Definitivamente, não foi uma série ruim. Entretanto, poderia ter sido melhor. O início é bem mais divertido que os episódios finais.
A princípio achei o Gyeon-U um babacão ingrato. Porém, com o decorrer da trama e conhecendo sua triste história, consegui compreender suas motivações e o que o fizeram ser tão amargurado. Eu seria bem pior se estivesse em seu lugar.
A maioria dos personagens são divertidos e carismáticos. Não há nenhuma atuação aquém. Achei a química entre o trio principal muito boa, inclusive com a adição do "espírito maligno" (que não tem nada de maligno).
Esse é um personagem que foi colocado na trama como um vilão terrível, mas que se mostrou apenas um garoto solitário que queria viver e ser amado. Fiquei triste pelo Gyeon-U ser possuído quando finalmente iria se livrar de sua maldição, mas era inegável o carisma e a química que ele tinha com a Seong-A. Ele foi divertido e trouxe uma luz nova ao personagem. Acho que ele foi muito bem encarnado tanto pelo ator quanto pelo dublador (dava pra saber quem era quem só pelo tom de voz, mesmo quando o espírito fingiu ser o Bae Gyeon-U).
Além do "espírito", gostei muito do Ji-ho. Inclusive, sempre o achei bem mais bonito que o par romântico da Fada. Ele é divertido, leal e um perfeito companheiro.
O fim dele é o mesmo de vários bons personagens que amam a protagonista, mas que não tem nenhuma chance: eles sofrem pelo amor delas, mesmo sabendo que o coração delas é de outro, e terminam sozinhos e ainda apaixonados. Nossa, como eu odeio esse final! Uma pessoa incrível como ele merecia alguém legal com ele. Não ficar segurando vela pra menina que ele gosta.
Os últimos capítulos perdem muito o ritmo e vão atolando até um desfecho xoxo. Não entendi todo o apresso com a xamã do mal, sendo que ela foi uma pessoa horrível do início ao fim.
Mesmo após todo o mal que ela causou, as pessoas permaneciam se sacrificando por ela. Não importa a pessoa que ela foi um dia. Não importa que ela seja uma mãe de luto. Isso não justifica em nada ela sair em pune de todas as suas atrocidades. Sim, ela sofreu ao saber que estava fazendo o próprio filho sofrer todo aquele tempo. Porém, isso não a impediu de ainda querer fazer mais mal. Foi ela quem fez o Gyeon-U ter ódio de xamãs. Ela não merecia o fim que teve.
Outras pontas ficaram largadas no caminho, como a família do Gyeon-U e até como ele se bancava sozinho, já que a avó gastou tudo tentando ajudá-lo. Como disse, não foi terrível e não acho que o final foi estragado. Foi muito divertido e foi um ótimo entretenimento. Só poderia ser melhor. Ainda assim, vale a pena.
Eu queria dar uma chance, pois a série traz uma premissa interessante — mesmo com o piloto fraquíssimo. Entretanto, depois de três episódios nada empolgantes e que não fazem a trama andar muito, decidi abandonar.
O elenco não é ruim, com exceção da Lee Joo-bin, que passa a série inteira com cara de idiota abobada ou idiota perdida. Sua tentativa de parecer uma "sem noção" é ridícula e, sinceramente, a atriz nem se esforça (ou não é capaz mesmo). Ainda que os outros não sejam péssimos, nem eles ou suas histórias me cativaram.
A tentativa de humor é extremamente falha. Não teve uma situação sequer que me arrancasse um mísero sorriso. O drama é igualmente fraco e o romance é forçado.
Tendo tantas outras obras boas para aproveitar, não achei que valesse a pena investir tantas horas em algo que não me entregou o mínimo de entretenimento. Boa sorte para quem fica.
Eu realmente queria ter amado essa série, mas foi uma tortura a partir do quarto episódio, e as coisas nunca melhoraram. Não embarquei no hype.
O início foi muito promissor. Não me arrancou lágrimas, mas foi envolvente e curioso. A relação do casal principal é fofa, divertida e cheia de percalços que ambos enfrentaram juntos — como todo bom casal deveria fazer. A história aposta no realismo, retratando situações e dilemas com os quais é fácil se identificar. Os pensamentos e conflitos dos personagens poderiam ser os nossos — só muda o endereço. O problema é que, tirando o Gwan Shik e a Ae Soon, todos os outros personagens são desinteressantes e/ou odiosos.
Os filhos são um desastre. Ambos são babacas e ingratos. Nenhum deles reconhece todo o sacrifício que os pais fizeram para que eles tivessem o melhor possível.
Um odeia não ter sido o filho favorito, sempre sendo comparado com a mais velha — seria uma reclamação justa, se ele não fosse um completo inútil, encostado, que só deu dor de cabeça. A outra reclama que os pais a privilegiaram e gastaram o que não tinham para que ela tivesse a melhor educação. Ela, inclusive, é a mais insuportável: sempre chorando, reclamando e maltratando os pais.
A série serpenteia entre cenários e situações, com mudanças bruscas — e, muitas vezes, despropositadas — na cronologia. Idas e vindas constantes no tempo que não ajudam nem agregam. Ideias são trazidas e abandonadas inesperadamente no percurso, sem desfecho ou motivo. A série quer tratar de muitos assuntos ao mesmo tempo, sem muito aprofundamento. Tudo é muito cansativo.
Falando em cansativo... A narração em off é excessiva, rasa e não acrescenta à história. É o puro show da “Capitã Óbvia”, narrando exatamente o que estamos assistindo — como se fôssemos cegos ou burros. O excesso também está no melodrama e nos diálogos que sempre buscam ser poéticos, mas soam antinaturais.
Fui até o fim, esperando pelo tão comentado final de arrancar lágrimas... Foi tão chato e broxante quanto o resto. Algumas coisas aqui poderiam me sensibilizar, mas, como a série SEMPRE está querendo nos fazer chorar, fica forçado e me tira da história.
A única coisa que é boa do início ao fim é a música de abertura — ela é viciante.
P.S.: A única coisa certa que a idiota da filha da Ae Soon fez foi terminar com aquele bundão. Gostei também que mostra o quanto o ex dela nunca foi feliz (o que era óbvio que aconteceria). Uma mãe daquelas suga a vida e a felicidade do filho. Ele nunca ficaria bem enquanto estivesse próximo da mãe. A Ae Soon teria passado pelo mesmo tormento, caso o marido não tivesse enfrentado a mãe e a avó. Aquele é que é homem! Gwan Shik era um homão da porra!
P.S. II: Porém... A filha burra foi louca ao casar-se com o esquisito. O cara perseguia ônibus, ia ao cinema todo dia atrás dela, agia da forma mais assustadora possível após anos sem contato e sorria como um psicopata... Credo! Creepy!
Começa mais ou menos e vai decaindo a partir do episódio 9.
Hye-Jin é uma personagem bem chatinha — muito tonta e caricata. Quando criança, era educada, falava bem, parecia uma pessoa normal. Adulta, vira uma coisa muito constrangedora. Bicha besta...
O protagonista masculino é um completo babaca, sinceramente. Quando não a reconhece, trata a Hye-Jin pior do que rato de esgoto. O repórter Kim é chato, inconveniente e folgado, mas me passou mais verdade do que o Sung-Joon. Quando ele não ficava com caras e bocas, era mais bonito e interessante.
Da metade para o final, a trama se arrasta dolorosamente. Demorei quase 6 meses para conseguir criar coragem de encarar os dois últimos episódios — e não valeu a pena. O penúltimo episódio poderia perfeitamente ser o final. O desfecho é corrido; nem cerimônia de casamento teve. É abrupto e mal feito. Chato, chato.
Há histórias melhores. Há romances muito superiores. E a comédia... poxa, estava muito em falta. Veja por sua conta e risco.
Nossa, que K-drama ruim. Os atores têm uma aparência jovem, então, imagine a minha surpresa ao descobrir que se trata de uma trama com personagens na casa dos 30 anos. E pior, que eles parecem tudo, menos adultos.
Os protagonistas são extremamente imaturos e chatos. Implicam o tempo todo por qualquer coisa. Sempre há uma picuinha infantil. Não tem nada de divertido ou interessante nos dois. Além de serem péssimos como amigos, demoram uma eternidade para se declararem. E mesmo quando um se declara primeiro, a história não avança, o romance permanece inexistente. O casal secundário parecia mais legal de ver, mas perde a graça muito fácil. Acabei gostando mais da trama que envolve os pais do protagonista, porém, o resto estava tão, mas tão chato de assistir, que nem isso valia meu tempo. A família da Seok Ryu é um porre, com destaque para a mãe irritada e invejosa. O irmão dela é um inútil, completamente descartável (tanto quanto o ex da irmã). O pai é um bundão, como na maioria dessas histórias. A forma que eles tratam a guria é patética. Só criticam, nunca a apoiam e nunca perguntam o que ela quer. Depois não entendem por que ela guarda segredos. E falando em segredo,
achei um saco a história do câncer. Pareceu tão aleatório. E o pior de tudo é que, após descobrirem, todos passam a gritar com ela, a chamam de burra, egoísta e outras atrocidades. Seung Hyo, sendo o mais cara de pau, fica puto por ela ter escondido a doença, sendo que ele a ignorou desde que soube que ela tinha namorado. Quem é esse merda para exigir algo? Achei inadmissível.
Suportei até o episódio 10, mas dropo sem dó. Mesmo vendo em velocidade acelerada, parecia que não acabava nunca. Como não me importo com a jornada de ninguém, vou conferir algo que realmente preste. Não uma série besta que só me fez passar raiva e tédio.
A série começa bem, mas estabelece diversas coisas que não serão aprofundadas no decorrer da trama. Praticamente tudo foi mal explorado e, por vezes, completamente esquecidos no caminho. Como estopim para a série, temos Son Hae-Yeong, que, movida por sua ambição no trabalho, decide se casar com alguém de quem não gosta. Primeiro, a razão pela qual eles não se gostam não é bem elaborada nem minimamente interessante. Segundo, o aspecto profissional é jogado na lama.
Para alguém que não aceita perder, Hae-Yeong fica muito tranquila ao ver seu ex colhendo os louros do sucesso de uma ideia criada por ela. E está tudo bem o CEO expulsar Ji-Uk da empresa e tirar Hae-Yeong da liderança, para, depois, agir como se nada tivesse acontecido?
Sem contar que não entendi a razão para Ji-Uk topar um casamento falso. Dizer que ele “de alguma forma aceita” ou que “se casa porque não quer encrenca” são formas de indicar que quem escreveu essa história não se deu ao trabalho de criar algo plausível.
Toda a trama da Hee-Sung é chatíssima de acompanhar e mal teve um final.
Também trouxe desnecessariamente uma história de “amor livre” ou “poliamor” que não acrescenta em nada. Nunca conhecemos ou sabemos algo sobre o outro cara com quem ela saía (e que era o possível pai do filho dela). Se ela gostava tanto desse outro cara — como é sugerido em determinado episódio —, por que se mantinha na relação com o namorado de longa data? Era visível que ela não o amava mais e não via futuro nos dois. Foi um drama e um dilema ensosso de acompanhar.
Além disso tudo, temos o fato de a mãe do CEO ser fã do Amor Apimentado, depois virar a maior hater da autora e depois meio que a apoiar (🤷♀️). Temos a razão para o Ji-Uk estar na empresa da Hae-Yeong, que não vai a lugar nenhum. Temos a Bebê, que é esquecida no churrasco, sendo que ela parecia ser muito importante para o Ji-Uk. Temos o plot abandonado com o ex da protagonista — que fica rondando como o perfeito urubu que é — e sua esposa. Mais e mais tramas que vêm e vão sem um bom desfecho ou desfecho algum. Parece que os roteiristas tinham rascunhos com ideias (boas ideias, aliás), porém não chegaram a aprimorar nenhuma delas; então, foi ao ar o próprio rascunho.
No quesito romance, o casal que mais gostei foi Gyu-Hyeon e Ja-Yeon, que também achei o mais bem aproveitado. Já o casal principal tem uma relação que vai de "te odeio" para "preciso me afastar porque estou me apaixonando" muito rápido. Eles têm discussões muito tolas e separações que só servem para prolongar a história e impedir que fiquem juntos. Foi exaustivo e broxante de acompanhar.
Fiquei feliz por ter apenas 12 episódios, já que a história começou a se arrastar para mim após o episódio 8 ou 9. Não foi terrível, mas tinha potencial para ser algo melhor.
Poxa, tinha tanto potencial. A light novel é mega elogiada, assim como o mangá, então criei uma grande expectativa (mesmo sendo uma série Netflix). A animação é linda. A abertura é uma daquelas que não dá vontade de pular, muito bem feita e com uma música envolvente. A premissa é muito interessante, mas a execução foi precária. O principal problema é a própria Miyo. Ela fica se lamuriando o tempo todo, com um complexo de vítima, sempre se colocando como indigna do Kyouka. Pede desculpas tanto quanto repete "meu noivo". Chora ou faz voz de choro em todo maldito episódio. É cansativo. Outro problema é como os arcos parecem todos inacabados. A família escrota, o bundão que gosta dela e seu pai que resolve querer a Miyo, toda a trama envolvendo o Imperador ou a família da mãe da Miyo. Tudo é jogado e ganha desfechos muito insatisfatórios. Terminei o anime com a sensação de que faltava muita coisa. Li apenas os 3 primeiros capítulos do mangá, que foram muito bem adaptados, então não sei se é um problema da série ou do material fonte. Espero que não seja o último caso.
Mais um detalhe: Miyo passa a venerar o Kyouka no momento imediato que o conhece. É um romance muito instantâneo, o que é bem chato. E nunca nos é explicado o porquê das noivas anteriores terem saído correndo dele após, no máximo, 3 dias. Mais coisa mal explicada...
