Não achei tão ruim quanto estão dizendo. O que realmente me incomodou foi a motivação do assassino, que achei bem ridícula e pouco convincente. O filme entrega algumas mortes bem legais dentro daquele estilo mais clichê que já é marca da franquia, mas que ainda funciona e diverte. Entre os filmes mais recentes de Pânico, esse provavelmente é o mais fraco, mas para mim está longe de ser uma catástrofe.
É um Folk Horror interessante com muita atmosfera com um visual forte e um clima bem construído que pra mim funcionou bem. A direção do Osgood Perkins aqui funcionou, diferente dos últimos filmes dele que não me cativaram. O filme conseguiu focar em criar clima, com aquele terror mais psicológico, lento e desconfortável. As atuações também ajudam, principalmente a da Tatiana Maslany, nossa She Hulk, que aqui está muito bem.
É um típico terrir adolescente de zumbi. O filme tenta resgatar aquela vibe dos filmes de zumbi dos anos 90 e até chega perto em alguns momentos, mas não foi suficiente para me cativar. Faltou carisma e impacto para realmente funcionar. Talvez funcione melhor para um público mais jovem ou menos exigente com o gênero.
Quiseram levar pra um caminho, mas acho que ficou meio confuso. O escuro total pra "esconder os problemas de efeitos é sempre o pior caminho. Já vi FF melhores de baixo orçamento no mesmo estilo.
Adorei o filme. É uma proposta simples, mas muito bem executada. Parece que o filme foi inspirado em um jogo, mas como não conheço não sei se foi uma boa adaptação. Ainda assim, as cenas iniciais em primeira pessoa são bem imersivas e dão uma ótima sensação de estar jogando. É um terror/suspense minimalista muito mais psicológico e atmosférico do que baseado em sustos. O que mais gostei foi como o filme brinca com a percepção, trazendo sensações de estranhamento, inquietação e paranoia que me envolveram bastante. O filme aposta na repetição e na observação, quem prefere uma narrativa mais convencional talvez não goste.
Como todos que aparecem no corredor parecem ter alguma ligação familiar com o protagonista (a mulher e o filho), fiquei com a impressão de que o senhor que passa pelo corredor poderia ser o pai dele. Em um momento o protagonista comenta que também não conhecia o próprio pai, então imaginei que o filme talvez sugira essa relação.
The Whistle é um terror adolescente de maldição bem clichê, no estilo "Final Destination", mas com um desenvolvimento bem mais fraco. A premissa e o visual do filme até são interessantes, e os atores fazem um trabalho ok. O problema maior está no roteiro, na direção e na montagem, que são péssimos. Algumas situações se desenrolam de forma pouco convincente, tornando difícil suspender a descrença. Tem perguntas óbvias que ninguém parece fazer, alguns personagens aleatórios (spoiler) e muita conveniência de roteiro. Um dos pontos positivos pra mim foram as mortes. Os efeitos não são extraordinários, mas funcionam bem dentro da proposta e acabaram sendo algumas das partes mais divertidas do filme para mim. No geral, um filme mediano para o gênero.
O plot do professor no início é muito fraco e previsível. Ele até poderia servir para explicar parte da origem ou o funcionamento do apito, mas no fim tudo se resolve com uma simples pesquisa no Google. Além disso, ele é o primeiro a soprar o apito e nenhum som é ouvido, mas depois o apito passa a emitir um som audível e qualquer pessoa que o escuta tem sua morte evocada. A avó do rapaz que morre no início também aparece de forma completamente aleatória, funcionando apenas como uma conveniência de roteiro para empurrar a história adiante. Também fiquei com a impressão de que o irmão da loira tinha ouvido o apito, mas depois ele desaparece da história. Já o “pastor” é um personagem muito mal desenvolvido. A revelação de que ele teria causado a morte de uma criança por causa das drogas surge praticamente do nada no último ato.
É um found footage muito bom. A introdução é realmente longa, mas para mim funcionou porque o protagonista é carismático e natural. Fiquei entretido com o que ele mostra e comenta, então o ritmo inicial não me incomodou tanto quanto pode incomodar algumas pessoas.
Quando o mistério finalmente começa, o filme praticamente não desacelera até o final. A tensão cresce de forma constante e há muitos detalhes acontecendo no plano de fundo das cenas. O desfecho existe, mas é um final mais sutil e ambíguo, que talvez não satisfaça quem espera explicações diretas. Ou você aprecia a atmosfera e a sugestão, ou sai frustrado pela falta de respostas claras.
