Definitivamente, não foi uma série ruim. Entretanto, poderia ter sido melhor. O início é bem mais divertido que os episódios finais.
A princípio achei o Gyeon-U um babacão ingrato. Porém, com o decorrer da trama e conhecendo sua triste história, consegui compreender suas motivações e o que o fizeram ser tão amargurado. Eu seria bem pior se estivesse em seu lugar.
A maioria dos personagens são divertidos e carismáticos. Não há nenhuma atuação aquém. Achei a química entre o trio principal muito boa, inclusive com a adição do "espírito maligno" (que não tem nada de maligno).
Esse é um personagem que foi colocado na trama como um vilão terrível, mas que se mostrou apenas um garoto solitário que queria viver e ser amado. Fiquei triste pelo Gyeon-U ser possuído quando finalmente iria se livrar de sua maldição, mas era inegável o carisma e a química que ele tinha com a Seong-A. Ele foi divertido e trouxe uma luz nova ao personagem. Acho que ele foi muito bem encarnado tanto pelo ator quanto pelo dublador (dava pra saber quem era quem só pelo tom de voz, mesmo quando o espírito fingiu ser o Bae Gyeon-U).
Além do "espírito", gostei muito do Ji-ho. Inclusive, sempre o achei bem mais bonito que o par romântico da Fada. Ele é divertido, leal e um perfeito companheiro.
O fim dele é o mesmo de vários bons personagens que amam a protagonista, mas que não tem nenhuma chance: eles sofrem pelo amor delas, mesmo sabendo que o coração delas é de outro, e terminam sozinhos e ainda apaixonados. Nossa, como eu odeio esse final! Uma pessoa incrível como ele merecia alguém legal com ele. Não ficar segurando vela pra menina que ele gosta.
Os últimos capítulos perdem muito o ritmo e vão atolando até um desfecho xoxo. Não entendi todo o apresso com a xamã do mal, sendo que ela foi uma pessoa horrível do início ao fim.
Mesmo após todo o mal que ela causou, as pessoas permaneciam se sacrificando por ela. Não importa a pessoa que ela foi um dia. Não importa que ela seja uma mãe de luto. Isso não justifica em nada ela sair em pune de todas as suas atrocidades. Sim, ela sofreu ao saber que estava fazendo o próprio filho sofrer todo aquele tempo. Porém, isso não a impediu de ainda querer fazer mais mal. Foi ela quem fez o Gyeon-U ter ódio de xamãs. Ela não merecia o fim que teve.
Outras pontas ficaram largadas no caminho, como a família do Gyeon-U e até como ele se bancava sozinho, já que a avó gastou tudo tentando ajudá-lo. Como disse, não foi terrível e não acho que o final foi estragado. Foi muito divertido e foi um ótimo entretenimento. Só poderia ser melhor. Ainda assim, vale a pena.
Filminho bobo e muito divertido. Rimos do início ao fim (doidos para o Howard meter um socão no talarico cara de pau).
O filme conta com diversas situações inusitadas e engraçadas em toda a jornada de um pai relapso em busca da sensação do momento, Turboman.
Não é um filme que envelheceu mal e não é pedante passando sua "mensagem natalina". Definitivamente, ele merecia uma classificação bem melhor do que muita bomba elogiada aqui.
Sinceramente, eu e meu filho estávamos muito investidos na história, a princípio. O casal resolvendo viajar em um cruzeiro, deixando de comemorar o natal — e tendo que lidar com a vizinhança entrometida e desagradável os hostilizando por isso — foi uma ideia divertida, interessante e inovadora.
Porém, nossa diversão acabou quando o casal abdica de seus planos por causa da filha. Que merda de mensagem foi essa que tentaram passar!?
As pessoas foram horríveis com eles. Os ofenderam, os chamaram de egoístas por não quererem decorar a própria casa e irem curtir uma viagem. Fizeram um motim para eles colocarem um maldito boneco de neve!
É óbvio que a ideia do humor está nos exageros. Entretanto, levando em consideração tudo que eles passaram, o casal ceder e os vizinhos se tornarem "heróis" foi algo bem patético e despropositado. Não existe redenção para aquele povo.
Nora ainda diz que a filha JAMAIS deve saber da ideia "estúpida e egoísta" do pai! Até um segundo antes ela estava cogitando sequer voltar àquela vizinhança, de tão revoltada que estava. Agora a ideia é estúpida?
Qual o crime em um casal (que não deve ter um momento à sós há 23 anos) resolver cuidar de si mesmo e se divertir, sem se preocupar com filhos e, principalmente, sem ter que agradar gente que não é nada deles?
O filme ainda conta com uma ou outra ideia jogada que não acrescenta em nada na trama —
como a briga pelo presunto (que nem foi comido ou lembrado na ceia) e o bandido (que está lá para nada).
Gostei de outros trabalhos em que o Chris Columbus se envolveu, mas esse não deu. Terminamos odiando o natal e chateadíssimos pelo Luther ainda ter saído como vilão.
Eu queria dar uma chance, pois a série traz uma premissa interessante — mesmo com o piloto fraquíssimo. Entretanto, depois de três episódios nada empolgantes e que não fazem a trama andar muito, decidi abandonar.
O elenco não é ruim, com exceção da Lee Joo-bin, que passa a série inteira com cara de idiota abobada ou idiota perdida. Sua tentativa de parecer uma "sem noção" é ridícula e, sinceramente, a atriz nem se esforça (ou não é capaz mesmo). Ainda que os outros não sejam péssimos, nem eles ou suas histórias me cativaram.
A tentativa de humor é extremamente falha. Não teve uma situação sequer que me arrancasse um mísero sorriso. O drama é igualmente fraco e o romance é forçado.
Tendo tantas outras obras boas para aproveitar, não achei que valesse a pena investir tantas horas em algo que não me entregou o mínimo de entretenimento. Boa sorte para quem fica.
Filminho bacana, curto e eletrizante. A direção é excelente, assim como a ambientação — fiquei apaixonada pelo restaurante. É um thriller de qualidade. Recomendo.
Eu tinha o DVD dele quando mais nova e já não o achava grande coisa. Já o enxergava como um plágio descarado e sem graça de Madagascar + Procurando Nemo.
Como adulta, digo que ele merece o esquecimento que recebeu. Não é criativo, divertido ou memorável. Os personagens também não são carismáticos. As melhores coisas são a adição do Coldplay e do Lifehouse ❤️ na OST ("Good Enough" é incrível!). A trama é bem rasa e óbvia. Pode agradar os mais novos, mas não creio vai agradar quem os acompanhar. E não vale a pena a reassistida anos mais tarde.
- Tanto Madagascar quanto Selvagem começam no Central Park Zoo (ou similar) e têm o arco de “animais domesticados do zoológico acabam na África selvagem e precisam se adaptar”. - O protagonista é um leão que é a atração principal do zoológico. - Animais de espécies diferentes que se apaixonam (girafa e hipopótamo - Madagascar vs. girafa e esquilo - Selvagem). - Leão-pai que sai em busca do filho perdido (Procurando Nemo). - Há mistura de espécies, piadas rápidas e personalidade exagerada, muito parecida com o tom de Madagascar (exceto, que a maioria das piadas não funciona). - Animais do zoo buscam algum animal que saiba como se virar em NY e sair da cidade (pinguins vs. pombos). - Tem um trecho musical que pode remeter ao "Eu Me Remexo Muito".
Eu, particularmente, adoro curtas de terror, pois eles são mais tensos e criativos do que qualquer longa do gênero lançado nos últimos anos. Porém, apesar de ser muito curioso e bastante tenso, ele deixa muitos e muitos pontos de interrogação. Tantos pontos que me fizeram questionar a lógica da narrativa. Além disso, o final foi bem anticlimático.
Todos estamos de acordo do Shawn ser o ex da Rachel, não? É o único fato óbvio. Ele deu problema para o casal — provavelmente por não aceitar o término — e agora quis se livrar da caixa e usá-la contra o atual dela. Ele fica visivelmente muito animado por ouvir que ela não estava presente, apesar de estar um tanto nervoso.
Agora os questionamentos: como ele chegou nessa caixa? Como ele colocou o "ser" de volta nela para dar ao Ben? Se ele passou tempo o bastante para descobrir que a coisa se move quando você não o olha, como ele não sabia que ele "falava" (afinal, ele "falou" bem rápido)? E como ele sabia que Ben não poderia voltar mais para a casa? Ele viu isso acontecer com outra pessoa? Qual é a da água? Rachel e ele já estavam na caixa ou ele foi levado para dentro dela apenas no final?