Este foi meu primeiro dorama, mas nunca cheguei a finalizar (mesmo faltando apenas 3 episódios). A premissa é muito interessante e o início é promissor, só que as coisas vão esfriando com o passar do tempo. Era para a Yeo Joo ser muito astuta e tal... Mas seu marido lhe passa a perna muito fácil e suas táticas para descobrir uma traição chegam a ser um tanto tolas. Mas não dá para negar que o bicho é muito articulado para trair.
Todas as amantes sempre ganham o mesmo perfume que é o mesmo de sua esposa. É algo simples, mas bem esperto (e como eu odiei ter que que lhe dar este crédito). Ainda assim, não via a hora da mulher capar logo esse desgraçado.
Se é para viver nessa paranoia de ser traída, para que casar? Credo! É uma pena que, mesmo com um bom mistério, vá murchando e perdendo toda a graça no percurso.
Não sei se é verdade, mas vi comentários no Viki afirmando que essa série demorou 2 anos para ser lançada. Agora dá para saber o porquê: ele é chatíssimo. Vim pela sinopse, porém, a premissa funciona apenas na teoria. Assisti os quatro primeiros episódios e não senti qualquer interesse em prosseguir.
O roteiro é inexplicavelmente bagunçado, as tramas são rasas, a direção é confusa, as atuações são muito abaixo do esperado, com um vilão soando canastrão, e nada flui de uma forma engraçada. O casal principal não é terrível, mas é puro suco de chuchu. Os dois não têm carisma, charme ou química em tela. Achei que seria capaz de acompanhar mesmo não gostando muito (esperando melhorar) por ter apenas 12 episódios de 30 minutos (e às vezes até um pouco menos), mas foi impossível. A meia hora parece uma hora, e tive que assistir parcelado.
Não vale a pena desperdiçar tempo vendo algo tão ruim com tantas outras produções bem melhores.
Para a TVN e JTBC só digo uma coisa: “Mal acostumado. Você me deixooooou mal acostumado...”
Esta é a crítica de alguém que não gosta de novela. E esta é uma novela brega "made in Korea".
Com esse título e pôster, eu já esperava algo brega e esperava um novelão mexicano. Ele não finge ser algo que não é, e isso é louvável. Porém, ele foi muito, mas muito pior do que eu imaginava. Estou extremamente mal acostumada com produções de alta qualidade, e meus padrões estão elevados diante de todas as séries maravilhosas que assisti. A questão aqui vai além do baixo orçamento. É baixa qualidade mesmo, em todos os quesitos. De atuação a roteiro. Vamos falar do primeiro capítulo dessa novela:
A protagonista é uma bobona que é feita de gato e sapato por tudo e todos. Ninguém a respeita e ela abaixa a cabeça para todo mundo. TODO MUNDO a trata mal. Todos os personagens são unidimensionais e nem disfarçam. Temos inclusive o clichê do personagem falando para si mesmo em voz alta sem ninguém ouvir. E esse é um dos diversos clichês de novela que encontraremos. O par romântico brota também destratando a protagonista, praticamente a chamando de otária na cara dela, e saindo da mesma forma que chegou: do nada. A mãe adotiva falsifica uns quadros e joga a culpa na besta. A polícia diz que vai levá-la, mas ela simplesmente sai tranquilamente. Depois a polícia vai atrás e a deixa escapar, sem qualquer esforço. Ela causa um acidente (que muito provavelmente matou um inocente, mas foda-se) e vai parar no hospital. Hospital esse com a equipe médica mais despreparada que já vi. Abrem sua barriga, ficam mexendo loucamente e depois informam a mãe que houveram complicações e não puderam prosseguir com a cirurgia (também, com aquele trabalho porco). Na UTI, facilmente desligam seus aparelhos (sei lá porquê) e a matam (sabe-se lá como). Os médicos, muito profissionais, usam o desfibrilador da forma mais amadora possível, mirando nas costelas e sobre a roupa da paciente. A boboca volta no tempo e jura vingança. Ela termina o noivado e... podia acabar aí. O que a impede de apenas terminar o noivado, se afastar de sua terrível família e seguir a vida?
Esperava algo no nível Marry My Husband, mas não chegou nem perto. Tudo é terrivelmente amador e precário, e o plot não faz muito sentido, se for parar para pensar, além de ser muito batido. Não senti pena da protagonista e nem raiva de ninguém. Só fiquei chocada e constrangida com o que via, me questionando como raios essa novela é tão bem avaliada.
Rápido, leve e divertido de se acompanhar. O roteiro trás diversos temas, como violência doméstica e TEPT, e nenhum deles é bem aprofundado. Entretanto, não encarece a trama. Os personagens são carismáticos e envolventes, a dupla principal é ótima tanto nas picuinhas como sendo um casal. Só odiei as moradoras fofoqueiras. Ninguém merece ser obrigado a conviver com pessoas tão desprezíveis e desocupadas. O final é mais ou menos.
Em momento algum é explicado porque e para onde a Min Kyung foi embora. Pareceu só algo bobo para criar um suspense (inútil) sobre eles terem voltado de fato ou não. O fato do desgraçado do ex não ser punido apropriadamente, infelizmente, é uma realidade. Aqui no Bostil vemos direto, então não é nenhuma novidade e não foi algo que julguei como uma falha.
Apesar disso, é uma série que vemos sem pretensão e acabamos surpreendidos. Vi facinho em um único dia.
P.S.: Não sabia que desenvolvedor de games também é hacker e expert em direção de vídeos para internet. 1001 utilidades.
Série perfeita, mesmo com suas imperfeições. Mesmo que restem algumas perguntas ou tenha suas falhas, não é nada que compromete a história. Tudo é lindo, empolgante, divertido, angustiante e bem encaixado na premissa principal.
Amei o casal que sofre horrores para ficarem juntos; amei a trama com viagens no tempo bem elaboradas e nada difíceis de se entender; amei a OST (com destaque para “Spring Snow” e a principal do Eclipse, “Sudden Shower”); adorei os coadjuvantes; e o final nem de longe foi ruim. Há muita conveniência, muita breguice, muito clichê e muito exagero. Mas se você reclama disso não está acostumado com doramas de romance. O geral foi incrível. O tempo passou muito rápido enquanto eu assistia, ria e torcia por esses dois, e fiquei chocada quando vi que já estava no final. Me senti órfã.
Não vou mentir que se fosse outro personagem e outro tipo de história o Sun Jae poderia facilmente virar o vilão de um suspense. O tanto que esse homem persegue a Im Sol e não aceita as várias, inúmeras e incontáveis rejeições não é brincadeira. Felizmente, apesar da insistência, ele é muito fofo, engraçado, e a gente sabe que ele é uma boa pessoa e que a Sol não queria, realmente, distância dele. Seu único crime foi amar demais. E deu muita dó dos dois, mas mais ainda dele. Na intenção de protegê-lo, ela o magoa diversas vezes. Em uma realidade, diz que queria ter a oportunidade de contar que os sentimentos entre eles eram recíprocos, mas, logo em seguida, rechaça o coitado e diz que nunca o amou em nenhuma vida. Sacanagem. Queria colocá-lo em um potinho.
Do final (quase) perfeito, tenho apenas uma leve reclamação:
Foi paia o Sun Jae ter TODA sua memória retomada. Alguns vislumbres são toleráveis, afinal, quando ambos voltaram no tempo, era ele quem estava com o relógio. Então fazia sentido, pois foi o que ocorreu com a Sol. Mas ela nunca se lembrava de 100% do que vivia. Foi engraçado ele sabendo do namoro breve do Tae Sung e da Im Sol e percebendo que eles nunca haviam namorado naquela realidade? Claro que foi. Assim como todas as interações desses dois. Mas ainda assim... Meu pano já está passado 🙈
Quem não viu, veja urgentemente. Vale cada segundo e virou um dos meus favoritos.
Se soubesse que esta série tinha a mesma vibe de Pretendente Surpresa, teria assistido antes. Sorriso Real é bem leve, engraçada e despretensiosa. Cheia de humor, cenas românticas cafonas e momentos que me arrancaram muitos sorrisos reais.
O casal é divertido e cativante, tanto juntos quanto individualmente. A Sa-rang é uma coitada que se dedica ao máximo para sempre subir de cargo e continuar como empregada dos outros.
Fiquei feliz quando ela reconheceu o absurdo do cargo mais “alto" e “prestigioso" que um subalterno pode chegar é ser empregado na casa do patrão.
O Goo Won é um fofo que sempre foi muito respeitoso com os funcionários, e é muito legal ver que ele manteve isso em mente quando se tratava de administrar o hotel – não foi um interesse vindo apenas após se relacionar com uma das funcionárias. Porém,
me incomodava o quanto ele não trabalhava de fato, mesmo com seu secretário/gerente/amigo lhe dando os rumos para ele chegar ao topo. O Won não era esperto ou ambicioso o bastante para notar que só seria capaz de ajudar verdadeiramente os empregados se chegasse na chefia. E não sei o que ele tanto estudou para não ter muita noção de administração ou contabilidade.
Mas ele é cheio de boas intenções, e isso já é um começo.
Os amigos também são carismáticos e interessantes. Só tive pena da amiga casada.
Não entra na minha cabeça como o divórcio pode ser tratado como um crime tão grave na Coreia. A única solução para ela seria o divórcio, mas isso nunca é uma possibilidade diante de tanto preconceito. A coitada vai ter que aturar aquele inútil e sua família parasita até o fim. Que pesadelo.
Pensem bem menininhas iludidas de 20/30/40 anos que sonham em casar com um coreano: vale a pena só se o boy for órfão, senão vai virar empregada do marido e da família toda dele 🙃
Nada no mundo iria me forçar a ficar longe do meu filho. Achei sua desculpa ridícula e não vi razão alguma para todo o sentimentalismo envolvendo sua volta. Se ela poderia voltar assim tão fácil, por que não veio antes? Péssima mãe.
O assunto sobre o casamento arranjado também só está lá por estar. O casal não encontra obstáculos na relação, o que, sinceramente, eu gostei. Não cabia muito drama nessa história, nem era necessário. Às vezes dá preguiça tantas idas e vindas ou gente besta se metendo no relacionamento alheio.
Fiquei com o pé atrás diante da popularidade da série, mas ela é tão boa quanto dizem.
P.S.: Adoro que alguns K-dramas me fazem ter vontade de conhecer diversos lugares diferentes. Esse me deixou com vontade de conhecer Bangladesh. P.S. II: Entre fingir que trabalha e perseguir a namorada, Won vira chef de cozinha e eletricista com uma enorme facilidade...
Tudo bem não ser normal. Tudo bem não estar bem. Mas não está tudo bem você usar seus “traumas” e seu “passado sofrido” como desculpa para ser um escroto.
Poxa, eu estava TÃO empolgada para ver esta série. Além do hype e das avaliações sempre muito altas e elogiosas, a estética do Tim Burton, a abertura, as atuações, a trilha sonora, toda a qualidade técnica impecável prometiam fazer dessa série uma das minhas favoritas. No entanto, temos a autora de “livros infantis”. Mun Young é desprezível. Ela é egoísta, mimada, arrogante, infantil, controladora e assediadora. Para quem chama seu comportamento obsessivo de “ser decidida”, pense em uma inversão de papeis (eu odeio isso, mas, às vezes, é preciso jogar essa frase para as pessoas talvez passarem a enxergar as coisas de forma mais clara).
Pense em um homem que não aceita diversos “nãos” como resposta. Pense em um homem dizendo para uma mulher: “está se fazendo de difícil? Que fofo. Da próxima vez que se fizer de difícil, eu te sequestro”. Pense em uma mulher mandando um homem ficar longe, e esse homem brotando em seu local de trabalho no dia seguinte. Ou aliciando seu irmão autista para que ele more na casa dele, com a intenção de forçá-la a morar com ele. Pense o quão maravilhoso é ouvir alguém afirmar que te deseja por querer ter tudo que é belo, não de forma romântica, mas como um item legal em uma prateleira.
Eu sei, eu sei que a ideia era transformar essa importunação em algo cômico. Mas, sei lá... não consigo achar graça em assédio🤷 Não consegui ver nada de positivo vindo dessa mulher mesquinha e imatura. Não me venha com a desculpa esfarrapada de “ela sofre de muitos traumas”. Se tem traumas – e isso é claro desde o 1º episódio – ela que se trate. Ela era uma mulher problemática que estava usando um homem como ancora, capacho e objeto. Ninguém tem que servir de terapia/cura para ninguém. Kang Tae já tinha problemas de sobra e já tinha que cuidar do irmão mais velho. Não precisava de ainda mais problemas nem ser babá de uma mulher adulta. O fato de o Kang Tae ser conivente com seus comportamentos me fez detestá-lo por tabela, mesmo adorando sua relação com o irmão.
Mais da metade da série consiste em episódios repetitivos e exaustivos que vão de nada a lugar nenhum. O humor foi inexistente. Odiei os protagonistas e caguei baldes para o romance que mais lembra Síndrome de Estocolmo ou de Wendy. Não me pareceu legítimo o interesse do Kang Tae na Mun Young. Parece mais que ele passou a vida inteira acreditando que precisava cuidar dos outros (se auto sacrificando) e encontrou na perturbada outra alma que precisava de ajuda. Isso que os uniu – isso e a insistência preocupante da desocupada. O restante foi se tornando cada vez menos interessante para mim (apesar de ter torcido pelo casalzinho do hospital e gostar bastante do Sang Tae) e, mesmo na velocidade 2x, os episódios pareciam nunca ter fim.
Tudo Bem Não Ser Normal pode ter diversas qualidades, mas há coisa muito, mas muito melhor por aí. Inclusive séries que agradam e prendem desde o primeiro capítulo, para ninguém sofrer esperando melhorar.
