Eu tive uma certa dificuldade de engatar nessa segunda temporada, porque achei o enredo da viagem para Paris muito chatinho. Por outro lado, a viagem para o acampamento judaico foi interessante. No entanto, os episódios dessa temporada deixaram ainda mais claro para mim o que eu mais gosto na série: a relação entre Midge e Susie. É realmente o trunfo da série.
Eu gosto também da inclusão da adversária Sophie Lennon e as consequências advindas de tal enfrentamento. As dificuldades pelas quais Susie precisa passar como agente fazem sentido e trazem, ao mesmo tempo, diversão e torcida pelo êxito.
É uma série de que eu gosto, mas que, diferentemente de outras, não anseio pelo próximo episódio. É gostoso de acompanhar, mas não me exige completa dedicação e/ou atenção.
Deve-se ser muito engenhoso para compreender o que se pode levar a sério e o que é a comédia do roteiro. Eu penso que isso vem de um roteiro esperto, que não entrega as cartas todas de uma vez nem propõe delimitações rígidas do que são os gêneros de suspense, de investigação e de comédia. No entanto, eu não sei se isso me agradou tanto assim. Talvez o tempo faça com que eu goste mais.
Harbour e Bateman estão muito bem em seus respectivos papéis. Eu fiquei em dúvida se eu não gosto da atuação da Linda Cardellini ou se eu só não vou com a cara da personagem dela.
Em relação à resolução do mistério, era o mais óbvio que poderia ter acontecido. Acho que a atração pela série não está no mistério, mas no quão estranha ela é.
Ah, e só para mencionar, estou completamente viciado na versão de "Let the Sunshine In" do grupo The Fifth Dimension, que compõe a abertura da série (muito boa por sinal).
Não tem jeito, a Susie é a minha personagem favorita, mas ela e Midge formam uma dupla e tanto. Eu gosto do lugar para onde essa primeira temporada se encaminhou: no fim das contas, Joel tinha Midge como uma espécie de esposa-troféu e não suportou a ideia de que ela fosse muito mais esperta e capacitada do que ele.
Eu curto as situações pelas quais os personagens precisam passar (me dá vontade de assistir mais e esse é um ótimo sinal). Torço muito pelo sucesso da Midge (e olha que eu sei que é tudo ficcional).
F.D.C.P.S.: Hacks vai fazer muita falta! Mais do que em todas as outras temporadas, os problemas das personagens (contrato severo de Deborah, falência da Schaefer-LuSaque, bloqueio criativo de Ava...) são reais e urgentes. A comédia está, mais uma vez, no tom. É impossível não devorar a temporada. Eu não estava esperando pela doença terminal de Deborah (inclusive, mais um exemplo de problema concreto). É impressionante como a gente torce por todos eles, pelo seu sucesso, pelo seu reconhecimento e percebe a mudança de comportamento deles. Esta é uma série que consegue mostrar muito bem o poder de transformação das relações sociais de uma forma leve e natural, pois o humor está ali, na saúde, na doença, na alegria ou na tristeza.
F.D.C.P.S.: "Esses casos de família e de dinheiro eu nunca entendi bem". Me deu um pouco a impressão de que eles não tinham tanto material assim para tratar. Agora, um sonho: a Anita sair do coma e revelar todas as verdades de uma vez por todas. A Suzuki não me desce e o advogado dela, menos ainda.
F.D.C.P.S.: O Estúdio é divertidíssima. É muito bizarro pensar que não teremos O'Hara na próxima temporada (descanse em paz). Queria dizer que fui eu quem tive a ideia de fazer um filme sobre a cerimônia do Oscar (no caso da série, eles filmam o Globo de Ouro). Cada novo figurão de Hollywood que aparecia trazia uma nova graça à série (do nada, o Scorsese, sabe...). Matt, vá fazer terapia imediatamente. É tão legal ter acesso aos bastidores! Apesar de ser um pouco caricata, eu não tenho dúvida de que muita coisa seja assim mesmo por trás das cortinas.
F.D.C.P.S.: Pode ser que a palavra da vez seja empatia. Carol Sturka quer reverter a conjuntura, mas se esquece de se colocar no lugar dos outros "não contaminados", em especial aqueles que têm familiares e amigos pelos quais zelar. A cena do abraço da reconciliação é bem forte. Nenhum ser humano é uma ilha. A Zosia é uma querida (quer dizer, ela por si só?). Uma série com um piloto de cair o queixo. Apesar da Carol ser bastante grosseira e ter um gênio bem longe de ser agradável, eu vejo que ela é motivada, muitas vezes, por boas intenções. Situações adversas mostram o pior da pessoas, um abraço para o Diabaté. E o Manousos fez tudo aquilo para no fim... A teimosia pode ser uma maldição.
