No começo, achei as atuações um pouco robotizadas, o que tornava a interação entre os personagens um tanto desconfortável. Com o desenrolar da trama, as situações vão se desenvolvendo até culminar em um final inesperado e sinistro. No geral, achei o filme interessante e impactante, especialmente pelo efeito do desfecho.
É interessante quando um filme nos faz questionar e refletir sobre alguns aspectos da vida. Isso é bem raro acontecer comigo, mas depois de terminar o filme, me vi nessa situação.
Tenho uma vida razoavelmente boa, ainda assim o filme abriu uma fresta: e se… e se eu simplesmente deixasse tudo e fosse viver uma nova vida? No interior da Espanha, ou na costa do Marrocos por exemplo. Uma nova língua, uma nova cultura, uma nova perspectiva. Apenas uma pausa para imaginar, sem a necessidade de chegar a alguma resposta.
As paisagens e os cenários são espetaculares. Sinto um apreço especial por cenários espanhóis dos anos 70, e o filme capturou isso de forma perfeita, tornando tudo ainda mais envolvente e memorável.
Gostei da forma original como a história é contada, focando na transformação emocional e psicológica do protagonista, o que provoca reflexões sobre identidade, aceitação e inseguranças. É um retrato delicado, embora nem todos os rumos da história tenham me agradado e algumas partes pudessem ser melhor desenvolvidas.
Valor Sentimental foi um dos dramas mais comoventes que vi em muito tempo. Me envolvi profundamente e, quando os créditos subiram, fiquei com a mão na boca tentando processar tudo. Carregado de angústia, o filme mistura arte, vida e família, com atuações excepcionais dos três personagens principais que dão todo o peso emocional à história.
ADENDO: A criança ainda não sabe, mas ganhar de presente os DVDs de A Professora de Piano e Irreversível provavelmente será o melhor presente da vida dele. Genial.
Uma curta, simples e muito bem feita história de vingança. Confesso que esperava uma dose um pouco maior de violência e uma presença mais marcante da neve. Ainda assim, o filme tem muito charme, especialmente no cuidado com os figurinos: Lady Snowblood claramente tem um ótimo gosto para se vestir. Além disso, há boas cenas mostrando suas habilidades com a espada, arrancando bons litros de sangue dos seus inimigos.
No fim do filme, quando começa a tocar “The Blue Danube Waltz”, cheguei a esperar um grande confronto final com sangue, neve e violência coreografada ao som da música, algo realmente épico. Mas infelizmente isso não aconteceu.
Não curti muito a estética do filme, que em vários momentos me lembrou um clipe de banda de rock de 2009. No começo, a história toma um rumo que não estava me agradando, mas, conforme o filme avança, as peças vão se encaixando e tudo começa a fazer mais sentido, deixando a trama bem mais interessante. A trilha sonora é outro ponto positivo e funciona muito bem — afinal, é praticamente impossível não cantar junto quando toca That’s the Way (I Like It), do KC and the Sunshine Band. No geral, apesar das ressalvas, é um bom filme.
Fiquei anestesiado, não só por ser um bom filme, mas principalmente pela atuação brutal e feroz do Robert De Niro. Cada detalhe — do olhar penetrante, à entonação da fala, à presença física em cena — era simplesmente sinistro. É impressionante como ele conseguiu transmitir tanta intensidade e vulnerabilidade ao mesmo tempo, fazendo com que cada momento do filme carregue uma tensão marcada por uma tristeza profunda, refletindo a vida de um homem que se recusa a mudar.
Era impossível não sentir uma certa raiva e repulsa por Jake La Motta, cruelmente possessivo com a esposa e vingativo. Um exemplo disso é na luta contra Janiro, onde Jake o atacou com uma agressividade brutal depois que ela, em uma conversa, chamou o adversário de bonito. A cena é arrebatadora: ele desfigura o cara, mas o que realmente choca é o jeito perturbador como sorri após derrubá-lo e olha para a esposa do ringue.
