Eu acho que o filme carrega uma falha central no roteiro que é a seguinte: o menino não pede pra que sua amiga seja obcecada por ele e sim que o ame incondicionalmente.
Neste caso, abre-se um debate sobre se amor e obsessão tem correlação e, apesar de eu achar que não, o filme traz essa equivalência. Porque eu sei que, pra ter graça, ele precisa ser exagerado. Outra coisa também que refleti foi como seria numa possível troca de papéis, com o homem sendo o obcecado em questão. É provável que utilizem esse enredo pruma possível continuação.
Eu queria ter entendido melhor se a menina estava possuída por alguma Entidade ou se o sentimento que ela passou a ter já estava dentro dela e foi realçada com o feitiço. Digo isto por ela acordar em muitos momentos como se estivesse num transe.
Para além disso, eu gostei bastante do filme, tanto que dei nota máxima. Ele é mais um bom exemplar de como o terror conseguiu se reinventar, felizmente em dissonância com o que a gente via na década passada: com filmes trashy horríveis que não davam susto em ninguém. Se os anos 2020 foram bons em alguma coisa, certamente uma dessas coisas é o frescor do Gênero Terror no Cinema. Temos tido filmes excelentes que vêm arrastando multidões às salas e com justiça. Que continue assim!
O apelo visual deste filme é encantador. Eu sou fã de Mario e amei viajar com essa turma em mais uma aventura. A estética gamer, por mais óbvia que possa parecer, sempre me cativa demais. ♥
É um filme que fascina visualmente pela sua temática estelar. Confesso que eu queria ter gostado mais. Fui esperando por uma viagem pelo espaço e recebo o desenrolar da história de uma profunda amizade entre um terráqueo e um alienígena. Apesar de não ser ruim (é um filme bastante regular com uma fotografia e cenários bons), poderia ter explorado bem mais o universo.
Trama envolvente com reviravoltas inesperadas. É intrigante assistir e analisar como a hipocrisia é talvez uma das características mais fortes do ser humano. Todos os quatro à mesa cometeram coisas horríveis. A diferença impera aí: a Emma foi a única que apenas planejou mas não executou. E sim, há uma diferença enorme. Mas por algum motivo, todos os outros três que chegaram a praticar os atos cruéis se viram no direito de julgar um pensamento que felizmente nunca se concretizou.
Sem todo o glamur do primeiro filme, TDWP2 traz um desenvolvimento mais aprofundado sobre cada um dos quatro personagens principais. Em sua história, realça críticas sob temáticas sociais como a hiper-exploração no mundo do trabalho, a Síndrome de Estocolmo e a condição de pessoas pleased-to-please [concentradas na personagem da Andrea]. Junto disto, ainda que eu ache tóxica a adoração pública pela soberbia da Miranda, não se pode negar que ela é uma vilã carismática impossível de odiar.
Michael Jackson é o artista mais injustiçado da história. Sim, ele pode ter vendido mais de 1 bilhão na música e ser considerado o rei de um gênero musical. Entretanto, sempre sofreu descrédito da mídia e de parte dos fãs de música. Inclusive, a própria descrição do filme aqui no letterbxd diminui a sua importância na arte quando o coloca como um dos maiores artistas da história, e não o maior. E sim, ele é O MAIOR. As pessoas podem bater o pé tentando subverter a lógica da realidade mas não adianta. Não são os Beatles que são facilmente reconhecidos em cada vilarejo localizado nos sertões do planeta. Não é o Elvis, o Freddie ou quem quer que seja que tem um impacto visual, vocal e gestual tão profundos que atravessam gerações por décadas e assim será por séculos. Portanto, é bom que reconheçamos o legado dele que é não só o rei do pop, como também da música, do vídeo e da dança. Sras e Srs...
Eu gostei bastante deste documentário. Sinceramente, daria o Oscar deste ano pra ela, após inúmeras injustiças. Quantas músicas boas ela já produziu e infelizmente não recebeu a merecida glória da Academia por isso. Me simpatizei com ela especificamente pelo amor aos gatos.
