É através do erro que o homem tateia e progride. É através da tragédia que ele aprende. Todos os caminhos do conhecimento começam nas trevas para chegar à luz
" (citação do filme, atribuída a Hipócrates)
Gostei do clima sombrio (o cocheiro diabólico, a cantora com sua voz melancólica, o P&B por si próprio etc).
Interessante como algumas pessoas grandes e respeitáveis têm seu lado obscuro. Nesse aspecto não se trata só de um conto antigo.
Excelente filme. Destaco três pontos: 1. O protagonista. O filme não valeria nada sem ele. É uma aula sobre como age um psicopata; 2. Cenas noturnas. Combinaram com o protagonista; 3. Para quem gosta de muscle cars, o Dodge Challenger SRT é uma atração à parte. Cara de poucos amigos e o ronco do V8 caçando na noite. Esse carro tem alma, e combinou com a do protagonista. Fantástico, simplesmente.
O filme é bastante ácido, especialmente para quem já experimentou na vida real algumas das situações que ele mostra.
A protagonista não se encaixava no padrão "popular", aparentava fragilidade emocional, não podia contar com a ajuda da família para enfrentar os abusos que sofria, logo virou um alvo fácil. E tamanho era o ódio acumulado, somado à suposta necessidade de andar com pessoas "populares" para se sentir aceita, que todo aquele lixo vez ou outra respingava em quem não merecia.
Reitero o que eu disse antes: essa cultura de bullying, de reiterada humilhação do "mais fraco", transforma ambientes em verdadeiros barris de pólvora. Já está mais do que na hora de ser repensada. A maioria das Dawns de fato vai sofrer calada, mas basta uma única pessoa, em completa situação de desespero, com acesso a uma arma, para fazer um banho de sangue.
O filme é interessante (esclarecedor, eu diria), e o final é triste e realista.
Sobre a questão da educação moralista e repressiva que as mulheres recebiam, acho que vale a pena observar que o filme é de 1961, a história se passa nos anos 20, e eu tenho certeza de que, em pleno ano de 2014, algumas mulheres de rincões espalhados pelo Brasil e pelo mundo recebem esse mesmo tipo de educação dos pais.
Em outras palavras, esse filme não retrata apenas um momento histórico, ele ainda poderia servir como uma reflexão atual para algumas famílias. Isto é, se costume e religião não forem fortes a ponto de impedir reflexões.
Nostalgia pura. Família, amigos, primeiro amor, a vida numa cidade tranquila do interior (e que cidadezinha linda, convenhamos!)...
Reflexões sobre o que aconteceu no passado, se poderia ou não ser mudado, e alguns porquês a respeito de coisas que não haviam ficado claras. E a aplicação dessas reflexões do presente em diante.
O filme não é ruim, mas concordo com a opinião de que a história caberia num curta. Fora isso, as imagens de solidão urbana são bastante poéticas, e essa forma de solidão severa dos personagens, e a timidez de grau patológico do Juvenal ficaram muito bem retratadas no filme. E embora talvez não seja necessário, vou explicar a expressão "timidez de grau patológico" antes que alguém me xingue: é absolutamente normal ser uma pessoa tímida, mas não naquele nível. O SOFRIMENTO DELE É NÍTIDO, e a timidez dele está num grau que o prende a esse sofrimento, o paralisa, o impede de
iniciar uma simples conversa com uma colega/chefe que, embora "noiva" (que raio de casamento foi aquele?), também se mostra nitidamente interessada nele
. E se até eu que sou uma pessoa "pouco sociável" reconheço isso, é porque a situação do personagem é feia.
Este filme entrou na minha classificação "bem mais do que eu esperava", e na minha lista de favoritos. Pela sinopse, pensei que o filme inteiro seria uma espécie de disputa ou corrida de gato e rato entre Luke e o policial Avery Cross. Mas não! É TOTALMENTE diferente disso, vai muito além. O filme fala de solidão, relação entre pai e filho, remorso, atos e suas consequências. E o faz com maestria, a meu ver. EXCELENTE filme, totalmente recomendado.
