Tantas coisas para dizer sobre este filme. Um longa verdade, com visual realista, cru, sem firulas na fotografia, com uma direção de arte sutil que monta cenários autênticos e críveis.
O roteiro é também é construído de forma interessante, criando uma história que é ao mesmo tempo cômica e suspense. Afinal de constas, são pessoas comuns, vítimas movidas por raiva, por ódio, pelo sentimento de vingança contra aquele que os torturou, mas ao mesmo tempo incapazes de fazer igual. O longa pode ser um pouco maniqueísta, sim, mas é um maniqueísmo real.
Sonhos de Trem e Hamnet têm a mesma premissa. Pais que vivem ausentes para ganhar a vida, perdendo o crescimento dos filhos e, por fim, vivendo o luto e a culpa. Ainda que Hamnet seja melhor, Sonhos de Trem tem algo de atual. Enquanto em Hamnet, Shakespeare vive longe para viver seu sonho e sua real natureza, em Sonhos de Trem, Robert Grainier se ausenta contra sua vontade, contra se natureza, por necessidades financeiras. Ele perde tudo enquanto buscava sustento para tudo, criando um paradoxo de culpa e luto.
Ainda que eu também considere a fotografia de Hamnet melhor que a de Valor Sentimental, o trabalho de Adolpho Veloso é impecável. As tomadas escolhidas, a iluminação, os movimentos sutis, fazem parte da melancolia do filme, ajudam a compor seu propósito de uma forma imersiva.
Enfim, um filme triste, atual e realista. Um dos melhores da temporada do Oscar desse ano.
Pra mim, o pior filme dessa temporada do Oscar. É bom tecnicamente, a atuação do Chalament realmente é interessante, mas o filme não consegue cativar. Na verdade, o protagonista não cativa. Ao longo do filme, só conseguia me lembrar de Jóias Brutas. A idéia é mais ou menos a mesma. Em ambos os filmes, os protagonistas são FDP, embos eles querem se dar bem a qualquer custo... a diferença é que Adam Sandler consegue cativar o expectador. Chalamet não (e a culpa nem é dele, mas do roteiro).
O final é frustrante ao mesmo tempo que já era o esperado. Enfim, não assistiria novamente.
O filme tem uma premissa interessante, aborda um tema atual de forma satírica, mas deixa a desejar de alguma forma. Precisaria assistir de novo para opinar melhor.
Eu não conheço o original, então naõ posso fazer comparações. De modo geral, gostei do longa. Não é o tipo de filme que me cativa, tem personagens rasos em suas construções, alguns subterfúgios de rooteiro que não convencem. Mas é divertido de assistir, tem um cenário imersivo e boas cenas de ação.
Duas palavras para descrever esse filme: beleza e dor.
Cada take do longa é uma pintura, uma obra de arte, com cenário milimetricamente construídos, iluminação impecável, paleta de cores muito bem escolhida. É bonito, mas é uma beleza fria, melancólica, triste mesmo.
Já o roteiro trás um tema que é pesado e universal. Trata de um sentimento que todos têm ou terão um dia: o luto. E é bonito como cada um ali lida com o luto à sua própria maneira. Uma filme é uma fábrica de lágrimas.
Em uma palavra: bizarro. Quando a realidade cria uma bizarrice que só a ficção seria capaz de fazer. O documentário em si não tem nada de mais, mas a história, o fato, a realidade é bizarra. Dei 5 estrelas só porque me fez ver que as pessoas são mais doentes do que se pode imaginar.
Não sei quantas vezes assistir a Saneamento Básico, mas fazia tempo que não via. É um filme excelente, metalinguístico, que tráz o cinema para dentro do cinema. Uma homenagem brasileira à sétima arte, mas sem grandiosidade: o cinema como arte popular, cabível a todos. Os personagens são carismáticos, muito bem desenvolvidos, com atuações ótimas. É impressionante como todos se encaixam muito bem.
É um filme brasileiro que foge aos padrões: não se passa nem no nordeste, nem no eixo Rio-São Paulo, mas no interior do Rio Grande do Sul; não se trata de pobreza extrema, mas da pobreza das comunidades simples que necessitam do estado para se estruturar; não tem violência explícita, mas a violência do estado que usurpa a população. Enfim, é divertido, singelo, emocionante e cativante.
