Terminei a saga Resident Evil numa maratona e, sinceramente, eu não sei nem por onde começar, porque quanto mais eu tento entender, mais ela parecia não fazer sentido KKKKKKK. No primeiro filme, a gente tem a Alice, o Spence, a traição, o vírus sendo liberado e toda aquela história de que eles estavam envolvidos com a Umbrella e que ele tinha traído ela pra roubar o T-vírus. Aí você vai entendendo a história junto com ela, conforme as memórias vão voltando, e parece tudo muito bem amarradinho. SÓ QUE AÍ VÊM OS OUTROS FILMES E ELES SIMPLESMENTE VÃO REESCREVENDO A PRÓPRIA HISTÓRIA. No segundo filme, o Dr. Charles Ashford, que é cadeirante, fala que criou o T-vírus pra tentar ajudar a filha dele, Angela, que tinha uma doença e não conseguia andar direito. Beleza, essa era a origem do vírus. Aí chega o sexto filme e descobrimos que NÃO, na verdade a origem de tudo estava ligada à Alicia Marcus, filha de um dos fundadores da Umbrella, que tinha outra doença completamente diferente e foi por causa dela que o vírus foi desenvolvido. E aí vem a parte que mais me pegou: a Alice que a gente acompanhou a saga inteira era um clone da Alicia. Então, de repente, tudo que parecia ser sobre a Alice era sobre uma história que foi inventada depois pra encaixar ela no centro de tudo. E ainda tem a questão do sangue dela ser praticamente a chave pra cura do vírus. Mas, se a Umbrella tinha criado um monte de clones da Alice, por que exatamente ela era tão especial? Por que ela era a única que dava certo? Por que o sangue dela era tão diferente? O filme simplesmente fala que era e pronto KKKKKKK E outra coisa que eu fiquei pensando: se o Wesker queria tomar o controle completo da Umbrella, por que ele simplesmente não dava um jeito de eliminar a Alicia de vez e acabava com o problema? A mulher era praticamente a dona da empresa e ainda estava viva, então qual era exatamente a dificuldade? KKKKKKK E o primeiro filme fica ainda mais estranho depois de assistir tudo. Porque, naquele momento, parece que a Alice tinha um plano pra acabar com a Umbrella, o Spence trai ela, rouba o vírus e tudo acontece por causa disso. Depois, os filmes vão colocando outras explicações e parece que você tá assistindo a uma história sendo reescrita conforme eles precisam. Acho que esse foi o maior problema pra mim fazendo a maratona. Assistindo um filme por vez ao longo dos anos, talvez essas revelações funcionassem muito melhor, mas, vendo tudo seguido, dá pra perceber MUITO que eles foram inventando coisa no caminho e tentando amarrar depois. Agora, falando sobre o sexto especificamente, ele foi o meu favorito, o mais amarrado e divertido de assistir. Mesmo criando outra mitologia para a saga e deixando ela ainda mais confusa, achei que foi o filme que melhor conseguiu juntar as coisas e dar uma sensação de encerramento pra história. Foi o que mais me prendeu durante a maratona. Apesar disso, eu gostei muito da experiência. A história pode ser uma bagunça completa, mas é uma bagunça divertida.
No fim, eu só consegui terminar pensando: OXE, ENTÃO PRA QUE SERVIU TUDO QUE ACONTECEU NOS PRIMEIROS FILMES???? KKKKKKK
Se eu estiver viajando e não tiver entendido nada, por favor, alguém me explica aqui embaixo, porque pra mim ficou parecendo que eu estava assistindo a várias linhas do tempo diferentes e que cada filme era sobre um clone diferente, porque tem MUITA coisa que simplesmente não faz sentido KKKKKKK
Eu não sou familiarizado com os jogos de Resident Evil e também não assisti aos filmes anteriores derivados da franquia. Então, este comentário é totalmente baseado na experiência de alguém que foi assistir ao filme como assistiria a qualquer outro, sem um embasamento teórico ou um conhecimento aprofundado sobre a obra original. Dito isso, acho que o filme começa muito bem. Ele consegue criar um clima de tensão e comédia de uma forma bastante equilibrada. Os sustos aparecem nos momentos certos, assim como a tensão e os momentos de clímax. O problema é que, aos poucos, tudo isso vai se perdendo. Eu entendi que o diretor e os roteiristas quiseram deixar o filme com uma espécie de clima de gameplay, como se estivéssemos acompanhando o personagem passando pelas fases de um jogo, enfrentando obstáculos e tomando decisões questionáveis. É aquele tipo de situação em que você vê o personagem sendo obrigado a passar por uma porta quando claramente poderia quebrar uma janela, passar por baixo de alguma coisa ou simplesmente encontrar uma solução muito mais óbvia. Também entendi a lógica dos diversos cadeados, portas que só podem ser abertas depois de cumprir determinada tarefa, objetos que precisam ser encontrados e toda essa estrutura de “passe por essa área para conseguir abrir aquela porta”. Dentro da proposta, acho isso razoável e até funciona por um tempo. O problema é que chega uma hora em que isso começa a ficar cansativo. Se o roteiro não oferece muita coisa além dessa estrutura de obstáculo > solução > próximo obstáculo, para mim, acaba não sendo suficiente para sustentar o filme. E uma das coisas que mais me incomodou foram os personagens secundários que aparecem principalmente da metade para o final. Eles são tão caricatos, sem graça e, principalmente, tão burros, que em alguns momentos conseguiram me estressar de um jeito descomunal. Eu particularmente odeio quando personagens tomam decisões extremamente burras apenas para a história continuar, e aqui senti que isso acontece com praticamente todo mundo. Não existe muito equilíbrio nesse sentido. No fim, fiquei com a sensação de que, como jogo, Resident Evil (2026) funcionaria muito bem. Consigo facilmente imaginar essa mesma estrutura sendo bastante divertida de jogar, principalmente por causa da exploração, dos obstáculos e da sensação de estar avançando por diferentes áreas. Mas, como filme, para mim, deixou a desejar. A ideia de transformar a experiência em algo parecido com um gameplay é interessante, mas senti que o filme acabou dependendo demais disso e não conseguiu me entregar o suficiente além dessa proposta. Ainda assim, acredito que muitas pessoas vão conseguir aproveitar e apreciar o filme muito mais do que eu, principalmente quem já tem familiaridade com os jogos e com a franquia.
