não cansa em nenhum momento. E as cenas repetidas são ainda melhores do que no filme anterior. Destaque total para a cena envolvendo o áudio de um filme antigo na TV. É praticamente igual, mas conseguiu me fazer rir de um jeito que não havia conseguido no primeiro filme.
Mais uma vez a família do Kevin me deu ódio. Caramba, o Kevin é um santo! O menino não faz absolutamente nada, só revida quando mexem com ele, e mesmo assim ele tem que pedir desculpas, é taxado de peste e sempre se sente mal pelas coisas que faz. Ele é doce, gentil, inteligente e um mentiroso de primeira (o que é inegável). Mas isso é um bônus muito necessário. Imagina se ele fosse um garoto inocente e frágil na selva que é Nova York? Ou mesmo sozinho em casa, lidando com dois bandidos.
Quanto as armadilhas clássicas... Eu fiquei chocada! Se as datas coincidissem, esse filme poderia perfeitamente ser a origem do Jigsaw. Era uma armadilha mais letal do que a outra. Nunca mais aqueles malucos passam na mesma calçada que ele. O menino é muito bom.
Filme muito divertido que vem envelhecendo muito bem (tirando a parte das Torres Gêmeas, o que é bem triste). Além de ótimas cenas de comédia, tem uma linda mensagem que casa bem com o espirito natalino.
Beekeeper: Rede de Vingança
3.2 234 Assista Agora"Você é só um homem."
*pausa dramática*
"Eu sei."
Mesma vibe de John Wick — só que ruim. Não tem um bom roteiro, nem boas atuações, nem nada que bons filmes de ação têm.
Os diálogos são terríveis. Todos são extremamente genéricos, expositivos, bregas e tentativas frustradas de frases de efeito (e comecei a me corroer toda vez que falavam alguma asneira sobre a maldita "colmeia").
As cenas de ação (que são o ponto chave ou, pelo menos, deveriam ser), são igualmente deploráveis. Não são as piores que já vi, mas também não são interessantes ou divertidas. A única exceção é a última cena de luta, no finalzinho do filme, que dá origem ao incrível diálogo citado no início da minha resenha.
A trama... é tão estúpida. Dá desgosto lembrar. Começa com uma velha burra que é roubada (e quem duvida da eficácia desse golpe não deve conhecer o famoso e esdrúxulo golpe do "Bilhete Premiado") e vira uma joça envolvendo crime de campanha (e a presidenta inocenta foi foda demais. Tão ingênua e honesta... que piada).
É um filme sem muito rumo, com excesso de personagens inúteis, como a dupla do FBI que só existe para preencher cota. Ou alguém realmente achou que os imbecis iriam parar o protagonista? Óbvio que não. Tirem tudo envolvendo o FBI e teremos menos tempo de longa e nenhuma mudança na narrativa.
Comparar esse filme com qualquer clássico brucutu é uma blasfêmia.
Coringa
4.4 4,1K Assista AgoraReavaliando após finalmente assistir a O Rei da Comédia.
Tecnicamente falando, é uma obra excelente. A direção e as atuações são impecáveis. É repleto de momentos marcantes, aflitivos, desconfortáveis e, às vezes, divertidos (não esqueço a cena do anão).
Porém, entretanto, todavia, Todd Phillips não apenas se "inspirou" em Taxi Driver e O Rei da Comédia. Coringa tem como base o filme inteiro do último citado, não restando muito de original. É basicamente puro plágio — até a paixonite do Arthur lembra a Rita, paixonite do Pupkim. Diante disso, voltei atrás com minha avaliação nota 5.
Isoladamente, ele é ótimo. Infelizmente o diretor resolveu destruir seu próprio trabalho com a continuação, mas ele funciona perfeitamente sozinho. Serve como uma ótima história de origem de vilão, e foi o único acerto da DC em meio a diversos fracassos retumbantes. Mas, como disse, fracassa completamente em ser original, sendo uma cópia "cuspida e escarrada" de dois clássicos do Scorsese.
Dito isso, o Coringa do Cavaleiro das Trevas permanece com o título de "Melhor Coringa" pelo 16º ano consecutivo.
