Eu gostei bastante deste documentário. Sinceramente, daria o Oscar deste ano pra ela, após inúmeras injustiças. Quantas músicas boas ela já produziu e infelizmente não recebeu a merecida glória da Academia por isso. Me simpatizei com ela especificamente pelo amor aos gatos.
O filme por ter 3 horas pode ser dividido entre três grandes etapas. A primeira hora é o momento de maior tensão e intensidade. Foi a que mais gostei. Nela, há muito sofrimento durante o processo de profissionalização do Kikuo, mas também há muito êxito. Já na segunda parte, há um momento de estabilização que precede a queda. Vê-se a lapidação do Kikuo em um grande artista, porém, ele fica cercado por grande inveja e perece. O "terceiro capítulo" mostra seu renascimento e reconhecimento, além de cenas muito agressivas da doença que acomete o seu mestre e o seu melhor amigo. O preço da perfeição foi certamente a sua ausência de paternidade e o não ter vivido/sentido o amor da sua filha.
Legalzinho! Na minha visão, o filme busca trabalhar as temáticas raciais da nossa sociedade nos bichos. Além disso, visa desconstruir a demonização dos reptéis que são rechaçados pelos humanos por não serem mamíferos e parecidos conosco. Mas uma coisa que permanece é o estereótipo de vilania dos felinos. É raro encontrar um fime que envolva animais e trate os gatos (grandes ou pequenos) como "do bem". Existe um imaginário que, por serem independentes e reservados, são frios e "cruéis".
Filme de animação bonito que explora o quão imaginativa e encantada são as mentes das crianças. Ainda, brinca com o número de vezes que um candanguinho se coloca em perigo de vida. Achei a Amélie muito dengosa e mimada, logo, preferi os irmãos.
As animações são sempre muito especiais. Os ensinamentos que elas transmitem são valorosos e eu aprendi isso já há um tempo. Arrisco a dizer que é o gênero cinematográfico mais filosófico de todos, onde a vida é refletida com uma super profundidade e o melhor: essa reflexão se traduz pra nós de uma forma simples e inteligível. Primeiramente, Elio encanta pela representatividade latino-americana. É muito bom se ver representado nas telonas. Em segundo lugar, traz uma temática que tanto amo: o espaço sideral. A lição que fica é a de internalizar a bravura das crianças, pois, pra elas, nada é impossível — nem mesmo os sonhos mais utópicos. E por fim, por ser um filme que celebra o universo de um modo tão agradável, a pontuação tem que ser a máxima.
Este filme já nasce nostálgico. Os traços do desenho são LINDÍSSIMOS. Eu me senti acolhido! Os trajes utilizados são fascinantes. A simbologia contida no roteiro e a mitologia do enredo são exuberantes. Há tempos que não sentia uma sensação tão boa (desde Flow).
K-Pop Hunters fisga crianças e adultos com suas músicas pegajosas, seu clima alto-astral e seus personagens cativantes. A história é um pouco adulta demais pro seu público-alvo. Entretanto, é bastante envolvente. Golden é realmente a música do ano. As crianças são um público ótimo para espalhar virais e eu literalmente ouço esta em todo canto que vou. O filme é dinâmico, colorido e divertido: receita infalível para atrair qualquer um que goste de uma boa animação.
Eu me surpreendi demais e positivamente com esse filme. Fui ao cinema sem pretensão nenhuma de me envolver com a história, até porque vi muitos criticando a indicação da Kate ao Oscar e, no final das contas, adorei. O alto astral do filme na sua primeira metade já demonstrava, mesmo que implicitamente, que uma reviravolta grandiosa aconteceria.
Eu literalmente fiquei assim > :O < quando vi que ela tinha amputado a perna. Foi um choque real pra mim.
Por outro lado, me inspirou a vontade da Thunder de se reerguer e triunfar. O filme é cheio de momentos impactantes e surpreendentes. Assistir no cinema realmente muda toda a experiência de imersão porque o som estava nas alturas e bom demais!!!
Este filme entra naquela cota 'Só vi por causa do Oscar'. E isto não é um demérito. Mas de certa forma mostra como o Oscar é excelente em divulgar filmes e fazer com que nichos do público que não veriam um título como esse por falta de interesse, acabam por assistir porque o Oscar recomendou. E eu me encaixo nesse grupo com relação a Blue Moon.
