Fórmula batida, mas muito bem executada. Todos os méritos do filme vão pra Inde Navarrete que consegue entregar uma atuação muito digna pra um papel que facilmente sairia caricato nas mãos de outra atriz. Ressalto aqui a fotografia/enquadramento do filme, sempre escondendo o rosto dela nas cenas, onde você nunca tem certeza quem está falando. Ela ou a entidade que a apossou.
Adoro loops temporais na ficção. Causa estranheza no início, você se torna parte da história e quer explorar ela igual o protagonista. Mas todas, sem exceção, seguem uma fórmula de bolo. Esse não é diferente, apesar de ser cheios de conveniências e um pouco mal executado no último ato. O sacrifício seria a parte agridoce da história, mas acho que ta no contrato que é proibido o Tom Cruise morrer. Enfim, bom filme.
Tenho uma vaga lembrança das minhas tias assistirem esse filme e recomendarem pra todo mundo. Isso no longínquo ano de 2004. Nunca me interessei pela obra e nem sabia do que se tratava.
Corta pra 2026 e eu assistindo com minha mulher quando o filme começou automaticamente na Prime Vídeo.
Romance clássico. O delinquente, a mocinha, o amor velado, a resignação, a euforia e por fim, a DOENÇA, porque não existe amor se não existir drama.
Sinceramente, nem precisava esconder a doença da mocinha virgem e recatada. Fizeram questão de deixar a atriz com a cara pálida o filme todo.
Todo mundo com semblante jovem e corado e a sujeita parecia uma assombração. Todinha.
Terminei com a sensação de que vi um filme com roteiro de ChatGPT, fui pesquisar e descobri que é adaptação de um livro do Nicholas Spark. Ai tudo fez sentido. O sujeito é uma máquina de criar obras piegas e cliches. O que equivale a uma IA humana.
Meu erro é buscar sentido num filme de 24 anos. Paro por aqui.
5 minutos de filme. Quando eu vi a quantidade de filhos que eles tinham, eu logo falei: "algum do filhos deles vai morrer e esse vai ser o cliffhanger pro próximo filme."
Queria que avatar não fosse tão clichê. Mas as coisas são assim porque devem ser assim. Eu só aceito. 3 horas de redescobrimento de Pandora e adolescentes gritando e sendo capturados por inimigos. Pelo menos as cenas aquáticas são lindas.
Simplesmente espetacular. Gosto do mangá e sabia o que esperar em questão de roteiro, mas o que a UFOTABLE fez aqui foi algo inimaginável se falassem há uns 10 anos. Quanta dedicação, quanto amor, quanto trabalho envolvido. Tudo é tão bem encaixado que as mais de 2h de filme parecem ter a duração de um episódio de anime.
Demon Slayer tem a CISMA da comunidade otaku/nerd por ser simples e clichê. Existe o bom e o mal, os mocinhos e os vilões. Mas o que a obra se destaca é dar holofote por vilões, sem esquecer que eles só estão naquele lugar por escolha deles. E qual atrativo melhor que a história de um perdedor que teve uma segunda chance, mas mesmo assim isso foi retirado dele?
Akaza/Hakuji nos é apresentado na segunda temporada do anime e nos faz criar simpatia pelo personagem, mas isso é tudo desconstruído nesse filme. Do passado miserável a atitude volátil quando vê alguém "fraco", o que nós acompanhamos é uma espécie de redescobrimento do que nos move como ser humano.
Se você não tem nada pra proteger, o que te resta?
previsivel? talvez. Mas legalzinho, outro filme de vingança coreano onde a mensagem caberia na celebre frase do seu Madruga: A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena.
Cem anos de Solidão é meu romance favorito. Quando eu soube da adaptação da Netflix, logo torci o nariz... mas ao saber do envolvimento dos filhos do Gabo na produção, fiquei mais tranquilo. Eles não iriam deixar deturparem o magnum opus da carreira do pai.