F.D.C.P.S.: Sobre a primeira parte: Quanta emoção! Eu amo essa série, não tem jeito. Nossa, DJ Robin, que amor de pessoa você é! Como assim o Will tem poderes? Eu gosto como sempre tem tantas frentes sendo trabalhadas ao mesmo tempo. Sobre o episódio final: Ah, que amor!!! Eu cresci junto com eles, sabe... Que músicas nacionais eu escolheria para compor essa trilha?
F.D.C.P.S.: O que foi esse 3º episódio? Os temas mais debatidos dos últimos anos estão reunidos aqui: o problema das redes sociais; geração ansiosa; viver a infância. Que medo do que as redes sociais podem produzir. O episódio 4 bateu muito forte em mim: os pais acham que seus filhos estão seguros em seus próprios quartos. Vigiai e orai.
F.D.C.P.S.: Que final de temporada maravilhoso!!! Só que assim, é bem difícil de explicar, mas eu ainda acho que não gosto do ritmo da série. O "environment" que eles criaram é surreal, uma das coisas mais bem feitas que eu já vi. Agora eu consigo entender tudo: o tempo na Lumon tem uma cadência diferente do nosso tempo. Nós, espectadores, sabemos tanto quanto os personagens, nada é revelado a nós que não seja, primeiramente, revelado a eles. Eu não consigo mexer nas pastas do meu computador sem pensar na série. Para terminar: o que tem a ver o melão e a melancia?
F.D.C.P.S.: Doideira total. Chorei no penúltimo episódio. A série é muito forte, mas preciso confessar: é difícil ser empático o tempo todo com o protagonista. Martha, vai se tratar, garota. Sobre o piloto: sentir pena de alguém sem conhecer é um péssimo sentimento mesmo, porque vem pautado em preconceitos que temos em relação ao estilo de vida da pessoa.
F.D.C.P.S.: O elenco coadjuvante é bom. É muito interessante ver a vocação do Senna desde criança. Linda a institucionalização dele como um herói. Me deixou um sentimento triste pós-episódio final.
F.D.C.P.S.: É um baita de um relacionamento tóxico, não tem jeito. Queridos, eu os vi fugindo da discussão sobre cancelamento, ok? Ai, o pobre do Marcus...
F.D.C.P.S.: Acho que eu vou na contramão da opinião geral. Eu amei o ritmo lento, me prendeu muito e até me fez querer assistir mais. O final foi bem acelerado e eu curti, mas
F.D.C.P.S.: Bastavam algumas sessões de terapia para curar os mommy issues do Oz. Mas assim, o cara é mau mau mesmo, mau da gema. Agora você entende o que eu quis dizer, Ananda? Eu avisei, eu disse...
É... De Volta aos 15 (ou agora aos 18) já apresentava sintomas do fim. Uma pena que a Filipa tenha aparecido somente nessa terceira temporada, porque eu curto a atuação da Larissa.
Durante toda a temporada, o que mais me pegou foi o fato de eu ver na tela a minha faculdade representada de uma forma completamente diferente do que é. Eu me lembro de um dia estar voltando do bandejão da Química e ter visto uma grande fila até descobrir que as pessoas estavam esperando para tirar foto com o João Guilherme no set de filmagem. Achei curioso. Aí me contaram sobre a proposta da 3ª temporada.
Bom, a universidade que se cria em De Volta aos 15 é muito caricata, não há como negar. Para o propósito da série, eu não acredito que seja um grande problema, porque, afinal, as séries teen acabam sendo estereotipadas mesmo que não tenham essa pretensão. Eu só achei estranho (e ao mesmo tempo legal) ver esse tipo de representação, porque, como eu estou vivendo essa fase, dá para notar claramente a diferença.
