Furiosa
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Últimas opiniões enviadas

Frankenstein (Frankenstein) 595

Frankenstein

  • Furiosa
    3 meses atrás

    A adaptação de Frankenstein dirigida por Guillermo del Toro incomoda não por ousar reinterpretar Mary Shelley, mas por alterar pontos estruturais de uma obra que é, antes de tudo, ética, trágica e profundamente feminina. O problema não está em humanizar a criatura — Shelley já faz isso com enorme sensibilidade —, mas em mexer justamente no processo pelo qual essa humanidade é construída.

    No romance original, a criatura aprende sozinha. Observa, escuta, lê, sente. Encanta-se com a arte, com a música e com a caridade recebida do cego na cabana. Shelley deixa claro que existe ali uma inclinação à empatia, à sensibilidade e até ao apreço pelo belo humano. Mas a criatura não se torna humana. Pelo contrário: quanto mais compreende os homens, mais se enoja de sua crueldade. Ela ama o que é belo na humanidade, mas rejeita o humano enquanto espécie — e essa tensão é central para a obra.

    Produções como Penny Dreadful entenderam isso muito bem. A série desenvolve a interioridade do monstro sem deturpar sua essência. Ele constrói sua ética a partir da solidão, cria paralelos morais internos e passa a exercer uma justiça própria baseada no que vivenciou e aprendeu sozinho. Há empatia, mas também repulsa. Há lirismo, mas nunca assimilação plena.

    Na versão de Del Toro, essa trajetória é encurtada. Ao tornar a criatura esteticamente bela e emocionalmente próxima do espectador desde o início, o filme elimina o estranhamento, a ambiguidade e boa parte do horror moral. O monstro deixa de ser um espelho perturbador da humanidade e passa a ser alguém que o público é convidado a amar imediatamente. Com isso, perde-se a tragédia.

    O mesmo acontece com Victor Frankenstein. No livro, ele não é um personagem moldado por abuso ou trauma, mas por privilégio, amor familiar e vaidade intelectual. Sua culpa é consequência da obsessão e assim do orgulho excessivo, da arrogância, não da dor carregada. Ao transformá-lo em alguém marcado por conflitos familiares, o filme desloca a responsabilidade moral e cria justificativas emocionais que Shelley deliberadamente recusou.

    Essa descaracterização se aprofunda na figura de Elizabeth. No romance, ela representa estabilidade, afeto e humanidade — e

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    sua morte é o ápice da vingança da criatura e da culpa irreversível de Victor

    . No filme,
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    “Elizabeth passa a se envolver diretamente com a criação e com a criatura”, o que rompe o eixo simbólico da narrativa e dilui o terror. A dinâmica, na minha opinião forçada, que o filme constrói entre ela e o monstro desloca completamente o sentido da escolha da vítima, que no livro é friamente calculada e devastadora, e aqui se aproxima mais do melodrama do que da tragédia.

    Frankenstein não é uma história sobre criar vida. É uma história sobre abandonar aquilo que se cria. O horror não está na criatura, mas no gesto inicial de repulsa, no olhar que enoja, no cuidado que nunca veio. Shelley construiu uma tragédia em que tudo poderia ter sido diferente se, no momento da criação, Victor tivesse permanecido.

    Del Toro ama seus monstros — e isso funciona lindamente em muitos de seus filmes. Mas Frankenstein não pede amor imediato. Pede responsabilidade. Pede culpa. E é justamente aí que essa adaptação perde o terror ético que tornou a obra de Mary Shelley atemporal.

  • Faça Ela Voltar (Bring Her Back) 753

    Faça Ela Voltar

  • Furiosa
    9 meses atrás

    Bring Her Back é um filme de terror que se destaca por sua atmosfera opressiva e performances intensas, especialmente de Sally Hawkins, que entrega uma atuação perturbadora como Laura. A direção dos irmãos Philippou mantém uma tensão constante, mergulhando o espectador em um pesadelo emocional que explora o luto e a obsessão. No entanto, apesar de sua proposta ousada, o filme tropeça em escolhas narrativas que comprometem a verossimilhança. A personagem Piper, uma adolescente cega, é retratada de forma contraditória: recusa o uso da bengala para não ser tratada de forma diferente, mas é constantemente poupada e tratada com extremo cuidado. Além disso, ela não percebe sons, cheiros ou mudanças de tom de voz que seriam evidentes para alguém que desenvolveu outros sentidos, o que fragiliza sua construção e dificulta a criação de empatia por parte do público....

