Sorrentino é muito bom diretor: consegue trabalhar com o absurdismo e o realismo sem cair nas convenções engessadas da alegoria. Porém, sinto muito cansaço dos finais dos filmes. Digo "finais" porque toda hora parece que o filme se encaminha para o final, mas não, demora mais 40 minutos para o final verdadeiro. Neste, em especial, pareceu uma tortura, não havia mais nada a ser dito e, mesmo assim, continuou.
A parte mais legal e interessante é a parte do podcast, mas toda a parte A24 das ideia é um porre: repetitivo, clichê e perdido. Parece que estamos vendo dois filmes totalmente diferentes, colados com cuspe.
É sempre muito triste acompanhar qualquer narrativa onde uma mulher abre mão de sua autonomia e agência por causa de homem. Aliás, abrir mão inclusive do anonimato pra servir de combustível de uma mídia fanática pela imagem, como ocorreu com a Carolyn Bassete. Mesmo assim, é série é muito boa, fiquei encantado.
É uma colcha de retalhos de outros filmes: SETE SAMURAIS e TRILOGIA STAR WARS (a original). Mas isso não é ruim, o diretor sabe usar as referências de maneira excelente. É muito melhor que o segundo e já demonstra certa decepção política do Cameron com a postura de Hollywood frente às dinâmicas imperialistas. É um filme mais escuro, mórbido e enlutado. Só acho engraçado, que uma sociedade não-humana vivendo numa estrutura feudal composta por reis e rainhas. Até os papéis de gênero são idênticos aos dos humanos. Aliás, as personagens femininas são bem mal escritas.
O cara pensou que nunca mais ia conseguir fazer um filme, então ele jogou tudo que ele tinha, mas não sobrou nada. É bem pretensioso. Porém, serviu pro bonito lançar o clássico ODDITY.
Com um olhar cínico, é um filme de um boy dodói que não consegue fazer a arte dele, então ele sofre, por alguma razão inexplicável. Na verdade, é um cara insuportável. Agora, sob um olhar menos cínico, é a história de uma mulher que perde totalmente sua agência e autonomia por conta da maternidade. Não é à toa o enquadramento e a disposição dos objetos em cena: sempre se fechando ao redor dela e, ao poucos, perdendo a luz, oprimindo-a. No entanto, o filme, por ser muito conservador, opta por limar qualquer possibilidade de redenção após a maternidade, reduzindo a personagem principal a uma caricatura da 'mater dolorosa', igual a uma Virgem Maria. Ela parece que começa a existir só depois que virou mãe, até da floresta ela abriu mão. Já o boy dodói, por não ter personalidade alguma, e nem profundidade, explora o sofrimento dessa mulher para fazer arte, o que eu acho estranho visto que é isso que a arte faz desde seus primórdios: mas o filme parece que concorda com isso. Por um lado, eu até entendo que a mensagem é que a arte cura aquilo que o mundo real não consegue curar, mas a arte para este filme é uma experiência individual, e não coletiva. Eu não sei se a diretora quis ser irônica, ou se a montagem final não ficou a cargo dela, mas me pareceu que ela iria contar uma coisa, porém o resultado final é outra coisa.
Pela primeira vez que achei um flashback melhor que o tempo presente. Mas a série não é TÃO ruim assim, talvez ela seja tão ruim que deu a volta e ficou bom. Aliás, tirem a câmera do David Gordon Green que é sabor diretor.
O documentário só mostra causa das coisas, não os efeitos. Os efeitos ficam em segundo plano, no máximo subentendido. Além disso, tudo se resume a problemas com a mãe e com antissemitismo - aliás, chama atenção uma islamofobia de parte do apresentador. É covarde com o próprio material que tem em mãos, não tem coragem com nada. Chapa branca total.
Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte
3.3 73É um slasher psicossexual que está mais próximo do CRASH do Cronenberg que SEXTA-FEIRA 13. O filme é único naquilo que propõe. Adorei.
Extermínio: O Templo dos Ossos
3.3 271 Assista AgoraBem melhor do que eu imaginava.
A Morte do Demônio: Em Chamas
3.2 285 Assista AgoraÉ qualquer filme que sem querer se chama EVIL DEAD. Não é ruim, mas não pertence de jeito nenhum à franquia.
Hokum: O Pesadelo da Bruxa
3.0 217 Assista AgoraNão tem nada de novo, mas o feijão com arroz que faz é muito bom. Muito mesmo.
Dia D
3.0 547 Assista AgoraTô esperando desde que eu assisti esse filme começar. Ele nunca começa. Arrastado, charo e enfadonho.
Ninguém Pode Saber
4.3 238Que desgraceira, filme triste demais. Porém, é lindo.
Mortal Kombat 2
3.2 345 Assista AgoraO teste da atriz que fez a Sônia foi desmaiar na frente da câmera. É um filme bem legal. A fubanguice voltou com tudo.
Hacks (5ª Temporada)
4.5 45 Assista AgoraQuero processar os produtores dessa série. Como assim ela acabou? Eu vou rir como a partir de hoje?
