É curioso esse filme para mim, porque ele não é tão emocionante ou instigante quanto eu esperaria, nem apresenta tanto humor quanto os filmes de super-herói têm costumado apresentar (ou pelo menos o mesmo tipo de humor).
É um bom filme, com uma trama fechadinha e que deve ser um prato cheio para os fãs. Eu, como mero espectador, não saio exatamente empolgado da sala de cinema ou deslumbrado com o que vi. Eu arriscaria dizer que fica um sabor residual de: hum... precisamos mesmo de mais filmes do Homem-Aranha?
É válido mencionar que a ideia da vilã telepata é excelente e bem executada. Ah, e eu não fazia ideia que a Sadie Sink estaria no filme - uma grata surpresa!
Eu tive uma certa dificuldade de engatar nessa segunda temporada, porque achei o enredo da viagem para Paris muito chatinho. Por outro lado, a viagem para o acampamento judaico foi interessante. No entanto, os episódios dessa temporada deixaram ainda mais claro para mim o que eu mais gosto na série: a relação entre Midge e Susie. É realmente o trunfo da série.
Eu gosto também da inclusão da adversária Sophie Lennon e as consequências advindas de tal enfrentamento. As dificuldades pelas quais Susie precisa passar como agente fazem sentido e trazem, ao mesmo tempo, diversão e torcida pelo êxito.
É uma série de que eu gosto, mas que, diferentemente de outras, não anseio pelo próximo episódio. É gostoso de acompanhar, mas não me exige completa dedicação e/ou atenção.
Deve-se ser muito engenhoso para compreender o que se pode levar a sério e o que é a comédia do roteiro. Eu penso que isso vem de um roteiro esperto, que não entrega as cartas todas de uma vez nem propõe delimitações rígidas do que são os gêneros de suspense, de investigação e de comédia. No entanto, eu não sei se isso me agradou tanto assim. Talvez o tempo faça com que eu goste mais.
Harbour e Bateman estão muito bem em seus respectivos papéis. Eu fiquei em dúvida se eu não gosto da atuação da Linda Cardellini ou se eu só não vou com a cara da personagem dela.
Em relação à resolução do mistério, era o mais óbvio que poderia ter acontecido. Acho que a atração pela série não está no mistério, mas no quão estranha ela é.
Ah, e só para mencionar, estou completamente viciado na versão de "Let the Sunshine In" do grupo The Fifth Dimension, que compõe a abertura da série (muito boa por sinal).
Eu esperava que o retorno do Odisseu à Ítaca fosse arrebatador, mas não tive essa sensação, embora o desafio do arco seja interessante de acompanhar. Não sei, mas o núcleo Penélope e Telêmaco não me convenceu muito.
O tempo passa bem rápido. A cena do ciclope é ótima; a cena com a Circe é excelente. Nunca tinha pensado em um cavalo de Troia empinado; achei a ideia genial.
Depois de alguns filmes do Nolan, eu acho que esse é o que ficou mais evidente para mim aquela fórmulinha de alinhar um som impactante a uma fotografia linda para tentar emocionar. Talvez seja por isso que não me pegou, pois já conheço essa tática dele. Dessa vez, a sala IMAX, com o som no talo e as imagens fortes, não foi capaz de emocionar, pois pareceu um tanto quanto plástico ou forçado.
Ainda assim, para uma pessoa como eu que conhecia quase zero da obra original, o filme é ótimo para apresentar o clássico e incitar a beber da fonte original.
Uma coisa que deve ser mencionada é a empolgação do público ao término do filme. Isso com certeza me deu vontade de voltar e assistir a tudo novamente.
Não tem jeito, a Susie é a minha personagem favorita, mas ela e Midge formam uma dupla e tanto. Eu gosto do lugar para onde essa primeira temporada se encaminhou: no fim das contas, Joel tinha Midge como uma espécie de esposa-troféu e não suportou a ideia de que ela fosse muito mais esperta e capacitada do que ele.
Eu curto as situações pelas quais os personagens precisam passar (me dá vontade de assistir mais e esse é um ótimo sinal). Torço muito pelo sucesso da Midge (e olha que eu sei que é tudo ficcional).