Faz muitoooooooooos anos, e muitos mesmo, sem exagero, que um filme não me deixa com medo enquanto eu assisto, e esse filme me deixou apavorado e ansioso durante toda a primeira parte dele. Na segunda parte, esse medo e essa angústia vão embora e ele acaba perdendo aquele sentimento que eu estava tendo, mas ainda assim foi uma ótima experiência.
Gostei de conhecer essa versão de It, mas confesso que achei uma experiência um pouco cansativa em alguns momentos, principalmente pelo ritmo mais lento. Vi alguns comentários dizendo que essa adaptação foi pensada para ser uma minissérie e, pensando nisso, até consigo entender melhor o ritmo, mas ainda assim senti que faltou um pouco mais de dinamismo para me prender completamente. Também tive certa dificuldade para me apegar aos personagens. Eu queria ter sentido mais aquele apego que faz você realmente temer que alguma coisa ruim aconteça com eles ou ficar curioso para saber como determinada situação vai terminar. <br/><br/>A personagem que eu acho que conseguiram desenvolver melhor foi a Beverly. E, mesmo assim, fico pensando o quanto disso foi realmente mérito do roteiro, porque acho que muito do medo que senti por ela veio mais da nossa própria realidade. A gente sabe o quanto meninas e mulheres podem estar vulneráveis a situações horríveis, então foi muito mais fácil para mim olhar para ela e pensar que alguma coisa ruim poderia acontecer. Com os outros personagens eu não tive tanto essa sensação.<br/><br/>Também senti que algumas atuações são bem caricatas. Não sei dizer se isso é culpa dos próprios atores, da direção ou até do estilo de atuação da época, mas em alguns momentos achei tudo tão exagerado que chegou a me dar uma certa vergonha alheia. Tem cenas em que eu estava mais desconfortável com a atuação do que assustado com o que estava acontecendo.<br/><br/>Agora, uma coisa que foi um acerto enorme foi o Tim Curry como Pennywise. Gostei muito da caracterização e principalmente da presença que ele dá ao personagem. Ele realmente consegue ser assustador e tem uma energia muito estranha toda vez que aparece. Para mim, é facilmente uma das melhores coisas dessa versão.<br/><br/>Outro acerto foram os efeitos práticos. Eu adoro efeitos práticos e acho que eles quase sempre dão um charme a mais para filmes de terror, e aqui fiquei muito surpreso com o quanto eles ainda funcionam bem. Não senti que envelheceram mal e, em vários momentos, fiquei realmente impressionado com algumas criaturas e efeitos.<br/><br/>Também fiquei pensando se essa versão é basicamente a minissérie inteira colocada em um filme de três horas ou se alguma coisa acabou sendo cortada para chegar nessa duração. Porque, se realmente existia mais tempo para trabalhar esses personagens, acho que poderiam ter aproveitado muito melhor.<br/><br/>Eu queria, por exemplo, ter visto mais do Bill lidando com a morte do Georgie. Ele claramente parece carregar uma culpa muito grande pelo que aconteceu e eu queria entender melhor como isso afetou ele e a família. A mesma coisa com o Ben. Ele perde o pai, vai morar em outra cidade e acaba entrando naquele grupo de crianças, mas eu queria ter visto mais de como ele estava lidando com tudo isso e como era a relação dele com a mãe.<br/><br/>Acho que faltou justamente isso para mim: sentir que essas crianças tinham suas próprias vidas, problemas e coisas quebradas dentro delas. Se eu tivesse conseguido me apegar mais a eles, provavelmente teria ficado muito mais preocupado quando alguma coisa acontecesse.<br/><br/>No fim, não acho que seja uma produção descartável. Dá para entender por que virou um clássico e tem coisas que funcionam muito bem, principalmente o Pennywise do Tim Curry e os efeitos práticos. Mas também achei bastante arrastado em alguns momentos e não conseguiu me prender completamente. É uma versão que eu gostei de conhecer, mas que, para mim, poderia ter sido bem mais envolvente.<br/><br/>No fim, gostei do filme e entendo completamente por que ele se tornou um clássico. Acho que, para uma produção feita para a TV e não pensada para o cinema, It é excelente e, em vários aspectos, dá de 10 a 0 em muitos filmes que foram lançados no cinema na mesma época. Só que, assistindo hoje, algumas coisas me incomodaram mais do que eu esperava, principalmente o ritmo e a dificuldade que tive para me apegar aos personagens. Ainda assim, é uma produção que tem muito mérito e que gostei de ter assistido.
O diretor não conseguiu me fazer me importar com os personagens, mas criou um ótimo clima de sedução pré-coito. Deveria investir na carreira de diretor de amor intenso. O filme é bem trash e faz você se questionar por que está assistindo a este TCC. Ótimo filme para assistir enquanto mexe no celular, faz a unha ou quando está com insônia. Me fez rir, então já ganha pontos por isso. Assista se você não se importa em perder algumas horinhas de vida. Eu, claramente, não me importo. Não vou mencionar os efeitos visuais, pois não valem nem as palavras nem o tempo. Apenas assistam para ter um gostinho da bad trip ou do completo êxtase visual, depende muito do gosto pessoal de cada um.
em específico, porque não gostei de como ela aconteceu. Não teve remorso, não teve sentimento, não teve desenvolvimento. O filme meio que me perdeu nessa parte e eu demorei para voltar a me envolver com a história.
Para fazer um filme tão longo, dava para dar mais peso e profundidade a esse acontecimento. Ficou tudo muito jogado e feio. Era melhor ter mudado o roteiro se não queriam fazer algo tão pesado como foi feito, ainda mais depois de tentarem mostrar um He-Man mais sentimental, racional e que valoriza os sentimentos.