É óbvio que nem todas as respostas precisam ser dadas. Não precisamos de uma trama mastigada. Entretanto, certos questionamentos são válidos para tornar a história coerente e lógica, mesmo dentro de um contexto sobrenatural. Não acho que deva ganhar um longa metragem — quantos curtas foram destruídos após virarem filmes? Filmes deixam a trama arrastada e entediante. Ele funciona perfeitamente como curta. Lindamente. Só faltou deixar um pouco mais clara a lore envolvendo a tal caixa. De resto, não foram 15 minutos perdidos.
Eu realmente queria ter amado essa série, mas foi uma tortura a partir do quarto episódio, e as coisas nunca melhoraram. Não embarquei no hype.
O início foi muito promissor. Não me arrancou lágrimas, mas foi envolvente e curioso. A relação do casal principal é fofa, divertida e cheia de percalços que ambos enfrentaram juntos — como todo bom casal deveria fazer. A história aposta no realismo, retratando situações e dilemas com os quais é fácil se identificar. Os pensamentos e conflitos dos personagens poderiam ser os nossos — só muda o endereço. O problema é que, tirando o Gwan Shik e a Ae Soon, todos os outros personagens são desinteressantes e/ou odiosos.
Os filhos são um desastre. Ambos são babacas e ingratos. Nenhum deles reconhece todo o sacrifício que os pais fizeram para que eles tivessem o melhor possível.
Um odeia não ter sido o filho favorito, sempre sendo comparado com a mais velha — seria uma reclamação justa, se ele não fosse um completo inútil, encostado, que só deu dor de cabeça. A outra reclama que os pais a privilegiaram e gastaram o que não tinham para que ela tivesse a melhor educação. Ela, inclusive, é a mais insuportável: sempre chorando, reclamando e maltratando os pais.
A série serpenteia entre cenários e situações, com mudanças bruscas — e, muitas vezes, despropositadas — na cronologia. Idas e vindas constantes no tempo que não ajudam nem agregam. Ideias são trazidas e abandonadas inesperadamente no percurso, sem desfecho ou motivo. A série quer tratar de muitos assuntos ao mesmo tempo, sem muito aprofundamento. Tudo é muito cansativo.
Falando em cansativo... A narração em off é excessiva, rasa e não acrescenta à história. É o puro show da “Capitã Óbvia”, narrando exatamente o que estamos assistindo — como se fôssemos cegos ou burros. O excesso também está no melodrama e nos diálogos que sempre buscam ser poéticos, mas soam antinaturais.
Fui até o fim, esperando pelo tão comentado final de arrancar lágrimas... Foi tão chato e broxante quanto o resto. Algumas coisas aqui poderiam me sensibilizar, mas, como a série SEMPRE está querendo nos fazer chorar, fica forçado e me tira da história.
A única coisa que é boa do início ao fim é a música de abertura — ela é viciante.
P.S.: A única coisa certa que a idiota da filha da Ae Soon fez foi terminar com aquele bundão. Gostei também que mostra o quanto o ex dela nunca foi feliz (o que era óbvio que aconteceria). Uma mãe daquelas suga a vida e a felicidade do filho. Ele nunca ficaria bem enquanto estivesse próximo da mãe. A Ae Soon teria passado pelo mesmo tormento, caso o marido não tivesse enfrentado a mãe e a avó. Aquele é que é homem! Gwan Shik era um homão da porra!
P.S. II: Porém... A filha burra foi louca ao casar-se com o esquisito. O cara perseguia ônibus, ia ao cinema todo dia atrás dela, agia da forma mais assustadora possível após anos sem contato e sorria como um psicopata... Credo! Creepy!
Começa mais ou menos e vai decaindo a partir do episódio 9.
Hye-Jin é uma personagem bem chatinha — muito tonta e caricata. Quando criança, era educada, falava bem, parecia uma pessoa normal. Adulta, vira uma coisa muito constrangedora. Bicha besta...
O protagonista masculino é um completo babaca, sinceramente. Quando não a reconhece, trata a Hye-Jin pior do que rato de esgoto. O repórter Kim é chato, inconveniente e folgado, mas me passou mais verdade do que o Sung-Joon. Quando ele não ficava com caras e bocas, era mais bonito e interessante.
Da metade para o final, a trama se arrasta dolorosamente. Demorei quase 6 meses para conseguir criar coragem de encarar os dois últimos episódios — e não valeu a pena. O penúltimo episódio poderia perfeitamente ser o final. O desfecho é corrido; nem cerimônia de casamento teve. É abrupto e mal feito. Chato, chato.
Há histórias melhores. Há romances muito superiores. E a comédia... poxa, estava muito em falta. Veja por sua conta e risco.
Aproveitei que está disponível no Prime Video e acabei (re)assistindo — sem saber que já havia visto antes, há 10 anos. Revendo, minha nova avaliação acabou sendo mais baixa que a anterior.
A premissa é muito interessante, o trio principal é ótimo, a trilha sonora é incrível e o longa é divertido. Entretanto, desacostumei com o ritmo um tanto apressado de algumas obras dos anos 2000. A história avança, muita coisa acontece, mas nada é minimamente aprofundado.
Exemplo: a separação dos pais e o fato de ela virar repórter (ou tudo relacionado ao seu trabalho) é muito abrupto. Tipo, Bridget se tornou uma repórter popular por causa de uma entrevista cujo desenrolar sequer acompanhamos. E virou "chacota nacional", mas nunca presenciamos o reconhecimento das pessoas sobre essa situação — ninguém além do Mark Darcy. Como as coisas ocorrem de forma um tanto aleatória, não consegui me envolver muito com a trama.
Ainda assim, é um filme divertido e bem a cara do início do século.
Depois de "A Bruxa", não houve mais nenhum trabalho do Eggers que eu tenha gostado. Talvez seja um sinal para não dar mais chance as suas obras. Porém, foram tantas críticas tão positivas que praticamente me senti na obrigação de ver "Nosferatu".
Foi uma experiência penosa do início ao fim. A trama se inicia com o longa pulando de cena em cena, algo que me incomodou muito. As trocas soaram muito aleatórias e abruptas. O desenrolar é extremamente lento. Foram incontáveis os meus bocejos e a vontade de dormir. Mesmo acelerando — faltando 30 minutos para acabar —, parecia que não ia acabar nunca. Foi entediante, cansativo e meio canastrão. Não senti tensão em nenhuma cena, muito menos durante os tremeliques da Lily-Rose Depp. Também não consegui tirar proveito de nada, nem mesmo das atuações ou do figurino ou da ambientação... nada.
Para mim, foi um desperdício de vida. Quem gosta muito de filmes de vampiro talvez curta... ou não, sei lá.
P.S.: Agora que vi que o Conde é feito pelo Bill Skarsgård. O cara está irreconhecível (parabéns ao pessoal da maquiagem).
Não sou do tipo que vai na onda dos críticos. Afinal, vários deles afirmaram que "X" era incrível — e outros adjetivos do gênero — mesmo sendo um filme apenas ok, bem divertido, mas nada original. Também não sou uma grande entusiasta da A24, já que ela entrega muito mais filme bunda do que obras realmente boas, como "A Bruxa" e "Aftersun".
Dito isso, achei Pearl menos interessante e menos entretenimento do que o primeiro da trilogia. Mia Goth carrega o filme nas costas com uma atuação impecável. Ela claramente é boa demais para um filme tão meia-bomba.
A direção, a fotografia, os diálogos — todo o aspecto técnico do longa é primoroso, o que é inegável. Porém, por mais que esses elementos e a atuação da Mia tenham me prendido na trama, o geral foi meio sem sal.
Compreendi o desespero, a angústia e a tristeza em torno da história da Pearl. Também achei interessante estar em sua mente perturbada. Mas, sei lá, senti que faltou algo. Foi meio o que senti com "Midsommar".
É um filme que todos podem facilmente viver tranquilos sem nunca terem visto. Não estariam perdendo muito.