A Luísa, irmã de Anita, continua tendo a atuação mais sofrível de todas, mas seria possível destacar outros nomes, viu. Gosto do protagonismo que a Camila recebe nesta última temporada, mas fico receoso com as rápidas soluções dadas aos problemas dela. Uma coisa que me incomoda nessa virada de 2ª para 3ª temporada é como os personagens já começam bruscamente mais rebeldes, progressistas e transviados. Eu acredito mais em um processo, que, inclusive, é fruto da vivência universitária. Eu vejo um gap entre as atitudes dos personagens intertemporadas.
O episódio final, surpreendentemente, teve muita emoção envolvida. Quando olho para os detalhes, há muito o que se lapidar. Se me volto ao todo, é uma boa série adolescente e eu quero dizer uma ótima série adolescente para valorizar nossos futuros próximos grandes atores nacionais, que são essa geração encabeçada por Larissa Manoela, João Guilherme e Maisa.
Quem conta um conto, aumenta um ponto. Essa verdade absoluta e inegável é revelada e desenvolvida ao longo dos sete episódios de “Disclaimer”. A pergunta que fica pairando no ar é: quando vamos aprender a dar a chance do outro falar ao invés de apenas julgarmos previamente?
Cate Blanchett interpreta uma jornalista, Catherine, que vê sua carreira e vida pessoal na iminência de desabar devido à publicação de um livro que, de forma concomitantemente velada e explícita, narra um episódio trágico que a envolve.
A primeira cena da minissérie acontece em um evento de reconhecimento a profissionais da televisão e do jornalismo pelos seus trabalhos. Catherine recebe um prêmio pela sua intrepidez e coragem de escancarar a verdade ao cidadão comum sobre assuntos difíceis e polêmicos. Essa cena dita o tom de toda a minissérie. Inclusive, existe uma sagacidade em Catherine ser uma jornalista e, contraditoriamente, sofrer justamente por não conseguir dizer sua versão sobre a história que está sendo contada no livro, que, por sua vez, é um projeto pessoal de vingança da família Brigstocke (em particular, apenas do pai, o único sobrevivente).
Todos os atores realizam performances fantásticas, em especial Cate Blanchett e Kevin Kline. Quando a série se envereda para a narração do encontro entre Jonathan e Catherine, eu estava achando as atuações dos respectivos atores muito forçadas: era um adolescente super pudico, inocente, como se nunca tivesse visto um peito ou bunda antes, e uma mãe “sexy sendo vulgar”. Foi só aí que comecei a entender o que era a série. Foi só aí que minha ficha caiu.
Essas cenas com personagens estereotipados são frutos da cabeça de uma mulher, ou melhor, de uma mãe, a Nancy, mãe do Jonathan, que, por sinal, não esteve em nenhum desses momentos da viagem dele. Na verdade, elas são consequências do exagero intrínseco ao contar, ao narrar, que é hiperbólico por natureza. Nancy imagina o que deve ter acontecido, sem saber se de fato aconteceu. Ela escolhe acreditar na imagem de um filho que ela mesma construiu no seu imaginário, ou, pelo menos, que ela gostaria que fosse real.
Eu gostei demais como essa troca de tom – do momento atual para o passado em questão – é feita. A série me levou a desprezar Catherine, a julgá-la uma mãe desnaturada; em suma, a culpabilizar a vítima. Eu fiquei completamente amarrado pela história contada no livro e, em nenhum momento da primeira metade da série, cheguei a me perguntar: “espera aí, mas como a mãe do Jonathan escreveu tão detalhadamente os acontecimentos se ela não esteve lá para testemunhar?”.
Escrevendo tudo isso agora, parece que eu estou dizendo o óbvio, e deve ser mesmo. Mas o trunfo da série para mim foi ser ludibriado por ela. Provavelmente, espectadores mais experientes (ou minimamente mais inteligentes do que eu) entenderão rapidamente o que está acontecendo. Pode ser que eu tenha sido ingênuo, mas não me arrependo, porque foi assim que consegui ser surpreendido. Eu personifiquei o que a série quer criticar, e isso a faz mais especial ainda, porque ela usa o espectador de prova para sua tese, a tese de que a gente sempre prefere acreditar no pior das pessoas, como se essa fosse a melhor e única alternativa. Ainda por cima, no final da série (lá vem ele: o maldito/bendito spoiler!), fiquei me sentido culpado por não conseguir dar tanto crédito à versão da Catherine, porque eu já estava tão imerso na de Nancy... o peso do julgamento se abateu sobre mim.
Uma única ressalva: achei estranhíssimo a conversa do filho de Catherine no Instagram com o perfil falso ter sido tão fluida do nada. Literalmente do nada.