Quero ressaltar aqui o cabelo do He-Man, pqp, perfeição.
Um filme não convencional, estranho e profundamente perturbador, mas que, para mim, falha em transformar esse desconforto em algo realmente significativo. Em nenhum momento senti que a obra tratava seus temas com a profundidade e a seriedade que eles mereciam. Tive a impressão de que o objetivo principal era apenas chocar o espectador, e, quando o choque se torna um fim em si mesmo, sem uma reflexão consistente por trás, ele perde grande parte do seu impacto.
Não sou contra filmes pesados, provocativos ou que abordem assuntos difíceis. Pelo contrário, acredito que o cinema pode e deve explorar temas desconfortáveis. O problema é que, neste caso, não encontrei uma mensagem clara, uma crítica interessante ou uma perspectiva que justificasse tudo o que foi mostrado em tela. Em vez de me fazer pensar, o filme apenas me causou repulsa.
A experiência foi tão desagradável que levei dois dias para conseguir terminá-lo. Não porque fosse um filme complexo ou desafiador intelectualmente, mas porque simplesmente não tive vontade de continuar assistindo. Reconheço que talvez exista um público que enxergue valor na proposta da obra, mas, para mim, foi uma experiência vazia, excessivamente apelativa e que não deixou nada além de desconforto.
Mother Mary, pra mim, fala sobre como duas pessoas juntas criaram uma persona abstrata, e como isso foi consumindo as duas aos poucos. É um filme extremamente emocional, mas acho que justamente por isso funciona tão bem, porque parece um sonho febril sobre amor, identidade, arte, fama e duas pessoas que se perderam uma dentro da outra. Mary não parece ser só uma pessoa de verdade, mas quase uma entidade criada pelas duas ao mesmo tempo. Uma projeta a imagem, e a outra incorpora aquilo, até chegar um momento em que elas não sabem mais onde termina uma e começa a outra. A persona cresce tanto que começa a destruir a identidade real das duas, transformando amor em uma coisa quase assustadora, porque não mostra só carinho ou romance, mas dependência emocional, obsessão, necessidade de validação, culpa, ressentimento e o peso de ter sacrificado partes de si por aquela relação e por aquela personagem que criaram juntas. O fantasma vermelho, pra mim, sendo o trauma compartilhado, a dor acumulada, a fama, a persona e o amor deformado pelas expectativas e pela codependência, onde elas não conseguem simplesmente arrancar aquilo da vida delas, porque uma ajudou a construir a identidade da outra. Existe um vínculo tão profundo, que destruir ele significaria destruir partes delas mesmas. No final, elas tem que aceitar esse laço e aprender a coexistir com ele, sem serem consumidas, do que realmente superar tudo.
exatamente esse tipo de personagem. Passei boa parte do filme irritado com ela.
Mesmo assim, achei tudo muito incrível. A forma como o filme constrói a tensão é muito eficaz. A cada cena eu sentia a situação ficando mais sufocante, quase como se o filme estivesse me empurrando junto com a personagem para um lugar cada vez pior.
O que mais me marcou foi essa sensação constante de agonia. Ansiedade, desespero, raiva… o filme vai acumulando tudo isso até ficar quase insuportável de assistir. É uma experiência bem intensa, daquelas que mexem com a gente justamente porque exploram tudo que existe de mais desagradável e humano nas pessoas.
Curti bastante. Gosto muito de filmes que exploram os bastidores de cantoras pop e esse lado meio decadente da indústria musical, como Vox Lux e Sorria 2. Sempre me interessa ver como essas histórias mostram o contraste entre o glamour que a gente vê e o que realmente acontece por trás da imagem pública.
No caso desse filme, gostei de como ele mostra que a artista ainda não chegou “lá”, mas está nesse processo de tentar chegar. E, para conseguir isso, ela precisa ir se apagando aos poucos e se moldando ao que a indústria quer, virando quase um produto higienizado pronto para consumo. O filme toca bem nesse ponto de como a indústria cria e controla a imagem das estrelas, e como muitas vezes a pessoa real vai ficando em segundo plano.
Meu único ponto negativo é o final. Achei corrido e meio mal desenvolvido, como se o filme não tivesse tempo suficiente para fechar as ideias que ele mesmo levanta (talvez até falta de orçamento, quem sabe kkk).
No geral, acho que o mais interessante é que daria para tirar a Charli da história e colocar praticamente qualquer artista no lugar. Isso reforça a ideia central do filme: nem sempre o que a gente recebe é a visão real do artista, mas sim uma imagem cuidadosamente construída para vender.
Às vezes, construímos muros tão grossos e tão altos que, quando percebemos, já é tarde demais. Precisamos criar forças que nem sabíamos que tínhamos na tentativa de derrubar esse muro e entender que, dentro dele, não estamos nos protegendo da dor, mas, sim, nos mantendo confortáveis com ela. Pois, dentro e fora do muro, a dor está presente. Porém, se nos isolarmos, vamos perdendo até os momentos de felicidade, a ponto de não nos reconhecermos e, até, nos perdermos. Como minha escritora favorita, Sylvia Plath, disse: 'Sendo lentamente cozida pelo meu próprio ar viciado.'
Acabei o filme com uma angústia enorme. Eu não conhecia a história do músico nem do filme, assisti às cegas. Achei que seria mais uma história de amor clichê, mas acabei em posição fetal, pensativo. Fiz vários links com a situação atual do mundo e com o filme, e isso fez minha angústia crescer ainda mais. Ver como os nazistas espalhavam fake news na época e como isso é feito hoje em dia da mesma forma e com as mesmas mentiras me assusta muito. Acabei o filme com a sensação de que repetiremos o passado de uma forma ou de outra, e isso me deixa muito triste e desesperançoso.
Meu Deus, eu odiei o primeiro filme, mas esse segundo superou todas as minhas expectativas. Ele foi perfeito! Eu amo esse enredo de ver os bastidores de uma diva pop misturado com drama e terror. Perfeito! Foi tudo o que eu queria ver e muito mais.