Nunca consegui terminar de assistir. Parecia uma ideia engraçadinha, com uns gostosinhos (de corpo, pelo menos) rebolando sem camisa, mas foi um puta constrangimento. Quando o Matthew McConaughey começou aquela putaria no palco — agarra bunda, agarra saco —, eu cai fora. Eu pensei que ele não pudesse ser mais constrangedor do que em "O Lobo de Wall Street", mas eu estava dolorosamente errada. Cada cena dele aqui é pior do que a outra. Gzus... Deve ser divertido para as coroas safadas.
Esta franquia podia se chamar "Demônio Comendo Cu de Curioso". Todo mundo sempre se fode porque um idiota resolve mexer no que não deve — algo claramente diabólico — e acaba morrendo e/ou matando todo mundo no processo.
Diante do primeiro remake e dos diversos comentários positivos na época do lançamento, acabei criando uma certa expectativa, que não foi atingida. Não é ruim, longe disso. Entretanto, os personagens são muito mais vazios, assim como a própria trama, que serve mais como um slasher puro e simples. Os personagens que não fazem parte do núcleo familiar poderiam ser excluídos do filme sem qualquer prejuízo para a história. Todos eles estão lá apenas para morrer, e suas mortes nem são boas. Ou elas são muito rápidas ou são off-screen.
O ponto positivo é o fato de não se prolongar, com a possessão acontecendo em aproximadamente 20 minutos de filme. Outro ponto é que o filme não é muito longo. Alguns dos efeitos de CGI ficaram bobos, especialmente nas cenas em que o sangue escorre do rosto dos personagens, mas, no geral, são satisfatórios. Há boas referências, mantendo alguns dos aspectos que se tornaram tão populares na franquia. Além disso, há uma cena que faz referência ao filme "O Iluminado", que ficou decente.
Como slasher, é um bom filme. Peca no quesito roteiro, sendo pouco aprofundado e extremamente raso, mas acerta na sanguinolência (em abundância) e nas boas cenas angustiantes — destaco aqui a cena com o ralador 😖.
Esqueceram de Mim 2 conseguiu atingir um feito (geralmente) muito difícil: o de ser uma continuação "mais e maior" e, ainda assim, ser melhor do que o primeiro. E está confirmado: Esqueceram de Mim foi a maior inspiração para o James Wan criar Jogos Mortais.
A fórmula é exatamente a mesma, apenas com um acréscimo na quantidade de armadilhas (o tal do "mais") e trazendo agora Nova York como o novo palco para as peripécias de Kevin (o tal do "maior"). Mesmo com suas 2 horas de duração, o longa não cansa em nenhum momento. E as cenas repetidas são ainda melhores do que no filme anterior. Destaque total para a cena envolvendo o áudio de um filme antigo na TV. É praticamente igual, mas conseguiu me fazer rir de um jeito que não havia conseguido no primeiro filme.
Mais uma vez a família do Kevin me deu ódio. Caramba, o Kevin é um santo! O menino não faz absolutamente nada, só revida quando mexem com ele, e mesmo assim ele tem que pedir desculpas, é taxado de peste e sempre se sente mal pelas coisas que faz. Ele é doce, gentil, inteligente e um mentiroso de primeira (o que é inegável). Mas isso é um bônus muito necessário. Imagina se ele fosse um garoto inocente e frágil na selva que é Nova York? Ou mesmo sozinho em casa, lidando com dois bandidos. Quanto as armadilhas clássicas... Eu fiquei chocada! Se as datas coincidissem, esse filme poderia perfeitamente ser a origem do Jigsaw. Era uma armadilha mais letal do que a outra. Nunca mais aqueles malucos passam na mesma calçada que ele. O menino é muito bom.
Filme muito divertido que vem envelhecendo muito bem (tirando a parte das Torres Gêmeas, o que é bem triste). Além de ótimas cenas de comédia, tem uma linda mensagem que casa bem com o espirito natalino.
Mesma vibe de John Wick — só que ruim. Não tem um bom roteiro, nem boas atuações, nem nada que bons filmes de ação têm.
Os diálogos são terríveis. Todos são extremamente genéricos, expositivos, bregas e tentativas frustradas de frases de efeito (e comecei a me corroer toda vez que falavam alguma asneira sobre a maldita "colmeia").
As cenas de ação (que são o ponto chave ou, pelo menos, deveriam ser), são igualmente deploráveis. Não são as piores que já vi, mas também não são interessantes ou divertidas. A única exceção é a última cena de luta, no finalzinho do filme, que dá origem ao incrível diálogo citado no início da minha resenha.
A trama... é tão estúpida. Dá desgosto lembrar. Começa com uma velha burra que é roubada (e quem duvida da eficácia desse golpe não deve conhecer o famoso e esdrúxulo golpe do "Bilhete Premiado") e vira uma joça envolvendo crime de campanha (e a presidenta inocenta foi foda demais. Tão ingênua e honesta... que piada).
É um filme sem muito rumo, com excesso de personagens inúteis, como a dupla do FBI que só existe para preencher cota. Ou alguém realmente achou que os imbecis iriam parar o protagonista? Óbvio que não. Tirem tudo envolvendo o FBI e teremos menos tempo de longa e nenhuma mudança na narrativa.
Comparar esse filme com qualquer clássico brucutu é uma blasfêmia.
Nossa, que K-drama ruim. Os atores têm uma aparência jovem, então, imagine a minha surpresa ao descobrir que se trata de uma trama com personagens na casa dos 30 anos. E pior, que eles parecem tudo, menos adultos.
Os protagonistas são extremamente imaturos e chatos. Implicam o tempo todo por qualquer coisa. Sempre há uma picuinha infantil. Não tem nada de divertido ou interessante nos dois. Além de serem péssimos como amigos, demoram uma eternidade para se declararem. E mesmo quando um se declara primeiro, a história não avança, o romance permanece inexistente. O casal secundário parecia mais legal de ver, mas perde a graça muito fácil. Acabei gostando mais da trama que envolve os pais do protagonista, porém, o resto estava tão, mas tão chato de assistir, que nem isso valia meu tempo. A família da Seok Ryu é um porre, com destaque para a mãe irritada e invejosa. O irmão dela é um inútil, completamente descartável (tanto quanto o ex da irmã). O pai é um bundão, como na maioria dessas histórias. A forma que eles tratam a guria é patética. Só criticam, nunca a apoiam e nunca perguntam o que ela quer. Depois não entendem por que ela guarda segredos. E falando em segredo,
achei um saco a história do câncer. Pareceu tão aleatório. E o pior de tudo é que, após descobrirem, todos passam a gritar com ela, a chamam de burra, egoísta e outras atrocidades. Seung Hyo, sendo o mais cara de pau, fica puto por ela ter escondido a doença, sendo que ele a ignorou desde que soube que ela tinha namorado. Quem é esse merda para exigir algo? Achei inadmissível.
Suportei até o episódio 10, mas dropo sem dó. Mesmo vendo em velocidade acelerada, parecia que não acabava nunca. Como não me importo com a jornada de ninguém, vou conferir algo que realmente preste. Não uma série besta que só me fez passar raiva e tédio.
A série começa bem, mas estabelece diversas coisas que não serão aprofundadas no decorrer da trama. Praticamente tudo foi mal explorado e, por vezes, completamente esquecidos no caminho. Como estopim para a série, temos Son Hae-Yeong, que, movida por sua ambição no trabalho, decide se casar com alguém de quem não gosta. Primeiro, a razão pela qual eles não se gostam não é bem elaborada nem minimamente interessante. Segundo, o aspecto profissional é jogado na lama.
Para alguém que não aceita perder, Hae-Yeong fica muito tranquila ao ver seu ex colhendo os louros do sucesso de uma ideia criada por ela. E está tudo bem o CEO expulsar Ji-Uk da empresa e tirar Hae-Yeong da liderança, para, depois, agir como se nada tivesse acontecido?
Sem contar que não entendi a razão para Ji-Uk topar um casamento falso. Dizer que ele “de alguma forma aceita” ou que “se casa porque não quer encrenca” são formas de indicar que quem escreveu essa história não se deu ao trabalho de criar algo plausível.
Toda a trama da Hee-Sung é chatíssima de acompanhar e mal teve um final.
Também trouxe desnecessariamente uma história de “amor livre” ou “poliamor” que não acrescenta em nada. Nunca conhecemos ou sabemos algo sobre o outro cara com quem ela saía (e que era o possível pai do filho dela). Se ela gostava tanto desse outro cara — como é sugerido em determinado episódio —, por que se mantinha na relação com o namorado de longa data? Era visível que ela não o amava mais e não via futuro nos dois. Foi um drama e um dilema ensosso de acompanhar.