Deve ter sido uma experiência fenomenal e única assistir esse filme no cinema em 1968.
Para mim, foi uma experiência fantástica toda a construção do filme, combinada com a trilha sonora que inicia com um tom poético e quase esperançoso, e que, conforme a narrativa avança, nos conduz a um suspense de arrepiar. É um filme espetacular. Depois de tanto ouvir falar sobre sua importância, posso carimbar meu certificado de: "Valeu a Pena, Esse Filme é Foda Mesmo".
No final, ele dá uma pirada meio alucinógena, mas de modo geral isso não estraga a experiência. Depois, acabei lendo a explicação do Kubrick sobre o que ele quis dizer com aquele final e finalmente entendi o ponto.
Depois de mais de dez anos esquecido na minha watchlist, finalmente resolvi assistir Her — e que bela surpresa. Fui imediatamente envolvido pela delicadeza do filme, por esse romance improvável que, em muitos momentos, me fez sentir quase como alguém segurando vela nas conversas íntimas entre Theodore e Samantha. Há uma poesia silenciosa ali, feita de palavras, ausências e sentimentos que soam estranhamente reais.
o filme deixa reflexões importantes: a jornada de Theodore passa por revisitar emoções mal resolvidas e compreender melhor as marcas deixadas por seu relacionamento anterior. O filme fala menos sobre tecnologia e mais sobre conexões humanas, sobre aprender a lidar com afetos e sobre o tempo necessário para amadurecer sentimentos.
E confesso, num momento de sinceridade pouco elegante, que quando o Alan Watts apareceu na jogada meu pensamento foi imediato e direto: "ah não, a vadia deu pro cara".
O filme me impressionou pela direção precisa de Kurosawa, que constrói quadros visualmente ricos e cheios de detalhes, muitas vezes explorando o foco profundo para permitir que múltiplas ações e reações coexistam no mesmo plano. A narrativa avança com grande elegância, transitando do espaço controlado da mansão de Gondo e de suas negociações tensas para o trabalho meticuloso da investigação policial, culminando em um envolvente jogo de gato e rato que mantém o interesse do início ao fim.
"Poucas pessoas entendem a psicologia de lidar com um policial rodoviário. Um motorista que dirige em alta velocidade normalmente entra em pânico e encosta imediatamente. Isso está errado. Desperta desprezo no coração do policial. Faça o desgraçado te perseguir."
Uma verdadeira viagem alucinada, repleta de situações bizarras em cenários caóticos. Já esperava por essa loucura e, por isso, só me deixei levar pela bizarrice. A trilha sonora é fantástica, e algumas frases ficaram gravadas na memória, dando um charme extra ao filme.
Assistir a este documentário foi profundamente angustiante. Acompanhar aqueles acontecimentos de tão perto é doloroso, mas reforça a coragem de Mstyslav Chernov em registrar toda a brutalidade, as atrocidades e o clima constante de medo e desespero vividos ali. É um registro necessário, justamente por expor o horror de forma direta e sem filtros, dando ao mundo uma noção real do que aconteceu.
007 Contra Goldfinger entrega exatamente o que se espera de um clássico de James Bond: belíssimas mulheres, perseguições, capangas exóticos, um vilão com um plano bem arquitetado e um capanga carismático com seu chapéu mortal — e tem até uma idosa com metralhadora. A cena em que Goldfinger detalha seu esquema para invadir Fort Knox na sala do haras é particularmente memorável. No geral, o filme me proporcionou uma experiência bastante satisfatória e divertida.
O filme começa de forma envolvente, mas na metade passa a adotar um ritmo mais contido. O protagonista é retratado como alguém que sacrificou a vida pessoal em prol da carreira e carrega a culpa de um trabalho do passado, algo que aos poucos o consome e o leva a um estado crescente de paranoia.
Apesar de não se destacar de forma marcante, a experiência como um todo é consistente e cumpri bem o que se propõe.