O filme é mediano. E é essencial ter o mínimo de conhecimento prévio sobre esses personagens da cultura americana para imergir na história. Os diálogos são bem densos, bem como os personagens. O inglês é bastante formal e, muitas vezes de difícil compreensão para falantes não-nativos (bom até pra aprender novas palavras), o que é justificável por ser um filme de época. Esses diálogos extensos são certamente o que garantiu ao filme a indicação a roteiro.
A característica de ter sido basicamente gravado num único cenário traz uma ideia de plano-sequência, apesar de não ser exatamente isto. Só que esse estilo de filmagem causa a impressão no espectador de que você já tá pra mais de horas junto com eles naquele bar. Nesse contexto, o filme é bastante imersivo.
A questão que mencionei acerca da barreira cultural para não-estadunidenses é o mesmo que ocorre com O Agente Secreto. Muita gente aponta que a riqueza de detalhes super brasileiros em OAS pode causar certo distanciamento com o público estrangeiro e especialmente com os membros da Academia — tendo a discordar. Se nós crescemos assistindo a filmes norte-americanos, muitas vezes sem saber das referências culturais que esses filmes traziam do seu país, e com isso acabamos por aprender muito sobre os EUA [o tal Soft Power]; por que o mesmo não pode ocorrer com filmes brasileiros na gringa, certo?
Blue Moon foi exatamente isso pra mim. Um filme profundamente estadunidense mas que com o mínimo de boa vontade da minha parte, pude compreender minimamente o teor da trama.
Pelo conjunto da obra, este, O Agente e Accident são os 3 merecedores de ganhar o Oscar de Internacional. Arrisco dizer que Hind Rajab tem tudo que é necessário pra ser o vencedor desta categoria. E se for, será o único pra quem perderíamos muito justamente.
O filme é agonizante! Não dá pra desgrudar da tela durante esta 1h30 de muita aflição, tristeza e tensão. Em contraste com os filmes dos Estados Unidos, onde quase todos os conflitos dos enredos terminam com finais felizes.
Eu me afeiçoei tanto ao menininho. Queria saber como aquilo ocorreu: será que ele puxou o freio de mão por curiosidade? Será que, na brincadeira com a cachorra, eles acabaram esbarrando no freio e ele destravou?
Eu jurava que eles chegariam na bendita festa da filha. Mas quando ativei minhas habilidades geográficas quando a mulher disse que a rave era na fronteira com a Mauritânia, logo pensei: LONGE PRA P*RRA! A chance de dar muita M* em diversos momentos era altíssima.
Me surpreendi com os hypies, porque pensei que eles iriam largar de mão o pai e o filho. Mas ao longo do filme, fui percebendo que eles eram bastante parceiros.
De um certo modo, isso me comoveu.
O filme é bom! A fotografia é lindíssima e de tirar o fôlego (em todos os sentidos). E olhando para os aspectos técnicos, me surpreende ele não ter conseguido mais indicações ao Oscar.
Quem diria que o tão falado blockbuster obrigatório do Oscar seria este. Depois de muito se especular em torno de Wicked e Avatar, F1 entra como o filme popular, junto de Pecadores, nos 10 best picture. Não dá pra negar que é um filme muito bem produzido, rico e apadrinhado por gente muito famosa. A edição do filme é quase que impecável, te colocando numa experiência de quase piloto de Fórmula 1. O som também é envolvente e os efeitos visuais não deixam a desejar. Fico um pouco espantado com o apagamento do Damson Idris do marketing do filme. Quando você vê a divulgação do longa, parece que o Brad Pitt é aquele protagonista que domina a cena em todos os momentos, sem espaço para coadjuvantes. Quando, na verdade, o Joshua é tão importante quanto o Sonny. Uma ressalva que tenho é a respeito da própria montagem do filme. Diversas vezes, a câmera mudava tantas vezes de foco, indo de um personagem para outro em questão de centésimos de segundos, que ficava até difícil acompanhar a fala, a legenda e a imagem. De resto, é um filme maneirinho que entretém.
Filme bizarro! Muito provavelmente era esta mesma a proposta do criador. Confesso que senti muito mais medo aqui do que em muitos filmes de terror. A classificação que as premiações entendem como comédia precisam ser seriamente revisadas, porque Bugonia é horror purinho.
A atuação do Jesse Plemnos é espetacular. Confesso que até melhor do que a da Emma. Agora entendo a fúria das pessoas em vê-lo fora do Oscar.
Como pude eu sentir tanta pena daquela suposta ET? Mas também puderamos! O nível de tortura estava demais. No fim, os supostos doidos estavam certos. Ou não? A exibição da nave dos alienígenas era realmente verdadeira dentro do contexto do filme ou era pura imaginação da nossa cabeça?