P.S.: Me espanta ninguém questionar o fato de que nenhuma das obras infantis são, realmente, infantis. Nenhuma criança iria gostar de ler sobre os problemas psicológicos em forma de fábulas de uma adulta perturbada. E a maioria dos pais não comprariam tais livros.
Minha única (mini)alegria foi ver que o Sang Tae deu uma surra na Mun Young (pena que não mostrou). Não, não achei engraçado uma mulher adulta brigando por um brinquedo velho com um autista.
Estava muito ansiosa para conhecer o famoso Goblin, e foi uma ótima experiência. Porém, foi abaixo do que eu esperava, diante de tantos comentários superpositivos.
A série tem mais humor do que eu imaginava. Ela vai muito mais para a comédia do que para o drama, na maior parte do tempo. Os personagens são o ponto alto, sendo todos muito carismáticos — destaque para o Goblin e o Ceifador e a amizade fofa dos dois — e todas as atuações estão excelentes, principalmente a do casal principal. Elogiar OST de dramas coreanos é chover no molhado, mas ela é tão boa quanto as de outras séries que já acompanhei, em especial pela épica “Round and Round”. Há poucas cenas de ação, mas as cenas que temos são muito boas. Entretanto, como afirmei, os personagens são o ponto mais alto. Caso não tivesse gostado deles, eu não teria conseguido ir adiante. Apesar do primeiro episódio envolvente e da incrível premissa, só consegui me prender de verdade mais lá na frente. A trama gira em torno de um “amor triste”, então o romance é muito importante para a narrativa. Porém, tive muita dificuldade para ver o Kim Shin e a Ji Eun Tak como um casal (o fato deles aparentarem ter uma diferença de idade muito grande não ajudou, apesar de que qualquer mulher seria muito nova para um goblin). O outro casal também não me pegou, já que as interações entre eles eram rasas demais, com um falando mais do que o outro e pouca conversa de fato. A premissa é legal, mas o desenvolvimento é um tanto furado. O vilão chinfrim e esquecível (que brota por uns três episódios) e a falta de urgência na retirada da espada não ajudam. Está longe de ser ruim, mas não foi tão incrível e perfeito quanto a maioria alega.
P.S.: Acho que mesmo que o roteiro fosse terrível, valeria pelo Gong Yoo. Além de lindo, ele transita perfeitamente entre ser um bobão, um ser poderoso e um homem sofrido. Ótimo ator.
Parece que eu assisti a uma série completamente diferente da versão de todo mundo.
Esse foi meu primeiro (e talvez último) contato com um C-drama e detestei. Mesmo com episódios curtos, não senti que a série tivesse um bom ritmo. Primeiro, eu não me importava com os personagens. Talvez eu seja velha demais para apreciar uma comédia boba juvenil. Segundo, dos capítulos que assisti (não aguentei até o fim, admito), a história não andava. Eram pequenas esquetes bobinhas, uma atrás da outra, sem qualquer tipo de aprofundamento dos personagens ou da trama. E terceiro, não gostei do humor nem da direção. Realmente me lembrou uma série tola de comédia forçada e sem graça. Ling Chao não tem qualquer carisma ou expressão facial. Xiao Tu é infantil demais para eu querer acompanhar. A relação dos dois não trazia nada de especial que valesse a pena meu tempo. Não tive o mínimo interesse em saber como o romance dos dois vai evoluir e não gostei de nenhum coadjuvante. Diante de tantas boas obras disponíveis, não acho que essa valha muito a pena.
Diante das avaliações e comentários, esperei muito mais. De sedutora a Shin Soon-Ae não tem nada. Não gostei de sua personagem na maior parte do tempo. Quando ela estava cuidando da família, eu consegui sentir muita simpatia e ficar mal por ela. Mas o fato dela passar tanto tempo possuindo e controlando a vida da Bong-Sun me tirava do sério. Seu comportamento era impulsivo e egoísta, e nunca achei uma boa ideia ela usar o corpo da Bong-Sun tanto para perder a virgindade quanto para conquistar o chef. Sem contar que seus avanços caracterizam facilmente assédio sexual.
Na Bong-Sun é aquela personagem tímida estereotipada exaustivamente mostrada em k-dramas. Parece que os coreanos veem os tímidos como idiotas inaptos que jamais conseguiriam algo sem alguém mais carismático e extrovertido para tomar as rédeas de suas vidas (vi diversas séries com troca de corpo com essa mesma conclusão). Claro que temos diversas limitações, mas não somos completos imbecis como é sempre descrito. Felizmente, por mais passiva que fosse inicialmente, o roteiro deu oportunidade de a Bong-Sun conseguir sucesso por seu próprio mérito. Entretanto, sua relação com o chefe Kang foi uma bola fora.
Foi um consolo ver o Sun-Woon, por mais de uma vez, dizer que gostava mais da versão “normal” da Na Bong-Sun. Porém, a maior parte das cenas românticas envolveram a fantasma. Gostei que a Bong-Sun contou sobre a possessão e explicou o que rolou, mas queria ver o chef, de fato, conhecendo-a e comprovando que foi por ela que ele se apaixonou.
Admito que detestei mais da metade da história. A protagonista (possuída ou não) me irritava, o Kang Ki Young me fazia querer cometer um crime (já é a 2ª série que vejo com esse ator e que odeio seu personagem), a amiga do chef querendo um romance só depois que o cara perdeu o interesse me entediava e o Seo Joon não ter metade do destaque do Min-Soo me revoltava. Porém, o Sun-Woon – muito divertido e fofo – e o mistério da morte do fantasma me motivaram a continuar. Os últimos episódios foram mais interessantes, e senti que eles passaram mais rápido. Achei sem lógica alguma o final do vilão e da Eun-Hee.
Do jeito que o vilão bateu o coco no chão, não tinha como ele sobreviver. E por mais que o Sung-Jae tenha sido possuído, ele não era muito flor que se cheire. Ou vamos ignorar que ele olhou para o bebê com um olhar muito estranho ou que quase matou o pai adotivo? A Eun-Hee se comportou como mulher de bandido, ignorou tudo que o criminoso fez, todas as mortes que ele causou e ficou do lado dele, visto que “ele é uma boa pessoa”... Tá louca para ser a próxima vítima. Nunca entendi o porquê de ele ter se casado com a mulher que ele deixou paraplégica. Achei que estava relacionado a ver o mal que trouxe a sua vítima de perto (assim como ele fez com o pai da Soon-Ae), mas nunca houve explicação.
Esperava me divertir mais, mas foi bem morno. Valeu mesmo pelo Jo Jung Suk. Não o conhecia e gostei muito de sua atuação. Mais um dorama muito querido que eu não gosto.
P.S.: Toda vez que tinha a xamã e a mãe do chef juntas tinha uma cena nojenta delas comendo ou bebendo algo (ou, no caso, cuspindo e comendo de boca aberta). Eca.
Essa é uma adaptação que seria praticamente inconcebível em Hollywood (que ama estragar cada adaptação que faz). Uma série baseada em "17 Outra Vez", aqui no ocidente, jamais seria capaz de trazer personagens tão interessantes e complexos. Mas, felizmente, a Coréia do Sul sabe contar histórias tão tocantes quanto cômicas na medida certa e com uma qualidade infinitamente superior a maioria das obras americanas atuais.
Procurei, mas não encontrei qualquer defeito para pontuar além de não ter gostado muito da atuação da Ha-Neul Kim (a maioria dos sorrisos dela pareciam sorrisos amarelos e achei ela um tanto travada). Entretanto, gostei muito de sua personagem e pude deixar esse problema passar. O restante do elenco está impecável, com destaque para o Lee Do-Hyun. A OST é ótima e os acréscimos na trama, como a jornada profissional da Da-Jung ou o segundo par romântico, foram mais do que perfeitos. Falando no segundo par, foi difícil de aturar o Ye Ji-hoon.
Ele é um cara incrível. Atencioso, gentil, carismático, dedicado, galãzinho. Simplesmente perfeito. Então foi doloroso ter que pedir para ele parar de me fazer torcer por ele, já que minha torcida estava 100% no Dae-young (e todos nós já sabemos com quem a Da-Jung ficaria). Eu realmente queria que mostrassem ele feliz com outra mulher no final, mesmo que sua maior paixão e motivação seja sua sobrinha (o que foi mais uma razão para me apaixonar por ele).
Toda a jornada do protagonista é linda, divertida e um pouco angustiante,
pois era difícil ver sua família sendo injusta com ele, afirmando que ele nunca foi presente (quando de fato foi), e o Dae-Young sempre ali, fazendo tudo pela família, sem ter reconhecimento. Seria legal se os filhos, de alguma forma, no final descobrissem que o amigo de escola deles era o pai.
Além de aprofundar o que foi trazido no filme, "18 Outra Vez" é bem mais pé no chão ao mostrar a realidade dos relacionamentos, sem tentar romantizar muito a vida a dois. Ela é complicada demais e cheia de percalços, mas os personagens amadurecem a cada episódio, reencontram o amor e aprendem com os erros. K-Drama perfeito.
P.S.: Na verdade, teve uma coisa que foi bem mal colocada, mas que não foi o bastante para reduzir minha nota,
que foi a parte do perseguidor/estuprador. Apesar do desfecho ter sido muito satisfatório, esse personagem é bem jogado. Podia só ser um aleatório no beco, mas entendo que servia para gerar suspense.
A jornada dessa trama foi menos esburacada do que imaginei, mas ainda foi penosa. Começando que nunca entendi a lógica em dar o Abismo para um humano comum. Se era como forma de ressarcir o Cha Min por sua morte equivocada, revivê-lo já era recompensa suficiente. Como seria uma dúvida que permaneceria sem resposta, me foquei no resto.
Os vilões são bem vilanescos que gostam de fazer vilanices, mas foram meio fraquinhos. Eles foram muito genéricos para que eu me importasse e não me causaram raiva ou indignação. Gostei do detetive Park e de sua relação com a Mi-do. Entretanto, quando se tratava do casal principal, preferi mais a relação de amizade ao invés da romântica.
Assim como muitos, nunca comprei o romance. Se-yeon teve 20 anos para demonstrar o mínimo de carinho pelo Cha Min, mas não o fez. Pelo contrário, no primeiro episódio ela o esnoba, despreza, deixa claro ter nojo de sua aparência. Ao gritar por socorro, sua “amiga” lhe diz para parar de incomodar. SE houvesse flashbacks mostrando que, (bem) no fundo, ela sempre gostou dele, eu relevaria. Porém, Se-yeon sempre foi uma babaca com um ego gigante que gostava de ter homens rastejando aos seus pés. Essa foi a única razão plausível para eles ainda terem contato após todos esses anos. As atuações foram excelentes, e passei a simpatizar com ela, mas ver o Cha Min só dando e nada recebendo me incomodou profundamente.
Eu queria, realmente, que ele encontrasse outra e deixasse a nojenta morrendo de inveja. Tanto por perder um homem muito lindo quanto por saber que todo o amor que ele lhe deu de graça agora estaria sendo entregue a outra pessoa, que sabia valorizá-lo. No fim, ela não aprendeu nada, e todos nós sabemos que o amor só foi correspondido por ele ser bonito.
Os 16 episódios soaram cansativos, com muita coisa estúpida acontecendo para render mais episódios.
Como a polícia botar um serial killer sozinho no carro de uma pessoa aleatória vestida como policial ou o Min não (re)matar o Seo Ji-wook depois de descobrir onde estava a Se-yeon.
Algumas coisas ficaram sem explicação, como as informações novas no episódio final (nada foi explicado nesse episódio) ou o fato de APENAS os dois protagonistas terem suas aparências mudadas. Isso foi simplesmente ridículo. Não foi horrível, mas não recomendaria diante de tantas outras histórias mais interessantes.
Começa bem, mas desanda no decorrer da temporada. Gostei do fato de a Ji Won não se demorar remoendo a traição, e sim parte em busca de vingança. A dupla de vilões é desprezível ao ponto de me dar náuseas quando estavam em tela. É impossível não torcer pelo sucesso da protagonista, e gostei do fato dela buscar vingança de forma independente. Mesmo achando um tanto exagerado ela tentar sempre pelo caminho mais difícil (sem pedir ajuda do chefe), foi perfeitamente compreensível. O romance foi um dos pontos que menos me agradou desde o início, pois o ator é péssimo. Já havia desgostado de sua atuação Mr. Queen, mas agora pude constatar que não se tratava apenas do personagem, ele de fato é ruim. Na In Woo tem apenas duas expressões faciais, zero carisma e nenhum charme. Ji Hyuk, por si só, é um personagem que também deixa a desejar.
Marry My Husband sofre do mal que reside em algumas tramas que se estendem além do limite: o vilão aleatório que surge inesperadamente só para atrapalhar o casal. Ela é, como já disseram, forçadíssima. A partir de sua chegada, a história perdeu o fôlego e se tornou muito difícil de acompanhar. O que antes eu via com empolgação e ansiedade pelo próximo episódio se transforma em um martírio. O desenrolar vai ficando cada vez mais mirabolante e tolo, e o último episódio foi o mais arrastado e repetitivo que já vi em um K-drama, até o momento.
Mesmo não gostando de novela, foi um novelão divertido de acompanhar. Tirando alguns clichês estapafúrdios, — como o mocinho impedir a mocinha de se machucar TRÊS VEZES seguidas —, algumas patacoadas descabidas,
— como o Park Min Hwan achando que poderia matar a Ji Won em pleno escritório e sair impune ou a mesma Ji Won terminando o namoro por conta de uma ex-noiva que, claramente, nunca teve importância ou, até mesmo, quando ela fica parada esperando ser esmagada por um caminhão em uma rua deserta —
Incrível no nível de Pousando no Amor (não é à toa que é da mesma roteirista), mas, obviamente, sem conseguir superá-lo — já que isso é muito difícil. O casal é lindo, a trama é muito interessante, o desenvolvimento de roteiro e personagens é ótimo e a OST é tão boa que fui atrás dela e estou ouvindo agora. O início foi divertido. Entendi o lado do Baek e achei engraçada sua reação sobre a revelação de sua esposa.