O filme por ter 3 horas pode ser dividido entre três grandes etapas. A primeira hora é o momento de maior tensão e intensidade. Foi a que mais gostei. Nela, há muito sofrimento durante o processo de profissionalização do Kikuo, mas também há muito êxito. Já na segunda parte, há um momento de estabilização que precede a queda. Vê-se a lapidação do Kikuo em um grande artista, porém, ele fica cercado por grande inveja e perece. O "terceiro capítulo" mostra seu renascimento e reconhecimento, além de cenas muito agressivas da doença que acomete o seu mestre e o seu melhor amigo. O preço da perfeição foi certamente a sua ausência de paternidade e o não ter vivido/sentido o amor da sua filha.
Legalzinho! Na minha visão, o filme busca trabalhar as temáticas raciais da nossa sociedade nos bichos. Além disso, visa desconstruir a demonização dos reptéis que são rechaçados pelos humanos por não serem mamíferos e parecidos conosco. Mas uma coisa que permanece é o estereótipo de vilania dos felinos. É raro encontrar um fime que envolva animais e trate os gatos (grandes ou pequenos) como "do bem". Existe um imaginário que, por serem independentes e reservados, são frios e "cruéis".
Filme de animação bonito que explora o quão imaginativa e encantada são as mentes das crianças. Ainda, brinca com o número de vezes que um candanguinho se coloca em perigo de vida. Achei a Amélie muito dengosa e mimada, logo, preferi os irmãos.
As animações são sempre muito especiais. Os ensinamentos que elas transmitem são valorosos e eu aprendi isso já há um tempo. Arrisco a dizer que é o gênero cinematográfico mais filosófico de todos, onde a vida é refletida com uma super profundidade e o melhor: essa reflexão se traduz pra nós de uma forma simples e inteligível. Primeiramente, Elio encanta pela representatividade latino-americana. É muito bom se ver representado nas telonas. Em segundo lugar, traz uma temática que tanto amo: o espaço sideral. A lição que fica é a de internalizar a bravura das crianças, pois, pra elas, nada é impossível — nem mesmo os sonhos mais utópicos. E por fim, por ser um filme que celebra o universo de um modo tão agradável, a pontuação tem que ser a máxima.
Este filme já nasce nostálgico. Os traços do desenho são LINDÍSSIMOS. Eu me senti acolhido! Os trajes utilizados são fascinantes. A simbologia contida no roteiro e a mitologia do enredo são exuberantes. Há tempos que não sentia uma sensação tão boa (desde Flow).
K-Pop Hunters fisga crianças e adultos com suas músicas pegajosas, seu clima alto-astral e seus personagens cativantes. A história é um pouco adulta demais pro seu público-alvo. Entretanto, é bastante envolvente. Golden é realmente a música do ano. As crianças são um público ótimo para espalhar virais e eu literalmente ouço esta em todo canto que vou. O filme é dinâmico, colorido e divertido: receita infalível para atrair qualquer um que goste de uma boa animação.
Eu me surpreendi demais e positivamente com esse filme. Fui ao cinema sem pretensão nenhuma de me envolver com a história, até porque vi muitos criticando a indicação da Kate ao Oscar e, no final das contas, adorei. O alto astral do filme na sua primeira metade já demonstrava, mesmo que implicitamente, que uma reviravolta grandiosa aconteceria.
Eu literalmente fiquei assim > :O < quando vi que ela tinha amputado a perna. Foi um choque real pra mim.
Por outro lado, me inspirou a vontade da Thunder de se reerguer e triunfar. O filme é cheio de momentos impactantes e surpreendentes. Assistir no cinema realmente muda toda a experiência de imersão porque o som estava nas alturas e bom demais!!!
Este filme entra naquela cota 'Só vi por causa do Oscar'. E isto não é um demérito. Mas de certa forma mostra como o Oscar é excelente em divulgar filmes e fazer com que nichos do público que não veriam um título como esse por falta de interesse, acabam por assistir porque o Oscar recomendou. E eu me encaixo nesse grupo com relação a Blue Moon.
O filme é mediano. E é essencial ter o mínimo de conhecimento prévio sobre esses personagens da cultura americana para imergir na história. Os diálogos são bem densos, bem como os personagens. O inglês é bastante formal e, muitas vezes de difícil compreensão para falantes não-nativos (bom até pra aprender novas palavras), o que é justificável por ser um filme de época. Esses diálogos extensos são certamente o que garantiu ao filme a indicação a roteiro.