Toda a parte artística e conceitual é muito bem executada. Tem um tom teatral que não chega a ser o estilo Broadway ao qual já estamos tão acostumados (e, por vezes, pouco entusiasmados com ele). É original e a impressão final que fica é de uma assinatura única em um show único da banda.
No quesito musical, não tenho o que dizer. Os sons e as letras das canções dizem por si mesmos.
Talking Heads ergueu o sarrafo lá no Pico da Neblina e vai ser difícil alcançá-lo.
Mais do que a inserção da tecnologia no modo de brincar, considero o tema de aceitação em uma roda de amizade muito caro e super bem desenvolvido no filme. Estava com os dois pés atrás quando vi o anúncio de um quinto filme de Toy Story, mas não houve decepção.
A discussão é válida, bem-vinda e gosto de acreditar que faz os pais refletirem sobre a infância de suas crianças. O problema é que, na minha visão, a saída para essa questão-problema não está dentro de casa, parece ser mais uma ação coletiva.
A dublagem está bem bacana (surpreso por ouvir a voz da Maísa!) e o roteiro não fica muito atrás de outros filmes da sequência (é claro que não é um Toy Story 3).
F.D.C.P.F.: Poxa, achei o documentário fraquinho. Entendo o recorte das eleições escolhido, mas a minha expectativa, com base no que foi vendido/prometido, era de um desenvolvimento maior sobre o edifício em si. Sem dúvida, o ponto alto do filme são as assembleias condominiais; ali ficam evidentes as características do brasileiro (no bom e no mau sentido). Algo que me incomodou demais foram as "atuações" dos moradores. Eu fiquei com muita vergonha alheia, porque, claramente, eles estavam se portando de forma diferente, pois havia uma câmera na frente deles. Os diálogos meio ensaiados, as atitudes dos moradores quase que planejadas diminuíram bastante a qualidade do documentário.
F.D.C.P.F.: Dê ao ser humano poder e você verá tudo o que ele é capaz de fazer. Curto demais o experimentalismo presente nesse filme. É brutal, duro e intenso. A cena entre Grace e o pai, em que ele a chama de "arrogante", é aquela típica cena em que você não quer perder nenhuma fala entre os personagens. A inversão dos papéis, a desconstrução da moralidade e da justiça... tudo isso é destrinchado ao longo de três horas de um modo inteligente e único. É um filme bastante memorável!
Quando se fala sobre música francesa, é quase certeza que o primeiro nome que salta à mente de todo mundo é Édith Piaf. Existem esses artistas que são capazes de mudar o rumo da arte. Com uma vida regada a álcool, traumas, dor e solidão, Piaf cantava como um rouxinol, ou melhor, como um pardal (para fazer jus à sua alcunha) e, enquanto sua boca estivesse aberta, todos os ouvidos paravam para prestar atenção.
Eu tive uma dificuldade inicial de engatar no ritmo da história, não sei se por conta da montagem, mas eu considero a forma como o filme é construído seu grande charme. Piaf é trazida à telona com uma atuação impecável de Marion Cotillard. Eu gosto muito do toque de humor que ela traz à personagem; seu trabalho de corpo é simplesmente estarrecedor; e o toque dramático tem presença sólida (a cena da morte do seu grande amor é feroz).
A esperteza do roteiro está em entregar as cartas para os espectadores aos pouquinhos. De início, somos apresentados a uma Édith cercada de amigos, em um grande jantar, onde ela é a estrela. No final, somos confrontados por uma Édith que diz em seu leito de morte que tem “mais medo da solidão do que da morte”. As diversas facetas estão ali: uma infância constituída em um ambiente hostil para uma criança; o abandono parental; o vício; os amores (e o sofrimento advindo deles); as perdas; o luto; o auge; a desgraça; o sucesso; o fim.
É um filme lindíssimo sobre uma mulher que teve uma vida dura, mas que fez da dureza a beleza do cantar, embora a música não tenha sido suficiente para evitar a sofrida realidade e o ingrato fim.
F.D.C.P.F.: É impressionante como a maioria dos grandes artistas (e grandes mesmo, daqueles que mudam o rumo da história daquilo que fazem) tem a cabeça ferrada, seja por traumas, pela pressão, pela imprensa, pelo sucesso. Agradeço ao documentário por me apresentar "Fantasy" (estou completamente viciado). Alguns dias atrás, meu tio Misso diz que ele considera Earth, Wind and Fire uma das maiores, se não a maior, banda de todos os tempos. Ele não mentiu.