Acho que o filme conquistou a Indústria nas cenas finais. Aquele monte de gente morta é arrebatador e é justamente aí quando o filme se comunica diretamente com o espectador em fazê-lo entender a proposta real da coisa.
Assistir pela segunda vez NA TELA GRANDE me fez ter uma experiência muito mais imersiva. Eu agora, de verdade, posso dizer que valorizo, compreendo (dentro dos meus limites e bagagem histórica) e aplaudo essa história tão digna! Primeiramente, é importantíssimo elogiar este elenco. Se falarmos sobre Oscar, posso dizer que foi a indicação mais justa de todas ao tal Casting. O quão bons são os nossos artistas brasileiros!!! O que é mais especial é que muitos não parecem nem estar atuando; é tão natural que acho que até eles se perdem entre o que é real ou ficção.
Uma das coisas que acho que poderia ter realçado mais o filme seria a maior presença da Alice Carvalho. Que atuação primorosa! Os minutos em que ela estrela O Agente Secreto são dignos de uma diversidade de prêmios.
Hoje, eu entendo que aquele final, que pra muitos é morno, sintetiza bem o que o filme propõe pra discussão social:
O menino Fernando, agora crescido, simboliza a memória do brasileiro frente às chagas sociais enfrentadas ao decorrer da história do nosso país: esquecemos de tudo; não estamos a par, como deveríamos, do que ocorreu na construção de nossa história enquanto povo e nação.
Muito disso por causa da nossa própria desconexão culturalmente forçada com a nossa ancestralidade, além da falta de fortificação dos laços com a nossa terra.
A cena do restaurante, onde o ultra-capitalista Ghirotti declara ter sangue italiano
mostra o quanto ainda carecemos de uma identidade nacional sólida e muitas vezes optamos por nos orgulharmos de nossas raízes segundas, terceiras ou quartas... além de ser uma farpa direta ao povo do centro-sul brasileiro à sua xenofobia enraizada.
Preciso exaltar a trilha sonora tão envolvente deste filme. Se há uma coisa que sabemos fazer bem no nosso cinema é transmitir emoções através da dimensão sonora e melódica. Bárbaro demais!!!
GENTE?!?! O que é a cena do matador andando pra mais de quilômetros com a perna baleada.
CRL!!! Quem não se envolveu com essa trilha de cenas cheias de adrenalina tá malucooo.
Ouvi pessoas na minha sessão comparando o filme com Cidade de Deus, quando os dois têm focos distintos quando das problemáticas estruturais do Brasil. Mas a crítica do pessoal, pelo pouco que ouvi, tinha a ver com a falta de ação em O Agente. Ou seja, a falta de uma maior pitada Hollywoodiana na produção. Mas, assim, o filme já homenageia bastante Hollywood, só que do seu jeito. E quando eu li uma crítica de alguém falando que o nosso cébrero estava corroído por Hollywood, hoje eu vejo que é verdade. A gente quer sempre TIRO, PORRADA E BOMBA, quando nem tudo precisa ser TIRO, PORRADA E BOMBA. Às vezes até é! Mas em doses menores, como aqui.
O que deixaria o filme perfeito. E que, aí sim, faltou foi...
A cena da morte do Armando/Marcelo. Por mais que a mera aparição do assassinato dele numa página de jornal tenha sido proposital e querido dizer muitas coisas, tem vezes que é importante IMPACTAR, CHOCAR. E esta cena faria o público refletir bem mais profundamente sobre os desmandos da ditadura.
A solidão excruciante que este homem sente após um episódio devastador o leva a devaneios fortíssimos enquanto sua alma vaga pela floresta. Esta obra conta uma fotografia espetacular que nos transmite paz, aconchego e vislumbre. A narração da história traz um tempero adicional ao roteiro que é gostoso de desfrutar.
No afterlife, Hamnet continua a ser aquele bravo mini-homem que o pai tanto o ensinou a ser. Ao pai, ele continuou a dar inspiração para a peça; à mãe e às irmãs, a vitalidade para seguir a vida.
Por isso, Hamnet continuou a ser aquela estrela-guia da família que, mesmo de outra dimensão (e aqui cabe um toque místico entoado pelo próprio Shakespeare), os irradiava luz, ideias e afeto. Um energia ativa e, de certo modo, muito viva no seu seio familiar.