As pessoas aqui embaixo do meu comentário reclamando do filme, mas não entenderam que a proposta do Coppola era fazer o Drácula tal qual ele está no livro (misturando fatos históricos que não estão no livro). Para aqueles que não gostaram da forma como Drácula e a trama foram apresentados: leiam o livro. A história é exatamente assim. Drácula é este ser lânguido e SEM NENHUMA MOTIVAÇÃO, Harker é de fato um personagem sem graça, Mina é a pura ingenuidade... enfim, ainda que o filme acrescente um contexto para o vampiro (que não existe no livro), todo o resto é extremamente fiel ao livro.
Mas falta um gênero que o especifique: - não é bem um filme de natal, pois apenas se passa no natal; - não é um filme de assalto, pois não se aprofunda na trama do planejamento da ação; - não é uma comédia romântica, pois tem muito pouco de comédia (ou tenta, mas o humor não funciona) e não é romântica, pois não existe química entre os protagonistas.
Fora isso, é cheio de cenas clichê. Poderia citar umas 10 aqui.
Pode até ser minimamente divertido, mas não vale a pena. Existem coisas melhores por aí para passar o tempo.
Um filme que tinha potencial, mas que foi mal aproveitado. Muitas explicações nas bocas dos personagens que poderiam ter sido demonstradas de outra forma que não diálogos. Mas as imagens são bonitas, a caracterização dos personagens são bem feitas e os cenários interessantes. Mas os personagens são fracos e estereotipados, o roteiro possui lacunas (assim como os roteiros do Shyamalan pai) e o final é bem fraco.
Uma história para crianças feita para adultos. Ou uma história para adultos feita com recursos de filmes infantis.
O filme não me cativou totalmente a ponto de me emocionar. Mas fez com que eu me identificasse muito facilmente com o protagonista: quem viveu um término sabe o que ele está passando.
O filme usa da metáfora do astronauta solitário para ilustrar um casal em crise, prestes a terminar. A solidão de ambos, mesmo estando juntos; a percepção de que nunca se conheceram etc.
Gosto da metáfora, gosto do auterego do protagonista... gosto da ficção científica bem produzida e realista. E gosto da narrativa fugir do universo tradicional que coloca sempre EUA e Rússia a frente das corridas espaciais. Foi legal ver a Reprública Tcheca e a Coreia do Sul como protagonistas da corrida espacial.
Os filmes do Kleber Mendonça Filho precisam ser explicados (pelo menos pra mim, que me perco na subjetividade).
Tecnicamente o longa é muito bom. Aprensenta uma fotografia que nos remete aos filmes nacionais dos anos 1970. A caracterização dos personagens é muito bem feita, realista, me fez lembrar as fotos de família daquele período, com aqueles shortinhos curtos, as camisas sociais de gola grande e o aspecto rústico da pele e dos cabelos. Um realismo interessante.
Mas o roteiro deixa a desejar em diversos momentos. É uma trama que não se explica, uma montagem confusa, que fez com que eu entendesse a história já quase no final.
E, depois que me foi explicado, ok, eu entendi a premissa, passei a gostar mais da confusão. O que sabemos sobre os mortos da ditadura? Sabemos pouco sobre aqueles mortos diretamente pelo regime, mas o que sabemos sobre aqueles mortos indiretamente? Ameaçados não pelo regime em si, mas por figurões que tinham a certeza da impunidade? Desses não sabemos nada. O filme busca apresentar essa questão: um caso que não chegou à grande mídia, que foi achado por acaso por estudantes e que não possui quase nenhuma informação, apenas deduções de uma das meninas. A história é confusa, pois quem a narra é a estudante de jornalismo que não sabe nada sobre o caso, a não ser a entrevista dasa fitas e um ou outro recorte de jornal. No fim, a própria família nada sabe.
Passei a gostar mais depois que entendi, mas ainda assim não conseguiu me fisgar. Talvez numa segunda oportunidade.