O Rei da Comédia
4.0 377 Assista AgoraTomei vergonha na cara e finalmente assisti a "O Rei da Comédia". Quando disseram que "Coringa" bebeu da fonte desse filme e de "Taxi Driver", não estavam de brincadeira. A maior parte da trama do filme de Todd Phillips está aqui. Claro que há suas particularidades, mas acho que não teria avaliado "Coringa" tão bem se tivesse visto a obra de Scorsese antes.
Voltando ao que importa, é um filme com um humor feito para nos deixar desconfortável. As cenas de devaneios de Rupert são lindamente feitas, envelhecendo como vinho. As atuações são excelentes, mas é impossível não destacar o trabalho do De Niro. Há crítica tanto à loucura que vem de brinde com a fama quanto ao setor do entretenimento.
O final me pegou de surpresa por duas vezes:
1º - Achei que o show do Pumpkin seria tão desconfortável quanto o do Arthur Fleck, mas algumas piadas foram engraçadinhas;
2º - Ele conseguiu tudo que almejava, a popularidade e os holofotes. No fim, o crime compensa.
Esperei algo no tipo "Depois de Horas", mas encontrei algo completamente diferente e inusitado. Recomendo mesmo para quem tem problemas com filmes mais velhos.
Dredd
3.6 1,4K Assista AgoraÓtimo filme de ação, com uma trama instigante e cenas de ação inventivas e divertidas de assistir. O uso do slow motion muito bem utilizado deixou as cenas de violência muito bonitas (ironicamente), contrastando com o restante do filme que consiste em uma cidade cinzenta e suja e personagens desprovidos de beleza.
Entretenimento puro e simples. Uma pena o fracasso injustíssimo na bilheteria.
Harry & Sally: Feitos um Para o Outro
3.9 531 Assista AgoraEste é um clássico entre as comédias românticas, sendo várias vezes citado ou referenciado em filmes e séries. Particularmente, foi legal. Não soou maçante e tem diálogos bem marcantes.
Achei o Harry um perfeito babaca no início, mas terminei indo com a cara dele. Porém, acho um erro absurdo se envolver com alguém que você viu estar declarando amor a outra enquanto devora a cara dessa pessoa e que, horas depois, está dando em cima de você. Demonstra uma falta de caráter e de respeito com as duas sem tamanho. De resto, não ri nem me emocionei, mas gostei do geral, principalmente por ser bem mais pé no chão do que as comédias românticas costumam ser.
P.S.: As duas cenas no restaurante com a Sally fazendo um escândalo são pura e dolorosa vergonha alheia.
P.S. 2: Diante de tudo que foi dito... eu ainda discordo sobre o tema "amizade entre homem e mulher" e não confio em homem que diz que ela é impossível.
Anatomia de uma Queda
4.0 974 Assista AgoraEste é um daqueles casos de filme que termina abruptamente deixando muitos questionamentos – algo bem típico do cinema europeu.
Apesar de sua extensa duração, é um filme de ritmo lento, mas não maçante. A dúvida sobre inocência ou culpa alavanca o interesse e nos instiga a acompanhar os eventos. Diante do que foi mostrado, cabe ao público criar um veredito ou aceitar a incerteza da conclusão. No meu caso,
jamais acreditei na inocência da protagonista. As provas são apenas recortes de um todo, porém, os recortes foram pouco favoráveis para ela. Por mais que Samuel tivesse motivações para cometer suicídio, o fato dele discutir um dia antes sobre precisar de mais tempo (ou só o fato de fazer tantos planos) praticamente descarta essa premeditação.
O comportamento do garoto, para mim, foi o principal elemento para essa ideia. Daniel poderia ter a melhor memória do mundo, mas não se recordaria com tantos detalhes das falas de seu pai. Ele não tinha certeza e estava desesperado por um direcionamento, mas, magicamente, lembrou dessa conversa extremamente reveladora. E por que ele teria medo do retorno da própria mãe?