Assisti ao filme com muita atenção, já que filmes sobre temas políticos, com tantos nomes envolvidos, exigem imersão. Durante o filme, fui pesquisando os personagens e fatos citados para entender melhor a trama e absorver a complexidade do escândalo de Watergate.
O que mais me prendeu foi a atmosfera tensa e sombria, com dois homens solitários e implacáveis em busca da verdade, enquanto enfrentam uma corrupção política gigante. A cada revelação, a tensão cresce, e a sensação de desconfiança e paranoia é palpável. Me envolvi completamente com a forma como a investigação se desenrola, de maneira meticulosa e cheia de obstáculos, o que torna a jornada ainda mais intensa e envolvente.
O episódio final é uma avalanche de acontecimentos agressivos e decisivos — mortes chocantes, alianças confirmadas, planos revelados, o poder absoluto finalmente nas mãos de Homelander e um Butcher completamente entregue ao caos.
Depois desse desfecho, tudo indica que a 5ª temporada será o momento em que a cobra vai fumar de vez.
O filme tem um ritmo lento, mas que, para mim, não se tornou chato. No segundo momento, me surpreendeu a escolha de mostrar a rotina e as artimanhas do vilão, já que eu esperava um arco bem maior do protagonista e um vilão que permanecesse apenas “nas sombras”. Essa decisão trouxe uma dinâmica interessante, fugindo do esperado jogo repetitivo de investigação do protagonista. O aspecto mais assustador do filme está na caracterização do vilão como alguém comum, carinhoso com a família, o que reforça a ideia de que, assim como na vida real, pessoas aparentemente normais podem esconder faces perturbadoras.
No geral, The Searchers é um bom filme, sustentado por uma fotografia, trilha e cenários deslumbrantes. Contudo, senti falta de criatividade no roteiro em certos momentos e confesso que algumas cenas em si não me agradaram tanto. Apesar dessas ressalvas, o filme entrega um espetáculo técnico que faz a jornada valer a pena.
Achei o conceito interessante e ainda muito atual. O filme transita pelo vale da estranheza com uma bizarrice visual bem característica. A trilha sonora também acompanha bem esse clima de estranhamento. No entanto, é impossível não se perder na beleza magnética de Debbie Harry; há um fascínio naquele olhar penetrante que me deixou hipnotizado e... enfim.
Um mergulho na paranoia e na obsessão que te deixa na dúvida entre rir ou sentir pavor. Jesse Plemons entrega uma atuação perturbadora como um homem convencido de que o mundo está sendo controlado por forças ocultas. É um filme sobre o limite da sanidade e como a desumanização pode vir de todos os lados.
É o tipo de filme que faz você questionar suas escolhas de vida por ter apertado o play. Sem dúvida, uma aula prática de como não fazer cinema e, com folga, um dos piores filmes que eu já assisti. Nota 0.
Assisti O Silêncio no momento errado. Senti que o filme pedia uma preparação emocional que eu não tinha no momento — talvez se tivesse começado por 'Através de um Espelho' e 'Luz de Inverno', teria absorvido melhor. Ainda assim, interpreto o filme como um retrato da incapacidade humana de se comunicar, mesmo entre quem está lado a lado. No fim, o silêncio entre as pessoas fala mais alto que qualquer palavra.
Não Me Ame
3.4 15No começo, achei as atuações um pouco robotizadas, o que tornava a interação entre os personagens um tanto desconfortável. Com o desenrolar da trama, as situações vão se desenvolvendo até culminar em um final inesperado e sinistro. No geral, achei o filme interessante e impactante, especialmente pelo efeito do desfecho.
Profissão: Repórter
4.0 92 Assista AgoraÉ interessante quando um filme nos faz questionar e refletir sobre alguns aspectos da vida. Isso é bem raro acontecer comigo, mas depois de terminar o filme, me vi nessa situação.