Eu não leio críticas e resenhas, muito menos assisto a trailers antes de ver filmes. Gosto de ir descobrindo a história durante o longa. Foi por isto que...
Ao longo do filme, fiquei tentanto entender o título. A cena final, no entanto, explica bem ele, na conversa da Agnes com a bebê, onde ela se desculpa por tudo que eventualmente pode acontecer com a criança durante a vida, como foi com ela.
Eu sei que a arte não é só sobre prêmios. Mas que cagaço que estou deste roubar a vaga de roteiro de O Agente Secreto no Oscar.
Eu não leio críticas e resenhas, muito menos assisto a trailers antes de ver filmes. Gosto de ir descobrindo a história durante o longa. Foi por isto que...
Ao longo do filme, fiquei tentanto entender o título. A cena final, no entanto, explica bem ele, na conversa da Agnes com a bebê, onde ela se desculpa por tudo que eventualmente pode acontecer com a criança durante a vida, como foi com ela.
Eu sei que a arte não é só sobre prêmios. Mas que cagaço que estou deste roubar a vaga de roteiro de O Agente Secreto no Oscar.
O filme é bem gore (claro que isso não é uma surpresa em se tratanto do tema mas foi a mais até pra mim). Visualmente incrível! Fiquei tocado com a despretensiosa amizade entre o Frankenstein e o homem cego. Pois, ali, havia uma verdadeira troca de bons sentimentos, honestidade e o desejo por não se sentir sozinho.
Na minha visão, dá para fazer uma certa correlação entre este filme e Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria. É como se Marty Supreme fosse a versão masculina de Had Legs, resguardadas as devidas proporções. Ambos envolvem paternidade/maternidade e, de certa forma, o caos que cada um vive, sob seu propósito, para dar conta da criação dos seus filhos, é bastante comparável. A agonia que cada um deles vive para fazer a vida dá certo, para mim, tira toda a suposta comicidade que as premiações têm visto neles para classificá-los como comédia.
Atendo-se mais estritamente a Marty Supreme: é um filme eletrizante. Ter vivido essa experiência no cinema, com o som agradavelmente alto, tornou tudo muito mais intenso. Senti-me imerso na história e isso é o melhor que um filme pode proporcionar: o espectador sentir-se parte dele.
Confesso que torci o nariz antes de vê-lo, pois a crítica estava puxando o saco demais e eu logo pensei: lá vem mais Um Completo Desconhecido chatíssimo. E não! Tipo, é bem BOM. É aquele filme que você fica cativado ao estar zapeando os canais e uma cena dele te chama a atenção; você resolve assistir tudo e depois agradece pela grata surpresa. Ação purinha. Filme de Tela Quente (isso é um elogio). E o mais surpreendente é que é só sobre pingue-pongue.
Assim que você o assiste, entende porque é um clássico e porque é considerado um dos melhores da história. A dublagem do Forrest é perfeita e se encaixa muito com a personalidade dele. Acho que todos nós sofreríamos menos se entendéssemos a vida de modo simples como ele faz. Apesar do QI de 75, de burro ele não tem nada, Tá mais pra gênio.
Filme paradíssimo. Para mim, ter um roteiro que pouco diz e poucas informações fornece, focando nas expressões faciais e o não dito é mais uma preguiça do que um trunfo a ser celebrado. Vi elogios acerca desse aspecto enigmático dos personagens, como se o espectador tivesse que fazer força para interpretar o que eles sentem ou querem dizer. Não acho filmes com essas características louváveis. Prefiro bem mais uma estória esclarecida com riqueza de detalhes. O filme não é ruim. Mas se é para avaliá-lo, o classifico como regular. Direção, roteiro e elenco são somente ok e nada mais. Não vi nada de tão glamuroso. A melhor atuação é a da Elle Fanning. De excelente mesmo, Valor Sentimental só tem o título, que é marcante.
Viva Verdi!
3.5 17Encerrei minha maratona do Oscar com esse. 45 filmes vistos!
Diane Warren: Relentless
3.3 19Eu gostei bastante deste documentário. Sinceramente, daria o Oscar deste ano pra ela, após inúmeras injustiças. Quantas músicas boas ela já produziu e infelizmente não recebeu a merecida glória da Academia por isso. Me simpatizei com ela especificamente pelo amor aos gatos.
Kokuho: O Preço da Perfeição
3.6 28A indicação pra maquiagem aqui é merecidíssima.