A diretora nos mantém em constante dúvida, principalmente nos momentos mais cruciais, e isso é um ponto muito positivo. A acusação levanta diversos pontos lógicos e ilógicos (também lembrei logo do Stephen King no momento do livro), a defesa e a ré trazem alguns pontos interessantes e outros nem tanto, e é muito mais fácil esconder uma mentira no meio de várias verdades ou meias verdades. Portanto, quem curte uma trama que não nos dá respostas de mão beijada vai gostar.
P.S.: Não sabia a origem da frase dita pela Sandra no carro, e conhecê-la trouxe outro nível de informação para a história.
P.S. II:
Se o cachorro morresse, eu entraria nesse filme para estrangular esse pivete.
P.S. III: Nunca pensei que um dia odiaria a música "P.I.M.P".
O Dublê
3.3 360 Assista AgoraÉ incrível como um filme cheio de cenas de ação consegue ser tão entediante.
Aos 29 minutos, soltei a mão dessa história ao vislumbrar o rumo horrendo que ela iria tomar. Eu tinha boas expectativas, fui com boa vontade conferir, mas, a cada minuto, a cada nova explosão, o tempo parecia desacelerar, me prendendo eternamente nesse filme. Foi doloroso.
Nada funciona, nada se encaixa, nada faz sentido. Nem uma IA criaria um roteiro tão genérico e, ao mesmo tempo, tão bagunçado, estúpido e ilógico. David Leitch – especialista em cenas de ação – está muito pouco inspirado no filme que ele mesmo vendeu como uma "homenagem aos dublês". O diretor trás boas cenas, mas elas não acrescentam na narrativa ou têm sentido lógico, como a cena da tela dividida, que serve para nada e tem um diálogo sacal e igualmente inútil. Blunt, Gosling e Taylor-Johnson são ótimos atores desperdiçados e com um roteiro que não os favorece. O humor... Como eu sinto falta de rir de alguma comédia hollywoodiana. Mas a comédia no ocidente morreu e não foi esse filme que a ressuscitou. E o romance é a coisa mais insossa e jogada possível. Sinceramente, quem achou que seria engraçado uma diretora (em seu primeiro trabalho) desperdiçar o orçamento caríssimo de um filme refazendo um take só para punir o ex? Quanto profissionalismo e bom senso! "Ah, mas tem que desligar o cérebro." Eu teria que arrancá-lo para tentar tirar algum proveito, e não estou disposta a isso.
Minha estrela solitária vai para o making-off mostrando o trabalho dos dublês, a música sobre eles não concorrerem ao Oscar (a única coisa que me arrancou uma risadinha) e o "Against All Odds" (porque Phil Collins é muito foda, mesmo em um filme tão ruim).
P.S.: Adoro "I Was Made For Lovin' You", mas depois da 2ª vez, eu só queria que parasse de repetir.
Uma Ideia de Você
3.2 403 Assista AgoraFoi menos pior do que eu esperava, mas, ainda assim, bem medíocre. O que realmente salva é o carisma e a química do casal principal - e amei que o Nicholas não está com cara de dor de barriga quando é emotivo, como foi no filme Vermelho... blá blá. Ambos estão muito bons em seus respectivos papeis.
Para a maior boy band do mundo, essa bandinha é bem xexelenta. Quem vai se apresentar de casaco de moletom? Não tem coreografia, não tem uma música animada. As músicas não foram terríveis, mas eles nunca passaram a vibe de boy band, como Red com seu 4*Town, por exemplo. O próprio filme trata boy bands como um tipo inferior de artistas, o que é bem idiota.
Achei todo o dilema do casal tolo e irrealista. Claro que a mídia e as fãs adolescentes histéricas iriam fazer um inferno, mas... pais adultos, com emprego e contas pra pagar? Eu não sou ligada em nenhum tabloide e tô pouco me fodendo pra vida de famosos, mas não sei se ia chegar a ser do jeito que foi. Além disso, quem olharia para a Anne Hathaway e a chamaria de velha e a diminuiriam? Essa mulher tá melhor do que eu com meus 28.