Quem resolver embarcar junto com o Spielberg, vai conseguir se divertir. Eu gosto muito dessa aura/atmosfera que ele cria de que tem muita coisa de que a gente não sabe e precisa, com urgência, saber.
Infelizmente, alguns recursos narrativos empregados me decepcionaram. O que não me convenceu de forma alguma foi a rápida resignação daquele que pode ser considerado o "vilão" do filme, interpretado pelo Colin Firth. Temos duas horas de perseguição ferrenha e, no fim, o personagem de Colin aceita que não há nada o que possa fazer... Não colou.
Outra questão é o uso excessivo daquele bastão (chamado de "device" no filme), que fornece superpoderes aos seus usuários e cuja importância tende a zero à medida que a história caminha. Eu preferia que a trama fosse conduzida mais próxima da realidade nesse quesito. Eu nem vou mencionar os animais de IA na cena da abdução porque eles não merecem esse espaço aqui.
Agora, temos cenas notáveis. Entre elas, destaco a cena da transparência provocada pela personagem de Emily Blunt. Eu achei essa ideia bem bacana. Para mim, a apoteose do filme se dá mesmo na grande revelação nas redes de televisão. A atriz que faz a âncora anunciando as mais recentes descobertas mexeu com minhas emoções. E eu gosto bastante do final.
É um bom filme do Spielberg, mas eu esperava uma coisa completamente diferente, devo dizer.
F.D.C.P.F.: Vamos ao óbvio: o filme entretém bastante. Cada vez é mais comum a inserção de humor nos filmes de super-herói; aqui, algumas piadas funcionam, outras são utilizadas até a exaustão. Gosto muito do He-Man de Nicholas e da Teela de Camila. Acho que o filme é sobre o Esqueleto ter inveja dos gominhos e dos músculos do He-Man (ele tem a força!).
F.D.C.P.S.: Hacks vai fazer muita falta! Mais do que em todas as outras temporadas, os problemas das personagens (contrato severo de Deborah, falência da Schaefer-LuSaque, bloqueio criativo de Ava...) são reais e urgentes. A comédia está, mais uma vez, no tom. É impossível não devorar a temporada. Eu não estava esperando pela doença terminal de Deborah (inclusive, mais um exemplo de problema concreto). É impressionante como a gente torce por todos eles, pelo seu sucesso, pelo seu reconhecimento e percebe a mudança de comportamento deles. Esta é uma série que consegue mostrar muito bem o poder de transformação das relações sociais de uma forma leve e natural, pois o humor está ali, na saúde, na doença, na alegria ou na tristeza.
F.D.C.P.F.: A grandeza visual não supera a falta de um roteiro bem escrito. O subtítulo aqui nunca foi tão certeiro: o filme pega a gente, promete fazer algo e, no fim, nos leva a lugar nenhum, ou melhor, a um não-lugar. Só consegui sair da sala pensando que perdi 1h50 da minha vida; nem para me entreter com o suspense ele foi capaz.
F.D.C.P.F.: Olha, seria legal se houvesse uma explicação do mecanismo de prisão no mesmo dia, mas não é isso o que mais importa. Bill Murray está ótimo. Eu quero morar numa cidadezinha do interior que espera o Dia da Marmota. Ah, e eu também aproveitaria para aprender piano. Qual é a graça de viver uma vida roteirizada?
F.D.C.P.F.: A discussão do dilema arte/família é antigo, mas não deixa de ser lindamente apresentado em Viva. "Lembre de Mim", com o perdão do trocadilho, é realmente memorável. O protagonista é muito cativante (foi só ele falar das semi-covinhas que eu já entendi que ia gostar muito do filme). A experiência "in concert" certamente elevou a excelente experiência de assistir ao filme (com vento na cara quando o guia voa, artifícios pirotécnicos e orquestra com o som no talo).