Revisitei Matrix neste final de semana... e por mais que o primeiro ainda seja excelente, é impressionante como a qualidade cai em se tratando de Reloaded. O longa é só uma sequência de ação (muito bem feita), mas sem nenhuma profundidade. Um filme de ação comum, com efeitos legais. O primeiro é infinitamente melhor. A revisita do terceiro vai ficar pra semana que vem.
Ontem revisitei esse clássico. Matrix envelheceu muito bem, tanto nos efeitos (ainda perfeitamente realistas) quanto no roteiro, que se torna mais atual a cada ano que passa. A filosofia por trás da história, as referências a grandes pensadores e a forma inteligente de se contar a história, tudo isso torna Matrix um grande clássico.
Como um grande fã do livro, posso dizer que esse é mais uma adaptação que me decepcionou. Levou a história para outro lado, criou diversas cenas que não existem e negligenciou várias passagens importantes do livro. Del Toro parece ter se baseado mais nos longas antigos e clássicos do que na fonte literária original. Além disso, a caracterização do monstro, por mais que seja original, foge do horror que deveria ter. É uma criatura bonita, esbelta, elegante. Não é o ser horripilante, cuja imagem repulsiva cria medo só de olhar.
Mas tirando isso tudo, considerei um ótimo filme. Um roteiro bem feito, comovente, empolgante e conciso. Efeitos realistas e na dose certa. Vale a pena assistir e cria um novo capítulo para a história secular de Frankenstein.
O que salva o filme é o elenco e as interpretações. De resto, o roteiro é meio perdido, raso e com um humor que só funciona por causa do elenco.
E a cena final, que antes era bonita, se tornou triste com o tempo e quebrou o clima do filme... afinal Paulo Gustavo já não está entre nós para ser esse grande amigo que a gente encontra.
É um bom filme, com boas atuações e um roteiro que mistura drama com humor de uma forma bem dosada. Achei interessante o desenvolvimento da personagem, a questão da inocência emocional em uma prostituta (ou seja, uma pessoa nada inocente).
Já trabalhei com prostitutas (academicamente falando), entrevistei algumas, tenho um bom repertório sobre o assunto e muito do que está no final é real dentro das perspectivas delas.
Mas acho que todos concordam que o sucesso do filme foi um surto coletivo sem explicação, né? Algum lobby muito bem feito dentro da Academia americana. Pois, por mais que o filme seja bom, não era um filme pra Oscar.
Mas reforço para aqueles que viram com ódio devido à competição com o Brasil na premiação: assistam de novo, dessa vez com menos ódio, vocês vão gostar. Não é ruim não.
Revisitei esse longa depois de dois anos. Dessa vez com mais calma, pausando em alguns momentos. Na época, vendo no cinema, achei o filme bem confuso, mesmo já conhecendo boa parte da história do "artefato". Reassistindo, concluí que, de fato, assistir o filme sem conhecer a história deixa tudo muito confuso. É difícil de entender a linha do tempo, difícil de entender os jogos poíticos.
Dizem que o filme que naõ vale por sí só não é um bom filme. Oppenheimer é bom, mas de fato o expectador precisa antes conhecer um mínimo de história para degustá-lo.
Filmezinho ruim, mas ruim com força. Superficial, clichê e previsível. Os personagens não cativam, o vilão não convence. A protagonista é tão mal construída que dá raiva. Como torcer por uma protagonista egoísta? Assina um contrato, faz o cara investir centenas de milhares de dólares nela e depois pula fora por puro capricho. Como que torce por uma personagem assim? Enfim, roteiro fraquíssimo!!
A regra é clara: se tá no top da Netflix, não assista!!!
Primeira coisa: o filme é um road movie sem a parte do road (pois se passa no rio rs).
Há muito para se discutir nesse longa: nuanças e detalhes, camadas e temas. Ter como cenário o interior da Amazônia foi uma escolha inusitada e corajosa, mas que deu MUITO certo. Um lugar onde o poder estatal costuma não chegar, no filme ele chega com peso, pois a política etária demonstra ter apoio de toda a população. A idéia de um futuro distópico onde os velhos são um estorvo para a produção não é só fantasia: na cabeça de muitos, isso é real hoje, aqui. Só não é política de estado, mas é política de família. Em contraposição a tudo isso, vemos uma senhora que de incapacitada não tem nada. Prova que ainda pode ir muito além do que os outros a consideram. Não entendi o motivo da fotografia optar pelo 3:4, mas ainda assim é linda. Traz uma certa aparência de filme antigo que dá ares de documentário.