Tenho uma vida razoavelmente boa, ainda assim o filme abriu uma fresta: e se… e se eu simplesmente deixasse tudo e fosse viver uma nova vida? No interior da Espanha, ou na costa do Marrocos por exemplo. Uma nova língua, uma nova cultura, uma nova perspectiva. Apenas uma pausa para imaginar, sem a necessidade de chegar a alguma resposta.
As paisagens e os cenários são espetaculares. Sinto um apreço especial por cenários espanhóis dos anos 70, e o filme capturou isso de forma perfeita, tornando tudo ainda mais envolvente e memorável.
Adolescência
4.0 611 Assista AgoraAchei um acerto a escolha do plano-sequência, por tornar toda aquela situação intensamente imersiva.
O 3º episódio foi sinistro e com um show de atuações.
E o 4º episódio foi dolorido de acompanhar, permeado por angústia.
Um Homem Diferente
3.5 171 Assista AgoraGostei da forma original como a história é contada, focando na transformação emocional e psicológica do protagonista, o que provoca reflexões sobre identidade, aceitação e inseguranças. É um retrato delicado, embora nem todos os rumos da história tenham me agradado e algumas partes pudessem ser melhor desenvolvidas.
Valor Sentimental
3.9 366 Assista AgoraValor Sentimental foi um dos dramas mais comoventes que vi em muito tempo. Me envolvi profundamente e, quando os créditos subiram, fiquei com a mão na boca tentando processar tudo. Carregado de angústia, o filme mistura arte, vida e família, com atuações excepcionais dos três personagens principais que dão todo o peso emocional à história.
ADENDO: A criança ainda não sabe, mas ganhar de presente os DVDs de A Professora de Piano e Irreversível provavelmente será o melhor presente da vida dele. Genial.
Lady Snowblood: Vingança na Neve
4.1 133Uma curta, simples e muito bem feita história de vingança. Confesso que esperava uma dose um pouco maior de violência e uma presença mais marcante da neve. Ainda assim, o filme tem muito charme, especialmente no cuidado com os figurinos: Lady Snowblood claramente tem um ótimo gosto para se vestir. Além disso, há boas cenas mostrando suas habilidades com a espada, arrancando bons litros de sangue dos seus inimigos.
No fim do filme, quando começa a tocar “The Blue Danube Waltz”, cheguei a esperar um grande confronto final com sangue, neve e violência coreografada ao som da música, algo realmente épico. Mas infelizmente isso não aconteceu.
Confissões
4.2 865Não curti muito a estética do filme, que em vários momentos me lembrou um clipe de banda de rock de 2009. No começo, a história toma um rumo que não estava me agradando, mas, conforme o filme avança, as peças vão se encaixando e tudo começa a fazer mais sentido, deixando a trama bem mais interessante.
A trilha sonora é outro ponto positivo e funciona muito bem — afinal, é praticamente impossível não cantar junto quando toca That’s the Way (I Like It), do KC and the Sunshine Band.
No geral, apesar das ressalvas, é um bom filme.
Touro Indomável
4.2 722 Assista AgoraFiquei anestesiado, não só por ser um bom filme, mas principalmente pela atuação brutal e feroz do Robert De Niro. Cada detalhe — do olhar penetrante, à entonação da fala, à presença física em cena — era simplesmente sinistro. É impressionante como ele conseguiu transmitir tanta intensidade e vulnerabilidade ao mesmo tempo, fazendo com que cada momento do filme carregue uma tensão marcada por uma tristeza profunda, refletindo a vida de um homem que se recusa a mudar.
Era impossível não sentir uma certa raiva e repulsa por Jake La Motta, cruelmente possessivo com a esposa e vingativo. Um exemplo disso é na luta contra Janiro, onde Jake o atacou com uma agressividade brutal depois que ela, em uma conversa, chamou o adversário de bonito. A cena é arrebatadora: ele desfigura o cara, mas o que realmente choca é o jeito perturbador como sorri após derrubá-lo e olha para a esposa do ringue.
2001: Uma Odisseia no Espaço
4.2 2,4K Assista AgoraDeve ter sido uma experiência fenomenal e única assistir esse filme no cinema em 1968.