Eu, particularmente, não mudaria nada neste filme. Gostei dessa ambiguidade de não saber o que é real e o que é apenas imaginação. Não deixou o filme chato nem pedante, como alguns fazem. Não sei se é porque sou tão encantado com os bastidores de um artista, mas esse filme me envolveu de uma forma tão fluida que duas horas passaram voando. Está ali, pertinho de Fox Lux pra mim, que tem o mesmo tema, mas são histórias diferentes. Sempre lembro do trecho de Sylvia Plath que diz: 'Não teria feito a menor diferença se ela tivesse me dado uma passagem para a Europa ou um cruzeiro ao redor do mundo, porque onde quer que eu estivesse – fosse o convés de um navio, um café parisiense ou Bangkok – estaria sempre sob a mesma redoma de vidro, sendo lentamente cozida em meu próprio ar viciado.'
E é bem assim a vida de uma pessoa comum que vive com algum adoecimento mental, mas deve ser muito foda também para um artista, que tem que estar sempre sorrindo, enquanto a mente está uma grande merda. Aí eu poderia ficar horas falando sobre esse filme, amei toda essa alegoria. A forma como ele captura a fragilidade e o caos da mente humana
Início promissor, meio cansativo e final com algumas surpresas, mas no geral, é previsível. Não aguentava mais ouvir o cara falando na cabeça delas, mas os últimos 3 minutos me deram uma luz. Não sei se gostei, nem sei se desgostei. Para mim, ainda é complexo, porque vou julgar a experiência pelos últimos 3 ou 5 minutos finais, que realmente me impactaram, mas não sei se todo o percurso valeu a pena. Acho que vai de cada um decidir, se for levar o que Miley Cyrus diz em The Climb ao pé da letra: 'O importante não é o quão rápido eu vou chegar lá, o importante não é o que está esperando do outro lado, é a escalada.' Esse percurso foi cansativo, mas a vista... chef’s kiss.
Fico triste por levar filmes bobos tão a sério. Pelo enredo, já dá para perceber que é um filme feito para distrair a mente e não para ser levado a sério, mas passei o filme inteiro pensando: 'Isso não faz sentido, isso jamais aconteceria, jamais permitiriam que essa pessoa fizesse isso, ainda mais sozinha.' Acabo estragando toda a experiência por tentar achar lógica em um filme que foi feito justamente para não ter lógica. Acho que estou ficando muito adulto e não consigo mais embarcar em coisas que foram feitas para não serem levadas a sério. Termino filmes assim triste comigo mesmo
Achei o filme incrível! Ele começou muito bem, mas depois que o grande plot se revela, ele se torna um pastiche e perde um pouco o rumo. Nesse momento, ele me perdeu um pouco, mas tudo volta aos trilhos algum tempo depois. Não é um filme que, na minha visão, deva ser assistido com muita profundidade, apesar da mensagem que passa: "cure sua criança interior e pare de tentar agradar seus pais; você não é mais criança e não deve nada a eles."
Me diverti muito assistindo ao filme e me encantei com a atriz que faz a Abigail; ela conseguiu carregar o filme nas costas e parecia estar se divertindo bastante. Pensei que o filme seria mais leve por ter uma atriz tão jovem interpretando a Abigail, mas ele foi gore na medida certa e não poupou muita coisa, me surpreendendo bastante. Gostei muito!
Este filme é uma mistura de tesão, culpa, tristeza e ansiedade. Eu gostaria de escrever mais sobre ele, mas acabei de assistir e ele me deixou atordoado. Não consigo encontrar uma palavra para definir, mas não estou bem.
Que filme incrível, fantástico, verdadeiramente surpreendente.
Não é uma história original; já a vimos ser contada outras vezes, mas a forma única e perturbadora de narrar essa história foi a cereja do bolo. As referências a Rocky Horror Picture Show e a Harry Potter trazem um ar nostálgico para a trama. Os atores são incríveis, o figurino, a fotografia, etc., tornam a experiência ainda mais deliciosa.
O traço narcisista de Oliver, explícito desde o início do filme quando ele começa dizendo "I love him", e nos cortes que deixam claro que ele está falando de si próprio, não de Felix, pois só aparecem imagens dele, me fez ter um orgasmo de tão sutil e explícito na mesma dosagem, deixando claro as intenções do personagem nos primeiros minutos do filme.
E a forma sincera dele sofrer pela morte de Felix, dizendo "eu amava ele, mas às vezes eu odiava ele" porque ele amava tanto ao ponto de querer ser ele, possuir ele, ter tudo que ele tem. Eu poderia ficar aqui escrevendo horas e horas sobre o quanto eu amei esse filme, mas estou igual àquele meme: "ninguém aguenta mais só história de gay sofrendo. queremos mais gays assim, gays empinando de moto, gay dando tiro, etc."
Talvez seja isso que o diretor e o roteirista quiseram transmitir, mostrando que, por mais que a atriz tentasse se infiltrar na vida familiar e compreender o que realmente acontece ali, são tantas camadas que ela não consegue ultrapassar a superficialidade
Resident Evil 6: O Capítulo Final
3.0 956 Assista Agora⚠️ Aviso de Spoilers ⚠️
Terminei a saga Resident Evil numa maratona e, sinceramente, eu não sei nem por onde começar, porque quanto mais eu tento entender, mais ela parecia não fazer sentido KKKKKKK.
No primeiro filme, a gente tem a Alice, o Spence, a traição, o vírus sendo liberado e toda aquela história de que eles estavam envolvidos com a Umbrella e que ele tinha traído ela pra roubar o T-vírus. Aí você vai entendendo a história junto com ela, conforme as memórias vão voltando, e parece tudo muito bem amarradinho.
SÓ QUE AÍ VÊM OS OUTROS FILMES E ELES SIMPLESMENTE VÃO REESCREVENDO A PRÓPRIA HISTÓRIA.