Para terminar, fico muito agoniado com o fato irredutível de que basta uma atitude, um gesto, uma decisão para que tudo desmorone. Muito doido ver como a vida e seus alicerces podem ser tão frágeis.
F.D.C.P.S.: Essa temporada foi extremamente sofrível para mim. Acho que só cheguei até o final porque assisti com minha mãe e ela curte, mas às vezes eu implorava para deixarmos de ver algum episódio. E não aguento que toda a atuação da Letícia se baseia em mover as sobrancelhas. Um ritmo muito desacelerado em comparação com a primeira temporada. Para finalizar: o núcleo evangélico é muito caricato. Amores, paramos de cantar Faz Um Milagre em Mim em 2013.
F.D.C.P.S.: Poxa, Wandinha, acusar as pessoas sem saber não é muito educado. A série me leva o tempo todo a pensar que a Wandinha é a tal, que ela só acerta, mas ela acabou errando em muitas resoluções, ó céus.
Maravilhosa Sra. Maisel (2ª Temporada)
4.5 152 Assista AgoraEu tive uma certa dificuldade de engatar nessa segunda temporada, porque achei o enredo da viagem para Paris muito chatinho. Por outro lado, a viagem para o acampamento judaico foi interessante. No entanto, os episódios dessa temporada deixaram ainda mais claro para mim o que eu mais gosto na série: a relação entre Midge e Susie. É realmente o trunfo da série.
Eu gosto também da inclusão da adversária Sophie Lennon e as consequências advindas de tal enfrentamento. As dificuldades pelas quais Susie precisa passar como agente fazem sentido e trazem, ao mesmo tempo, diversão e torcida pelo êxito.
É uma série de que eu gosto, mas que, diferentemente de outras, não anseio pelo próximo episódio. É gostoso de acompanhar, mas não me exige completa dedicação e/ou atenção.
DTF St. Louis
3.8 43 Assista AgoraÉ uma série que causou estranhamento como poucas.
Deve-se ser muito engenhoso para compreender o que se pode levar a sério e o que é a comédia do roteiro. Eu penso que isso vem de um roteiro esperto, que não entrega as cartas todas de uma vez nem propõe delimitações rígidas do que são os gêneros de suspense, de investigação e de comédia. No entanto, eu não sei se isso me agradou tanto assim. Talvez o tempo faça com que eu goste mais.
Harbour e Bateman estão muito bem em seus respectivos papéis. Eu fiquei em dúvida se eu não gosto da atuação da Linda Cardellini ou se eu só não vou com a cara da personagem dela.
Em relação à resolução do mistério, era o mais óbvio que poderia ter acontecido. Acho que a atração pela série não está no mistério, mas no quão estranha ela é.
Ah, e só para mencionar, estou completamente viciado na versão de "Let the Sunshine In" do grupo The Fifth Dimension, que compõe a abertura da série (muito boa por sinal).
Maravilhosa Sra. Maisel (1ª Temporada)
4.5 234 Assista AgoraNão tem jeito, a Susie é a minha personagem favorita, mas ela e Midge formam uma dupla e tanto. Eu gosto do lugar para onde essa primeira temporada se encaminhou: no fim das contas, Joel tinha Midge como uma espécie de esposa-troféu e não suportou a ideia de que ela fosse muito mais esperta e capacitada do que ele.
Eu curto as situações pelas quais os personagens precisam passar (me dá vontade de assistir mais e esse é um ótimo sinal). Torço muito pelo sucesso da Midge (e olha que eu sei que é tudo ficcional).
Hacks (5ª Temporada)
4.5 41 Assista AgoraF.D.C.P.S.: Hacks vai fazer muita falta! Mais do que em todas as outras temporadas, os problemas das personagens (contrato severo de Deborah, falência da Schaefer-LuSaque, bloqueio criativo de Ava...) são reais e urgentes. A comédia está, mais uma vez, no tom. É impossível não devorar a temporada. Eu não estava esperando pela doença terminal de Deborah (inclusive, mais um exemplo de problema concreto).
É impressionante como a gente torce por todos eles, pelo seu sucesso, pelo seu reconhecimento e percebe a mudança de comportamento deles. Esta é uma série que consegue mostrar muito bem o poder de transformação das relações sociais de uma forma leve e natural, pois o humor está ali, na saúde, na doença, na alegria ou na tristeza.