E bom, eles não deixaram. Que adaptação linda, cheia de detalhes técnicos que fazem as páginas dos livros ganharem vida. Tudo é tão bem construido, tão amarrado, que a simpatia pelos personagens surgem mesmo sem você ter lido uma frase da obra original. Da caracterização, ao cenário, as luzes... quase tudo perfeito. Claro, o foco nas guerras do Coronel Aureliano estão aqui, porque são elas que estão no plano de fundo durante toda a obra, mas isso toma um tempo de tela que eu considerei um pouco cansativo,
O finalé arrebatador, mostrando a partida do patriarca de uma forma tão linda e sensivel que me emocionou. Estou ansioso pela proxima parte, não sei se terá fôlego pra adaptar as outras 4 gerações da familia, mas não custa ter um pouco de fé.
Não sei se tava com muitas expectativas pelo que eu lia sobre a obra, mas admito que me desapontou um pouco. Sei que é uma abordagem realista da guerra, onde não tem heroismo americano e salvamento de soldados (!!). É só uma catarse de dor e sofrimento, onde o protagonista vive as situações mais traumaticas que uma criança pode sentir em tenra idade,
Mulher inventa rivalidade feminina até quando é com ela mesma, o filme.
Não tinha muitas expectativas, até porque com esse conceito de body horror é muito previsivel e não me enganei. O filme parece um compilado de homenagens a outros filmes, tipo A Mosca, o Iluminado e até Era Uma Vez Hollywood (onde a Margaret Qualley também atua).
Bom, o filme se esforça pra ser desconfortável e nojento. Closes, zooms, ambientes fechados, câmera na mão, discursos machistas e etaristas.. tá tudo ali pra você se sentir mal assistindo. Quando a trama avança, você enxerga logo que o lance da individualidade sempre vai se sobressair, mesmo que um precise do outro.
Não vou destrinchar a obra porque ela se explica sozinha, mas achei muita graça do banho de sangue surreal no final. A diretora não se levou a sério e creio que o publico também não deveria levar tanto assim.
E bom, cai na arapuca do filme. A Demi Moore é eterna e inesquecivel, mas que crime colocar a Margaret NUA e LIVIDA logo depois dela.
Pode ter acontecido os abusos? Sem dúvidas. Não enxergo motivação financeira pro crime.
O pai era um sujeito deplorável que não havia um ser vivo sequer que tivesse algo bom pra falar dele? Sim.
A mãe era cúmplice? Talvez. Quem vai falar o contrário?
Mas são criminosos. Saíram de casa e descarregaram duas armas em cima dos genitores. E independente da narrativa da defesa, essa é a imagem que se tem: dois assassinatos a sangue frio.
Legalzinho. O filme tenta ensaiar uma alegoria pra disfarçar a atitude antropofágica, mas o filme não consegue ir muito além dessa primeira camada Pelo menos divertiu.
Coisas que filmes me ensinaram: - Não acampar - Não aceitar ajuda de estranhos - Se eu for mulher, não me casar com sujeitos que tem cara de frouxos.
Esse filme não tem absolutamente nada de proveitoso, é só um torture porn dos mais vis e sem nenhuma pretensão de ser recompensador. Aposto que o bebê tá lá no mato até agora.
A temporada só ficou boa quando adaptou o que tem no material original. Eu sei que um livro ficticio histórico não é a melhor fonte pra roteiristas de Hollywood, mas eu não sei qual a dificuldade em colocar personagens cinzas como personagens cinzas.
O Daemon nos livros é um ser volátil e perigoso que é a PRINCIPAL causa para os Verdes não quererem que a Rhaenyra seja coroada. Mas essa não fica atrás. Ela é rancorosa, vingativa e fria... mas a série faz questão de manter esse dadaísmo argumentativo de "guerra é ruim, vou resolver no papo" mesmo que um dos filhos dela tenha sido rasgado por uma máquina de guerra de 180 anos.
