É tudo incrível, a arte do filme, roteiro, atuação sensacional de Oscar Isaac (o que não é nenhuma novidade), e aquela sensação de estranheza íntima que só Guillermo del Toro consegue causar.
Como assim eu demorei tanto de descobrir essa série?! Para quem gosta de sitcom, é um prato transbordando. É original, hilária demais, e embora eu tenha personagens queridinhos, gostei de todos os atores.
Não conhecia a Coralie Fargeat, mas me encantei. Excelente forma de homenagear e referenciar outros diretores, com um assinatura bem delineada. Quando mulheres falam sobre mulheres neste nível de profundidade, nem sempre é bom de ouvir, mas geralmente é necessário escutar. Definitivamente a atuação da Demi e Margaret estão excelentes. Os enquadramentos nos olhos e nos rostos me agradam muito. O exagero de determinadas cenas é engraçado. Tenho a sensação de que vi um filme dos anos 80 em alta definição, principalmente no final. Enfim, bom filme. Não é um favorito, mas é do meu gosto.
A Sandra é uma mulher inteligente, profunda e fleumática. Pessoas assim dificilmente agem por impulso, e seria muita burrice matar alguém quando se está a sós com a vítima.
Vê-se no primeiro diálogo que ela não é muito interessada no marido. Trata o ataque de pelanca dele com a maior naturalidade, o que indica que ele era um histérico, e ela já estava acostumada.
Além disso, eles não dormiam juntos, ela já pulou a cerca, ele pisou na bola com o filho e se culpou por isso, fazia terapia, tomava remédio.
Os crimes passionais geralmente são praticados pela pessoa “ferida” da relação, pelo cônjuge traído, ou ciumento, desconfiado, emocionalmente desequilibrado.
Como ela era meio indiferente a ele, na real, ele é que tinha tudo para querer matá-la.
Por outro lado, Sandra mente muito. Muito mesmo. E o Daniel é obviamente influenciado por ela, não por maldade, por por inocência. No meu íntimo, também teria dificuldades de acreditar e aceitar que a minha Mãe mataria meu Pai.
No dia da morte, quando Daniel sai de casa, ele fecha a porta. Quando ele retorna e encontra o Pai, mostra uma cena de dentro de casa, e a porta está aberta.
No depoimento da Sandra, ela diz que estava dormindo no quarto, com um fone de ouvido. Mas quando Daniel a chama, ela sai direto pela porta da casa, na sala.
Se ela de fato estivesse no quarto, teria olhado pela janela primeiro, não? Assim como ela fez com a entrevistadora que estava indo embora. Dá a impressão de que ela já estava na sala.
Além disso, a sequência de cenas enquanto ela está no telefone chamando a polícia é bastante sugestiva: escada, corrimão, visão do sótão, sótão.
Quanto ao julgamento, não conheço as leis francesas, mas se parecidas com as brasileiras, houve um julgamento justo: sem provas, não há como culpar ninguém, e a dúvida favorece o Réu.
Eu tô achando incrível essa onda recente de filmes em que as mulheres não são vítimas bobinhas, e simplesmente resolvem o mal pela raiz, sem medo de cancelar o CPF do amiguinho. :)
Yorgos Lanthimos e Lars von Trier me deixam cansada. Amam uma exploração sexual feminina disfarçada de crítica social.
Deleitam-se com isto, enchem os bolsos e ficam famosos. Não consigo entender.
Depois de ‘Dente Canino’ e ‘A Casa que Jack Construiu’, eu simplesmente não tenho paciência para estes caras, e embora eu admire muito a Emma Stone, recuso-me a assistir a este filme.
Um roteiro redondinho, sem falhas, bons diálogos, uma trilha sonora recheada de Elliott Smith, um final que indica um novo começo.
Pra mim, aquele choro do “It’s not your fault” marca o renascimento de Will, para uma nova vida.
Will nos ensina como é gostoso ser abraçado por um anjo, como é preciso coragem e integridade para amar e ser amado por alguém, e também o tanto que nos traz paz olhar para dentro não só com inteligência, mas com sabedoria para lidar com os próprios diabos.
Pedir para alguém como Will aprender habilidades sociais sozinho, seria como pedir para uma pessoa “normal” aprender matemática sozinha. Às vezes não dá, né. Quem seríamos nós sem os pacientes professores de exatas (e sem os terapeutas).