Isso até saber que não era uma mentira contada após ela descobrir o acordo do divórcio.
Daí eu fiquei com dó da Hae In e tive que concordar quando meu filho o chamou de “vagabundo”. Felizmente, assim como a família da Hae In, o Hyun Woo acaba se redimindo. Foi muito gostoso ver um casal aparentemente fadado ao fracasso e com tantos problemas de comunicação e distanciamento se (re)apaixonando. Adorei os dois. Praticamente todo o desenrolar me agradou muito. Não acho que se estendeu ou se arrastou em momento algum. Esse quase foi meu 1º dorama nota 5, por muito pouco.
Fiquei um tanto frustrada com o avanço sobre a doença da Hae In. Eu esperava que houvesse progressão em seus sintomas, mais dificuldades para esconder sua situação. O momento que ela confunde o marido com aquele loser me deixou tensa, e, se estivesse em seu lugar, eu ficaria horrorizada com a incerteza sobre minha própria realidade. Mas ela viveu muito bem para quem estava com um tumor cerebral raro e intratável.
Isso me leva a outro ponto que me incomodou ainda mais: a cura milagrosa. Claro que eu torcia por ela e sabia que haveria uma cura, o problema é como ela veio muito “fácil”. Era uma cirurgia experimental para tratar um câncer raro que havia tomado conta desordenadamente de grande parte do cérebro, correto? A consequência foi uma “perda de memória” seletiva e só. Simplesmente, não havia mais tumor e ela pôde viver por mais 50 anos. Não consegui acompanhar a série sem pensar nisso.
A perda de memória foi outro fato que parecia mais tenso na teoria do que na prática. Amei quanto o Eun Seong fracassou em tirar o Baek da vida dela, mesmo com a perda de memória e as calúnias. Porém, me pegou muito o quanto a Hae In não mudou tendo toda sua memória perdida. Não foram trechos, foi uma vida completa. Como ela era capaz de reger uma empresa? Como ela entendia de negócios e poderia permanecer como CEO? Eu não me recordo de nada que estudei depois de dois dias, mas ela se lembra de tudo, exceto o rosto e nome de pessoas próximas. Ela até sabe o que é tofu!
Por fim, o final de quase 2h não pareceu o bastante para apaziguar meu coração. Algumas coisas foram aceleradas e outras ficaram sem explicação (como a motivação da vilã que ninguém sabe de onde saiu ou porque passou 20 anos armando esse plano). Entretanto, o mais problemático é que passamos 15 episódios vendo a relação do casal se desenvolver e não merecemos nem um beijo sequer no final? Parece o final chocho do The Vampire Diaries. Achei deprimente vermos apenas uns flashs do futuro, morte e recordações. Queria ver o Hyun Woo provocando-a como ele prometeu que faria, já que os dois são muito divertidos assim. Só queria mais dos dois.
Apesar dos pontos colocados, realmente adorei a experiência. Não esperava simpatizar com a família — esnobe e egoísta — Hong, gostei de ver a evolução do irmão da Hae In, terminei com a certeza de que jamais gostaria de ter alguém como Grace perto de mim e que a vilã é tão detestável que me fez sentir pena do outro vilão. Não chorei junto com os personagens, porém me encantei pelo novelão e senti uma pontinha de tristeza ao terminar a série e não poder mais acompanhá-los.
Ri horrores do quanto o fracassado fracassou em ter a Hae In para ele. Tentou conquistá-la com ajuda e favores, tentou com chantagem, tentou com manipulação, tentou com a mulher desmemoriada, tentou com uma arma apontada. Quem vai querer um ser tão patético e asqueroso quando pode se ter um príncipe como o Hyun Woo?
Não sei quanto às outras pessoas, mas passei a ter interesse em doramas por não conseguir mais suportar as obras ocidentais. Além dos roteiros fracos e da falta de criatividade, há uma enorme necessidade de focar em tudo, menos na história. Doramas me desconectam do mundo real, me divertem e me distraem. É entretenimento puro e simples. Entretanto, Love To Hate You é um K-Drama visivelmente focado no público ocidental, com o exato conteúdo que eu abomino e vivo fugindo de ver.
A série traz consigo um discurso feminista chatíssimo de acompanhar, com zero sutileza e uma protagonista “forte e empoderada” (em outras palavras: arrogante; antipática; perfeita em TUDO, principalmente em coisas consideradas nada femininas; e, não menos importante, odeia homens e é superior a eles em tudo). Sendo perfeita, ela também cura fobias profundas com sua mera existência. Mi Ran é a epítome da mulher hipócrita que critica a promiscuidade dos homens enquanto enche a boca para dizer que ficou com mais de 100. Que julga a traição masculina, porém justifica suas próprias traições como uma forma de não reprimir seus desejos. E que afirma odiar homens, mas faz questão de se relacionar com vários deles. Sua amiga é vítima de um idiota inconveniente em seu trabalho e fica extremamente ofendida pelo assédio. Logo em seguida, ela deixa claro que odeia ter que atender a homens feios e dá a entender que o inconveniente não teria sido um problema caso o homem fosse bonito...
O machismo reina em doses extravagantemente cavalares. Tudo vira argumento para fazer militância, faça sentido ou não. Como quando ela está correndo muito, e isso vira motivo para um homem se perguntar “era uma mulher?” ou quando elogios são considerados formas de objetificar a mulher (mas mulheres verem um homem e só ficarem repetindo “olha como ele é lindo” não é). Tudo é muito tolo e estereotipado, com as mulheres coitadas e os homens escrotos. Só não é pior por não ser hollywoodiano.
Em uma produção ocidental, a Mi Ran jamais acabaria percebendo que seus colegas de trabalho são leais e legais. Todos seriam babacas vilanescos e misóginos até o fim.
O casal em si não me incomodou, mas foi bem “não fede nem cheira”. Eu detesto personagens perfeitinhos, e odeio ainda mais personagens como a Mi Ran. Então foi difícil ter qualquer simpatia por eles — sem contar no “adestrar e não ser adestrada”. Realmente, há muito amor em uma relação baseada em “domesticar” seu par. O ator é bem bundão e incompetente perto dela, além de considerá-la perfeita e “diferente das outras garotas” 🤢 (e você vai saber que ela é muito diferente, já que vão repetir muito isso), mas pelo menos é bem mais simpático que ela. Seu amigo é um gato, e a amizade deles é divertida, o que ajudou a aliviar meu estresse. O resto não foi tão bem explorado, achei o humor inexistente (e eu buscava uma comédia), a direção é caótica nas cenas de ação muito tremidas (o que as tornava incompreensíveis) e há algumas cenas com tantos cortes que me lembraram o Bohemian Rhapsody.
Enfim, se eu quisesse ver uma trama americana, eu veria obras americanas. Há outros doramas que brincam com o estereótipo da mulher com atitude e do homem mais romântico e desajeitado com as mulheres (True Beauty é um). Isso, aliás, é algo bem comum nos romances coreanos. A diferença é que isso não é usado como pauta barata e nem como forma de reduzir os homens e empoderar a protagonista Mary Sue. O geral foi medíocre, mas esse “pequeno detalhe” azedou toda a minha experiência. Pelo menos ele é curto.
Diante das diversas avaliações superpositivas, minhas expectativas foram além da estratosfera. Mas, aparentemente, vou ser a primeira esquisita que vai dizer que não gostou.
As produções da TvN são excelentes, com ótimos atores, OST e roteiro. Porém, admito que os primeiros episódios foram muito cansativos, pois, eram tantos conspirando ao mesmo tempo, tantas alianças aparecendo, que eu — que sou péssima com nomes e fisionomias — não sabia quem era quem, quem estava aliado a quem. Foi uma bagunça. Eu vim pela comédia, muito elogiada por uma enorme parcela do público, mas esse foi o ponto que mais me desagradou. Nunca cheguei a rir de gargalhar, no máximo um risinho rápido. Ele tem momentos divertidos, só não consegui me divertir tanto com eles. Outro ponto foi a trilha sonora que se mostrou muito, muito repetitiva. Doramas têm músicas que se repetem, o que é normal. Mas esse parece um looping, repetia demais ao ponto de se tornar muito perceptível, e creio que a melhor trilha é aquela que chega de forma sutil para complementar a cena. Algumas vezes elas também eram cortadas do nada — o que pode ter sido um erro na edição dublada. De positivo, as atuações, as cenas de ação e a direção são excelentes. O roteiro, para mim, pecou um pouco. Apesar de nunca parar, eram muitas confabulações, traições, intrigas que me deixaram mais ansiosa pra acabar do que animada para continuar. Achei muito tola a vingancinha da rainha (que nem consigo considerar vingança) contra a tríade das piranhas traiçoeiras. Foi broxante. E a vida do Bong Hwan em 2020 é muito whatever para eu sequer saber o porquê dele estar sendo perseguido — e ninguém de fato se importa. Quanto ao casal e seu final polêmico:
Gostei do casal e da forma que ele foi se desenvolvendo. Eu já sabia que a rainha original voltaria, era óbvio, mas não gostei da forma que isso ocorreu. Sim, o rei se apaixonou pela rainha após a chegada do Bong Hwan (e não há dúvidas de que o Bong Hwan também se apaixonou por ele)... PORÉM, as pessoas se esquecem que o rei se casou por obrigação e que seu objetivo sempre foi tratá-la como inimiga, já que a família Kim matou sua família e tentou matá-lo no poço. Não é como se ele não gostasse da rainha verdadeira por sua personalidade. Pelo que sei, ele nunca buscou conhecê-la (e não vou checar o spin-off para confirmar). A pobre da Kim So Yong sofreu horrores, e seria uma lástima ela não ter uma segunda chance para ser feliz. Portanto, não achei covardia do roteiro sua volta e nem acho que foi com a intenção de não termos um casal gay (como disse, não há dúvidas de que o desejo do Bong Hwan não era por culpa da So Yong). O que me incomodou é que não tivemos mais do casal após a volta da So Yong. Eu queria que fosse mostrado o quanto eles se amavam, apesar dela não ser mais aquela rainha doida e impetuosa. Terminarmos com o Cheol Jong questionando a So Yong e se questionando o porquê de sua mudança não é um final nada satisfatório.
No mais, assisti os últimos episódios na velocidade acelerada, pois fiquei muito cansada. Além da longa duração e dos muitos plots, são 20 episódios. É muita coisa! Infelizmente, tentei gostar, mas fracassei.
P.S.: Eu pensei que teria uma intriguinha pelo (quase) triângulo amoroso entre a criada da rainha e os amigos... P.S.:
Agora, uma dúvida genuína: Como assim "chupa, Coréia" por ter um casal gay na série? Não é a mesma Coréia que criou essa mesmíssima série e fez um homem se apaixonar por outro? E não existem diversos doramas lgbts e filmes tipo "A Criada"? Há muito mais conteúdo do gênero lá do que aqui no Bananil.
A única coisa errada é esses dois demorarem tanto para formarem um casal. Senhorita Kim perfeita, parece uma boneca. E vice-presidente Lee perfeito também (mas não conta pra ele, porque seu ego já é grande demais 🤫). Amei os primeiros episódios, achei hilário o ego inflado do Young Joon. Ele é mais exagerado no início, mas dá uma bela reduzida no decorrer da série. O casal é muito bom, tanto na relação de trabalho quanto como namorados. Gostei também que eles foram o primeiro casal que vi beijando com mais empolgação do que geralmente vemos em doramas. Entretanto, todavia, não consegui me divertir tanto quanto eu esperava. Achei a trama — com exceção da com relação ao casal — extremamente mal roteirizada, e nunca me importei com os coadjuvantes. Nenhum deles. Principalmente o chato do terno e sua obsessão em manter seu segredo estúpido que foi usado como justificativa para uni-lo com seu par. Que traminha mais bleh. Além do desenvolvimento do casal, existe um mistério que não é bem mistério. Ele me deixou bem curiosa, pois não fazia sentido, e fez menos sentido ainda quando foi concluído.
Sempre foi óbvio qual irmão foi sequestrado. O mistério envolvia saber a razão do escritor vir com a história de ter sido abandonado e sequestrado, e ninguém contestá-lo. Gente... Que família merda é essa? O Young Joon é sequestrado por uma doida aleatória, fica refém por 4 dias, volta cheio de traumas e cicatrizes, mas é o Sung Yeon que vira o coitado? E a família deixa?! Não me pareceu por remorso, mas inveja da atenção. Eu sabia que era ilógico o CEO Lee ter abandonado o irmão, já que ele havia dito que o irmão era o pior quando se tratava do bullying que ele sofria. O Lee pode ser um tanto egocêntrico (um narcisista de verdade não teria se preocupado em cuidar da família e não se importaria com ninguém além de si mesmo), mas ele nunca faz mal por querer. Claramente, ele não tem noção de quando está sendo maldoso. A família achou mais justo deixar o filho que de fato sofreu carregar o peso da culpa e deixar o mimado se tornar a vítima. Isso é ridículo.
A trama do escritor Morpheu é esquecida no momento que ele surge na história. Os traumas do CEO são todos curados com um beijo. O amigo do Lee só fica choramingando pela ex e fazendo caras e bocas. Nada tem uma uma boa resolução, o que me deixou com um tanto de má vontade para continuar vendo. Não foi ruim. Me diverti com os protagonistas, e os episódios passam rápido. Porém, sempre ficava um sentimento de que podia ser bem melhor. E podia mesmo.