Mas tem pontos negativos também. O pior deles é que o roteiro é razo em muitos aspectos. Não se aprofunda em questões importantes. O próprio caramujo de baba azul que dá nome ao filme é algo quase dispensável na história. Enfim, faltou algo. Mas não é um filme para ser entendido, é para ser sentido.
O maior ponto positivo do filme é que ele busca reaproximar o Superman de sua personalidade original, mais heróico, mais humano, símbolo de esperança. Tira dele a imagem do deus e volta para aquilo que o próprio nome já diz: um super homem. Não um deus, mas um homem com super poderes.
Fora isso, o roteiro fraco e tem alguns defeitos graves. O início sem começo, o plano furado de Lex Luthor, a falta de postura do superman, um certo descaso por parte dele para que se possa fazer uma cênica cômica em meio a uma discussão amorosa.
Muito bom devolver as cores a personalidade que eu sempre valorizei no Super, mas o filme poderia se levar mais a sério.
Foi Apenas um Acidente
3.8 190 Assista AgoraTantas coisas para dizer sobre este filme.
Um longa verdade, com visual realista, cru, sem firulas na fotografia, com uma direção de arte sutil que monta cenários autênticos e críveis.
O roteiro é também é construído de forma interessante, criando uma história que é ao mesmo tempo cômica e suspense. Afinal de constas, são pessoas comuns, vítimas movidas por raiva, por ódio, pelo sentimento de vingança contra aquele que os torturou, mas ao mesmo tempo incapazes de fazer igual. O longa pode ser um pouco maniqueísta, sim, mas é um maniqueísmo real.
Sonhos de Trem
3.7 342 Assista AgoraSonhos de Trem e Hamnet têm a mesma premissa. Pais que vivem ausentes para ganhar a vida, perdendo o crescimento dos filhos e, por fim, vivendo o luto e a culpa. Ainda que Hamnet seja melhor, Sonhos de Trem tem algo de atual.
Enquanto em Hamnet, Shakespeare vive longe para viver seu sonho e sua real natureza, em Sonhos de Trem, Robert Grainier se ausenta contra sua vontade, contra se natureza, por necessidades financeiras. Ele perde tudo enquanto buscava sustento para tudo, criando um paradoxo de culpa e luto.
Ainda que eu também considere a fotografia de Hamnet melhor que a de Valor Sentimental, o trabalho de Adolpho Veloso é impecável. As tomadas escolhidas, a iluminação, os movimentos sutis, fazem parte da melancolia do filme, ajudam a compor seu propósito de uma forma imersiva.
Enfim, um filme triste, atual e realista. Um dos melhores da temporada do Oscar desse ano.
Marty Supreme
3.7 318 Assista AgoraPra mim, o pior filme dessa temporada do Oscar.
É bom tecnicamente, a atuação do Chalament realmente é interessante, mas o filme não consegue cativar. Na verdade, o protagonista não cativa.
Ao longo do filme, só conseguia me lembrar de Jóias Brutas. A idéia é mais ou menos a mesma. Em ambos os filmes, os protagonistas são FDP, embos eles querem se dar bem a qualquer custo... a diferença é que Adam Sandler consegue cativar o expectador. Chalamet não (e a culpa nem é dele, mas do roteiro).
O final é frustrante ao mesmo tempo que já era o esperado. Enfim, não assistiria novamente.
Pecadores
4.0 1,2K Assista AgoraUm terror metafórico. Me lembrou muito Um Drink no Inferno, porém com mais glamour que a obra de Rodriguez e Tarantino.
Uma Batalha Após a Outra
3.7 654 Assista AgoraO filme tem uma premissa interessante, aborda um tema atual de forma satírica, mas deixa a desejar de alguma forma.
Precisaria assistir de novo para opinar melhor.
Sete Homens e Um Destino
3.6 595 Assista AgoraEu não conheço o original, então naõ posso fazer comparações.