O filme por ter 3 horas pode ser dividido entre três grandes etapas. A primeira hora é o momento de maior tensão e intensidade. Foi a que mais gostei. Nela, há muito sofrimento durante o processo de profissionalização do Kikuo, mas também há muito êxito. Já na segunda parte, há um momento de estabilização que precede a queda. Vê-se a lapidação do Kikuo em um grande artista, porém, ele fica cercado por grande inveja e perece. O "terceiro capítulo" mostra seu renascimento e reconhecimento, além de cenas muito agressivas da doença que acomete o seu mestre e o seu melhor amigo.
O preço da perfeição foi certamente a sua ausência de paternidade e o não ter vivido/sentido o amor da sua filha.
Zootopia 2
3.7 163Legalzinho! Na minha visão, o filme busca trabalhar as temáticas raciais da nossa sociedade nos bichos. Além disso, visa desconstruir a demonização dos reptéis que são rechaçados pelos humanos por não serem mamíferos e parecidos conosco. Mas uma coisa que permanece é o estereótipo de vilania dos felinos. É raro encontrar um fime que envolva animais e trate os gatos (grandes ou pequenos) como "do bem". Existe um imaginário que, por serem independentes e reservados, são frios e "cruéis".
A Pequena Amélie
3.9 46Filme de animação bonito que explora o quão imaginativa e encantada são as mentes das crianças. Ainda, brinca com o número de vezes que um candanguinho se coloca em perigo de vida. Achei a Amélie muito dengosa e mimada, logo, preferi os irmãos.
Elio
3.3 129As animações são sempre muito especiais. Os ensinamentos que elas transmitem são valorosos e eu aprendi isso já há um tempo. Arrisco a dizer que é o gênero cinematográfico mais filosófico de todos, onde a vida é refletida com uma super profundidade e o melhor: essa reflexão se traduz pra nós de uma forma simples e inteligível.
Primeiramente, Elio encanta pela representatividade latino-americana. É muito bom se ver representado nas telonas. Em segundo lugar, traz uma temática que tanto amo: o espaço sideral. A lição que fica é a de internalizar a bravura das crianças, pois, pra elas, nada é impossível — nem mesmo os sonhos mais utópicos. E por fim, por ser um filme que celebra o universo de um modo tão agradável, a pontuação tem que ser a máxima.
Arco
3.8 48 Assista AgoraEste filme já nasce nostálgico. Os traços do desenho são LINDÍSSIMOS. Eu me senti acolhido! Os trajes utilizados são fascinantes. A simbologia contida no roteiro e a mitologia do enredo são exuberantes. Há tempos que não sentia uma sensação tão boa (desde Flow).
Guerreiras do K-Pop
3.7 211 Assista AgoraK-Pop Hunters fisga crianças e adultos com suas músicas pegajosas, seu clima alto-astral e seus personagens cativantes. A história é um pouco adulta demais pro seu público-alvo. Entretanto, é bastante envolvente. Golden é realmente a música do ano. As crianças são um público ótimo para espalhar virais e eu literalmente ouço esta em todo canto que vou. O filme é dinâmico, colorido e divertido: receita infalível para atrair qualquer um que goste de uma boa animação.
Song Sung Blue: Um Sonho a Dois
3.3 66 Assista AgoraEu me surpreendi demais e positivamente com esse filme. Fui ao cinema sem pretensão nenhuma de me envolver com a história, até porque vi muitos criticando a indicação da Kate ao Oscar e, no final das contas, adorei. O alto astral do filme na sua primeira metade já demonstrava, mesmo que implicitamente, que uma reviravolta grandiosa aconteceria.
Eu literalmente fiquei assim > :O < quando vi que ela tinha amputado a perna. Foi um choque real pra mim.
Por outro lado, me inspirou a vontade da Thunder de se reerguer e triunfar.
O filme é cheio de momentos impactantes e surpreendentes. Assistir no cinema realmente muda toda a experiência de imersão porque o som estava nas alturas e bom demais!!!
O Ônibus Perdido
3.4 105 Assista AgoraEletrizante
Blue Moon: Música e Solidão
3.0 80 Assista AgoraEste filme entra naquela cota 'Só vi por causa do Oscar'. E isto não é um demérito. Mas de certa forma mostra como o Oscar é excelente em divulgar filmes e fazer com que nichos do público que não veriam um título como esse por falta de interesse, acabam por assistir porque o Oscar recomendou. E eu me encaixo nesse grupo com relação a Blue Moon.
O filme é mediano. E é essencial ter o mínimo de conhecimento prévio sobre esses personagens da cultura americana para imergir na história.