Para mim, foi uma experiência fantástica toda a construção do filme, combinada com a trilha sonora que inicia com um tom poético e quase esperançoso, e que, conforme a narrativa avança, nos conduz a um suspense de arrepiar. É um filme espetacular.
Depois de tanto ouvir falar sobre sua importância, posso carimbar meu certificado de: "Valeu a Pena, Esse Filme é Foda Mesmo".
No final, ele dá uma pirada meio alucinógena, mas de modo geral isso não estraga a experiência. Depois, acabei lendo a explicação do Kubrick sobre o que ele quis dizer com aquele final e finalmente entendi o ponto.
Ela
4.2 5,8K Assista AgoraDepois de mais de dez anos esquecido na minha watchlist, finalmente resolvi assistir Her — e que bela surpresa. Fui imediatamente envolvido pela delicadeza do filme, por esse romance improvável que, em muitos momentos, me fez sentir quase como alguém segurando vela nas conversas íntimas entre Theodore e Samantha. Há uma poesia silenciosa ali, feita de palavras, ausências e sentimentos que soam estranhamente reais.
Mesmo com um final triste e sensível,
E confesso, num momento de sinceridade pouco elegante, que quando o Alan Watts apareceu na jogada meu pensamento foi imediato e direto: "ah não, a vadia deu pro cara".
Céu e Inferno
4.4 70O filme me impressionou pela direção precisa de Kurosawa, que constrói quadros visualmente ricos e cheios de detalhes, muitas vezes explorando o foco profundo para permitir que múltiplas ações e reações coexistam no mesmo plano. A narrativa avança com grande elegância, transitando do espaço controlado da mansão de Gondo e de suas negociações tensas para o trabalho meticuloso da investigação policial, culminando em um envolvente jogo de gato e rato que mantém o interesse do início ao fim.
Medo e Delírio
3.7 566 Assista Agora"Poucas pessoas entendem a psicologia de lidar com um policial rodoviário. Um motorista que dirige em alta velocidade normalmente entra em pânico e encosta imediatamente. Isso está errado. Desperta desprezo no coração do policial. Faça o desgraçado te perseguir."
Uma verdadeira viagem alucinada, repleta de situações bizarras em cenários caóticos. Já esperava por essa loucura e, por isso, só me deixei levar pela bizarrice. A trilha sonora é fantástica, e algumas frases ficaram gravadas na memória, dando um charme extra ao filme.
20 Dias em Mariupol
3.9 86 Assista AgoraAssistir a este documentário foi profundamente angustiante. Acompanhar aqueles acontecimentos de tão perto é doloroso, mas reforça a coragem de Mstyslav Chernov em registrar toda a brutalidade, as atrocidades e o clima constante de medo e desespero vividos ali.
É um registro necessário, justamente por expor o horror de forma direta e sem filtros, dando ao mundo uma noção real do que aconteceu.
As cenas dos bebês sendo reanimados estão entre as mais tristes e angustiantes que eu ja vi.
007 Contra Goldfinger
3.8 266 Assista Agora007 Contra Goldfinger entrega exatamente o que se espera de um clássico de James Bond: belíssimas mulheres, perseguições, capangas exóticos, um vilão com um plano bem arquitetado e um capanga carismático com seu chapéu mortal — e tem até uma idosa com metralhadora. A cena em que Goldfinger detalha seu esquema para invadir Fort Knox na sala do haras é particularmente memorável.
No geral, o filme me proporcionou uma experiência bastante satisfatória e divertida.
A Conversação
3.9 240 Assista AgoraO filme começa de forma envolvente, mas na metade passa a adotar um ritmo mais contido. O protagonista é retratado como alguém que sacrificou a vida pessoal em prol da carreira e carrega a culpa de um trabalho do passado, algo que aos poucos o consome e o leva a um estado crescente de paranoia.
Apesar de não se destacar de forma marcante, a experiência como um todo é consistente e cumpri bem o que se propõe.