O Testamento: O Segredo de Anita Harley
4.0 68 Assista AgoraF.D.C.P.S.: "Esses casos de família e de dinheiro eu nunca entendi bem". Me deu um pouco a impressão de que eles não tinham tanto material assim para tratar. Agora, um sonho: a Anita sair do coma e revelar todas as verdades de uma vez por todas. A Suzuki não me desce e o advogado dela, menos ainda.
O Estúdio (1ª Temporada)
4.2 111 Assista AgoraF.D.C.P.S.: O Estúdio é divertidíssima. É muito bizarro pensar que não teremos O'Hara na próxima temporada (descanse em paz). Queria dizer que fui eu quem tive a ideia de fazer um filme sobre a cerimônia do Oscar (no caso da série, eles filmam o Globo de Ouro). Cada novo figurão de Hollywood que aparecia trazia uma nova graça à série (do nada, o Scorsese, sabe...). Matt, vá fazer terapia imediatamente. É tão legal ter acesso aos bastidores! Apesar de ser um pouco caricata, eu não tenho dúvida de que muita coisa seja assim mesmo por trás das cortinas.
Pluribus (1ª Temporada)
4.0 353 Assista AgoraF.D.C.P.S.: Pode ser que a palavra da vez seja empatia. Carol Sturka quer reverter a conjuntura, mas se esquece de se colocar no lugar dos outros "não contaminados", em especial aqueles que têm familiares e amigos pelos quais zelar. A cena do abraço da reconciliação é bem forte. Nenhum ser humano é uma ilha. A Zosia é uma querida (quer dizer, ela por si só?). Uma série com um piloto de cair o queixo. Apesar da Carol ser bastante grosseira e ter um gênio bem longe de ser agradável, eu vejo que ela é motivada, muitas vezes, por boas intenções. Situações adversas mostram o pior da pessoas, um abraço para o Diabaté. E o Manousos fez tudo aquilo para no fim... A teimosia pode ser uma maldição.
Ruptura (2ª Temporada)
4.1 350 Assista AgoraF.D.C.P.S.: Que série espetacular, parabéns a todos os envolvidos!
Stranger Things (5ª Temporada)
3.5 518 Assista AgoraF.D.C.P.S.: Sobre a primeira parte: Quanta emoção! Eu amo essa série, não tem jeito. Nossa, DJ Robin, que amor de pessoa você é! Como assim o Will tem poderes? Eu gosto como sempre tem tantas frentes sendo trabalhadas ao mesmo tempo. Sobre o episódio final: Ah, que amor!!! Eu cresci junto com eles, sabe... Que músicas nacionais eu escolheria para compor essa trilha?
Adolescência
4.0 615 Assista AgoraF.D.C.P.S.: O que foi esse 3º episódio? Os temas mais debatidos dos últimos anos estão reunidos aqui: o problema das redes sociais; geração ansiosa; viver a infância. Que medo do que as redes sociais podem produzir. O episódio 4 bateu muito forte em mim: os pais acham que seus filhos estão seguros em seus próprios quartos. Vigiai e orai.
Ruptura (1ª Temporada)
4.5 876 Assista AgoraF.D.C.P.S.: Que final de temporada maravilhoso!!! Só que assim, é bem difícil de explicar, mas eu ainda acho que não gosto do ritmo da série. O "environment" que eles criaram é surreal, uma das coisas mais bem feitas que eu já vi. Agora eu consigo entender tudo: o tempo na Lumon tem uma cadência diferente do nosso tempo. Nós, espectadores, sabemos tanto quanto os personagens, nada é revelado a nós que não seja, primeiramente, revelado a eles. Eu não consigo mexer nas pastas do meu computador sem pensar na série. Para terminar: o que tem a ver o melão e a melancia?
Bebê Rena
4.0 636 Assista AgoraF.D.C.P.S.: Doideira total. Chorei no penúltimo episódio. A série é muito forte, mas preciso confessar: é difícil ser empático o tempo todo com o protagonista. Martha, vai se tratar, garota. Sobre o piloto: sentir pena de alguém sem conhecer é um péssimo sentimento mesmo, porque vem pautado em preconceitos que temos em relação ao estilo de vida da pessoa.
Senna
4.0 239F.D.C.P.S.: O elenco coadjuvante é bom. É muito interessante ver a vocação do Senna desde criança. Linda a institucionalização dele como um herói. Me deixou um sentimento triste pós-episódio final.