A característica de ter sido basicamente gravado num único cenário traz uma ideia de plano-sequência, apesar de não ser exatamente isto. Só que esse estilo de filmagem causa a impressão no espectador de que você já tá pra mais de horas junto com eles naquele bar. Nesse contexto, o filme é bastante imersivo.
A questão que mencionei acerca da barreira cultural para não-estadunidenses é o mesmo que ocorre com O Agente Secreto. Muita gente aponta que a riqueza de detalhes super brasileiros em OAS pode causar certo distanciamento com o público estrangeiro e especialmente com os membros da Academia — tendo a discordar. Se nós crescemos assistindo a filmes norte-americanos, muitas vezes sem saber das referências culturais que esses filmes traziam do seu país, e com isso acabamos por aprender muito sobre os EUA [o tal Soft Power]; por que o mesmo não pode ocorrer com filmes brasileiros na gringa, certo?
Blue Moon foi exatamente isso pra mim. Um filme profundamente estadunidense mas que com o mínimo de boa vontade da minha parte, pude compreender minimamente o teor da trama.
Pelo conjunto da obra, este, O Agente e Accident são os 3 merecedores de ganhar o Oscar de Internacional. Arrisco dizer que Hind Rajab tem tudo que é necessário pra ser o vencedor desta categoria. E se for, será o único pra quem perderíamos muito justamente.
O filme é agonizante! Não dá pra desgrudar da tela durante esta 1h30 de muita aflição, tristeza e tensão. Em contraste com os filmes dos Estados Unidos, onde quase todos os conflitos dos enredos terminam com finais felizes.
Eu me afeiçoei tanto ao menininho. Queria saber como aquilo ocorreu: será que ele puxou o freio de mão por curiosidade? Será que, na brincadeira com a cachorra, eles acabaram esbarrando no freio e ele destravou?
Eu jurava que eles chegariam na bendita festa da filha. Mas quando ativei minhas habilidades geográficas quando a mulher disse que a rave era na fronteira com a Mauritânia, logo pensei: LONGE PRA P*RRA! A chance de dar muita M* em diversos momentos era altíssima.
Me surpreendi com os hypies, porque pensei que eles iriam largar de mão o pai e o filho. Mas ao longo do filme, fui percebendo que eles eram bastante parceiros.
De um certo modo, isso me comoveu.
O filme é bom! A fotografia é lindíssima e de tirar o fôlego (em todos os sentidos). E olhando para os aspectos técnicos, me surpreende ele não ter conseguido mais indicações ao Oscar.
Quem diria que o tão falado blockbuster obrigatório do Oscar seria este. Depois de muito se especular em torno de Wicked e Avatar, F1 entra como o filme popular, junto de Pecadores, nos 10 best picture. Não dá pra negar que é um filme muito bem produzido, rico e apadrinhado por gente muito famosa. A edição do filme é quase que impecável, te colocando numa experiência de quase piloto de Fórmula 1. O som também é envolvente e os efeitos visuais não deixam a desejar. Fico um pouco espantado com o apagamento do Damson Idris do marketing do filme. Quando você vê a divulgação do longa, parece que o Brad Pitt é aquele protagonista que domina a cena em todos os momentos, sem espaço para coadjuvantes. Quando, na verdade, o Joshua é tão importante quanto o Sonny. Uma ressalva que tenho é a respeito da própria montagem do filme. Diversas vezes, a câmera mudava tantas vezes de foco, indo de um personagem para outro em questão de centésimos de segundos, que ficava até difícil acompanhar a fala, a legenda e a imagem. De resto, é um filme maneirinho que entretém.
Filme bizarro! Muito provavelmente era esta mesma a proposta do criador. Confesso que senti muito mais medo aqui do que em muitos filmes de terror. A classificação que as premiações entendem como comédia precisam ser seriamente revisadas, porque Bugonia é horror purinho.
A atuação do Jesse Plemnos é espetacular. Confesso que até melhor do que a da Emma. Agora entendo a fúria das pessoas em vê-lo fora do Oscar.
Como pude eu sentir tanta pena daquela suposta ET? Mas também puderamos! O nível de tortura estava demais. No fim, os supostos doidos estavam certos. Ou não? A exibição da nave dos alienígenas era realmente verdadeira dentro do contexto do filme ou era pura imaginação da nossa cabeça?
Acho que o filme conquistou a Indústria nas cenas finais. Aquele monte de gente morta é arrebatador e é justamente aí quando o filme se comunica diretamente com o espectador em fazê-lo entender a proposta real da coisa.