A Fada e o Pastor
3.7 12 Assista AgoraDefinitivamente, não foi uma série ruim. Entretanto, poderia ter sido melhor. O início é bem mais divertido que os episódios finais.
A princípio achei o Gyeon-U um babacão ingrato. Porém, com o decorrer da trama e conhecendo sua triste história, consegui compreender suas motivações e o que o fizeram ser tão amargurado. Eu seria bem pior se estivesse em seu lugar.
A maioria dos personagens são divertidos e carismáticos. Não há nenhuma atuação aquém. Achei a química entre o trio principal muito boa, inclusive com a adição do "espírito maligno" (que não tem nada de maligno).
Esse é um personagem que foi colocado na trama como um vilão terrível, mas que se mostrou apenas um garoto solitário que queria viver e ser amado. Fiquei triste pelo Gyeon-U ser possuído quando finalmente iria se livrar de sua maldição, mas era inegável o carisma e a química que ele tinha com a Seong-A. Ele foi divertido e trouxe uma luz nova ao personagem. Acho que ele foi muito bem encarnado tanto pelo ator quanto pelo dublador (dava pra saber quem era quem só pelo tom de voz, mesmo quando o espírito fingiu ser o Bae Gyeon-U).
Além do "espírito", gostei muito do Ji-ho. Inclusive, sempre o achei bem mais bonito que o par romântico da Fada. Ele é divertido, leal e um perfeito companheiro.
O fim dele é o mesmo de vários bons personagens que amam a protagonista, mas que não tem nenhuma chance: eles sofrem pelo amor delas, mesmo sabendo que o coração delas é de outro, e terminam sozinhos e ainda apaixonados. Nossa, como eu odeio esse final! Uma pessoa incrível como ele merecia alguém legal com ele. Não ficar segurando vela pra menina que ele gosta.
Os últimos capítulos perdem muito o ritmo e vão atolando até um desfecho xoxo. Não entendi todo o apresso com a xamã do mal, sendo que ela foi uma pessoa horrível do início ao fim.
Mesmo após todo o mal que ela causou, as pessoas permaneciam se sacrificando por ela. Não importa a pessoa que ela foi um dia. Não importa que ela seja uma mãe de luto. Isso não justifica em nada ela sair em pune de todas as suas atrocidades. Sim, ela sofreu ao saber que estava fazendo o próprio filho sofrer todo aquele tempo. Porém, isso não a impediu de ainda querer fazer mais mal. Foi ela quem fez o Gyeon-U ter ódio de xamãs. Ela não merecia o fim que teve.
Outras pontas ficaram largadas no caminho, como a família do Gyeon-U e até como ele se bancava sozinho, já que a avó gastou tudo tentando ajudá-lo.
Como disse, não foi terrível e não acho que o final foi estragado. Foi muito divertido e foi um ótimo entretenimento. Só poderia ser melhor. Ainda assim, vale a pena.
Seguro para Divorciados
3.7 6Eu queria dar uma chance, pois a série traz uma premissa interessante — mesmo com o piloto fraquíssimo. Entretanto, depois de três episódios nada empolgantes e que não fazem a trama andar muito, decidi abandonar.
O elenco não é ruim, com exceção da Lee Joo-bin, que passa a série inteira com cara de idiota abobada ou idiota perdida. Sua tentativa de parecer uma "sem noção" é ridícula e, sinceramente, a atriz nem se esforça (ou não é capaz mesmo). Ainda que os outros não sejam péssimos, nem eles ou suas histórias me cativaram.
A tentativa de humor é extremamente falha. Não teve uma situação sequer que me arrancasse um mísero sorriso. O drama é igualmente fraco e o romance é forçado.
Tendo tantas outras obras boas para aproveitar, não achei que valesse a pena investir tantas horas em algo que não me entregou o mínimo de entretenimento. Boa sorte para quem fica.
Se A Vida Te Der Tangerinas...
4.6 57 Assista AgoraEu realmente queria ter amado essa série, mas foi uma tortura a partir do quarto episódio, e as coisas nunca melhoraram. Não embarquei no hype.
O início foi muito promissor. Não me arrancou lágrimas, mas foi envolvente e curioso. A relação do casal principal é fofa, divertida e cheia de percalços que ambos enfrentaram juntos — como todo bom casal deveria fazer. A história aposta no realismo, retratando situações e dilemas com os quais é fácil se identificar. Os pensamentos e conflitos dos personagens poderiam ser os nossos — só muda o endereço. O problema é que, tirando o Gwan Shik e a Ae Soon, todos os outros personagens são desinteressantes e/ou odiosos.
Os filhos são um desastre. Ambos são babacas e ingratos. Nenhum deles reconhece todo o sacrifício que os pais fizeram para que eles tivessem o melhor possível.
Um odeia não ter sido o filho favorito, sempre sendo comparado com a mais velha — seria uma reclamação justa, se ele não fosse um completo inútil, encostado, que só deu dor de cabeça. A outra reclama que os pais a privilegiaram e gastaram o que não tinham para que ela tivesse a melhor educação. Ela, inclusive, é a mais insuportável: sempre chorando, reclamando e maltratando os pais.
A série serpenteia entre cenários e situações, com mudanças bruscas — e, muitas vezes, despropositadas — na cronologia. Idas e vindas constantes no tempo que não ajudam nem agregam. Ideias são trazidas e abandonadas inesperadamente no percurso, sem desfecho ou motivo. A série quer tratar de muitos assuntos ao mesmo tempo, sem muito aprofundamento. Tudo é muito cansativo.
Falando em cansativo... A narração em off é excessiva, rasa e não acrescenta à história. É o puro show da “Capitã Óbvia”, narrando exatamente o que estamos assistindo — como se fôssemos cegos ou burros. O excesso também está no melodrama e nos diálogos que sempre buscam ser poéticos, mas soam antinaturais.
Fui até o fim, esperando pelo tão comentado final de arrancar lágrimas... Foi tão chato e broxante quanto o resto. Algumas coisas aqui poderiam me sensibilizar, mas, como a série SEMPRE está querendo nos fazer chorar, fica forçado e me tira da história.
A única coisa que é boa do início ao fim é a música de abertura — ela é viciante.
P.S.: A única coisa certa que a idiota da filha da Ae Soon fez foi terminar com aquele bundão. Gostei também que mostra o quanto o ex dela nunca foi feliz (o que era óbvio que aconteceria). Uma mãe daquelas suga a vida e a felicidade do filho. Ele nunca ficaria bem enquanto estivesse próximo da mãe. A Ae Soon teria passado pelo mesmo tormento, caso o marido não tivesse enfrentado a mãe e a avó. Aquele é que é homem! Gwan Shik era um homão da porra!
P.S. II: Porém... A filha burra foi louca ao casar-se com o esquisito. O cara perseguia ônibus, ia ao cinema todo dia atrás dela, agia da forma mais assustadora possível após anos sem contato e sorria como um psicopata... Credo! Creepy!
She Was Pretty
4.0 78Começa mais ou menos e vai decaindo a partir do episódio 9.
Hye-Jin é uma personagem bem chatinha — muito tonta e caricata. Quando criança, era educada, falava bem, parecia uma pessoa normal. Adulta, vira uma coisa muito constrangedora. Bicha besta...
O protagonista masculino é um completo babaca, sinceramente. Quando não a reconhece, trata a Hye-Jin pior do que rato de esgoto. O repórter Kim é chato, inconveniente e folgado, mas me passou mais verdade do que o Sung-Joon. Quando ele não ficava com caras e bocas, era mais bonito e interessante.
Da metade para o final, a trama se arrasta dolorosamente. Demorei quase 6 meses para conseguir criar coragem de encarar os dois últimos episódios — e não valeu a pena.
O penúltimo episódio poderia perfeitamente ser o final. O desfecho é corrido; nem cerimônia de casamento teve. É abrupto e mal feito. Chato, chato.
Há histórias melhores. Há romances muito superiores. E a comédia... poxa, estava muito em falta.
Veja por sua conta e risco.
O Amor Mora ao Lado
3.7 43 Assista AgoraNossa, que K-drama ruim. Os atores têm uma aparência jovem, então, imagine a minha surpresa ao descobrir que se trata de uma trama com personagens na casa dos 30 anos. E pior, que eles parecem tudo, menos adultos.
Os protagonistas são extremamente imaturos e chatos. Implicam o tempo todo por qualquer coisa. Sempre há uma picuinha infantil. Não tem nada de divertido ou interessante nos dois. Além de serem péssimos como amigos, demoram uma eternidade para se declararem. E mesmo quando um se declara primeiro, a história não avança, o romance permanece inexistente.
O casal secundário parecia mais legal de ver, mas perde a graça muito fácil. Acabei gostando mais da trama que envolve os pais do protagonista, porém, o resto estava tão, mas tão chato de assistir, que nem isso valia meu tempo.
A família da Seok Ryu é um porre, com destaque para a mãe irritada e invejosa. O irmão dela é um inútil, completamente descartável (tanto quanto o ex da irmã). O pai é um bundão, como na maioria dessas histórias. A forma que eles tratam a guria é patética. Só criticam, nunca a apoiam e nunca perguntam o que ela quer. Depois não entendem por que ela guarda segredos.
E falando em segredo,
achei um saco a história do câncer. Pareceu tão aleatório. E o pior de tudo é que, após descobrirem, todos passam a gritar com ela, a chamam de burra, egoísta e outras atrocidades. Seung Hyo, sendo o mais cara de pau, fica puto por ela ter escondido a doença, sendo que ele a ignorou desde que soube que ela tinha namorado. Quem é esse merda para exigir algo? Achei inadmissível.
Suportei até o episódio 10, mas dropo sem dó. Mesmo vendo em velocidade acelerada, parecia que não acabava nunca. Como não me importo com a jornada de ninguém, vou conferir algo que realmente preste. Não uma série besta que só me fez passar raiva e tédio.
Os Lucros do Amor
4.0 28 Assista AgoraA série começa bem, mas estabelece diversas coisas que não serão aprofundadas no decorrer da trama. Praticamente tudo foi mal explorado e, por vezes, completamente esquecidos no caminho.
Como estopim para a série, temos Son Hae-Yeong, que, movida por sua ambição no trabalho, decide se casar com alguém de quem não gosta. Primeiro, a razão pela qual eles não se gostam não é bem elaborada nem minimamente interessante. Segundo, o aspecto profissional é jogado na lama.
Para alguém que não aceita perder, Hae-Yeong fica muito tranquila ao ver seu ex colhendo os louros do sucesso de uma ideia criada por ela. E está tudo bem o CEO expulsar Ji-Uk da empresa e tirar Hae-Yeong da liderança, para, depois, agir como se nada tivesse acontecido?
Sem contar que não entendi a razão para Ji-Uk topar um casamento falso. Dizer que ele “de alguma forma aceita” ou que “se casa porque não quer encrenca” são formas de indicar que quem escreveu essa história não se deu ao trabalho de criar algo plausível.
Toda a trama da Hee-Sung é chatíssima de acompanhar e mal teve um final.
Também trouxe desnecessariamente uma história de “amor livre” ou “poliamor” que não acrescenta em nada. Nunca conhecemos ou sabemos algo sobre o outro cara com quem ela saía (e que era o possível pai do filho dela). Se ela gostava tanto desse outro cara — como é sugerido em determinado episódio —, por que se mantinha na relação com o namorado de longa data? Era visível que ela não o amava mais e não via futuro nos dois. Foi um drama e um dilema ensosso de acompanhar.
Além disso tudo, temos o fato de a mãe do CEO ser fã do Amor Apimentado, depois virar a maior hater da autora e depois meio que a apoiar (🤷♀️). Temos a razão para o Ji-Uk estar na empresa da Hae-Yeong, que não vai a lugar nenhum. Temos a Bebê, que é esquecida no churrasco, sendo que ela parecia ser muito importante para o Ji-Uk. Temos o plot abandonado com o ex da protagonista — que fica rondando como o perfeito urubu que é — e sua esposa. Mais e mais tramas que vêm e vão sem um bom desfecho ou desfecho algum. Parece que os roteiristas tinham rascunhos com ideias (boas ideias, aliás), porém não chegaram a aprimorar nenhuma delas; então, foi ao ar o próprio rascunho.
No quesito romance, o casal que mais gostei foi Gyu-Hyeon e Ja-Yeon, que também achei o mais bem aproveitado. Já o casal principal tem uma relação que vai de "te odeio" para "preciso me afastar porque estou me apaixonando" muito rápido. Eles têm discussões muito tolas e separações que só servem para prolongar a história e impedir que fiquem juntos. Foi exaustivo e broxante de acompanhar.
Fiquei feliz por ter apenas 12 episódios, já que a história começou a se arrastar para mim após o episódio 8 ou 9. Não foi terrível, mas tinha potencial para ser algo melhor.
Meu Casamento Feliz (1ª Temporada)
3.8 34 Assista AgoraPoxa, tinha tanto potencial. A light novel é mega elogiada, assim como o mangá, então criei uma grande expectativa (mesmo sendo uma série Netflix).
A animação é linda. A abertura é uma daquelas que não dá vontade de pular, muito bem feita e com uma música envolvente. A premissa é muito interessante, mas a execução foi precária.
O principal problema é a própria Miyo. Ela fica se lamuriando o tempo todo, com um complexo de vítima, sempre se colocando como indigna do Kyouka. Pede desculpas tanto quanto repete "meu noivo". Chora ou faz voz de choro em todo maldito episódio. É cansativo.
Outro problema é como os arcos parecem todos inacabados. A família escrota, o bundão que gosta dela e seu pai que resolve querer a Miyo, toda a trama envolvendo o Imperador ou a família da mãe da Miyo. Tudo é jogado e ganha desfechos muito insatisfatórios. Terminei o anime com a sensação de que faltava muita coisa. Li apenas os 3 primeiros capítulos do mangá, que foram muito bem adaptados, então não sei se é um problema da série ou do material fonte. Espero que não seja o último caso.