Acredito que numa segunda assistida eu perceberia ainda mais detalhes escondidos. Eu gostei, mas não chega a ser tão impactante a ponto de exigir uma reassistida imediata. Talvez daqui a um tempo eu volte a ele com outro olhar.
É um filme bastante interpretativo, e confesso que não consegui compreendê-lo completamente. É um filme de lingua não inglesa e existem aspectos culturais e nuances de linguagem que desconheço e que, provavelmente, são essenciais para uma interpretação mais precisa. Tive a impressão de que há problemas de tradução, já que a dublagem e as legendas em diferentes idiomas parecem alterar significativamente o sentido de algumas falas, às vezes de maneira quase oposta. Isso certamente interfere na compreensão geral do filme. Diante dessas questões e de um final mais aberto, acabei construindo minha própria teoria sobre o que acontece (explico melhor nos spoilers).
Pelo que entendi, o apocalipse não acontece exatamente no nosso presente, mas em um futuro um pouco mais distante. O discurso em holograma quase no final deixa bem claro que havia um partido político de viés fascista profundamente incomodado com a imigração de refugiados de uma guerra próxima. O tom é explicitamente eugenista. Dependendo da tradução, algumas falas mudam de nuance, mas o ponto central permanece: a ideia de que os imigrantes estariam “roubando” a cultura e “manchando” a descendência, evocando aquele velho mito do “sangue puro” e da "pureza genética" (*Disclaimer 1, abaixo), um discurso associado a ideologias nazifascistas. Isso está diretamente no filme. A partir daqui entra mais a minha interpretação, talvez já beirando uma fanfic. ///// Acho que o vírus pode ter sido desenvolvido por esses eugenistas com o objetivo de impedir a procriação dos imigrantes. Porém, algo saiu do controle: os fetos começaram a nascer como zumbis e a infecção passou para os pais. O plano, talvez, fosse que o vírus não afetasse os chamados “sangues puros”, mas como essa ideia de pureza é um mito, o vírus acabou atingindo todos. ///// O menino, então, poderia ser um experimento eugenista, uma tentativa de garantir essa “descendência pura”. Reparei que a maioria das pessoas que aparecem no filme tem traços étnicos variados. O menino é o único loiro de olhos azuis. O outro menino tem Síndrome de Dawn (Disclaimer 2, abaixo), o que pode lhe conferir a vantagem genética de ser imune ao vírus. O que é muito irônico dado que os criadores do vírus são eugenistas. ///// Talvez os imigrantes tenham se revoltado e destruído o núcleo fascista e seus experimentos. O vídeo da família com a mulher grávida parece anterior a esse colapso. A mãe perde o bebê, o surto começa e a menina já nascida do casal morre. O casal, então, junto a esses refugiados rebeldes, encontra o menino de “gene puro” e deveria eliminá-lo, mas não consegue. Isso explicaria a frieza do pai com a criança e a fuga para a floresta. ///// Também pode ser que o apocalipse seja mais localizado do que global, e que ainda exista algum tipo de governo. Os soldados que resgatam o menino talvez representem essa estrutura remanescente. A postura da soldado no final sugere que ele pode ser usado em busca de uma cura, mesmo que isso custe sua vida. Ela o leva, mas não promete protegê-lo quando ele pergunta — o que deixa a ambiguidade moral ainda mais forte.
*Disclaimer 1: *Todas as etnias modernas resultam de miscigenação histórica, que ocorre desde os primórdios do surgimento da nossa espécie*.
*Disclaimer 2: A síndrome de Down, ou trissomia do 21, é uma alteração genética onde a pessoa possui três cromossomos 21 em vez de dois, totalizando 47 cromossomos. Causa deficiência intelectual leve a moderada e traços físicos específicos, sendo uma condição, não uma doença.*
Muito bom! É um filme diferente dentro da franquia. O roteiro é simples, mas bem executado, com boas cenas de ação e ritmo envolvente. Algumas escolhas tinham tudo para soar cafonas, mas no fim a impressão é que tudo foi condizente. Me prendeu do início ao fim. O que mais me chamou atenção foi a subversão da lógica tradicional da franquia... (spoiler)
O que mais me chamou atenção foi a subversão da lógica tradicional da franquia. Aqui, o filme praticamente nos coloca para torcer pelo Predador do começo ao fim. Outros filmes da franquia já tentaram algo parecido, mas nunca de maneira tão consistente e bem desenvolvida como aqui.