Hacks (3ª Temporada)
4.4 57 Assista AgoraAinda não vi o restante, mas, pra mim, é a melhor temporada.
Os Estranhos: Capítulo 1
2.1 248Eu devo ter tido um derrame...
Endemoniada
4.0 333 Assista AgoraFilme lindo sobre a melhor amiga do mundo.
Hacks (1ª Temporada)
4.2 107 Assista AgoraAva é chatinha no começo. Só se encontra a personalidade dela no meio na segunda temporada.
O Diabo Veste Prada 2
3.3 433 Assista AgoraNão é um filme, é um evento canônico para mulher e gays.
A Graça
3.9 23 Assista AgoraSorrentino é muito bom diretor: consegue trabalhar com o absurdismo e o realismo sem cair nas convenções engessadas da alegoria. Porém, sinto muito cansaço dos finais dos filmes. Digo "finais" porque toda hora parece que o filme se encaminha para o final, mas não, demora mais 40 minutos para o final verdadeiro. Neste, em especial, pareceu uma tortura, não havia mais nada a ser dito e, mesmo assim, continuou.
Amém
3.9 91A Igreja Católica esconde nazistas, pedófilos e o que mais? Aliens?
Undertone
3.0 228 Assista AgoraA parte mais legal e interessante é a parte do podcast, mas toda a parte A24 das ideia é um porre: repetitivo, clichê e perdido. Parece que estamos vendo dois filmes totalmente diferentes, colados com cuspe.
Maldição da Múmia
3.0 338 Assista AgoraPerdão pelo trocadilho, mas esse filme é um bálsamo. Eu amei. Bagaceira maravilhosa.
História De Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette …
3.6 30 Assista AgoraÉ sempre muito triste acompanhar qualquer narrativa onde uma mulher abre mão de sua autonomia e agência por causa de homem. Aliás, abrir mão inclusive do anonimato pra servir de combustível de uma mídia fanática pela imagem, como ocorreu com a Carolyn Bassete. Mesmo assim, é série é muito boa, fiquei encantado.
Psicose 2
3.3 223 Assista AgoraE não é que é bom...
Avatar: Fogo e Cinzas
3.5 355 Assista AgoraÉ uma colcha de retalhos de outros filmes: SETE SAMURAIS e TRILOGIA STAR WARS (a original). Mas isso não é ruim, o diretor sabe usar as referências de maneira excelente. É muito melhor que o segundo e já demonstra certa decepção política do Cameron com a postura de Hollywood frente às dinâmicas imperialistas. É um filme mais escuro, mórbido e enlutado. Só acho engraçado, que uma sociedade não-humana vivendo numa estrutura feudal composta por reis e rainhas. Até os papéis de gênero são idênticos aos dos humanos. Aliás, as personagens femininas são bem mal escritas.
O Alerta
2.9 107O cara pensou que nunca mais ia conseguir fazer um filme, então ele jogou tudo que ele tinha, mas não sobrou nada. É bem pretensioso. Porém, serviu pro bonito lançar o clássico ODDITY.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.1 486 Assista AgoraCom um olhar cínico, é um filme de um boy dodói que não consegue fazer a arte dele, então ele sofre, por alguma razão inexplicável. Na verdade, é um cara insuportável. Agora, sob um olhar menos cínico, é a história de uma mulher que perde totalmente sua agência e autonomia por conta da maternidade. Não é à toa o enquadramento e a disposição dos objetos em cena: sempre se fechando ao redor dela e, ao poucos, perdendo a luz, oprimindo-a. No entanto, o filme, por ser muito conservador, opta por limar qualquer possibilidade de redenção após a maternidade, reduzindo a personagem principal a uma caricatura da 'mater dolorosa', igual a uma Virgem Maria. Ela parece que começa a existir só depois que virou mãe, até da floresta ela abriu mão. Já o boy dodói, por não ter personalidade alguma, e nem profundidade, explora o sofrimento dessa mulher para fazer arte, o que eu acho estranho visto que é isso que a arte faz desde seus primórdios: mas o filme parece que concorda com isso. Por um lado, eu até entendo que a mensagem é que a arte cura aquilo que o mundo real não consegue curar, mas a arte para este filme é uma experiência individual, e não coletiva. Eu não sei se a diretora quis ser irônica, ou se a montagem final não ficou a cargo dela, mas me pareceu que ela iria contar uma coisa, porém o resultado final é outra coisa.
Scarpetta: Médica Legista (1ª Temporada)
2.9 43 Assista AgoraPela primeira vez que achei um flashback melhor que o tempo presente. Mas a série não é TÃO ruim assim, talvez ela seja tão ruim que deu a volta e ficou bom. Aliás, tirem a câmera do David Gordon Green que é sabor diretor.
Louis Theroux: Por Dentro da Machosfera
3.2 40 Assista AgoraO documentário só mostra causa das coisas, não os efeitos. Os efeitos ficam em segundo plano, no máximo subentendido. Além disso, tudo se resume a problemas com a mãe e com antissemitismo - aliás, chama atenção uma islamofobia de parte do apresentador. É covarde com o próprio material que tem em mãos, não tem coragem com nada. Chapa branca total.