Os comentários adicionais 1 e 2 só devem lidos (e respondidos, se for o caso) por quem já assistiu:
Alguém além de mim sentiu um pouco de pena do marido da Romina? Ele trabalhou honestamente para ajudar a sustentar um filho que não era dele, levou bordoada na cabeça, ganhou um par de chifres, e no final ainda acabou abandonado pelo filho adotivo. Tudo bem que ele terminou vivo e com uma família, mas ainda assim serviu de "estepe", pois se o Luke estivesse vivo a Romina terminaria vivendo com ele e o filho
A fotografia e o personagem Luke NO INÍCIO DO FILME me lembraram "Drive" (outro da minha lista de favoritos), mas dali para frente deu para ver que os dois personagens dos filmes são bem diferentes. Luke também é violento, só que mais sensível, mais emotivo. Consegui sentir na pele a dor que ele estava sentido pela solidão de ter que ver de longe o filho ser batizado na Igreja, sem poder chegar perto. Dá para ver nitidamente a raiva de ter chego naquele ponto, e a vontade de mudar o rumo da vida dele
;
3. O final é amargo, solitário, a fotografia é belíssima, e nele podemos ver o que é
a moça não era qualquer parente do personagem, e sim a FILHA dele (convenhamos, a aparência do personagem mudou muito nos 15 anos em que ele ficou preso, a ponto de eu não reconhecê-lo naquela primeira foto do álbum)
.
Todavia, como fui assistir o filme com uma expectativa muito alta, posso dizer que ele foi menos do que eu esperava, pois ao longo do filme há cenas muito exageradas ou um pouco "sem pé nem cabeça". Exemplos:
o cidadão cambaleante com uma faca nas costas ganhar uma briga contra vários caras, a "hipnose" acordada e involuntária da filha, a história do "botão do suicídio" que fazia o coração o parar, o jeito como o vilão "mata" (contribui para o suicídio da) a propria irmã
.
Enfim, a trama do filme é interessante, mas eles poderiam ter eliminado (ou melhorado) algumas cenas que (para mim, pelo menos) ficaram um pouco sem sentido.
Ah, e não poderia deixar de comentar: o sorriso amarelo do Oh Dae-Su diante das "m" que acontecem com ele é impagável.
Psicopatia, sangue, belas cenas noturnas, uma polícia ineficiente, um detetive/cafetão inicialmente asqueroso que mostra seu outro lado (teve cena em que ele estava nitidamente
O que me atraiu para ver este filme foi ler na contracapa do DVD que ele havia sido uma inspiração para "Taxi Driver". Assisti o filme e confesso humildemente que não consegui, de imediato, estabelecer uma conexão entre as duas obras, até ver uma rápida entrevista do Robert Bresson (um bônus do DVD), em que ele fala da solidão do personagem. De fato, a vida criminosa lhe trouxe uma solidão amarga. Mesmo seus comparsas, dele não podiam saber muito, por razões óbvias. E ele não precisava ter tomado esse caminho para
. Fato também é que ele sofreu as consequências de suas escolhas. Certamente não foi uma vítima da sociedade, uma vez que teve oportunidades de arrumar trabalho. Em vez de lançar mão de "teorias" para justificar seus atos, poderia entender que furtar uma pessoa é como tomá-la por trabalhadora escrava temporária, uma vez que o dinheiro (geralmente) nada mais é do que o fruto do trabalho.
O que mais se destaca no personagem é a aparência de normalidade, tal como os monstros da vida real que vez ou outra são descobertos. O final é bem angustiante. Excelente filme.
A história é boa, tem potencial, mas os "efeitos especiais" poderiam ter sido em boa parte eliminados, pois estragam o filme.
Acredito que dá para construir uma história aterrorizante utilizando poucos efeitos especiais, tem alguns episódios do "além da imaginação" (o do princípio, da época do Rod Serling, não o que fizeram depois) que são excelentes exemplos disso.
Se não estão disponíveis bons efeitos especiais, é melhor não utilizar do que querer "forçar a barra". É melhor sugerir as coisas e deixar o espectador usar um pouco a imaginação.
Outra coisa: trilha sonora oitentista para contar uma história que se passa na década de 40? Imaginem nazistas e música eletrônica retrô. Não combina muito.
Assisti esse filme faz um bom tempo, achei que estaria ligado a psicopatia, mas pelo que o filme mostra acho que ele não "sofria" desse transtorno. Admito que sou um simples "curioso" no assunto, mas ele me pareceu esquizofrênico. Se alguém da área quiser comentar a respeito do perfil psicológico dele, seria interessante.