Uma pena. Eu adoro essa franquia. Não é mais um FF, mas esse nem é maior problema. Os atores não salvam o filme, mas também não são os grandes culpados desse fiasco. O verdadeiro terror desse filme é a produção e a montagem. O orçamento do filme é baixo (assim como todos da franquia), e, ainda assim, decidiram sair do ambiente mais contido dos anteriores. O resultado é mais da metade das cenas serem fechadas no rosto dos personagens, claramente para esconder limitações de cenário, locações e efeitos. Com isso, até o referencial geográfico do Hotel, se perdeu. Em vários momentos, parece que cenas de ligação simplesmente desapareceram na edição. A história até tinha potencial no início, mas foi muito mal executada ao longo do filme. Parece que quiseram expandir a mitologia e elevar a escala sem ter estrutura para isso. Talvez tivesse sido mais acertado permanecer no found footage sobrenatural básico, que era simples, e funcionava muito bem. Acho que ainda dá tempo de fingir que esse filme não aconteceu.
Tá ai!! Muito melhor que o primeiro 28 Years Later. Continua não sendo mais uma franquia de filme de zumbis, mas desse gostei. O menino continua chato, mas os outros personagens compensam.
Quando assisti no lançamento, detestei. Acho que fui esperando algo mais próximo do clima de Extermínio 1 e 2, e a frustração falou mais alto. Revendo agora, não achei tão ruim quanto lembrava. O que ainda me incomoda bastante é a criança protagonista, que considero bem chata. No mais, o filme não funciona exatamente como um filme de zumbi, mas sim como um drama pós-apocalíptico que aborda temas como finitude, extinção da humanidade e a ideia de renascimento e blá, blá, blá. Sob essa perspectiva, ele faz mais sentido. Ainda assim, dentro dessa linha, não chega a ser algo tão marcante, como The Road (2009) e Filhos da Esperança (2006). (Passei a nota de 0,5 para 2,5)
É um bom filme de terror indonésio. Vi gente dizendo que as atuações são ruins, mas não concordo. O grande problema está nas legendas da Netflix, que deixam muitos diálogos estranhos. Assim como em várias produções asiáticas da Netflix, a tradução (em português e em inglês) aqui parece ser automática. O indonésio, como muitas línguas orientais, depende demais de contexto e de expressões culturais próprias (bem distantes da nossa ocidental), então a adaptação para português ou inglês precisa ser mais interpretativa para dar sentido aos diálogos. O filme tem seus defeitos, claro, mas a tradução é, de longe, o que mais prejudica.
Gostei do filme. É uma boa segunda parte, mas espero que a história pare por aqui. A mitologia ligada ao mundo “espiritual” é expandida, o que funciona até certo ponto. Se insistirem em continuar explorando esse caminho, há um risco grande da proposta se perder e descambar.
O documentário segue praticamente a mesma linha dos anteriores sobre o caso Eloá. Nada de muito novo é acrescentado, mas mais uma vez fica evidente, além da culpa direta do assassino, o papel desastroso do Estado, da polícia e da mídia na tragédia. É impressionante como a exposição sensacionalista, a falta de preparo e as decisões equivocadas das autoridades se repetem em todos os materiais sobre o caso, reforçando o quanto essa morte poderia ter sido evitada. É um daqueles documentários que revoltam justamente por mostrar, mais uma vez, como tudo foi conduzido de forma irresponsável.
Pânico 7
2.7 349 Assista AgoraNão achei tão ruim quanto estão dizendo. O que realmente me incomodou foi a motivação do assassino, que achei bem ridícula e pouco convincente. O filme entrega algumas mortes bem legais dentro daquele estilo mais clichê que já é marca da franquia, mas que ainda funciona e diverte. Entre os filmes mais recentes de Pânico, esse provavelmente é o mais fraco, mas para mim está longe de ser uma catástrofe.
Para Sempre Medo
2.4 44É um Folk Horror interessante com muita atmosfera com um visual forte e um clima bem construído que pra mim funcionou bem. A direção do Osgood Perkins aqui funcionou, diferente dos últimos filmes dele que não me cativaram. O filme conseguiu focar em criar clima, com aquele terror mais psicológico, lento e desconfortável. As atuações também ajudam, principalmente a da Tatiana Maslany, nossa She Hulk, que aqui está muito bem.
Hostile Dimensions
2.3 11 Assista AgoraA premissa é muito boa! O roteiro e a execução deixaram um pouco a desejar. Poderia ter sido melhor. Mas pra mim a ideia valeu pelo filme.