F.D.C.P.F.: Quanta sensibilidade! "Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos" bate forte e faz pensar. "O que importa do nosso passado é o que fazemos com o nosso futuro a partir dele" traz sabedoria. É impossível não sair completamente apaixonado por Sam, Patrick e Charlie. São personagens tão, mas tão bem construídos... a cena do baile, ao som de "Come On Eileen" é uma das minhas favoritas de todos os tempos. Eu amo muito a Sam da Emma Watson, ela toma o espaço da tela inteira quando aparece, é filmada como se a câmera estivesse apaixonada por ela. O filme é muito lindo e tem uma revelação forte no final que causa gastura. A juventude é uma coisa à parte mesmo.
F.D.C.P.F.: Pode ser que algumas piadas não funcionem mais? Sim. Mas eu acho essa peça poderosa demais e um marco na história do teatro cristão. Sempre me divirto com a cena entre o Caíque e a Weilla. Também sempre saio impactado e confrontado pelo meu ego, arrogância e autossuficiência. Estamos sendo crentes performáticos ou crentes que amam a Cristo, a Sua obra e servi-Lo?
F.D.C.P.F.: Eu queria que mostrasse um pouco mais das contribuições incríveis do Paulinho. Tudo bem, é exibida a grande lista de trabalhos, mas não temos arquivos dos bastidores das gravações? Não podemos ver a magia sendo feita? Eu quero vídeos dos estúdios de gravação, não apenas as fotos, pessoal. De qualquer forma, é precioso constatar que Paulinho é do Brasil, que orgulho! O sorriso dele no rosto é capaz de causar fascinação. Eu amo as reconstituições das canções ("Don't Stop 'Til You Get Enough" é o auge!).
F.D.C.P.F.: Novo medo desbloqueado com sucesso: simpatia de amor. A atriz que faz a Nikki está devorando o papel, aposto nela como a próxima Mikey Madison. O filme entretém do início ao fim, provoca vergonha alheia, causa agonia, assusta, espanta graficamente... Precisa de mais? O Bear é sonso e inocente ao extremo (ficarei incomodado se isso for culpa de uma má atuação ou ficarei impressionado se isso for resultado de uma atenta direção de elenco).
F.D.C.P.F.: A imagem do professor é uma das que eu mais admiro, sou fascinado pela sala de aula. De inúmeros ensinamentos, o que mais me tocou foi: é necessário ter coragem e força para gritar em alto e bom som o que você pensa e defende. É preciso ir contra a corrente, driblar a necessidade de aceitação. O professor Keating prova que a única lavagem cerebral que um professor faz é jogar cândida na ignorância, no conformismo e na falta de pensamento crítico de seus alunos.
F.D.C.P.F.: A gente se apaixona pelos personagens enquanto eles mesmo se apaixonam entre si. A música sendo gerada e criada bem na nossa frente é algo tão lindo de se ver que só resta se emocionar. Fiquei muito impressionado com a atuação do Glen. Como pode essas músicas serem tão maravilhosas? "When Your Mind's Made Up" é uma coisa inexplicável. A cena final, com o piano de presente, é a coisa mais linda do mundo. Eu queria que tivesse legenda durante os diálogos em tcheco (se eu não soubesse do "eu te amo" por causa da peça seria uma perda imensa).
F.D.C.P.F.: O fan service com as referências é bacana, as reviravoltas são boas. Achei a Amari completamente dispensável na trama. O Nigel é um personagem interessantíssimo. Eles contextualizaram e atualizaram bem o roteiro. Senti a Miranda mais "fraca", mais retraída, menos Miranda Priestly, que pena! É uma boa sequência, só que nunca superará o primeiro, já nascido clássico.
Homem-Aranha: Um Novo Dia
4.0 384É curioso esse filme para mim, porque ele não é tão emocionante ou instigante quanto eu esperaria, nem apresenta tanto humor quanto os filmes de super-herói têm costumado apresentar (ou pelo menos o mesmo tipo de humor).
É um bom filme, com uma trama fechadinha e que deve ser um prato cheio para os fãs. Eu, como mero espectador, não saio exatamente empolgado da sala de cinema ou deslumbrado com o que vi. Eu arriscaria dizer que fica um sabor residual de: hum... precisamos mesmo de mais filmes do Homem-Aranha?
É válido mencionar que a ideia da vilã telepata é excelente e bem executada. Ah, e eu não fazia ideia que a Sadie Sink estaria no filme - uma grata surpresa!