Assistir pela segunda vez NA TELA GRANDE me fez ter uma experiência muito mais imersiva. Eu agora, de verdade, posso dizer que valorizo, compreendo (dentro dos meus limites e bagagem histórica) e aplaudo essa história tão digna! Primeiramente, é importantíssimo elogiar este elenco. Se falarmos sobre Oscar, posso dizer que foi a indicação mais justa de todas ao tal Casting. O quão bons são os nossos artistas brasileiros!!! O que é mais especial é que muitos não parecem nem estar atuando; é tão natural que acho que até eles se perdem entre o que é real ou ficção.
Uma das coisas que acho que poderia ter realçado mais o filme seria a maior presença da Alice Carvalho. Que atuação primorosa! Os minutos em que ela estrela O Agente Secreto são dignos de uma diversidade de prêmios.
Hoje, eu entendo que aquele final, que pra muitos é morno, sintetiza bem o que o filme propõe pra discussão social:
O menino Fernando, agora crescido, simboliza a memória do brasileiro frente às chagas sociais enfrentadas ao decorrer da história do nosso país: esquecemos de tudo; não estamos a par, como deveríamos, do que ocorreu na construção de nossa história enquanto povo e nação.
Muito disso por causa da nossa própria desconexão culturalmente forçada com a nossa ancestralidade, além da falta de fortificação dos laços com a nossa terra.
A cena do restaurante, onde o ultra-capitalista Ghirotti declara ter sangue italiano
mostra o quanto ainda carecemos de uma identidade nacional sólida e muitas vezes optamos por nos orgulharmos de nossas raízes segundas, terceiras ou quartas... além de ser uma farpa direta ao povo do centro-sul brasileiro à sua xenofobia enraizada.
Preciso exaltar a trilha sonora tão envolvente deste filme. Se há uma coisa que sabemos fazer bem no nosso cinema é transmitir emoções através da dimensão sonora e melódica. Bárbaro demais!!!
GENTE?!?! O que é a cena do matador andando pra mais de quilômetros com a perna baleada.
CRL!!! Quem não se envolveu com essa trilha de cenas cheias de adrenalina tá malucooo.
Ouvi pessoas na minha sessão comparando o filme com Cidade de Deus, quando os dois têm focos distintos quando das problemáticas estruturais do Brasil. Mas a crítica do pessoal, pelo pouco que ouvi, tinha a ver com a falta de ação em O Agente. Ou seja, a falta de uma maior pitada Hollywoodiana na produção. Mas, assim, o filme já homenageia bastante Hollywood, só que do seu jeito. E quando eu li uma crítica de alguém falando que o nosso cébrero estava corroído por Hollywood, hoje eu vejo que é verdade. A gente quer sempre TIRO, PORRADA E BOMBA, quando nem tudo precisa ser TIRO, PORRADA E BOMBA. Às vezes até é! Mas em doses menores, como aqui.
O que deixaria o filme perfeito. E que, aí sim, faltou foi...
A cena da morte do Armando/Marcelo. Por mais que a mera aparição do assassinato dele numa página de jornal tenha sido proposital e querido dizer muitas coisas, tem vezes que é importante IMPACTAR, CHOCAR. E esta cena faria o público refletir bem mais profundamente sobre os desmandos da ditadura.
A solidão excruciante que este homem sente após um episódio devastador o leva a devaneios fortíssimos enquanto sua alma vaga pela floresta. Esta obra conta uma fotografia espetacular que nos transmite paz, aconchego e vislumbre. A narração da história traz um tempero adicional ao roteiro que é gostoso de desfrutar.
Obsessão
4.0 213Eu acho que o filme carrega uma falha central no roteiro que é a seguinte: o menino não pede pra que sua amiga seja obcecada por ele e sim que o ame incondicionalmente.
Neste caso, abre-se um debate sobre se amor e obsessão tem correlação e, apesar de eu achar que não, o filme traz essa equivalência. Porque eu sei que, pra ter graça, ele precisa ser exagerado.
Outra coisa também que refleti foi como seria numa possível troca de papéis, com o homem sendo o obcecado em questão. É provável que utilizem esse enredo pruma possível continuação.