De modo geral, gostei do longa. Não é o tipo de filme que me cativa, tem personagens rasos em suas construções, alguns subterfúgios de rooteiro que não convencem. Mas é divertido de assistir, tem um cenário imersivo e boas cenas de ação.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.2 409 Assista AgoraDuas palavras para descrever esse filme: beleza e dor.
Cada take do longa é uma pintura, uma obra de arte, com cenário milimetricamente construídos, iluminação impecável, paleta de cores muito bem escolhida. É bonito, mas é uma beleza fria, melancólica, triste mesmo.
Já o roteiro trás um tema que é pesado e universal. Trata de um sentimento que todos têm ou terão um dia: o luto.
E é bonito como cada um ali lida com o luto à sua própria maneira.
Uma filme é uma fábrica de lágrimas.
Número Desconhecido: Catfishing na Escola
3.4 140 Assista AgoraEm uma palavra: bizarro.
Quando a realidade cria uma bizarrice que só a ficção seria capaz de fazer.
O documentário em si não tem nada de mais, mas a história, o fato, a realidade é bizarra. Dei 5 estrelas só porque me fez ver que as pessoas são mais doentes do que se pode imaginar.
Saneamento Básico, O Filme
3.7 834 Assista AgoraNão sei quantas vezes assistir a Saneamento Básico, mas fazia tempo que não via.
É um filme excelente, metalinguístico, que tráz o cinema para dentro do cinema. Uma homenagem brasileira à sétima arte, mas sem grandiosidade: o cinema como arte popular, cabível a todos.
Os personagens são carismáticos, muito bem desenvolvidos, com atuações ótimas. É impressionante como todos se encaixam muito bem.
É um filme brasileiro que foge aos padrões: não se passa nem no nordeste, nem no eixo Rio-São Paulo, mas no interior do Rio Grande do Sul; não se trata de pobreza extrema, mas da pobreza das comunidades simples que necessitam do estado para se estruturar; não tem violência explícita, mas a violência do estado que usurpa a população. Enfim, é divertido, singelo, emocionante e cativante.
Um dos meus filmes nacionais favoritos.
Drácula de Bram Stoker
4.0 1,4K Assista AgoraAs pessoas aqui embaixo do meu comentário reclamando do filme, mas não entenderam que a proposta do Coppola era fazer o Drácula tal qual ele está no livro (misturando fatos históricos que não estão no livro).
Para aqueles que não gostaram da forma como Drácula e a trama foram apresentados: leiam o livro. A história é exatamente assim. Drácula é este ser lânguido e SEM NENHUMA MOTIVAÇÃO, Harker é de fato um personagem sem graça, Mina é a pura ingenuidade... enfim, ainda que o filme acrescente um contexto para o vampiro (que não existe no livro), todo o resto é extremamente fiel ao livro.
Feliz Assalto!
2.9 29 Assista AgoraPrimeira coisa: o título em português é ridículo.
Mas falta um gênero que o especifique:
- não é bem um filme de natal, pois apenas se passa no natal;
- não é um filme de assalto, pois não se aprofunda na trama do planejamento da ação;
- não é uma comédia romântica, pois tem muito pouco de comédia (ou tenta, mas o humor não funciona) e não é romântica, pois não existe química entre os protagonistas.
Fora isso, é cheio de cenas clichê. Poderia citar umas 10 aqui.
Pode até ser minimamente divertido, mas não vale a pena. Existem coisas melhores por aí para passar o tempo.
Os Observadores
2.8 467 Assista AgoraUm filme que tinha potencial, mas que foi mal aproveitado. Muitas explicações nas bocas dos personagens que poderiam ter sido demonstradas de outra forma que não diálogos.
Mas as imagens são bonitas, a caracterização dos personagens são bem feitas e os cenários interessantes.
Mas os personagens são fracos e estereotipados, o roteiro possui lacunas (assim como os roteiros do Shyamalan pai) e o final é bem fraco.
Uma história para crianças feita para adultos. Ou uma história para adultos feita com recursos de filmes infantis.
O Astronauta
2.9 144 Assista AgoraO filme não me cativou totalmente a ponto de me emocionar. Mas fez com que eu me identificasse muito facilmente com o protagonista: quem viveu um término sabe o que ele está passando.