Além disso tudo, temos o fato de a mãe do CEO ser fã do Amor Apimentado, depois virar a maior hater da autora e depois meio que a apoiar (🤷♀️). Temos a razão para o Ji-Uk estar na empresa da Hae-Yeong, que não vai a lugar nenhum. Temos a Bebê, que é esquecida no churrasco, sendo que ela parecia ser muito importante para o Ji-Uk. Temos o plot abandonado com o ex da protagonista — que fica rondando como o perfeito urubu que é — e sua esposa. Mais e mais tramas que vêm e vão sem um bom desfecho ou desfecho algum. Parece que os roteiristas tinham rascunhos com ideias (boas ideias, aliás), porém não chegaram a aprimorar nenhuma delas; então, foi ao ar o próprio rascunho.
No quesito romance, o casal que mais gostei foi Gyu-Hyeon e Ja-Yeon, que também achei o mais bem aproveitado. Já o casal principal tem uma relação que vai de "te odeio" para "preciso me afastar porque estou me apaixonando" muito rápido. Eles têm discussões muito tolas e separações que só servem para prolongar a história e impedir que fiquem juntos. Foi exaustivo e broxante de acompanhar.
Fiquei feliz por ter apenas 12 episódios, já que a história começou a se arrastar para mim após o episódio 8 ou 9. Não foi terrível, mas tinha potencial para ser algo melhor.
Poxa, tinha tanto potencial. A light novel é mega elogiada, assim como o mangá, então criei uma grande expectativa (mesmo sendo uma série Netflix). A animação é linda. A abertura é uma daquelas que não dá vontade de pular, muito bem feita e com uma música envolvente. A premissa é muito interessante, mas a execução foi precária. O principal problema é a própria Miyo. Ela fica se lamuriando o tempo todo, com um complexo de vítima, sempre se colocando como indigna do Kyouka. Pede desculpas tanto quanto repete "meu noivo". Chora ou faz voz de choro em todo maldito episódio. É cansativo. Outro problema é como os arcos parecem todos inacabados. A família escrota, o bundão que gosta dela e seu pai que resolve querer a Miyo, toda a trama envolvendo o Imperador ou a família da mãe da Miyo. Tudo é jogado e ganha desfechos muito insatisfatórios. Terminei o anime com a sensação de que faltava muita coisa. Li apenas os 3 primeiros capítulos do mangá, que foram muito bem adaptados, então não sei se é um problema da série ou do material fonte. Espero que não seja o último caso.
Mais um detalhe: Miyo passa a venerar o Kyouka no momento imediato que o conhece. É um romance muito instantâneo, o que é bem chato. E nunca nos é explicado o porquê das noivas anteriores terem saído correndo dele após, no máximo, 3 dias. Mais coisa mal explicada...
Reavaliando após finalmente assistir a O Rei da Comédia.
Tecnicamente falando, é uma obra excelente. A direção e as atuações são impecáveis. É repleto de momentos marcantes, aflitivos, desconfortáveis e, às vezes, divertidos (não esqueço a cena do anão). Porém, entretanto, todavia, Todd Phillips não apenas se "inspirou" em Taxi Driver e O Rei da Comédia. Coringa tem como base o filme inteiro do último citado, não restando muito de original. É basicamente puro plágio — até a paixonite do Arthur lembra a Rita, paixonite do Pupkim. Diante disso, voltei atrás com minha avaliação nota 5.
Isoladamente, ele é ótimo. Infelizmente o diretor resolveu destruir seu próprio trabalho com a continuação, mas ele funciona perfeitamente sozinho. Serve como uma ótima história de origem de vilão, e foi o único acerto da DC em meio a diversos fracassos retumbantes. Mas, como disse, fracassa completamente em ser original, sendo uma cópia "cuspida e escarrada" de dois clássicos do Scorsese.
Dito isso, o Coringa do Cavaleiro das Trevas permanece com o título de "Melhor Coringa" pelo 16º ano consecutivo.
Este foi meu primeiro dorama, mas nunca cheguei a finalizar (mesmo faltando apenas 3 episódios). A premissa é muito interessante e o início é promissor, só que as coisas vão esfriando com o passar do tempo. Era para a Yeo Joo ser muito astuta e tal... Mas seu marido lhe passa a perna muito fácil e suas táticas para descobrir uma traição chegam a ser um tanto tolas. Mas não dá para negar que o bicho é muito articulado para trair.
Todas as amantes sempre ganham o mesmo perfume que é o mesmo de sua esposa. É algo simples, mas bem esperto (e como eu odiei ter que que lhe dar este crédito). Ainda assim, não via a hora da mulher capar logo esse desgraçado.
Se é para viver nessa paranoia de ser traída, para que casar? Credo! É uma pena que, mesmo com um bom mistério, vá murchando e perdendo toda a graça no percurso.
Tomei vergonha na cara e finalmente assisti a "O Rei da Comédia". Quando disseram que "Coringa" bebeu da fonte desse filme e de "Taxi Driver", não estavam de brincadeira. A maior parte da trama do filme de Todd Phillips está aqui. Claro que há suas particularidades, mas acho que não teria avaliado "Coringa" tão bem se tivesse visto a obra de Scorsese antes.
Voltando ao que importa, é um filme com um humor feito para nos deixar desconfortável. As cenas de devaneios de Rupert são lindamente feitas, envelhecendo como vinho. As atuações são excelentes, mas é impossível não destacar o trabalho do De Niro. Há crítica tanto à loucura que vem de brinde com a fama quanto ao setor do entretenimento. O final me pegou de surpresa por duas vezes:
1º - Achei que o show do Pumpkin seria tão desconfortável quanto o do Arthur Fleck, mas algumas piadas foram engraçadinhas; 2º - Ele conseguiu tudo que almejava, a popularidade e os holofotes. No fim, o crime compensa.
Esperei algo no tipo "Depois de Horas", mas encontrei algo completamente diferente e inusitado. Recomendo mesmo para quem tem problemas com filmes mais velhos.
Ótimo filme de ação, com uma trama instigante e cenas de ação inventivas e divertidas de assistir. O uso do slow motion muito bem utilizado deixou as cenas de violência muito bonitas (ironicamente), contrastando com o restante do filme que consiste em uma cidade cinzenta e suja e personagens desprovidos de beleza. Entretenimento puro e simples. Uma pena o fracasso injustíssimo na bilheteria.
Não sei se é verdade, mas vi comentários no Viki afirmando que essa série demorou 2 anos para ser lançada. Agora dá para saber o porquê: ele é chatíssimo. Vim pela sinopse, porém, a premissa funciona apenas na teoria. Assisti os quatro primeiros episódios e não senti qualquer interesse em prosseguir.
O roteiro é inexplicavelmente bagunçado, as tramas são rasas, a direção é confusa, as atuações são muito abaixo do esperado, com um vilão soando canastrão, e nada flui de uma forma engraçada. O casal principal não é terrível, mas é puro suco de chuchu. Os dois não têm carisma, charme ou química em tela. Achei que seria capaz de acompanhar mesmo não gostando muito (esperando melhorar) por ter apenas 12 episódios de 30 minutos (e às vezes até um pouco menos), mas foi impossível. A meia hora parece uma hora, e tive que assistir parcelado.
Não vale a pena desperdiçar tempo vendo algo tão ruim com tantas outras produções bem melhores.
A Fada e o Pastor
3.7 12 Assista AgoraDefinitivamente, não foi uma série ruim. Entretanto, poderia ter sido melhor. O início é bem mais divertido que os episódios finais.
A princípio achei o Gyeon-U um babacão ingrato. Porém, com o decorrer da trama e conhecendo sua triste história, consegui compreender suas motivações e o que o fizeram ser tão amargurado. Eu seria bem pior se estivesse em seu lugar.
A maioria dos personagens são divertidos e carismáticos. Não há nenhuma atuação aquém. Achei a química entre o trio principal muito boa, inclusive com a adição do "espírito maligno" (que não tem nada de maligno).