Meu sonho é que um dia os roteiristas que amam girl power possam acordar e ver que o power que elas querem não é empoderamento, mas sim o mais vil, baixo e rasteiro poder...como todos os homens (a espécie, não o gênero)
Tem uma proposta interessante, mas acho que ficou faltando mais 15 ou 20 minutos pra desenvolver mais o universo dos possuídos. Parece ser uma coisa distante, do passado.. pouco levada a sério pelas autoridades, mas com o ambiente propício, se espalha feito uma praga. Gostei muito como a história não poupa personagens (fora os dois iniciais) e não tem medo de mostrar cenas avassaladoras .
Lembro desse filme em VHS sempre assistido, mas nunca finalizado na minha casa nos finais de semana. Pudera, é uma obra cruel e muito dificil de ser assistida. Todos os atores estão ótimos em seus papéis, destaco aqui a jovem Cellie e Nettie. A cena da separação delas ficou na minha memória por anos. Mas o destaque na minha opinião é o Danny Glover que conseguiu fazer um vilão patético e detestável, diria até canastrão, mas na bolha criada por ele, a Cellie parece minuscula e frágil. Gosto que apesar do drama, tem seus momentos de alivio cômico, mas nada digno de uma gargalhada... são tantas camadas que acho que só irei descobrir se ler o material-base.
Meu segundo filme do Haneke. Só sabia do envolvimento professora-aluno. Ok, plot previsível.
A professora frigida e o aluno charmoso, inteligente e talentoso. Ela o renega. Previsível. Até a cena da cabine e do papel. Daí pra frente, eu tava esperando qualquer coisa.
O filme vai se desenvolvendo numa relação abusiva familiar e romântica, onde todos os personagens envolvidos nessa trama fazem de tudo pra destruir a imagem que tem. Seja a sua ou a do outro. O amor, a obsessão, o ciúmes, a loucura... A atriz principal consegue transpor exatamente tudo isso só com o olhar. Eu ainda tô digerindo a história, mas talvez numa segunda vez, eu consiga entender qual é o plot desta história. Por enquanto, acho que o diretor se diverte sendo maluco (coisa que só diretor europeu consegue). E eu tô adorando isso.
Vi a versão do diretor com o conto do Cargueiro Negro. Acho que funciona muito bem na HQ porque lá fica claro que é sobre o Ozymandias, no filme parece uma quebra de ritmo desnecessária... Enfim, a obra prima do Snyder. As mudanças foram muito boas e pontuais.
Um filme corajoso, ainda mais se tratando de Ásia e filmes com crianças. A sensibilidade da direção em mostrar que o comportamento destrutivo do Minato foi mais projeção da mãe superprotetora do que os fatos em si é muito alarmante, até pros padrões ocidentais. Gostei porque me surpreendi.
Clássico moderno. O livro é uma baita reflexão sobre a mudanças de gerações e o filme não fica atrás. Os monólogos do Tommy Lee Jones são bem pontuais e mostram que apesar do trabalho, ele nunca teve um contato com uma força da natureza como o Chiguhr. E que baita atuação do Barden, talvez nunca superem esse personagem no cinema. Metódico, frio, extremamente inteligente e pontual. Enfim, pra uns pode ser um filme extremamente monótono com umas cenas de ação, mas pra quem curte western moderno, é um prato cheio.
Obsessão
3.9 941 Assista AgoraFórmula batida, mas muito bem executada. Todos os méritos do filme vão pra Inde Navarrete que consegue entregar uma atuação muito digna pra um papel que facilmente sairia caricato nas mãos de outra atriz. Ressalto aqui a fotografia/enquadramento do filme, sempre escondendo o rosto dela nas cenas, onde você nunca tem certeza quem está falando. Ela ou a entidade que a apossou.
No Limite do Amanhã
3.8 1,6K Assista AgoraAdoro loops temporais na ficção. Causa estranheza no início, você se torna parte da história e quer explorar ela igual o protagonista. Mas todas, sem exceção, seguem uma fórmula de bolo. Esse não é diferente, apesar de ser cheios de conveniências e um pouco mal executado no último ato. O sacrifício seria a parte agridoce da história, mas acho que ta no contrato que é proibido o Tom Cruise morrer. Enfim, bom filme.