No segundo filme, o Dr. Charles Ashford, que é cadeirante, fala que criou o T-vírus pra tentar ajudar a filha dele, Angela, que tinha uma doença e não conseguia andar direito. Beleza, essa era a origem do vírus.
Aí chega o sexto filme e descobrimos que NÃO, na verdade a origem de tudo estava ligada à Alicia Marcus, filha de um dos fundadores da Umbrella, que tinha outra doença completamente diferente e foi por causa dela que o vírus foi desenvolvido.
E aí vem a parte que mais me pegou: a Alice que a gente acompanhou a saga inteira era um clone da Alicia. Então, de repente, tudo que parecia ser sobre a Alice era sobre uma história que foi inventada depois pra encaixar ela no centro de tudo.
E ainda tem a questão do sangue dela ser praticamente a chave pra cura do vírus. Mas, se a Umbrella tinha criado um monte de clones da Alice, por que exatamente ela era tão especial? Por que ela era a única que dava certo? Por que o sangue dela era tão diferente? O filme simplesmente fala que era e pronto KKKKKKK
E outra coisa que eu fiquei pensando: se o Wesker queria tomar o controle completo da Umbrella, por que ele simplesmente não dava um jeito de eliminar a Alicia de vez e acabava com o problema? A mulher era praticamente a dona da empresa e ainda estava viva, então qual era exatamente a dificuldade? KKKKKKK
E o primeiro filme fica ainda mais estranho depois de assistir tudo. Porque, naquele momento, parece que a Alice tinha um plano pra acabar com a Umbrella, o Spence trai ela, rouba o vírus e tudo acontece por causa disso. Depois, os filmes vão colocando outras explicações e parece que você tá assistindo a uma história sendo reescrita conforme eles precisam.
Acho que esse foi o maior problema pra mim fazendo a maratona. Assistindo um filme por vez ao longo dos anos, talvez essas revelações funcionassem muito melhor, mas, vendo tudo seguido, dá pra perceber MUITO que eles foram inventando coisa no caminho e tentando amarrar depois.
Agora, falando sobre o sexto especificamente, ele foi o meu favorito, o mais amarrado e divertido de assistir. Mesmo criando outra mitologia para a saga e deixando ela ainda mais confusa, achei que foi o filme que melhor conseguiu juntar as coisas e dar uma sensação de encerramento pra história. Foi o que mais me prendeu durante a maratona.
Apesar disso, eu gostei muito da experiência. A história pode ser uma bagunça completa, mas é uma bagunça divertida.
No fim, eu só consegui terminar pensando: OXE, ENTÃO PRA QUE SERVIU TUDO QUE ACONTECEU NOS PRIMEIROS FILMES???? KKKKKKK
Se eu estiver viajando e não tiver entendido nada, por favor, alguém me explica aqui embaixo, porque pra mim ficou parecendo que eu estava assistindo a várias linhas do tempo diferentes e que cada filme era sobre um clone diferente, porque tem MUITA coisa que simplesmente não faz sentido KKKKKKK
Resident Evil
3.6 217Eu não sou familiarizado com os jogos de Resident Evil e também não assisti aos filmes anteriores derivados da franquia. Então, este comentário é totalmente baseado na experiência de alguém que foi assistir ao filme como assistiria a qualquer outro, sem um embasamento teórico ou um conhecimento aprofundado sobre a obra original.
Dito isso, acho que o filme começa muito bem. Ele consegue criar um clima de tensão e comédia de uma forma bastante equilibrada. Os sustos aparecem nos momentos certos, assim como a tensão e os momentos de clímax. O problema é que, aos poucos, tudo isso vai se perdendo.
Eu entendi que o diretor e os roteiristas quiseram deixar o filme com uma espécie de clima de gameplay, como se estivéssemos acompanhando o personagem passando pelas fases de um jogo, enfrentando obstáculos e tomando decisões questionáveis. É aquele tipo de situação em que você vê o personagem sendo obrigado a passar por uma porta quando claramente poderia quebrar uma janela, passar por baixo de alguma coisa ou simplesmente encontrar uma solução muito mais óbvia.
Também entendi a lógica dos diversos cadeados, portas que só podem ser abertas depois de cumprir determinada tarefa, objetos que precisam ser encontrados e toda essa estrutura de “passe por essa área para conseguir abrir aquela porta”. Dentro da proposta, acho isso razoável e até funciona por um tempo.
O problema é que chega uma hora em que isso começa a ficar cansativo. Se o roteiro não oferece muita coisa além dessa estrutura de obstáculo > solução > próximo obstáculo, para mim, acaba não sendo suficiente para sustentar o filme.
E uma das coisas que mais me incomodou foram os personagens secundários que aparecem principalmente da metade para o final. Eles são tão caricatos, sem graça e, principalmente, tão burros, que em alguns momentos conseguiram me estressar de um jeito descomunal. Eu particularmente odeio quando personagens tomam decisões extremamente burras apenas para a história continuar, e aqui senti que isso acontece com praticamente todo mundo. Não existe muito equilíbrio nesse sentido.
No fim, fiquei com a sensação de que, como jogo, Resident Evil (2026) funcionaria muito bem. Consigo facilmente imaginar essa mesma estrutura sendo bastante divertida de jogar, principalmente por causa da exploração, dos obstáculos e da sensação de estar avançando por diferentes áreas.
Mas, como filme, para mim, deixou a desejar. A ideia de transformar a experiência em algo parecido com um gameplay é interessante, mas senti que o filme acabou dependendo demais disso e não conseguiu me entregar o suficiente além dessa proposta.
Ainda assim, acredito que muitas pessoas vão conseguir aproveitar e apreciar o filme muito mais do que eu, principalmente quem já tem familiaridade com os jogos e com a franquia.
Backrooms: Um Não-Lugar
3.2 470 Assista AgoraFaz muitoooooooooos anos, e muitos mesmo, sem exagero, que um filme não me deixa com medo enquanto eu assisto, e esse filme me deixou apavorado e ansioso durante toda a primeira parte dele. Na segunda parte, esse medo e essa angústia vão embora e ele acaba perdendo aquele sentimento que eu estava tendo, mas ainda assim foi uma ótima experiência.
