Faz um bom retrato da cidade, que inclusive se mantém atual. A história poderia ser interessante, mas é contada de maneira tão truncada, que mais confunde que envolve.
Tem um começo picotado, com vaivéns que dificultam a imersão na história. Mas, o saldo geral, é um filme pipoca muito bem produzido e que entrega a grandiosidade esperada.
Tem certa economia de locações e personagens que funciona bem, reforça o sentimento de estar preso naquele lugar e um olhar mais íntimo sobre os personagens, que, inclusive, são, no geral, bem carismáticos. Um pouco extenso, mas um bom filme.
Traz uma leitura interessante do clássico, focada na repressão de impulsos sexuais. Os efeitos práticos ainda são impressionantes. Saber que hoje tudo se explica com CG tira muito do fascínio, da criatividade das estratégias.
fiquei pensando como ela manteve o corpo da filha congelado, tirou do cemitério? Ninguém questionou?
mas no geral gostei bastante. Difícil não se envolver com os personagens. Agora sinto que ele cresceria ainda mais se não tentasse explicar tanto e não repetisse tanto seus símbolos. Mesmo mantendo tensão, ela seria maior se não soubéssemos desde o início tudo que iria acontecer.
Bonitinho. Mas a narração do polvo acaba sendo um tanto dispensável. Acredito que funcione melhor no romance, mas no filme serve mais para explicar aquilo que já está claro. Fica redundante.
A animação é bonita e o tema da importância do diálogo para resolver conflitos é bacana. Mas traz um aprofundamento atrasado da personagem e, no geral, é um tanto óbvio.
A história não foge muito do que o gênero já tem trabalhado (inclusive, estranhamente similar a um videogame). Mas é na parte técnica que ele dá um show. Mesmo talvez estetizando demais a guerra, a construção do plano sequência simulado é impressionante demais para ser ignorada.
Muito curioso, e criativo, como o filme não se satisfaz em ser apenas uma história sobre um triângulo, ou sobre uma personagem, ou sobre uma geração, ou sobre um momento histórico, ou sobre um grupo marginalizado, ou sobre o cinema em si, mas sim sobre tudo isso combinado de maneira tão particular que tudo é necessário.
Mas isso acaba sendo também seu principal problema. A narrativa fica difusa e não explora suficientemente nenhuma de suas dimensões.
O que é uma pena, mas, sinceramente, a existência desse filme, no momento em que foi feito, é, por si só, um feito surpreendente. Uma vitória e um ataque ao apagamento histórico de pessoas queer.
Divertido, leve. História quase inexistente, no entanto. O elenco parece ter se divertido bastante durante a produção. Funciona ainda melhor caso você tenha algum carinho pelo ABBA.
Gosto do que ele insinua por trás dos silêncios e desconfortos. É como se o mais interessante do filme fosse aquilo que aconteceu mas não foi mostrado. O problema é que ele parece se escorar demais nisso e ter pouco a falar por si só. Insinuações não fazem um filme tão marcante.
Fofinho, trabalha com bons temas. Algumas cenas meio bobas, mas tá dentro do esperado para o público-alvo. Mas aumentaria nota se os diálogos não fossem tão explicativos, até para o padrão do gênero. Tudo o que acontece é explicado mais de uma vez em sequência, como se o público não fosse capaz de prestar atenção.
É bom? Não exatamente. Mas, sinceramente, não achei tão abaixo assim do padrão Marvel. Se tivessem explorado a ambientação histórica ou não se dividisse tanto entre personagens, talvez o resultado ficaria mais interessante.
A animação é muito bonita e gosto da ideia de futurismo otimista, principalmente nesses tempos. Mas senti falta de aprofundamento do vínculo entre os protagonistas. A proximidade deles parece muito apressada para as cenas que se desenvolvem.
Sinto que há camadas melhor compreendidas dentro de um contexto iraniano. Os diálogos e as atuações me lembraram muito um teatro em que cada personagem representava um discurso específico dentro daquele contexto. De todo modo, a própria coragem de filmá-lo e todo o processo às escondidas me fazem respeitá-lo.
Cafona. Como investigação policial não é interessante e conta com um assassino caricato demais. Como retrato social, falta uma visão mais crítica. Mas interessante para compreender o reacionarismo daquela década (e que persiste).
É uma ficção inspirada nas lacunas biográficas de Shakespeare, mas é mais que isso. É também sobre o luto como experiência compartilhada e intergeracional, sobre a arte como expressão e catarse, sobre o poder das narrativas para criar conexões emocionais e sobre a criação artística como uma forma de imortalidade. Belíssimo.