A Outra
3.8 988 Assista AgoraO tal do Henrique era viciado em bct né... mas rapaz, é cada coisa...
Um Amor Para Recordar
3.6 3,3K Assista AgoraTenho uma vaga lembrança das minhas tias assistirem esse filme e recomendarem pra todo mundo. Isso no longínquo ano de 2004. Nunca me interessei pela obra e nem sabia do que se tratava.
Corta pra 2026 e eu assistindo com minha mulher quando o filme começou automaticamente na Prime Vídeo.
Romance clássico. O delinquente, a mocinha, o amor velado, a resignação, a euforia e por fim, a DOENÇA, porque não existe amor se não existir drama.
Sinceramente, nem precisava esconder a doença da mocinha virgem e recatada. Fizeram questão de deixar a atriz com a cara pálida o filme todo.
Todo mundo com semblante jovem e corado e a sujeita parecia uma assombração. Todinha.
Terminei com a sensação de que vi um filme com roteiro de ChatGPT, fui pesquisar e descobri que é adaptação de um livro do Nicholas Spark. Ai tudo fez sentido. O sujeito é uma máquina de criar obras piegas e cliches. O que equivale a uma IA humana.
Meu erro é buscar sentido num filme de 24 anos. Paro por aqui.
Avatar: O Caminho da Água
3.9 1,4K Assista Agora5 minutos de filme. Quando eu vi a quantidade de filhos que eles tinham, eu logo falei: "algum do filhos deles vai morrer e esse vai ser o cliffhanger pro próximo filme."
Queria que avatar não fosse tão clichê. Mas as coisas são assim porque devem ser assim. Eu só aceito. 3 horas de redescobrimento de Pandora e adolescentes gritando e sendo capturados por inimigos. Pelo menos as cenas aquáticas são lindas.
Uma Família Feliz
3.2 204Esse filme tem tanto furos que parece uma peneira. Mas deu pra distrair por 2h.
Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba - Castelo Infinito
4.2 119 Assista AgoraSimplesmente espetacular. Gosto do mangá e sabia o que esperar em questão de roteiro, mas o que a UFOTABLE fez aqui foi algo inimaginável se falassem há uns 10 anos. Quanta dedicação, quanto amor, quanto trabalho envolvido. Tudo é tão bem encaixado que as mais de 2h de filme parecem ter a duração de um episódio de anime.
Demon Slayer tem a CISMA da comunidade otaku/nerd por ser simples e clichê. Existe o bom e o mal, os mocinhos e os vilões. Mas o que a obra se destaca é dar holofote por vilões, sem esquecer que eles só estão naquele lugar por escolha deles. E qual atrativo melhor que a história de um perdedor que teve uma segunda chance, mas mesmo assim isso foi retirado dele?
Akaza/Hakuji nos é apresentado na segunda temporada do anime e nos faz criar simpatia pelo personagem, mas isso é tudo desconstruído nesse filme. Do passado miserável a atitude volátil quando vê alguém "fraco", o que nós acompanhamos é uma espécie de redescobrimento do que nos move como ser humano.
Se você não tem nada pra proteger, o que te resta?
Pecadores
4.0 1,3K Assista AgoraConfesso que fui surpreendido positivamente com o filme apesar de não entender todo o hype envolvido nele. É um musical, mas é um musical bom.
Pisque Duas Vezes
3.5 665Homens são maus ok, o filme.
Rastros de um Sequestro
3.8 608 Assista Agoraprevisivel? talvez. Mas legalzinho, outro filme de vingança coreano onde a mensagem caberia na celebre frase do seu Madruga: A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena.
Cem Anos de Solidão: Parte 1
4.5 133 Assista AgoraCem anos de Solidão é meu romance favorito. Quando eu soube da adaptação da Netflix, logo torci o nariz... mas ao saber do envolvimento dos filhos do Gabo na produção, fiquei mais tranquilo. Eles não iriam deixar deturparem o magnum opus da carreira do pai.