Hacks (3ª Temporada)
4.3 57F.D.C.P.S.: É um baita de um relacionamento tóxico, não tem jeito. Queridos, eu os vi fugindo da discussão sobre cancelamento, ok? Ai, o pobre do Marcus...
The White Lotus (3ª Temporada)
3.6 245 Assista AgoraF.D.C.P.S.: Acho que eu vou na contramão da opinião geral. Eu amei o ritmo lento, me prendeu muito e até me fez querer assistir mais. O final foi bem acelerado e eu curti, mas
eu acho que o Lochy deveria ter morrido, pareceu muito improvável ele sobreviver. Bom, mas ele viu Deus, não é?
Pinguim
4.4 292 Assista AgoraF.D.C.P.S.: Bastavam algumas sessões de terapia para curar os mommy issues do Oz. Mas assim, o cara é mau mau mesmo, mau da gema. Agora você entende o que eu quis dizer, Ananda? Eu avisei, eu disse...
Hacks (4ª Temporada)
4.2 34 Assista AgoraF.D.C.P.S.: Não aguento que eles me enganaram duas vezes sobre a possível morte das protagonistas. Que ódio desses roteiristas!
Hacks (2ª Temporada)
4.3 56F.D.C.P.S.: Deborah Vance, tudo mudou em mim!!!
Hacks (1ª Temporada)
4.2 107 Assista AgoraF.D.C.P.S.: 4 estrelas só porque de fato conseguiu me arrancar risadas e parece que eu não tenho dado tanta risada ultimamente (vide fala do meu pai).
Mare of Easttown
4.4 700 Assista AgoraF.D.C.P.S.: Foi tão fácil e natural se apegar aos personagens. Eu queria sempre assistir mais e mais. É muito real!
De Volta aos 15 (3ª Temporada)
3.5 50 Assista AgoraÉ... De Volta aos 15 (ou agora aos 18) já apresentava sintomas do fim. Uma pena que a Filipa tenha aparecido somente nessa terceira temporada, porque eu curto a atuação da Larissa.
Durante toda a temporada, o que mais me pegou foi o fato de eu ver na tela a minha faculdade representada de uma forma completamente diferente do que é. Eu me lembro de um dia estar voltando do bandejão da Química e ter visto uma grande fila até descobrir que as pessoas estavam esperando para tirar foto com o João Guilherme no set de filmagem. Achei curioso. Aí me contaram sobre a proposta da 3ª temporada.
Bom, a universidade que se cria em De Volta aos 15 é muito caricata, não há como negar. Para o propósito da série, eu não acredito que seja um grande problema, porque, afinal, as séries teen acabam sendo estereotipadas mesmo que não tenham essa pretensão. Eu só achei estranho (e ao mesmo tempo legal) ver esse tipo de representação, porque, como eu estou vivendo essa fase, dá para notar claramente a diferença.
A Luísa, irmã de Anita, continua tendo a atuação mais sofrível de todas, mas seria possível destacar outros nomes, viu. Gosto do protagonismo que a Camila recebe nesta última temporada, mas fico receoso com as rápidas soluções dadas aos problemas dela. Uma coisa que me incomoda nessa virada de 2ª para 3ª temporada é como os personagens já começam bruscamente mais rebeldes, progressistas e transviados. Eu acredito mais em um processo, que, inclusive, é fruto da vivência universitária. Eu vejo um gap entre as atitudes dos personagens intertemporadas.
O episódio final, surpreendentemente, teve muita emoção envolvida. Quando olho para os detalhes, há muito o que se lapidar. Se me volto ao todo, é uma boa série adolescente e eu quero dizer uma ótima série adolescente para valorizar nossos futuros próximos grandes atores nacionais, que são essa geração encabeçada por Larissa Manoela, João Guilherme e Maisa.
Difamação
4.0 135 Assista AgoraQuem conta um conto, aumenta um ponto. Essa verdade absoluta e inegável é revelada e desenvolvida ao longo dos sete episódios de “Disclaimer”. A pergunta que fica pairando no ar é: quando vamos aprender a dar a chance do outro falar ao invés de apenas julgarmos previamente?
Cate Blanchett interpreta uma jornalista, Catherine, que vê sua carreira e vida pessoal na iminência de desabar devido à publicação de um livro que, de forma concomitantemente velada e explícita, narra um episódio trágico que a envolve.