Achei bobinho, bem para um público mais jovem mesmo. O desenvolvimento das amigas fez falta e poderia ter dado em uma narrativa mais interessante que o romance. Mas bem bonito visualmente.
Quando Parasita foi lançado, lembro de ter lido um trecho de uma entrevista em que Bong Joon-ho era questionado como o filme tinha tocado pessoas por todo o mundo. Não lembro a resposta exata, mas o diretor falou que, apesar das diferenças entre países, todos viviam na roda do capitalismo.
O comentário foi sobre Parasita, mas poderia ser sobre A Única Saída, especialmente considerando minha experiência pessoal. Em pleno nordeste brasileiro, não poderia estar mais distante da Coreia do Sul. Mas, mesmo assim, o filme conta uma história tão familiar que chegou a ser desconfortável: família sente que teve ascensão social após anos de trabalho para, por um descarte fútil, descobrir que tudo tinha sido passageiro e que as suadas conquistas poderiam ser facilmente tiradas.
Park Chan-wook conta isso com humor, mas não suaviza nos momentos necessários. A cena final, em especial, deixa um gosto ruim na boca. Quantas vidas são descartadas para que ricos fiquem ainda mais ricos?
São Paulo Sociedade Anônima
4.2 215Faz um bom retrato da cidade, que inclusive se mantém atual. A história poderia ser interessante, mas é contada de maneira tão truncada, que mais confunde que envolve.
A Odisseia
4.2 583Tem um começo picotado, com vaivéns que dificultam a imersão na história. Mas, o saldo geral, é um filme pipoca muito bem produzido e que entrega a grandiosidade esperada.
O Convite
3.9 324 Assista AgoraMuito bom quando o filme sabe ser divertido e inteligente. Roteiro, direção e atuações afinadíssimos.
Onde Começa o Inferno
4.2 138 Assista AgoraTem certa economia de locações e personagens que funciona bem, reforça o sentimento de estar preso naquele lugar e um olhar mais íntimo sobre os personagens, que, inclusive, são, no geral, bem carismáticos. Um pouco extenso, mas um bom filme.
O Médico e o Monstro
4.0 71Traz uma leitura interessante do clássico, focada na repressão de impulsos sexuais. Os efeitos práticos ainda são impressionantes. Saber que hoje tudo se explica com CG tira muito do fascínio, da criatividade das estratégias.
Faça Ela Voltar
3.8 791 Assista AgoraTem algumas situações que não me convenceram tanto
fiquei pensando como ela manteve o corpo da filha congelado, tirou do cemitério? Ninguém questionou?
mas no geral gostei bastante. Difícil não se envolver com os personagens. Agora sinto que ele cresceria ainda mais se não tentasse explicar tanto e não repetisse tanto seus símbolos. Mesmo mantendo tensão, ela seria maior se não soubéssemos desde o início tudo que iria acontecer.
Criaturas Extraordinariamente Brilhantes
3.9 106Bonitinho. Mas a narração do polvo acaba sendo um tanto dispensável. Acredito que funcione melhor no romance, mas no filme serve mais para explicar aquilo que já está claro. Fica redundante.
Kobayashi-san Chi no Maid Dragon: Samishigariya no Ryuu
3.8 2A animação é bonita e o tema da importância do diálogo para resolver conflitos é bacana. Mas traz um aprofundamento atrasado da personagem e, no geral, é um tanto óbvio.
1917
4.2 1,8K Assista AgoraA história não foge muito do que o gênero já tem trabalhado (inclusive, estranhamente similar a um videogame). Mas é na parte técnica que ele dá um show. Mesmo talvez estetizando demais a guerra, a construção do plano sequência simulado é impressionante demais para ser ignorada.
O Funeral das Rosas
4.3 75Muito curioso, e criativo, como o filme não se satisfaz em ser apenas uma história sobre um triângulo, ou sobre uma personagem, ou sobre uma geração, ou sobre um momento histórico, ou sobre um grupo marginalizado, ou sobre o cinema em si, mas sim sobre tudo isso combinado de maneira tão particular que tudo é necessário.
Mas isso acaba sendo também seu principal problema. A narrativa fica difusa e não explora suficientemente nenhuma de suas dimensões.
O que é uma pena, mas, sinceramente, a existência desse filme, no momento em que foi feito, é, por si só, um feito surpreendente. Uma vitória e um ataque ao apagamento histórico de pessoas queer.
Mamma Mia! O Filme
3.6 1,8K Assista AgoraDivertido, leve. História quase inexistente, no entanto. O elenco parece ter se divertido bastante durante a produção. Funciona ainda melhor caso você tenha algum carinho pelo ABBA.