Creio que, em certas situações, uma pessoa normal, quando tomada por ódio intenso, se torna temporariamente capaz de ações dignas do pior dos psicopatas.
O mal existe (refiro-me a pessoas puramente más) e a obra retrata bem esse lado negro. O filme é violentíssimo, o sangue escorre da tela (Tarantino me veio à cabeça), e as cenas de tortura são bem detalhadas. Não é, contudo, violência pura e gratuita - a história também prende bastante a atenção.
As cenas de ação estão ótimas, a fotografia idem.
Para quem gosta de filmes pesados, recomendadíssimo.
como disse a enfermeira, a Sra. Warren parecia mesmo um espírito maligno que tudo vê. Moribunda durante todo o filme, na hora "H" ele aparece levantada da cama, devidamente vestida e de arma em punho para salvar a mocinha (!!)
. Esse detalhe eu achei bem forçado.
Fora isso, é um bom filme. Gostei do final, apesar do detalhe acima.
Creio que minha única crítica ao filme seja a seguinte: RACIONALMENTE, sabemos o que fez Donato deixar o Brasil e ir para a Alemanha, em busca de uma nova vida, deixando para trás o trabalho e a família. Isso é NÍTIDO no filme.
Mas, do ponto de vista EMOCIONAL, não sei se o filme conseguiu fazer as pessoas se colocarem no lugar dele. Cenas do "capítulo I" do filme (a "fase ensolarada"), como aquela em que
ele pergunta ao irmão o que ele faria se ele sumisse no mar, ou aquela em que os bombeiros correm para a água e ele parece deslocado
, tornam nítida a vontade/necessidade que ele tinha de fugir dali, de começar uma vida nova.
Mas essas cenas foram muito rápidas. Eu entendo o Donato, muita gente aqui também o entende, mas tenho certeza que muita gente saiu do cinema sem conseguir se colocar no lugar dele, sem entender, do ponto de vista EMOCIONAL, aquela necessidade de fuga.
E também dá o que pensar: se a sociedade aqui fosse diferente, ele precisaria fugir para o outro lado do oceano, longe dos olhos da família, amigos e conhecidos, praticamente sem dar notícias?
É triste ter que se esconder de todos que ama para tentar ser feliz. Possivelmente ele será feliz no final, mas é triste olhar para trás e ver do que precisou abrir mão
(como a convivência com o irmão e com a mãe, de quem não teve a chance de se despedir)
.
Fora essa única crítica, gostei do clima melancólico do filme. A fotografia também é belíssima. Por gosto pessoal, prefiro as paisagens do frio da Alemanha, mas as cenas filmadas no Brasil também ficaram muito bonitas.
O filme foi melhor do que eu esperava. Sim, ele é um pouco parado, mas é um ótimo filme. Algumas das cenas "paradas" são capazes de transmitir uma imensa sensação de vazio, de desolação. E a tragédia de que fala a sinopse
não é a única coisa ruim, pesada, que acontece no filme. O próprio pano de fundo, mostrando insistentemente os trabalhadores da fábrica que era a principal economia da cidade há mais de 200 dias sem trabalho, a rotina de trabalho na loja de carros às moscas, a venda da picape nova ao pai de família desempregado Paradis, a tentativa de suicídio e a culpa que demonstrou o vendedor, ao dizer aos policiais (e admitir para si mesmo) que não era seu amigo, apenas vendia carros. Tudo isso ampliado pelos dias cinzentos do inverno canadense (que, diga-se de passagem, considero belíssimos, mas acho que eu não sou uma pessoa típica).
OBS.: quem gosta de "muscle cars", vai sentir inveja dessa região "decadente" do Canadá. O Dodge Challenger aparentemente é um carro relativamente "normal" por lá, enquanto por aqui a lenda só chega por importação independente, a um preço totalmente proibitivo para meros mortais. OK, fugi um pouco do filme nessa observação, mas o Challenger preto na concessionária para mim foi uma atração à parte.
Assisti este filme há alguns anos, na televisão de madrugada. Lembrei dele recentemente, estava com vontade de assistir de novo, e inclusive achei algumas anotações minhas sobre o filme aqui no computador.
Pensei em copiar e colar minhas anotações aqui, mas não vale a pena porque são "puro spoiler" (basicamente eu resumi o filme e acrescentei impressões pessoais).
Só digo que é um filme belíssimo, do tipo que faz refletir (sobre o serviço militar obrigatório, no caso).