Sean nos ensina que o sentimento de luto não tem cura, mas se aprende a lidar com ele quando deixamos outras pessoas nos tocarem a alma, quando nos permitimos experimentar mais.
Gostei do filme, e acho que assisti numa boa época. Se eu tivesse assistido quando era mais nova, talvez não aproveitasse tanto.
O filme tem alguns diálogos interessantes, mas bastante rasos. Os personagens são esquisitos. Julia Roberts é a personificação da “Karen”, Ethan Hawke é um molóide, Mahershala é o menos pior. Os personagens e atores juvenis são um tédio sem tamanho. O roteiro é muito cansado. Depois de ver essa pérola eu me lembro por que tenho evitado filme americano. Metem uma bandeira no meio, envolvem militares, fim-do-mundo, dedo no c* e gritaria. Eu podia chamar de “merda”, mas vou chamar de “filme”. Enfim, merece apenas uma estrela pela fotografia e enquadramentos muito bem feitos.
Se você é uma pessoa que assiste os vídeos no Youtube acelerados no 1,75x, não assista a esse filme, porque vai ser o tipo de pessoa que vai se entediar e achar que o filme é ruim porque é longo.
Ainda estou digerindo tudo, porque assisti ontem, os diálogos são extensos, e eu não conhecia o Oppenheimer. Nunca tinha nem ouvido falar dele.
Na saída do cinema, o comentário que mais me deixou indignada foi o de que o filme seria prolixo, cansativo, extenso demais.
As pessoas que foram assistir ao filme não viram a duração antes? São adultos não sabem quanto tempo significa 3 horas sentado?
Achavam que um filme biográfico, sobre um homem extremamente complexo, e sobre um dos eventos mais marcantes da SGG, poderia ser resumido em apertadas 1h30min?
A macholândia que curte faroestes, Rocky, Rambo, Duro de Matar, comédias americanas de homens na puberdade, entre vários outros filmes testosteronados, compra um ingresso do filme da BARBIE (!!), dirigido pela GRETA, e depois abre o berreiro pra vomitar ódio gratuito, sem qualquer fundamento relevante, sempre com os bordões de “lacração”, “esquerdista”, “feminista”.
Como é que leva essa gente a sério?
Tu esperavas o quê, meu nobre? Uma Barbie que se apaixona por um incel e chama as amigas pra fazer um harém pra ele?
Ou achou que o filme seria sobre a Barbie que lava, passa, arruma, cozinha, cria a prole do macho alfa, e ainda arranja tempo de cortar as unhas do pé chulezento seboso dele?
Possuída no Deserto
2.7 20Muito éter mal cheirado.
Frankenstein
3.7 617 Assista AgoraÉ tudo incrível, a arte do filme, roteiro, atuação sensacional de Oscar Isaac (o que não é nenhuma novidade), e aquela sensação de estranheza íntima que só Guillermo del Toro consegue causar.
A maior sensação, no entanto, é a seguinte:
como é que Jacob Elordi conseguiu transformar Frankenstein em um gostoso? Misericórdia…
Eu nem sou de comentar esse tipo de coisa, mas verdades precisam ser ditas. Hahaha
Devoradores de Estrelas
4.0 801 Assista AgoraEu verdadeiramente adoro Ryan Gosling e a atuação dele é legal.
Mas o filme tem uma pegada meio "Interestelar" meio "A Chegada", com roteiro que não conseguiu me convencer. Não curti.
O Morro dos Ventos Uivantes
2.9 311 Assista AgoraTão bom quanto arrastar os dentes no asfalto.
Eles Vão Te Matar
3.1 275 Assista AgoraShitshow
Contos do Loop (1ª Temporada)
4.2 228 Assista Agora90% drama, 10% sci-fi. Amei.
Cenas lindíssimas, excelente trilha sonora, mensagens sutis e reflexivas.
É um seriado contemplativo.
Fantasmas (1ª Temporada)
4.2 40 Assista AgoraComo assim eu demorei tanto de descobrir essa série?!
Para quem gosta de sitcom, é um prato transbordando.
É original, hilária demais, e embora eu tenha personagens queridinhos, gostei de todos os atores.
Kusuriya no Hitorigoto (1ª Temporada)
4.5 37 Assista AgoraGrata surpresa.
Um alívio para os olhos e para a mente.
Às Vezes Quero Sumir
3.5 73A música de Adriana Caselotti no final, com a melhor letra possível para o filme.