O filme usa da metáfora do astronauta solitário para ilustrar um casal em crise, prestes a terminar. A solidão de ambos, mesmo estando juntos; a percepção de que nunca se conheceram etc.
Gosto da metáfora, gosto do auterego do protagonista... gosto da ficção científica bem produzida e realista. E gosto da narrativa fugir do universo tradicional que coloca sempre EUA e Rússia a frente das corridas espaciais. Foi legal ver a Reprública Tcheca e a Coreia do Sul como protagonistas da corrida espacial.
O Agente Secreto
3.9 1,0K Assista AgoraOs filmes do Kleber Mendonça Filho precisam ser explicados (pelo menos pra mim, que me perco na subjetividade).
Tecnicamente o longa é muito bom. Aprensenta uma fotografia que nos remete aos filmes nacionais dos anos 1970. A caracterização dos personagens é muito bem feita, realista, me fez lembrar as fotos de família daquele período, com aqueles shortinhos curtos, as camisas sociais de gola grande e o aspecto rústico da pele e dos cabelos. Um realismo interessante.
Mas o roteiro deixa a desejar em diversos momentos. É uma trama que não se explica, uma montagem confusa, que fez com que eu entendesse a história já quase no final.
E, depois que me foi explicado, ok, eu entendi a premissa, passei a gostar mais da confusão.
O que sabemos sobre os mortos da ditadura? Sabemos pouco sobre aqueles mortos diretamente pelo regime, mas o que sabemos sobre aqueles mortos indiretamente? Ameaçados não pelo regime em si, mas por figurões que tinham a certeza da impunidade? Desses não sabemos nada.
O filme busca apresentar essa questão: um caso que não chegou à grande mídia, que foi achado por acaso por estudantes e que não possui quase nenhuma informação, apenas deduções de uma das meninas. A história é confusa, pois quem a narra é a estudante de jornalismo que não sabe nada sobre o caso, a não ser a entrevista dasa fitas e um ou outro recorte de jornal. No fim, a própria família nada sabe.
Passei a gostar mais depois que entendi, mas ainda assim não conseguiu me fisgar. Talvez numa segunda oportunidade.
Matrix Reloaded
3.7 859 Assista AgoraRevisitei Matrix neste final de semana... e por mais que o primeiro ainda seja excelente, é impressionante como a qualidade cai em se tratando de Reloaded.
O longa é só uma sequência de ação (muito bem feita), mas sem nenhuma profundidade. Um filme de ação comum, com efeitos legais.
O primeiro é infinitamente melhor.
A revisita do terceiro vai ficar pra semana que vem.
Matrix
4.3 2,6K Assista AgoraOntem revisitei esse clássico. Matrix envelheceu muito bem, tanto nos efeitos (ainda perfeitamente realistas) quanto no roteiro, que se torna mais atual a cada ano que passa.
A filosofia por trás da história, as referências a grandes pensadores e a forma inteligente de se contar a história, tudo isso torna Matrix um grande clássico.
Frankenstein
3.7 598 Assista AgoraComo um grande fã do livro, posso dizer que esse é mais uma adaptação que me decepcionou.
Levou a história para outro lado, criou diversas cenas que não existem e negligenciou várias passagens importantes do livro.
Del Toro parece ter se baseado mais nos longas antigos e clássicos do que na fonte literária original.
Além disso, a caracterização do monstro, por mais que seja original, foge do horror que deveria ter. É uma criatura bonita, esbelta, elegante. Não é o ser horripilante, cuja imagem repulsiva cria medo só de olhar.
Mas tirando isso tudo, considerei um ótimo filme. Um roteiro bem feito, comovente, empolgante e conciso. Efeitos realistas e na dose certa. Vale a pena assistir e cria um novo capítulo para a história secular de Frankenstein.
Minha Vida em Marte
3.5 493O que salva o filme é o elenco e as interpretações. De resto, o roteiro é meio perdido, raso e com um humor que só funciona por causa do elenco.
E a cena final, que antes era bonita, se tornou triste com o tempo e quebrou o clima do filme... afinal Paulo Gustavo já não está entre nós para ser esse grande amigo que a gente encontra.