Sendo uma leitora ávida de romances, não consigo mais me conectar com filmes de romance, já que tudo é muito instantâneo. Gosto dos detalhes, de saber como eles chegaram de um ponto a outro. Coisa que esse filme não mostra. Do nada ele brota interessado nela, do nada ela se abre sobre sua vida, do nada estão viajando juntos e estão apaixonados. Não consegui comprar. E no fim das contas é um romance mais triste do que satisfatório.
A mulher decide abrir mão do relacionamento pela filha, o que fez sentido na narrativa. Porém, a mulher, que já é tratada como uma velha decrépita solitária e infeliz, deixa as críticas lhe afetarem e a deixarem miserável como se ela estivesse cometendo um crime. Devia era botar um "She Wolf" da Shakira e esfregar o novinho na cara de todo mundo, sem medo nem vergonha de ser feliz.
Bom, fico feliz de não ter pegado o livro.
Madame Teia
2.1 384Se nem quem participou quer assistir ou defender, quem sou eu para fazer o contrário?
Ficção Americana
3.8 423 Assista AgoraBaseado no livro “Erasure” de 2001, “American Fiction” é ainda mais atual hoje do que nos anos 2000. Ele apresenta uma crítica franca e nada sutil à sociedade, especialmente à elite cultural e acadêmica, que tende a enaltecer e idolatrar uma representação estereotipada do negro. Esta representação limitada abraça apenas o negro sofredor, pobre, inculto e ligado ao crime. Qualquer desvio dessa narrativa é reconhecido como não sendo “negro o bastante".
Seria maravilhoso dizer que isso faz parte apenas da cultura americana, mas o Brasil, que adora reproduzir o que há de pior dos EUA, não está muito atrás. Aliás, a elite carioca ama lançar filmes nacionais que glorificam nossa miséria, nossas favelas, nossa criminalidade, perpetuando uma imagem distorcida do Brasil para o mundo. Essas representações não refletem verdadeiramente quem somos, mas são amplamente disseminadas, moldando percepções equivocadas sobre o país. Foi inevitável não criar esse paralelo.
O longa, que está concorrendo ao Oscar, satiriza a própria premiação enquanto expõe a hipocrisia da academia, que tende a lembrar-se de obras com protagonistas negros apenas quando estas seguem um padrão predefinido. Bastar lembrar do caso de “Moonlight”, que retrata um homem negro, gay e pobre que se envolve no crime por falta de alternativas, sendo oprimido pela polícia. Ou seja, a narrativa perfeita para ganhar como o Melhor Filme e provar que a academia não é preconceituosa.
A obra em si é perfeita quanto toca no ponto principal. É visível quem o filme está buscando criticar. É só lembrar quem costuma trata os negros como seres adestrados, taxando-os de “capitães do mato” ou desqualificando-os com frases como “você não é negro de verdade” quando se opõem as expectativas sobre como um negro deve se comportar, agir ou falar.
Entretanto, a trama acaba vagando sem rumo no restante do tempo, abordando muitos temas sem se aprofundar em nenhum deles, o que é uma tendência que venho observando em muitos filmes recentes e que me incomoda. Também esperei pelo grande momento do Sterling K. Brown, que tem sido ostensivamente elogiado, mas não vi nada memorável. Nem gostei muito de seu personagem. Tenho aversão àqueles que mentem e traem, independentemente de qual seja a razão, e ele me pareceu egoísta e displicente.
“American Fiction” é uma carta aberta contra o preconceito disfarçado de representatividade que permeia a mídia, a política, o entretenimento geral e a mente de pessoas racistas que constantemente fingem se importar com a causa negra, mas não querem, de fato, ouvir qualquer discordância de um negro. Isso é exemplificado em vários momentos, como na guria do cabelo colorido reclamando na sala de aula ou no grupo de críticos que juram querer dar voz aos negros enquanto ignoram as opiniões dos únicos negros na sala.
Porém, ele não é raso ao ponto de se limitar a criticar apenas os brancos, mas também os negros que compactuam e fomentam esse tipo de modelo apreciado por “Senhoritas Morello” ao redor do mundo. Apesar de não ser perfeito, abre um ótimo espaço para o debate.