Maravilhosa Sra. Maisel (2ª Temporada)
4.5 152 Assista AgoraEu tive uma certa dificuldade de engatar nessa segunda temporada, porque achei o enredo da viagem para Paris muito chatinho. Por outro lado, a viagem para o acampamento judaico foi interessante. No entanto, os episódios dessa temporada deixaram ainda mais claro para mim o que eu mais gosto na série: a relação entre Midge e Susie. É realmente o trunfo da série.
Eu gosto também da inclusão da adversária Sophie Lennon e as consequências advindas de tal enfrentamento. As dificuldades pelas quais Susie precisa passar como agente fazem sentido e trazem, ao mesmo tempo, diversão e torcida pelo êxito.
É uma série de que eu gosto, mas que, diferentemente de outras, não anseio pelo próximo episódio. É gostoso de acompanhar, mas não me exige completa dedicação e/ou atenção.
DTF St. Louis
3.8 43 Assista AgoraÉ uma série que causou estranhamento como poucas.
Deve-se ser muito engenhoso para compreender o que se pode levar a sério e o que é a comédia do roteiro. Eu penso que isso vem de um roteiro esperto, que não entrega as cartas todas de uma vez nem propõe delimitações rígidas do que são os gêneros de suspense, de investigação e de comédia. No entanto, eu não sei se isso me agradou tanto assim. Talvez o tempo faça com que eu goste mais.
Harbour e Bateman estão muito bem em seus respectivos papéis. Eu fiquei em dúvida se eu não gosto da atuação da Linda Cardellini ou se eu só não vou com a cara da personagem dela.
Em relação à resolução do mistério, era o mais óbvio que poderia ter acontecido. Acho que a atração pela série não está no mistério, mas no quão estranha ela é.
Ah, e só para mencionar, estou completamente viciado na versão de "Let the Sunshine In" do grupo The Fifth Dimension, que compõe a abertura da série (muito boa por sinal).
A Odisseia
4.2 580Tecnicamente, brilhante. Emocionalmente, mediano.
Eu esperava que o retorno do Odisseu à Ítaca fosse arrebatador, mas não tive essa sensação, embora o desafio do arco seja interessante de acompanhar. Não sei, mas o núcleo Penélope e Telêmaco não me convenceu muito.
O tempo passa bem rápido. A cena do ciclope é ótima; a cena com a Circe é excelente. Nunca tinha pensado em um cavalo de Troia empinado; achei a ideia genial.
Depois de alguns filmes do Nolan, eu acho que esse é o que ficou mais evidente para mim aquela fórmulinha de alinhar um som impactante a uma fotografia linda para tentar emocionar. Talvez seja por isso que não me pegou, pois já conheço essa tática dele. Dessa vez, a sala IMAX, com o som no talo e as imagens fortes, não foi capaz de emocionar, pois pareceu um tanto quanto plástico ou forçado.
Ainda assim, para uma pessoa como eu que conhecia quase zero da obra original, o filme é ótimo para apresentar o clássico e incitar a beber da fonte original.
Uma coisa que deve ser mencionada é a empolgação do público ao término do filme. Isso com certeza me deu vontade de voltar e assistir a tudo novamente.
Maravilhosa Sra. Maisel (1ª Temporada)
4.5 234 Assista AgoraNão tem jeito, a Susie é a minha personagem favorita, mas ela e Midge formam uma dupla e tanto. Eu gosto do lugar para onde essa primeira temporada se encaminhou: no fim das contas, Joel tinha Midge como uma espécie de esposa-troféu e não suportou a ideia de que ela fosse muito mais esperta e capacitada do que ele.
Eu curto as situações pelas quais os personagens precisam passar (me dá vontade de assistir mais e esse é um ótimo sinal). Torço muito pelo sucesso da Midge (e olha que eu sei que é tudo ficcional).
Stop Making Sense
4.6 53Está aí um show que eu amaria ter visto ao vivo.
Toda a parte artística e conceitual é muito bem executada. Tem um tom teatral que não chega a ser o estilo Broadway ao qual já estamos tão acostumados (e, por vezes, pouco entusiasmados com ele). É original e a impressão final que fica é de uma assinatura única em um show único da banda.
No quesito musical, não tenho o que dizer. Os sons e as letras das canções dizem por si mesmos.