A primeira cena da minissérie acontece em um evento de reconhecimento a profissionais da televisão e do jornalismo pelos seus trabalhos. Catherine recebe um prêmio pela sua intrepidez e coragem de escancarar a verdade ao cidadão comum sobre assuntos difíceis e polêmicos. Essa cena dita o tom de toda a minissérie. Inclusive, existe uma sagacidade em Catherine ser uma jornalista e, contraditoriamente, sofrer justamente por não conseguir dizer sua versão sobre a história que está sendo contada no livro, que, por sua vez, é um projeto pessoal de vingança da família Brigstocke (em particular, apenas do pai, o único sobrevivente).
Todos os atores realizam performances fantásticas, em especial Cate Blanchett e Kevin Kline. Quando a série se envereda para a narração do encontro entre Jonathan e Catherine, eu estava achando as atuações dos respectivos atores muito forçadas: era um adolescente super pudico, inocente, como se nunca tivesse visto um peito ou bunda antes, e uma mãe “sexy sendo vulgar”. Foi só aí que comecei a entender o que era a série. Foi só aí que minha ficha caiu.
Essas cenas com personagens estereotipados são frutos da cabeça de uma mulher, ou melhor, de uma mãe, a Nancy, mãe do Jonathan, que, por sinal, não esteve em nenhum desses momentos da viagem dele. Na verdade, elas são consequências do exagero intrínseco ao contar, ao narrar, que é hiperbólico por natureza. Nancy imagina o que deve ter acontecido, sem saber se de fato aconteceu. Ela escolhe acreditar na imagem de um filho que ela mesma construiu no seu imaginário, ou, pelo menos, que ela gostaria que fosse real.
Eu gostei demais como essa troca de tom – do momento atual para o passado em questão – é feita. A série me levou a desprezar Catherine, a julgá-la uma mãe desnaturada; em suma, a culpabilizar a vítima. Eu fiquei completamente amarrado pela história contada no livro e, em nenhum momento da primeira metade da série, cheguei a me perguntar: “espera aí, mas como a mãe do Jonathan escreveu tão detalhadamente os acontecimentos se ela não esteve lá para testemunhar?”.
Escrevendo tudo isso agora, parece que eu estou dizendo o óbvio, e deve ser mesmo. Mas o trunfo da série para mim foi ser ludibriado por ela. Provavelmente, espectadores mais experientes (ou minimamente mais inteligentes do que eu) entenderão rapidamente o que está acontecendo. Pode ser que eu tenha sido ingênuo, mas não me arrependo, porque foi assim que consegui ser surpreendido. Eu personifiquei o que a série quer criticar, e isso a faz mais especial ainda, porque ela usa o espectador de prova para sua tese, a tese de que a gente sempre prefere acreditar no pior das pessoas, como se essa fosse a melhor e única alternativa. Ainda por cima, no final da série (lá vem ele: o maldito/bendito spoiler!), fiquei me sentido culpado por não conseguir dar tanto crédito à versão da Catherine, porque eu já estava tão imerso na de Nancy... o peso do julgamento se abateu sobre mim.
Uma única ressalva: achei estranhíssimo a conversa do filho de Catherine no Instagram com o perfil falso ter sido tão fluida do nada. Literalmente do nada.
Para terminar, fico muito agoniado com o fato irredutível de que basta uma atitude, um gesto, uma decisão para que tudo desmorone. Muito doido ver como a vida e seus alicerces podem ser tão frágeis.
Os Outros (2ª Temporada)
2.7 102 Assista AgoraF.D.C.P.S.: Essa temporada foi extremamente sofrível para mim. Acho que só cheguei até o final porque assisti com minha mãe e ela curte, mas às vezes eu implorava para deixarmos de ver algum episódio. E não aguento que toda a atuação da Letícia se baseia em mover as sobrancelhas. Um ritmo muito desacelerado em comparação com a primeira temporada. Para finalizar: o núcleo evangélico é muito caricato. Amores, paramos de cantar Faz Um Milagre em Mim em 2013.
Wandinha (1ª Temporada)
4.0 713 Assista AgoraF.D.C.P.S.: Poxa, Wandinha, acusar as pessoas sem saber não é muito educado. A série me leva o tempo todo a pensar que a Wandinha é a tal, que ela só acerta, mas ela acabou errando em muitas resoluções, ó céus.