Enfim, é divertido, mas não é uma grande comédia.
Anora
3.4 1,1K Assista AgoraÉ um bom filme, com boas atuações e um roteiro que mistura drama com humor de uma forma bem dosada.
Achei interessante o desenvolvimento da personagem, a questão da inocência emocional em uma prostituta (ou seja, uma pessoa nada inocente).
Já trabalhei com prostitutas (academicamente falando), entrevistei algumas, tenho um bom repertório sobre o assunto e muito do que está no final é real dentro das perspectivas delas.
Mas acho que todos concordam que o sucesso do filme foi um surto coletivo sem explicação, né? Algum lobby muito bem feito dentro da Academia americana. Pois, por mais que o filme seja bom, não era um filme pra Oscar.
Mas reforço para aqueles que viram com ódio devido à competição com o Brasil na premiação: assistam de novo, dessa vez com menos ódio, vocês vão gostar. Não é ruim não.
Oppenheimer
4.0 1,2KRevisitei esse longa depois de dois anos. Dessa vez com mais calma, pausando em alguns momentos.
Na época, vendo no cinema, achei o filme bem confuso, mesmo já conhecendo boa parte da história do "artefato". Reassistindo, concluí que, de fato, assistir o filme sem conhecer a história deixa tudo muito confuso. É difícil de entender a linha do tempo, difícil de entender os jogos poíticos.
Dizem que o filme que naõ vale por sí só não é um bom filme. Oppenheimer é bom, mas de fato o expectador precisa antes conhecer um mínimo de história para degustá-lo.
Onze Homens e um Segredo
3.8 668 Assista AgoraDemorei 25 anos pra assistir esse filme.
É bom, mas o plot só existe por ser enganoso.
Rute e Boaz
3.0 9 Assista AgoraFilmezinho ruim, mas ruim com força. Superficial, clichê e previsível. Os personagens não cativam, o vilão não convence.
A protagonista é tão mal construída que dá raiva. Como torcer por uma protagonista egoísta? Assina um contrato, faz o cara investir centenas de milhares de dólares nela e depois pula fora por puro capricho. Como que torce por uma personagem assim?
Enfim, roteiro fraquíssimo!!
A regra é clara: se tá no top da Netflix, não assista!!!
O Último Azul
3.7 211 Assista AgoraPrimeira coisa: o filme é um road movie sem a parte do road (pois se passa no rio rs).
Há muito para se discutir nesse longa: nuanças e detalhes, camadas e temas.
Ter como cenário o interior da Amazônia foi uma escolha inusitada e corajosa, mas que deu MUITO certo. Um lugar onde o poder estatal costuma não chegar, no filme ele chega com peso, pois a política etária demonstra ter apoio de toda a população.
A idéia de um futuro distópico onde os velhos são um estorvo para a produção não é só fantasia: na cabeça de muitos, isso é real hoje, aqui. Só não é política de estado, mas é política de família.
Em contraposição a tudo isso, vemos uma senhora que de incapacitada não tem nada. Prova que ainda pode ir muito além do que os outros a consideram.
Não entendi o motivo da fotografia optar pelo 3:4, mas ainda assim é linda. Traz uma certa aparência de filme antigo que dá ares de documentário.
Mas tem pontos negativos também. O pior deles é que o roteiro é razo em muitos aspectos. Não se aprofunda em questões importantes. O próprio caramujo de baba azul que dá nome ao filme é algo quase dispensável na história. Enfim, faltou algo. Mas não é um filme para ser entendido, é para ser sentido.
Superman
3.6 918 Assista AgoraO maior ponto positivo do filme é que ele busca reaproximar o Superman de sua personalidade original, mais heróico, mais humano, símbolo de esperança. Tira dele a imagem do deus e volta para aquilo que o próprio nome já diz: um super homem. Não um deus, mas um homem com super poderes.
Fora isso, o roteiro fraco e tem alguns defeitos graves. O início sem começo, o plano furado de Lex Luthor, a falta de postura do superman, um certo descaso por parte dele para que se possa fazer uma cênica cômica em meio a uma discussão amorosa.
Muito bom devolver as cores a personalidade que eu sempre valorizei no Super, mas o filme poderia se levar mais a sério.