Ainda pretendo procurá-lo para assistir de novo qualquer dia.
É interessante ver como um homem bom, mas passivo diante dos acontecimentos, de repente se vê como PARTE (ainda que do ponto de vista formal, pois ele sempre foi contra aquilo tudo) do regime que produziu o holocausto. Imagina a CULPA de
(risada nervosa quando o oficial nazista olha para o meu dossiê e me pergunta, por mera curiosidade, por que eu tenho um amigo judeu e não aderi ao Partido - tenso)
É fácil fazer oposição pela internet vivendo numa democracia (opinião própria).
O Túmulo Vazio
3.7 54 Assista Agora"
É através do erro que o homem tateia e progride. É através da tragédia que ele aprende. Todos os caminhos do conhecimento começam nas trevas para chegar à luz
Gostei do clima sombrio (o cocheiro diabólico, a cantora com sua voz melancólica, o P&B por si próprio etc).
Interessante como algumas pessoas grandes e respeitáveis têm seu lado obscuro. Nesse aspecto não se trata só de um conto antigo.
O Abutre
4.0 2,6K Assista AgoraExcelente filme. Destaco três pontos:
1. O protagonista. O filme não valeria nada sem ele. É uma aula sobre como age um psicopata;
2. Cenas noturnas. Combinaram com o protagonista;
3. Para quem gosta de muscle cars, o Dodge Challenger SRT é uma atração à parte. Cara de poucos amigos e o ronco do V8 caçando na noite. Esse carro tem alma, e combinou com a do protagonista. Fantástico, simplesmente.
Bem-Vindo à Casa de Bonecas
3.9 240O filme é bastante ácido, especialmente para quem já experimentou na vida real algumas das situações que ele mostra.
A protagonista não se encaixava no padrão "popular", aparentava fragilidade emocional, não podia contar com a ajuda da família para enfrentar os abusos que sofria, logo virou um alvo fácil. E tamanho era o ódio acumulado, somado à suposta necessidade de andar com pessoas "populares" para se sentir aceita, que todo aquele lixo vez ou outra respingava em quem não merecia.
Reitero o que eu disse antes: essa cultura de bullying, de reiterada humilhação do "mais fraco", transforma ambientes em verdadeiros barris de pólvora. Já está mais do que na hora de ser repensada. A maioria das Dawns de fato vai sofrer calada, mas basta uma única pessoa, em completa situação de desespero, com acesso a uma arma, para fazer um banho de sangue.
A prevenção tem um nome: respeito.
Clamor do Sexo
4.2 95O filme é interessante (esclarecedor, eu diria), e o final é triste e realista.
Sobre a questão da educação moralista e repressiva que as mulheres recebiam, acho que vale a pena observar que o filme é de 1961, a história se passa nos anos 20, e eu tenho certeza de que, em pleno ano de 2014, algumas mulheres de rincões espalhados pelo Brasil e pelo mundo recebem esse mesmo tipo de educação dos pais.
Em outras palavras, esse filme não retrata apenas um momento histórico, ele ainda poderia servir como uma reflexão atual para algumas famílias. Isto é, se costume e religião não forem fortes a ponto de impedir reflexões.
Um Bairro Distante
3.9 38Nostalgia pura.
Família, amigos, primeiro amor, a vida numa cidade tranquila do interior (e que cidadezinha linda, convenhamos!)...
Reflexões sobre o que aconteceu no passado, se poderia ou não ser mudado, e alguns porquês a respeito de coisas que não haviam ficado claras. E a aplicação dessas reflexões do presente em diante.
Rendeu algumas lágrimas aqui.
O Homem das Multidões
3.4 108O filme não é ruim, mas concordo com a opinião de que a história caberia num curta. Fora isso, as imagens de solidão urbana são bastante poéticas, e essa forma de solidão severa dos personagens, e a timidez de grau patológico do Juvenal ficaram muito bem retratadas no filme.
E embora talvez não seja necessário, vou explicar a expressão "timidez de grau patológico" antes que alguém me xingue: é absolutamente normal ser uma pessoa tímida, mas não naquele nível. O SOFRIMENTO DELE É NÍTIDO, e a timidez dele está num grau que o prende a esse sofrimento, o paralisa, o impede de
iniciar uma simples conversa com uma colega/chefe que, embora "noiva" (que raio de casamento foi aquele?), também se mostra nitidamente interessada nele
Olhos Azuis
3.7 141 Assista AgoraExcelente filme. Um soco no estômago.