Talking Heads ergueu o sarrafo lá no Pico da Neblina e vai ser difícil alcançá-lo.
Toy Story 5
3.9 182Mais do que a inserção da tecnologia no modo de brincar, considero o tema de aceitação em uma roda de amizade muito caro e super bem desenvolvido no filme. Estava com os dois pés atrás quando vi o anúncio de um quinto filme de Toy Story, mas não houve decepção.
A discussão é válida, bem-vinda e gosto de acreditar que faz os pais refletirem sobre a infância de suas crianças. O problema é que, na minha visão, a saída para essa questão-problema não está dentro de casa, parece ser mais uma ação coletiva.
A dublagem está bem bacana (surpreso por ouvir a voz da Maísa!) e o roteiro não fica muito atrás de outros filmes da sequência (é claro que não é um Toy Story 3).
Copan
2.9 6F.D.C.P.F.: Poxa, achei o documentário fraquinho. Entendo o recorte das eleições escolhido, mas a minha expectativa, com base no que foi vendido/prometido, era de um desenvolvimento maior sobre o edifício em si. Sem dúvida, o ponto alto do filme são as assembleias condominiais; ali ficam evidentes as características do brasileiro (no bom e no mau sentido). Algo que me incomodou demais foram as "atuações" dos moradores. Eu fiquei com muita vergonha alheia, porque, claramente, eles estavam se portando de forma diferente, pois havia uma câmera na frente deles. Os diálogos meio ensaiados, as atitudes dos moradores quase que planejadas diminuíram bastante a qualidade do documentário.
Dogville
4.3 2,0K Assista AgoraF.D.C.P.F.: Dê ao ser humano poder e você verá tudo o que ele é capaz de fazer. Curto demais o experimentalismo presente nesse filme. É brutal, duro e intenso. A cena entre Grace e o pai, em que ele a chama de "arrogante", é aquela típica cena em que você não quer perder nenhuma fala entre os personagens. A inversão dos papéis, a desconstrução da moralidade e da justiça... tudo isso é destrinchado ao longo de três horas de um modo inteligente e único. É um filme bastante memorável!
Piaf: Um Hino ao Amor
4.3 1,1K Assista AgoraQuando se fala sobre música francesa, é quase certeza que o primeiro nome que salta à mente de todo mundo é Édith Piaf. Existem esses artistas que são capazes de mudar o rumo da arte. Com uma vida regada a álcool, traumas, dor e solidão, Piaf cantava como um rouxinol, ou melhor, como um pardal (para fazer jus à sua alcunha) e, enquanto sua boca estivesse aberta, todos os ouvidos paravam para prestar atenção.
Eu tive uma dificuldade inicial de engatar no ritmo da história, não sei se por conta da montagem, mas eu considero a forma como o filme é construído seu grande charme. Piaf é trazida à telona com uma atuação impecável de Marion Cotillard. Eu gosto muito do toque de humor que ela traz à personagem; seu trabalho de corpo é simplesmente estarrecedor; e o toque dramático tem presença sólida (a cena da morte do seu grande amor é feroz).
A esperteza do roteiro está em entregar as cartas para os espectadores aos pouquinhos. De início, somos apresentados a uma Édith cercada de amigos, em um grande jantar, onde ela é a estrela. No final, somos confrontados por uma Édith que diz em seu leito de morte que tem “mais medo da solidão do que da morte”. As diversas facetas estão ali: uma infância constituída em um ambiente hostil para uma criança; o abandono parental; o vício; os amores (e o sofrimento advindo deles); as perdas; o luto; o auge; a desgraça; o sucesso; o fim.
É um filme lindíssimo sobre uma mulher que teve uma vida dura, mas que fez da dureza a beleza do cantar, embora a música não tenha sido suficiente para evitar a sofrida realidade e o ingrato fim.
Earth, Wind & Fire (To Be Celestial vs. That's the …
4.0 1F.D.C.P.F.: É impressionante como a maioria dos grandes artistas (e grandes mesmo, daqueles que mudam o rumo da história daquilo que fazem) tem a cabeça ferrada, seja por traumas, pela pressão, pela imprensa, pelo sucesso. Agradeço ao documentário por me apresentar "Fantasy" (estou completamente viciado). Alguns dias atrás, meu tio Misso diz que ele considera Earth, Wind and Fire uma das maiores, se não a maior, banda de todos os tempos. Ele não mentiu.