E bom, eles não deixaram. Que adaptação linda, cheia de detalhes técnicos que fazem as páginas dos livros ganharem vida. Tudo é tão bem construido, tão amarrado, que a simpatia pelos personagens surgem mesmo sem você ter lido uma frase da obra original. Da caracterização, ao cenário, as luzes... quase tudo perfeito. Claro, o foco nas guerras do Coronel Aureliano estão aqui, porque são elas que estão no plano de fundo durante toda a obra, mas isso toma um tempo de tela que eu considerei um pouco cansativo,
O finalé arrebatador, mostrando a partida do patriarca de uma forma tão linda e sensivel que me emocionou. Estou ansioso pela proxima parte, não sei se terá fôlego pra adaptar as outras 4 gerações da familia, mas não custa ter um pouco de fé.
Uma verdadeira jóia.
Vá e Veja
4.5 809Não sei se tava com muitas expectativas pelo que eu lia sobre a obra, mas admito que me desapontou um pouco. Sei que é uma abordagem realista da guerra, onde não tem heroismo americano e salvamento de soldados (!!). É só uma catarse de dor e sofrimento, onde o protagonista vive as situações mais traumaticas que uma criança pode sentir em tenra idade,
Definitivamente, não é um filme pra todo mundo.
A Substância
3.9 1,9K Assista AgoraMulher inventa rivalidade feminina até quando é com ela mesma, o filme.
Não tinha muitas expectativas, até porque com esse conceito de body horror é muito previsivel e não me enganei. O filme parece um compilado de homenagens a outros filmes, tipo A Mosca, o Iluminado e até Era Uma Vez Hollywood (onde a Margaret Qualley também atua).
Bom, o filme se esforça pra ser desconfortável e nojento. Closes, zooms, ambientes fechados, câmera na mão, discursos machistas e etaristas.. tá tudo ali pra você se sentir mal assistindo. Quando a trama avança, você enxerga logo que o lance da individualidade sempre vai se sobressair, mesmo que um precise do outro.
Não vou destrinchar a obra porque ela se explica sozinha, mas achei muita graça do banho de sangue surreal no final. A diretora não se levou a sério e creio que o publico também não deveria levar tanto assim.
E bom, cai na arapuca do filme. A Demi Moore é eterna e inesquecivel, mas que crime colocar a Margaret NUA e LIVIDA logo depois dela.
Infelizmente, remédio pra boi velho é capim novo.
O Caso dos Irmãos Menendez
3.6 50Pode ter acontecido os abusos? Sem dúvidas. Não enxergo motivação financeira pro crime.
O pai era um sujeito deplorável que não havia um ser vivo sequer que tivesse algo bom pra falar dele? Sim.
A mãe era cúmplice? Talvez. Quem vai falar o contrário?
Mas são criminosos. Saíram de casa e descarregaram duas armas em cima dos genitores. E independente da narrativa da defesa, essa é a imagem que se tem: dois assassinatos a sangue frio.
É Assim Que Acaba
3.3 403 Assista AgoraE no final, ainda vai ter quem assista e diga que ele mudou porque montou o berço e segurou a própria filha no colo.
Fresh
3.5 579 Assista AgoraLegalzinho. O filme tenta ensaiar uma alegoria pra disfarçar a atitude antropofágica, mas o filme não consegue ir muito além dessa primeira camada Pelo menos divertiu.
O Acampamento
3.0 118Coisas que filmes me ensinaram:
- Não acampar
- Não aceitar ajuda de estranhos
- Se eu for mulher, não me casar com sujeitos que tem cara de frouxos.
Esse filme não tem absolutamente nada de proveitoso, é só um torture porn dos mais vis e sem nenhuma pretensão de ser recompensador. Aposto que o bebê tá lá no mato até agora.
A Casa do Dragão (2ª Temporada)
3.5 350 Assista AgoraA temporada só ficou boa quando adaptou o que tem no material original. Eu sei que um livro ficticio histórico não é a melhor fonte pra roteiristas de Hollywood, mas eu não sei qual a dificuldade em colocar personagens cinzas como personagens cinzas.