Dança com os Mortos
3.1 26 Assista AgoraÉ um típico terrir adolescente de zumbi. O filme tenta resgatar aquela vibe dos filmes de zumbi dos anos 90 e até chega perto em alguns momentos, mas não foi suficiente para me cativar. Faltou carisma e impacto para realmente funcionar. Talvez funcione melhor para um público mais jovem ou menos exigente com o gênero.
POV: Presença Oculta
2.2 27Quiseram levar pra um caminho, mas acho que ficou meio confuso. O escuro total pra "esconder os problemas de efeitos é sempre o pior caminho. Já vi FF melhores de baixo orçamento no mesmo estilo.
Raakavedos
3.4 2Um lugar, uma camera na mão e uma produção baixo orçamento. Um FF bem clichê, mas até que se sai bem na construção da tensão.
Plague
1.6 6Não tem muitos zumbis no filme, mas o clima e as questões morais construídas até que não são ruins. Mas também não chega a ser bom.
Exit 8
3.2 28Adorei o filme. É uma proposta simples, mas muito bem executada. Parece que o filme foi inspirado em um jogo, mas como não conheço não sei se foi uma boa adaptação. Ainda assim, as cenas iniciais em primeira pessoa são bem imersivas e dão uma ótima sensação de estar jogando. É um terror/suspense minimalista muito mais psicológico e atmosférico do que baseado em sustos. O que mais gostei foi como o filme brinca com a percepção, trazendo sensações de estranhamento, inquietação e paranoia que me envolveram bastante. O filme aposta na repetição e na observação, quem prefere uma narrativa mais convencional talvez não goste.
Como todos que aparecem no corredor parecem ter alguma ligação familiar com o protagonista (a mulher e o filho), fiquei com a impressão de que o senhor que passa pelo corredor poderia ser o pai dele. Em um momento o protagonista comenta que também não conhecia o próprio pai, então imaginei que o filme talvez sugira essa relação.
O Som da Morte
2.3 42The Whistle é um terror adolescente de maldição bem clichê, no estilo "Final Destination", mas com um desenvolvimento bem mais fraco. A premissa e o visual do filme até são interessantes, e os atores fazem um trabalho ok. O problema maior está no roteiro, na direção e na montagem, que são péssimos. Algumas situações se desenrolam de forma pouco convincente, tornando difícil suspender a descrença. Tem perguntas óbvias que ninguém parece fazer, alguns personagens aleatórios (spoiler) e muita conveniência de roteiro. Um dos pontos positivos pra mim foram as mortes. Os efeitos não são extraordinários, mas funcionam bem dentro da proposta e acabaram sendo algumas das partes mais divertidas do filme para mim. No geral, um filme mediano para o gênero.
O plot do professor no início é muito fraco e previsível. Ele até poderia servir para explicar parte da origem ou o funcionamento do apito, mas no fim tudo se resolve com uma simples pesquisa no Google. Além disso, ele é o primeiro a soprar o apito e nenhum som é ouvido, mas depois o apito passa a emitir um som audível e qualquer pessoa que o escuta tem sua morte evocada. A avó do rapaz que morre no início também aparece de forma completamente aleatória, funcionando apenas como uma conveniência de roteiro para empurrar a história adiante. Também fiquei com a impressão de que o irmão da loira tinha ouvido o apito, mas depois ele desaparece da história. Já o “pastor” é um personagem muito mal desenvolvido. A revelação de que ele teria causado a morte de uma criança por causa das drogas surge praticamente do nada no último ato.
Hangar 10
2.0 18Eu gostei, mas tem FF melhores com o mesmo enredo.
Day of Disappearance
4.0 3 Assista AgoraÉ um found footage muito bom. A introdução é realmente longa, mas para mim funcionou porque o protagonista é carismático e natural. Fiquei entretido com o que ele mostra e comenta, então o ritmo inicial não me incomodou tanto quanto pode incomodar algumas pessoas.
Quando o mistério finalmente começa, o filme praticamente não desacelera até o final. A tensão cresce de forma constante e há muitos detalhes acontecendo no plano de fundo das cenas. O desfecho existe, mas é um final mais sutil e ambíguo, que talvez não satisfaça quem espera explicações diretas. Ou você aprecia a atmosfera e a sugestão, ou sai frustrado pela falta de respostas claras.