Mais um detalhe: Miyo passa a venerar o Kyouka no momento imediato que o conhece. É um romance muito instantâneo, o que é bem chato. E nunca nos é explicado o porquê das noivas anteriores terem saído correndo dele após, no máximo, 3 dias. Mais coisa mal explicada...
Cheat on Me, If You Can
3.6 2Este foi meu primeiro dorama, mas nunca cheguei a finalizar (mesmo faltando apenas 3 episódios).
A premissa é muito interessante e o início é promissor, só que as coisas vão esfriando com o passar do tempo. Era para a Yeo Joo ser muito astuta e tal... Mas seu marido lhe passa a perna muito fácil e suas táticas para descobrir uma traição chegam a ser um tanto tolas. Mas não dá para negar que o bicho é muito articulado para trair.
Todas as amantes sempre ganham o mesmo perfume que é o mesmo de sua esposa. É algo simples, mas bem esperto (e como eu odiei ter que que lhe dar este crédito). Ainda assim, não via a hora da mulher capar logo esse desgraçado.
Se é para viver nessa paranoia de ser traída, para que casar? Credo!
É uma pena que, mesmo com um bom mistério, vá murchando e perdendo toda a graça no percurso.
My Military Valentine
2.0 2Não sei se é verdade, mas vi comentários no Viki afirmando que essa série demorou 2 anos para ser lançada. Agora dá para saber o porquê: ele é chatíssimo.
Vim pela sinopse, porém, a premissa funciona apenas na teoria. Assisti os quatro primeiros episódios e não senti qualquer interesse em prosseguir.
O roteiro é inexplicavelmente bagunçado, as tramas são rasas, a direção é confusa, as atuações são muito abaixo do esperado, com um vilão soando canastrão, e nada flui de uma forma engraçada. O casal principal não é terrível, mas é puro suco de chuchu. Os dois não têm carisma, charme ou química em tela. Achei que seria capaz de acompanhar mesmo não gostando muito (esperando melhorar) por ter apenas 12 episódios de 30 minutos (e às vezes até um pouco menos), mas foi impossível. A meia hora parece uma hora, e tive que assistir parcelado.
Não vale a pena desperdiçar tempo vendo algo tão ruim com tantas outras produções bem melhores.
A Vingança do Casamento Perfeito
4.1 15Para a TVN e JTBC só digo uma coisa:
“Mal acostumado. Você me deixooooou mal acostumado...”
Esta é a crítica de alguém que não gosta de novela. E esta é uma novela brega "made in Korea".
Com esse título e pôster, eu já esperava algo brega e esperava um novelão mexicano. Ele não finge ser algo que não é, e isso é louvável. Porém, ele foi muito, mas muito pior do que eu imaginava. Estou extremamente mal acostumada com produções de alta qualidade, e meus padrões estão elevados diante de todas as séries maravilhosas que assisti.
A questão aqui vai além do baixo orçamento. É baixa qualidade mesmo, em todos os quesitos. De atuação a roteiro. Vamos falar do primeiro capítulo dessa novela:
A protagonista é uma bobona que é feita de gato e sapato por tudo e todos. Ninguém a respeita e ela abaixa a cabeça para todo mundo. TODO MUNDO a trata mal. Todos os personagens são unidimensionais e nem disfarçam. Temos inclusive o clichê do personagem falando para si mesmo em voz alta sem ninguém ouvir. E esse é um dos diversos clichês de novela que encontraremos.
O par romântico brota também destratando a protagonista, praticamente a chamando de otária na cara dela, e saindo da mesma forma que chegou: do nada.
A mãe adotiva falsifica uns quadros e joga a culpa na besta. A polícia diz que vai levá-la, mas ela simplesmente sai tranquilamente. Depois a polícia vai atrás e a deixa escapar, sem qualquer esforço. Ela causa um acidente (que muito provavelmente matou um inocente, mas foda-se) e vai parar no hospital. Hospital esse com a equipe médica mais despreparada que já vi. Abrem sua barriga, ficam mexendo loucamente e depois informam a mãe que houveram complicações e não puderam prosseguir com a cirurgia (também, com aquele trabalho porco).
Na UTI, facilmente desligam seus aparelhos (sei lá porquê) e a matam (sabe-se lá como). Os médicos, muito profissionais, usam o desfibrilador da forma mais amadora possível, mirando nas costelas e sobre a roupa da paciente.
A boboca volta no tempo e jura vingança. Ela termina o noivado e... podia acabar aí. O que a impede de apenas terminar o noivado, se afastar de sua terrível família e seguir a vida?
Esperava algo no nível Marry My Husband, mas não chegou nem perto. Tudo é terrivelmente amador e precário, e o plot não faz muito sentido, se for parar para pensar, além de ser muito batido. Não senti pena da protagonista e nem raiva de ninguém. Só fiquei chocada e constrangida com o que via, me questionando como raios essa novela é tão bem avaliada.
Mad For Each Other
4.2 44 Assista AgoraRápido, leve e divertido de se acompanhar. O roteiro trás diversos temas, como violência doméstica e TEPT, e nenhum deles é bem aprofundado. Entretanto, não encarece a trama.
Os personagens são carismáticos e envolventes, a dupla principal é ótima tanto nas picuinhas como sendo um casal. Só odiei as moradoras fofoqueiras. Ninguém merece ser obrigado a conviver com pessoas tão desprezíveis e desocupadas.
O final é mais ou menos.
Em momento algum é explicado porque e para onde a Min Kyung foi embora. Pareceu só algo bobo para criar um suspense (inútil) sobre eles terem voltado de fato ou não.
O fato do desgraçado do ex não ser punido apropriadamente, infelizmente, é uma realidade. Aqui no Bostil vemos direto, então não é nenhuma novidade e não foi algo que julguei como uma falha.
Apesar disso, é uma série que vemos sem pretensão e acabamos surpreendidos. Vi facinho em um único dia.
P.S.: Não sabia que desenvolvedor de games também é hacker e expert em direção de vídeos para internet. 1001 utilidades.
Lovely Runner
4.5 23Série perfeita, mesmo com suas imperfeições. Mesmo que restem algumas perguntas ou tenha suas falhas, não é nada que compromete a história. Tudo é lindo, empolgante, divertido, angustiante e bem encaixado na premissa principal.
Amei o casal que sofre horrores para ficarem juntos; amei a trama com viagens no tempo bem elaboradas e nada difíceis de se entender; amei a OST (com destaque para “Spring Snow” e a principal do Eclipse, “Sudden Shower”); adorei os coadjuvantes; e o final nem de longe foi ruim.
Há muita conveniência, muita breguice, muito clichê e muito exagero. Mas se você reclama disso não está acostumado com doramas de romance. O geral foi incrível. O tempo passou muito rápido enquanto eu assistia, ria e torcia por esses dois, e fiquei chocada quando vi que já estava no final. Me senti órfã.
Agora...
Não vou mentir que se fosse outro personagem e outro tipo de história o Sun Jae poderia facilmente virar o vilão de um suspense. O tanto que esse homem persegue a Im Sol e não aceita as várias, inúmeras e incontáveis rejeições não é brincadeira. Felizmente, apesar da insistência, ele é muito fofo, engraçado, e a gente sabe que ele é uma boa pessoa e que a Sol não queria, realmente, distância dele. Seu único crime foi amar demais.
E deu muita dó dos dois, mas mais ainda dele. Na intenção de protegê-lo, ela o magoa diversas vezes. Em uma realidade, diz que queria ter a oportunidade de contar que os sentimentos entre eles eram recíprocos, mas, logo em seguida, rechaça o coitado e diz que nunca o amou em nenhuma vida. Sacanagem. Queria colocá-lo em um potinho.
Do final (quase) perfeito, tenho apenas uma leve reclamação:
Foi paia o Sun Jae ter TODA sua memória retomada. Alguns vislumbres são toleráveis, afinal, quando ambos voltaram no tempo, era ele quem estava com o relógio. Então fazia sentido, pois foi o que ocorreu com a Sol. Mas ela nunca se lembrava de 100% do que vivia.
Foi engraçado ele sabendo do namoro breve do Tae Sung e da Im Sol e percebendo que eles nunca haviam namorado naquela realidade? Claro que foi. Assim como todas as interações desses dois. Mas ainda assim... Meu pano já está passado 🙈
Quem não viu, veja urgentemente. Vale cada segundo e virou um dos meus favoritos.
King The Land
4.2 66 Assista AgoraSe soubesse que esta série tinha a mesma vibe de Pretendente Surpresa, teria assistido antes. Sorriso Real é bem leve, engraçada e despretensiosa. Cheia de humor, cenas românticas cafonas e momentos que me arrancaram muitos sorrisos reais.
O casal é divertido e cativante, tanto juntos quanto individualmente. A Sa-rang é uma coitada que se dedica ao máximo para sempre subir de cargo e continuar como empregada dos outros.
Fiquei feliz quando ela reconheceu o absurdo do cargo mais “alto" e “prestigioso" que um subalterno pode chegar é ser empregado na casa do patrão.
me incomodava o quanto ele não trabalhava de fato, mesmo com seu secretário/gerente/amigo lhe dando os rumos para ele chegar ao topo. O Won não era esperto ou ambicioso o bastante para notar que só seria capaz de ajudar verdadeiramente os empregados se chegasse na chefia. E não sei o que ele tanto estudou para não ter muita noção de administração ou contabilidade.
Os amigos também são carismáticos e interessantes. Só tive pena da amiga casada.
Não entra na minha cabeça como o divórcio pode ser tratado como um crime tão grave na Coreia. A única solução para ela seria o divórcio, mas isso nunca é uma possibilidade diante de tanto preconceito. A coitada vai ter que aturar aquele inútil e sua família parasita até o fim. Que pesadelo.
Sobre o segredo envolvendo a mãe, achei tosco.
Nada no mundo iria me forçar a ficar longe do meu filho. Achei sua desculpa ridícula e não vi razão alguma para todo o sentimentalismo envolvendo sua volta. Se ela poderia voltar assim tão fácil, por que não veio antes? Péssima mãe.
Fiquei com o pé atrás diante da popularidade da série, mas ela é tão boa quanto dizem.
P.S.: Adoro que alguns K-dramas me fazem ter vontade de conhecer diversos lugares diferentes. Esse me deixou com vontade de conhecer Bangladesh.
P.S. II: Entre fingir que trabalha e perseguir a namorada, Won vira chef de cozinha e eletricista com uma enorme facilidade...
Tudo Bem Não Ser Normal
4.5 195Tudo bem não ser normal. Tudo bem não estar bem. Mas não está tudo bem você usar seus “traumas” e seu “passado sofrido” como desculpa para ser um escroto.
Poxa, eu estava TÃO empolgada para ver esta série. Além do hype e das avaliações sempre muito altas e elogiosas, a estética do Tim Burton, a abertura, as atuações, a trilha sonora, toda a qualidade técnica impecável prometiam fazer dessa série uma das minhas favoritas. No entanto, temos a autora de “livros infantis”. Mun Young é desprezível. Ela é egoísta, mimada, arrogante, infantil, controladora e assediadora. Para quem chama seu comportamento obsessivo de “ser decidida”, pense em uma inversão de papeis (eu odeio isso, mas, às vezes, é preciso jogar essa frase para as pessoas talvez passarem a enxergar as coisas de forma mais clara).
Pense em um homem que não aceita diversos “nãos” como resposta. Pense em um homem dizendo para uma mulher: “está se fazendo de difícil? Que fofo. Da próxima vez que se fizer de difícil, eu te sequestro”. Pense em uma mulher mandando um homem ficar longe, e esse homem brotando em seu local de trabalho no dia seguinte. Ou aliciando seu irmão autista para que ele more na casa dele, com a intenção de forçá-la a morar com ele. Pense o quão maravilhoso é ouvir alguém afirmar que te deseja por querer ter tudo que é belo, não de forma romântica, mas como um item legal em uma prateleira.
Eu sei, eu sei que a ideia era transformar essa importunação em algo cômico. Mas, sei lá... não consigo achar graça em assédio🤷
Não consegui ver nada de positivo vindo dessa mulher mesquinha e imatura. Não me venha com a desculpa esfarrapada de “ela sofre de muitos traumas”. Se tem traumas – e isso é claro desde o 1º episódio – ela que se trate. Ela era uma mulher problemática que estava usando um homem como ancora, capacho e objeto. Ninguém tem que servir de terapia/cura para ninguém. Kang Tae já tinha problemas de sobra e já tinha que cuidar do irmão mais velho. Não precisava de ainda mais problemas nem ser babá de uma mulher adulta. O fato de o Kang Tae ser conivente com seus comportamentos me fez detestá-lo por tabela, mesmo adorando sua relação com o irmão.
Mais da metade da série consiste em episódios repetitivos e exaustivos que vão de nada a lugar nenhum. O humor foi inexistente. Odiei os protagonistas e caguei baldes para o romance que mais lembra Síndrome de Estocolmo ou de Wendy. Não me pareceu legítimo o interesse do Kang Tae na Mun Young. Parece mais que ele passou a vida inteira acreditando que precisava cuidar dos outros (se auto sacrificando) e encontrou na perturbada outra alma que precisava de ajuda. Isso que os uniu – isso e a insistência preocupante da desocupada. O restante foi se tornando cada vez menos interessante para mim (apesar de ter torcido pelo casalzinho do hospital e gostar bastante do Sang Tae) e, mesmo na velocidade 2x, os episódios pareciam nunca ter fim.
Tudo Bem Não Ser Normal pode ter diversas qualidades, mas há coisa muito, mas muito melhor por aí. Inclusive séries que agradam e prendem desde o primeiro capítulo, para ninguém sofrer esperando melhorar.