Dia D
3.0 541 Assista AgoraQuem resolver embarcar junto com o Spielberg, vai conseguir se divertir. Eu gosto muito dessa aura/atmosfera que ele cria de que tem muita coisa de que a gente não sabe e precisa, com urgência, saber.
Infelizmente, alguns recursos narrativos empregados me decepcionaram. O que não me convenceu de forma alguma foi a rápida resignação daquele que pode ser considerado o "vilão" do filme, interpretado pelo Colin Firth. Temos duas horas de perseguição ferrenha e, no fim, o personagem de Colin aceita que não há nada o que possa fazer... Não colou.
Outra questão é o uso excessivo daquele bastão (chamado de "device" no filme), que fornece superpoderes aos seus usuários e cuja importância tende a zero à medida que a história caminha. Eu preferia que a trama fosse conduzida mais próxima da realidade nesse quesito. Eu nem vou mencionar os animais de IA na cena da abdução porque eles não merecem esse espaço aqui.
Agora, temos cenas notáveis. Entre elas, destaco a cena da transparência provocada pela personagem de Emily Blunt. Eu achei essa ideia bem bacana. Para mim, a apoteose do filme se dá mesmo na grande revelação nas redes de televisão. A atriz que faz a âncora anunciando as mais recentes descobertas mexeu com minhas emoções. E eu gosto bastante do final.
É um bom filme do Spielberg, mas eu esperava uma coisa completamente diferente, devo dizer.
Mestres do Universo
3.2 456 Assista AgoraF.D.C.P.F.: Vamos ao óbvio: o filme entretém bastante. Cada vez é mais comum a inserção de humor nos filmes de super-herói; aqui, algumas piadas funcionam, outras são utilizadas até a exaustão. Gosto muito do He-Man de Nicholas e da Teela de Camila. Acho que o filme é sobre o Esqueleto ter inveja dos gominhos e dos músculos do He-Man (ele tem a força!).
Hacks (5ª Temporada)
4.5 41 Assista AgoraF.D.C.P.S.: Hacks vai fazer muita falta! Mais do que em todas as outras temporadas, os problemas das personagens (contrato severo de Deborah, falência da Schaefer-LuSaque, bloqueio criativo de Ava...) são reais e urgentes. A comédia está, mais uma vez, no tom. É impossível não devorar a temporada. Eu não estava esperando pela doença terminal de Deborah (inclusive, mais um exemplo de problema concreto).
É impressionante como a gente torce por todos eles, pelo seu sucesso, pelo seu reconhecimento e percebe a mudança de comportamento deles. Esta é uma série que consegue mostrar muito bem o poder de transformação das relações sociais de uma forma leve e natural, pois o humor está ali, na saúde, na doença, na alegria ou na tristeza.
Backrooms: Um Não-Lugar
3.2 453 Assista AgoraF.D.C.P.F.: A grandeza visual não supera a falta de um roteiro bem escrito. O subtítulo aqui nunca foi tão certeiro: o filme pega a gente, promete fazer algo e, no fim, nos leva a lugar nenhum, ou melhor, a um não-lugar. Só consegui sair da sala pensando que perdi 1h50 da minha vida; nem para me entreter com o suspense ele foi capaz.
Feitiço do Tempo
3.9 770 Assista AgoraF.D.C.P.F.: Olha, seria legal se houvesse uma explicação do mecanismo de prisão no mesmo dia, mas não é isso o que mais importa. Bill Murray está ótimo. Eu quero morar numa cidadezinha do interior que espera o Dia da Marmota. Ah, e eu também aproveitaria para aprender piano. Qual é a graça de viver uma vida roteirizada?
Viva: A Vida é Uma Festa
4.5 2,6K Assista AgoraF.D.C.P.F.: A discussão do dilema arte/família é antigo, mas não deixa de ser lindamente apresentado em Viva. "Lembre de Mim", com o perdão do trocadilho, é realmente memorável. O protagonista é muito cativante (foi só ele falar das semi-covinhas que eu já entendi que ia gostar muito do filme). A experiência "in concert" certamente elevou a excelente experiência de assistir ao filme (com vento na cara quando o guia voa, artifícios pirotécnicos e orquestra com o som no talo).