Eu queria ter entendido melhor se a menina estava possuída por alguma Entidade ou se o sentimento que ela passou a ter já estava dentro dela e foi realçada com o feitiço. Digo isto por ela acordar em muitos momentos como se estivesse num transe.
Para além disso, eu gostei bastante do filme, tanto que dei nota máxima. Ele é mais um bom exemplar de como o terror conseguiu se reinventar, felizmente em dissonância com o que a gente via na década passada: com filmes trashy horríveis que não davam susto em ninguém. Se os anos 2020 foram bons em alguma coisa, certamente uma dessas coisas é o frescor do Gênero Terror no Cinema. Temos tido filmes excelentes que vêm arrastando multidões às salas e com justiça. Que continue assim!
Valor Sentimental
3.9 386 Assista AgoraVoltando aqui para expressar a minha indignação estendida agora por 2 meses com o Oscar internacional pra esse filme água de salsicha. Inacreditável!
Super Mario Galaxy: O Filme
3.4 115 Assista AgoraO apelo visual deste filme é encantador. Eu sou fã de Mario e amei viajar com essa turma em mais uma aventura. A estética gamer, por mais óbvia que possa parecer, sempre me cativa demais. ♥
Devoradores de Estrelas
4.1 507 Assista AgoraÉ um filme que fascina visualmente pela sua temática estelar. Confesso que eu queria ter gostado mais. Fui esperando por uma viagem pelo espaço e recebo o desenrolar da história de uma profunda amizade entre um terráqueo e um alienígena. Apesar de não ser ruim (é um filme bastante regular com uma fotografia e cenários bons), poderia ter explorado bem mais o universo.
O Drama
3.7 252 Assista AgoraTrama envolvente com reviravoltas inesperadas. É intrigante assistir e analisar como a hipocrisia é talvez uma das características mais fortes do ser humano. Todos os quatro à mesa cometeram coisas horríveis. A diferença impera aí: a Emma foi a única que apenas planejou mas não executou. E sim, há uma diferença enorme. Mas por algum motivo, todos os outros três que chegaram a praticar os atos cruéis se viram no direito de julgar um pensamento que felizmente nunca se concretizou.
O Diabo Veste Prada 2
3.5 229Sem todo o glamur do primeiro filme, TDWP2 traz um desenvolvimento mais aprofundado sobre cada um dos quatro personagens principais. Em sua história, realça críticas sob temáticas sociais como a hiper-exploração no mundo do trabalho, a Síndrome de Estocolmo e a condição de pessoas pleased-to-please [concentradas na personagem da Andrea]. Junto disto, ainda que eu ache tóxica a adoração pública pela soberbia da Miranda, não se pode negar que ela é uma vilã carismática impossível de odiar.
Michael
3.8 369Michael Jackson é o artista mais injustiçado da história. Sim, ele pode ter vendido mais de 1 bilhão na música e ser considerado o rei de um gênero musical. Entretanto, sempre sofreu descrédito da mídia e de parte dos fãs de música. Inclusive, a própria descrição do filme aqui no letterbxd diminui a sua importância na arte quando o coloca como um dos maiores artistas da história, e não o maior. E sim, ele é O MAIOR. As pessoas podem bater o pé tentando subverter a lógica da realidade mas não adianta. Não são os Beatles que são facilmente reconhecidos em cada vilarejo localizado nos sertões do planeta. Não é o Elvis, o Freddie ou quem quer que seja que tem um impacto visual, vocal e gestual tão profundos que atravessam gerações por décadas e assim será por séculos. Portanto, é bom que reconheçamos o legado dele que é não só o rei do pop, como também da música, do vídeo e da dança. Sras e Srs...
Viva Verdi!
3.5 18Encerrei minha maratona do Oscar com esse. 45 filmes vistos!
Diane Warren: Relentless
3.3 20Eu gostei bastante deste documentário. Sinceramente, daria o Oscar deste ano pra ela, após inúmeras injustiças. Quantas músicas boas ela já produziu e infelizmente não recebeu a merecida glória da Academia por isso. Me simpatizei com ela especificamente pelo amor aos gatos.
Kokuho: O Preço da Perfeição
3.6 31 Assista AgoraA indicação pra maquiagem aqui é merecidíssima.