P.S.: Me espanta ninguém questionar o fato de que nenhuma das obras infantis são, realmente, infantis. Nenhuma criança iria gostar de ler sobre os problemas psicológicos em forma de fábulas de uma adulta perturbada. E a maioria dos pais não comprariam tais livros.
P.S. II:
Minha única (mini)alegria foi ver que o Sang Tae deu uma surra na Mun Young (pena que não mostrou). Não, não achei engraçado uma mulher adulta brigando por um brinquedo velho com um autista.
Goblin
4.6 191Estava muito ansiosa para conhecer o famoso Goblin, e foi uma ótima experiência. Porém, foi abaixo do que eu esperava, diante de tantos comentários superpositivos.
A série tem mais humor do que eu imaginava. Ela vai muito mais para a comédia do que para o drama, na maior parte do tempo. Os personagens são o ponto alto, sendo todos muito carismáticos — destaque para o Goblin e o Ceifador e a amizade fofa dos dois — e todas as atuações estão excelentes, principalmente a do casal principal. Elogiar OST de dramas coreanos é chover no molhado, mas ela é tão boa quanto as de outras séries que já acompanhei, em especial pela épica “Round and Round”. Há poucas cenas de ação, mas as cenas que temos são muito boas. Entretanto, como afirmei, os personagens são o ponto mais alto. Caso não tivesse gostado deles, eu não teria conseguido ir adiante.
Apesar do primeiro episódio envolvente e da incrível premissa, só consegui me prender de verdade mais lá na frente. A trama gira em torno de um “amor triste”, então o romance é muito importante para a narrativa. Porém, tive muita dificuldade para ver o Kim Shin e a Ji Eun Tak como um casal (o fato deles aparentarem ter uma diferença de idade muito grande não ajudou, apesar de que qualquer mulher seria muito nova para um goblin). O outro casal também não me pegou, já que as interações entre eles eram rasas demais, com um falando mais do que o outro e pouca conversa de fato. A premissa é legal, mas o desenvolvimento é um tanto furado. O vilão chinfrim e esquecível (que brota por uns três episódios) e a falta de urgência na retirada da espada não ajudam.
Está longe de ser ruim, mas não foi tão incrível e perfeito quanto a maioria alega.
P.S.: Acho que mesmo que o roteiro fosse terrível, valeria pelo Gong Yoo. Além de lindo, ele transita perfeitamente entre ser um bobão, um ser poderoso e um homem sofrido. Ótimo ator.
Exclusive Fairytale
3.9 4Parece que eu assisti a uma série completamente diferente da versão de todo mundo.
Esse foi meu primeiro (e talvez último) contato com um C-drama e detestei. Mesmo com episódios curtos, não senti que a série tivesse um bom ritmo. Primeiro, eu não me importava com os personagens. Talvez eu seja velha demais para apreciar uma comédia boba juvenil. Segundo, dos capítulos que assisti (não aguentei até o fim, admito), a história não andava. Eram pequenas esquetes bobinhas, uma atrás da outra, sem qualquer tipo de aprofundamento dos personagens ou da trama. E terceiro, não gostei do humor nem da direção. Realmente me lembrou uma série tola de comédia forçada e sem graça.
Ling Chao não tem qualquer carisma ou expressão facial. Xiao Tu é infantil demais para eu querer acompanhar. A relação dos dois não trazia nada de especial que valesse a pena meu tempo. Não tive o mínimo interesse em saber como o romance dos dois vai evoluir e não gostei de nenhum coadjuvante. Diante de tantas boas obras disponíveis, não acho que essa valha muito a pena.
Oh My Ghost
4.3 94Diante das avaliações e comentários, esperei muito mais. De sedutora a Shin Soon-Ae não tem nada. Não gostei de sua personagem na maior parte do tempo. Quando ela estava cuidando da família, eu consegui sentir muita simpatia e ficar mal por ela. Mas o fato dela passar tanto tempo possuindo e controlando a vida da Bong-Sun me tirava do sério. Seu comportamento era impulsivo e egoísta, e nunca achei uma boa ideia ela usar o corpo da Bong-Sun tanto para perder a virgindade quanto para conquistar o chef. Sem contar que seus avanços caracterizam facilmente assédio sexual.
Na Bong-Sun é aquela personagem tímida estereotipada exaustivamente mostrada em k-dramas. Parece que os coreanos veem os tímidos como idiotas inaptos que jamais conseguiriam algo sem alguém mais carismático e extrovertido para tomar as rédeas de suas vidas (vi diversas séries com troca de corpo com essa mesma conclusão). Claro que temos diversas limitações, mas não somos completos imbecis como é sempre descrito. Felizmente, por mais passiva que fosse inicialmente, o roteiro deu oportunidade de a Bong-Sun conseguir sucesso por seu próprio mérito. Entretanto, sua relação com o chefe Kang foi uma bola fora.
Foi um consolo ver o Sun-Woon, por mais de uma vez, dizer que gostava mais da versão “normal” da Na Bong-Sun. Porém, a maior parte das cenas românticas envolveram a fantasma. Gostei que a Bong-Sun contou sobre a possessão e explicou o que rolou, mas queria ver o chef, de fato, conhecendo-a e comprovando que foi por ela que ele se apaixonou.
Admito que detestei mais da metade da história. A protagonista (possuída ou não) me irritava, o Kang Ki Young me fazia querer cometer um crime (já é a 2ª série que vejo com esse ator e que odeio seu personagem), a amiga do chef querendo um romance só depois que o cara perdeu o interesse me entediava e o Seo Joon não ter metade do destaque do Min-Soo me revoltava. Porém, o Sun-Woon – muito divertido e fofo – e o mistério da morte do fantasma me motivaram a continuar. Os últimos episódios foram mais interessantes, e senti que eles passaram mais rápido. Achei sem lógica alguma o final do vilão e da Eun-Hee.
Do jeito que o vilão bateu o coco no chão, não tinha como ele sobreviver. E por mais que o Sung-Jae tenha sido possuído, ele não era muito flor que se cheire. Ou vamos ignorar que ele olhou para o bebê com um olhar muito estranho ou que quase matou o pai adotivo? A Eun-Hee se comportou como mulher de bandido, ignorou tudo que o criminoso fez, todas as mortes que ele causou e ficou do lado dele, visto que “ele é uma boa pessoa”... Tá louca para ser a próxima vítima.
Nunca entendi o porquê de ele ter se casado com a mulher que ele deixou paraplégica. Achei que estava relacionado a ver o mal que trouxe a sua vítima de perto (assim como ele fez com o pai da Soon-Ae), mas nunca houve explicação.
Esperava me divertir mais, mas foi bem morno. Valeu mesmo pelo Jo Jung Suk. Não o conhecia e gostei muito de sua atuação. Mais um dorama muito querido que eu não gosto.
P.S.: Toda vez que tinha a xamã e a mãe do chef juntas tinha uma cena nojenta delas comendo ou bebendo algo (ou, no caso, cuspindo e comendo de boca aberta). Eca.
18 Outra Vez
4.3 19 Assista AgoraEssa é uma adaptação que seria praticamente inconcebível em Hollywood (que ama estragar cada adaptação que faz). Uma série baseada em "17 Outra Vez", aqui no ocidente, jamais seria capaz de trazer personagens tão interessantes e complexos. Mas, felizmente, a Coréia do Sul sabe contar histórias tão tocantes quanto cômicas na medida certa e com uma qualidade infinitamente superior a maioria das obras americanas atuais.
Procurei, mas não encontrei qualquer defeito para pontuar além de não ter gostado muito da atuação da Ha-Neul Kim (a maioria dos sorrisos dela pareciam sorrisos amarelos e achei ela um tanto travada). Entretanto, gostei muito de sua personagem e pude deixar esse problema passar. O restante do elenco está impecável, com destaque para o Lee Do-Hyun. A OST é ótima e os acréscimos na trama, como a jornada profissional da Da-Jung ou o segundo par romântico, foram mais do que perfeitos. Falando no segundo par, foi difícil de aturar o Ye Ji-hoon.
Ele é um cara incrível. Atencioso, gentil, carismático, dedicado, galãzinho. Simplesmente perfeito. Então foi doloroso ter que pedir para ele parar de me fazer torcer por ele, já que minha torcida estava 100% no Dae-young (e todos nós já sabemos com quem a Da-Jung ficaria). Eu realmente queria que mostrassem ele feliz com outra mulher no final, mesmo que sua maior paixão e motivação seja sua sobrinha (o que foi mais uma razão para me apaixonar por ele).
Toda a jornada do protagonista é linda, divertida e um pouco angustiante,
pois era difícil ver sua família sendo injusta com ele, afirmando que ele nunca foi presente (quando de fato foi), e o Dae-Young sempre ali, fazendo tudo pela família, sem ter reconhecimento. Seria legal se os filhos, de alguma forma, no final descobrissem que o amigo de escola deles era o pai.
Além de aprofundar o que foi trazido no filme, "18 Outra Vez" é bem mais pé no chão ao mostrar a realidade dos relacionamentos, sem tentar romantizar muito a vida a dois. Ela é complicada demais e cheia de percalços, mas os personagens amadurecem a cada episódio, reencontram o amor e aprendem com os erros. K-Drama perfeito.
P.S.: Na verdade, teve uma coisa que foi bem mal colocada, mas que não foi o bastante para reduzir minha nota,
que foi a parte do perseguidor/estuprador. Apesar do desfecho ter sido muito satisfatório, esse personagem é bem jogado. Podia só ser um aleatório no beco, mas entendo que servia para gerar suspense.
O Abismo Mágico
3.7 27A jornada dessa trama foi menos esburacada do que imaginei, mas ainda foi penosa. Começando que nunca entendi a lógica em dar o Abismo para um humano comum. Se era como forma de ressarcir o Cha Min por sua morte equivocada, revivê-lo já era recompensa suficiente. Como seria uma dúvida que permaneceria sem resposta, me foquei no resto.
Os vilões são bem vilanescos que gostam de fazer vilanices, mas foram meio fraquinhos. Eles foram muito genéricos para que eu me importasse e não me causaram raiva ou indignação. Gostei do detetive Park e de sua relação com a Mi-do. Entretanto, quando se tratava do casal principal, preferi mais a relação de amizade ao invés da romântica.
Assim como muitos, nunca comprei o romance. Se-yeon teve 20 anos para demonstrar o mínimo de carinho pelo Cha Min, mas não o fez. Pelo contrário, no primeiro episódio ela o esnoba, despreza, deixa claro ter nojo de sua aparência. Ao gritar por socorro, sua “amiga” lhe diz para parar de incomodar. SE houvesse flashbacks mostrando que, (bem) no fundo, ela sempre gostou dele, eu relevaria. Porém, Se-yeon sempre foi uma babaca com um ego gigante que gostava de ter homens rastejando aos seus pés. Essa foi a única razão plausível para eles ainda terem contato após todos esses anos. As atuações foram excelentes, e passei a simpatizar com ela, mas ver o Cha Min só dando e nada recebendo me incomodou profundamente.
Eu queria, realmente, que ele encontrasse outra e deixasse a nojenta morrendo de inveja. Tanto por perder um homem muito lindo quanto por saber que todo o amor que ele lhe deu de graça agora estaria sendo entregue a outra pessoa, que sabia valorizá-lo. No fim, ela não aprendeu nada, e todos nós sabemos que o amor só foi correspondido por ele ser bonito.
Os 16 episódios soaram cansativos, com muita coisa estúpida acontecendo para render mais episódios.
Como a polícia botar um serial killer sozinho no carro de uma pessoa aleatória vestida como policial ou o Min não (re)matar o Seo Ji-wook depois de descobrir onde estava a Se-yeon.
Não foi horrível, mas não recomendaria diante de tantas outras histórias mais interessantes.
A Esposa do Meu Marido
4.3 52 Assista AgoraComeça bem, mas desanda no decorrer da temporada.
Gostei do fato de a Ji Won não se demorar remoendo a traição, e sim parte em busca de vingança. A dupla de vilões é desprezível ao ponto de me dar náuseas quando estavam em tela. É impossível não torcer pelo sucesso da protagonista, e gostei do fato dela buscar vingança de forma independente. Mesmo achando um tanto exagerado ela tentar sempre pelo caminho mais difícil (sem pedir ajuda do chefe), foi perfeitamente compreensível. O romance foi um dos pontos que menos me agradou desde o início, pois o ator é péssimo. Já havia desgostado de sua atuação Mr. Queen, mas agora pude constatar que não se tratava apenas do personagem, ele de fato é ruim. Na In Woo tem apenas duas expressões faciais, zero carisma e nenhum charme. Ji Hyuk, por si só, é um personagem que também deixa a desejar.
Marry My Husband sofre do mal que reside em algumas tramas que se estendem além do limite: o vilão aleatório que surge inesperadamente só para atrapalhar o casal. Ela é, como já disseram, forçadíssima. A partir de sua chegada, a história perdeu o fôlego e se tornou muito difícil de acompanhar. O que antes eu via com empolgação e ansiedade pelo próximo episódio se transforma em um martírio. O desenrolar vai ficando cada vez mais mirabolante e tolo, e o último episódio foi o mais arrastado e repetitivo que já vi em um K-drama, até o momento.
