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28 years Belém - (BRA)
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Se não for pra ser prolixo, eu nem escrevo.

Últimas opiniões enviadas

  • Raoul Duke

    A retomada do cinema de terror tem sido uns dos movimentos cinematográficos mais interessantes a surgirem pelas nossas bandas nos últimos tempos. Em resumo, durante as três últimas décadas, desde o fim da famigerada boca do lixo, o cinema nacional se polarizou em duas vertentes; os filmes ditos “sérios”, com forte abordagem e crítica social, mostrando as mazelas do país e com interesse secundário em chegar ao grande público, restrito a uma audiência mais especializada ou interessada no assunto. A outra vertente é o cinema comercial produzido para as massas, com foco principalmente em comédia, com estética pasteurizada televisiva e sem nenhuma pretensão artística. Nesse cenário, o cinema de gênero, principalmente o de terror, uma das nossas vocações cinematográficas, sempre acabou relegado ao underground, sendo muito mais celebrado fora do país em circuitos alternativos do que na nossa própria terra. Mal Nosso pertence tanto a esse cinema de terror nacional marginalizado (estreando primeiramente no exterior, recebendo diversos elogios, para então, depois de dois anos, tentar a sorte por aqui), quanto ao revival surgido nos últimos anos, se juntando a ótimos filmes como As boas maneiras e Animal cordial.
    É interessante observar que esse novo movimento apresenta características em comum. São abertamente filmes de gênero, feitos para entreter, sem a tola preocupação de serem enquadrados nos filmes considerados sérios, da mesma maneira que não têm receios de utilizar influencias do cinema americano (como de David Lynch e John Carpenter) e europeu (principalmente da Itália de Mario Bava e Dario Argento) e apresentam narrativas relativamente convencionais, com elementos subversivos encaixados no meio. Mal Nosso contém tudo isso, mas talvez o seu maior mérito seja de, mesmo com pouquíssimos recursos e atores amadores, em nenhum momento se entregar ao caminho mais fácil do trash e do “terrir”, mantendo a todo momento aquela atmosfera pesada e de medo. Os destaques ficam por conta dos efeitos práticos do mestre Rodrigo Aragão; e o roteiro objetivo e seguro do próprio Samuel Galli, mantendo o espectador “no escuro” até o meio do filme, com um primeiro ato com a violência e mal estritamente mundano, real, para então apresentar os elementos sobrenaturais apenas no segundo ato, de forma econômica, porém sempre impactante. É um daqueles filmes que consolidam o talento natural que temos de contar uma boa história de terror e que nos deixa ansiosos pelos próximos trabalhos de Galli.

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  • Raoul Duke

    Halloween de John Carpenter é uma pequena obra prima de 1978 e possivelmente o melhor filme de Hitchcock jamais dirigido pelo dito cujo. Pioneiro do subgênero slasher (uma adaptação americana do giallo italiano), o filme tinha a premissa mais simples possível: maníaco foge do sanatório e começar a matar aleatoriamente quem vê pela frente na noite de Dia das bruxas. Esse fiapo de trama nada mais era uma desculpa para Carpenter fazer um exercício cinematográfico de como criar tensão e medo no público, bem aos moldes de como o seu mestre Hitchcock adorava fazer. Um marco do gênero terror, sem dúvidas.
    Com o sucesso, vieram as famigeradas sequências, remakes e reboots (10 no total), quase todos de qualidade questionável. A maneira encontrada para trazer dignidade a uma nova sequência foi jogar na lixeira todas essas continuações, contar uma história ligada diretamente ao original de 1978 e envolver Carpenter de alguma maneira no projeto. Funcionou, pois houve todo um burburinho e os trailers e matérias de divulgação indicavam que o filme teria aquele climão do filme original.
    No entanto, o diretor encarregado para a missão, o eclético David Gordon Green, de obras tão dispares como Joe e Segurando as pontas, não tem a elegância de John Carpenter e a consequência disso é um filme bem mais bruto, sem a classe na composição de cenas e atmosfera que o original tinha. Talvez ciente dessa limitação, Green não arrisca e faz um filme protocolar, seguindo à risca a estrutura ensinada por Carpenter, como um aluno disciplinado seguindo a orientação de seu professor. Graças a isso, o filme atinge seu objetivo de criar tensão, o que comprova que aquele velho template de 1978 ainda funciona e continuará funcionando toda vez que bem utilizado.
    De brinde, há uma série de referências ao filme original, como a personagem de Jamie Lee Curtis sendo trocada de lugar com Michael Myers em vários momentos e uma cena bastante inspirada para deleite dos fãs

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    (um quase plano sequência com Michael invadindo duas casas e fazendo uma vítima em cada, com a clássica música tema tocando ao fundo).


    O resultado disso tudo é um filme de terror curto, grosso e eficiente, que entrega aquilo que propõe, sem tentar fazer revisionismos ou descontruir a obra original (como o controverso remake de Rob Zombie fez). Um trabalho de fãs para fãs (dá para ver o respeito e reverência dos envolvidos para com a obra de Carpenter), mas que também funciona muito bem para quem quer apenas curtir um bom filme de terror.

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  • Isadora
    Isadora

    Não, nesse dia eu não fui.
    Vou procurar esses pra assistir. Valeu!

  • Isadora
    Isadora

    Novidade não estrear em Belém... Só me surpreendo quando o filme é exibido aqui kkk deus abençoe o líbero, que é o que nos salva nessas horas.
    Eu sou bem iniciante no cinema do Lynch, não conheço muita coisa não. O que eu mais gostei foi o filme de twin peaks (nunca assisti a série). Quais filmes tu recomendas dos "classicões" dele?

  • Isadora
    Isadora

    Agora que vi que não te respondi da outra vez, desculpa kkkk
    Siiim!! Acho que o thom Yorke tem tudo a ver com a trilha sonora de suspiria.
    Quanto a veludo azul, a minha nota mesmo é 3,7, então eu achei o filme muito bom. Só que não me prendeu muito, não sei se pq eu fui assistir com muita expectativa, então acabei me decepcionando :/

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