O filme por ter 3 horas pode ser dividido entre três grandes etapas. A primeira hora é o momento de maior tensão e intensidade. Foi a que mais gostei. Nela, há muito sofrimento durante o processo de profissionalização do Kikuo, mas também há muito êxito. Já na segunda parte, há um momento de estabilização que precede a queda. Vê-se a lapidação do Kikuo em um grande artista, porém, ele fica cercado por grande inveja e perece. O "terceiro capítulo" mostra seu renascimento e reconhecimento, além de cenas muito agressivas da doença que acomete o seu mestre e o seu melhor amigo.
O preço da perfeição foi certamente a sua ausência de paternidade e o não ter vivido/sentido o amor da sua filha.
Zootopia 2
3.7 174Legalzinho! Na minha visão, o filme busca trabalhar as temáticas raciais da nossa sociedade nos bichos. Além disso, visa desconstruir a demonização dos reptéis que são rechaçados pelos humanos por não serem mamíferos e parecidos conosco. Mas uma coisa que permanece é o estereótipo de vilania dos felinos. É raro encontrar um fime que envolva animais e trate os gatos (grandes ou pequenos) como "do bem". Existe um imaginário que, por serem independentes e reservados, são frios e "cruéis".
A Pequena Amélie
3.9 51 Assista AgoraFilme de animação bonito que explora o quão imaginativa e encantada são as mentes das crianças. Ainda, brinca com o número de vezes que um candanguinho se coloca em perigo de vida. Achei a Amélie muito dengosa e mimada, logo, preferi os irmãos.
Elio
3.3 134As animações são sempre muito especiais. Os ensinamentos que elas transmitem são valorosos e eu aprendi isso já há um tempo. Arrisco a dizer que é o gênero cinematográfico mais filosófico de todos, onde a vida é refletida com uma super profundidade e o melhor: essa reflexão se traduz pra nós de uma forma simples e inteligível.
Primeiramente, Elio encanta pela representatividade latino-americana. É muito bom se ver representado nas telonas. Em segundo lugar, traz uma temática que tanto amo: o espaço sideral. A lição que fica é a de internalizar a bravura das crianças, pois, pra elas, nada é impossível — nem mesmo os sonhos mais utópicos. E por fim, por ser um filme que celebra o universo de um modo tão agradável, a pontuação tem que ser a máxima.
Arco
3.8 64 Assista AgoraEste filme já nasce nostálgico. Os traços do desenho são LINDÍSSIMOS. Eu me senti acolhido! Os trajes utilizados são fascinantes. A simbologia contida no roteiro e a mitologia do enredo são exuberantes. Há tempos que não sentia uma sensação tão boa (desde Flow).
Guerreiras do K-Pop
3.7 215 Assista AgoraK-Pop Hunters fisga crianças e adultos com suas músicas pegajosas, seu clima alto-astral e seus personagens cativantes. A história é um pouco adulta demais pro seu público-alvo. Entretanto, é bastante envolvente. Golden é realmente a música do ano. As crianças são um público ótimo para espalhar virais e eu literalmente ouço esta em todo canto que vou. O filme é dinâmico, colorido e divertido: receita infalível para atrair qualquer um que goste de uma boa animação.
Song Sung Blue: Um Sonho a Dois
3.3 66 Assista AgoraEu me surpreendi demais e positivamente com esse filme. Fui ao cinema sem pretensão nenhuma de me envolver com a história, até porque vi muitos criticando a indicação da Kate ao Oscar e, no final das contas, adorei. O alto astral do filme na sua primeira metade já demonstrava, mesmo que implicitamente, que uma reviravolta grandiosa aconteceria.
Eu literalmente fiquei assim > :O < quando vi que ela tinha amputado a perna. Foi um choque real pra mim.
Por outro lado, me inspirou a vontade da Thunder de se reerguer e triunfar.
O filme é cheio de momentos impactantes e surpreendentes. Assistir no cinema realmente muda toda a experiência de imersão porque o som estava nas alturas e bom demais!!!
O Ônibus Perdido
3.4 109 Assista AgoraEletrizante
Blue Moon: Música e Solidão
3.0 84 Assista AgoraEste filme entra naquela cota 'Só vi por causa do Oscar'. E isto não é um demérito. Mas de certa forma mostra como o Oscar é excelente em divulgar filmes e fazer com que nichos do público que não veriam um título como esse por falta de interesse, acabam por assistir porque o Oscar recomendou. E eu me encaixo nesse grupo com relação a Blue Moon.