O Lugar Onde Tudo Termina
3.7 859Este filme entrou na minha classificação "bem mais do que eu esperava", e na minha lista de favoritos. Pela sinopse, pensei que o filme inteiro seria uma espécie de disputa ou corrida de gato e rato entre Luke e o policial Avery Cross.
Mas não! É TOTALMENTE diferente disso, vai muito além. O filme fala de solidão, relação entre pai e filho, remorso, atos e suas consequências. E o faz com maestria, a meu ver.
EXCELENTE filme, totalmente recomendado.
Os comentários adicionais 1 e 2 só devem lidos (e respondidos, se for o caso) por quem já assistiu:
1.
Alguém além de mim sentiu um pouco de pena do marido da Romina? Ele trabalhou honestamente para ajudar a sustentar um filho que não era dele, levou bordoada na cabeça, ganhou um par de chifres, e no final ainda acabou abandonado pelo filho adotivo. Tudo bem que ele terminou vivo e com uma família, mas ainda assim serviu de "estepe", pois se o Luke estivesse vivo a Romina terminaria vivendo com ele e o filho
2.
A fotografia e o personagem Luke NO INÍCIO DO FILME me lembraram "Drive" (outro da minha lista de favoritos), mas dali para frente deu para ver que os dois personagens dos filmes são bem diferentes. Luke também é violento, só que mais sensível, mais emotivo. Consegui sentir na pele a dor que ele estava sentido pela solidão de ter que ver de longe o filho ser batizado na Igreja, sem poder chegar perto. Dá para ver nitidamente a raiva de ter chego naquele ponto, e a vontade de mudar o rumo da vida dele
3. O final é amargo, solitário, a fotografia é belíssima, e nele podemos ver o que é
a provável repetição de um ciclo
Oldboy
4.3 2,4K Assista AgoraA trama de fato é diabólica, e eu confesso que precisei repetir umas 3 vezes a cena
do álbum
a moça não era qualquer parente do personagem, e sim a FILHA dele (convenhamos, a aparência do personagem mudou muito nos 15 anos em que ele ficou preso, a ponto de eu não reconhecê-lo naquela primeira foto do álbum)
Todavia, como fui assistir o filme com uma expectativa muito alta, posso dizer que ele foi menos do que eu esperava, pois ao longo do filme há cenas muito exageradas ou um pouco "sem pé nem cabeça". Exemplos:
o cidadão cambaleante com uma faca nas costas ganhar uma briga contra vários caras, a "hipnose" acordada e involuntária da filha, a história do "botão do suicídio" que fazia o coração o parar, o jeito como o vilão "mata" (contribui para o suicídio da) a propria irmã
Enfim, a trama do filme é interessante, mas eles poderiam ter eliminado (ou melhorado) algumas cenas que (para mim, pelo menos) ficaram um pouco sem sentido.
Ah, e não poderia deixar de comentar: o sorriso amarelo do Oh Dae-Su diante das "m" que acontecem com ele é impagável.
O Caçador
4.1 323Psicopatia, sangue, belas cenas noturnas, uma polícia ineficiente, um detetive/cafetão inicialmente asqueroso que mostra seu outro lado (teve cena em que ele estava nitidamente
sentindo um remorso do tamanho de uma montanha
instinto de proteção e amor não precisa ir muito longe
O filme é MUITO MAIS do que eu esperava, entrou sem sombra de dúvidas para minha lista de favoritos.
O Batedor de Carteiras
3.9 122 Assista AgoraO que me atraiu para ver este filme foi ler na contracapa do DVD que ele havia sido uma inspiração para "Taxi Driver". Assisti o filme e confesso humildemente que não consegui, de imediato, estabelecer uma conexão entre as duas obras, até ver uma rápida entrevista do Robert Bresson (um bônus do DVD), em que ele fala da solidão do personagem.
De fato, a vida criminosa lhe trouxe uma solidão amarga. Mesmo seus comparsas, dele não podiam saber muito, por razões óbvias. E ele não precisava ter tomado esse caminho para
encontrar quem ele encontrou no final
Fato também é que ele sofreu as consequências de suas escolhas. Certamente não foi uma vítima da sociedade, uma vez que teve oportunidades de arrumar trabalho. Em vez de lançar mão de "teorias" para justificar seus atos, poderia entender que furtar uma pessoa é como tomá-la por trabalhadora escrava temporária, uma vez que o dinheiro (geralmente) nada mais é do que o fruto do trabalho.