It: Uma Obra Prima do Medo
3.5 1,3KGostei de conhecer essa versão de It, mas confesso que achei uma experiência um pouco cansativa em alguns momentos, principalmente pelo ritmo mais lento. Vi alguns comentários dizendo que essa adaptação foi pensada para ser uma minissérie e, pensando nisso, até consigo entender melhor o ritmo, mas ainda assim senti que faltou um pouco mais de dinamismo para me prender completamente. Também tive certa dificuldade para me apegar aos personagens. Eu queria ter sentido mais aquele apego que faz você realmente temer que alguma coisa ruim aconteça com eles ou ficar curioso para saber como determinada situação vai terminar.
<br/><br/>A personagem que eu acho que conseguiram desenvolver melhor foi a Beverly. E, mesmo assim, fico pensando o quanto disso foi realmente mérito do roteiro, porque acho que muito do medo que senti por ela veio mais da nossa própria realidade. A gente sabe o quanto meninas e mulheres podem estar vulneráveis a situações horríveis, então foi muito mais fácil para mim olhar para ela e pensar que alguma coisa ruim poderia acontecer. Com os outros personagens eu não tive tanto essa sensação.<br/><br/>Também senti que algumas atuações são bem caricatas. Não sei dizer se isso é culpa dos próprios atores, da direção ou até do estilo de atuação da época, mas em alguns momentos achei tudo tão exagerado que chegou a me dar uma certa vergonha alheia. Tem cenas em que eu estava mais desconfortável com a atuação do que assustado com o que estava acontecendo.<br/><br/>Agora, uma coisa que foi um acerto enorme foi o Tim Curry como Pennywise. Gostei muito da caracterização e principalmente da presença que ele dá ao personagem. Ele realmente consegue ser assustador e tem uma energia muito estranha toda vez que aparece. Para mim, é facilmente uma das melhores coisas dessa versão.<br/><br/>Outro acerto foram os efeitos práticos. Eu adoro efeitos práticos e acho que eles quase sempre dão um charme a mais para filmes de terror, e aqui fiquei muito surpreso com o quanto eles ainda funcionam bem. Não senti que envelheceram mal e, em vários momentos, fiquei realmente impressionado com algumas criaturas e efeitos.<br/><br/>Também fiquei pensando se essa versão é basicamente a minissérie inteira colocada em um filme de três horas ou se alguma coisa acabou sendo cortada para chegar nessa duração. Porque, se realmente existia mais tempo para trabalhar esses personagens, acho que poderiam ter aproveitado muito melhor.<br/><br/>Eu queria, por exemplo, ter visto mais do Bill lidando com a morte do Georgie. Ele claramente parece carregar uma culpa muito grande pelo que aconteceu e eu queria entender melhor como isso afetou ele e a família. A mesma coisa com o Ben. Ele perde o pai, vai morar em outra cidade e acaba entrando naquele grupo de crianças, mas eu queria ter visto mais de como ele estava lidando com tudo isso e como era a relação dele com a mãe.<br/><br/>Acho que faltou justamente isso para mim: sentir que essas crianças tinham suas próprias vidas, problemas e coisas quebradas dentro delas. Se eu tivesse conseguido me apegar mais a eles, provavelmente teria ficado muito mais preocupado quando alguma coisa acontecesse.<br/><br/>No fim, não acho que seja uma produção descartável. Dá para entender por que virou um clássico e tem coisas que funcionam muito bem, principalmente o Pennywise do Tim Curry e os efeitos práticos. Mas também achei bastante arrastado em alguns momentos e não conseguiu me prender completamente. É uma versão que eu gostei de conhecer, mas que, para mim, poderia ter sido bem mais envolvente.<br/><br/>No fim, gostei do filme e entendo completamente por que ele se tornou um clássico. Acho que, para uma produção feita para a TV e não pensada para o cinema, It é excelente e, em vários aspectos, dá de 10 a 0 em muitos filmes que foram lançados no cinema na mesma época. Só que, assistindo hoje, algumas coisas me incomodaram mais do que eu esperava, principalmente o ritmo e a dificuldade que tive para me apegar aos personagens. Ainda assim, é uma produção que tem muito mérito e que gostei de ter assistido.
Pânico a Bordo
1.5 31 Assista AgoraO diretor não conseguiu me fazer me importar com os personagens, mas criou um ótimo clima de sedução pré-coito. Deveria investir na carreira de diretor de amor intenso.
O filme é bem trash e faz você se questionar por que está assistindo a este TCC. Ótimo filme para assistir enquanto mexe no celular, faz a unha ou quando está com insônia. Me fez rir, então já ganha pontos por isso.
Assista se você não se importa em perder algumas horinhas de vida. Eu, claramente, não me importo.
Não vou mencionar os efeitos visuais, pois não valem nem as palavras nem o tempo. Apenas assistam para ter um gostinho da bad trip ou do completo êxtase visual, depende muito do gosto pessoal de cada um.
Mestres do Universo
3.2 463 Assista AgoraFilme divertido e que não fica se levando a sério. As piadinhas são questionáveis, mas fazem toda a diferença. Amei a trilha sonora!
Particularmente, eu cortaria uns 30 ou 40 minutos do filme. Não gostei de uma
morte
Para fazer um filme tão longo, dava para dar mais peso e profundidade a esse acontecimento. Ficou tudo muito jogado e feio. Era melhor ter mudado o roteiro se não queriam fazer algo tão pesado como foi feito, ainda mais depois de tentarem mostrar um He-Man mais sentimental, racional e que valoriza os sentimentos.
Quero ressaltar aqui o cabelo do He-Man, pqp, perfeição.
Obsessão
3.9 944 Assista AgoraNão consigo colocar em palavras o desprezo que sinto pelo Bear.
Odiei o final, porque ele sofreu muito pouco, e o sofrimento da coitada da Nikki está só começando.