O Daemon nos livros é um ser volátil e perigoso que é a PRINCIPAL causa para os Verdes não quererem que a Rhaenyra seja coroada. Mas essa não fica atrás. Ela é rancorosa, vingativa e fria... mas a série faz questão de manter esse dadaísmo argumentativo de "guerra é ruim, vou resolver no papo" mesmo que um dos filhos dela tenha sido rasgado por uma máquina de guerra de 180 anos.
Meu sonho é que um dia os roteiristas que amam girl power possam acordar e ver que o power que elas querem não é empoderamento, mas sim o mais vil, baixo e rasteiro poder...como todos os homens (a espécie, não o gênero)
O Mal Que Nos Habita
3.5 823 Assista AgoraTem uma proposta interessante, mas acho que ficou faltando mais 15 ou 20 minutos pra desenvolver mais o universo dos possuídos. Parece ser uma coisa distante, do passado.. pouco levada a sério pelas autoridades, mas com o ambiente propício, se espalha feito uma praga. Gostei muito como a história não poupa personagens (fora os dois iniciais) e não tem medo de mostrar cenas avassaladoras .
Adoro filmes onde o Mal sempre vence.
A Cor Púrpura
4.4 1,4KLembro desse filme em VHS sempre assistido, mas nunca finalizado na minha casa nos finais de semana. Pudera, é uma obra cruel e muito dificil de ser assistida. Todos os atores estão ótimos em seus papéis, destaco aqui a jovem Cellie e Nettie. A cena da separação delas ficou na minha memória por anos. Mas o destaque na minha opinião é o Danny Glover que conseguiu fazer um vilão patético e detestável, diria até canastrão, mas na bolha criada por ele, a Cellie parece minuscula e frágil. Gosto que apesar do drama, tem seus momentos de alivio cômico, mas nada digno de uma gargalhada... são tantas camadas que acho que só irei descobrir se ler o material-base.
Um filme sensacional e digno de ser um clássico.
A Professora de Piano
4.0 746 Assista AgoraMeu segundo filme do Haneke. Só sabia do envolvimento professora-aluno. Ok, plot previsível.
A professora frigida e o aluno charmoso, inteligente e talentoso. Ela o renega. Previsível. Até a cena da cabine e do papel. Daí pra frente, eu tava esperando qualquer coisa.
O filme vai se desenvolvendo numa relação abusiva familiar e romântica, onde todos os personagens envolvidos nessa trama fazem de tudo pra destruir a imagem que tem. Seja a sua ou a do outro. O amor, a obsessão, o ciúmes, a loucura... A atriz principal consegue transpor exatamente tudo isso só com o olhar. Eu ainda tô digerindo a história, mas talvez numa segunda vez, eu consiga entender qual é o plot desta história. Por enquanto, acho que o diretor se diverte sendo maluco (coisa que só diretor europeu consegue). E eu tô adorando isso.
Watchmen: O Filme
4.0 2,9K Assista AgoraVi a versão do diretor com o conto do Cargueiro Negro. Acho que funciona muito bem na HQ porque lá fica claro que é sobre o Ozymandias, no filme parece uma quebra de ritmo desnecessária... Enfim, a obra prima do Snyder. As mudanças foram muito boas e pontuais.
Monstro
4.2 398 Assista AgoraOlha, me surpreendeu o plot. Esperava tudo, menos essa abordagem de
homossexualidade na infância.
Onde os Fracos Não Têm Vez
4.1 2,4K Assista AgoraClássico moderno. O livro é uma baita reflexão sobre a mudanças de gerações e o filme não fica atrás. Os monólogos do Tommy Lee Jones são bem pontuais e mostram que apesar do trabalho, ele nunca teve um contato com uma força da natureza como o Chiguhr. E que baita atuação do Barden, talvez nunca superem esse personagem no cinema. Metódico, frio, extremamente inteligente e pontual. Enfim, pra uns pode ser um filme extremamente monótono com umas cenas de ação, mas pra quem curte western moderno, é um prato cheio.