Ao menos encontrou o amor, para não dizer que teve fim totalmente amargo.
Cães de Aluguel
4.2 1,9K Assista AgoraA princípio não me empolguei muito com a sinopse, mas quando vi que o filme era do Tarantino resolvi dar uma chance, e não me decepcionei.
Há algumas cenas um pouco cansativas pelo excesso de diálogos - a discussão sobre
gorjetas
discutir letra de música da Madonna antes de um assalto
Tirando isso, o filme reserva boas surpresas, personagens interessantes, e ótimas cenas com o sangue escorrendo da tela, bem ao jeito do Tarantino.
Ótimo filme.
Michael
3.5 194O que mais se destaca no personagem é a aparência de normalidade, tal como os monstros da vida real que vez ou outra são descobertos. O final é bem angustiante. Excelente filme.
A Fortaleza Infernal
2.7 69A história é boa, tem potencial, mas os "efeitos especiais" poderiam ter sido em boa parte eliminados, pois estragam o filme.
Acredito que dá para construir uma história aterrorizante utilizando poucos efeitos especiais, tem alguns episódios do "além da imaginação" (o do princípio, da época do Rod Serling, não o que fizeram depois) que são excelentes exemplos disso.
Se não estão disponíveis bons efeitos especiais, é melhor não utilizar do que querer "forçar a barra". É melhor sugerir as coisas e deixar o espectador usar um pouco a imaginação.
Outra coisa: trilha sonora oitentista para contar uma história que se passa na década de 40? Imaginem nazistas e música eletrônica retrô. Não combina muito.
Ed Gein: O Serial Killer
2.7 64Assisti esse filme faz um bom tempo, achei que estaria ligado a psicopatia, mas pelo que o filme mostra acho que ele não "sofria" desse transtorno. Admito que sou um simples "curioso" no assunto, mas ele me pareceu esquizofrênico.
Se alguém da área quiser comentar a respeito do perfil psicológico dele, seria interessante.
Eu Vi o Diabo
4.1 1,1K Assista AgoraCreio que, em certas situações, uma pessoa normal, quando tomada por ódio intenso, se torna temporariamente capaz de ações dignas do pior dos psicopatas.
O mal existe (refiro-me a pessoas puramente más) e a obra retrata bem esse lado negro. O filme é violentíssimo, o sangue escorre da tela (Tarantino me veio à cabeça), e as cenas de tortura são bem detalhadas. Não é, contudo, violência pura e gratuita - a história também prende bastante a atenção.
As cenas de ação estão ótimas, a fotografia idem.
Para quem gosta de filmes pesados, recomendadíssimo.
Silêncio nas Trevas
3.8 52 Assista AgoraEu ri em algumas cenas (convenhamos,
a empregada doida para tomar uns goles de conhaque no serviço e a pobre enfermeira que recebia uma patada atrás da outra da rabugenta Sra. Warren
Aliás,
como disse a enfermeira, a Sra. Warren parecia mesmo um espírito maligno que tudo vê. Moribunda durante todo o filme, na hora "H" ele aparece levantada da cama, devidamente vestida e de arma em punho para salvar a mocinha (!!)
Fora isso, é um bom filme. Gostei do final, apesar do detalhe acima.
Orações para Bobby
4.4 1,4KFilme bem esclarecedor.
Praia do Futuro
3.4 940 Assista AgoraCreio que minha única crítica ao filme seja a seguinte: RACIONALMENTE, sabemos o que fez Donato deixar o Brasil e ir para a Alemanha, em busca de uma nova vida, deixando para trás o trabalho e a família. Isso é NÍTIDO no filme.
Mas, do ponto de vista EMOCIONAL, não sei se o filme conseguiu fazer as pessoas se colocarem no lugar dele. Cenas do "capítulo I" do filme (a "fase ensolarada"), como aquela em que
ele pergunta ao irmão o que ele faria se ele sumisse no mar, ou aquela em que os bombeiros correm para a água e ele parece deslocado
Mas essas cenas foram muito rápidas. Eu entendo o Donato, muita gente aqui também o entende, mas tenho certeza que muita gente saiu do cinema sem conseguir se colocar no lugar dele, sem entender, do ponto de vista EMOCIONAL, aquela necessidade de fuga.