O filme é mediano. E é essencial ter o mínimo de conhecimento prévio sobre esses personagens da cultura americana para imergir na história.
Os diálogos são bem densos, bem como os personagens. O inglês é bastante formal e, muitas vezes de difícil compreensão para falantes não-nativos (bom até pra aprender novas palavras), o que é justificável por ser um filme de época. Esses diálogos extensos são certamente o que garantiu ao filme a indicação a roteiro.
A característica de ter sido basicamente gravado num único cenário traz uma ideia de plano-sequência, apesar de não ser exatamente isto. Só que esse estilo de filmagem causa a impressão no espectador de que você já tá pra mais de horas junto com eles naquele bar. Nesse contexto, o filme é bastante imersivo.
A questão que mencionei acerca da barreira cultural para não-estadunidenses é o mesmo que ocorre com O Agente Secreto. Muita gente aponta que a riqueza de detalhes super brasileiros em OAS pode causar certo distanciamento com o público estrangeiro e especialmente com os membros da Academia — tendo a discordar. Se nós crescemos assistindo a filmes norte-americanos, muitas vezes sem saber das referências culturais que esses filmes traziam do seu país, e com isso acabamos por aprender muito sobre os EUA [o tal Soft Power]; por que o mesmo não pode ocorrer com filmes brasileiros na gringa, certo?
Blue Moon foi exatamente isso pra mim. Um filme profundamente estadunidense mas que com o mínimo de boa vontade da minha parte, pude compreender minimamente o teor da trama.
A Voz de Hind Rajab
4.2 130 Assista AgoraPelo conjunto da obra, este, O Agente e Accident são os 3 merecedores de ganhar o Oscar de Internacional. Arrisco dizer que Hind Rajab tem tudo que é necessário pra ser o vencedor desta categoria. E se for, será o único pra quem perderíamos muito justamente.
O filme é agonizante! Não dá pra desgrudar da tela durante esta 1h30 de muita aflição, tristeza e tensão.
Em contraste com os filmes dos Estados Unidos, onde quase todos os conflitos dos enredos terminam com finais felizes.
Este aqui massacra os cinco sentidos do nosso corpo com ao mostrar nitidamente a hecatombe que presenciamos no mundo em tempo real.
É aquela história que te acompanha pra vida inteira.
Sirāt
3.4 191 Assista AgoraÉ aquela máxima: não faça coisa de morrer.
Eu me afeiçoei tanto ao menininho. Queria saber como aquilo ocorreu: será que ele puxou o freio de mão por curiosidade? Será que, na brincadeira com a cachorra, eles acabaram esbarrando no freio e ele destravou?
Eu jurava que eles chegariam na bendita festa da filha. Mas quando ativei minhas habilidades geográficas quando a mulher disse que a rave era na fronteira com a Mauritânia, logo pensei: LONGE PRA P*RRA! A chance de dar muita M* em diversos momentos era altíssima.
Me surpreendi com os hypies, porque pensei que eles iriam largar de mão o pai e o filho. Mas ao longo do filme, fui percebendo que eles eram bastante parceiros.
O filme é bom! A fotografia é lindíssima e de tirar o fôlego (em todos os sentidos). E olhando para os aspectos técnicos, me surpreende ele não ter conseguido mais indicações ao Oscar.
F1: O Filme
3.7 443 Assista AgoraQuem diria que o tão falado blockbuster obrigatório do Oscar seria este. Depois de muito se especular em torno de Wicked e Avatar, F1 entra como o filme popular, junto de Pecadores, nos 10 best picture.
Não dá pra negar que é um filme muito bem produzido, rico e apadrinhado por gente muito famosa. A edição do filme é quase que impecável, te colocando numa experiência de quase piloto de Fórmula 1. O som também é envolvente e os efeitos visuais não deixam a desejar.
Fico um pouco espantado com o apagamento do Damson Idris do marketing do filme. Quando você vê a divulgação do longa, parece que o Brad Pitt é aquele protagonista que domina a cena em todos os momentos, sem espaço para coadjuvantes. Quando, na verdade, o Joshua é tão importante quanto o Sonny.
Uma ressalva que tenho é a respeito da própria montagem do filme. Diversas vezes, a câmera mudava tantas vezes de foco, indo de um personagem para outro em questão de centésimos de segundos, que ficava até difícil acompanhar a fala, a legenda e a imagem.