Os diálogos são bem densos, bem como os personagens. O inglês é bastante formal e, muitas vezes de difícil compreensão para falantes não-nativos (bom até pra aprender novas palavras), o que é justificável por ser um filme de época. Esses diálogos extensos são certamente o que garantiu ao filme a indicação a roteiro.
A característica de ter sido basicamente gravado num único cenário traz uma ideia de plano-sequência, apesar de não ser exatamente isto. Só que esse estilo de filmagem causa a impressão no espectador de que você já tá pra mais de horas junto com eles naquele bar. Nesse contexto, o filme é bastante imersivo.
A questão que mencionei acerca da barreira cultural para não-estadunidenses é o mesmo que ocorre com O Agente Secreto. Muita gente aponta que a riqueza de detalhes super brasileiros em OAS pode causar certo distanciamento com o público estrangeiro e especialmente com os membros da Academia — tendo a discordar. Se nós crescemos assistindo a filmes norte-americanos, muitas vezes sem saber das referências culturais que esses filmes traziam do seu país, e com isso acabamos por aprender muito sobre os EUA [o tal Soft Power]; por que o mesmo não pode ocorrer com filmes brasileiros na gringa, certo?
Blue Moon foi exatamente isso pra mim. Um filme profundamente estadunidense mas que com o mínimo de boa vontade da minha parte, pude compreender minimamente o teor da trama.
A Voz de Hind Rajab
4.2 123 Assista AgoraPelo conjunto da obra, este, O Agente e Accident são os 3 merecedores de ganhar o Oscar de Internacional. Arrisco dizer que Hind Rajab tem tudo que é necessário pra ser o vencedor desta categoria. E se for, será o único pra quem perderíamos muito justamente.
O filme é agonizante! Não dá pra desgrudar da tela durante esta 1h30 de muita aflição, tristeza e tensão.
Em contraste com os filmes dos Estados Unidos, onde quase todos os conflitos dos enredos terminam com finais felizes.
Este aqui massacra os cinco sentidos do nosso corpo com ao mostrar nitidamente a hecatombe que presenciamos no mundo em tempo real.
É aquela história que te acompanha pra vida inteira.
Sirāt
3.4 171 Assista AgoraÉ aquela máxima: não faça coisa de morrer.
Eu me afeiçoei tanto ao menininho. Queria saber como aquilo ocorreu: será que ele puxou o freio de mão por curiosidade? Será que, na brincadeira com a cachorra, eles acabaram esbarrando no freio e ele destravou?
Eu jurava que eles chegariam na bendita festa da filha. Mas quando ativei minhas habilidades geográficas quando a mulher disse que a rave era na fronteira com a Mauritânia, logo pensei: LONGE PRA P*RRA! A chance de dar muita M* em diversos momentos era altíssima.
Me surpreendi com os hypies, porque pensei que eles iriam largar de mão o pai e o filho. Mas ao longo do filme, fui percebendo que eles eram bastante parceiros.
O filme é bom! A fotografia é lindíssima e de tirar o fôlego (em todos os sentidos). E olhando para os aspectos técnicos, me surpreende ele não ter conseguido mais indicações ao Oscar.
F1: O Filme
3.7 439 Assista AgoraQuem diria que o tão falado blockbuster obrigatório do Oscar seria este. Depois de muito se especular em torno de Wicked e Avatar, F1 entra como o filme popular, junto de Pecadores, nos 10 best picture.
Não dá pra negar que é um filme muito bem produzido, rico e apadrinhado por gente muito famosa. A edição do filme é quase que impecável, te colocando numa experiência de quase piloto de Fórmula 1. O som também é envolvente e os efeitos visuais não deixam a desejar.
Fico um pouco espantado com o apagamento do Damson Idris do marketing do filme. Quando você vê a divulgação do longa, parece que o Brad Pitt é aquele protagonista que domina a cena em todos os momentos, sem espaço para coadjuvantes. Quando, na verdade, o Joshua é tão importante quanto o Sonny.
Uma ressalva que tenho é a respeito da própria montagem do filme. Diversas vezes, a câmera mudava tantas vezes de foco, indo de um personagem para outro em questão de centésimos de segundos, que ficava até difícil acompanhar a fala, a legenda e a imagem.
De resto, é um filme maneirinho que entretém.
Bugonia
3.6 429 Assista AgoraFilme bizarro! Muito provavelmente era esta mesma a proposta do criador. Confesso que senti muito mais medo aqui do que em muitos filmes de terror. A classificação que as premiações entendem como comédia precisam ser seriamente revisadas, porque Bugonia é horror purinho.