Todos os Homens do Presidente
4.1 214 Assista AgoraAssisti ao filme com muita atenção, já que filmes sobre temas políticos, com tantos nomes envolvidos, exigem imersão. Durante o filme, fui pesquisando os personagens e fatos citados para entender melhor a trama e absorver a complexidade do escândalo de Watergate.
O que mais me prendeu foi a atmosfera tensa e sombria, com dois homens solitários e implacáveis em busca da verdade, enquanto enfrentam uma corrupção política gigante. A cada revelação, a tensão cresce, e a sensação de desconfiança e paranoia é palpável. Me envolvi completamente com a forma como a investigação se desenrola, de maneira meticulosa e cheia de obstáculos, o que torna a jornada ainda mais intensa e envolvente.
Os Olhos Sem Rosto
4.0 247Terror e melancolia se encontram neste filme de direção impecável, onde cada cena realça a tensão e o drama.
The Boys (4ª Temporada)
3.6 369A temporada foi menos vigorosa que as anteriores, mas ainda preserva a qualidade da série.
O episódio final é uma avalanche de acontecimentos agressivos e decisivos — mortes chocantes, alianças confirmadas, planos revelados, o poder absoluto finalmente nas mãos de Homelander e um Butcher completamente entregue ao caos.
Depois desse desfecho, tudo indica que a 5ª temporada será o momento em que a cobra vai fumar de vez.
O Silêncio do Lago
3.7 209O filme tem um ritmo lento, mas que, para mim, não se tornou chato. No segundo momento, me surpreendeu a escolha de mostrar a rotina e as artimanhas do vilão, já que eu esperava um arco bem maior do protagonista e um vilão que permanecesse apenas “nas sombras”. Essa decisão trouxe uma dinâmica interessante, fugindo do esperado jogo repetitivo de investigação do protagonista. O aspecto mais assustador do filme está na caracterização do vilão como alguém comum, carinhoso com a família, o que reforça a ideia de que, assim como na vida real, pessoas aparentemente normais podem esconder faces perturbadoras.
Rastros de Ódio
4.1 278 Assista AgoraNo geral, The Searchers é um bom filme, sustentado por uma fotografia, trilha e cenários deslumbrantes. Contudo, senti falta de criatividade no roteiro em certos momentos e confesso que algumas cenas em si não me agradaram tanto. Apesar dessas ressalvas, o filme entrega um espetáculo técnico que faz a jornada valer a pena.
Videodrome: A Síndrome do Vídeo
3.7 574 Assista AgoraAchei o conceito interessante e ainda muito atual. O filme transita pelo vale da estranheza com uma bizarrice visual bem característica. A trilha sonora também acompanha bem esse clima de estranhamento.
No entanto, é impossível não se perder na beleza magnética de Debbie Harry; há um fascínio naquele olhar penetrante que me deixou hipnotizado e... enfim.
Bugonia
3.6 429 Assista AgoraUm mergulho na paranoia e na obsessão que te deixa na dúvida entre rir ou sentir pavor. Jesse Plemons entrega uma atuação perturbadora como um homem convencido de que o mundo está sendo controlado por forças ocultas. É um filme sobre o limite da sanidade e como a desumanização pode vir de todos os lados.
Deep Web: O Show da Morte
1.4 15É o tipo de filme que faz você questionar suas escolhas de vida por ter apertado o play. Sem dúvida, uma aula prática de como não fazer cinema e, com folga, um dos piores filmes que eu já assisti. Nota 0.
O Silêncio
4.1 113Assisti O Silêncio no momento errado. Senti que o filme pedia uma preparação emocional que eu não tinha no momento — talvez se tivesse começado por 'Através de um Espelho' e 'Luz de Inverno', teria absorvido melhor. Ainda assim, interpreto o filme como um retrato da incapacidade humana de se comunicar, mesmo entre quem está lado a lado. No fim, o silêncio entre as pessoas fala mais alto que qualquer palavra.