A Substância
3.9 1,9K Assista AgoraNão conhecia a Coralie Fargeat, mas me encantei.
Excelente forma de homenagear e referenciar outros diretores, com um assinatura bem delineada.
Quando mulheres falam sobre mulheres neste nível de profundidade, nem sempre é bom de ouvir, mas geralmente é necessário escutar.
Definitivamente a atuação da Demi e Margaret estão excelentes.
Os enquadramentos nos olhos e nos rostos me agradam muito.
O exagero de determinadas cenas é engraçado.
Tenho a sensação de que vi um filme dos anos 80 em alta definição, principalmente no final.
Enfim, bom filme. Não é um favorito, mas é do meu gosto.
Anatomia de uma Queda
4.0 992 Assista AgoraA Sandra é uma mulher inteligente, profunda e fleumática. Pessoas assim dificilmente agem por impulso, e seria muita burrice matar alguém quando se está a sós com a vítima.
Vê-se no primeiro diálogo que ela não é muito interessada no marido. Trata o ataque de pelanca dele com a maior naturalidade, o que indica que ele era um histérico, e ela já estava acostumada.
Além disso, eles não dormiam juntos, ela já pulou a cerca, ele pisou na bola com o filho e se culpou por isso, fazia terapia, tomava remédio.
Os crimes passionais geralmente são praticados pela pessoa “ferida” da relação, pelo cônjuge traído, ou ciumento, desconfiado, emocionalmente desequilibrado.
Como ela era meio indiferente a ele, na real, ele é que tinha tudo para querer matá-la.
Por outro lado, Sandra mente muito. Muito mesmo. E o Daniel é obviamente influenciado por ela, não por maldade, por por inocência. No meu íntimo, também teria dificuldades de acreditar e aceitar que a minha Mãe mataria meu Pai.
Há outros elementos incongruentes também.
No dia da morte, quando Daniel sai de casa, ele fecha a porta. Quando ele retorna e encontra o Pai, mostra uma cena de dentro de casa, e a porta está aberta.
No depoimento da Sandra, ela diz que estava dormindo no quarto, com um fone de ouvido. Mas quando Daniel a chama, ela sai direto pela porta da casa, na sala.
Se ela de fato estivesse no quarto, teria olhado pela janela primeiro, não? Assim como ela fez com a entrevistadora que estava indo embora. Dá a impressão de que ela já estava na sala.
Além disso, a sequência de cenas enquanto ela está no telefone chamando a polícia é bastante sugestiva: escada, corrimão, visão do sótão, sótão.
Quanto ao julgamento, não conheço as leis francesas, mas se parecidas com as brasileiras, houve um julgamento justo: sem provas, não há como culpar ninguém, e a dúvida favorece o Réu.
A vida é muito doida, gente.
Enfim. Bom filme, com roteiro interessante.
Adoro respostas não dadas, porque a dúvida aluga um triplex na nossa cabeça, com prazo indeterminado.
Fleabag (2ª Temporada)
4.7 915 Assista AgoraO seriado acabou no tempo certo, mas eu não consigo aceitar que Phoebe Waller-Bridge tem tão pouco conteúdo produzido. A mulher é genial.
Fleabag, Crashing, Killing Eve. Eu quero mais.
Amores Solitários
2.8 55 Assista AgoraPresta, não. Se estiver na dúvida, não assista.
Não Se Preocupe, Querida
3.3 643 Assista AgoraEu tô achando incrível essa onda recente de filmes em que as mulheres não são vítimas bobinhas, e simplesmente resolvem o mal pela raiz, sem medo de cancelar o CPF do amiguinho. :)
O Homem da Terra
4.0 464 Assista AgoraAcho que o Jerome Bixby estava escutando muito Raul Seixas… “Eu nasci há 14 mil anos atrás”.
O Fabricante de Lágrimas
2.2 111Me lembrou demais Crepúsculo, mas no multiverso em que o Edward é o “lobo”. Ai, sei lá, tá faltando originalidade nessas histórias.
A Pele que Habito
4.2 5,1KParece uma fanfic do conto de Nero e Esporo.
Medo
3.2 260 Assista AgoraNa atualidade, o ator que me passa essa sensação de cinismo é o Barry Keoghan. :P
Pobres Criaturas
4.1 1,3K Assista AgoraYorgos Lanthimos e Lars von Trier me deixam cansada. Amam uma exploração sexual feminina disfarçada de crítica social.