Esse é um personagem que foi colocado na trama como um vilão terrível, mas que se mostrou apenas um garoto solitário que queria viver e ser amado. Fiquei triste pelo Gyeon-U ser possuído quando finalmente iria se livrar de sua maldição, mas era inegável o carisma e a química que ele tinha com a Seong-A. Ele foi divertido e trouxe uma luz nova ao personagem. Acho que ele foi muito bem encarnado tanto pelo ator quanto pelo dublador (dava pra saber quem era quem só pelo tom de voz, mesmo quando o espírito fingiu ser o Bae Gyeon-U).
Além do "espírito", gostei muito do Ji-ho. Inclusive, sempre o achei bem mais bonito que o par romântico da Fada. Ele é divertido, leal e um perfeito companheiro.
O fim dele é o mesmo de vários bons personagens que amam a protagonista, mas que não tem nenhuma chance: eles sofrem pelo amor delas, mesmo sabendo que o coração delas é de outro, e terminam sozinhos e ainda apaixonados. Nossa, como eu odeio esse final! Uma pessoa incrível como ele merecia alguém legal com ele. Não ficar segurando vela pra menina que ele gosta.
Os últimos capítulos perdem muito o ritmo e vão atolando até um desfecho xoxo. Não entendi todo o apresso com a xamã do mal, sendo que ela foi uma pessoa horrível do início ao fim.
Mesmo após todo o mal que ela causou, as pessoas permaneciam se sacrificando por ela. Não importa a pessoa que ela foi um dia. Não importa que ela seja uma mãe de luto. Isso não justifica em nada ela sair em pune de todas as suas atrocidades. Sim, ela sofreu ao saber que estava fazendo o próprio filho sofrer todo aquele tempo. Porém, isso não a impediu de ainda querer fazer mais mal. Foi ela quem fez o Gyeon-U ter ódio de xamãs. Ela não merecia o fim que teve.
Outras pontas ficaram largadas no caminho, como a família do Gyeon-U e até como ele se bancava sozinho, já que a avó gastou tudo tentando ajudá-lo.
Como disse, não foi terrível e não acho que o final foi estragado. Foi muito divertido e foi um ótimo entretenimento. Só poderia ser melhor. Ainda assim, vale a pena.
Um Herói de Brinquedo
2.9 599 Assista AgoraFilminho bobo e muito divertido. Rimos do início ao fim (doidos para o Howard meter um socão no talarico cara de pau).
O filme conta com diversas situações inusitadas e engraçadas em toda a jornada de um pai relapso em busca da sensação do momento, Turboman.
Não é um filme que envelheceu mal e não é pedante passando sua "mensagem natalina". Definitivamente, ele merecia uma classificação bem melhor do que muita bomba elogiada aqui.
Um Natal Muito, Muito Louco
2.8 174 Assista AgoraSinceramente, eu e meu filho estávamos muito investidos na história, a princípio. O casal resolvendo viajar em um cruzeiro, deixando de comemorar o natal — e tendo que lidar com a vizinhança entrometida e desagradável os hostilizando por isso — foi uma ideia divertida, interessante e inovadora.
Porém, nossa diversão acabou quando o casal abdica de seus planos por causa da filha. Que merda de mensagem foi essa que tentaram passar!?
As pessoas foram horríveis com eles. Os ofenderam, os chamaram de egoístas por não quererem decorar a própria casa e irem curtir uma viagem. Fizeram um motim para eles colocarem um maldito boneco de neve!
É óbvio que a ideia do humor está nos exageros. Entretanto, levando em consideração tudo que eles passaram, o casal ceder e os vizinhos se tornarem "heróis" foi algo bem patético e despropositado. Não existe redenção para aquele povo.
Nora ainda diz que a filha JAMAIS deve saber da ideia "estúpida e egoísta" do pai! Até um segundo antes ela estava cogitando sequer voltar àquela vizinhança, de tão revoltada que estava. Agora a ideia é estúpida?
Qual o crime em um casal (que não deve ter um momento à sós há 23 anos) resolver cuidar de si mesmo e se divertir, sem se preocupar com filhos e, principalmente, sem ter que agradar gente que não é nada deles?
O filme ainda conta com uma ou outra ideia jogada que não acrescenta em nada na trama —
como a briga pelo presunto (que nem foi comido ou lembrado na ceia) e o bandido (que está lá para nada).
Gostei de outros trabalhos em que o Chris Columbus se envolveu, mas esse não deu. Terminamos odiando o natal e chateadíssimos pelo Luther ainda ter saído como vilão.
Seguro para Divorciados
3.7 6Eu queria dar uma chance, pois a série traz uma premissa interessante — mesmo com o piloto fraquíssimo. Entretanto, depois de três episódios nada empolgantes e que não fazem a trama andar muito, decidi abandonar.
O elenco não é ruim, com exceção da Lee Joo-bin, que passa a série inteira com cara de idiota abobada ou idiota perdida. Sua tentativa de parecer uma "sem noção" é ridícula e, sinceramente, a atriz nem se esforça (ou não é capaz mesmo). Ainda que os outros não sejam péssimos, nem eles ou suas histórias me cativaram.
A tentativa de humor é extremamente falha. Não teve uma situação sequer que me arrancasse um mísero sorriso. O drama é igualmente fraco e o romance é forçado.
Tendo tantas outras obras boas para aproveitar, não achei que valesse a pena investir tantas horas em algo que não me entregou o mínimo de entretenimento. Boa sorte para quem fica.
Drop: Ameaça Anônima
3.0 234Filminho bacana, curto e eletrizante. A direção é excelente, assim como a ambientação — fiquei apaixonada pelo restaurante.
É um thriller de qualidade. Recomendo.
Selvagem
2.8 222 Assista AgoraEu tinha o DVD dele quando mais nova e já não o achava grande coisa. Já o enxergava como um plágio descarado e sem graça de Madagascar + Procurando Nemo.
Como adulta, digo que ele merece o esquecimento que recebeu. Não é criativo, divertido ou memorável. Os personagens também não são carismáticos. As melhores coisas são a adição do Coldplay e do Lifehouse ❤️ na OST ("Good Enough" é incrível!). A trama é bem rasa e óbvia. Pode agradar os mais novos, mas não creio vai agradar quem os acompanhar. E não vale a pena a reassistida anos mais tarde.
Sem dúvidas, vale 1000x mais ver o original.
Lista com algumas das "inspirações" óbvias:
- Tanto Madagascar quanto Selvagem começam no Central Park Zoo (ou similar) e têm o arco de “animais domesticados do zoológico acabam na África selvagem e precisam se adaptar”.
- O protagonista é um leão que é a atração principal do zoológico.
- Animais de espécies diferentes que se apaixonam (girafa e hipopótamo - Madagascar vs. girafa e esquilo - Selvagem).
- Leão-pai que sai em busca do filho perdido (Procurando Nemo).
- Há mistura de espécies, piadas rápidas e personalidade exagerada, muito parecida com o tom de Madagascar (exceto, que a maioria das piadas não funciona).
- Animais do zoo buscam algum animal que saiba como se virar em NY e sair da cidade (pinguins vs. pombos).
- Tem um trecho musical que pode remeter ao "Eu Me Remexo Muito".
O Outro Lado da Caixa
3.9 63Cara, olha... foi muito intrigante.
Eu, particularmente, adoro curtas de terror, pois eles são mais tensos e criativos do que qualquer longa do gênero lançado nos últimos anos.
Porém, apesar de ser muito curioso e bastante tenso, ele deixa muitos e muitos pontos de interrogação. Tantos pontos que me fizeram questionar a lógica da narrativa. Além disso, o final foi bem anticlimático.
Todos estamos de acordo do Shawn ser o ex da Rachel, não? É o único fato óbvio. Ele deu problema para o casal — provavelmente por não aceitar o término — e agora quis se livrar da caixa e usá-la contra o atual dela. Ele fica visivelmente muito animado por ouvir que ela não estava presente, apesar de estar um tanto nervoso.
Agora os questionamentos: como ele chegou nessa caixa? Como ele colocou o "ser" de volta nela para dar ao Ben? Se ele passou tempo o bastante para descobrir que a coisa se move quando você não o olha, como ele não sabia que ele "falava" (afinal, ele "falou" bem rápido)? E como ele sabia que Ben não poderia voltar mais para a casa? Ele viu isso acontecer com outra pessoa? Qual é a da água? Rachel e ele já estavam na caixa ou ele foi levado para dentro dela apenas no final?