A atuação do Jesse Plemnos é espetacular. Confesso que até melhor do que a da Emma. Agora entendo a fúria das pessoas em vê-lo fora do Oscar.
Como pude eu sentir tanta pena daquela suposta ET? Mas também puderamos! O nível de tortura estava demais. No fim, os supostos doidos estavam certos. Ou não? A exibição da nave dos alienígenas era realmente verdadeira dentro do contexto do filme ou era pura imaginação da nossa cabeça?
Acho que o filme conquistou a Indústria nas cenas finais. Aquele monte de gente morta é arrebatador e é justamente aí quando o filme se comunica diretamente com o espectador em fazê-lo entender a proposta real da coisa.
O Agente Secreto
3.9 1,0K Assista AgoraAssistir pela segunda vez NA TELA GRANDE me fez ter uma experiência muito mais imersiva.
Eu agora, de verdade, posso dizer que valorizo, compreendo (dentro dos meus limites e bagagem histórica) e aplaudo essa história tão digna!
Primeiramente, é importantíssimo elogiar este elenco. Se falarmos sobre Oscar, posso dizer que foi a indicação mais justa de todas ao tal Casting. O quão bons são os nossos artistas brasileiros!!! O que é mais especial é que muitos não parecem nem estar atuando; é tão natural que acho que até eles se perdem entre o que é real ou ficção.
Uma das coisas que acho que poderia ter realçado mais o filme seria a maior presença da Alice Carvalho. Que atuação primorosa! Os minutos em que ela estrela O Agente Secreto são dignos de uma diversidade de prêmios.
Hoje, eu entendo que aquele final, que pra muitos é morno, sintetiza bem o que o filme propõe pra discussão social:
O menino Fernando, agora crescido, simboliza a memória do brasileiro frente às chagas sociais enfrentadas ao decorrer da história do nosso país: esquecemos de tudo; não estamos a par, como deveríamos, do que ocorreu na construção de nossa história enquanto povo e nação.
Muito disso por causa da nossa própria desconexão culturalmente forçada com a nossa ancestralidade, além da falta de fortificação dos laços com a nossa terra.
A cena do restaurante, onde o ultra-capitalista Ghirotti declara ter sangue italiano
Preciso exaltar a trilha sonora tão envolvente deste filme. Se há uma coisa que sabemos fazer bem no nosso cinema é transmitir emoções através da dimensão sonora e melódica. Bárbaro demais!!!
GENTE?!?! O que é a cena do matador andando pra mais de quilômetros com a perna baleada.
Ouvi pessoas na minha sessão comparando o filme com Cidade de Deus, quando os dois têm focos distintos quando das problemáticas estruturais do Brasil. Mas a crítica do pessoal, pelo pouco que ouvi, tinha a ver com a falta de ação em O Agente. Ou seja, a falta de uma maior pitada Hollywoodiana na produção. Mas, assim, o filme já homenageia bastante Hollywood, só que do seu jeito. E quando eu li uma crítica de alguém falando que o nosso cébrero estava corroído por Hollywood, hoje eu vejo que é verdade. A gente quer sempre TIRO, PORRADA E BOMBA, quando nem tudo precisa ser TIRO, PORRADA E BOMBA. Às vezes até é! Mas em doses menores, como aqui.
O que deixaria o filme perfeito. E que, aí sim, faltou foi...
A cena da morte do Armando/Marcelo. Por mais que a mera aparição do assassinato dele numa página de jornal tenha sido proposital e querido dizer muitas coisas, tem vezes que é importante IMPACTAR, CHOCAR. E esta cena faria o público refletir bem mais profundamente sobre os desmandos da ditadura.
Sonhos de Trem
3.7 340 Assista AgoraA solidão excruciante que este homem sente após um episódio devastador o leva a devaneios fortíssimos enquanto sua alma vaga pela floresta. Esta obra conta uma fotografia espetacular que nos transmite paz, aconchego e vislumbre. A narração da história traz um tempero adicional ao roteiro que é gostoso de desfrutar.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.2 409 Assista AgoraO luto permeia toda a história. Entretanto, nela há também muita vida.
No afterlife, Hamnet continua a ser aquele bravo mini-homem que o pai tanto o ensinou a ser. Ao pai, ele continuou a dar inspiração para a peça; à mãe e às irmãs, a vitalidade para seguir a vida.