Pai Mãe Irmã Irmão
3.3 43 Assista AgoraGosto do que ele insinua por trás dos silêncios e desconfortos. É como se o mais interessante do filme fosse aquilo que aconteceu mas não foi mostrado. O problema é que ele parece se escorar demais nisso e ter pouco a falar por si só. Insinuações não fazem um filme tão marcante.
Ne Zha 2: O Renascer da Alma
4.1 40 Assista AgoraGrandioso, como histórias desse tipo têm que ser. Dublagem brasileira surpreendentemente boa, considerando que foi um filme de baixa distribuição.
Cara de Um, Focinho de Outro
3.7 120 Assista AgoraFofinho, trabalha com bons temas. Algumas cenas meio bobas, mas tá dentro do esperado para o público-alvo. Mas aumentaria nota se os diálogos não fossem tão explicativos, até para o padrão do gênero. Tudo o que acontece é explicado mais de uma vez em sequência, como se o público não fosse capaz de prestar atenção.
John Wick: Um Novo Dia Para Matar
3.9 1,1K Assista AgoraFaz uma expansão bacana do universo e tem boas cenas de ação. Mas não me cativou tanto.
Eternos
3.4 1,1K Assista AgoraÉ bom? Não exatamente. Mas, sinceramente, não achei tão abaixo assim do padrão Marvel. Se tivessem explorado a ambientação histórica ou não se dividisse tanto entre personagens, talvez o resultado ficaria mais interessante.
Arco
3.8 70 Assista AgoraA animação é muito bonita e gosto da ideia de futurismo otimista, principalmente nesses tempos. Mas senti falta de aprofundamento do vínculo entre os protagonistas. A proximidade deles parece muito apressada para as cenas que se desenvolvem.
Foi Apenas um Acidente
3.8 204 Assista AgoraSinto que há camadas melhor compreendidas dentro de um contexto iraniano. Os diálogos e as atuações me lembraram muito um teatro em que cada personagem representava um discurso específico dentro daquele contexto. De todo modo, a própria coragem de filmá-lo e todo o processo às escondidas me fazem respeitá-lo.
Perseguidor Implacável
3.9 277 Assista AgoraCafona. Como investigação policial não é interessante e conta com um assassino caricato demais. Como retrato social, falta uma visão mais crítica. Mas interessante para compreender o reacionarismo daquela década (e que persiste).
Chainsaw Man - O Filme: Arco da Reze
4.1 71 Assista AgoraÉ um bom filme, mas não vai muito além do esperado. Boa animação, introdução de alguns elementos novos, cenas de ação satisfatórias.
Nascido Para Matar
4.3 1,2K Assista AgoraComo muitos, achei me envolvi mais com a primeira parte.
Até pensei como seria interessante uma reviravolta em que o filme virasse algo como um slasher e os soldados morressem antes mesmo de irem pro Vietnã.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.1 486 Assista AgoraÉ uma ficção inspirada nas lacunas biográficas de Shakespeare, mas é mais que isso. É também sobre o luto como experiência compartilhada e intergeracional, sobre a arte como expressão e catarse, sobre o poder das narrativas para criar conexões emocionais e sobre a criação artística como uma forma de imortalidade. Belíssimo.
Guerreiras do K-Pop
3.7 221 Assista AgoraAchei bobinho, bem para um público mais jovem mesmo. O desenvolvimento das amigas fez falta e poderia ter dado em uma narrativa mais interessante que o romance. Mas bem bonito visualmente.
A Única Saída
3.7 159 Assista AgoraQuando Parasita foi lançado, lembro de ter lido um trecho de uma entrevista em que Bong Joon-ho era questionado como o filme tinha tocado pessoas por todo o mundo. Não lembro a resposta exata, mas o diretor falou que, apesar das diferenças entre países, todos viviam na roda do capitalismo.
O comentário foi sobre Parasita, mas poderia ser sobre A Única Saída, especialmente considerando minha experiência pessoal. Em pleno nordeste brasileiro, não poderia estar mais distante da Coreia do Sul. Mas, mesmo assim, o filme conta uma história tão familiar que chegou a ser desconfortável: família sente que teve ascensão social após anos de trabalho para, por um descarte fútil, descobrir que tudo tinha sido passageiro e que as suadas conquistas poderiam ser facilmente tiradas.
Park Chan-wook conta isso com humor, mas não suaviza nos momentos necessários. A cena final, em especial, deixa um gosto ruim na boca. Quantas vidas são descartadas para que ricos fiquem ainda mais ricos?