É óbvio que nem todas as respostas precisam ser dadas. Não precisamos de uma trama mastigada. Entretanto, certos questionamentos são válidos para tornar a história coerente e lógica, mesmo dentro de um contexto sobrenatural.
Não acho que deva ganhar um longa metragem — quantos curtas foram destruídos após virarem filmes? Filmes deixam a trama arrastada e entediante. Ele funciona perfeitamente como curta. Lindamente. Só faltou deixar um pouco mais clara a lore envolvendo a tal caixa.
De resto, não foram 15 minutos perdidos.
Se A Vida Te Der Tangerinas...
4.6 57 Assista AgoraEu realmente queria ter amado essa série, mas foi uma tortura a partir do quarto episódio, e as coisas nunca melhoraram. Não embarquei no hype.
O início foi muito promissor. Não me arrancou lágrimas, mas foi envolvente e curioso. A relação do casal principal é fofa, divertida e cheia de percalços que ambos enfrentaram juntos — como todo bom casal deveria fazer. A história aposta no realismo, retratando situações e dilemas com os quais é fácil se identificar. Os pensamentos e conflitos dos personagens poderiam ser os nossos — só muda o endereço. O problema é que, tirando o Gwan Shik e a Ae Soon, todos os outros personagens são desinteressantes e/ou odiosos.
Os filhos são um desastre. Ambos são babacas e ingratos. Nenhum deles reconhece todo o sacrifício que os pais fizeram para que eles tivessem o melhor possível.
Um odeia não ter sido o filho favorito, sempre sendo comparado com a mais velha — seria uma reclamação justa, se ele não fosse um completo inútil, encostado, que só deu dor de cabeça. A outra reclama que os pais a privilegiaram e gastaram o que não tinham para que ela tivesse a melhor educação. Ela, inclusive, é a mais insuportável: sempre chorando, reclamando e maltratando os pais.
A série serpenteia entre cenários e situações, com mudanças bruscas — e, muitas vezes, despropositadas — na cronologia. Idas e vindas constantes no tempo que não ajudam nem agregam. Ideias são trazidas e abandonadas inesperadamente no percurso, sem desfecho ou motivo. A série quer tratar de muitos assuntos ao mesmo tempo, sem muito aprofundamento. Tudo é muito cansativo.
Falando em cansativo... A narração em off é excessiva, rasa e não acrescenta à história. É o puro show da “Capitã Óbvia”, narrando exatamente o que estamos assistindo — como se fôssemos cegos ou burros. O excesso também está no melodrama e nos diálogos que sempre buscam ser poéticos, mas soam antinaturais.
Fui até o fim, esperando pelo tão comentado final de arrancar lágrimas... Foi tão chato e broxante quanto o resto. Algumas coisas aqui poderiam me sensibilizar, mas, como a série SEMPRE está querendo nos fazer chorar, fica forçado e me tira da história.
A única coisa que é boa do início ao fim é a música de abertura — ela é viciante.
P.S.: A única coisa certa que a idiota da filha da Ae Soon fez foi terminar com aquele bundão. Gostei também que mostra o quanto o ex dela nunca foi feliz (o que era óbvio que aconteceria). Uma mãe daquelas suga a vida e a felicidade do filho. Ele nunca ficaria bem enquanto estivesse próximo da mãe. A Ae Soon teria passado pelo mesmo tormento, caso o marido não tivesse enfrentado a mãe e a avó. Aquele é que é homem! Gwan Shik era um homão da porra!
P.S. II: Porém... A filha burra foi louca ao casar-se com o esquisito. O cara perseguia ônibus, ia ao cinema todo dia atrás dela, agia da forma mais assustadora possível após anos sem contato e sorria como um psicopata... Credo! Creepy!
She Was Pretty
4.0 78Começa mais ou menos e vai decaindo a partir do episódio 9.
Hye-Jin é uma personagem bem chatinha — muito tonta e caricata. Quando criança, era educada, falava bem, parecia uma pessoa normal. Adulta, vira uma coisa muito constrangedora. Bicha besta...
O protagonista masculino é um completo babaca, sinceramente. Quando não a reconhece, trata a Hye-Jin pior do que rato de esgoto. O repórter Kim é chato, inconveniente e folgado, mas me passou mais verdade do que o Sung-Joon. Quando ele não ficava com caras e bocas, era mais bonito e interessante.
Da metade para o final, a trama se arrasta dolorosamente. Demorei quase 6 meses para conseguir criar coragem de encarar os dois últimos episódios — e não valeu a pena.
O penúltimo episódio poderia perfeitamente ser o final. O desfecho é corrido; nem cerimônia de casamento teve. É abrupto e mal feito. Chato, chato.
Há histórias melhores. Há romances muito superiores. E a comédia... poxa, estava muito em falta.
Veja por sua conta e risco.
O Diário de Bridget Jones
3.5 880 Assista AgoraAproveitei que está disponível no Prime Video e acabei (re)assistindo — sem saber que já havia visto antes, há 10 anos. Revendo, minha nova avaliação acabou sendo mais baixa que a anterior.
A premissa é muito interessante, o trio principal é ótimo, a trilha sonora é incrível e o longa é divertido. Entretanto, desacostumei com o ritmo um tanto apressado de algumas obras dos anos 2000. A história avança, muita coisa acontece, mas nada é minimamente aprofundado.
Exemplo: a separação dos pais e o fato de ela virar repórter (ou tudo relacionado ao seu trabalho) é muito abrupto. Tipo, Bridget se tornou uma repórter popular por causa de uma entrevista cujo desenrolar sequer acompanhamos. E virou "chacota nacional", mas nunca presenciamos o reconhecimento das pessoas sobre essa situação — ninguém além do Mark Darcy.
Como as coisas ocorrem de forma um tanto aleatória, não consegui me envolver muito com a trama.
Ainda assim, é um filme divertido e bem a cara do início do século.
Nosferatu
3.6 937 Assista AgoraDepois de "A Bruxa", não houve mais nenhum trabalho do Eggers que eu tenha gostado. Talvez seja um sinal para não dar mais chance as suas obras. Porém, foram tantas críticas tão positivas que praticamente me senti na obrigação de ver "Nosferatu".
Foi uma experiência penosa do início ao fim. A trama se inicia com o longa pulando de cena em cena, algo que me incomodou muito. As trocas soaram muito aleatórias e abruptas. O desenrolar é extremamente lento. Foram incontáveis os meus bocejos e a vontade de dormir. Mesmo acelerando — faltando 30 minutos para acabar —, parecia que não ia acabar nunca.
Foi entediante, cansativo e meio canastrão. Não senti tensão em nenhuma cena, muito menos durante os tremeliques da Lily-Rose Depp. Também não consegui tirar proveito de nada, nem mesmo das atuações ou do figurino ou da ambientação... nada.
Para mim, foi um desperdício de vida. Quem gosta muito de filmes de vampiro talvez curta... ou não, sei lá.
P.S.: Agora que vi que o Conde é feito pelo Bill Skarsgård. O cara está irreconhecível (parabéns ao pessoal da maquiagem).
Pearl
3.9 1,2K Assista AgoraNão sou do tipo que vai na onda dos críticos. Afinal, vários deles afirmaram que "X" era incrível — e outros adjetivos do gênero — mesmo sendo um filme apenas ok, bem divertido, mas nada original. Também não sou uma grande entusiasta da A24, já que ela entrega muito mais filme bunda do que obras realmente boas, como "A Bruxa" e "Aftersun".
Dito isso, achei Pearl menos interessante e menos entretenimento do que o primeiro da trilogia. Mia Goth carrega o filme nas costas com uma atuação impecável. Ela claramente é boa demais para um filme tão meia-bomba.
A direção, a fotografia, os diálogos — todo o aspecto técnico do longa é primoroso, o que é inegável. Porém, por mais que esses elementos e a atuação da Mia tenham me prendido na trama, o geral foi meio sem sal.
Compreendi o desespero, a angústia e a tristeza em torno da história da Pearl. Também achei interessante estar em sua mente perturbada. Mas, sei lá, senti que faltou algo. Foi meio o que senti com "Midsommar".
É um filme que todos podem facilmente viver tranquilos sem nunca terem visto. Não estariam perdendo muito.
Magic Mike
3.0 1,3K Assista AgoraNunca consegui terminar de assistir. Parecia uma ideia engraçadinha, com uns gostosinhos (de corpo, pelo menos) rebolando sem camisa, mas foi um puta constrangimento.