E também dá o que pensar: se a sociedade aqui fosse diferente, ele precisaria fugir para o outro lado do oceano, longe dos olhos da família, amigos e conhecidos, praticamente sem dar notícias?
É triste ter que se esconder de todos que ama para tentar ser feliz. Possivelmente ele será feliz no final, mas é triste olhar para trás e ver do que precisou abrir mão
(como a convivência com o irmão e com a mãe, de quem não teve a chance de se despedir)
Fora essa única crítica, gostei do clima melancólico do filme. A fotografia também é belíssima. Por gosto pessoal, prefiro as paisagens do frio da Alemanha, mas as cenas filmadas no Brasil também ficaram muito bonitas.
O Vendedor
3.5 9O filme foi melhor do que eu esperava. Sim, ele é um pouco parado, mas é um ótimo filme. Algumas das cenas "paradas" são capazes de transmitir uma imensa sensação de vazio, de desolação.
E a tragédia de que fala a sinopse
não é a única coisa ruim, pesada, que acontece no filme. O próprio pano de fundo, mostrando insistentemente os trabalhadores da fábrica que era a principal economia da cidade há mais de 200 dias sem trabalho, a rotina de trabalho na loja de carros às moscas, a venda da picape nova ao pai de família desempregado Paradis, a tentativa de suicídio e a culpa que demonstrou o vendedor, ao dizer aos policiais (e admitir para si mesmo) que não era seu amigo, apenas vendia carros. Tudo isso ampliado pelos dias cinzentos do inverno canadense (que, diga-se de passagem, considero belíssimos, mas acho que eu não sou uma pessoa típica).
OBS.: quem gosta de "muscle cars", vai sentir inveja dessa região "decadente" do Canadá. O Dodge Challenger aparentemente é um carro relativamente "normal" por lá, enquanto por aqui a lenda só chega por importação independente, a um preço totalmente proibitivo para meros mortais. OK, fugi um pouco do filme nessa observação, mas o Challenger preto na concessionária para mim foi uma atração à parte.
O Anjo Malvado
3.6 1,0K Assista AgoraPsicopatia na infância.
Elefante
3.6 1,2K Assista AgoraEsperava mais do filme.
A Execução do Soldado Slovik
3.7 8Assisti este filme há alguns anos, na televisão de madrugada. Lembrei dele recentemente, estava com vontade de assistir de novo, e inclusive achei algumas anotações minhas sobre o filme aqui no computador.
Pensei em copiar e colar minhas anotações aqui, mas não vale a pena porque são "puro spoiler" (basicamente eu resumi o filme e acrescentei impressões pessoais).
Só digo que é um filme belíssimo, do tipo que faz refletir (sobre o serviço militar obrigatório, no caso).
Ainda pretendo procurá-lo para assistir de novo qualquer dia.
Um Homem Bom
3.2 85É interessante ver como um homem bom, mas passivo diante dos acontecimentos, de repente se vê como PARTE (ainda que do ponto de vista formal, pois ele sempre foi contra aquilo tudo) do regime que produziu o holocausto. Imagina a CULPA de
se sentir responsável pela morte do seu melhor amigo.
Isso prova que o silêncio dos bons é, sim, motivo de preocupação.
E que
ser um nazista para ingl...alemão ver enquanto se tenta salvar um amigo judeu é muito tenso, para dizer o mínimo.
Talvez alguns tenham ficado com raiva do personagem, mas se coloquem no lugar dele. Creio que teríamos as seguintes opções:
a) fazer oposição ao Hitler vivendo na Alemanha nazista?
Só se fosse muito velada, pois do contrário seria uma passagem de ida para um campo de extermínio;
b) deixar a Alemanha e escrever contra Hitler no exterior?
Opção mais adequada ao grau de coragem do personagem, mas ele tinha mulher, filhos e uma mãe doente para cuidar;
c) simplesmente não aderir ao Partido?
(risada nervosa quando o oficial nazista olha para o meu dossiê e me pergunta, por mera curiosidade, por que eu tenho um amigo judeu e não aderi ao Partido - tenso)
É fácil fazer oposição pela internet vivendo numa democracia (opinião própria).