Acredito que numa segunda assistida eu perceberia ainda mais detalhes escondidos. Eu gostei, mas não chega a ser tão impactante a ponto de exigir uma reassistida imediata. Talvez daqui a um tempo eu volte a ele com outro olhar.
M: A Última Esperança
2.8 12 Assista AgoraÉ um filme bastante interpretativo, e confesso que não consegui compreendê-lo completamente. É um filme de lingua não inglesa e existem aspectos culturais e nuances de linguagem que desconheço e que, provavelmente, são essenciais para uma interpretação mais precisa. Tive a impressão de que há problemas de tradução, já que a dublagem e as legendas em diferentes idiomas parecem alterar significativamente o sentido de algumas falas, às vezes de maneira quase oposta. Isso certamente interfere na compreensão geral do filme. Diante dessas questões e de um final mais aberto, acabei construindo minha própria teoria sobre o que acontece (explico melhor nos spoilers).
Pelo que entendi, o apocalipse não acontece exatamente no nosso presente, mas em um futuro um pouco mais distante. O discurso em holograma quase no final deixa bem claro que havia um partido político de viés fascista profundamente incomodado com a imigração de refugiados de uma guerra próxima. O tom é explicitamente eugenista. Dependendo da tradução, algumas falas mudam de nuance, mas o ponto central permanece: a ideia de que os imigrantes estariam “roubando” a cultura e “manchando” a descendência, evocando aquele velho mito do “sangue puro” e da "pureza genética" (*Disclaimer 1, abaixo), um discurso associado a ideologias nazifascistas. Isso está diretamente no filme. A partir daqui entra mais a minha interpretação, talvez já beirando uma fanfic. ///// Acho que o vírus pode ter sido desenvolvido por esses eugenistas com o objetivo de impedir a procriação dos imigrantes. Porém, algo saiu do controle: os fetos começaram a nascer como zumbis e a infecção passou para os pais. O plano, talvez, fosse que o vírus não afetasse os chamados “sangues puros”, mas como essa ideia de pureza é um mito, o vírus acabou atingindo todos. ///// O menino, então, poderia ser um experimento eugenista, uma tentativa de garantir essa “descendência pura”. Reparei que a maioria das pessoas que aparecem no filme tem traços étnicos variados. O menino é o único loiro de olhos azuis. O outro menino tem Síndrome de Dawn (Disclaimer 2, abaixo), o que pode lhe conferir a vantagem genética de ser imune ao vírus. O que é muito irônico dado que os criadores do vírus são eugenistas. ///// Talvez os imigrantes tenham se revoltado e destruído o núcleo fascista e seus experimentos. O vídeo da família com a mulher grávida parece anterior a esse colapso. A mãe perde o bebê, o surto começa e a menina já nascida do casal morre. O casal, então, junto a esses refugiados rebeldes, encontra o menino de “gene puro” e deveria eliminá-lo, mas não consegue. Isso explicaria a frieza do pai com a criança e a fuga para a floresta. ///// Também pode ser que o apocalipse seja mais localizado do que global, e que ainda exista algum tipo de governo. Os soldados que resgatam o menino talvez representem essa estrutura remanescente. A postura da soldado no final sugere que ele pode ser usado em busca de uma cura, mesmo que isso custe sua vida. Ela o leva, mas não promete protegê-lo quando ele pergunta — o que deixa a ambiguidade moral ainda mais forte.
*Disclaimer 1: *Todas as etnias modernas resultam de miscigenação histórica, que ocorre desde os primórdios do surgimento da nossa espécie*.
*Disclaimer 2: A síndrome de Down, ou trissomia do 21, é uma alteração genética onde a pessoa possui três cromossomos 21 em vez de dois, totalizando 47 cromossomos. Causa deficiência intelectual leve a moderada e traços físicos específicos, sendo uma condição, não uma doença.*
Predador: Terras Selvagens
3.5 283 Assista AgoraMuito bom! É um filme diferente dentro da franquia. O roteiro é simples, mas bem executado, com boas cenas de ação e ritmo envolvente. Algumas escolhas tinham tudo para soar cafonas, mas no fim a impressão é que tudo foi condizente. Me prendeu do início ao fim. O que mais me chamou atenção foi a subversão da lógica tradicional da franquia... (spoiler)
O que mais me chamou atenção foi a subversão da lógica tradicional da franquia. Aqui, o filme praticamente nos coloca para torcer pelo Predador do começo ao fim. Outros filmes da franquia já tentaram algo parecido, mas nunca de maneira tão consistente e bem desenvolvida como aqui.