Sem Cortes
3.2 9 Assista AgoraUm filme não convencional, estranho e profundamente perturbador, mas que, para mim, falha em transformar esse desconforto em algo realmente significativo. Em nenhum momento senti que a obra tratava seus temas com a profundidade e a seriedade que eles mereciam. Tive a impressão de que o objetivo principal era apenas chocar o espectador, e, quando o choque se torna um fim em si mesmo, sem uma reflexão consistente por trás, ele perde grande parte do seu impacto.
Não sou contra filmes pesados, provocativos ou que abordem assuntos difíceis. Pelo contrário, acredito que o cinema pode e deve explorar temas desconfortáveis. O problema é que, neste caso, não encontrei uma mensagem clara, uma crítica interessante ou uma perspectiva que justificasse tudo o que foi mostrado em tela. Em vez de me fazer pensar, o filme apenas me causou repulsa.
A experiência foi tão desagradável que levei dois dias para conseguir terminá-lo. Não porque fosse um filme complexo ou desafiador intelectualmente, mas porque simplesmente não tive vontade de continuar assistindo. Reconheço que talvez exista um público que enxergue valor na proposta da obra, mas, para mim, foi uma experiência vazia, excessivamente apelativa e que não deixou nada além de desconforto.
Mother Mary
2.6 34Mother Mary, pra mim, fala sobre como duas pessoas juntas criaram uma persona abstrata, e como isso foi consumindo as duas aos poucos. É um filme extremamente emocional, mas acho que justamente por isso funciona tão bem, porque parece um sonho febril sobre amor, identidade, arte, fama e duas pessoas que se perderam uma dentro da outra.
Mary não parece ser só uma pessoa de verdade, mas quase uma entidade criada pelas duas ao mesmo tempo. Uma projeta a imagem, e a outra incorpora aquilo, até chegar um momento em que elas não sabem mais onde termina uma e começa a outra. A persona cresce tanto que começa a destruir a identidade real das duas, transformando amor em uma coisa quase assustadora, porque não mostra só carinho ou romance, mas dependência emocional, obsessão, necessidade de validação, culpa, ressentimento e o peso de ter sacrificado partes de si por aquela relação e por aquela personagem que criaram juntas.
O fantasma vermelho, pra mim, sendo o trauma compartilhado, a dor acumulada, a fama, a persona e o amor deformado pelas expectativas e pela codependência, onde elas não conseguem simplesmente arrancar aquilo da vida delas, porque uma ajudou a construir a identidade da outra. Existe um vínculo tão profundo, que destruir ele significaria destruir partes delas mesmas. No final, elas tem que aceitar esse laço e aprender a coexistir com ele, sem serem consumidas, do que realmente superar tudo.
Faça Ela Voltar
3.8 792 Assista AgoraAgonizante. Eu normalmente não gosto de filmes que me fazem sentir raiva de um personagem,
e a Laura é
Mesmo assim, achei tudo muito incrível. A forma como o filme constrói a tensão é muito eficaz. A cada cena eu sentia a situação ficando mais sufocante, quase como se o filme estivesse me empurrando junto com a personagem para um lugar cada vez pior.
O que mais me marcou foi essa sensação constante de agonia. Ansiedade, desespero, raiva… o filme vai acumulando tudo isso até ficar quase insuportável de assistir. É uma experiência bem intensa, daquelas que mexem com a gente justamente porque exploram tudo que existe de mais desagradável e humano nas pessoas.
The Moment
3.1 23 Assista AgoraCurti bastante. Gosto muito de filmes que exploram os bastidores de cantoras pop e esse lado meio decadente da indústria musical, como Vox Lux e Sorria 2. Sempre me interessa ver como essas histórias mostram o contraste entre o glamour que a gente vê e o que realmente acontece por trás da imagem pública.
No caso desse filme, gostei de como ele mostra que a artista ainda não chegou “lá”, mas está nesse processo de tentar chegar. E, para conseguir isso, ela precisa ir se apagando aos poucos e se moldando ao que a indústria quer, virando quase um produto higienizado pronto para consumo. O filme toca bem nesse ponto de como a indústria cria e controla a imagem das estrelas, e como muitas vezes a pessoa real vai ficando em segundo plano.
Meu único ponto negativo é o final. Achei corrido e meio mal desenvolvido, como se o filme não tivesse tempo suficiente para fechar as ideias que ele mesmo levanta (talvez até falta de orçamento, quem sabe kkk).
No geral, acho que o mais interessante é que daria para tirar a Charli da história e colocar praticamente qualquer artista no lugar. Isso reforça a ideia central do filme: nem sempre o que a gente recebe é a visão real do artista, mas sim uma imagem cuidadosamente construída para vender.
Meu Primeiro Amor
3.9 1,8KTrauma
Bugonia
3.6 566 Assista Agorahm kkkkk
Atraídas Pelo Perigo
3.2 173muito divertido
Pink Floyd - The Wall
4.4 708Às vezes, construímos muros tão grossos e tão altos que, quando percebemos, já é tarde demais. Precisamos criar forças que nem sabíamos que tínhamos na tentativa de derrubar esse muro e entender que, dentro dele, não estamos nos protegendo da dor, mas, sim, nos mantendo confortáveis com ela. Pois, dentro e fora do muro, a dor está presente. Porém, se nos isolarmos, vamos perdendo até os momentos de felicidade, a ponto de não nos reconhecermos e, até, nos perdermos. Como minha escritora favorita, Sylvia Plath, disse: 'Sendo lentamente cozida pelo meu próprio ar viciado.'
Cabaret
4.2 264 Assista AgoraAcabei o filme com uma angústia enorme. Eu não conhecia a história do músico nem do filme, assisti às cegas. Achei que seria mais uma história de amor clichê, mas acabei em posição fetal, pensativo. Fiz vários links com a situação atual do mundo e com o filme, e isso fez minha angústia crescer ainda mais. Ver como os nazistas espalhavam fake news na época e como isso é feito hoje em dia da mesma forma e com as mesmas mentiras me assusta muito. Acabei o filme com a sensação de que repetiremos o passado de uma forma ou de outra, e isso me deixa muito triste e desesperançoso.