Mesmo não gostando de novela, foi um novelão divertido de acompanhar. Tirando alguns clichês estapafúrdios, — como o mocinho impedir a mocinha de se machucar TRÊS VEZES seguidas —, algumas patacoadas descabidas,
— como o Park Min Hwan achando que poderia matar a Ji Won em pleno escritório e sair impune ou a mesma Ji Won terminando o namoro por conta de uma ex-noiva que, claramente, nunca teve importância ou, até mesmo, quando ela fica parada esperando ser esmagada por um caminhão em uma rua deserta —
Rainha das Lágrimas
4.3 70 Assista AgoraIncrível no nível de Pousando no Amor (não é à toa que é da mesma roteirista), mas, obviamente, sem conseguir superá-lo — já que isso é muito difícil. O casal é lindo, a trama é muito interessante, o desenvolvimento de roteiro e personagens é ótimo e a OST é tão boa que fui atrás dela e estou ouvindo agora.
O início foi divertido. Entendi o lado do Baek e achei engraçada sua reação sobre a revelação de sua esposa.
Isso até saber que não era uma mentira contada após ela descobrir o acordo do divórcio.
Praticamente todo o desenrolar me agradou muito. Não acho que se estendeu ou se arrastou em momento algum. Esse quase foi meu 1º dorama nota 5, por muito pouco.
Fiquei um tanto frustrada com o avanço sobre a doença da Hae In. Eu esperava que houvesse progressão em seus sintomas, mais dificuldades para esconder sua situação. O momento que ela confunde o marido com aquele loser me deixou tensa, e, se estivesse em seu lugar, eu ficaria horrorizada com a incerteza sobre minha própria realidade. Mas ela viveu muito bem para quem estava com um tumor cerebral raro e intratável.
Isso me leva a outro ponto que me incomodou ainda mais: a cura milagrosa. Claro que eu torcia por ela e sabia que haveria uma cura, o problema é como ela veio muito “fácil”. Era uma cirurgia experimental para tratar um câncer raro que havia tomado conta desordenadamente de grande parte do cérebro, correto? A consequência foi uma “perda de memória” seletiva e só. Simplesmente, não havia mais tumor e ela pôde viver por mais 50 anos. Não consegui acompanhar a série sem pensar nisso.
A perda de memória foi outro fato que parecia mais tenso na teoria do que na prática. Amei quanto o Eun Seong fracassou em tirar o Baek da vida dela, mesmo com a perda de memória e as calúnias. Porém, me pegou muito o quanto a Hae In não mudou tendo toda sua memória perdida. Não foram trechos, foi uma vida completa. Como ela era capaz de reger uma empresa? Como ela entendia de negócios e poderia permanecer como CEO? Eu não me recordo de nada que estudei depois de dois dias, mas ela se lembra de tudo, exceto o rosto e nome de pessoas próximas. Ela até sabe o que é tofu!
Por fim, o final de quase 2h não pareceu o bastante para apaziguar meu coração. Algumas coisas foram aceleradas e outras ficaram sem explicação (como a motivação da vilã que ninguém sabe de onde saiu ou porque passou 20 anos armando esse plano). Entretanto, o mais problemático é que passamos 15 episódios vendo a relação do casal se desenvolver e não merecemos nem um beijo sequer no final? Parece o final chocho do The Vampire Diaries. Achei deprimente vermos apenas uns flashs do futuro, morte e recordações. Queria ver o Hyun Woo provocando-a como ele prometeu que faria, já que os dois são muito divertidos assim. Só queria mais dos dois.
Apesar dos pontos colocados, realmente adorei a experiência. Não esperava simpatizar com a família — esnobe e egoísta — Hong, gostei de ver a evolução do irmão da Hae In, terminei com a certeza de que jamais gostaria de ter alguém como Grace perto de mim e que a vilã é tão detestável que me fez sentir pena do outro vilão. Não chorei junto com os personagens, porém me encantei pelo novelão e senti uma pontinha de tristeza ao terminar a série e não poder mais acompanhá-los.
P.S.:
Ri horrores do quanto o fracassado fracassou em ter a Hae In para ele. Tentou conquistá-la com ajuda e favores, tentou com chantagem, tentou com manipulação, tentou com a mulher desmemoriada, tentou com uma arma apontada. Quem vai querer um ser tão patético e asqueroso quando pode se ter um príncipe como o Hyun Woo?
Love To Hate You
4.1 37Não sei quanto às outras pessoas, mas passei a ter interesse em doramas por não conseguir mais suportar as obras ocidentais. Além dos roteiros fracos e da falta de criatividade, há uma enorme necessidade de focar em tudo, menos na história. Doramas me desconectam do mundo real, me divertem e me distraem. É entretenimento puro e simples. Entretanto, Love To Hate You é um K-Drama visivelmente focado no público ocidental, com o exato conteúdo que eu abomino e vivo fugindo de ver.
A série traz consigo um discurso feminista chatíssimo de acompanhar, com zero sutileza e uma protagonista “forte e empoderada” (em outras palavras: arrogante; antipática; perfeita em TUDO, principalmente em coisas consideradas nada femininas; e, não menos importante, odeia homens e é superior a eles em tudo). Sendo perfeita, ela também cura fobias profundas com sua mera existência. Mi Ran é a epítome da mulher hipócrita que critica a promiscuidade dos homens enquanto enche a boca para dizer que ficou com mais de 100. Que julga a traição masculina, porém justifica suas próprias traições como uma forma de não reprimir seus desejos. E que afirma odiar homens, mas faz questão de se relacionar com vários deles. Sua amiga é vítima de um idiota inconveniente em seu trabalho e fica extremamente ofendida pelo assédio. Logo em seguida, ela deixa claro que odeia ter que atender a homens feios e dá a entender que o inconveniente não teria sido um problema caso o homem fosse bonito...
O machismo reina em doses extravagantemente cavalares. Tudo vira argumento para fazer militância, faça sentido ou não. Como quando ela está correndo muito, e isso vira motivo para um homem se perguntar “era uma mulher?” ou quando elogios são considerados formas de objetificar a mulher (mas mulheres verem um homem e só ficarem repetindo “olha como ele é lindo” não é). Tudo é muito tolo e estereotipado, com as mulheres coitadas e os homens escrotos. Só não é pior por não ser hollywoodiano.
Em uma produção ocidental, a Mi Ran jamais acabaria percebendo que seus colegas de trabalho são leais e legais. Todos seriam babacas vilanescos e misóginos até o fim.
O casal em si não me incomodou, mas foi bem “não fede nem cheira”. Eu detesto personagens perfeitinhos, e odeio ainda mais personagens como a Mi Ran. Então foi difícil ter qualquer simpatia por eles — sem contar no “adestrar e não ser adestrada”. Realmente, há muito amor em uma relação baseada em “domesticar” seu par. O ator é bem bundão e incompetente perto dela, além de considerá-la perfeita e “diferente das outras garotas” 🤢 (e você vai saber que ela é muito diferente, já que vão repetir muito isso), mas pelo menos é bem mais simpático que ela. Seu amigo é um gato, e a amizade deles é divertida, o que ajudou a aliviar meu estresse. O resto não foi tão bem explorado, achei o humor inexistente (e eu buscava uma comédia), a direção é caótica nas cenas de ação muito tremidas (o que as tornava incompreensíveis) e há algumas cenas com tantos cortes que me lembraram o Bohemian Rhapsody.
Enfim, se eu quisesse ver uma trama americana, eu veria obras americanas. Há outros doramas que brincam com o estereótipo da mulher com atitude e do homem mais romântico e desajeitado com as mulheres (True Beauty é um). Isso, aliás, é algo bem comum nos romances coreanos. A diferença é que isso não é usado como pauta barata e nem como forma de reduzir os homens e empoderar a protagonista Mary Sue. O geral foi medíocre, mas esse “pequeno detalhe” azedou toda a minha experiência. Pelo menos ele é curto.
Mr. Queen
4.4 40Diante das diversas avaliações superpositivas, minhas expectativas foram além da estratosfera. Mas, aparentemente, vou ser a primeira esquisita que vai dizer que não gostou.
As produções da TvN são excelentes, com ótimos atores, OST e roteiro. Porém, admito que os primeiros episódios foram muito cansativos, pois, eram tantos conspirando ao mesmo tempo, tantas alianças aparecendo, que eu — que sou péssima com nomes e fisionomias — não sabia quem era quem, quem estava aliado a quem. Foi uma bagunça. Eu vim pela comédia, muito elogiada por uma enorme parcela do público, mas esse foi o ponto que mais me desagradou. Nunca cheguei a rir de gargalhar, no máximo um risinho rápido. Ele tem momentos divertidos, só não consegui me divertir tanto com eles. Outro ponto foi a trilha sonora que se mostrou muito, muito repetitiva. Doramas têm músicas que se repetem, o que é normal. Mas esse parece um looping, repetia demais ao ponto de se tornar muito perceptível, e creio que a melhor trilha é aquela que chega de forma sutil para complementar a cena. Algumas vezes elas também eram cortadas do nada — o que pode ter sido um erro na edição dublada.
De positivo, as atuações, as cenas de ação e a direção são excelentes. O roteiro, para mim, pecou um pouco. Apesar de nunca parar, eram muitas confabulações, traições, intrigas que me deixaram mais ansiosa pra acabar do que animada para continuar. Achei muito tola a vingancinha da rainha (que nem consigo considerar vingança) contra a tríade das piranhas traiçoeiras. Foi broxante. E a vida do Bong Hwan em 2020 é muito whatever para eu sequer saber o porquê dele estar sendo perseguido — e ninguém de fato se importa. Quanto ao casal e seu final polêmico:
Gostei do casal e da forma que ele foi se desenvolvendo. Eu já sabia que a rainha original voltaria, era óbvio, mas não gostei da forma que isso ocorreu.
Sim, o rei se apaixonou pela rainha após a chegada do Bong Hwan (e não há dúvidas de que o Bong Hwan também se apaixonou por ele)... PORÉM, as pessoas se esquecem que o rei se casou por obrigação e que seu objetivo sempre foi tratá-la como inimiga, já que a família Kim matou sua família e tentou matá-lo no poço. Não é como se ele não gostasse da rainha verdadeira por sua personalidade. Pelo que sei, ele nunca buscou conhecê-la (e não vou checar o spin-off para confirmar). A pobre da Kim So Yong sofreu horrores, e seria uma lástima ela não ter uma segunda chance para ser feliz. Portanto, não achei covardia do roteiro sua volta e nem acho que foi com a intenção de não termos um casal gay (como disse, não há dúvidas de que o desejo do Bong Hwan não era por culpa da So Yong).
O que me incomodou é que não tivemos mais do casal após a volta da So Yong. Eu queria que fosse mostrado o quanto eles se amavam, apesar dela não ser mais aquela rainha doida e impetuosa. Terminarmos com o Cheol Jong questionando a So Yong e se questionando o porquê de sua mudança não é um final nada satisfatório.
No mais, assisti os últimos episódios na velocidade acelerada, pois fiquei muito cansada. Além da longa duração e dos muitos plots, são 20 episódios. É muita coisa! Infelizmente, tentei gostar, mas fracassei.
P.S.: Eu pensei que teria uma intriguinha pelo (quase) triângulo amoroso entre a criada da rainha e os amigos...
P.S.:
Agora, uma dúvida genuína: Como assim "chupa, Coréia" por ter um casal gay na série? Não é a mesma Coréia que criou essa mesmíssima série e fez um homem se apaixonar por outro? E não existem diversos doramas lgbts e filmes tipo "A Criada"? Há muito mais conteúdo do gênero lá do que aqui no Bananil.
What's Wrong With Secretary Kim
4.3 79A única coisa errada é esses dois demorarem tanto para formarem um casal. Senhorita Kim perfeita, parece uma boneca. E vice-presidente Lee perfeito também (mas não conta pra ele, porque seu ego já é grande demais 🤫).
Amei os primeiros episódios, achei hilário o ego inflado do Young Joon. Ele é mais exagerado no início, mas dá uma bela reduzida no decorrer da série. O casal é muito bom, tanto na relação de trabalho quanto como namorados. Gostei também que eles foram o primeiro casal que vi beijando com mais empolgação do que geralmente vemos em doramas. Entretanto, todavia, não consegui me divertir tanto quanto eu esperava. Achei a trama — com exceção da com relação ao casal — extremamente mal roteirizada, e nunca me importei com os coadjuvantes. Nenhum deles. Principalmente o chato do terno e sua obsessão em manter seu segredo estúpido que foi usado como justificativa para uni-lo com seu par. Que traminha mais bleh.
Além do desenvolvimento do casal, existe um mistério que não é bem mistério. Ele me deixou bem curiosa, pois não fazia sentido, e fez menos sentido ainda quando foi concluído.
Sempre foi óbvio qual irmão foi sequestrado. O mistério envolvia saber a razão do escritor vir com a história de ter sido abandonado e sequestrado, e ninguém contestá-lo. Gente... Que família merda é essa? O Young Joon é sequestrado por uma doida aleatória, fica refém por 4 dias, volta cheio de traumas e cicatrizes, mas é o Sung Yeon que vira o coitado? E a família deixa?! Não me pareceu por remorso, mas inveja da atenção. Eu sabia que era ilógico o CEO Lee ter abandonado o irmão, já que ele havia dito que o irmão era o pior quando se tratava do bullying que ele sofria. O Lee pode ser um tanto egocêntrico (um narcisista de verdade não teria se preocupado em cuidar da família e não se importaria com ninguém além de si mesmo), mas ele nunca faz mal por querer. Claramente, ele não tem noção de quando está sendo maldoso. A família achou mais justo deixar o filho que de fato sofreu carregar o peso da culpa e deixar o mimado se tornar a vítima. Isso é ridículo.
A trama do escritor Morpheu é esquecida no momento que ele surge na história. Os traumas do CEO são todos curados com um beijo. O amigo do Lee só fica choramingando pela ex e fazendo caras e bocas. Nada tem uma uma boa resolução, o que me deixou com um tanto de má vontade para continuar vendo. Não foi ruim. Me diverti com os protagonistas, e os episódios passam rápido. Porém, sempre ficava um sentimento de que podia ser bem melhor. E podia mesmo.