De resto, é um filme maneirinho que entretém.
Bugonia
3.6 476 Assista AgoraFilme bizarro! Muito provavelmente era esta mesma a proposta do criador. Confesso que senti muito mais medo aqui do que em muitos filmes de terror. A classificação que as premiações entendem como comédia precisam ser seriamente revisadas, porque Bugonia é horror purinho.
A atuação do Jesse Plemnos é espetacular. Confesso que até melhor do que a da Emma. Agora entendo a fúria das pessoas em vê-lo fora do Oscar.
Como pude eu sentir tanta pena daquela suposta ET? Mas também puderamos! O nível de tortura estava demais. No fim, os supostos doidos estavam certos. Ou não? A exibição da nave dos alienígenas era realmente verdadeira dentro do contexto do filme ou era pura imaginação da nossa cabeça?
Acho que o filme conquistou a Indústria nas cenas finais. Aquele monte de gente morta é arrebatador e é justamente aí quando o filme se comunica diretamente com o espectador em fazê-lo entender a proposta real da coisa.
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista AgoraAssistir pela segunda vez NA TELA GRANDE me fez ter uma experiência muito mais imersiva.
Eu agora, de verdade, posso dizer que valorizo, compreendo (dentro dos meus limites e bagagem histórica) e aplaudo essa história tão digna!
Primeiramente, é importantíssimo elogiar este elenco. Se falarmos sobre Oscar, posso dizer que foi a indicação mais justa de todas ao tal Casting. O quão bons são os nossos artistas brasileiros!!! O que é mais especial é que muitos não parecem nem estar atuando; é tão natural que acho que até eles se perdem entre o que é real ou ficção.
Uma das coisas que acho que poderia ter realçado mais o filme seria a maior presença da Alice Carvalho. Que atuação primorosa! Os minutos em que ela estrela O Agente Secreto são dignos de uma diversidade de prêmios.
Hoje, eu entendo que aquele final, que pra muitos é morno, sintetiza bem o que o filme propõe pra discussão social:
O menino Fernando, agora crescido, simboliza a memória do brasileiro frente às chagas sociais enfrentadas ao decorrer da história do nosso país: esquecemos de tudo; não estamos a par, como deveríamos, do que ocorreu na construção de nossa história enquanto povo e nação.
Muito disso por causa da nossa própria desconexão culturalmente forçada com a nossa ancestralidade, além da falta de fortificação dos laços com a nossa terra.
A cena do restaurante, onde o ultra-capitalista Ghirotti declara ter sangue italiano
Preciso exaltar a trilha sonora tão envolvente deste filme. Se há uma coisa que sabemos fazer bem no nosso cinema é transmitir emoções através da dimensão sonora e melódica. Bárbaro demais!!!
GENTE?!?! O que é a cena do matador andando pra mais de quilômetros com a perna baleada.
Ouvi pessoas na minha sessão comparando o filme com Cidade de Deus, quando os dois têm focos distintos quando das problemáticas estruturais do Brasil. Mas a crítica do pessoal, pelo pouco que ouvi, tinha a ver com a falta de ação em O Agente. Ou seja, a falta de uma maior pitada Hollywoodiana na produção. Mas, assim, o filme já homenageia bastante Hollywood, só que do seu jeito. E quando eu li uma crítica de alguém falando que o nosso cébrero estava corroído por Hollywood, hoje eu vejo que é verdade. A gente quer sempre TIRO, PORRADA E BOMBA, quando nem tudo precisa ser TIRO, PORRADA E BOMBA. Às vezes até é! Mas em doses menores, como aqui.
O que deixaria o filme perfeito. E que, aí sim, faltou foi...
A cena da morte do Armando/Marcelo. Por mais que a mera aparição do assassinato dele numa página de jornal tenha sido proposital e querido dizer muitas coisas, tem vezes que é importante IMPACTAR, CHOCAR. E esta cena faria o público refletir bem mais profundamente sobre os desmandos da ditadura.
Sonhos de Trem
3.7 351 Assista AgoraA solidão excruciante que este homem sente após um episódio devastador o leva a devaneios fortíssimos enquanto sua alma vaga pela floresta. Esta obra conta uma fotografia espetacular que nos transmite paz, aconchego e vislumbre. A narração da história traz um tempero adicional ao roteiro que é gostoso de desfrutar.