Deleitam-se com isto, enchem os bolsos e ficam famosos. Não consigo entender.
Depois de ‘Dente Canino’ e ‘A Casa que Jack Construiu’, eu simplesmente não tenho paciência para estes caras, e embora eu admire muito a Emma Stone, recuso-me a assistir a este filme.
Gênio Indomável
4.2 1,3K Assista AgoraUm roteiro redondinho, sem falhas, bons diálogos, uma trilha sonora recheada de Elliott Smith, um final que indica um novo começo.
Pra mim, aquele choro do “It’s not your fault” marca o renascimento de Will, para uma nova vida.
Will nos ensina como é gostoso ser abraçado por um anjo, como é preciso coragem e integridade para amar e ser amado por alguém, e também o tanto que nos traz paz olhar para dentro não só com inteligência, mas com sabedoria para lidar com os próprios diabos.
Pedir para alguém como Will aprender habilidades sociais sozinho, seria como pedir para uma pessoa “normal” aprender matemática sozinha. Às vezes não dá, né. Quem seríamos nós sem os pacientes professores de exatas (e sem os terapeutas).
Sean nos ensina que o sentimento de luto não tem cura, mas se aprende a lidar com ele quando deixamos outras pessoas nos tocarem a alma, quando nos permitimos experimentar mais.
Gostei do filme, e acho que assisti numa boa época. Se eu tivesse assistido quando era mais nova, talvez não aproveitasse tanto.
O Mundo Depois de Nós
3.2 996 Assista AgoraO filme tem alguns diálogos interessantes, mas bastante rasos.
Os personagens são esquisitos. Julia Roberts é a personificação da “Karen”, Ethan Hawke é um molóide, Mahershala é o menos pior. Os personagens e atores juvenis são um tédio sem tamanho.
O roteiro é muito cansado. Depois de ver essa pérola eu me lembro por que tenho evitado filme americano. Metem uma bandeira no meio, envolvem militares, fim-do-mundo, dedo no c* e gritaria.
Eu podia chamar de “merda”, mas vou chamar de “filme”.
Enfim, merece apenas uma estrela pela fotografia e enquadramentos muito bem feitos.
Oppenheimer
4.0 1,2KSe você é uma pessoa que assiste os vídeos no Youtube acelerados no 1,75x, não assista a esse filme, porque vai ser o tipo de pessoa que vai se entediar e achar que o filme é ruim porque é longo.
Ainda estou digerindo tudo, porque assisti ontem, os diálogos são extensos, e eu não conhecia o Oppenheimer. Nunca tinha nem ouvido falar dele.
Na saída do cinema, o comentário que mais me deixou indignada foi o de que o filme seria prolixo, cansativo, extenso demais.
As pessoas que foram assistir ao filme não viram a duração antes? São adultos não sabem quanto tempo significa 3 horas sentado?
Achavam que um filme biográfico, sobre um homem extremamente complexo, e sobre um dos eventos mais marcantes da SGG, poderia ser resumido em apertadas 1h30min?
Sei lá, falta tanta coerência nas pessoas.
Barbie
3.8 1,7K Assista AgoraA macholândia que curte faroestes, Rocky, Rambo, Duro de Matar, comédias americanas de homens na puberdade, entre vários outros filmes testosteronados, compra um ingresso do filme da BARBIE (!!), dirigido pela GRETA, e depois abre o berreiro pra vomitar ódio gratuito, sem qualquer fundamento relevante, sempre com os bordões de “lacração”, “esquerdista”, “feminista”.
Como é que leva essa gente a sério?
Tu esperavas o quê, meu nobre? Uma Barbie que se apaixona por um incel e chama as amigas pra fazer um harém pra ele?
Ou achou que o filme seria sobre a Barbie que lava, passa, arruma, cozinha, cria a prole do macho alfa, e ainda arranja tempo de cortar as unhas do pé chulezento seboso dele?
Kkkk, eu não aguento o chororô
Viveiro
3.2 826 Assista AgoraFilme bem “roim”.
Se a intenção era fazer críticas sociais construtivas, que assim o fizesse, oras.
Se a intenção era fazer um filme de terror, metia um terror no meio.
Se era falar sobre alienígenas fazendo um experimento, que procurassem pessoas de fato querendo adotar crianças.
Mas o filme é todo desconcertado. Não tem nada de profundo, nem de terror, é só uma maconha mal fumada.