Sorria 2
3.3 614 Assista AgoraMeu Deus, eu odiei o primeiro filme, mas esse segundo superou todas as minhas expectativas. Ele foi perfeito! Eu amo esse enredo de ver os bastidores de uma diva pop misturado com drama e terror. Perfeito! Foi tudo o que eu queria ver e muito mais.
Eu, particularmente, não mudaria nada neste filme. Gostei dessa ambiguidade de não saber o que é real e o que é apenas imaginação. Não deixou o filme chato nem pedante, como alguns fazem. Não sei se é porque sou tão encantado com os bastidores de um artista, mas esse filme me envolveu de uma forma tão fluida que duas horas passaram voando. Está ali, pertinho de Fox Lux pra mim, que tem o mesmo tema, mas são histórias diferentes. Sempre lembro do trecho de Sylvia Plath que diz: 'Não teria feito a menor diferença se ela tivesse me dado uma passagem para a Europa ou um cruzeiro ao redor do mundo, porque onde quer que eu estivesse – fosse o convés de um navio, um café parisiense ou Bangkok – estaria sempre sob a mesma redoma de vidro, sendo lentamente cozida em meu próprio ar viciado.'
E é bem assim a vida de uma pessoa comum que vive com algum adoecimento mental, mas deve ser muito foda também para um artista, que tem que estar sempre sorrindo, enquanto a mente está uma grande merda. Aí eu poderia ficar horas falando sobre esse filme, amei toda essa alegoria. A forma como ele captura a fragilidade e o caos da mente humana
Herege
3.4 699 Assista AgoraInício promissor, meio cansativo e final com algumas surpresas, mas no geral, é previsível. Não aguentava mais ouvir o cara falando na cabeça delas, mas os últimos 3 minutos me deram uma luz. Não sei se gostei, nem sei se desgostei. Para mim, ainda é complexo, porque vou julgar a experiência pelos últimos 3 ou 5 minutos finais, que realmente me impactaram, mas não sei se todo o percurso valeu a pena. Acho que vai de cada um decidir, se for levar o que Miley Cyrus diz em The Climb ao pé da letra: 'O importante não é o quão rápido eu vou chegar lá, o importante não é o que está esperando do outro lado, é a escalada.' Esse percurso foi cansativo, mas a vista... chef’s kiss.
Armadilha
2.7 881 Assista AgoraFico triste por levar filmes bobos tão a sério. Pelo enredo, já dá para perceber que é um filme feito para distrair a mente e não para ser levado a sério, mas passei o filme inteiro pensando: 'Isso não faz sentido, isso jamais aconteceria, jamais permitiriam que essa pessoa fizesse isso, ainda mais sozinha.' Acabo estragando toda a experiência por tentar achar lógica em um filme que foi feito justamente para não ter lógica. Acho que estou ficando muito adulto e não consigo mais embarcar em coisas que foram feitas para não serem levadas a sério. Termino filmes assim triste comigo mesmo
Abigail
3.1 488Achei o filme incrível! Ele começou muito bem, mas depois que o grande plot se revela, ele se torna um pastiche e perde um pouco o rumo. Nesse momento, ele me perdeu um pouco, mas tudo volta aos trilhos algum tempo depois. Não é um filme que, na minha visão, deva ser assistido com muita profundidade, apesar da mensagem que passa: "cure sua criança interior e pare de tentar agradar seus pais; você não é mais criança e não deve nada a eles."
Me diverti muito assistindo ao filme e me encantei com a atriz que faz a Abigail; ela conseguiu carregar o filme nas costas e parecia estar se divertindo bastante. Pensei que o filme seria mais leve por ter uma atriz tão jovem interpretando a Abigail, mas ele foi gore na medida certa e não poupou muita coisa, me surpreendendo bastante. Gostei muito!
Femme
3.8 67Este filme é uma mistura de tesão, culpa, tristeza e ansiedade. Eu gostaria de escrever mais sobre ele, mas acabei de assistir e ele me deixou atordoado. Não consigo encontrar uma palavra para definir, mas não estou bem.
Saltburn
3.5 937Que filme incrível, fantástico, verdadeiramente surpreendente.
Não é uma história original; já a vimos ser contada outras vezes, mas a forma única e perturbadora de narrar essa história foi a cereja do bolo. As referências a Rocky Horror Picture Show e a Harry Potter trazem um ar nostálgico para a trama. Os atores são incríveis, o figurino, a fotografia, etc., tornam a experiência ainda mais deliciosa.
O traço narcisista de Oliver, explícito desde o início do filme quando ele começa dizendo "I love him", e nos cortes que deixam claro que ele está falando de si próprio, não de Felix, pois só aparecem imagens dele, me fez ter um orgasmo de tão sutil e explícito na mesma dosagem, deixando claro as intenções do personagem nos primeiros minutos do filme.
E a forma sincera dele sofrer pela morte de Felix, dizendo "eu amava ele, mas às vezes eu odiava ele" porque ele amava tanto ao ponto de querer ser ele, possuir ele, ter tudo que ele tem. Eu poderia ficar aqui escrevendo horas e horas sobre o quanto eu amei esse filme, mas estou igual àquele meme: "ninguém aguenta mais só história de gay sofrendo. queremos mais gays assim, gays empinando de moto, gay dando tiro, etc."
Segredos de um Escândalo
3.4 401 Assista AgoraAchei raso, raso, raso.
Talvez seja isso que o diretor e o roteirista quiseram transmitir, mostrando que, por mais que a atriz tentasse se infiltrar na vida familiar e compreender o que realmente acontece ali, são tantas camadas que ela não consegue ultrapassar a superficialidade
, acabando por se frustrar ao gravar as cenas da "biografia", representadas pela cena da cobra.
Clube da Luta
4.5 4,9K Assista Agoraeu já sabia do plot, mas os 10 segundos finais me deixaram com um nó na garganta e toda vez que eu penso no filme esse nó volta.