As Vantagens de Ser Invisível
4.2 6,9K Assista AgoraF.D.C.P.F.: Quanta sensibilidade! "Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos" bate forte e faz pensar. "O que importa do nosso passado é o que fazemos com o nosso futuro a partir dele" traz sabedoria. É impossível não sair completamente apaixonado por Sam, Patrick e Charlie. São personagens tão, mas tão bem construídos... a cena do baile, ao som de "Come On Eileen" é uma das minhas favoritas de todos os tempos. Eu amo muito a Sam da Emma Watson, ela toma o espaço da tela inteira quando aparece, é filmada como se a câmera estivesse apaixonada por ela. O filme é muito lindo e tem uma revelação forte no final que causa gastura. A juventude é uma coisa à parte mesmo.
O Jardim Do Inimigo - 10 Anos
4.4 12F.D.C.P.F.: Pode ser que algumas piadas não funcionem mais? Sim. Mas eu acho essa peça poderosa demais e um marco na história do teatro cristão. Sempre me divirto com a cena entre o Caíque e a Weilla. Também sempre saio impactado e confrontado pelo meu ego, arrogância e autossuficiência. Estamos sendo crentes performáticos ou crentes que amam a Cristo, a Sua obra e servi-Lo?
The Groove Under The Groove: Os Sons de Paulinho da …
4.3 11 Assista AgoraF.D.C.P.F.: Eu queria que mostrasse um pouco mais das contribuições incríveis do Paulinho. Tudo bem, é exibida a grande lista de trabalhos, mas não temos arquivos dos bastidores das gravações? Não podemos ver a magia sendo feita? Eu quero vídeos dos estúdios de gravação, não apenas as fotos, pessoal. De qualquer forma, é precioso constatar que Paulinho é do Brasil, que orgulho! O sorriso dele no rosto é capaz de causar fascinação. Eu amo as reconstituições das canções ("Don't Stop 'Til You Get Enough" é o auge!).
Obsessão
3.9 925 Assista AgoraF.D.C.P.F.: Novo medo desbloqueado com sucesso: simpatia de amor. A atriz que faz a Nikki está devorando o papel, aposto nela como a próxima Mikey Madison. O filme entretém do início ao fim, provoca vergonha alheia, causa agonia, assusta, espanta graficamente... Precisa de mais? O Bear é sonso e inocente ao extremo (ficarei incomodado se isso for culpa de uma má atuação ou ficarei impressionado se isso for resultado de uma atenta direção de elenco).
Sociedade dos Poetas Mortos
4.3 2,4K Assista AgoraF.D.C.P.F.: A imagem do professor é uma das que eu mais admiro, sou fascinado pela sala de aula. De inúmeros ensinamentos, o que mais me tocou foi: é necessário ter coragem e força para gritar em alto e bom som o que você pensa e defende. É preciso ir contra a corrente, driblar a necessidade de aceitação. O professor Keating prova que a única lavagem cerebral que um professor faz é jogar cândida na ignorância, no conformismo e na falta de pensamento crítico de seus alunos.
Apenas Uma Vez
4.0 1,4KF.D.C.P.F.: A gente se apaixona pelos personagens enquanto eles mesmo se apaixonam entre si. A música sendo gerada e criada bem na nossa frente é algo tão lindo de se ver que só resta se emocionar. Fiquei muito impressionado com a atuação do Glen. Como pode essas músicas serem tão maravilhosas? "When Your Mind's Made Up" é uma coisa inexplicável. A cena final, com o piano de presente, é a coisa mais linda do mundo. Eu queria que tivesse legenda durante os diálogos em tcheco (se eu não soubesse do "eu te amo" por causa da peça seria uma perda imensa).
O Diabo Veste Prada 2
3.3 424 Assista AgoraF.D.C.P.F.: O fan service com as referências é bacana, as reviravoltas são boas. Achei a Amari completamente dispensável na trama. O Nigel é um personagem interessantíssimo. Eles contextualizaram e atualizaram bem o roteiro. Senti a Miranda mais "fraca", mais retraída, menos Miranda Priestly, que pena! É uma boa sequência, só que nunca superará o primeiro, já nascido clássico.