Enterramos os Mortos
2.6 36Esse filme não é propriamente um terror de zumbi, é mais um thriller/drama com zumbis. Visto desse jeito até que gostei.
Hell House LLC: A Herança
1.8 25Uma pena. Eu adoro essa franquia. Não é mais um FF, mas esse nem é maior problema. Os atores não salvam o filme, mas também não são os grandes culpados desse fiasco. O verdadeiro terror desse filme é a produção e a montagem. O orçamento do filme é baixo (assim como todos da franquia), e, ainda assim, decidiram sair do ambiente mais contido dos anteriores. O resultado é mais da metade das cenas serem fechadas no rosto dos personagens, claramente para esconder limitações de cenário, locações e efeitos. Com isso, até o referencial geográfico do Hotel, se perdeu. Em vários momentos, parece que cenas de ligação simplesmente desapareceram na edição. A história até tinha potencial no início, mas foi muito mal executada ao longo do filme. Parece que quiseram expandir a mitologia e elevar a escala sem ter estrutura para isso. Talvez tivesse sido mais acertado permanecer no found footage sobrenatural básico, que era simples, e funcionava muito bem. Acho que ainda dá tempo de fingir que esse filme não aconteceu.
Extermínio: O Templo dos Ossos
3.4 194 Assista AgoraTá ai!! Muito melhor que o primeiro 28 Years Later. Continua não sendo mais uma franquia de filme de zumbis, mas desse gostei. O menino continua chato, mas os outros personagens compensam.
Extermínio: A Evolução
3.1 558 Assista AgoraQuando assisti no lançamento, detestei. Acho que fui esperando algo mais próximo do clima de Extermínio 1 e 2, e a frustração falou mais alto. Revendo agora, não achei tão ruim quanto lembrava. O que ainda me incomoda bastante é a criança protagonista, que considero bem chata. No mais, o filme não funciona exatamente como um filme de zumbi, mas sim como um drama pós-apocalíptico que aborda temas como finitude, extinção da humanidade e a ideia de renascimento e blá, blá, blá. Sob essa perspectiva, ele faz mais sentido. Ainda assim, dentro dessa linha, não chega a ser algo tão marcante, como The Road (2009) e Filhos da Esperança (2006). (Passei a nota de 0,5 para 2,5)
Fortuna Maldita
2.7 84É um bom filme de terror indonésio. Vi gente dizendo que as atuações são ruins, mas não concordo. O grande problema está nas legendas da Netflix, que deixam muitos diálogos estranhos. Assim como em várias produções asiáticas da Netflix, a tradução (em português e em inglês) aqui parece ser automática. O indonésio, como muitas línguas orientais, depende demais de contexto e de expressões culturais próprias (bem distantes da nossa ocidental), então a adaptação para português ou inglês precisa ser mais interpretativa para dar sentido aos diálogos. O filme tem seus defeitos, claro, mas a tradução é, de longe, o que mais prejudica.
Revelações
3.1 26 Assista AgoraRoteiro e execussão na média, mas tem um bom suspense!
Juntos
3.3 389 Assista AgoraEu gostei. É um bom cosmic horror com um body horror interessante.
O Telefone Preto 2
3.0 258 Assista AgoraGostei do filme. É uma boa segunda parte, mas espero que a história pare por aqui. A mitologia ligada ao mundo “espiritual” é expandida, o que funciona até certo ponto. Se insistirem em continuar explorando esse caminho, há um risco grande da proposta se perder e descambar.
Street Fighter
3.0 2Pelo teaser que saiu me pareceu que vai ser meio tosco. Mas tem coisa tosca boa, espero que seja o caso.
Terror em Shelby Oaks
2.4 78 Assista AgoraFaz um terror psicológico certinho, mas nada de muito novo sobre o sol.
Caso Eloá: Refém ao Vivo
3.5 105 Assista AgoraO documentário segue praticamente a mesma linha dos anteriores sobre o caso Eloá. Nada de muito novo é acrescentado, mas mais uma vez fica evidente, além da culpa direta do assassino, o papel desastroso do Estado, da polícia e da mídia na tragédia. É impressionante como a exposição sensacionalista, a falta de preparo e as decisões equivocadas das autoridades se repetem em todos os materiais sobre o caso, reforçando o quanto essa morte poderia ter sido evitada. É um daqueles documentários que revoltam justamente por mostrar, mais uma vez, como tudo foi conduzido de forma irresponsável.