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    achei ela irritante e no final pensei um belo "bem feito" quando todos morreram e ela se viu ali sozinha!

    Andy, por sua vez, comete decisões clichês que soam forçadas,
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    como ligar para Piper ao descobrir a verdade ou insistir em alertas óbvios que apenas o tornam mais vulnerável.


    Essas e outras escolhas narrativas exigem uma suspensão de descrença excessiva e acabam por frustrar o espectador, já que o filme tem uma narrativa envolvente.

    Mas, no saldo final, Bring Her Back é um filme que impressiona pela ambientação e pelas atuações... apesar de bom, não acho essa genialidade que alguns proclamam. É uma obra impactante, mas, infelizmente, personagens burros meio que impedem que seja verdadeiramente excepcional.

  • Demolidor: Renascido (1ª Temporada) (Daredevil: Born Again (Season 1)) 174

    Demolidor: Renascido (1ª Temporada)

  • Furiosa
    11 meses atrás

    Foi uma boa temporada sim! Fisk já foi um contraponto melhor né gente

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    (apesar de que aquele final crush de crânio foi muito bom!)

    , o Justiceiro aparece em cenas que deixam claro por que Jon Bernthal é insubstituível, e a amizade entre Matt e Karen tem seu espaço... até...
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    a série insistir naquele flerte deslocado, como se não soubesse que ja deu meu deus do céeeeeeu, essa chama já se apagou!!!!

    Mas, ainda, realmente falta a ousadia da segunda temporada do original, que, pra mim, segue sendo o ápice absoluto da série.

    ELEKTRA... não tem igual!!! Não era só um interesse amoroso: era o espelho que refletia a escuridão que Matt tentava negar. Ela o desafiava, provocava, e sua química era tão perigosa quanto eletrizante. Enquanto isso, o Justiceiro não era um coadjuvante — era um furacão ético que fazia Matt questionar até seu próprio manto de herói. Já Fisk, não era só um vilão que misturava calculismo e violência de um jeito que mantinha você na ponta da cadeira. Era tudo intenso, sujo e humano —

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    sem psiquiatras que reduzem conflitos internos a clichês terapêuticos ou romances que só servem para preencher tempo de tela - QUE CHATURA A DOUTORA GLEEN!!!!!

    E sabe o que foi o mais irônico?

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    No final de Born Again, Matt começa a aceitar seu lado sombrio, algo que Elektra sempre defendeu com unhas e dentes. É como se a série dissesse: "Olha, você precisa dessa dualidade!", mas teima em apagar a personagem que personificava essa lição. Até o Justiceiro, que poderia ser o contraponto perfeito, fica relegado a participações simbólicas.

    Não é nostalgia: é sobre reconhecer que a segunda temporada funcionou pq não tinha medo de ser incômoda. Ela colocava Matt em situações onde não havia respostas certas — só escolhas dolorosas. Em Born Again, a Disney parece mais interessada em manter um equilíbrio "seguro", mesmo que isso signifique diluir o que faz o Demolidor fascinante: sua luta contra (e com) a própria sombra.

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    Mas o que realmente me deixou pensando foi o futuro da série: os rumores de que a próxima temporada trará uma batalha em massa contra Fisk, com Matt recrutando aliados (acredito muito na volta dos Defensores!), me animam e preocupam ao mesmo tempo: Por um lado, a volta de heróis como Jessica Jones ou Luke Cage pode injetar energia nova,

    mas espero que não percam o foco na personificação da dualidade que o Demolidor precisa enfrentar. Afinal, a força do Demolidor nunca esteve só nos punhos, mas na luta entre sua luz e escuridão .

    Então fica o apelo:

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    não basta trazer os Defensores ou aumentar o escopo da batalha.

    É preciso equilibrar escala e profundidade: tragam de volta aquela coragem narrativa e ousadia da segunda temporadada e Elektra (de preferência com Elodie Yung!), o Justiceiro como parceiro/rival de peso, e um Fisk que não perdeu sua ferocidade. A receita do sucesso já foi escrita — e está ali, esperando para ser relida. Disney, não reinventem a roda: às vezes, o futuro está no que já fez história.

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