Quando o Matthew McConaughey começou aquela putaria no palco — agarra bunda, agarra saco —, eu cai fora. Eu pensei que ele não pudesse ser mais constrangedor do que em "O Lobo de Wall Street", mas eu estava dolorosamente errada. Cada cena dele aqui é pior do que a outra. Gzus...
Deve ser divertido para as coroas safadas.
A Morte do Demônio: A Ascensão
3.3 874 Assista AgoraEsta franquia podia se chamar "Demônio Comendo Cu de Curioso". Todo mundo sempre se fode porque um idiota resolve mexer no que não deve — algo claramente diabólico — e acaba morrendo e/ou matando todo mundo no processo.
Diante do primeiro remake e dos diversos comentários positivos na época do lançamento, acabei criando uma certa expectativa, que não foi atingida. Não é ruim, longe disso. Entretanto, os personagens são muito mais vazios, assim como a própria trama, que serve mais como um slasher puro e simples. Os personagens que não fazem parte do núcleo familiar poderiam ser excluídos do filme sem qualquer prejuízo para a história. Todos eles estão lá apenas para morrer, e suas mortes nem são boas. Ou elas são muito rápidas ou são off-screen.
O ponto positivo é o fato de não se prolongar, com a possessão acontecendo em aproximadamente 20 minutos de filme. Outro ponto é que o filme não é muito longo. Alguns dos efeitos de CGI ficaram bobos, especialmente nas cenas em que o sangue escorre do rosto dos personagens, mas, no geral, são satisfatórios. Há boas referências, mantendo alguns dos aspectos que se tornaram tão populares na franquia. Além disso, há uma cena que faz referência ao filme "O Iluminado", que ficou decente.
Como slasher, é um bom filme. Peca no quesito roteiro, sendo pouco aprofundado e extremamente raso, mas acerta na sanguinolência (em abundância) e nas boas cenas angustiantes — destaco aqui a cena com o ralador 😖.
Esqueceram de Mim 2: Perdido em Nova York
3.3 566 Assista AgoraEsqueceram de Mim 2 conseguiu atingir um feito (geralmente) muito difícil: o de ser uma continuação "mais e maior" e, ainda assim, ser melhor do que o primeiro.
E está confirmado: Esqueceram de Mim foi a maior inspiração para o James Wan criar Jogos Mortais.
A fórmula é exatamente a mesma, apenas com um acréscimo na quantidade de armadilhas (o tal do "mais") e trazendo agora Nova York como o novo palco para as peripécias de Kevin (o tal do "maior").
Mesmo com suas 2 horas de duração, o longa não cansa em nenhum momento. E as cenas repetidas são ainda melhores do que no filme anterior. Destaque total para a cena envolvendo o áudio de um filme antigo na TV. É praticamente igual, mas conseguiu me fazer rir de um jeito que não havia conseguido no primeiro filme.
Mais uma vez a família do Kevin me deu ódio. Caramba, o Kevin é um santo! O menino não faz absolutamente nada, só revida quando mexem com ele, e mesmo assim ele tem que pedir desculpas, é taxado de peste e sempre se sente mal pelas coisas que faz. Ele é doce, gentil, inteligente e um mentiroso de primeira (o que é inegável). Mas isso é um bônus muito necessário. Imagina se ele fosse um garoto inocente e frágil na selva que é Nova York? Ou mesmo sozinho em casa, lidando com dois bandidos.
Quanto as armadilhas clássicas... Eu fiquei chocada! Se as datas coincidissem, esse filme poderia perfeitamente ser a origem do Jigsaw. Era uma armadilha mais letal do que a outra. Nunca mais aqueles malucos passam na mesma calçada que ele. O menino é muito bom.
Filme muito divertido que vem envelhecendo muito bem (tirando a parte das Torres Gêmeas, o que é bem triste). Além de ótimas cenas de comédia, tem uma linda mensagem que casa bem com o espirito natalino.
Beekeeper: Rede de Vingança
3.2 234 Assista Agora"Você é só um homem."
*pausa dramática*
"Eu sei."
Mesma vibe de John Wick — só que ruim. Não tem um bom roteiro, nem boas atuações, nem nada que bons filmes de ação têm.
Os diálogos são terríveis. Todos são extremamente genéricos, expositivos, bregas e tentativas frustradas de frases de efeito (e comecei a me corroer toda vez que falavam alguma asneira sobre a maldita "colmeia").
As cenas de ação (que são o ponto chave ou, pelo menos, deveriam ser), são igualmente deploráveis. Não são as piores que já vi, mas também não são interessantes ou divertidas. A única exceção é a última cena de luta, no finalzinho do filme, que dá origem ao incrível diálogo citado no início da minha resenha.
A trama... é tão estúpida. Dá desgosto lembrar. Começa com uma velha burra que é roubada (e quem duvida da eficácia desse golpe não deve conhecer o famoso e esdrúxulo golpe do "Bilhete Premiado") e vira uma joça envolvendo crime de campanha (e a presidenta inocenta foi foda demais. Tão ingênua e honesta... que piada).
É um filme sem muito rumo, com excesso de personagens inúteis, como a dupla do FBI que só existe para preencher cota. Ou alguém realmente achou que os imbecis iriam parar o protagonista? Óbvio que não. Tirem tudo envolvendo o FBI e teremos menos tempo de longa e nenhuma mudança na narrativa.
Comparar esse filme com qualquer clássico brucutu é uma blasfêmia.
O Amor Mora ao Lado
3.7 43 Assista AgoraNossa, que K-drama ruim. Os atores têm uma aparência jovem, então, imagine a minha surpresa ao descobrir que se trata de uma trama com personagens na casa dos 30 anos. E pior, que eles parecem tudo, menos adultos.
Os protagonistas são extremamente imaturos e chatos. Implicam o tempo todo por qualquer coisa. Sempre há uma picuinha infantil. Não tem nada de divertido ou interessante nos dois. Além de serem péssimos como amigos, demoram uma eternidade para se declararem. E mesmo quando um se declara primeiro, a história não avança, o romance permanece inexistente.
O casal secundário parecia mais legal de ver, mas perde a graça muito fácil. Acabei gostando mais da trama que envolve os pais do protagonista, porém, o resto estava tão, mas tão chato de assistir, que nem isso valia meu tempo.
A família da Seok Ryu é um porre, com destaque para a mãe irritada e invejosa. O irmão dela é um inútil, completamente descartável (tanto quanto o ex da irmã). O pai é um bundão, como na maioria dessas histórias. A forma que eles tratam a guria é patética. Só criticam, nunca a apoiam e nunca perguntam o que ela quer. Depois não entendem por que ela guarda segredos.
E falando em segredo,
achei um saco a história do câncer. Pareceu tão aleatório. E o pior de tudo é que, após descobrirem, todos passam a gritar com ela, a chamam de burra, egoísta e outras atrocidades. Seung Hyo, sendo o mais cara de pau, fica puto por ela ter escondido a doença, sendo que ele a ignorou desde que soube que ela tinha namorado. Quem é esse merda para exigir algo? Achei inadmissível.
Suportei até o episódio 10, mas dropo sem dó. Mesmo vendo em velocidade acelerada, parecia que não acabava nunca. Como não me importo com a jornada de ninguém, vou conferir algo que realmente preste. Não uma série besta que só me fez passar raiva e tédio.
Os Lucros do Amor
4.0 28 Assista AgoraA série começa bem, mas estabelece diversas coisas que não serão aprofundadas no decorrer da trama. Praticamente tudo foi mal explorado e, por vezes, completamente esquecidos no caminho.
Como estopim para a série, temos Son Hae-Yeong, que, movida por sua ambição no trabalho, decide se casar com alguém de quem não gosta. Primeiro, a razão pela qual eles não se gostam não é bem elaborada nem minimamente interessante. Segundo, o aspecto profissional é jogado na lama.
Para alguém que não aceita perder, Hae-Yeong fica muito tranquila ao ver seu ex colhendo os louros do sucesso de uma ideia criada por ela. E está tudo bem o CEO expulsar Ji-Uk da empresa e tirar Hae-Yeong da liderança, para, depois, agir como se nada tivesse acontecido?