Por isso, Hamnet continuou a ser aquela estrela-guia da família que, mesmo de outra dimensão (e aqui cabe um toque místico entoado pelo próprio Shakespeare), os irradiava luz, ideias e afeto. Um energia ativa e, de certo modo, muito viva no seu seio familiar.
Sorry, Baby
3.7 48 Assista AgoraEu não leio críticas e resenhas, muito menos assisto a trailers antes de ver filmes. Gosto de ir descobrindo a história durante o longa. Foi por isto que...
Ao longo do filme, fiquei tentanto entender o título. A cena final, no entanto, explica bem ele, na conversa da Agnes com a bebê, onde ela se desculpa por tudo que eventualmente pode acontecer com a criança durante a vida, como foi com ela.
Eu sei que a arte não é só sobre prêmios. Mas que cagaço que estou deste roubar a vaga de roteiro de O Agente Secreto no Oscar.
Sorry, Baby
3.7 48 Assista AgoraEu não leio críticas e resenhas, muito menos assisto a trailers antes de ver filmes. Gosto de ir descobrindo a história durante o longa. Foi por isto que...
Ao longo do filme, fiquei tentanto entender o título. A cena final, no entanto, explica bem ele, na conversa da Agnes com a bebê, onde ela se desculpa por tudo que eventualmente pode acontecer com a criança durante a vida, como foi com ela.
Eu sei que a arte não é só sobre prêmios. Mas que cagaço que estou deste roubar a vaga de roteiro de O Agente Secreto no Oscar.
Frankenstein
3.7 596 Assista AgoraO filme é bem gore (claro que isso não é uma surpresa em se tratanto do tema mas foi a mais até pra mim).
Visualmente incrível! Fiquei tocado com a despretensiosa amizade entre o Frankenstein e o homem cego. Pois, ali, havia uma verdadeira troca de bons sentimentos, honestidade e o desejo por não se sentir sozinho.
Coitado do Frank. Só queria ser compreendido e amado. ):
Marty Supreme
3.7 315 Assista AgoraNa minha visão, dá para fazer uma certa correlação entre este filme e Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria. É como se Marty Supreme fosse a versão masculina de Had Legs, resguardadas as devidas proporções. Ambos envolvem paternidade/maternidade e, de certa forma, o caos que cada um vive, sob seu propósito, para dar conta da criação dos seus filhos, é bastante comparável. A agonia que cada um deles vive para fazer a vida dá certo, para mim, tira toda a suposta comicidade que as premiações têm visto neles para classificá-los como comédia.
Atendo-se mais estritamente a Marty Supreme: é um filme eletrizante. Ter vivido essa experiência no cinema, com o som agradavelmente alto, tornou tudo muito mais intenso. Senti-me imerso na história e isso é o melhor que um filme pode proporcionar: o espectador sentir-se parte dele.
Confesso que torci o nariz antes de vê-lo, pois a crítica estava puxando o saco demais e eu logo pensei: lá vem mais Um Completo Desconhecido chatíssimo. E não! Tipo, é bem BOM. É aquele filme que você fica cativado ao estar zapeando os canais e uma cena dele te chama a atenção; você resolve assistir tudo e depois agradece pela grata surpresa. Ação purinha. Filme de Tela Quente (isso é um elogio). E o mais surpreendente é que é só sobre pingue-pongue.
Forrest Gump: O Contador de Histórias
4.5 3,8K Assista AgoraAssim que você o assiste, entende porque é um clássico e porque é considerado um dos melhores da história.
A dublagem do Forrest é perfeita e se encaixa muito com a personalidade dele.
Acho que todos nós sofreríamos menos se entendéssemos a vida de modo simples como ele faz. Apesar do QI de 75, de burro ele não tem nada, Tá mais pra gênio.
Valor Sentimental
3.9 366 Assista AgoraFilme paradíssimo.
Para mim, ter um roteiro que pouco diz e poucas informações fornece, focando nas expressões faciais e o não dito é mais uma preguiça do que um trunfo a ser celebrado.
Vi elogios acerca desse aspecto enigmático dos personagens, como se o espectador tivesse que fazer força para interpretar o que eles sentem ou querem dizer. Não acho filmes com essas características louváveis. Prefiro bem mais uma estória esclarecida com riqueza de detalhes.
O filme não é ruim. Mas se é para avaliá-lo, o classifico como regular.
Direção, roteiro e elenco são somente ok e nada mais. Não vi nada de tão glamuroso. A melhor atuação é a da Elle Fanning.
De excelente mesmo, Valor Sentimental só tem o título, que é marcante.