P.S.: Uma crítica sobre o tema pode ser vista, por exemplo, na comédia de 2003, “Sequestro em Malibu”. Lá, dois atores negros reclamam da falta de oportunidade para testes em papeis que não envolvessem negros analfabetos e de gangue. E isso me lembrou também de um youtuber falando que achou “curioso” um homem negro dono de uma mansão, afirmando não ser algo plausível (em um filme com gente que voa).
Tiozões
2.9 71 Assista AgoraSeu ponto mais forte é o fato da Netflix ter dado espaço para um filme do gênero coexistir em meio às suas produções com vieses bastante óbvios. Porém, como filme, achei o roteiro um tanto bagunçado, querendo fazer muitas críticas e sendo muito raso em todas.
Como comédia, peca muito. Eu esperei bastante depois de ver alguns trechos no YouTube, mas o humor é muito diluído, não sei se por ser mal escrito ou por reclamar do politicamente correto de forma muito amena. Ele trás pontos muito bons, e acho positivo criticar tanto os mimizentos quanto os tiozões que chamam tudo de mimimi. Entretanto, ele poderia pegar mais pesado, tocar mesmo na ferida e cuspir uns fatos. Mas se acovarda.
O final é meio broxante, mas gostei da evolução do protagonista. Só acho que os outros dois mereciam ter suas histórias contadas de forma mais aprofundada. Principalmente o cara que vai ser pai por acidente. Seu dilema e comportamentos ficaram muito avulsos.
No geral, vale a pena pelo fato de ser algo um tanto diferente diante de um cinema tão homogêneo quanto o de Hollywood. Mas, infelizmente, é bem esquecível.
Kung Fu Panda
3.5 815 Assista AgoraApesar de amar as animações da DreamWorks, só tive a curiosidade de assisti-lo agora. É uma animação muito bem feita (como sempre), com uma boa história sobre superar as expectativas e ir atrás dos sonhos. Porém, comparado a outros clássicos, como Shrek ou Megamente, ele é só okay. Tem um bom protagonista, mas o vilão é fraquíssimo (apesar de sua cena fugindo da prisão ser incrível) e os coadjuvantes não são memoráveis. Valeu assistir, mas não me marcou.
P.S.: Eu não fazia ideia da quantidade de gente foda que dubla originalmente, com exceção do Jack Black. E a versão do CeeLo Gree do Kung Fu Fighting tá bem gostosinha de ouvir.
Dennis: O Pimentinha
2.8 447Eu lembrava que o Dennis do filme era mais chato do que o da série animada, mas revendo hoje... Coitado do Sr. Wilson. Não é a toa que o título original é "Dennis: A Ameaça".
O filme é produzido e escrito pelo John Hughes, que também produz e roteiriza Esqueceram de Mim. Porém, enquanto no filme de 1990 conseguimos sentir simpatia por Kevin, é impossível sentir o mesmo pelo Dennis. O Dennis da animação é uma criança encrenqueira mas bem intencionada. O Dennis do filme é insuportável e faz merda por necessidade. O menino não consegue aquietar a bunda em um banco sem ter um surto. Inclusive isso é enfatizado com diversos momentos onde o guri está com a mão coçando para fazer besteira. Sua ingenuidade pode muito ser confundida com pura estupidez, mas outras vezes soa como puro sadismo. E não dá para não morrer de dó do pobre Sr. Wilson que não tem um segundo de paz. Quando criança já tinha pena do velho. Hoje, velha igual, minha simpatia é ainda maior.
O personagem do Lloyd acaba sendo bem avulso na trama, porém, serve para termos o único momento de utilidade do Dennis. Dennis que é mais competente do que a polícia, aparentemente.
Esqueceram de Mim
3.5 1,3K Assista AgoraMesmo sendo um clássico da Sessão da Tarde reprisado tantas vezes quanto A Lagoa Azul, nunca havia parado para assisti-lo. Resolvi ver ontem e foi uma experiência divertida. É um filme datado, bem cara de anos 90, mas com uma trama divertida que vai além das armadilhas engenhosas de uma criança contra uma dupla de criminosos.
P.S.: Coitado do Kevin. Vivia sendo ofendido e maltratado de graça. Com uma família dessa, eu também ia querer ficar sozinha.