Sem contar que não entendi a razão para Ji-Uk topar um casamento falso. Dizer que ele “de alguma forma aceita” ou que “se casa porque não quer encrenca” são formas de indicar que quem escreveu essa história não se deu ao trabalho de criar algo plausível.
Toda a trama da Hee-Sung é chatíssima de acompanhar e mal teve um final.
Também trouxe desnecessariamente uma história de “amor livre” ou “poliamor” que não acrescenta em nada. Nunca conhecemos ou sabemos algo sobre o outro cara com quem ela saía (e que era o possível pai do filho dela). Se ela gostava tanto desse outro cara — como é sugerido em determinado episódio —, por que se mantinha na relação com o namorado de longa data? Era visível que ela não o amava mais e não via futuro nos dois. Foi um drama e um dilema ensosso de acompanhar.
Além disso tudo, temos o fato de a mãe do CEO ser fã do Amor Apimentado, depois virar a maior hater da autora e depois meio que a apoiar (🤷♀️). Temos a razão para o Ji-Uk estar na empresa da Hae-Yeong, que não vai a lugar nenhum. Temos a Bebê, que é esquecida no churrasco, sendo que ela parecia ser muito importante para o Ji-Uk. Temos o plot abandonado com o ex da protagonista — que fica rondando como o perfeito urubu que é — e sua esposa. Mais e mais tramas que vêm e vão sem um bom desfecho ou desfecho algum. Parece que os roteiristas tinham rascunhos com ideias (boas ideias, aliás), porém não chegaram a aprimorar nenhuma delas; então, foi ao ar o próprio rascunho.
No quesito romance, o casal que mais gostei foi Gyu-Hyeon e Ja-Yeon, que também achei o mais bem aproveitado. Já o casal principal tem uma relação que vai de "te odeio" para "preciso me afastar porque estou me apaixonando" muito rápido. Eles têm discussões muito tolas e separações que só servem para prolongar a história e impedir que fiquem juntos. Foi exaustivo e broxante de acompanhar.
Fiquei feliz por ter apenas 12 episódios, já que a história começou a se arrastar para mim após o episódio 8 ou 9. Não foi terrível, mas tinha potencial para ser algo melhor.
Meu Casamento Feliz (1ª Temporada)
3.8 34 Assista AgoraPoxa, tinha tanto potencial. A light novel é mega elogiada, assim como o mangá, então criei uma grande expectativa (mesmo sendo uma série Netflix).
A animação é linda. A abertura é uma daquelas que não dá vontade de pular, muito bem feita e com uma música envolvente. A premissa é muito interessante, mas a execução foi precária.
O principal problema é a própria Miyo. Ela fica se lamuriando o tempo todo, com um complexo de vítima, sempre se colocando como indigna do Kyouka. Pede desculpas tanto quanto repete "meu noivo". Chora ou faz voz de choro em todo maldito episódio. É cansativo.
Outro problema é como os arcos parecem todos inacabados. A família escrota, o bundão que gosta dela e seu pai que resolve querer a Miyo, toda a trama envolvendo o Imperador ou a família da mãe da Miyo. Tudo é jogado e ganha desfechos muito insatisfatórios. Terminei o anime com a sensação de que faltava muita coisa. Li apenas os 3 primeiros capítulos do mangá, que foram muito bem adaptados, então não sei se é um problema da série ou do material fonte. Espero que não seja o último caso.
Mais um detalhe: Miyo passa a venerar o Kyouka no momento imediato que o conhece. É um romance muito instantâneo, o que é bem chato. E nunca nos é explicado o porquê das noivas anteriores terem saído correndo dele após, no máximo, 3 dias. Mais coisa mal explicada...
Coringa
4.4 4,1K Assista AgoraReavaliando após finalmente assistir a O Rei da Comédia.
Tecnicamente falando, é uma obra excelente. A direção e as atuações são impecáveis. É repleto de momentos marcantes, aflitivos, desconfortáveis e, às vezes, divertidos (não esqueço a cena do anão).
Porém, entretanto, todavia, Todd Phillips não apenas se "inspirou" em Taxi Driver e O Rei da Comédia. Coringa tem como base o filme inteiro do último citado, não restando muito de original. É basicamente puro plágio — até a paixonite do Arthur lembra a Rita, paixonite do Pupkim. Diante disso, voltei atrás com minha avaliação nota 5.
Isoladamente, ele é ótimo. Infelizmente o diretor resolveu destruir seu próprio trabalho com a continuação, mas ele funciona perfeitamente sozinho. Serve como uma ótima história de origem de vilão, e foi o único acerto da DC em meio a diversos fracassos retumbantes. Mas, como disse, fracassa completamente em ser original, sendo uma cópia "cuspida e escarrada" de dois clássicos do Scorsese.
Dito isso, o Coringa do Cavaleiro das Trevas permanece com o título de "Melhor Coringa" pelo 16º ano consecutivo.
Cheat on Me, If You Can
3.6 2Este foi meu primeiro dorama, mas nunca cheguei a finalizar (mesmo faltando apenas 3 episódios).
A premissa é muito interessante e o início é promissor, só que as coisas vão esfriando com o passar do tempo. Era para a Yeo Joo ser muito astuta e tal... Mas seu marido lhe passa a perna muito fácil e suas táticas para descobrir uma traição chegam a ser um tanto tolas. Mas não dá para negar que o bicho é muito articulado para trair.
Todas as amantes sempre ganham o mesmo perfume que é o mesmo de sua esposa. É algo simples, mas bem esperto (e como eu odiei ter que que lhe dar este crédito). Ainda assim, não via a hora da mulher capar logo esse desgraçado.
Se é para viver nessa paranoia de ser traída, para que casar? Credo!
É uma pena que, mesmo com um bom mistério, vá murchando e perdendo toda a graça no percurso.
O Rei da Comédia
4.0 377 Assista AgoraTomei vergonha na cara e finalmente assisti a "O Rei da Comédia". Quando disseram que "Coringa" bebeu da fonte desse filme e de "Taxi Driver", não estavam de brincadeira. A maior parte da trama do filme de Todd Phillips está aqui. Claro que há suas particularidades, mas acho que não teria avaliado "Coringa" tão bem se tivesse visto a obra de Scorsese antes.
Voltando ao que importa, é um filme com um humor feito para nos deixar desconfortável. As cenas de devaneios de Rupert são lindamente feitas, envelhecendo como vinho. As atuações são excelentes, mas é impossível não destacar o trabalho do De Niro. Há crítica tanto à loucura que vem de brinde com a fama quanto ao setor do entretenimento.
O final me pegou de surpresa por duas vezes:
1º - Achei que o show do Pumpkin seria tão desconfortável quanto o do Arthur Fleck, mas algumas piadas foram engraçadinhas;
2º - Ele conseguiu tudo que almejava, a popularidade e os holofotes. No fim, o crime compensa.
Esperei algo no tipo "Depois de Horas", mas encontrei algo completamente diferente e inusitado. Recomendo mesmo para quem tem problemas com filmes mais velhos.
Dredd
3.6 1,4K Assista AgoraÓtimo filme de ação, com uma trama instigante e cenas de ação inventivas e divertidas de assistir. O uso do slow motion muito bem utilizado deixou as cenas de violência muito bonitas (ironicamente), contrastando com o restante do filme que consiste em uma cidade cinzenta e suja e personagens desprovidos de beleza.
Entretenimento puro e simples. Uma pena o fracasso injustíssimo na bilheteria.
My Military Valentine
2.0 2Não sei se é verdade, mas vi comentários no Viki afirmando que essa série demorou 2 anos para ser lançada. Agora dá para saber o porquê: ele é chatíssimo.
Vim pela sinopse, porém, a premissa funciona apenas na teoria. Assisti os quatro primeiros episódios e não senti qualquer interesse em prosseguir.
O roteiro é inexplicavelmente bagunçado, as tramas são rasas, a direção é confusa, as atuações são muito abaixo do esperado, com um vilão soando canastrão, e nada flui de uma forma engraçada. O casal principal não é terrível, mas é puro suco de chuchu. Os dois não têm carisma, charme ou química em tela. Achei que seria capaz de acompanhar mesmo não gostando muito (esperando melhorar) por ter apenas 12 episódios de 30 minutos (e às vezes até um pouco menos), mas foi impossível. A meia hora parece uma hora, e tive que assistir parcelado.
Não vale a pena desperdiçar tempo vendo algo tão ruim com tantas outras produções bem melhores.